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RESENHA: Batman – O Cavaleiros das Trevas

Justiça. Confundido com a cruz e a espada, um justiceiro cria esperança aos mais inocentes e terror aos mais difusos. Em Batman – O Cavaleiros das Trevas caos e o acaso se unem para contar a história do herói que Gothan precisa, mas que ela precisa aprender a merecer.

O CORINGA

Desde Titanic, não houve filme na história do cinema mais cheios de rumores, mais cheios de lendas, mais cheios de superstições ou simplesmente mais comentado em escolas, locais de trabalho ou numa conversa com os amigos do que Batman – O Cavaleiro das Trevas.

Cercado por contextos e desconexos, o segundo filme do Homem-Morcego nas mãos de Christopher Nolan surpreendeu multidões no cinema e fora dele, seja com seus diálogos fortes ou com todos os acontecimentos envolvendo atores e produção.

Se o trabalho de marketing envolvendo o filme se tornou uma referência mundial para o chamado marketing de guerrilha (com ações que variaram desde shows com a esquadrilha da fumaça na Comic Con até caça ao tesouro na cidade de São Paulo), foram as tragédias envolvendo o acidente de Morgan Freeman, o caso da provável agressão de Christian Bale e a morte de Heath Legger que levou o filme a repercussões mundiais mesmo antes da estréia do filme em 2008.

Mas independente das previsões e do proveito que muitos meios de comunicação tiraram da situação, não foram tais acontecimentos que tiraram o brilho dos filmes na telona, um clássico dos tempos modernos e arrisca-se a dizer, o melhor filme de todos os tempos.

Até quando será necessária a existência de Batman em Gothan City?

E não é para menos, combinando a figura de um herói sombrio com a perpetuação do caos que um vilão imprevisível poderia propiciar, Christopher Nolan levou para os cinemas uma experiência nunca antes vivida por um expectador em qualquer tipo de arte.

De maneira muito mais contestadora e muito mais incisiva que Batman Begins, o segundo filme do reboot do Homem-Morcego se utilizou de toda uma mitologia para racionalizar em metáforas questões que levam o espectador a se perguntar a todo o tempo o que este faria se estivesse em Gothan City.

O CAOS

Não é a toa que Batman é um herói que sobrevive a décadas e para sempre seu legado será perpetuado através de suas revistas. Junto com Superman, o herói consegue englobar a todo tipo de espectador, primeiro o que prefere uma visão simplista e esperançosa e o segundo aqueles com uma visão complexa e menos clara do que será seu futuro.

Mesmo que criados numa visão durante a segunda guerra mundial, os valores e a simbologia deixadas, utilizadas e sumariamente reinventadas nos quadrinhos, tv e cinema formam uma rica visão ideológica para ser passada através das lentes de Hollywood, afinal qualquer tipo de idéia pode ser reinterpretada e aplicada em qualquer tempo que seja exprimida.

Coringa é como um cachorro atrás de um carro, se conseguisse pegá-lo, não saberia o que fazer com ele.

Christopher Nolan foi o diretor que mais pôde perceber isso ao filmar seu Batman. Sua Gothan foi formatada de mostrar toda a decadência que uma cidade com 33 milhões de habitantes pode criar. Seus habitantes, tão corruptíveis e ao mesmo tempo tão revoltados com a situação que criaram se tornaram cada vez mais humano com a condição que o diretor pôs a eles: um bizarro palhaço anarquista que só quer ver o circo pegar fogo.

Criado a partir de uma visão particular do diretor, Nolan levou aos cinemas através de uma atuação inigualável e memorável de Heath Ledger um Coringa ousado, irrefreável e muito possível de ser concretizado em um contexto como o de Gothan, seja na ficção ou na realidade.

O traço mais notável que foi dado ao personagem é a sua capacidade de parecer tão real, verdadeiro e próximo do espectador. Completamente louco e insano, o Coringa desperta tanta revolta quanto admiração do público.

A medida que o vilão coloca Batman em uma nova situação capciosa, Nolan vai provocando o espectador a refletir sobre o seu contexto de vida perante a cidade de Gothan, muitas vezes restritas e desejosas de uma resposta concreta do herói, coisa que, como na vida real, muitas vezes não viria.

EU ACREDITO EM HARVEY DENT

Do mesmo jeito que o Coringa foi formatado a partir de uma situação de Gothan City, o mesmo que Nolan fez com o alter-ego de Bruce Wayne em Batman Begins, o promotor de justiça Harvey Dent foi o resultado do encontro da cidade com o seu herói.

