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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Batman Ano Um, o filme animado

Toda história tem um início. E por mais vezes que ela seja contada e recontada sempre haverão elementos que durarão para sempre, povoando a imaginação de todos aqueles que se emocionarem com seu início. Batman Ano Um é a animação que transformou em desenho animado a história dos quadrinhos que transformou pra sempre a origem do maior herói que o mundo já teve.

UM NOVO INÍCIO

Nos anos 80, após a grande saga Crise nas Infinitas Terras que reuniu todos os heróis da DC Comics, a editora começou a revisar e a recontar a história dos seus principais heróis a fim de atualizá-los para a nova horla de leitores que estavam emergindo.

O escolhido para recontar a origem de Batman foi Frank Miller, o gênio por trás do roteiro de O Cavaleiro das Trevas, uma graphic novel que mudou para sempre como o herói era visto fora e dentro dos quadrinhos, sendo o conceito mais utilizado em todas as formas de entretenimento fora das revistas do herói.

Intitulada Batman Ano Um, a história conta exatamente o qu seu nome indica, o primeiro ano de Batman na famigerada cidade de Gothan City, passando por todos os medos e dificuldades que a difícil decisão de se tornar heróis acarreta na vida de um ser humano marcado pela dor e pela perda.

Com o sucesso nos quadrinhos, a história quase ganhou uma adaptação live-action nos anos 2.000, quando a Warner pretendia reiniciar a franquia Batman nos cinemas. Mesmo cancelada, a história exerceu grande influência no roteiro de Batman Begins, lançado em 2005 sob o roteiro e direção de Christopher Nolan.

Bruce Wayne chora a morte dos pais.

Com o sucesso dos filmes de Nolan, a Warner se motivou a lançar diversos filmes animados de seus super-heróis (a Warner é a atual dona da DC Comics) e finalmente em 2011, Batman Ano Um teve a sua chance de ser produzida.

NASCE O HERÓI

Na história, dois pontos-de-vista são sumamente contados pincelando o conceito medonho e aterrador que a corrupta Gothan City se transformou ao longo de sua história.

De um lado o rico playboy Bruce Wayne volta para sua cidade natal disposto a acabar com o crime organizado que matou seus pais na sua frente quando ele ainda era uma criança.

Do outro lado da cidade, o tenente Jim Gordon é transferido de Chicago com sua esposa, Bábara Gordon, grávida. Apesar de sua forte ideologia e crenças na verdade e na justiça, Gordon vive frustrado com a maneira vendida que os policiais de Gothan agem, fazendo vista grossa para todos os crimes da alta máfia que assola a cidade.

O filme consegue ser muito fiel aos quadrinhos, chegando a utilizar muitas vezes as mesmas falas dos balões em seu texto.

O então tentente Jim Gordon rouba a cena no filme.

Porém as diferenças adicionadas a animação surtem efeitos difusos dos quadrinhos. Com um traço bonito, maduro e longe dos (excelentes) desenhos animados dos anos 90 que ainda hoje influenciam o traço do herói na TV, o filme peca na forma como posicionou Gothan.

A forma fria mas ao mesmo tempo impessoal que os dois protagonistas narram a famigerada cidade de céu vermelho cria um ambiente pesado, mas acabam contrastando fortemente com o visual limpo e brilhoso que a pintura final da animação deu a cidade, fazendo-a parecer muito mais a avançada Metrópolis que a caída Gothan.

As vezes o espectador do filme pode até se perguntar porque o filme se chama Batman Ano Um se tal ano foi tão cheio de Gordon e tão fraco de Homem-Morcego. Até Selina Kyle, a Mulher-Gato, teve uma abordagem mais impactante no filme que o principal protagonista. Mas tal empreitada foi muito boa para a narrativa da história.

Dedicando um espaço muito maior aos dramas de Gordon ao invés de Wayne, a história ganha uma originalidade genial para um espectador que tem seu primeiro contato com a história de Frank Miller.

A origem como prostitua da Mulher-Gato também é contada.

Pense bem, não seria muito interessante para o espectador casual rever novamente pontos tão bem trabalhados e conceituados em Batman Begins, como a morte dos pais de Bruce, a luta sem o manto do morcego na cidade e inspiração para o milionário criar o Batman.

E mesmo para um fã de longa data, reassistir tudo o que já viu e leu parece perda de tempo.

Com Gordon na guia principal do filme, Batman Ano Um se torna um filme muito mais cheio de razão de ser e muito mais profundo nas reflexões e críticas que originalmente Frank Miller quis passar em sua história em quadrinhos de 1987.

FICA O MITO

É muitas vezes difícil separar o que é verdade e o que é mito nas histórias em quadrinhos, isto porque a quantidade exagerada de fatos contado e recontados que os heróis ganham a medida que o tempo passa aumenta exponencialmente a cada oportunidade mercadológica que as editoras encontram.

Ao mesmo tempo é incrível notar como as grandes histórias sobrevivem ao tempo e conceituam o herói, chegando a influenciar muito mais que o início primordial de sua criação. Batman Ano Um é uma dessas histórias, e seu filme não fica atrás.

Mesmo no início de suas atividades, Batman impressiona com sua astúcia e força de vontade.

Essencial para o fã dos quadrinhos, essencial para o fã do Batman, essencial para o fã de boas histórias, nunca num filme animado americano de apenas 64 minutos conseguiu trazer tanta carga emocional de um personagem que de tanto ser coadjuvante se tornou o protagonista de um filme que nem leva seu nome.

RESENHA: A morte de Superman, o filme animado

O homem. O mito. O herói. O deus. O salvador. O mito. Tantas alcunhas ainda são pouco para descrever quem é o alienígena de Kripton que chegou a Terra e salvou a humanidade diversas vezes. Em A Morte do Superman o mito tem um fim. E a Warner revive um clássico dos quadrinhos para eternizar o herói em vídeo.

UM CLÁSSICO

O maior herói das histórias em quadrinhos pode não ser o top em popularidade hoje em dia, mas sua majestade é inegavelmente a maior que o segmento já teve. Criado nos anos 30 como um símbolo de soberania e força social, o Superman conseguiu sobreviver ao tempo e se reinventar a cada novo público se surgia sem, no entando, passar por reformas tão drásticas como seus companheiros da DC Comics.

No entanto, sempre que a concorrência ameaçava tirar a coroa do Homem-de-Aço, os roteiristas da DC Comics encontravam maneiras de alavancar as vendas da revista do herói e deixá-lo no topo.

A maior ação deste tipo, certamente aconteceu pelas mãos do editor Mike Carlin em 1993 que com uma equipe que contava com Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway e Karl Kesel decidiram por um fim nas histórias do herói criando o arco A Morte do Superman.

Ganhando projeção internacional e colocando a revista no top dos Estados Unidos, a história se tornou um dos maiores clássicos das histórias em quadrinhos, não apenas por ser a pioneira em matar o herói (fora uma pequena graphic novel dos anos 60 e outra em 70 =P), como por criar um ambiente saudável para a história do personagem, sendo crível e nada apelativa como tantas “mortes” que a DC Comics já experimentou.

Superman enfrenta Apokalipse!

