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o blog do Davi Jr.

RESENHA: The Legend of Zelda – Four Swords (GBA, NDS)

Conceito pode ser tido como algo se entende como um símbolo mental de uma ideia ou realidade. Ao se conceituar uma ideia, ela perpetua e guia gerações, multiplicando e disseminando sua essência. De maneira simples, porém firmada em bases sólidas, The Legend of Zelda – Four Swords multiplicou conceitos para a franquia.

Four-Swords-ds

USANDO O INFRAVERMELHO

Uma das características que guiou a franquia The Legend of Zelda desde a sua criação é a maneira como um game single player envolve o jogador, seja pela qualidade da trama ou pela criatividade dos quebra-cabeças de cada calabouço.

Paralelo a isso, a Nintendo, produtora da série, sempre teve como característica promover épicas interações multiplayer, seja em jogos de esporte, como Mario Kart ou RPG’s como Pokémon. Assim, ganhar uma experiência multiplayer em The Legend of Zelda sempre foi uma das vontades de todo o fã da série.

Com a popularização dos jogos que se utilizavam de interações com o uso do infravermelho do Game Boy Advance, o jogo que possibilitou uma aventura pelas terras de Hyrule em equipe chegou com o título Four Swords.

MAIS 1… 4!

Em The Legend of Zelda – Minish Cap (leia a resenha aqui) já seria possível ver como seria a interação de diversos Links pela tela resolvendo puzzles. Se utilizando da mesma engine e de ideias semelhantes aos que utilizou posteriormente em Minish Cap, a Capcom produziu seu segundo título da franquia da Nintendo, abusando da simplicidade para mostrar a ideia do jogo.

Unir a turma nunca foi tão divertido!

Unir a turma nunca foi tão divertido!

Numa época em que internet era privilégio de poucos e interação entre plataformas era muito rara, a Capcom não poderia se utilizar de uma metodologia que exigisse tempo e dedicação de jogadores, por isso, Four Swords foi uma mescla de jogo casual utilizando o que a base da trama tem de melhor: heroísmo, coragem e sabedoria.

Podendo até 4 jogares unirem seus GBA’s para iniciar a Quest utilizando o sistema infravermelho do aparelho, o jogo é organizado em fases bem delimitadas e objetivas, onde acontece até mesmo uma certa competição entre os jogadores, que podem apostar quem conseguirá coletar mais rupias ao fim da fase.

Sem grandes desafios para conseguir itens e sem um enredo muito complexo, o game se tornou a opção ideal para amigos se reunirem numa tarde de sábado ociosa e jogar sem compromisso.

A LINK TO THE VAATI

Na trama, que na linha do tempo de Zelda ocorre entre Minish Cap e Ocarina Of Time (leia a resenha aqui), e épocas em que a lenda de herói Hyrule ainda estava se formando. O vilão do jogo, Vaati, é o mesmo que foi aprisionado no primeiro jogo para GBA. Com a volta do vilão, ele sequestra a princesa Zelda sem grandes motivos, numa clássica aventura que remete muito a baixa densidade da trama do The Legend of Zelda (leia a resenha aqui) do NES.

O cooperativismo é o destaque para vencer cada missão!

O cooperativismo é o destaque para vencer cada missão!

Quem nunca jogou Four Swords pode pensar: porque um jogo que muito se aproxima de um projeto conceitual casual em grupo poderia ser um bom investimento para um gamer não fanático por Zelda?

A resposta está no Super NES: junto com Four Swords (ou vice-versa), o cartucho do jogo continha uma versão portada para o Game Boy Advance do inesquecível clássico A Link To The Past (leia a resenha aqui), que por si só, já era uma aventura bem completa.

Anos mais tarde, Four Swords ainda retornou em uma edição especial do 25º Aniversário de The Legend of Zelda, que trazia a possibilidade de jogar num modo single player especialmente desenvolvido para o Nintendo DS. O jogo foi distribuído gratuitamente na DSi Ware e posteriormente no E-Shop do Nintendo 3DS.

ZELDA É SEMPRE ZELDA

Provavelmente o título mais simples que a franquia The Legend of Zelda vai ter, Four Swords é um jogo mais conceitual que expansivo, porém conseguiu agradar a fãs e a marinheiros de primeira viagem por utilizar muito bem a interação promovida pelo GBA.

Se por um lado não há a complexidade criativa que os jogos da franquia do herói de Hyrule costuma ter, é a simplicidade do game que o faz uma experiência divertida e descompromissada, multiplicando os conceitos de Zelda em doses leves e nostalgiantes.

A competição intra-fases também é destaque, além de estimular a turma a continuar a jogar.

A competição intra-fases também é destaque, além de estimular a turma a continuar a jogar.

RESENHA: Bleach, a Saga dos Fullbringers

Algumas coisas, por mais que pareçam fadadas a dar errado, se tornam interessantes e mesmo que contadas da forma errada, fazem um final empolgante. Em Bleach, durante a Saga dos Fullbringers, um recomeço foi necessário para dar continuidade a um fim de saga feito as pressas. O que resultou numa repetição do ciclo da saga anterior.