Batman, Harvey Dent e o comissário Gordon se unem na caçada contra o crime organizado da cidade!

Necessitada de um exemplo para continuar a seguir, Bruce Wayne e o comissário Gordon vêem em Dent a oportunidade ideal do símbolo Batman não ser mais necessário e a inspiração dos cidadãos parta de algo muito empírico que a figura do Homem-Morcego.

A conversão que Coringa provoca em Harvey até ele se tornar o Duas-Caras não foi por acaso. Além de feita em um tempo incomum para os filmes de super-herói ao único estilo Nolan de fazer cinema, a ascensão do vilão foi o complemento ideal para a conclusão do filme e a idéia geral da figura de Batman na cidade, um intermediário entre a condenada Sodoma e Gomorra e a transmutação em valorosa Metrópolis.

Não só o personagem como muito do contexto da cidade, de Coringa, do comissário Gordon e do próprio Batman vem de uma combinação genial de elementos das histórias O Longo Dia das Bruxas de Jeph Loeb e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Assim como nos filmes, uma das características principais dos quadrinhos é a humanização do herói e dos vilões, e a construção de cada uma de suas personalidades sem justificar as insanidades de suas ações.

Acrescentando a discussão sobre ética, moral, medo, caos e vingança que o filme trás em cada diálogo, todos muito bem construídos e claros, a formatação final do filme cria o ambiente perfeito para uma nova geração de filmes de super-heróis e uma nova visão de como se contar histórias através do cinema.

Segundo o Duas-Caras, o acaso é o mais justo dos decisores.

O CAVALEIROS DAS TREVAS

Estamos destinados a fazer isso para sempre“. Incrível como uma das frases do Coringa consegue ser tão clara e tão complexa ao mesmo tempo.

Se para os fãs a frase teve um significante que refletiu a permanente luta entre o bem e o mal do herói e do vilão, a filosofia interpretou tal colocação como o caos e as regras permanentemente moldadas através da essência do homem.

E se fosse avaliar os campos da psicologia, antropologia, comunicação ou qualquer outra ciência humana, tal embate entre Batman e Coringa poderia percorrer tamanhas interpretações e posicionamentos que tão ricos como os dois personagens, gerariam irreversíveis conteúdos para novas e eternas discussões.

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RESENHA: Batman Ano Um (Warner Premier)

Toda história tem um início. E por mais vezes que ela seja contada e recontada sempre haverão elementos que durarão para sempre, povoando a imaginação de todos aqueles que se emocionarem com seu início. Batman Ano Um é a animação que transformou em desenho animado a história dos quadrinhos que transformou pra sempre a origem do maior herói que o mundo já teve.

UM NOVO INÍCIO

Nos anos 80, após a grande saga Crise nas Infinitas Terras que reuniu todos os heróis da DC Comics, a editora começou a revisar e a recontar a história dos seus principais heróis a fim de atualizá-los para a nova horla de leitores que estavam emergindo.

O escolhido para recontar a origem de Batman foi Frank Miller, o gênio por trás do roteiro de O Cavaleiro das Trevas, uma graphic novel que mudou para sempre como o herói era visto fora e dentro dos quadrinhos, sendo o conceito mais utilizado em todas as formas de entretenimento fora das revistas do herói.

Intitulada Batman Ano Um, a história conta exatamente o qu seu nome indica, o primeiro ano de Batman na famigerada cidade de Gothan City, passando por todos os medos e dificuldades que a difícil decisão de se tornar heróis acarreta na vida de um ser humano marcado pela dor e pela perda.

Com o sucesso nos quadrinhos, a história quase ganhou uma adaptação live-action nos anos 2.000, quando a Warner pretendia reiniciar a franquia Batman nos cinemas. Mesmo cancelada, a história exerceu grande influência no roteiro de Batman Begins, lançado em 2005 sob o roteiro e direção de Christopher Nolan.

Bruce Wayne chora a morte dos pais.

Com o sucesso dos filmes de Nolan, a Warner se motivou a lançar diversos filmes animados de seus super-heróis (a Warner é a atual dona da DC Comics) e finalmente em 2011, Batman Ano Um teve a sua chance de ser produzida.

NASCE O HERÓI

Na história, dois pontos-de-vista são sumamente contados pincelando o conceito medonho e aterrador que a corrupta Gothan City se transformou ao longo de sua história.