Com o sucesso dos quadrinhos não seria estranho que adaptações surgissem da obra e em 2007, a Warner Bros (dona da DC Comics) transformou o clássico em um filme animado de 1h15.

O VIDEO

Lançado diretamente em vídeo e com uma duração abaixo do necessário para retratar fielmente a história dos quadrinhos, o longa animado cortou muitas partes interessantes do arco original, mas soube captar inteligentemente o peso do seu contexto.

Sob a direção de Bruce Timm, Lauren Montgomery e Brandon Vietti a animação é diferente, mas ainda assim muito próxima das animações para tv dos anos 90 e da Liga da Justiça. Apenas uns pequenos traços diferem o personagem. Até mesmo Lex Luthor, que ficou muito mais magro que nas animações anteriores guarda diversos traços das antigas animações.

O filme inicia mostrando a difusa relação de Superman e Lois Lane, o destaque total do filme, que ainda inda não sabe que Clark Kent é Superman, mesmo os dois assumindo um namoro escondido do povo de Metrópolis há mais de 6 meses.

Enquanto isso Lex Luthor escava uma pedreira em mais uma de suas investidas tecnológicas e acaba libertando o Apocalipse, um ser aprisionado na Terra há centenas de anos por não serem capazes de destruir o tal monstrengo.

Lois Lane chora a morte de Superman.

Em uma luta épica, com direito a prédios sendo destruídos e milhares de explosões em Metrópolis, Superman consegue vencer o Apocalipse, mas em troca acaba perdendo sua vida.

Neste ponto a trilha sonora tem participação fundamental para criar o cenário de perdição e caos que está para se instaurar em Metrópolis. Enquanto com Superman vivo e lutando a trilha era de heroísmo e esperança, o fundo sem a presença de BGM tomam conta de grande parte das cenas seguintes a sua morte.

No filme iniciasse uma das maiores trocas de roteiro do filme. Enquanto nos quadrinhos uma disputa de 4 Superman’s (SuperBoy, o Erradiador, Ciborg e Aço) inicia-se, no filme Lex Luthor constrói um
clone de Superman para que o herói “facilite” seu trabalho sujo na cidade.

O final é esperado, porém com sequências tão bem trabalhadas como na luta contra o Apokalipse, tendo como principal atratividade o uniforme negro e prateado de Superman e a dualidade entre o original e o clone, que por vezes é contestada com Lois Lane nas cenas mais bem construídas do longa.

HERÓI

Se o fã de quadrinhos ainda se questiona o porquê da existência de tantos anos de um herói com a cueca por cima da calça, assista a Morte de Superman.

Dúvida: quem é o Superman?

Apesar de não ser uma animação para ficar na história, já que ainda está muito apegada aos preceitos infantis das produuções do herói anteriores ao filme, o longa mostra a necessidade da existência do herói para o universo DC e mostra que a essência de todo o universo Marvel reside em apenas um personagem, que de tão simples e fácil de se criar, se tornou a referência máxima quando o termo a ser utilizado é heroí.

RESENHA: Shin Kamen Rider – Josho

Homem e natureza. A relação entre ambos já deu exemplos históricos de diversas tragédias, destruições e catástrofes, mas sua união também gerou grandes de arte, construção e preservação que se confundem entre o natural e o sintético. Shin Kamen Rider – Josho conta como a loucura humana pode levar sua natureza a se destruir para tentar preservar.

Criado para atingir a um público que há muito tempo já conhecia e admirava a história dos heróis mascarados, Shin Kamen Rider – Josho começou como uma produção em comemoração aos 20 anos da franquia e acabou como uma das investidas mais ímpares no universo do herói.

Lançado diretamente para vídeo em 1992, a série tokusatsu começou diferente por ser focado para o público adulto ao invés do que sempre foi comum destas séries, sempre voltadas para crianças no início da idade escolar.

Com cenas de violência bem mais ousadas que todos os seus antecessores, mas ainda assim bem mais fracas que animes como Dragon Ball Z, a história conta a história de Shin, um ex-motociclista que largou a sua paixão para servir de cobaia em um dos experimentos de seu pai, o renomado cientista Daimon Kazamatsuri que atua como geneticista na ISS (Institute of Super Science, Instituto de Super Ciência) que arbitrariamente é controlada por uma facção conhecida como O Sindicato.

Sexualmente ativo e envolto de cenas de nudez de sua namorada, Ai Asuka, Shin se vê em um drama quando percebe que as experiências feitas em seu corpo podem tê-lo transformado em um ser sem escrúpulos, o culpado pelos ataques a mulheres que aconteciam na cidade por um monstro em forma de gafanhoto.

Violência escrachada muito presente no filme.

Apesar de ter uma proposta diferente de se seus antecessores (e sucessores também), Shin Kamen Rider não consegue fugir muito do filete padrão que há no universo de super heróis, criando um combate entre o bem e o mal muito comum em “n” histórias, onde uma organização do mal tenta criar a arma de combate humana perfeita (mais alguém lembrou do Capitão América?), mas mesmo assim traz detalhes originais interessantes.

O principal destaque do filme é a psicodélica participação do cientista Yoshikazu Onizuka, parceiro do pai de Shin na criação da arma orgânica perfeita. Apaixonado por insetos, ele acredita que os gafanhotos um dia dominarão os seres humanos graças as suas capacidades físicas e psíquicas além das dos outros seres. Tal crença o leva a injetar genes do inseto em Shin e posteriormente em si mesmo, criando a principal reflexão do filme: até aonde o ser humano pode chegar para defender o conceito de preservação que ele mesmo criou?

Outro destaque é a participação de Shotaro Ishimori, o criador da franquia Kamen Rider, no elenco do filme. Atuante em todas as produções do herói em toda a sua vida, o autor tinha a ideia de batizar Shin de Gaia, porém, com a decisão de mudar radicalmente o visual do herói para algo mais próximo do real, foi decidido utilizar o nome “shin” (do japonês, real, verdadeiro) na concepção do herói.

No fim das contas, o filme ainda surpreende em seu final, fechando com algo inesperado e inédito num tokusatsu. Mesmo com apenas uma hora e meia de duração, o filme conseguiu criar o espírito que muitos heróis levam dezenas de episódios para criar.

Completo mas ainda não em um formato ideal.

Com uma mensagem interessante e uma narrativa bem construída, o misto de terror, tokusatsu e ficção científica chegou com conceito verdadeiro, mas precisava ser melhor lapidado para ter uma continuidade que, apesar do próprio nome do filme, Josho (do japonês, prólogo) ter presumido, nunca aconteceu.

7º Jund Comics marcou a Virada Cultural Paulista em Jundiaí

Você está andando pela cidade, a pé ou de carro tanto faz, junto com seus amigos, vizinhos, família ou mesmo sozinho e de repente percebe uma aglomeração nas próximas esquinas. Nada mais comum, afinal está acontecendo a Virada Cultural Paulista 2012 na sua cidade e nada mais natural que muita gente saindo ou entrando de uma peça de teatro ou derivado. Mas para sua surpresa, você vê brilhar bem na sua frente um símbolo que sempre lhe fez sentido desde criança, uma figura que você sempre quis estr frente a frente ou até mesmo ser ele! Você está frente a frente com seu herói favorito na Parada Cosplay do 7º Jund Comics.