Bleach-logo-fullbringers

SEM BAIXAS

O final da longa Saga dos Arrancars (leia a resenha aqui) foi marcada por uma das mais aguardadas batalhas desde o fim da Saga da Soul Society (leia a resenha aqui): o derradeiro encontro de Capitães e Espadas no chamado arco da Batalha de inverno. Cheia de promessas quanto a força e aos desastres que poderiam acontecer num combate entre os mais poderosos guerreiros dos 13 Esquadrões contra os Arrancars de Aizen, o resultado foi um exército sem baixas para o lado da Soul Society e os inimigos facilmente vencidos, sobrando apenas Aizen para um fim épico.

Considera-se como principal fator deste desfecho a pressão editorial e a cobrança por um serviço dedicado a fãs que Tite Kubo, o autor da série, sofreu ao escrever o mangá. Tendo que se dispor a escrever lutas que valorizassem personagens aguardados pelos fãs, o planejamento da Saga dos Arrancars foi comprometido, amarrando a história em um ponto que não poderia mais voltar atrás.

Ichigo entra para o Xcution para recuperar seus poderes.

Ichigo entra para o Xcution para recuperar seus poderes.

O que fazer com isso? Após alguns meses de descanso, Tite Kubo retomou a obra de uma maneira inusitada: com o que parecia um reinício para Ichigo, seu principal protagonista, o autor criou uma saga para se colocar ordem na casa, ignorando a Soul Society e focando a série nos seus personagens iniciais.

É HORA DOS FULLBRINGERS

Em diversos momentos da série é nítido que Tite Kubo tentou recolocar Ishida, Orihime e Chad no seu lugar de co-protagonistas juntos com Ichigo e Rukia. Porém, a capacidade de criar personagens legais acabou sendo o maior impecilho para isso, fazendo com que os editores da Shonen Jump empurrassem o foco para os capitães do Gottei 13. Se nem mesmo os Vaizards, personagens criados especificamente para a Saga dos Arrancars puderam ter seu peso merecido, o que dizer do trio humano que perdia popularidade a ponto de quase caírem no esquecimento?

Disposto a mudar esse cenário vicioso para sua série, Tite Kubo voltou com Bleach em uma saga com uma proposta diferente: focada na recuperação dos poderes de Ichigo e no papel fundamental de Chad e Orihime nesse processo. Para tal, a “classe” destes personagens passou a ser o foco, explicando a origem de seus poderes e esquematizando seu sistema de crescimento, semeando planos para justificar o que poderia se tornar um novo foco em séries vindouras.

Ginjo é o líder dos Fullbringers!

Ginjo é o líder dos Fullbringers!

Na história, Ichigo, que voltou a ter a sua rotina de estudante comum após sacrificar seus poderes de substituto de shinigami para vencer Aizen, recebe uma proposta inusitada de Ginjo Kuugo: fazer parte do grupo Xcution, prometendo a ele seus poderes de volta caso seguisse o treinamento a ele proposto.

Durante o treinamento, é explicado a Ichigo que os poderes que Chad (que passa a fazer partes do Xcution também) e Orihime foram passados por suas mães, que absorveram energia espiritual Hollow quando foram atacados por seres do Hueco Mundo. Os humanos com esses poderes são chamados de Fullbringers. Ichigo, por ser também um fullbringer, reteu o poder de shinigami substituto que Rukia lhe concedera, algo que não aconteceria com uma pessoa comum nessa situação.

Em uma longa apresentação de personagens, muitas vezes irrelevantes, em uma trama que chama a atenção por ser inesperada em comparação a tudo o que Bleach já foi, a história segue num misto de curiosidade e ansiosidade, visto que há pontos que a trama acaba demorando demais para desenrolar, mesmo que claramente cruciais para o seguimento da história.

É descoberta a origem dos poderes de Chad e Orihime.

É descoberta a origem dos poderes de Chad e Orihime.

O nó psicológico que Ginjo envolve Ichigo é o maior destaque da série, por um momento, nem o personagem, nem o leitor sabe em quem deve confiar. Com uma narrativa de dar um banho em qualquer grande autor de mangá, mesmo quando se fica exposto muito mais os desejos do editor que o do próprio autor, Tite Kubo consegue refletir em Ichigo as mesmas atitudes que o leitor teria sob quem se deve ou não acreditar, deixando ainda uma surpresa de tirar o fôlego na hora de revelar todos os segredos.

CAPITÃES EM HORAS ERRADAS

No mundo dos best-sellers da Shonen Jump, são poucos os autores que conseguem sobreviver muito tempo na revista com uma alta taxa de popularidade e há um longo prazo. Destes, menos ainda são aqueles que conseguem desenvolver a história a sua maneira, sem a intervenção do editor que tenta agradar o leitor. Tite Kubo é uma vítima do mercado de mangás. Sempre que a história parece estar se desenvolvendo a sua maneira, acontece um capítulo “revolucionário” que põe fim a uma trama interessante e transforma Bleach, novamente, num mangá de combates marcantes excessivos.

Em determinado ponto da história, os Capitães da Soul Society voltam para a Terra e intervém no combate contra os Fullbringers. Daí vem a fórmula já batida que ocorreu em todas as sagas (em filmes, fillers do anime, histórias laterais, etc): lutam os capitães mais populares contra os inimigos, Chad, Ishida e Orihime ficam na marginal da história e Ichigo tem a luta final contra o “chefão” da saga.

E chegam os salvadores! De novo!

E chegam os salvadores! De novo!