De um lado o rico playboy Bruce Wayne volta para sua cidade natal disposto a acabar com o crime organizado que matou seus pais na sua frente quando ele ainda era uma criança.

Do outro lado da cidade, o tenente Jim Gordon é transferido de Chicago com sua esposa, Bábara Gordon, grávida. Apesar de sua forte ideologia e crenças na verdade e na justiça, Gordon vive frustrado com a maneira vendida que os policiais de Gothan agem, fazendo vista grossa para todos os crimes da alta máfia que assola a cidade.

O filme consegue ser muito fiel aos quadrinhos, chegando a utilizar muitas vezes as mesmas falas dos balões em seu texto.

O então tentente Jim Gordon rouba a cena no filme.

Porém as diferenças adicionadas a animação surtem efeitos difusos dos quadrinhos. Com um traço bonito, maduro e longe dos (excelentes) desenhos animados dos anos 90 que ainda hoje influenciam o traço do herói na TV, o filme peca na forma como posicionou Gothan.

A forma fria mas ao mesmo tempo impessoal que os dois protagonistas narram a famigerada cidade de céu vermelho cria um ambiente pesado, mas acabam contrastando fortemente com o visual limpo e brilhoso que a pintura final da animação deu a cidade, fazendo-a parecer muito mais a avançada Metrópolis que a caída Gothan.

As vezes o espectador do filme pode até se perguntar porque o filme se chama Batman Ano Um se tal ano foi tão cheio de Gordon e tão fraco de Homem-Morcego. Até Selina Kyle, a Mulher-Gato, teve uma abordagem mais impactante no filme que o principal protagonista. Mas tal empreitada foi muito boa para a narrativa da história.

Dedicando um espaço muito maior aos dramas de Gordon ao invés de Wayne, a história ganha uma originalidade genial para um espectador que tem seu primeiro contato com a história de Frank Miller.

A origem como prostitua da Mulher-Gato também é contada.

Pense bem, não seria muito interessante para o espectador casual rever novamente pontos tão bem trabalhados e conceituados em Batman Begins, como a morte dos pais de Bruce, a luta sem o manto do morcego na cidade e inspiração para o milionário criar o Batman.

E mesmo para um fã de longa data, reassistir tudo o que já viu e leu parece perda de tempo.

Com Gordon na guia principal do filme, Batman Ano Um se torna um filme muito mais cheio de razão de ser e muito mais profundo nas reflexões e críticas que originalmente Frank Miller quis passar em sua história em quadrinhos de 1987.

FICA O MITO

É muitas vezes difícil separar o que é verdade e o que é mito nas histórias em quadrinhos, isto porque a quantidade exagerada de fatos contado e recontados que os heróis ganham a medida que o tempo passa aumenta exponencialmente a cada oportunidade mercadológica que as editoras encontram.

Ao mesmo tempo é incrível notar como as grandes histórias sobrevivem ao tempo e conceituam o herói, chegando a influenciar muito mais que o início primordial de sua criação. Batman Ano Um é uma dessas histórias, e seu filme não fica atrás.

Mesmo no início de suas atividades, Batman impressiona com sua astúcia e força de vontade.

Essencial para o fã dos quadrinhos, essencial para o fã do Batman, essencial para o fã de boas histórias, nunca num filme animado americano de apenas 64 minutos conseguiu trazer tanta carga emocional de um personagem que de tanto ser coadjuvante se tornou o protagonista de um filme que nem leva seu nome.

Sobrenatural ganha anime

Depois de “Animatrix“, “Batman – o Cavaleiro de Gothan“, “Halo Legends” e o anúncio de “ThunderCats“, a Warner prepara sua mais nova investida em animações japonesas baseadas em produções americanas.

Supernatural (ou Sobrenatural, título como é exibido no SBT), uma das séries de maior sucesso dos últimos tempos, ganhará uma versão animada pelo estúdio MadHouse, o mesmo de Death Note e Gantz.

O seriado conta a história dos irmãos Dean e Sam Winchester, dois caçadores que sempre estão envolvidos com casos que ultrapassam o limiar da realidade. O seriado já conta com 5 temporadas (a 6ª em produção) e graças ao enorme sucesso que faz no Brasil certamente terá seu anime lançado em terras tupiniquins tão logo o seu lançamento.

