NEXT CONQUEROR

o blog do Davi Jr.

Arquivos de tags: vídeos

RESENHA: Batman – O Cavaleiros das Trevas

Justiça. Confundido com a cruz e a espada, um justiceiro cria esperança aos mais inocentes e terror aos mais difusos. Em Batman – O Cavaleiros das Trevas caos e o acaso se unem para contar a história do herói que Gothan precisa, mas que ela precisa aprender a merecer.

O CORINGA

Desde Titanic, não houve filme na história do cinema mais cheios de rumores, mais cheios de lendas, mais cheios de superstições ou simplesmente mais comentado em escolas, locais de trabalho ou numa conversa com os amigos do que Batman – O Cavaleiro das Trevas.

Cercado por contextos e desconexos, o segundo filme do Homem-Morcego nas mãos de Christopher Nolan surpreendeu multidões no cinema e fora dele, seja com seus diálogos fortes ou com todos os acontecimentos envolvendo atores e produção.

Se o trabalho de marketing envolvendo o filme se tornou uma referência mundial para o chamado marketing de guerrilha (com ações que variaram desde shows com a esquadrilha da fumaça na Comic Con até caça ao tesouro na cidade de São Paulo), foram as tragédias envolvendo o acidente de Morgan Freeman, o caso da provável agressão de Christian Bale e a morte de Heath Legger que levou o filme a repercussões mundiais mesmo antes da estréia do filme em 2008.

Mas independente das previsões e do proveito que muitos meios de comunicação tiraram da situação, não foram tais acontecimentos que tiraram o brilho dos filmes na telona, um clássico dos tempos modernos e arrisca-se a dizer, o melhor filme de todos os tempos.

Até quando será necessária a existência de Batman em Gothan City?

E não é para menos, combinando a figura de um herói sombrio com a perpetuação do caos que um vilão imprevisível poderia propiciar, Christopher Nolan levou para os cinemas uma experiência nunca antes vivida por um expectador em qualquer tipo de arte.

De maneira muito mais contestadora e muito mais incisiva que Batman Begins, o segundo filme do reboot do Homem-Morcego se utilizou de toda uma mitologia para racionalizar em metáforas questões que levam o espectador a se perguntar a todo o tempo o que este faria se estivesse em Gothan City.

O CAOS

Não é a toa que Batman é um herói que sobrevive a décadas e para sempre seu legado será perpetuado através de suas revistas. Junto com Superman, o herói consegue englobar a todo tipo de espectador, primeiro o que prefere uma visão simplista e esperançosa e o segundo aqueles com uma visão complexa e menos clara do que será seu futuro.

Mesmo que criados numa visão durante a segunda guerra mundial, os valores e a simbologia deixadas, utilizadas e sumariamente reinventadas nos quadrinhos, tv e cinema formam uma rica visão ideológica para ser passada através das lentes de Hollywood, afinal qualquer tipo de idéia pode ser reinterpretada e aplicada em qualquer tempo que seja exprimida.

Coringa é como um cachorro atrás de um carro, se conseguisse pegá-lo, não saberia o que fazer com ele.

Christopher Nolan foi o diretor que mais pôde perceber isso ao filmar seu Batman. Sua Gothan foi formatada de mostrar toda a decadência que uma cidade com 33 milhões de habitantes pode criar. Seus habitantes, tão corruptíveis e ao mesmo tempo tão revoltados com a situação que criaram se tornaram cada vez mais humano com a condição que o diretor pôs a eles: um bizarro palhaço anarquista que só quer ver o circo pegar fogo.

Criado a partir de uma visão particular do diretor, Nolan levou aos cinemas através de uma atuação inigualável e memorável de Heath Ledger um Coringa ousado, irrefreável e muito possível de ser concretizado em um contexto como o de Gothan, seja na ficção ou na realidade.

O traço mais notável que foi dado ao personagem é a sua capacidade de parecer tão real, verdadeiro e próximo do espectador. Completamente louco e insano, o Coringa desperta tanta revolta quanto admiração do público.

A medida que o vilão coloca Batman em uma nova situação capciosa, Nolan vai provocando o espectador a refletir sobre o seu contexto de vida perante a cidade de Gothan, muitas vezes restritas e desejosas de uma resposta concreta do herói, coisa que, como na vida real, muitas vezes não viria.

EU ACREDITO EM HARVEY DENT

Do mesmo jeito que o Coringa foi formatado a partir de uma situação de Gothan City, o mesmo que Nolan fez com o alter-ego de Bruce Wayne em Batman Begins, o promotor de justiça Harvey Dent foi o resultado do encontro da cidade com o seu herói.

Batman, Harvey Dent e o comissário Gordon se unem na caçada contra o crime organizado da cidade!

Necessitada de um exemplo para continuar a seguir, Bruce Wayne e o comissário Gordon vêem em Dent a oportunidade ideal do símbolo Batman não ser mais necessário e a inspiração dos cidadãos parta de algo muito empírico que a figura do Homem-Morcego.

A conversão que Coringa provoca em Harvey até ele se tornar o Duas-Caras não foi por acaso. Além de feita em um tempo incomum para os filmes de super-herói ao único estilo Nolan de fazer cinema, a ascensão do vilão foi o complemento ideal para a conclusão do filme e a idéia geral da figura de Batman na cidade, um intermediário entre a condenada Sodoma e Gomorra e a transmutação em valorosa Metrópolis.

Não só o personagem como muito do contexto da cidade, de Coringa, do comissário Gordon e do próprio Batman vem de uma combinação genial de elementos das histórias O Longo Dia das Bruxas de Jeph Loeb e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Assim como nos filmes, uma das características principais dos quadrinhos é a humanização do herói e dos vilões, e a construção de cada uma de suas personalidades sem justificar as insanidades de suas ações.

Acrescentando a discussão sobre ética, moral, medo, caos e vingança que o filme trás em cada diálogo, todos muito bem construídos e claros, a formatação final do filme cria o ambiente perfeito para uma nova geração de filmes de super-heróis e uma nova visão de como se contar histórias através do cinema.

Segundo o Duas-Caras, o acaso é o mais justo dos decisores.