Não que se deva ter algo contra uma grande luta de Byakuiya ou Hitsugaya, mas por serem extremamente interessantes, devem ser muito bem encaixadas na história, fazendo destes momentos único! E não uma tabelinha a ser preenchida pelo autor a cada arco. É claro que o “timing” do leitor japonês para o leitor tankobon ou mesmo do leitor brasileiro são diferentes e cada um passa a ver a história e suas necessidades de um jeito. Mas criar um ponto de equilíbrio para todos os público é o grande desafio de um mangá semanal.

E para finalizar, com uma reaparição fenomenal de Rukia como a sub-capitã do 13º Esquadrão da Soul Society, a história da saga passa mais a aguçar a curiosidade de como ficou a formação dos 13 Esquadrões durante o período de Ichigo sem férias que nos fullbringers propriamente dito.

RESULTADO EDITORIAL

O resultado final da Saga dos Fullbringers é um resumo perfeito do fantasma do que assola o mercado de mangás contemporâneo: a angústia de querer agradar ao leitor é tamanha que muitas vezes o autor deixa escapar pérolas e possibilidades engenhosas em sua história.

Apesar de um ritmo extasiante e um enredo atrativo, o que sobrou da saga após seu fim é um espelho em menos volumes do mal planejamento da Saga dos Arrancars: foi interessante, soube prender o leitor, passou uma boa mensagem e teve um desfecho de tirar o chapéu, mas foi vazia em não se aproveitar do rico universo criado e ter peso muito leve na razão de a história ser contada.

O clima de trillher policial com uma pitada de terror é o ponto positivo da saga!

O clima de trillher policial com uma pitada de terror é o ponto positivo da saga!

RESENHA: Sailor Moon Classic

Ao chamar uma obra de clássico da atualidade, remetemos a ideia há um dualismo de preceitos que se misturam em uma ideia original proveniente de apenas aquela a que a conceituou. De um lado valores já consagrados carregam a obra. De outro, novas tendências se conceituam por meio de personagens e emoções. Sailor Moon é o resultado perfeito do que pode ser referido como classico da atualidade, levando tudo o que a história do mangá do Japão desenvolveu a patamares eternos!

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O QUE HÁ DE ERRADO EM FUGIR DA REALIDADE, SE ELA É UMA DROGA?

Estudiosos da arte do mangá atribuem as histórias fantásticas oriundas do Japão, a grosso modo, a dois fatores principais: à agitada concorrida vida do Japão em todas as classes e ao forte senso de responsabilidade (culturalmente herdada dos samurais) que fazem com que o povo japonês seja exemplo de superação.

Ambas as caracteristicas se unem a uma unica necessidade contemporânea que, refletida em mangás, faz com que esta seja a nação que mais lê histórias em quadrinhos no mundo: a necessidade de estravasar o strees.

Com heróis e vilões extremamente humanizados aos aspectos do dia-a-dia do japonês, historias fantásticas e ricas em conceitos, preceitos e ideias são criadas diariamente, fazendo com que o mercado de mangás seja, também, um dos mais concorridos no cenário nacional.

Quando uma história se destaca a nível nacional, sendo lido por públicos de várias idades, este já pode ser considerado um sucesso. Mas quando esse sucesso perdura por anos, é o que chamamos de clássico da atualidade.

Sailor Moon e Tuxedo Mask tem uma ligação que os une desde passados longínquos.

Sailor Moon e Tuxedo Mask tem uma ligação que os une desde passados longínquos.

Sucessos nascem e morrem todos os anos no Japão, mas são poucas as obras que sobrevivem ao tempo e tornam-se clássicos. Sailor Moon é um desses. Com uma receita consagrada da arte de entretenimento japonês, Sailor Moon reinventou como o mangá para meninas pode ser contado.

O FUTURO É ALGO QUE VOCÊ MESMO FAZ. VOCÊ TEM QUE ACREDITAR NELE

Antes do grupo CLAMP se consagrar com obras que se tornaram referência no Shoujo Mangá (literalmente, “mangá para meninas”), praticamente não havia um único autor que tivesse colocado seu nome na história da arte desenhando este tipo de quadrinho.

Dominado por autores sumariamente masculinos, Naoko Takeuchi foi a autora que quebrou paradigmas quando serializou a mais clássica das histórias shoujo de todos os tempos: Sailor Moon.

Após o sucesso de “Codename Wa Sailor V”, considerada uma prévia de Sailor Moon, o mangá foi escolhido para se tornar um anime. Foi quando Takeuchi decidiu fundi-lo com elementos do amado gênero de tokusatsu super sentai (outrora já utilizado como trunfo na construção de Os Cavaleiros do Zodíaco também pela Toei Animation), construindo um time de cinco heróis, transformando a história original no mangá Bishoujo Senshi(ou Pretty Guardian no Ocidente) Sailor Moon, com uma nova personagem principal.

Sailor Mercury é a mais estudiosa das guerreiras lunares!

Sailor Mercury é a mais estudiosa das guerreiras lunares!

Assim, Serena e suas amigas surgiram. Após o fim da primeira série (tema desta resenha), Takeuchi foi surpreendida quando lhe pediram para continuar a escrevê-la, o que deu origem aos quatro arcos seguintes da história.