O efeito surpresa, a lembrança da infância, o brilho nos olhos das crianças e as brincadeiras dos atores foram só alguns dos elementos que compuseram a magia trazida pelos super-heróis à Jundiaí durante o 7º Jund Comics, evento que aconteceu em Jundiaí-SP nos dias 19 e 20 de maio durante a Virada Cultural Paulista 2012.

Com atrações voltadas diretamente para o público fã de histórias em quadrinhos e desenhos animados como workshops, maratonas de desenho e palestras com profissionais da área, o evento também causou furor entre o público casual com a mostra de action figures e os badalados Concursos e Paradas Cosplay.

Cosplay é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por “representação de personagem a caráter”, e tem sido utilizado no original, como neologismo, conquanto ainda não convalidado no léxico português, embora já conste doutras bases, para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional, concreto ou abstrato, como, por exemplo, animes, mangás, comics, games ou ainda de grupos musicais — acompanhado da tentativa de interpretá-los na medida do possível. Os participantes (ou jogadores) dessa atividade chamam-se, por isso, cosplayers.

Com um duplo horário, sábado as 20h30 e domingo as 14h, a Parada Cosplay levou aos três pontos culturais de Jundiaí, o Parque da Uva, o teatro Polytheama e o Centro das Artes, os personagens mais famosos das histórias em quadrinhos, mangás e animes. Do lado ocidental, estavam presentes, entre outros, The Flash, Lanterna Verde, os mutantes de X-Men, o Harry Potter, Scooby Doo e o Capitão América e do oriental do mundo, os cosplayers trouxeram os personagens de olhos puxados mais famosos do mundo, onde se destacaram os personagens de Naruto, Bleach, Super Mario e Os Cavaleiros do Zodíaco.

Para finalizar o evento, um concurso com votação popular premiou os cosplayers que mais se aproximaram do personagem original e que mais cativaram o público. Com performances teatrais, de improviso e um jogo de perguntas e respostas, sagrou-se campeã do concurso a pequena Thayra Viviane, 5 anos, com o cosplay de Saori Kido, a deusa Atena da febre dos anos 90, Os Cavaleiros do Zodíaco.

Com cosplayers de todas as cidades da região de Jundiaí, e outros vindos das cidades de Campinas e São Paulo, o evento contou com cerca de 40 atores que fizeram a festa de todos que passaram pela Virada Cultural Paulista 2012 e que fizeram do Jund Comics um evento para ser repetido por vários e vários anos.

Abaixo fotos dos cosplayers tirada por Bábara Pergunta (do blog “o Bonde Andando“), Henrique Adonay, Jaqueline Barbosa e Davi Junior (eu).

Cosplay agitará a Virada Cultural Paulista de Jundiaí durante o 7º Jund Comics

Cosplay (em japonês: コスプレ, Kosupure) é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por “representação de personagem a caráter”, e tem sido utilizado no original, como neologismo, conquanto ainda não convalidado no léxico português, embora já conste doutras bases, para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional, concreto ou abstrato, como, por exemplo, animes, mangás, comics, games ou ainda de grupos musicais — acompanhado da tentativa de interpretá-los na medida do possível. Os participantes (ou jogadores) dessa atividade chamam-se, por isso, cosplayers.

Assim como em todo o mundo, Jundiaí também será palco de toda a energia e contagiação dos personagens mais queridos dos filmes, histórias em quadrinhos, animes e games durante o 7º Jund Comics, que acontecerá durante a Virada Cultural Paulista de Jundiaí, próximos dias 19 e 20 de maio.

Tendo como destaque a Parada Cosplay, que acontece no sábado às 20h30 e domingo às 14h, os cosplayers vão interagir com todos os jundiaienses no Parque da Uva, Teatro Polytheama e Centro das Artes, onde também acontecerá um concurso que premiará os melhores cosplayers da Virada e ainda sorteará muitos brindes.

Confira abaixo a programação completa e não deixe de participar:

RESENHA: Kamen Rider Decade

A partir do momento que se toma consciência de sua existência, o ser humano começa a se deparar com as questões mais primordiais e que mais provocaram os maiores pensadores de toda a história a refletir sobre uma resposta geral. Kamen Rider Decade começa uma jornada através de tais questões e mostra que como na filosofia, uma história também não precisa dar todas as respostas para se ter um fim.

UMA JORNADA ATRAVÉS DA DÉCADA

Há quem diga que Kamen Rider Decade já começou como um engano, tanto por seu fim inesperado (ou ainda esperado) como por sua criação incomum dentro do universo das produções da Ishimori Productions para a Toei Company.

Desde o ano 2000, a franquia dos motoqueiros mascarados assumiu um perfil muito semelhante ao das séries Super Sentai (como Changeman, Flashman, Jetman, etc), com uma série substituindo a anterior a cada ano, com uma média de 50 episódios e claramente caracterizadas com a finalidade de vender bonecos.

Em 2009, com o fim de Kamen Rider Kiva, os produtores da Ishimori Productions tinham em seus planos o lançamento de Kamen Rider W, porém as datas comemorativas do Japão não batiam com a estratégia de marketing que a equipe de produção tinha para o lançamento dos produtos e do desenrolar da história.

O jeito de evitar a reconstrução do roteiro e não perder o horário na TV Asahi, foi criar uma série tapa-buracos, previamente planejada para durar apenas 31 episódios e ainda se aproveitar do fato de esta ser a décima série criada a partir do reinício da série no ano 2000, criando uma história que homenageasse as chamadas séries Rider da Era Heisei. Nascia Kamen Rider Decade em um modelo mais profundo e mais psicológico, que logo pela abertura cantada pelo cantor GACKT, um fã da série) já se mostrava algo como nunca antes visto.

HENSHIN

Tsukasa Kadoya é um jovem de vinte e poucos anos que trabalha como fotógrafo para o Hikari Studio do senhor Hikari Eijirou e sua neta Hikari Natsumi. Sua razão de viver é simples: capturar com a lente de sua câmera (que ele mesmo construiu) uma imagem que possa representar toda a beleza do mundo. O problema disso tudo é que ele nunca conseguiu tirar uma única fotografia que não saísse cheia de borrões e fora de foco.

Apesar da compreensão do Hikari, Natsumi não tolera os gastos e as reclamações dos clientes das fotos de Tsukasa, fato que o sempre o deixou desconfortável, levando a pensar nos extremos de suas reflexões que ele não pertence ao mundo em que nasceu.

Um contexto tão pessoal, porém poético, dá início a história com o primeiro episódio mais espetacular de toda a história da franquia (e arrisco a dizer, de todas as séries tokusatsu já produzidas) onde um contexto épico passa a ameaçar o planeta.

A iniciar por um sonho premonitório de Natsumi onde o guerreiro conhecido como Kamen Rider Decade enfrenta e derrota todos os Kamen Riders da era Heisei e chegando a uma invasão coletiva a cidade que ameaça por um fim a ela, os primeiros traços do enredo começam a ser traçados.