O CAVALEIROS DAS TREVAS

Estamos destinados a fazer isso para sempre“. Incrível como uma das frases do Coringa consegue ser tão clara e tão complexa ao mesmo tempo.

Se para os fãs a frase teve um significante que refletiu a permanente luta entre o bem e o mal do herói e do vilão, a filosofia interpretou tal colocação como o caos e as regras permanentemente moldadas através da essência do homem.

E se fosse avaliar os campos da psicologia, antropologia, comunicação ou qualquer outra ciência humana, tal embate entre Batman e Coringa poderia percorrer tamanhas interpretações e posicionamentos que tão ricos como os dois personagens, gerariam irreversíveis conteúdos para novas e eternas discussões.

Anúncios

REVIEW: Super Friends Spirits 2011 – dia 17

Em 2007, quando o Anime Friends completou 5 anos, a Yamato Eventos conseguiu trazer ao palco do evento um dos artistas que os fãs brasileiros de anime e mangá mais gostariam de ver de perto: Nobuo Yamada, o cantor japonês intérpreteo animesong de maior sucesso de todos os tempos no Brasil: Pegasus Fantasy.

A vinda do cantor ao Brasil, aliado aos outros grandes nomes que estavam presentes no show, fez do Super Friends Spirits 2007 o maior show de animesongs que o Brasil já teve. Todos os anos que o procederam, com vários altos e baixos, nunca conseguiram alcançar o sucesso de 2007.

Mas em 2011 Nobuo Yamada voltou ao Super Friends Spirits para mostrar como e que se faz um show de animesong de verdade!

Na edição 2011 do evento, a Yamato preparou 4 apresentações de Super Friends Spirits, nos dias 09, 10, 16 e 17 de julho, sendo que em cada fim de semana, artistas diferentes foram selecionados. Para o dia 17, o evento recebeu os cantores Takayoshi Tanimoto e o já comentado, Nobuo Yamada:

• NOBUO YAMADA
Pegasus Fantasy. Bastou uma única música para que Nobuo Yamada colocasse para sempre seu nome na história como um dos maiores cantores de animesong de todos os tempos. Vocalista da banda Hard Rock Make-Up, sucesso no Japão nos anos 80, Nobuo ficou conhecido no mundo todo por interpretar os temas de abertura e encerramento d’Os Cavaleiros do Zodíaco.

Hoje, além dos trabalhos com o Make-Up e em carreira solo, o cantor ainda participa de diversos projetos musicais, integrando a recém formada banda Dr. Metal Factory, que faz covers de clássicos da J-Music em formato Heavy Metal e o Project R, grupo musical formado pela Toei Company para compor os temas dos tokusatsu produzidos pela empresa, que já lhe renderam os temas de abertura de Gou Gou Sentai Boukenger e Tensou Sentai Goseiger.


• TAKAYOSHI TANIMOTO
Takayoshi Tanimoto tem história no mundo dos animesongs, sendo o intérprete do tema de evolução de Digimon Tamers e os temas de abertura de Zatch Bell e Juuken Sentai Gekiranger. Mas foi em 2009 que o cantor atingiu o ápice de sua carreira, quando gravou os temas de abertura e encerramento de Dragon Ball Kai, versão remasterizada (e encurtada) de Dragon Ball Z.


O show teve aproximadamente duas horas de duração e contou com o seguinte set-list (ainda incompleto, tentarei atualizar o mais breve possível):

1 – Dragon Soul (abertura de Dragon Ball Kai)
2 – Kimi ni Kono Koe ga Todokimasu you ni (abertura de Zach Bell)
3 – Pegasus Fantasy (abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco)

MC com Nobuo Yamada

4 – Go Go Sentai Bokenjya Shudaika (abertura de Bokenger)
5 –
6 – One Vision (tema de evolução de Digimon Tamers)

MC com Takayoshi Tanimoto

7 – Yeah! Break! Care! Break! (encerramento de Dragon Ball Kai)

MC com Nobuo Yamada

8 – Madou Kishi Wolzard (música inserção de Magiranger)
9 – Boukenja Go On Fighting! (música inserção de Bokenger)
10 – Mienai Tsubasa (abertura de Zacth Bell)
11 – Juuken Sentai Gekiranger (abertura de Gekiranger)
12 – Can’t Say Good-Bye (inserção de Os Cavaleiros do Zodíaco)
13 – Never (tema do filme Os Cavaleiros do Zodíaco – Prólogo do Céu)

MC com Nobuo Yamada

14 – Blue Forever (encerramento de Os Cavaleiros do Zodíaco)

Encore

15 – Dragon Soul (abertura de Dragon Ball Kai)
16 – Pegasus Fantasy (abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco)

Antes de falar sobre o show, é importante salientar algumas coisas interessantes que aconteram no evento antes da entrada dos artistas no palco.

Depois da já comentada tarde (clique aqui para conferir) de autógrafos com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto, os fãs que se dirigiram ao palco puderam assistir a final do campeonato animekê, onde os grupos vermelho e branco se desafiavam e o próprio cantor Kaya estava como jurado. Com o anúncio da vitória do grupo vermelho, a equipe começou a cantar a música Bakuryu Sentai AbaRanger, canção que se destacou durante as apresentações. Com um ritmo animado e alucinante, todos no palco começaram a imitar a coreografia do cantor original da música, Masaaki Endoh, no palco quando, no auge da música houveram problemas na luminação do palco e todos os equipamentos falharam.

O público ficou na escuridão por mais ou menos 10 minutos quando, com a força de uma Genki-Dama simulada pelos que lá estavam, os materiais do palco voltaram a funcionar e a banda Wasabi pode começar a testar os instrumentos para acompanhar os cantores internacionais.

Fazendo a abertura do show com Soldier Dream, o segundo tema de abertura d’Os Cavaeiros do Zodíaco, a banda Wasabi, junto com a apresentadora Plu contagiou o público para o início do Super Friends Spirits.

Tanimoto foi o primeiro a entrar no palco.

O primeiro artista a entrar no palco foi Takayoshi Tanimoto, interpretando Dragon Soul,  tema de abertura de Dragon Ball Kai. O atual sucesso do anime em todo o mundo fez com que o público se anima-se logo com a primeira música do show.