Confira o site oficial e a primeira imagem abaixo:

COMENTÁRIO DAVI JR. – Eu acompanho Supernatural desde que começou a ser exibido,  além de uma produção excelente e personagens cativantes, o seriado consegue se reinventar a cada tempoarada, trazendo conflitos e dramas cada vez mais bem construídos. Uma animação segue exatamente todo esse  conceito da série, inovando e surpreendendo o público. Espero que a produção consiga ser tão motivadora quanto foi Batman, o cavaleiro de Gothan.

RESENHA: Pokémon 4 – Viajantes do Tempo

Título original: Pokémon: Serebii Toki o Koeta Deai (Japão) – Pokémon 4ever (EUA)
Gênero: Animação
Duração: 1h19min
Ano de lançamento: 2002 (Japão)
Estúdio: 4 Kids Entertainment / Nintendo Co. Ltd. / Kids WB / Pikachu Project 2002 / Pokémon USA Inc.
Distribuidora: Miramax Films / Europa Filmes
Direção: Kunihiko Yuyama
Roteiro: Hideki Sonoda
Produção: Yukako Matsusako, Takemoto Mori e Choji Yoshikawa
Música: Shinji Miyazaki

Para todos aqueles que entraram no cinema para assistir Pokémon 4, as espectativas não poderiam ser melhores. Com um enredo voltado para o monstrinho Celebi, até então o personagem mais misterioso de todos já criados e tendo pela primeira vez um agente da Equipe Rocket como vilão, o filme prometia superar seus antecessores que haviam se tornado verdadeiros recordes de bilheteria seguidos de blockbusters de sucesso.

Pois be, minutos após a sessão iniciar, chega a hora do fã confirmar o que já esperava: começando com uma persegução cheia de efeitos especiais por dentro da Hilex Florest, cenário conhecido dos gamers de plantão, um misterioso caçador demonstra toda a sua crueldade ao utilizar pokémons noturnos (ou sombrios, já que o termo é traduzido da palavra “dark“) para atacar e machucar o fofinho Celebi, que acaba sendo obrigado a utilizar sua principal habilidade para se salvar, viajar no tempo.

Celebi é o grande astro do 4º filme.

Se esse início, pensa o fanático pela franquia, já foi sensacional, imagine o resto do filme! Pobre fã. Mal sabia que os roteiristas do filme repetiriam os mesmos erros que estavam cometendo no seriado de TV.

Pokémon é um desenho animado baseado em um RPG lançado para o GameBoy, o videogame portátil da Nintendo que durou duas décadas se reinventando em três versões. A principal característica do jogo são as batalhas entre os monstrinhos e as aventuras que o jogador precisa enfrentar para subir de nível. Duas características que foram se perdendo no anime depois do protaonista ter entrado para a Liga Johto, fase da animação baseada na segunda geração de jogos da franquia. Unfelizmente, essas características só estçao presentes nos primeiros mintos que introduzem Pokémon 4.

Como o próprio subtítulo pressupõe, o filme foca as viagens no tempo que o astro do filme consegue fazer. Quando este viaja no tempo para se salvar do caçador no início do filme, ele leva junto consigo o garoto Sammy, que ao encontrar os protagonistas da série de TV, Ash, Misty, Brock e Pikachu, se junta a eles para curar o pequeno Celebi e encontrar uma maneira de ele, junto com o Pokémon, voltar ao seu tempo original.

Sammy viajou no tempo junto com Celebi.

É aí que entra o vilão da história, o Rocket Mascarado (que no original chama Vicious, mas que não ganhou um nome na dublagem brasileira), que ao capturar os pokémons notunrios do já idoso caçador misterioso do início do filme, sai atrás de Celebi para se tornar o homem mais poderoso do mundo.

Apagados no terceiro filme e prometendo uma maio participação nesse quarto longa, Jesse, James e Meowth resolvem ajudar o Rocket Mascarado em seus planos, mas como estava acontecendo na série de TV na época, os trapalhões apenas fazem a parte cômica, se tornando um peso para o enredo em diversos momentos.

Conforme o filme vai se desenrolando, vemos a ação, as perseguições e os efeitos especiais do início do filme se transformando em diálogos clichês e videoclips que salientam a felicidades dos personagens por estarem conseguindo ajudar Celebi.