Diferente de aliens ou seres monstruosos, o mundo de Tsukasa está ameaçado a acabar por um fenômeno que está unindo todos os nove mundos existentes, cada um protegido por seu Kamen Rider, provocando um evento que pretende trazer a criação através da destruição.

Natsumi tem a premonição do fim do mundo nas mãos de Decade!

Após monstros de todos os mundos ameaçarem o mundo de Tsukasa com os efeitos especiais mais incríveis de toda a história tokusatsu, Natsumi encontra o cinto de transformação do herói e um misterioso homem diz a Tsukasa que ele deverá viajar através de todos os mundos para restabelecer a paz em cada um deles e parar a destruição do seu.

O problema disso tudo é que em cada um dos nove mundos, Kamen Rider Decade é conhecido como “aquele que exterminará a todos os Riders”, provocando sempre muitas disputas com cada um deles antes que o problema que assola o mundo de cada um seja resolvido.

UM KAMEN RIDER QUE ESTÁ SÓ DE PASSAGEM

Não só pelo início com um enredo diferente de todas as séries da franquia já produzidas, mas pela sistemática adotada nos episódios onde não haviam o “monstro da semana” e sim um problema que percorria episódios duplos, Kamen Rider Decade surpreende pela audácia de sua concepção.

Porém, o que parecia algo cânone, unindo todas as nove séries anteriores, onde a maioria não contém nenhuma ligação entre si, começou a carecer de consistência a cada novo Rider que aparecia em cada um dos mundos, que a não ser pela armadura e pelo contexto do mundo não tinham nenhuma relação com a série que dava o nome ao personagem.

Com Riders alternativos que só existiam em Decade, a série seguiu até completar todos os mundos da Era Heisei e a partir daí quebrar o conceito inicial de nove mundos, criando novos mundos que apesar de muito interessantes, como o crossover de Riders e Sentais no mundo de Shinkenger e a participação do ator Tetsuo Kurata que reviveu seu papel como Kamen Rider Black e RX, quebraram a premissa do início da história.

Épico! Kamen Rider Black e RX voltam a ativa depois de quase 20 anos!

As coisas ainda pioraram com o fim da história contada num mundo onde os mundos se unem mas não é o mundo inicial da história, e os outros dois fins alternativos criados no filme All Riders vs Dai Shocker e Movie Taisen 2010.

Cada novo elemento bagunçado incluído da na história que nem a mente mais criativa dos fãs era capaz de encaixar de forma contundente, faz com que a frase que Tsukasa dizia a cada novo vilão que enfrentasse “Sou um Kamen Rider que está só de passagem”, fosse uma pista da inexistência de um fim para a história.

ANJO OU DEMÔNIO

A primeira coisa a se pensar de Kamen Rider Decade é uma história ruim, feita como mais um caça-níquel da Toei (o que não deixa de ser verdade), mas engana-se quem pensa que todos os inúmeros erros de concepção de Kamen Rider Decade possam privar a série de uma qualidade sem precedentes.

Com personagens cativantes, histórias que conquistam a todos os públicos e um protagonista com uma postura estranhamente indiferente e heróica ao mesmo tempo, as lições e os valores que Decade passa a cada episódio são tão profundos quanto divertidos de se assistir.

É incrível pensar como os produtores não conseguiram dar um fim de verdade a série, após assistir a todos os episódios e filmes é fácil encontrar todos os elementos e ganchos que criariam algo épico.

Decade carrega uma homenagem de mais de 40 anos da franquia Kamen Rider!

Kamen Rider Decade é uma história para curtir, para gostar, para delirar, mas não para se entender. Com tantos efeitos pós-Decade (como a criação de Gokaiger e o futuro filme já anunciado pela Toei estrelando Tsukasa), a série é a prova cabal que assim como na filosofia não são as respostas que movimentam o sucesso de uma teoria, mas sim a quanto ela possível de ser teorizada.

Saint Seiya Ômega: primeiras impressões

Estreiou nesse 1º de abril (é verdade!) a nova animação produzida pela Toei Animation da meteórica franquia de Saint Seiya, ou Os Cavaleiros do Zodíaco no ocidente, intitulada Saint Seiya Ômega. Após tanta repercussão com diversos elementos que comporiam a série e uma avant-premier que entrou para a história da nipo-animação no Brasil, é hora de avaliar as primeiras impressões do trabalho final, que mesmo planejado para durar 52 episódios, já dá seus primeiros sinais de sucesso.

O ENREDO

Certamente o maior dos medos dos fãs de longa data residia no enredo que a trama traria para a franquia. A data escolhida para se passar a história (nos tempos atuais em 2012) e a envelhecimento que todos os personagens sofreriam já soava desagradável. Após saber de um novo Pégaso, de um filho de Shiryu e de um inimigo com cara de Digimon, a tensão só aumentou.

No primeiro episódio, não aconteceu nada que abalasse o conceito geral da obra. Kouga, um jovem criado na Mansão Kido por Saori e treinado por Shina de Cobra (ou Serpentário, no original) se recusa a se tornar um cavaleiro por não saber exatamente do que isso se trata. Sem conhecer Seiya, ele pouco se importa com o fato de ter sido criado quando criança por ele.

Se o treinamento que ele recebe não é o que mais lhe agrada, o jovem nutre profunda admiração por Saori, que o criou desde bebê. Apesar de não deixar claro no primeiro episódio, a deusa está sofrendo de algo que deixa seu corpo com uma aparência muito próxima das galáxias que formam o corpo de Marte, o vilão da história que, até onde se sabe, matou Seiya quando este tentou matar Kouga.

Sem Santuário e concentrado na conceitualização do protagonista e nos conceitos básicos da história (como a fonte da Cosmo Energia) que os novos telespectadores do Japão não estão acostumados, o episódio terminou com Kouga vestindo a armadura de Pégaso, que não tem mais a forma object e nem urna, agora guardada dentro de um cristal que Saori lhe entregara pouco antes de Marte ressurgir, vencer Shina e tentar sequestrar a deusa Atena.

Seiya agora veste a armadura de ouro de Sagitário!

Terminando com aquele gostinho de “quero mais” que a série clássica tanto tinha e que as novas produções da franquia pouco conseguiram alcançar, o início de Saint Seiya Ômega começou diferente de tudo o que já foi visto em Saint Seiya, mas com o espírito que todos os fãs queriam ver.

A ANIMAÇÃO

Um dos grandes impactos do anúncio da nova série foi a profunda transformação que alguns personagens passaram com o novo traço adotado pela Toei Animation. A nova roupagem não só deu nova cara aos personagens já conhecidos dos fãs, como também redefiniu as armaduras e o estilo do inimigo.

A começar por Saori e Seiya, que agora com 38 anos deveriam trazer um traço mais maduro caso alguma mudança nos seus traços fossem feitos, o novo conceito foi simplificado demais. Mesmo com os olhos parecidos com o que eram desenhados na série clássica, o formato da boca, do nariz e a magreza do corpo chegam a incomodar.

O perfil até colabora para o design de novos personagens, mas parece ter tirado aquele ar doce e sereno que Saori costumava ter e a emoção latente que o rosto de Seiya sempre expressava. A impressão que dá é que os desenhistas preferiram “caprichar” no traço de Kouga para que este logo se destacasse entre os novos telespectadores da saga e logo ganhassem sua preferência.