Após duas músicas, Tanimoto deu lugar ao tão aguardado Nobuo Yamada, que já entrou cantando Pegasus Fantasy, levando todo o público a loucura. Pegasus Fantasy, além de ser conhecida como o hino dos animesongs do Brasil, remete as lembranças mais variadas no público, desde o cativo público fã da série desde os anos 90, até os fãs mais atuais de Seiya e cia.

Após a música, Ricardo Cruz, cantor brasileiro que integra a banda japonesa JAM Project, entrou no palco para a primeira conversa com o cantor. Durante a conversa, Nobuo disse que apesar de mais de 24 horas de viagem do Japão até o Brasil, ele sempre se realiza ao subir ao palco e sentir uma energia tão positiva do público.

O show prosseguiu com os temas de Bokenger e Digimon, até que Takayoshi Tanimoto ensinou ao público a coreografia de Yeah! Break! Care! Break! o tema de encerramento de Dragon Ball Kai. Durante a música e todas as outras que a procederam, Tanimoto se mostrou um artista mais do que carismático, conseguindo contagiar a todo o público mesmo com as suas músicas menos populares no Brasil.

A última canção de Tanimoto foi o tema de Gekirager, que mais uma vez levou o público a gritar, se divertir, brincar e pular com as brincadeiras e motivações de Tanimoto.

Nobuo emocionou o público com a nova versão de Blue Forever!

Nobuo entrou para encerrar o show com os épicos temas de Saint Seiya: Can’t Say Good-Bye, Never e Blue Forever. A última cantada, inclusive, foi a versão mais recentemente gravada pelo cantor, a chamada 21st Century Version.

Mas as músicas não foram o suficiente para acalmar os ânimos do público que após o encerramento do show clamaram por mais músicas.

Após algumas brincadeiras da produção do show com um jogo de luzes que parecia anunciar e desanunciar a chegada de um dos cantores, finalmente Takayoshi Tanimoto voltou a subir ao palco para cantar novamente Dragon Soul.

Mas o ponto máximo do show aconteceu quando Nobuo Yamada subiu ao palco após a saída de Tanimoto,voltando a cantar Pegasus Fantasy. Surpreendendo a todos, Nobuo Yamada cantou a segunda parte da música em português, o que levou o público a um verdadeiro frenesi, levando a todos no palco a um sentimento de realização sem tamanho.

Nobuo falando com o público com a tradução de Ricardo Cruz.

Para encerrar o show Ricardo Cruz ainda subiu ao palco e contou uma grande surpresa ao público: a Yamato Eventos está preparando uma edição super especial para o Super Friends Spirits 2012, onde pretende trazer ao palco do evento mais de 10 artistas de um vez. Se isso acontecer, o Brasil terá um festival de animesong apenas comparado ao grandes festivais anuais japoneses.

É nítido que o sucesso de um Super Friends Spirits é totalmente proporcional a popularidade dos cantores no Brasil, logo na fila para a tarde de autógrafos era possível notar o entusiasmo dos fãs ao chegarem perto de seus ídolos. O sucesso da edição de 2007 foi juntar no palco cantores famosos no Brasil com cantores de músicas mais alternativas. Os anos anteriores, mesmo trazendo bons artistas, não foram suficiente para animar o público tanto como foi no ano em que o Anime Friends completou meia década de existência.

Nobuo levou o público a loucura quando cantou Pegasus Fantasy em português!

Felizmente, 2011 foi marcado por reascender o espírito inovador e motivador do Super Friends Spirits. Assim como bastou apenas uma música para Nobuo Yamada ser considerado um dos maiores cantores de animesong de todos os tempos, bastou sua presença no palco do Super Friends Spirits para que o evento possa ser considerado um dos melhores que o Anime Friends já teve. Há algo em Yamada que transcende a própria capacidade do cantor, algo inspirador que transforma em sucesso tudo aquilo que participa.

Completando ainda mais a apresentação, tivemos Takayoshi Tanimoto. A grande novidade nos eventos da Yamato não decepcionou e conseguiu conquistar o carisma e a motivação do público. E tudo isso não foi graças ao recente sucesso de Dragon Ball Kai, foi graças a performance incrível de Tanimoto, que jamais será esquecido pelo público do Anime Friends.

Para firmar que o show fosse completo, o público do Anime Friends 2011 ainda teve a felicidade de assistir a um show mais longo que todos os anteriores desde 2007. Com quase duas horas de duração, os artistas aproveitaram muito bem o tempo no palco, cantando as suas principais canções, mostrando novidades e alegrando o público a cada vez que subiam no palco. Mesmo sem canar sua nova música, o tema do tokusatsu Goseiger, Yamada cantou temas nunca antes interpretados no Brasil, como os inserts de Magiranger. A banda Wasabi, que acompanhou os artistas tiveram uma performance incrível se firmando mais uma vez como a maior banda de animesongs do Brasil.

Enfim, a Yamato Eventos caprichou na edição 2011 do Anime Friends. As atrações dos shows internacionais transformaram o evento num verdadeiro sucesso, e mesmo os erros cometidos no primeiro fim-de-semana foram sanados no Super Friends Spirits do dia de encerramento do evento, que mais que um grande show, foi um verdadeiro presente ao fãs de animesong.

E para melhorar ainda mais, a equipe de realização do evento ainda enche de esperanças seu público cativo, anunciando para 2012 o maior Anime Friends de toda a história.

*Fotos oriundas do site Planeta Otaku. Clique aquipara ver toda a galeria do evento.

VÍDEOS

• Takayoshi Tanimoto cantando Dragon Soul

 

• Nobuo Yamada cantando Pegasus Fantasy

 

• Nobuo Yamada cantando Bokenger Go On Fighting

 

• Takayoshi Tanimoto cantando Juuken Sentai Gekiranger

 

•Nobuo Yamada cantando Never

 

• Nobuo Yamada cantando Blue Forever

 

Nobuo Yamada cantando Pegasus Fantasy em português (aos 1min30seg)

Rugby, isso ainda vai ser grande no Brasil

Todo brasileiro nasce com dois tipos de sangue. O primeiro é biológico, A, B, AB ou O, e independe de escolhas, variáveis ou emoções. O segundo é ideológico, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Grêmio ou tantos outros que podem variar de acordo com fatores sociais derivados da cultura, condicionamentos, identificação e até cor favorita.