O longa teve os piores vilões da história dos filmes da franquia…

Após quase 30 minutos sem acrescentar nada ao filme, o fã mais esperançoso aguarda um final no mínimo mais próximo dos seus antecessores, já que o segundo astro do filme, o pokémon lendário Suicune, vai das as caras para, teoricamente, travar uma luta memorável contra Celebi, que se transformou em um monstruoso ser que está destruindo toda a floresta após ser capturado pelo Rocket Mascarado, que utilizou uma Dark Ball para capturá-lo, uma espécie de pokebola que muda a personalidade do monstrinho que for capturado por ela.

E lá vem mais uma decepção. Suicune tem uma participação fraquíssima e mais uma vez sobrou para Ash, com uma ajuda de Sammy, desfazer a horrível transformação de Celebi. Sem a presença das lutas dos jogos, o climax do filme mostra que não é preciso podere especiais para ajudar um amigo, basta força de vontade. A mensagem é boa, mas havia mil e uma maneiras de passar essa mensagem aliando aventuras e grandes batalhas.

Nem Suicune salvou o fraco enredo do filme…

Em suma, o filme só serviu para mostrar as habilidades extra-batalhas dos pokémons lendários presentes. No fim do filme, Suicune, como guardião das águas, purifica um lago para curar Celebi  dos danos da transformação da dark ball e este mostra suas habilidades de viagem no tempo para voltar várias vezes ao momento da cura para levar o garoto Sammy de volta para o seu tempo e enrolar o espectador com mais alguns minutos de videoclip.

Sentiu falta de algo? O Rocket Mascarado praticamente perde sua razão de exitência após capturar Celebi, somado isso a um final muito tangente a historia principal, este foi a pior participação de um vilão em toda a história dos quatro filmes.

Pokémon 4 demorou para chegar ao Brasil. Lançado em 2001 no Japão, em 2002 nos EUA e em 2005 aqui, o longa teve seu atraso nas terras brazucas devido a troca distribuidora no ocidente, onde a Miramax assumiu o lugar da gigante Warner, que após emplacar três longas de sucesso no ocidente, desistiu da franquia. Vai ver ela percebeu como o filme de Celebi era inferior aos antecessores.

O 4º longa ficou muito abaixo de seus antecessores…

Para o fã brasileiro, restous ao menos, comemorar ter ganho uma carta de Trading Card Game de brinde por ter assistido o filme (o mesmo dado aos fãs do Japão e dos EUA). Essa ação prova mais uma vez que a força de Pokémon está em sua administraçao de marca, que aliou anime, cards e games como nenhuma outra franquia já fez.

Com esse sucesso em mãos, só resta torcer para que os gestores da marca contratem melhores roteiristas para as próximas produções da série, para que as histórias retratadas acompanhem não só a evolução do personagem principal, mas a evoluçao dos fãs perante a série.

Parece até exposição de arte!

Quem estava torcendo que os pôsteres que Masami Kurumada produziu para o filme Fúria de Titãs (Clash of th Titans, no original) ã pedido da gigante Warner não ficasse apenas na divulgação virtual pode comemorar.

Graças a uma maravilhosa ação de marketing da produtora americana, os pôsteres de Kurumada estão cobrindo grande parte das paredes das principais estações de metrô do Japão e decorando os próprios metrôs.

Parece até uma exposição e arte alternativa, que valoriza tanto o filme do diretor Louis Leterrier quanto o trabalho do grande mangaka Masami Kurumada.

Confira as fotos:

Masami Kurumada fará o pôster japonês de Fúria de Titãs

Parece que mais uma vez os boatos envolvendo uma adaptação cinematografica de uma das obras de Masami Kurumada foi desmentida.

Já havia sido anunciado que o mangaká estaria envolvido com uma produção hollywoodiana, e o que se esperava é que fosse uma produção de um live-action d’Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya, n0 original), a obra que maior sucesso do autor.

Porém, apesar de ainda não ter saído de uma fonte oficial do próprio autor, o site AnimeNewsNetwork confirmou que Kurumada está envolvido, na verdade, na produção da versão japonesa do pôster do filme Fúria de Titãs (Clash of the Titans no original).

O pedido partiu da prórpia Warner Bros., distribuidora do filme, provavelmente por o diretor do filme, Louis Leterrier, ter se declarado fã dos cavaleiros de Atena desde sua infância.

Não foi dessa vez que Saint Seiya ganhou seu live-action.

O pôster ainda não foi divulgado.