Mas nem tudo são rosas negras, pois a qualidade da animação surpreendeu muito. Apesar do traço utilizado ser muito próximo das produções mais infantis da Toei, a série é madura o suficiente para agradar a fãs de todas as idades, tanto em enredo quanto em qualidade de imagem.

Mais madura, o traço de Saori Kido, a Atena, estranha a primeira vista.

A qualidade movimentação dos personagens enche os olhos de qualquer um que assista ao episódio, principalmente após um trabalho tão estático da Toei com OVA’s das fases Inferno e Elíseos de Hades. A somatória da dinâmica com o traço ainda não chega ao nível de estúdios como o Mad House ou Studio Ghibli, mas estão na mesma qualidade das atuais animações do Estúdio Pierrot.

A TRILHA SONORA

Para quem esperava uma nova música de abertura, “caiu do Pégaso” quando foi anunciado que Pegasus Fantasy seria mais uma vez o tema de Saint Seiya. Depois, mais uma queda sofreram todos que escutaram a versão cantada por Shoko Nakagawa (nova dubladora da Saori) e Nobuo Yamada.

Começando por um melodia leve e emocional por Shoko, a música ganha toda a força e o dinamismo da voz de Nobuo Yamada, entrando em êxtase total com a combinação dos dois no refrão da música.

E como BGM’s (Background Musics), foram utilizadas muitas músicas inéditas e novas roupagem para velhas trilhas conhecidas do público compostas pelo premiado compositor Seiji Yokoyama ainda nos anos 80 durante a produção da série clássica.

DESTAQUES E DESASTRES

Algo muito, mas muito interessante aconteceu após eu assistir o primeiro episódio de Saint Seiya Ômega: nunca, em já quase 20 anos como fã da série, eu havia notado como a personagem Shina de Cobra é interessante. Extremamente habilidosa, honrando seu título de amazona de prata com capacidade para ser mestre, a breve troca de golpes com Marte e a sua astúcia ao treinar Kouga demonstraram como ela foi uma personagem mal aproveitada durante todo o desenvolvimento da série clássica.

Também temos o detalhe da armadura. Armadura essa que ainda parece estranha de se guardar num pingente de um colar. Atire uma pedra o fã que nunca ficou analisando parte por parte os encaixes do object da armadura no cavaleiro. Masami Kurumada, o autor da série, fez escola ao criar as armaduras que desmontadas se tornavam figuras de constelações, mas parece que a nova geração de fãs não terá tal experiência.

Com tal alteração na montagem das armaduras, fica inclusive uma dúvida nos produtos a serem lançados. O hobby de montar um Cloth Myth é comparável ao de colecionadores de automodelismo, que transpassa para a figura um pouco da sua paixão pelo esporte. Será que os novos bonecos da Bandai trarão junto com o novo conceito do anime uma nova forma de action figures de Os Cavaleiros do Zodíaco? É esperar para ver.

E já que o assunto são armaduras, muito interessante a ideia que adotaram para Kouga, Shina e os outros protagonistas. Próximo do que era na série clássica, porém mais dinâmico e arrojado, os trajes são perfeitos para cair no gosto da garotada japonesa e ser aprovadas pelo fãs da velha guarda.

Shina foi o destaque do primeiro episódio!

Como o traço das armaduras varia bastante de acordo com o autor que escreve para a franquia (vide o Episódio G) é muito viável que Ômega não repita as velhas fórmulas da série original. O único porém foi a armadura de Sagitário de Seiya: as asas muito retas e a espécie de cachecol que fica no colarinho da armadura ficaram um tanto quanto exageradas, não acompanhando o dinamismo das demais armaduras.

Outro ponto positivo foi Kouga, que mesmo carregando nas costas o legado de Tenma e Seiya, conseguiu se mostrar um protagonista interessante, com um passado a ser conhecido e uma personalidade contestadora capaz de chamar a atenção de novos fãs e honrar a armadura de Pégaso.

Não que a proposta da série consiga me agradar, mas o enredo em geral foi muito positivo dentro da mesma. Toda a história precisa de um motivo para ser contada, e a de Saint Seiya é a história de Seiya. É difícil imaginar que após tantos fenômenos ocorridos com os cavaleiros nos anos 80, o ciclo de Guerras Santas continuaria, o final de Saint Seiya sempre me pareceu perpetuar o fim da história. Logo, a história de Ômega me parece algo incabível, do nível de fanfics sonhadoras que gestalticamente quiseram seguir com a história com os cavaleiros de bronze na vestimenta de ouro.

Porém a proposta da série está aí e não adianta colocar as possibilidades virtuais que a série clássica dá para seguir com o enredo. Para avaliar Ômega, é necessário tomar por base a essência do universo de Ômega.

Kouga sente o peso de se tornar cavaleiro.

COSMO FINAL, AFINAL

Saint Seiya Ômega nasceu em um momento oportuno, e por isso mesmo é uma série oportunista. Não que isso seja ruim, todo anime é criado para gerar retorno para todas as partes envolvidas e a comemoração de 25 anos da série (na verdade em 2012 já são 26!) é uma situação que não pode ser disperdiçadas.

Para a Toei, criar algo novo de Saint Seiya é sempre uma maneira de colocar os holofotes em cima dela, a obra é consagrada dentro e fora do Japão e, com excessão dos EUA, é (junto com Dragon Ball Z) o principal cartão de visita do estúdio em todo o mundo.

O formato adotado em Saint Seiya é claramente voltado ao público internacional, com personagens com nacionalidades dos principais países em que a franquia faz sucesso, inclusive o Brasil.

O tom da série é muito próximo da emoção passada pela série clássica, ponto que considero o mais relevante em sua produção. Os efeitos especiais estão dentro do parâmetro que os japoneses costumam assistir, os personagens são cativantes e o ambiente é propício para que a franquia ganhe novos fãs no Japão e no mundo.

São apenas dois os pontos que podem barrar o sucesso da série. O traço muitas vezes é irritante e infantil, com narizes pontiagudos, falta de detalhes e certas deformidades, imperceptíveis para crianças abaixo de 10 anos, mas que incomodam os fãs de animação de longa data.

E por fim, o enredo que, apesar de bem contado, mediocriza a franquia no geral, transformando-a cada vez mais em produto (como são os tokusatsus da Toei, as séries Digimon e as produções de Transformers) e menos em fantasia, utilizando-se do racional sistema de Guerras Santas que Masami Kurumada criou para dar continuidade a série ao invés de encerrá-la como um épico.

Írá Kouga dar continuidade ao legado do lendário Seiya?

Sabendo como os japoneses são mestres na arte de contar histórias, é certo que Saint Seiya Ômega será mais uma produção genial. Mas se ela terá a mesma força motriz que comoveu o mundo e se ela é digna de continuar o legado iniciado nos anos 80, só o tempo irá dizer ao longo dos próximos 51 episódios da série.