A LUZ DA LUA CARREGA UMA MENSAGEM DE AMOR

O primeiro arco da série, Serena Tsukino (Tsukino Usagi, no original) é uma menina chorona, medrosa, comilona e extremamente comum, algo que por si só, já é capaz de gerar uma onda de leitoras que se identificam com a personagem. Num certo dia, no caminho para a escola, ela encontra um grupo de rapazes batendo numa gata de rua.

Serena salva a gata e tira um curativo da testa dela que escondia uma meia-lua. Mais tarde a gatinha aparece no quarto da menina e começa a falar com ela, apresenta-se como Lua e entrega-lhe uma missão: a de ser uma Sailor guerreira, defensora do bem, destinada a enfrentar demónios e unir-se com outras sailors para encontrar a Princesa da Lua que habita a terra.

Enquanto as outras guerreiras não aparecem, começam a surgir monstros por toda a Tóquio e Serena, com a ajuda do misterioso Tuxedo Mask, um rapaz que luta usando rosas e veste um smoking, aprende a derrotá-los. A rainha do mal, Beryl, deseja reviver sua terrível líder Metallia (ou Energia Mega, na adaptação para anime no Brasil) e para isso, envia os seus generais: Jedite, Neflite, Zyocite e Malachite para roubar energia humana através de terríveis monstros. Ela precisa do lendário Cristal de Prata, há muito perdido, para reviver a sua Metallia, o mesmo artefato que as Sailors procuram para encontrar a Princesa da Lua.

Sailor Mars é a mais temperamental da história.

Sailor Mars é a mais temperamental da história.

Em linhas gerais, pouco a história se diferencia de um tokusatsu padrão, principalmente no anime, onde, com diversas mudanças da obra original, até mesmo a construção de cada episódio se dá como uma série de herois fantasiados. Porém, é no desenvolvimento de situações e personagens que a série se diferencia de outras obras, fazendo com que o espectador se afeiçoe e se coloque no lugar das guerreiras em momentos que super-poderes se tornam apenas uma característica atrativa para o japonês que quer estravar sua rotina com o estravagante uniforme que meninas de mini-saia lutando contra vilões.

Se a garota bobinha, chorona e inocente e o galante e orgulhoso Tuxedo Mask não bastassem para o espectador/leitor se identificar, as outras quatro Sailors completam as diversas linhas de personalidade da obra.

Enquanto Ami Mizuno, a Sailor Mercury, retrata a calma, paciente, racional e estudiosa aluna do colegial, Rei Hino, a Sailor Mars, é a perfeita descrição da explosão do fogo: religiosa mas muito temperamental, Rei é o perfeito oposto da alegria de Serena, porém, como poucas personagens femininas, uma das que mais estreitam os valores de lealdade e amizade.

As duas últimas integrantes a se unirem a Sailor Moon não contrapõe a personalidade de Serena como as duas anteriores, mas sim derivam da sua crença ao amor em projeções mais maduras.

Sailor Jupiter é cheia de talentos e a mais valente do grupo!

Sailor Jupiter é cheia de talentos e a mais valente do grupo!

Enquanto Lita Kino, a Sailor Jupiter, é uma garota muito forte, alta e com muitas habilidades (como dotes culinários e em artes marciais), Mina Aino, a Sailor Vênus (a Sailor V original), é uma garota doce e meiga que guarda profundas mágoas de seus relacionamentos anteriores.

ANIME X MANGÁ

Produzidos com um espaço de tempo muito justo entre o início de uma e outra, o projeto da primeira série de Sailor Moon rendeu 52 episódios para TV baseados em apenas três volumes de mangá (a se contar da edição definitiva da obra).

Isso fez com que muitas diferenças surgissem em ambas as obras, fazendo do mangá uma história muito mais fidedigna ao mundo real e o anime uma série muito mais fantasiosa porém com um desenvolvimento muito mais requintado de cada personagem.

Se no mangá a máscara de Tuxedo Mask não engana Serena que seu salvador se trata do galante Darien Chiba, no anime vemos um relacionamento muito mais carismático entre ambos os personagens enquanto se desenvolve o enredo de seu passado, seus anseios e sua derradeira revelação de identidade.

Impossível não se apaixonar pela Sailor Venus!

Impossível não se apaixonar pela Sailor Venus!

É possível enumerar dezenas, senão centenas de detalhes que o anime acrescentou à obra para lhe deixar mais interessante a públicos de idades além do público-alvo do shoujo mangá. Também é possível contar como todos os detalhes de traço e cuidado com que Naoko Takeuchi tomou o refinamento de abordar de maneira muito mais madura os sentimentos de Serena.

Mas o fato é que, independente da mídia, o primeiro arco de Sailor Moon consegue cativar e levar ao público, de maneiras diferentes, o principal ponto que a quantidade fantasias, heróis e monstros em momento algum a deixam ofuscar: a aceitação do amor.

O AMOR É ALGO QUE VOCÊ CRIA SE PREOCUPANDO E CUIDANDO DA OUTRA PESSOA

Não há coração de pedra que não tenha amolecido ao encontrar o verdadeiro amor. Clássico tema do drama voltado a mulheres e alvo de eterna discussão de ambos os sexos de como encarar, explicar e as sentir o amor é, e sempre será, alvo de das palavras de muitos e muitos autores.