RESENHA: Batman – O Cavaleiro de Gotham (Warner Premier)

FILME: Batman: Gotham Knight (バットマン: ゴッサムナイト, Battoman: Gossamu Naito)
DISTRIBUIÇÃO: Warner Bros.
ANO DE LANÇAMENTO: 2008

De tempos em temps os fãs de animação japonesa são presenteados com produções que valem ouro. Ao mesmo tempo, em meio a uma saturação de mercado, os fãs de comics (histórias em quadrinhos americana) também ganham verdadeiros diamantes brutos.

Mas Batman – O Cavaleiro de Gothan, foi uma jóia moldada para o agrado de ambos os segmentos. Se aproveitando de um mercado que vem crescendo a cada ano, desde a ascensão dos quadrinhos para o cinema e da facilidade de obtenção de conteúdo da internet, somado ao sucesso do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas, a Warner Bros encomendou a diversos estúdios japoneses a produção de um anime de uma de suas franquias de maior sucesso, Batman.

Dividido em 6 episódios, Batman – O Cavaleiro de Gothan, se passa entre o filme Batman Begins e O Cavaleiro Das Trevas. Com o roteiro de Jordan Goldberg, cada um dos episódios, a exemplo de Animatrix, conta com a direçao de um diretor diferente, o que faz com que a produção revele um novo Batman conforme o desenrolar da história.

O  estúdio Production I.G. produziu o traço mais inusitado do morcegão.

Aliás, mostrar o homem-morcego sobre vários pontos-de-vista, é a grande essência da obra. Logo no primeiro episódio, Eu tenho uma história para você (direção de Shojiro Nishimi), somos apresentados a juventude transviada de Gothan e as suas diferentes visões do herói de manto negro: seja como uma sombra andante, um morcego mutante ou um robô saído da ficção ciêntifica, cada uma das histórias contadas por cada um dos jovens mostra uma perturbada sociedade que oscila entre o progresso e a decadência. Reflexo não só de Gothan, mas de todas as grandes metrópoles do mundo real.

Enquanto o primeiro episódio se preocupa muito mais com a filosofia Batman, o segundo, Fogo Cruzado (direção de Futoshi Higashide), foca mais o enredo d‘O Cavaleiro das Trevas, revelando como o mafioso italiano Moroni, foi capturado pela polícia para que houvesse o julgamento deste no início do filme de Cristopher Nolan. Este episodio ficou a cargo do estúdio Production I.G, o mesmo que produziu o clássico Ghost in the Shell.

Fogo Cruzado mostra a captura do mafioso Moroni.

Até então, toda a historia está muito mais voltada para o universo de Gothan City, assim, o terceiro episódio, Teste de Campo (direção de Hiroshi Morioka), é o primeiro que  traz Bruce Wayne como protagonista, quando este vai estudar Ronald Marshall, um empresário que está sendo beneficiado por estranho assassinatos que estão o ocorrendo na cidade. A produção deste episódio ficou a cargo do estúdio Bee Train inc., e contou com a colaboração do estúdio DEEN, que cuidou da produção do anime Vampire Knight.

“-Ei morcego, – indaga um mendigo – quando você voa, como a cidade parece lá de cima?
– Parece suja. – Responde Batman.”

A ação propriamente dita começa no quarto episódio, Esconderijo na escuridão (direção de Yusuhiro Aoki), quando Batman corre atrás do rastro de Willian Craig, o Espantalho, que continua a utilizar a sua toxina em seus comparças, a maioria fugitiva do Asilo Arkhan (sanatório que teve a maioria de seus detentos soltos em Batman Begins). Após uma passagem pelos trilhos de metrô abandonados de Gothan e uma tremenda luta contra Killer Croc, mutante que tem medo de morcegos, o que lhe rende uma mordida e envenamento no ombro, o morcegão enfrenta Craig e salva o cardeal que ele havia sequestrado.

A podridão do sistema de metrô de Gotham é o cenário do quarto episódio.

No quinto episódio, Lidando com a dor (direção de Toshiyuki Kubooka), somos tranportados ao passado de Bruce Wayne, em um de seus treinamentos realizados antes de se encontrar com Rã’s Al’Ghul, onde o jovem aprendeu técnicas de luta e desenvolveu sua espiritualidade. Tanto esse episódio como o primeiro, foram produzidos pelo Studio 4ºC e ontou com a colaboação dos estúdios Bones (que produziu FullMetal Alchemist) e Gonzo (que produziu Chrono Crusade).