A principal semelhança entre essas duas variações sangüineas está no fato que ela já vem de uma longa cadeia iniciada, muitas vezes, muito antes do ser vivo estar programado para vir ao mundo, é a chamada, herança familiar.

O time de futebol de uma pessoa é, na grande maioria das vezes, determinado logo na infância por influência dos pais, tios ou de algum amigo familiar bem próximo. Isto é uma questão cultural, desde que veio para o Brasil, o futebol causou furor nos oriundos deste país, com a fundação de diversos clubes logo no início do século XX. Com se não bastasse, ídolos como Pelé, Garrincha, Zico e Ronaldo só aumentaram a paixão do brasileiro, que é sem dúvida o maior dos esportes das terras tupiniquins.

E como já diziam os corinthianos nas épocas áureas do Ronaldo, “Em terra de rei, imperador abaixa a cabeça“, por isso, num país dominado pelo futebol, sempre foi muito dificil outro esporte ser difundido de maneira a trazer retorno publicitário.

Mesmo o tennis e o volêi, são fenômenos sazonais, durando pouco, geralmente apenas em épocas de Olimpíadas, no caso do vôlei, ou de destaque de algum bom jogador, como foi Guga no início dos anos 2000.

Assim, é um desafio e tanto para uma agência de publicidade divulgar uma marca esportiva através de um esporte pouco popular, ainda mais se o esporte mal é conhecido pela grande massa de brasileiros, como é o caso do rugby.

Então o natural é que um esporte como esse seja descartado se a intenção é divulgar uma marca, certo? Errado. Pelo menos não para as mentes engenhosas da agência paulista Talent.

Iniciada em meados de 2010, a Talent revolucionou a publicidade esportiva utilizando uma estratégia diferente das demais para mostrar a diversidade esportiva que a sua cliente, a Topper,tem no mercado.

É muito comum usar o futebol como esporte icônico de uma marca esportiva no Brasil, tanto pela familiaridade que o público tem com o assunto como pelo entendimento rápido que uma campanha dessa pode causar. Porém, o esporte já foi tão usado em diversas campanhas, que o consumidor já está predisposto a receber uma propaganda dessas, não causando o efeito desejado tão facilmente. Utilizando o rugby, o impacto pode ser muito maior, mas para isso é preciso tomar cuidado, já que se a mensagem não for produzida com cuidado e criatividade, ela pode fracassar. Felizmente, a Talent sabia disso.

Talvéz a única informação mais comum e simples de propagar sobre o rugby é que ele é um esporte.  Do mesmo jeito, o conhecimeto prévio que as pessoas têm sobre o esporte também é simples: ninguém sabe como ele é jogado e foi nesse ponto que a agência acertou. Por isso, essas foram as únicas informações comuns entre todos os comercias produzidos pela agência ao longo da campanha.

Depois, para fechar com chave de ouro, a assinatura da Topper vem junto do slogan “Rugby, isso ainda vai ser grande no Brasil“, mostrando que a marca está presente em todas as áreas do esporte, desde as mais populares (como o futebol, coisa que todos já sabem) até um esporte tão pequeno como o rugby, onde é a patrocinadora oficial desde 2009.

Vale destacar também a performance dos atores a interpretar o inteligente texto da Talent, misturando estatísticas e crenças populares, que resultou numa linha discursiva tão atraente que o comercial já merece ser tão valorizado como os grandes clássicos da propaganda brasileira.

Abaixo você confere as cinco principais peças produzidas para TV, que foram ao ar no ano passado. Tenho certeza que você vai gostar:

 

Topper Rugby | Coletiva de imprensa

Topper Rugby | Autógrafo

Topper Rugby | Fatos Argentina

Topper Rugby | Fatos Uruguai

Topper Rugby | Fatos Chile

REVIEW: The Lost Canvas – ep.14 e 15

Lançados na semana passada no Japão, o primeiro disco da segunda temporada do anime Saint Seiya The Lost Canvas já causam furor entre os fãs!

Com uma qualidade de primeira utilizada na produção dos primeiros 13 episódios, que compõe a primeira temporada, a expectativa em relação aos novos episódios eram grandes, ainda mais após a divulgação prévia do video do tema de abertura dessa nova leva de episódios. Confira agora um review completo dos dois episódios lançados:

ABERTURA

Apesar de já muito comentado, vale a pena comentar a qualidade do novo video de abertura, mesmo ela tendo algumas falhas se comparado com a primeira abertura e com todas as outras que a série clássica já teve.

O jogo de câmeras inicial é fantástico! Oxalá as cenas de luta vindouras apresentem tal recurso. O que a abertura peca é em praticamente esquecer da existência dos protagonistas (Tenma, Sasha, Alone, Yato e Yuzuriha) e passar a maior parte de seu video apenas apresentando os cavaleiros dourados, os inimigos e mais alguns personagens.

Esse erro foi o mesmo cometido em Hades Inferno e Elíseos, porém, em The Lost Canvas é perdoável. A qualidade da animação dessas cenas de apresentação de personagem é bem superior ao dessas duas últimas sagas produzidas pela Toei, trazendo vários efeitos visuais, variação de fundos e muita dinâmica de personagens.

Sasha observa o Lost Canvas preocupada com Tenma e os outros.

A música continua a mesma, The Realm of Athena da banda Eurox. Isso poder ser considerado tanto bom, como ruim.

Vendo de um ponto de vista negativo, a série perde e muito. Primeiro porque o fã de animações japonesas se acostumou com a grande variação de músicas de abertura em um grande anime nos dias de hoje.

Esse fenômeno vem desde o início dos anos 2000, quando as grandes gravadoras japonesas viram os animes como um grande meio de divulgação de suas músicas. Assim, The Lost Canvas sem uma nova abertura pode ser sinal que nenhuma gravadora japonesa viu potencial no anime e não se interessou por colocar uma de suas bandas na animação.