O que Naoko Takeuchi e Sailor Moon fizeram de diferente, foi mostrar que o amor não precisa ser abordado de maneira complexa (como se era feito em mangás shoujo dos anos 80), mas de uma forma leve, porém não menos profunda ou emocionante.

O desejo da terrível Rainha Beryl é conquistar o Cristal de Prata!

O desejo da terrível Rainha Beryl é conquistar o Cristal de Prata!

Ao criar um leque de 5 protagonistas que representam bem o que diz a teoria das personalidades (leia mais nessa resenha), Naoko criou a possibilidade da leitora escolher e apoiar que tipo atitude apoiar e ainda trouxe a possibilidade do leitor masculino se aproximar de fatos que o aproximam de personalidades às quais o fazem apaixonar.

O interessante desta mistura, é que em nenhuma momento a autora do mangá ou os roteiristas deixam claro o apoio a uma ou a outra posição das personagens. Ao mesmo tempo que Rei não é punida por explodir sua ira contra Serena, é o jeito bobinho e brincalhão da personagem, diversas vezes mal visto pelas companheiras, que muitas vezes salva o grupo das enrascadas por que passam.

Um ponto crucial que faz Sailor Moon ser o sucesso que é a maneira como aceita o amor em cada nível de maturidade da personagem. Não importa se Amy não se apaixona com facilidade que a maneira com a qual ela vê o amor é a que mais correta. Muito menos os relacionamentos rasos de Lita com todos os rapazes que a faz lembrar do antigo namorado deixam a personagem mais ou menos correta na hora de encarar um relacionamento.

Serena e Darien? Ou Serenity e Endymion? Quem os apaixonados realmente são?

Serena e Darien? Ou Serenity e Endymion? Quem os apaixonados realmente são?

Metaforizado em batalhas contra generais inspiradas em pedras preciosas e num reino lunar milenar que rege o destino das personagens deixando para as personagens (e os leitores) a decisão de certo e errado, Sailor Moon criou um ambiente favorável para mostrar a luta do ponto de vista próprio contra o ponto de vista do outro, sendo que se importar com o parâmetro discordante só consome energia, mas é necessário enfrentá-lo quado se quiser uma “cura lunar” para as confusões que relacionamento de amores e amizades podem criar.

SOU SAILOR MOON!

Clássico e eterno, Sailor Moon tem mais valores embutidos em si para abordar o amor que o seu formato consagrado pode passar a uma primeira vista. Se assistir ou ler a série é mergulhar num universo ricamente ilustrado pelo talento japonês, é o carisma e o peso de cada personagem que torna Sailor Moon Classic o ponto ideal de diversão e inspiração.

Se uma guerreira da lua se tornou a linguagem ideal para escrever sobre um tema que varia de ideal para ideal, por que não utilizar o mercadológico olhar oriental para escrever sobre ele? Afinal, quem é que não se inspirou na Lua para falar sobre amar?

Juntas, elas protegeram o mundo em nome da Lua!

Juntas, elas protegeram o mundo em nome da Lua!

Liga N-Blast Jundiaí arrasou durante o Encontrão Pokémon 2 no Paineiras Shopping!

No último dia 27 de abril, aconteceu no Paineiras Shopping em Jundiaí-SP o evento Encontrão Pokémon 2, organizado pelo shopping em parceria com a loja Boomer Brinquedos e o apoio da Liga N-Blast Jundiaí.

Com uma decoração que fez os fãs de Pokémon irem à loucura e uma estrutura ainda melhor preparada para receber o público que surpreendeu os visitantes do shopping durante a primeira edição do evento (veja como foi aqui), o evento superou as expectativas e trouxe ainda mais competidores e jogadores de várias cidades da região (e fora dela, com visitantes de Embu Guaçu e São Paulo).

Com as atrações ampliadas, os fãs tiveram a oportunidade de trocar cartas, fazer novos amigos, trocar segredos dos monstrinhos, exibir suas coleções e se divertir com três super torneios organizados pela Liga N-Blast Jundiaí.

Tradicionalíssimo nos encontros promovidos pela Boomer Brinquedos, o torneio de Estampas Ilustradas Pokémon surpreendeu com competidores altamente preparados.

Diferente a cada edição, o Torneio de Pokémon XY no Nintendo 3DS fez os treinadores se superarem para montar seus times na regra especial Monoregion, que sagrou Johto como a região vitoriosa.

E surpreendendo a todos, os motores se aqueceram como uma estrela dourada no Torneio de Mario Kart 7 também no Nintendo 3DS que teve uma emocionante vitória de um garoto de 11 anos!

No final do evento, os visitantes inscritos ainda participaram de um super sorteio promovido pelo Paineiras Shopping  e a Boomer Brinquedos recheado com muito bom humor dos integrantes do N-Blast Jundiaí.

Obrigado a todos os treinadores que estiveram presentes. Parabéns aos vencedores dos torneios! Nos vemos na próxima!

:::VENCEDORES:::

MARIO KART 7
3º Hugo Susume
2º Alexandra Lazari
1º Gabriel Françoso

POKÉMON XY
3º Felipe Alves (Johto)
2º Christian Andrade (Kanto)
1º Melynna Guedes (Johto)

POKÉMON TCG
3º Matheus Prado
2º Lucas Augusto
1º Marcel Veloso

 

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Pixeletra: evento bateu recordes na Livraria Leitura do Maxi Shopping Jundiaí!