RESENHA: Os Vingadores

Unir sempre foi uma sábia solução de problemas que a história do planeta Terra sempre se mostrou muito eficiente. Na natureza, grandes grupos de insetos, vegetais e animais que se unem em colônias, pântanos e matilhas sobrevivem dia a dia. Na cidade, grandes corporações de empresas e pequenos grupos de humanos se juntam para sobreviver as armadilhas que o homem moderno criou. Em Os Vingadores, a união de super-heróis mostra que o universo dos quadrinhos só é bem adaptado para o cinema, quando é capaz de resistir a todas os perigos que uma produção de grande porte pode trazer.

Desde 2008, com a sugestão que os filmes Homem de Ferro (leia a resenha aqui e aqui) e O Incrível Hulk (leia a resenha aqui) deram em cenas no final de seus filmes, que os fãs de quadrinhos e os entusiastas do cinema aguardam até onde poderia chegar uma iniciativa tão ousada como a de unir em um único filme, heróis com históricos e pontos de vista tão diferentes entre si.

Nascidos como uma resposta a recém criada Liga da Justiça, da concorrente DC Comics, a equipe de heróis da editora Marvel uniu todos os maiores heróis que a editora tinha nos anos 60 para alavancar em um único título as vendas de todos os seus títulos.

O que parece uma solução simples e bem estruturada para os quadrinhos, afinal a criação de um título que interfere em todos os outros acaba gerando não apenas venda mas muito conteúdo para cada um dos heróis envolvidos, parecia desde a sua concepção uma ideia irrefutavelmente desesperadora para os cinemas, visto que uma equipe como os Vingadores reúnem personagens um tanto quanto distintos e por mais entusiasmada que uma equipe de produção possa parecer, as divergências entre diretores, redatores e estilos de filmagem são só algumas das divergências que poderiam interferir no resultado final do filme.

Até mesmo as produções mais parecidas com Os Vingadores, como os cinco filmes da franquia X-Men e a Liga da Justiça dos anos 80 se mostraram investidas muito vantajosas comercialmente, mas com muitas falhas de enredo, que poucam honram a sua criação original.

Herói vs herói: um clássico clichê nos crossovers das histórias em quadrinhos.

Porém, superando qualquer previsão negativista, o diretor Joss Whedon criasse uma obra prima ficcional e fazendo a primeira parte do chamado Marvel Cinematic Universe um marco na história do cinema.

Certamente o principal desafio do diretor seria conseguir equilibrar uma história consistente combinada com tantos personagens derivados dos cinco filmes que o antecederam. Graças a enorme experiência de Whedon com o seriado Buffy, a caça-vampires e Firefly, o diretor conseguiu cumprir uma tarefa fácil em um seriado mais quase impossível no cinema.

Separando o filme em três partes bem nítidas, e sem medo de se utilizar dos clichês presentes nas histórias em quadrinhos, o filme mostra a apresentação de cada um dos personagens, coloca os heróis para lutar entre si, desenvolve o vilão e produz a pancadaria final aliada a efeitos especiais de primeiríssima linha.

O mais surpreendente de tudo ainda é a combinação original que o filme traz entre drama, romance, suspense e comédia. Ao mesmo tempo em que a tensão toma conta da sala de cinema, logo altas risadas coletivas são provocadas em piadas muito bem encaixadas, sem forçar situações e com uma naturalidade impecável de performance ou de enredo para tais sequências.

Hulk: destaque total!

Mas o destaque total vai para Hulk. Se o filme do verdão em 2003 criou uma legião de odiadores do herói e se a produção de 2008, apesar de bem produzido com um elenco de primeira linha e já parte dos Marvel Cinematic Universe, não empolgou, o Hulk presente em Os Vingadores foi muito bem explorado, sendo o ícone das cenas mais engraçadas e que mais extravasam os ânimos dos expectadores.

Mark Ruffalo, mesmo estando pela primeira vez no papel do herói, pareceu sempre ser Bruce Banner, estando tão a vontade no papel do personagem quanto os atores veteranos da produção, se mostrando a escolha ideal e, queira Odin, definitiva para os cinemas.

Assim como o esperado do enredo central, Thor foi fundamental para a união do grupo e seu universo, apesar do mais distinto dos outros integrantes, se mostrou a peça chave para que a S.H.I.E.L.D criasse a equipe. Se um deus não parece bem o companheiro ideal para humanos, Chris Hemsworth trouxe mais uma vez toda a humanidade do herói.

Humanidade que mesmo os personagens menos populares como a Viúva Negra e Gavião Arqueiro, que não fazem parte da equipe inicial, e o agente Clint Barton, criado especialmente para as telonas, tiveram seus grandes momentos, adicionando muito a produção, cada um ao seu estilo e cumprindo funções específicas que o diretor destinou a cada um.

Funções tão bem encaixadas que mesmo o Homem de Ferro sendo o mais popular e teoricamente mais bem explorado nas telonas teve sua função específica, tanto nas missões como em sua concepção, não roubando a cena dos outros personagens e acrescentando partes de sua personalidade que os filmes anteriores ainda não haviam mostrado. Robert Downey Jr. se mostrou o destaque mais uma vez, protagonizando as cenas mais cabeças ao lado de Ruffalo, ficando cada vez mais difícil de desvincular a imagem do herói e do ator.

Loki foi o vilão ideal para a união de universos tão distintos entre si.

E para completar a equipe, o Capitão América, assim como Hulk, superou-se nessa produção. A trama facilitou que o herói mostrasse seu amadurecimento enquanto o filme se desenrolava, mostrando ao final o líder natural da equipe, algo difícil de se imaginar no personagem irritante em seu filme original (leia a resenha aqui).

Steve Rogers até fez parte de uma das cenas mais emocionantes do cinema (pare de ler este parágrafo não quer spoilers): em um ataque inimigo, o Capitão protege um senhor de terceira idade que se levantou contra o vilão da história. Até aí não passaria de uma cena comum de super-herói se o ator deste senhor não fosse Stan Lee, o criador do universo Marvel como ele é hoje. Foi o criador sendo protegido pela criação!

Unindo a equipe e desobedecendo o governo, Samuel L. Jackson interpretou Nick Fury como se estivesse interpretando ele mesmo. Nada mal, mas nada surpreendente também.

O enredo em si não traz nada de surpreendente, já que o caminho que levou Loki, interpretado genialmente por Tom Hiddleston, até o Tesseract era o esperado pelos fãs através das pistas deixadas em Thor (leia a resenha aqui) e em Capitão América, o Primeiro Vingador.

Com um texto interessante, cheios de frases que ficarão para a história do cinema, mas sem se aprofundar em aspectos psicológicos dos personagens, Os Vingadores é, sem dúvida alguma, o filme mais próximo dos quadrinhos que um estúdio e um diretor já criaram. Inclusive na deixa que o diretor deixa para os espectadores no final do filme após a passagem dos primeiros créditos finais do filme.

Numa situação que parecia fazer dos filmes de super heróis apenas uma força motriz para arrecadar dinheiro, a Marvel Studios provou que é possível sim fazer filmes de super-heróis que tragam conteúdo e aproveitem ao máximo o amadurecimento do segmento.

Um épico que merece ser assistido e reassistido!