Porém, vendo de um ponto de vista positivo, mesmo que haja desinteresse das gravadoras, isso é bom. As músicas de gravadoras que pagam para ter sua banda cantando um tema de animes são chamadas de stead-up’s (numa tradução livre, por para cima) e tem como função divulgar a banda para públicos maiores, gerando mais lucro para a gravadora e custo zero para o estúdio de animação.

O ruim, é que na maioria das vezes, as músicas, mesmo na maioria das vezes tendo uma qualidade inquestionável, pouco ou nada tem a ver com o enredo da animação, deixando a abertura descaracterizada.

Diferente dos stead-up’s, são os animesong’s, que são as músicas diretamente compostas para determinado anime, como é o caso de Pegasus Fantasy, Chala-Head-Chala, We Are e a própria Realm Of Athena.

Assim, deixar a música da primeira temporada pode ter sido uma escolha da TMS para evitar que um stead-up descaracterizasse uma franquia que sempre teve animesong’s em seu setlist.

Então porque não criar um novo animesong para a nova temporada?

Há duas possíveis causas: a primeira para cortar gastos, já que os animesong’s são feito sob encomenda, ou mesmo para deixar a música da banda Eurox marcada como A abertura de The Lost Canvas, estratégia essa muito comum nos anos 80 e 90 na formatação de um anime.

EPISÓDIO 14

Confira um resumo do episódio aqui.

Apesar da nova leva de episódios ser uma continuação dos 13 primeiros eisódios, a TMS pareceu querer dar um tom de início de nova saga nesse episódio. Assim, o diretor Osamu Nabeshima reservou a primeira metade do anime a reapresentar alguns personagens chave dessa nova saga e a recordar alguns pontos importantes que vão influencia-la. Isso fica claro, principalmente, quando acontece a pequena luta de boas-vindas entre Sage e Harukei e os diálogos entre Pandora e os deuses gêmeos.

Os deuses Gêmeos observam o Lost Canvas.

Essa foi uma sábia decisão do estúdio, pois assim como se fosse uma seriado de TV, pressupõe-se que quem está assistindo os episódios demorou um pouco de tempo para assistir a uma temporada e outra. Ainda mais por a animação ter usado sequências que não existem no mangá, reforçando ainda mais a originalidade do anime em relação ao mangá.

A sequência da discussão infantil entre Tenma e Yato é um ponto marcante para destacarmos. Tendo em vista que Shiori Teshirogi, a autora do mangá, é muito boa para criar personalidades marcantes para seus personagens, mas não é tão boa assim para desenvolvê-las a longo prazo. Assim, essas briguinhas de Tenma e Yato que são muito comuns no início da história e no arco do barco da esperança, foram inseridas nessa segunda temporada no anime, deixando mais linear a personalidade a relação entre os personagens.

É nessa sequência também que a função protetora da amazona Yuzuriha é ressaltada. Num gesto singelo, porém humanitário, a personagem impede que Tenma escorregue do penhasco.

Pouco antes do eyecatch, o primeiro episódio realmente começa. A adaptação é excelente, totalmente focado nos protagonistas cavaleiros, principalmente em Tenma, onde o foco é mostrar os perigos enfrentados por Tenma durante a sua luta contra Velônica, que usa recursos covardes para tirar vantagem durante a batalha.

Porém, quem mais cresceu nesse episódio em relação ao enredo, foi o próprio Velônica, que mesmo sendo um personagem novo, firmou sua personalidade de maneira marcante. Tanto sua voz, mais grossa e bem masulina, como a trilha sonora, baseado em cânticos católicos tocados em orgão, que embasou a participação do personagem acrescentou muito ao episódio.

Tenma enfrenta a covardia de Velonica.

O embate de Tenma com Velônica também surpreendeu. Aliado a trilha sonora de Velônica, o tom da luta se aproxima muito do gênero do terror, inexistente na série clássica, mas que foi adicionada ao The Lost Canvas. Esse estilo favoreceu muito animação em sua primeira temporada e ainda mais agora no início desse novo arco, que faz uma dobradinha perfeita junto com a carga emocional que o diretor Nabeshima sempre soube adequar tão bem na animação.

EPISÓDIO 15

Se alguém ainda duvidava que a TMS era um estúdio que se preocupa com os mínimos detalhes para a concepção de seus animes, acabou de cair do pégaso nesse décimo quinto episóio de The Lost Canvas.

Em 2009 na revista Princess Gold foi lançado uma história extra (gaiden)da personagem Yuzuriha, em que curiosidades do seu passado eram contados.

Todas essas curiosidades surgiram das dúvidas despertadas pelos fãs quando no arco da Floresta da Morte a personagem se encontrou com seu irmão em uma ilusão de Velônica.

Pois bem, como qualquer estúdio de qualidade e com um diretor preocupado com o sucesso de sua animação, foi inserida essa história extra dentro do episódio em que Yuzuriha tem essa ilusão.

Yuzuriha enfrenta seu passado na Floresta da Morte.

Utilizando o recurso de flashback que muito remete ao seriado americano Lost, o diretor foi intercalando o que acontece entre o presente e o passado.

E a inovação continua. Ainda nesse episódio foi inserido um passado para o personagem Yato, sequência que não existe no mangá. Parecido com o que acontece com Yuzuriha, o cavaleiro de Unicórnio passa a se lembrar de seu passado enquanto enfrenta os perigos da floresta da morte.

Os fãs mais puristas muito reclamam dos fillers, neologismo dado as sequências e/ou episódios inseridos pela produção do anime que não existem no mangá original.

Porém, dificilmente haverá motivos para questiona-los em The Lost Canvas. Diferente da grande maioria dos fillers, os inseridos em The Lost Canvas apenas acrescentam novidades a série. Em muitos casos, ainda servem para tapar os buracos deixados pela autora original, fazendo do roteiro da animação algo ainda mais completo que a própria obra original.

Uma sequência original do anime: o passado de Yato!

O filler do passado de Yato é o melhor exemplo disso. Sua sequência somada ao gaiden da Yuzuriha, mostram como a animação está firmando ambos os personagens como protagonistas da hitória, algo que era a intenção original da autora, mas que oscilou muito durante a produção do mangá.