No último dia 06 de abril aconteceu na Livraria Leitura do Maxi Shopping Jundiaí a primeira edição do Pixeletra, evento que uniu os fãs de literatura e video-games, realizado pela World Fabi Books e Ramoniacs em uma inédita parceria com a livraria.
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Organizado pela Liga N-Blast Jundiaí, o andar de cima da livraria reuniu cerca de 150 fãs de video-game em dois emocionantes torneios de Nintendo 3DS: enquanto os fãs de alta velocidade aceleraram no Torneio de Mario Kart 7, os maiores treinadores da região enfrentaram grandes batalhas no Torneio de Pokémon XY. Os vencedores dos torneios tiveram a honra de levar para casa uma cópia do jogo Yoshi’s New Island, o primeiro grande lançamento first party da Nintendo no ano para seu portátil 3D! Parabéns à Juliano Ishiga, vencedor de Mário Kart 7 e Jonathan Mr.Poké, vencedor de Pokémon XY.
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Promovendo um emocionante encontro com cinco dos maiores autores brasileiros da literatura nacional, a World Fabi Books trouxe um incrível bate-papo sobre a literatura contemporânea no Brasil, a carreira de escritor e uma emocionante tarde de autógrafos que realizou sonhos de muitos fãs. Estavam presentes Raphael Draccon (Dragões de Éter), Carolina Munhóz (Feérica), Affonso Solano (O Espadachin de Carvão), Marcel Colombo (Al-Aisha e os Esquecidos) e Ana Macedo (Lágrima de Fogo). A área com os autores apresentou picos de mais de 200 pessoas, formando filas que chegaram até a porta da loja.
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Junto, a área de Pixel mais a área de Letra somaram picos de mais de 300 visitantes, criando, junto dos visitantes casuais da livraria, uma das maiores movimentações que a Leitura já teve desde a sua inauguração no Maxi Shopping! Parabéns a todos que fizeram parte deste evento histórico unindo dois dos principais nichos de cultura pop em um só evento!
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Confira as fotos do evento:
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Pixeletra vai unir fãs de games e literatura!

O The Ramoniacs juntamente com o World Fabi Books em parceria com a Livraria Leitura tem o orgulho de anunciar o primeiro Pixeletra que ocorrerá no dia 06 de Abril na Livraria Leitura do Maxi Shopping Jundiaí a partir das 14h. O evento tem o apoio da Cia Techniatto e da Liga N-Blast Jundiaí!

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Encontrão Pokémon reuniu mais de 150 fãs no Paineiras Shopping!

No dia 9 de março, foi realizado em Jundiaí o Encontrão Pokémon promovido pela Boomer Brinquedos e o Paineiras Shopping. Com o apoio da Liga Nintendo Blast Jundiaí, foram realizados torneios de Pokémon Trading Card Game e Pokémon XY no Nintendo 3DS.

Reunindo mais de 150 fãs de todas as idades o evento foi um sucesso, atraindo, inclusive, jogadores de São Paulo. Cheio de prêmios  brindes aos participantes e uma grande performance dos competidores. Com o sucesso do evento, o Paineiras Shopping e a Boomer Brinquedos já preparam uma nova edição do evento, com muitas novidades.

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Melly, 3º lugar do Torneio de Pokémon 3DS.

Melly, 3º lugar do Torneio de Pokémon 3DS.

Fê, 2º lugar do Torneio de Pokémon 3DS.

Fê, 2º lugar do Torneio de Pokémon 3DS.

Christian, vencedor do Torneio de Pokémon 3DS.

Christian, vencedor do Torneio de Pokémon 3DS.

Matheus, Kaique e Alexandra, vencedores do Toneio de Pokémon TCG.

Matheus, Kaique e Alexandra, vencedores do Toneio de Pokémon TCG.

RESENHA: Thor – O Mundo Sombrio

Colhendo os frutos de uma bem sucedida fase de grandes blockbusters no cinema, Thor – O Mundo Sombrio, veio como a carta coringa do estúdio para intensificar os elementos semeados em filmes anteriores e criar expectativas para as futuras produções.

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UM ESTÚDIO CHAMADO MARVEL

Só a Marvel Studios consegue ser a Marvel Studios. Com uma capacidade criativa capaz de unir o público casual e hard-core das histórias em quadrinhos no cinema, A Marvel Studios conseguiu renovar e quebrar os paradigmas de receio que cada nova produção de Hollywood causava nos fãs de quadrinhos após os sucessivos fracassos de crítica que outros estúdios faziam com seus heróis.

Como resposta a produções imediatistas, o projeto Vingadores conseguiu reunir em 6 filmes toda a magia e, principalmente, trabalhar a espectativa do fã, característica marcando de toda histórias em quadrinhos em qualquer parte do globo.

O que fazer depois de Vingadores (leia a resenha aqui) era a grande questão. Se o início conturbado de uma segunda fase para o estúdio veio com a estreia de um despreocupado Homem de Ferro 3 (leia a resenha aqui), foi o segundo filme do Thor que tornou possível uma projeção de algo muito maior e muito mais conciso dentro de um universo que tem muito a oferecer e muito a se expandir.

A BASE: THOR E LOKI

Se em Homem de Ferro 3 os produtores pareceram meio preocupados de onde começar e para onde levar o herói, se apoiando em seu contexto, Thor – O Mundo Sombrio soube se aproveitar como nenhum outro filme da Marvel Studios da grande base do universo Marvel que tanto cativa públicos de gerações em gerações: a humanidade dos personagens.