A partir do filme, a história das histórias em quadrinhos nos cinemas se divide em antes e depois de Os Vingadores, fazendo com que Hollywood enxergue os super-heróis não como uma simples peça em sua estratégia de marketing, mas como a união de um universo que cresce a mais de 50 anos e, em grande estilo, transporta-se para o cinema como a vanguarda da linguagem cinematográfica mundial.

RESENHA: Capitão América: O Primeiro Vingador

Numa guerra, é necessário força, coragem, audácia e, para se sair vencedor, um coração puro. O soldado perfeito é aquele que combina todas as razões de ser de uma nação com a sua própria razão de ser. Capitão América, o Primeiro Vingador é o filme que patriotismo é um elemento chave para se vencer o inimigo, mas que é algo bem chato para um super-herói.

SOB O OLHAR NAZISTA

Super-heróis são figuras sobre-humanas, muitas vezes míticas, que transcendem os limites da realidade para realizar façanhas que impressionam, comovem, mas antes de tudo, confortam leitores e extravasam idéias e o imaginário.

Seja no Japão, nos EUA ou em qualquer outro ponto do planeta, heróis sempre foram utilizados como uma ferramenta de transmissão de ideias e valores necessários para passar por certa dificuldade cotidiana.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o cenário para a criação de figuras heróicas era perfeito. Foi nessa época, por exemplo, que os três pilares do heroísmo mundial (Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha) foram criados. Porém, nenhum dos inúmeros heróis criados nos anos 30 e 40 foram tão fortemente direcionados ao patriotismo americano da figura Tio Sam como o Capitão América.

Criado por Joe Simon e Jack Kirby em 1941, o herói veste uma roupa e utiliza um escudo das mesmas cores da bandeira dos EUA e ainda tem uma origem embasada na superação pessoal, fator essêncial para qualquer jovem americano que quisesse se alistar nas forçs armadas e combater os nazistas.

Com um visual tão espalhafatoso, sobrou para o diretor Joe Johnston, o mesmo de Querida, encolhi as Crianças e Jurassik Park III, adaptar o herói para os cinemas em 2010, contando a origem do herói, ainda  durante a Segunda Guerra Mundial.

UM HERÓI DESPERTA

Seguindo muito fielmente as primeiras histórias do herói, o filme conta a história de Steve Rogers, um jovem franzino que já tentou se alistar no exército por mais de cinco vezes, mas sempre foi recusado por sua asma e baixo porte físico.

Um elenco de peso em uma história leve demais...

Suas constantes insistências levou o rapaz a conhecer o Dr. Abraham Erskine que além de levá-lo para o campo de treinamento o considera perfeito para a conclusão da experiência do Super Soldado, um composto científico de daria uma resitência sobre humana aos combatentes americanos.

Com o assassinato do Dr. Erskine após o sucesso do experimento, o Coronel Chester Phillips, interpretado esplendorosamente por Tommy Le Jones, tem relutância em levar Rogers para o exército e ele passa a fazer propaganda do exército com o uniforme dos quadrinhos e o apelido de Capitão América.

Decidido a resgatar seu amigo Bucky de um grupo nazista aliado a Hitler conhecido como a H.I.D.R.A, Steve é ajudado por Peggy Carter e do brilhante dono das indústrias Stark, Howard Stark para invadir o cativeiro do grupo, resgatar sozinho mais de 400 soldados e ganhar o respeito do coronel Philips.

ALÉM DO PATRIOTISMO

Parece que Hollywood inteira decidiu que quer virar super-herói pois, assim como todos os filmes da Marvel Studios, Capitão América, o Primeiro Vingador conta com um elenco de peso, mas mesmo assim traz suas ressalvas.

Desde que Chris Evans foi escolhido para o papel do protagonista da história, um furor muito grande abalou o universo nerd, pois o ator já havia interpretado o Tocha-Humana durante as filmagens de O Quarteto Fantástico e encarnar novamente um herói da Marvel poderia passar algo um tanto quanto forçado.

Pois bem, Chris Evans chegou e fez bonito no papel, se é que a intenção do diretor Joe Johnston foi desde o início criar um herói irritante e cheio de um orgulho patriótico quase paranóico.

Caveira Vermelha é o vilão mais covarde que um herói já enfrentou!

Apesar da ambientação toda do filme ter um tom mais tradicional, a linguagem cenográfica contemporânea contrasta gritantemente com o perfil antiquado do protagonista, que parece o tempo todo não condizer com o meio envolvido.

Mesmo com uma grande lição exposta claramente ao espectador, a de que até um homem pequeno pode fazer coisas grandes, tal moral não acompanha o personagem durante todo o filme e os sacrifícios exageradamente heróicos do início do filme abandonam  personagem quando ele já tem o poder necessário para fazê-lo.

Cheio de situações fúteis, um vilão quase nulo, cortes desnecessários de personagens na trama e frases de efeitos de senso-comum, o filme impressiona por seus efeitos especiais (quase tão bons quanto o de seu predecessor Thor) mas afasta o espectador que esperava por um herói ideológico.

Mesmo um dos pontos mais interessantes do herói dentro de sua jornada pelos quadrinhos não foi bem explorada. A cena final com a morte de Steve Rogers foi criada do nada, em uma situação que em nenhuma parte do filme parecia que iria acontecer, um sacrifício em vão, dentro de uma situação efêmera em uma guerra.

CAPITÃO PATETA

Nada épico, nada inovador, muito careta. Essa é a descrição mais plausível para Capitão América, o Primeiro Vingador. Não que não seja possível se divertir com o filme, mas ao final, o espectador sente que faltou algo e nem a aparição de Samuel L. Jackson como Nick Fury alivia tais sintomas.

Faltou alguém dizer ao diretor Joe Johnston que seguir a risca a história em quadrinhos não significa uma boa adaptação cinematográfica. Como meios diferentes, as obras exigem linguagens diferentes, sendo nenhuma muito didática, nenhuma regrada e nenhuma toda cheia de ideologia importada como é Steve Rogers.

Ele pode ser capitão, mas para herói ainda falta muito...

Como último filme da linha Marvel antes do tão aguardado Os Vingadores, a produção poderia ter feito mais bonito, mas com tantas boas produções da Marvel Studios, fica dificil acreditar que o fisco do Capitão América ofusque o brilho de uma equipe mundial.

RESENHA: Thor

A lenda diz uma coisa, a ciência outra, mas há pontos em que elas se confundem. A crença, a fé e a realidade dependem de pontos-de-vista onde está em jogo a inocência ou maldade.  Thor ganhou vida para completar o ciclo de produções estreladas pelos fundadores de Os Vingadores, porém a magnitude com que a história foi contada transformou ele não no quarto filme de uma saga, mas num verdadeiro épico do cinema.


DA MITOLOGIA ÀS HQ’S

Nos anos 70, quando Stan Lee vivia a efervecência de sua criatividade, a produção e o desenvolvimento de heróis da editora Marvel sempre movimentava novas alternativas de universos e idéias a serem construídas.

Num ambiente propício para se apostar em novos universos e o amparo de idéias semelhantes da sua tradicional concorrente, a DC Comics, com heróis como a Mulher Maravilha, surgiu o primeiro herói da Marvel baseado em mitologia, nascia Thor.

Como o próprio nome do herói diz, Thor foi baseado no deus nórdico do trovão, filho de Odin e uma das figuras mais carismáticas e populares de tal mitologia nos países ocidentais.