O fim do episódio é marcado pelo reencontro dos três protagonistas que, juntos, iniciarão a derradeira batalha contra Velônica nos próximos episódios.

Essa incitação de batalha no fim do episódio era muito comum na série clássica, e foi um recurso de primeira para finalizar o primeiro disco da segunda temporada do The Lost Canvas em DVD.

ENCERRAMENTO

Assim como o tema de abertura, a música do encerramento foi mantida, mas alterações no video foram realizadas.

Agora, a imagem com a infância de Tenma, Sasha e Alone já dá início ao video e vai se desmanchando para mostrar os três personagens já crescidos.

A cena é bastante Característica, mostrando Sasha e Alone numa luta e Tenma ao centro, divido entre passado e presente.

Foi uma alteração criativa, porém finalizar o anime com a cena dos protagonistas em sua mais doce inocência, era algo bem mais emblemático para série.

EM TEMPO…

O próximo disco, com os episódios 16 e 17, saem março. Até lá.

Pegasus Fantasy – As versões na voz de Nobuo Yamada

Após a pausa nos posts sobre a Pegasus Fantasy, graças ao mega-hit lançado pelo JAM Project em português, é hora de retomar o projeto. No post de hoje veremos todas as versões regravadas realizadas pela banda MAKE-UP e pelo vocalista da banda, Nobuo Yamada, em sua carreira solo.

Quando uma música marca uma geração, não interessa qual é a sua origem. A banda Make-Up, apesar de ter anos de carreira antes de interpretar Pegasus Fantasy e as demais músicas para Saint Seiya, consagrou-se para sempre num nicho gigante de fãs graças a essas músicas.

Assim, a banda teve a oportunidade de regravar Pegasus Fantasy e Blue Forever em duas ocasiões. A primeira em 1996 e a segunda apenas em 2009.

• CD Make-Up – Saint Seiya 1996 Song Collection

No fim dos anos 80, o Make-Up  comçou a passar por uma crise. Com a ascensão de uma variada gama de bandas que tocavam um estilo de músicas que o próprio Make-Up ajudou a construir, a banda começou a perder espaço na mídia, nas rádios e perder a força diante das grandes massas, sendo seguida apenas por uma pequena leva de fãs.

Nos anos 90, com as baixas vendas do álbum Rock Joint Bazzar, o fim da banda parecia próximo. Porém, o fim da banda aconteceu apenas em 1996.

Como um último suspiro, a banda ainda aceitou gravar naquele ano o CD Saint Seiya 1996 Song Collection, idealizado pela gravado SM Records para comemorar uma década do nascimento de Saint Seiya. O disco foi lançado em 20 de março de 1996. Segue o tracklist:

01 – Only For Love (05:47)
02 – Where Do We Go? (04:22)
03 – Love Is Forever (04:24)
04 – Sayonara Warriors (06:08)
05 – Try Again (04:31)
06 – Hello (04:16)
07 – Never Give Up Boys (04:52)
08 – You Need Love (05:26)
09 – Pegasus Genso ~Pegasus Fantasy~ (03:41)
10 – Eien Blue ~Blue Forever~ (06:13)

No álbum são apresentadas novas canções do grupo inspiradas na primeira fase das aventuras dos defensores de Atena, ou seja, da Guerra Galáctica até o fim das batalhas nas 12 Casas. De quebra, foram regravados os temas originais de encerramento, Blue Forever, e, é claro, o tema de abertura, Pegasus Fantasy.

Apesar de seguir praticamente a risca o arranjo original da música, a versão de 1996 de Pegasus Fantasy é muito mais “clean“, com o instrumental muito mais limpo e sem os efeitos sonoros dos anos 80. A música ainda apresenta uma firula no último refrão que até hoje é utilizada por bandas cover de animesongs.

_ _ _ _ _ _

• Single Make-Up – Pegasus Fantasy 2009 version

Pegasus Fantasy. Não precisou de muito para que o Make-Up fosse consagrado para sempre como uma das melhores bandas de animesong’s de todos os tempos, bastou uma música. Tanto, que mesmo após quase uma década do fim da banda, ela foi escalada pela Toei Animation em 2004 para interpretar a música tema do filme Prólogo do Céu, filme que daria início a uma nova saga inédita dos defensores de Atena.

Apesar de dúvidas se isso seria saudável para a carreira solo dos ex-integrantes da banda (na época, Nobuo Yamada estava cantando solo com o nome NoB e Hiroaki Matsuzawa tocando junto com a banda JAM Project), a banda renasceu das cinzas, gravou o tema do filme e fez uma mega turnê pelo Japão comemorando o seu retorno.

A turnê e a recepção do público foi tão intensa que estimulou os integrantes da banda a extender o retorno do Make-Up, realizando turnês regulares pelo Japão durante todos os anos seguintes a gravação da música do filme Prólogo do Céu, rendendo ainda em 2004 um álbum novo, Memories of Blue.

Assim, para comemorar 5 anos da volta da banda ao cenário do J-Rock, a banda gravou em 2009 o single MAKE-UP Pegasus Genso – Ein Blue -Blue Forever- que como o próprio nome diz, traz novas versões das músicas Pegasus Fantasy e Blue Forever. Lançado em 07.01.2009, este single foi apenas vendido durante o shows da banda durante a turnê de 2009, sendo, sendo apesar de recente, um dos mais dificeis de se conseguir. Segue o tracklist:

01 – Pegasus Genso ~Pegasus Fantasy~ (03:49)
02 – Eien Blue ~Blue Forever~ (04:28)

Diferente da versão de 1996, essa versão é inovadora e traz grandes novidades para a música. Se em 1996 a versão da música foi mais limpa, previlegiando o som dos instrumentos, essa versão traz diversos efeitos sonoros digitais, ecos e sons que fazem referência ao animê. Apesar de tudo isso, é o tom de voz de Nobuo Yamada, agora muito mais maduro, que é o grande diferencial dessa versão, já que o cantor utiliza diversas estratégias de voz para fazer de cada verso algo novo de se escutar.