É o choque de crenças entre os irmãos que dá vida ao filme!

É o choque de crenças entre os irmãos que dá vida ao filme!

Parece difuso a humanidade estar latente em um filme que tem deuses como temática, porém essa proximidade entre mortais e imortais que sempre conduziu as mitologias mais antigas e as solidificou para serem contadas e recontadas por toda eternidade. Sendo assim, para que a Marvel se concentrar em disputas de poder, se o que realmente interessa é o que restou da irmandade de Thor e Loki?

Se no primeiro filme do Thor (leia a resenha aqui), o relacionamento, a disputa, a inveja entre irmãos e o relacionamento com o pai tornou o filme rico de mensagens e moralmente reflexivo, é exatamente a quebra dos laços entre os personagens que sustenta toda a trama do segundo filme, fazendo os novos vilões parecerem desnecessários.

DESENVOLVENDO A TRAMA

Depois dos acontecimentos de Thor e Os Vingadores, Thor (Chris Hemsworth) luta para restaurar a ordem em todo o cosmo. Mas uma raça antiga de Elfos Negros, liderada pelo vingativo Malekith (Christopher Eccleston), um inimigo sombrio que antecede o próprio universo, e seu braço-direito, o jovem porém cruel Algrim (Adewale Akinnuoye-Agbaje), retorna para afundar novamente o universo em trevas.

Mais maduro, Thor pede os conselhos de Odin para saber como agir.

Mais maduro, Thor pede os conselhos de Odin antes de agir.

Diante de um inimigo que nem Odin (Anthony Hopkins) e nem seu reino Asgard podem combater, Thor deve embarcar em sua viagem mais perigosa e pessoal, que o reunirá com Jane Foster (Natalie Portman), que está possuída por um elemento superpoderoso chamado Éter, cobiçado pelos Elfos Negros, e o forçará a sacrificar tudo para salvar a todos. Thor terá que reconstruir Asgard, reunindo um exército para a batalha contra os Elfos Negros. Mas a única maneira de ele poder fazer isso é indo para o Mundo das Trevas, e a única pessoa que tem acesso para o lado negro de Asgard é seu irmão mais novo Loki (Tom Hiddleston), que está trancado em uma prisão.
Com a batalha se aproximando, Thor tem que negociar uma trégua com Loki. Thor, Loki e Jane embarcam em uma missão que pode definir o futuro dos Nove Reinos.

Com um enredo que tentou valorizar a participação de Natalie Portman, reunindo todos os personagens do primeiro filme e uma perfeita sincronia de acontecimentos, a produção acerta em cheio também a medida que conceitua Thor como um herói de grandes feitos, sendo o ponto chave de todo o desenvolvimento do universo criado pela Marvel Studios.

Loki é o maior destaque do filme!

Loki é o maior destaque do filme!

Até mesmo a localização da história na Inglaterra facilitou as possíveis “desculpas” para a necessidade de mais Vingadores no filme. Elevado a projeções de alto impacto, as batalhas, sejam elas na Terra ou em Asgard, em grupo ou em atuações solo, valorizaram o universo da trama e mostrou como Chris Hemsworth encarna o personagem como sempre o tivesse vivido.

Tão grandiosa foi a atuação de Tom Hiddleston. O drama da dualidade do personagem Loki colocou o ator em situações que variavam do cômico ao trágico, desenvolvendo o personagem cada vez mais e, ao que parece, tentando criar um rival de peso para o vilão Coringa dos filmes do Batman, até então, o único vilão das comics americanas capaz de rivalizar sua popularidade com outros heróis.

O drama de Loki, somado a trama paralela que a ele se desenvolve, incluindo uma das mais belas cenas envolvendo René Russo no papel de Friga, esposa de Odin e mãe adotiva de Loki, cria um ponto chave no filme que certamente será um dos elementos que guiarão todos os próximos filmes da Marvel Studios.

PELAS BARBAS DE ODIN!

Icônico, reflexivo, dinâmico, bem construído e bem desenvolvido. Thor – O Mundo Sombrio é (com o perdão do trocadilho) sem sombras de dúvidas o melhor filme da Marvel Studios, superando até mesmo o próprio filme dos Vingadores.

Todas as tramas se fundem em uma só ao final do filme!

Todas as tramas se fundem em uma só ao final do filme!

Se a primira fase das produções do estúdio criou todo um público e uma vrdadeira legião de fãs, o segundo longa do deus do trovão entregou aos fãs algumas das principais premissas em continuações que faltam na grande maioria dos blockbuster: respeito ao fã, liberdade criativa inteligente e espaço para os atores mitificarem seu talento dentro de um universo que jamais deixará de crescer.

RESENHA: Batman e Superman: Apocalipse (Warner Premier)

Descobrir quem é você e os porquês de sua existência é uma questão filosófica que rompe as barreiras acadêmicas e se faz realidade em diversos pontos da vida do ser humano, sendo a adolescência a principal delas. Em Batman e Superman: Apocalipse, é a vez de se descobrir quem e porque ser um herói.

