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RESENHA: Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith

Space Ópera é um sub-gênero da ficção científica que enfatiza a aventura romântica, cenários exóticos e personagens épicos. Unindo todos estes elementos e exaltando a humanidade, os sentimentos e os vários lados da postura de um ser humano, Star Wars – Episódio II: A Vingança dos Sith é o longa-metragem que superou todas as barreiras da criação e se tornando o referencial ideal de um gênero.

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DO MEU PONTO DE VISTA, MALIGNOS SÃO OS JEDI!

Entusiasmado com a nova tecnologia em mãos e depois percebendo que sua obra não é feito apenas de explicações, George Lucas criou dois filmes bem diferentes entre si para contar o prelúdio de Star Wars. Enquanto o A Ameaça Fantasma (clique aqui para ler a resenha) deu uma atenção demasiada à complexa, porém necessária, trama política, O Ataque dos Clones (leia a resenha aqui) foi extremamente simples, criando uma trama de romance leve e clara.

Pesando erros e acertos, o Episódio III chegou em 2006 como resposta aos saudosistas que esperavam um novo longa-metragem mais próximos das aventuras especiais de Luke, Leia e Han Solo nos anos 80, ao mesmo tempo que soube apresentar ao público o quanto a manipulação do Senado Intergaláctico foi de essecial importância para estabelecer o poder do Império sob todos os planetas.

O filme começa amarrando os pontos não fechados de O Ataque dos Clones. Deixando claro que após a República ter sido salva pelos Clones seguiram-se três anos de combate contra a Confederação, que tem como líderes o Sith Conde Dooku, ou Darth Tyranus, e o General Grievous, comandante das tropas de máquinas que formam a maior parte do exército inimigo.

Yoda pode mostrar todo o seu potencial combativo no Episódio III

Yoda pode mostrar todo o seu potencial combativo no Episódio III

E a missão inicial do filme é justamente o resgate do Senador Palpatine que armou seu sequestro por Dooku. Como não poderia deixar de ser, Anakin Skywalker e Obi Wan Kenobi são os Jedis a liderarem a missão e a travar a primeira luta do filme. Com um defecho angustiante e ao mesmo tempo instigante, esse início serve para estabelecer muito bem a função do longa em abordar a transformação de Anakin em Darth Vader e mostrar todo o processo de tentação por qual passou o personagem.

O DOBRO DO ORGULHO, O DOBRO DA QUEDA!

Apesar de, historicamente, A Vingança dos Sith contar o fim das Guerras Clônicas e a ascensão do Império, é recompensador verificar como George Lucas amarrou a trama política focando a história e os percalços passados pelo Jedi para traçar os efeitos do prelúdio à trilogia clássica, fazendo do personagem a sua grande causa.

Devido a um sonho premonitório que previa a morte de sua esposa Padmé Amidala assim que ela desce a luz ao filho de Anakin, o jovem Jedi começa a buscar maneiras de impedir que o sonho se concretize. É quando entra em jogo o Senador Palpatine que começa uma tentativa desenfreada de coagir o jovem a se entregar aos ensinamentos Sith que, segundo ele, com um potencial enorme, poderia até mesmo trazer os mortos à vida.

Ian McDiarmid deu um show de interpretação.

Ian McDiarmid deu um show de interpretação.

E é nesse ponto que a trama chega a um ponto jamais antes alcançada por um filme de Star Wars: sabendo da proximidade de com Palpatine, o Conselho Jedi coloca Anakin como agente duplo colocando-o como segurança particular do senador ao mesmo tempo que colhe informações dele.

Os argumentos de Palpatine chegam a quase convencer o espectador que, se não tivesse todo o histórico de outros 5 filmes da franquia poderia se convencer tanto quanto Anakin que o Conselho Jedi está tentando trair a República. E o jovem Skywalker resiste ao máximo às tentativas do vilão de trazê-lo ao lado negro da força.

É interessante pesar a situação do jovem: enquanto o Conselho Jedi lhe dá uma sabedoria milenar na solução de problemas que não atende a libertação de suas amarras carnais, o lado sombrio parece lhe oferecer toda a possibilidade de viver em potencial sua força e o amor de Padmé, massageando seu ego e atendendo aos seus desejos de poder.