_ _ _ _ _ _

• CD Dr. Metal Factory – Cover Metal Then

Cantor que é cantor nunca se contenta com o que já tem e busca sempre inovar com seu potencial vocálico. Foi pensando assim que Nobuo Yamada iniciou em 2009 um novo projeto em sua carreira em 2009. Junto com Shara, guitarrista da banda Earthshaker, Nobuo criou a banda Dr. Metal Factory, uma banda que transfoma hits do J-Pop em músicas no estilo Heavy Metal.

Logo em seu ano de estréia, a banda lançou 2 álbuns, Cover Metal Now (lançado em 24.06.2009) e Cover Metal Then (lançado em 29.07.2009). Esse segundo álbum incluí uma nova versão de Pegasus Fantasy. Provavelmente a música foi incluída para divulgar a nova banda de Nobuo pelo mundo, visto que novas versões da música em questão sempre repercuti por todo o globo. Segue a tracklist com uma livre tradução dos títulos:

01. 恋しさとせつなさと心強さと (Amor e tristeza)
02. M
03. ラブストーリーは突然に (De repente uma história de amor)
04. もう恋なんてしない (Eu nunca vou cair de novo)
05. SAY YES
06. 島唄 (Shimauta)
07. 君がいるだけで (Apenas você é)
08. 最後の言い訳 (A última desculpa)
09. I LOVE YOU
10. ペガサス幻想 (Pegasus Fantasy)

Esta versão é fora de série. Tanto a parte instrumental quanto o vocal inovaram a maneira como um fã de Saint Seiya encara a Pegasus Fantasy. O arranjo épico, os instrumentos em sintonia e o vocal heavy metal que só Nobuo Yamada sabe fazer combinaram de uma maneira que só possível de entender ao ouvir a música. A banda ainda criou um videoclip para a música, o primeiro que uma versão de Pegasus Fantasy já teve.

Próxima postagem: as versões de Eizo Sakamoto

Pegasus Fantasy – A música pelo mundo

Dando sequência a série de postagens em homenagem a Hiroaki Matsuzawa e contando um pouco da história de Pegasus Fantasy, sua composição mais executada no mundo, chegamos a segunda parte. Composta basicamente de videos, essa postagem vai contar um pouco de como foi a recepção da música pelo mundo quando Saint Seiya foi exportado para ser exibido em outros países.

Pegasus Fantasy não é apenas um fenômeno no Brasil, onde é considerada o hino do fãs de animação japonesa (otakus), mas em todo o mundo. A música foi adaptada para diversos países na língua local onde Saint Seiya foi exibido, onde também ganhou diversas versões de fãs da série. Aqui estão organizadas as princiais versões internacionais da composição original.

França

Se Saint Seiya é um sucesso internacional, devemos hoje agradecer isso à França. O país começou a transmitir o anime antes de ele ser encerrado no Japão, logo no ano de 1988, onde inspira até hoje diversas séries, fan-arts, fan-fics e, até fan-videos. No país, o anime foi rebatizado para Les Chaveliers du Zodiaque – nome que o acompanharia em todas as outras traduções ao redor do globo.

Porém, assim como o nome do anime, a França também criou outro video e tema de abertura que levava o mesmo nome local da série (clique aqui para conferir) que ganhou até mesmo uma versão full, tamanho o sucesso do anime no país.  Isso deixou o tema original desconhecido do público por muitos anos.

Mesmo quando a série foi lançada em DVD nas terras de Napoleão, uma versão francesa da música não foi produzida. Inclusive, a série foi lançada como Saint Seiya e também não continha a música clássica que passava na TV nos anos 80 e 90. Isso não impediu que fãs franceses produzissem uma versão para a música. Confira:

_ _ _

Itália

Históricamente, a Itália sempre teve uma relação de disputa com os franceses, seja em guerras mundiais ou em Guerras Galácticas. Assim, quando o anime foi para a Itália, um novo tema de abertura foi criado, do mesmo jeito, a música tem o mesmo nome que a série recebeu no país Il Cavalieri dello Zodiaco.

A abertura original da Itália criada nos anos 90 (assita aqui) tem um ritmo bem original e mesmo hoje poderia ser utilizado na TV que teria uma aceitação muito grande do público. Porém, em épocas em que o mundo é uma aldeia globalizada, os fãs querem mais e felizmente os produtores italianos atenderam.

Quando foi exibida novamente na TV no anos 2000, foi produzida uma nova abertura, desta vez adaptando a Pegasus Fantasy, como os fãs queriam. O resultado foi uma das melhores adaptações já realizadas da música, a única, inclusive, que contou com um arranjo original (não utilizando o karaokê japonês) e substituindo o Saint Seiya presente na versão original por Cavalieri:

_ _ _

Espanha

Entre 1990 e 1993, Saint Seiya foi levado aos mais diversos países asiáticos e latinos, os primeiros por influência nipônica e os segundos por influência do sucesso recorrente na França.

A Espanha foi um dos paíse que mais cultuou o anime em suas terras. Ainda hoje, junto do Brasil, é o país que mais rápido importa os novos episódios produzidos da série. Porém, seguindo a tendência da abertura francesa, em sua primeira exibição no país, foi adaptada a abertura francesa para a língua local, com o mesmo nome que a séri recebeu no país Los Caballeros Del Zodiaco.

Porém, nos anos 2000, quando a empresa Selecta Vision lançou os episódios da saga de Hades no país, foi criada uma versão espanhola para o tema original da série, cantada pelo fã Joaquin Paz, que por vezes já havia produzido músicas “genéricas” dos temas originais da série. Confira abaixo o tema e, de quebra, confira a abertura espanhola de Chikyuugi, tema da saga de Hades, cantada por Helena Collado

_ _ _

América Latina

A América Latina recebeu Saint Seiya muito próxima da Espanha no início dos anos 90, sendo México, Peru, Panamá, Costa Rica, El Salvador, Colômbia, Chile e Argentina os primeiros países a ter contato com a série por essas bandas. O tema de abertura e a dublagem, inclusive, foi o mesmo usado na Espanha, já que o distribuidor era o mesmo.