Transmutando o universo mitológico para adaptá-lo as histórias em quadrinhos, Thor virou um misto de deus e humano, onde a medida que suas histórias avançavam elementos clássicos da mitologia nórdica e as maiores tendências dos quadrinhos se fundiam e, como nas diversas HQ’s, arcos contados e recontados se tornaram comuns.

Para levar a origem do herói até os cinemas, o diretor (e de quebra ator renomado também) Kenneth Branagh colheu todos os elementos que o herói reuniu por toda a sua história e, reunindo um elenco de primeira linha, deu origem ao maior filme do Universo Marvel já produzido.

Anthony Hopkins é o Odin do cinema.

UM TROVÃO DE PRODUÇÃO

Sempre que um filme de super-heróis conta com um elenco famoso demais, a tendência é que as personalidades nele envolvidos chamem mais a atenção do que a própria história. Mas com nomes de peso como Anthony Hopkins como Odin, Natalie Portman como a cientista Jane Foster e Rene Russo como Frigg, fica dificil de apostar num roteiro fraco.

Pegando o que cada um dos três filmes anteriores a Thor tinha de melhor e dando um toque de drama e emoção que vemos em todos os filmes de Kenneth Branagh como ator, Thor não foi desenvolvido, foi lapidado.

O drama de Homem de Ferro (leia a resenha aqui) foi aprimorado, o carisma dos personagens de O Incrível Hulk (leia a resenha aqui) foram mais variados e a qualidade dos efeitos especiais de Homem de Ferro 2 (leia a resenha aqui) foram superados.

Com mais ação, mais efeitos especiais, mais personagens, mais enredo e humor na dose certa, Thor é o filme ideal para agradar fãs quadrinhos, adoradores de ficção e o público casual do cinema.

CONFRONTO ENTRE IRMÃOS

Em duas horas seria dificil com que a história original dos quadrinhos pudesse ser desenvolvida em sua totalidade, mas as adaptações para o cinema foram bem fiéis ao conceito do herói e as mudanças foram essenciais para seu bom desenvolvimento.

Como filho favorito de Odin, Thor está prestes a receber o título seu pai Odin de rei de Asgard, um dos nove mundos previstos na mitologia nórdica (a Terra, ou Midgard, é um deles), quando gigantes de gelo atacam o castelo onde é feita a cerimônia.

O amadurecimento de um herói é abordada em Thor.

Dissoluto com o que aconteceu, Thor parte com Sif, os grandes três guerreiros e seu irmão Loki para vingar o acordo de paz que o rei dos reino dos gigantes de gelo, Laufey, acabara de quebrar com a invasão de Asgard.

Na verdade Thor age despeitado com situação, age com o orgulho ferido por os gigantes de gelo terem impedido sua coroação como rei. Com um invasão sem a aprovação de Odin, o deus supremo de Asgard não vê outra alternativa senão exilar o filho na Terra, onde deverá ser humilde o suficiente assumir o poder de rei.

Enquanto Thor, sem poderes, é ajudado na Terra pela cientista Jane Foster, Loki descobre que foi adotado por Odin e seu pai biológico é, na verdade, o próprio Laufey. Usurpando o posto de rei de Asgard de Odin, Loki inicia um meticuloso plano para aniquilar o irmão e invadir o reino dos gigantes de gelo, indo contra todos os preceitos que pai adotivo lhe ensinou.

A disputa de poderes, de orgulho e a volátil relação entre pai e filho é um ponto alto do filme, fazendo com que o espectador reflita, na condição humana, que de nada adianta ser deuses quando a disputa envolve a relação afetiva.

ELEMENTOS QUE CATIVAM

O universo da mitologia sempre foi fascinante e a riquesa de seus elementos é a premissa ideal para qualquer história. Em Thor, os elementos foram utilizados de maneira concreta e concisa, além de fazer a combinação ideal com elementos não apenas nórdicos, mas de todo o universo Marvel.

As referências aos outros heróis dos Vingadores são inúmeras, fazendo o fã de quadrinhos se divertir a medida que elas vão aparecendo, tendo como ponto máximo a primeira aparição de Gavião Arqueiro, um membro já recrutado pela S.H.I.E.L.D que comparilhará um lugar com os membros da super equipe da Marvel.

Loki é invejoso irmão de Thor!

Mas a riquesa de elementos não pára por aí. Cada elemento posto no filme tem a sua razão de ser, metaforizando diversas situações de comportamento, relacionamento e questões existenciais.

A medida que o filme avança e a medida que os laços existentes entre o galanteador Thor e apaixonada Jane Foster vão se estreitando o vaidoso, o arrogante e orgulhoso Thor vai amadurecendo, entendo grande parte do exílio que
seu pai o obrigou a fazer.

A personalidade ascendente de Thor é confrontada pelas atitudes frias e egosistas de Loki, que como rei, torna-se autoritário e absoluto, ainda que inteligente e preciso em seus planos.

A analogia do verdadeiro poder de um rei que Odin tanto quer que os filhos entendam é grandiosa a partir do momento que Mjonir, o martelo que contém o poder de Thor, se torna a grande analogia para tal.

Para finalizar, o filme ainda transforma Thor em um mártir, algo que não só cativa, mas eterniza um herói no cinema. Percebendo que nã poderá deter as maldições de Loki em destruir o mundo dos Gigantes de Gelo, Thor decide se privar de seu amor por Jane Foster, destruindo os caminhos que ligam Asgard a outro mundos.

A ponte entre os mundos faz uma metáfora aos caminhos para se conseguir o que ama. A parir do momento que Thor a destrói, ele sacrifica seus interesses por algo maior que a própria felicidade, entendendo o verdadeiro papel de um rei.

Apesar de o espectador já saber que tal sacrifício será quebrado em Os Vingadores, é impossível não se emocionar com tal atitude, onde a perspectiva de um deus loiro fortão é substituída pela de um grande herói.

Enquanto isso, há o paralelo de Jane, que procurava respostas como cientista. Thor foi sua maior resposta, mas com a separação dos dois ela continua buscando-o, assim como o amor sempre busca continuar a conquistar a pessoa amada.

O amor por Jane Foster faz Thor desenvolver a humildade necessária para se tornar rei.

PELOS PODERES DE THOR

Certamente não foi fácil para Kenneth Branagh conceber o filme de Thor. Com tantas referências mitológicas e um visual tão fora do comum, o herói parecia impossível de se encaixar ao contexto dos outros Vingadores. Mas a adaptação foi tão bem feita, o herói que mais parecia longe da realidade, se tornou o mais crível de existência.

Apesar do contexto complexo, a combinação entre Asgard e a Terra foi ricamente ilustrada, trazendo o universo de Thor para o espectador comum como algo fascinante e animador para futuros filmes da franquia, seja junto ou separado do projeto da S.H.I.E.L.D.

Cheio de ideologia e contado da maneira como todo filme de super-herói deve ser contado, a produção mostra que Hulk pode até ser o mais forte, o Homem de Ferro o mais inteligente e o Capitão América o mais patrióta, mas nada supera o coração d’O Poderoso Thor.

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