QUE A FORÇA ESTEJA COM VOCÊ

Um dos grandes feitos do filme é conseguir trabalhar em toda a sua potencialidade os personagens chave da trilogia clássica, principalmente quando se trata de Obi Wan Kenobi, onde se justifica o porque de ele ser considerado quase que uma figura lendária em Uma Nova Esperança.

A luta entre Obi Wan e Anakin foi a mais épica de toda a Saga!

A luta entre Obi Wan e Anakin foi a mais épica de toda a Saga!

Em lutas memoráveis e inteligentes, as cenas de ação valorizam de uma vez por todas todo o potencial do Mestre Jedi que, convenhamos, foi bem pouco desenvolvida nos filmes anteriores. Se antes a força de Obi Wan era apenas apresentada, agora sua inteligência, sua capacidade de planejamento, sua sabedoria ao aconselhar e sua humanidade são altamente desenvolvidas, cabendo a ele a vitória na luta contra a derradeira luta contra General Griveous, o único a escapar da Ordem 66 e uma luta extremamente trágica (e épica) contra Anakin.

Yoda é outro destaque. Em todos os filmes, até então, a grande força do personagem estava em sua inteligência e sabedoria. No Episódio III não é diferente, mas é aqui que Yoda também mostra seu potencial guerreiro, encarando Palpatine de frente e impedindo que o recém nomeado imperador fuja após a eleição que lhe garantiu o poder sob toda a galáxia.

A batalha de Yoda não tem um desfecho tão positivo quanto as lutas de Obi Wan, mas a sua conclusão é digna do Jedi, que não fica por baixo em momento algum, mostrando o porquê de ser o mestre supremo dos Jedi.

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Se na trama Padmé assume uma papel quase que totalmente consequencial, estando praticamente fora de todas as sequancias de ação e batalhas, sua participação no filme pe de fundamental importância para o desfecho do filme, perdendo toda a sua motivação e deixando para os Jedi a decisão do que fazer com os herdeiros Skywalker.

ENTÃO É ASSIM QUE A LIBERDADE MORRE… COM UM ESTRONDOSO APLAUSO!

Muitos são os momentos épicos de A Vingança dos Sith. Desde os diálogos muito bem construídos, até as batalhas mais bem coreografadas, não há passagem que tenha maior ou menor importância, nem momento que tire a atenção do espectador.

Não é a toa que o filme chama A Vingança dos Sith. O destaque total vai para a participação de Palpatine e suas manobras de coerção de Anakin e de manipulação do Senado Intergaláctico. O vilão é o exemplo máximo de como a massa é facilmente levada pelas aparências e como o jogo político pode ser perigoso quando é jogado com extrema malícia.

Padmé desempenha papel fundamental para o fechamento da história.

Padmé desempenha papel fundamental para o fechamento da história.

Se o lado sombrio até então era um conceito figurado, a transformação de Anakin em Darth Vader é a analogia perfeita de como alguém pode perder a sua identidade quando o seu ego se sobrepõe aos seus valores básicos, fazendo dos Sith algo muito mais palpável com cada ação do personagem. É impossível esquecer a cena do nascimento de Darth Vader, sendo a sua primeira respirada um dos momentos que se tornaram um clássico automático.

A execução da Ordem 66 dos Clones contra os Jedi é uma das mais bem executadas cenas de toda a saga Star Wars, fazendo da maior tragédia de todos os seis filmes uma passagem poética e de extremo bom gosto artístico, comparável as mais bem executadas óperas dramáticas contemporâneas.

Em Star Wars – Episódio III: A Vingança dos Sith, tecnologia e dramaturgia se unem para fechar a prequela da maior franquia espacial de todos os tempos. Em um tom tenso, porém claro, que exacerba os lados mais intrínsecos de cada personagem sem deixar de lado todo o contexto histórico muito citado na trilogia clássica, mas que só em seu prelúdio pode ser totalmente experienciado, fazendo do filme o exemplo de uma perfeita execução ao construir uma space opera.

A transformação de Anakin em Darth Vader é o destaque do filme!

A transformação de Anakin em Darth Vader é o destaque do filme!

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