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Não é a toa que Batman, Superman e Mulher Maravilha são os símbolos máximos do tripé que sustenta o universo da cultura dos super-heróis. Enquanto o Homem de Aço e o Homem Morcego se contrapõe com os ideais de razão e emoção que sempre moveu as artes e a literatura, é a crença da princesa de Themyscera que encontra o ponto ideal a disputa de gêneros.

A união dos três heróis, em aborgens bem inteligentes, não poderia formar um filme melhor que Batman e Superman: Apocalipse que apenas peca em seu título: além de cortar a Mulher-Maravilha, ponto-cahve da trama, o título não reflete em nada o seu enredo: o nascimento da Supergirl.

Caída junto de um meteóro em Gothan logo após o impeachmente de Lex Luthor, Kara Zor-El rapidamente aprende a lingua terrestre e passa a ser apresentada a Terra quando Superman descobre que, assim como ele, sua prima foi salva da explosão de Kripton.

Apesar do título, Kara, a Supergirl, é a protagonista do filme.

Apesar do título, Kara, a Supergirl, é a protagonista do filme.

Se a garota logo adota a vida de uma adolescente comum fazendo compras com Clark Kent, Batman não crê que ignorar os poderes de Kara (que potencialmente, segundo o Morcegão, pode superar os de Superman) seja a melhor escolha, o que o faz convocar a Mulher-Maravilha como tutora da garota.

Enquanto decidem o futuro de Kara, que se sente incomodada com a falta de liberdade que ela tem com a decisão de seu destino, Darkseid, o vilão máximo da DC Comics envia um exército de clones do vilão Apokalipse (aquele que matou o Superman, leia a resenha clicando aqui) como isca para raptar a garota kriptoniana.

Com uma animação fluída e original que usa como base os traços do seriado da Liga da Justiça, mas foge do senso comum, se aproximando muito mais do traço de animes, o filme explora muito bem todos os cenários criados, além de dar o peso necessário ao trabalho de cada herói.

Juntar a tríade dos maiores heróis de todos os tempos é sempre sucesso garantido!

Juntar a tríade dos maiores heróis de todos os tempos é sempre sucesso garantido!

A maneira como Kara conhece o mundo dos heróis e o seu medo de se tornar uma “campeã”, como ela chama o primo, faz da essência do filme uma profunda reflexão de como ´o conflito de gerações e como os erros de ambas as partes sempre levam o ser para o melhor caminho quando estes se livram de propósitos egoístas e deixam que o melhor que há em cada um desperte no tempo certo.

RESENHA: Mulher-Maravilha (Warner Premier)

Todos conhecem o mito. Todos conhecem a beleza. Todos conhecem a lenda. Mas são poucos aqueles que conhecem a verdadeiro Mulher-Maravilha. É por isso que numa jogada invejável, a Warner Premier criou uma animação que poderia, muito bem, ser a base de um longa metragem arrasa quarteirões dos cinemas!

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Mesmo entre os fãs dos quadrinhos, muitos personagens ficam perdidos a tantas abordagens realizadas deles durante suas décadas de existência. Fenômeno nos anos 40 e até hoje a principal representante feminina do mundo dos super-heróis, a Mulher Maravilha é um desses casos, onde sem nem saber exatamente o porquê, os fãs a admiram como uma grande personagem.

Todos conhecem a origem kriptoniana do Superman ou como o assassinato dos pais de Bruce Wayne fizeram nascer o Batman. Mas e a Mulher-Maravilha? Ser princesa de uma ilha de amazonas é uma origem que basta? Apenas citada nas mídias fora dos quadrinhos, nunca foi abordada como é a Diana da Ilha de Themyscera.

Prevendo os moldes de Superman – Homem de Aço, o longa animado lançado para vídeo da Mulher Maravilha contou a origem da heróina e apresentou um de seus vilões num formato invejável até mesmo para Hollywood.

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Ambientando o espectados nas ilhas gregas mitológicas, a história se inicia com a Rainha Hipólita lutando contra Ares, deus da Guerra que desobeceu o pedido de Zeus de haver uma trégua entre deuses e amazonas, culminando no nascimento da Ilha de Themyscera, local onde aquelas que lá morassem ganhariam a vida e a juventude eterna.

O nascimento de Diana, nascida da areia da ilha, é um presente de Hera, atendendo aos pedidos de Hipólita de ter uma filha amazona. Porém, ao crescer, Diana começa a questionar o motivo da ilha ter se afastado por tantos séculos do mundo comum o que cria um conflito em mãe e filha.

Com a queda acidental do avião do militar Steve Trevor na ilha, Diana parte para Nova Iorque, enquanto a traição de uma das amazonas liberta Ares de seu calabouço e desperta uma guerra entre seres mitológicos e amazonas.

Apresentando o universo da Mulher-Maravilha de maneira fluída e convincente, aos poucos o espectador vai se habituando ao laço da verdade e ao jato invisível ao mesmo tempo que o conflito entre as crenças de Diana e o jeito mulherengo de Steve vem a tona.

Um ótimo desenvolvimento de personagens, ação e enredo fazem o filme um dos melhores da Warner Premiere!

Um ótimo desenvolvimento de personagens, ação e enredo fazem o filme um dos melhores da Warner Premiere!

Encerrando de maneira épica e cheia de combates alucinantes, o filme acerta em tudo que se propõe, mostrando-se um formato ideal para a já tardia inserção da heroína nos cinemas.

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