O episódio final, O Pistoeiro (direção de Jong-Sik Nam), mostra o desefecho da história. Ronald Marshall é preso por mandar o bandido O Pistoleiro cometer diversos assassinatos, que também é preso graças ao homem-morcego em uma das lutas animadas mais bem produzidas de toda a história animada do personagem. Foi o estúdio Mad House, cohecido pelo anime Death Note e da segunda animação de Hunter x Hunter que cuidou da produção deste e do quarto episódio, não coincidentemente os episódios com as lutas mais excitantes.

A ação caracetrísitica dos desenhos japoneses entra em cena no último episódio do DVD.

O filme foi lançado direto para DVD e seu sucesso estimulou a Warner a produzir outros diversos filmes animados com personagens da DC Comics no mesmo formato, só dessa vez em estúdios americanos.

“- As vezes eu acho que devia parar com isso. Lamentava Bruce Wayne, após uma batalha cheia de feridas.
– Talvez tenha razão, senhor – responde Alfred, seu fiel mordono – mas algo me diz que há um propósito maior nisso tudo.”

Em meio a tantas nomenclaturas, seja filme, anime, desenho animado ou série em 6 episódios, Batman – O Cavaleiro de Gothan explora o universo do homem-morcego de uma forma jamais antes vista, sendo a melhor categoria para classificá-lo como uma obra de arte que merece ser assistido, seja por fãs de longa data do personagem, seja por marinheiros de primeira viagem que apreciam filmes que põe em cheque os limites e a superação humana.

Bleach pode virar filme em Hollywood

Após os não tão bem sucedidos “Dragon Ball Evolution” e “Street Fighter – The Legend of Chun-li“, a indústria hollywoodiana pretende apostar em mais uma franquia de sucesso do universo dos animes e mangás japoneses.

Se trata de Bleach, a história de um adolescente de cabelos laranjas que ganhou poderes de shinigami (deus da morte) para combater hollows (espiritos devoradores de almas) e proteger as pessoas que ama dos desejos sombrios de outros inimigos.

Bleach está cogitado para ser a próxima produção de Hollywood!

Após Naruto, Bleach é sem dúvida alguma, o  maior sucesso nas telinhas americanas em se tratando de produções japonesas. Produzido pelo Studio Pierrot, e licenciado pela Viz Media na terra do Tio Sam, o anime vem conquistando cada vez mais audiência em sua exibição semanal no programa Adult Swim do Cartoon Network americano.

A Warner até já teria cogitado Peter Segal, conhecido pelo trabalho em “O Agente 86” e “Como se fosse a primeira vez“, como diretor da produção. Se isto se concretizasse, o diretor, acostumado a dirigir comédias, teria que criar um filme com um clima muito mais obscuro, voltado para o mercado asiático e com teor mais adulto.

Peter Segal é cogitado como o possível diretor.

Porém, antes de iniciar a produção, a Warner terá de conseguir os direitos da franquia, o que poderá ser o primeiro problema enfrentado pela gigante dos cinemas: a alguns anos, Tite Kubo, o autor da série e desenhista do mangá,  disse em uma entrevista que jamais autorizaria a produção de um live-action de Bleach. Mas com tanta grana que envolve uma produção cinematográfica, nunca se sabe até aonde as negociações podem chegar.

Vale lembrar também, que a Warner já tem os direitos de “Akira“, “Death Note” e “Ninja Scroll“, outros três sucessos nipônicos, para uma produção para os cinemas, mas a meses que não há notícias sobre a produção de ambas as produções.

Depois de "Death Note" e "Akira", a Warner também quer os direitos de Bleach.

Bleach, é um anime que teria tudo para dar certo nas telonas, se bem adaptado, de preferência em uma sequência de filmes. E antes que os menos entusiastas de uma possível americanização do anime, vale ressaltar que se o filme for produzido com as mesmas intenções que Keanu Reeves parece ter sobre a produção do live-action de Cowboy Bebop e que os irmãos Wachowski tiveram com a produção de Speed Racer, os resultados podem ser muito animadores.

E sem contar que ter Bleach nos cinemas aumentaria e muito a sua popularidade, o que geraria uma avalanche de produtos licenciados por todo mundo para fazer a alegria dos fãs.

Se bem adaptado, Bleach poderá ser um sucesso de público e crítica.

A notícia foi dada pelo site Film.com e já teve repercussão em todo o mundo, em canais especializados em cultura pop japonesa e em grandes portais de informção como o G1.