Os países sulamericanos de língua espanhola só ganharam sua versão da música nos anos 2000 (antes da Espanha, inclusive), quando a Towers Entertaiment licenciou a série para exibição na TV e lançamento em DVD.

_ _ _

Brasil

Saint Seiya chegou ao Brasil em 1994, sendo um dos últimos países da América Latina a receber o anime. Com uma exibição despreneciosa na Rede Manchete, os guerreiros de Atena conquistaram a audiência e se tornou um dos grandes fenômenos culturais dos país nos anos 90.

A dublagem no Brasil foi realizada com base na dublagem latina, assim, o tema de abertura também foi adaptado desta versão. Diferente dos outros países, no Brasil o tema de abertura recebeu um título diferente do nome local da série, Os Cavaleiros o Zodíaco, sendo batizada de Os Guardiões do Universo (clique aqui para ouvir).

Assim como a maioria dos países, Pegasus Fantasy só foi adaptada para o português do Brasil nos anos 2000, mais precisamente em 2004, quando a série retornou ao país pela Angelloti Licensing. Com o apoio dos fãs e do site CavZodiaco, o vocalista da banda Angra, Edu Falaschi, foi o intérprete escolhido da canção, que segue hoje como uma das melhores animesong’s já adaptadas para o português de todos os tempos:

_ _ _

Outras adaptações

Para finalizar, trago uma série de videos com mais adaptações da música pelo mundo. Na relação há adaptações oficiais de países asiáticos e versões em outras línguas feitas po fãs:

• Música em inglês adaptada pela banda italiana Highlord, já que quando foi exibido nos EUA, Saint Seiya teve como tema de abertura a música I Ran, da banda Bowling For Soup:

_ _ _

• Música cantada pela banda francesa SaintSeiyaLoveYou. A música pouco tem a ver com a Pegasus Fantasy, não chegando a ser uma adaptação, mas nitidamente ela tem vários elementos da música original:

_ _ _

• Música em alemão adaptadas por fãs da Alemanha. O vocal é feminino, um diferencial de todas as outras versões.

_ _ _

• Abertura oficial da China

_ _ _

• Abertura oficial da Coréia do Sul:

_ _ _

• Montagem da música misturando as adaptações em seis línguas: inglês, italiano, sul-coreano, espanhol (América do Sul), português (Brasil) e japonês.

Próxima postagem: novas versões da música feitas pelo Make-Up

Nobuo Yamada, Hironobu Kageyama, Hiroshi Kitadani e Misato Aki no Brasil

O que há de melhor para um otaku do que ir a um evento de anime, conhecer pessoas com os mesmos hobbies, comprar bugigangas, participar de concursos, assistir a palestras, tomar mupy e ainda, para finalizar o dia, curtir um super show com seus artistas japoneses favoritos?

Para quem pensa que tudo isso se trata do prestigiado Anime Friends se enganou. A Yamato Corp. preparou para este fim de ano dois eventos que prometem agitar os corações dos fãs que vivem em locais um pouco mais afastados da capital paulistas e de quebra, vai rechear o evento com artistas que os fãs do Brasil inteiro já estão com bastante saudade. Confiram:

ANIME NATION 2010

Realizado em Brasília, o Anime Nation 2010 contará com atrações para todos os gostos e públicos. Durante 2 dias, os fãs poderão se divertir com o Anime Quiz, Batalha Campal, Jogos Grow, Matsuri Dance, palestras com Marcelo Campos e Mundo Canibal, Para-Para, Concursos Cosplay, Salas temáticas e ainda fechar o dia com um super show com Nobuo Yamada e Misato Aki. Confira:

• NOBUO YAMADA

Preparem-se! O cantor original do maior hino dos animes: a abertura de Cavaleiros do Zodíaco, Pegasus Fantasy, está indo para o Anime Nation!!!! Para aqueles que já esperavam a vinda de Nobuo Yamada e para os que estão descobrindo agora que ele é a voz por trás  do rockão que toca na primeira abertura original dos Cavaleiros (e que foi gravado aqui pelo Edu Falaschi), a presença na frente do palco nos dias das apresentações é obrigatória.

Nobuo Yamada gravou Pegasus Fantasy em 1986, a convite da Columbia Records, que estava com a idéia de acrescentar pitadas de rock pesado ao estilo dos temas das série para o público masculino. Na época, Yamada era o vocalista da banda Make Up, nome em evidência da cena metaleira japonesa. A banda gravou mais de uma dezena de canções para a série e, não muito tempo depois, após alguns desentendimentos, se separou.

Com o apelido de NoB, Nobuo Yamada tentou uma carreira solo, mas nunca teve muito sucesso. Participou de diversas bandas durante os anos 90 e atualmente tem roteiro de shows lotados em Tóquio com o grupo Urugome, que segue infiltrado no caminho underground do metal japonês – gênero que ele nunca abandonou.

Pegasus Fantasy – tema de abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco

Go Go Sentai Bokenger ao vivo

MISATO AKI

Misato Aki é uma renomada cantora de Anime Songs. Nascida em Saitama já lançou mais de 16 singles e participou de diversos álbuns e tem musicas incluídas na trilha sonora de diversos animes. Faz parte da gravadora SOLID VOX a mesma gravadora do grupo Jam Project,  ond já fez algumas participações especiais.

Blood Queen – tema de abertura de Princess Ressurrection

Kimi Ga Sora Tada ao vivo

SUPER ANIMINAS 2010

Agora a festa chega em Minas Gerais! Numa edição super especial do Animinas 2010, o evento trará aos mineiros todas as atrações mais divertidas dos eventos da Yamato e ainda apresenta no palco prncipal a banda Wasabi, Fake Number e Comitiva do Rock, além de finalizar com um super show de Hironobu Kageyama e Hiroshi Kitadani.

HIRONOBU KAGEYAMA

Apesar de comparecer ao Brasil em diversas ocasiões, Hironobu Kageyama não tinha tido a oportunidade de visitar um dos grandes centros de concentração de fãs de animes e mangás: a cidade de Belo Horizonte.

Sabendo disso, Hironobu Kageyama, juntamente com seu parceiro Hiroshi Kitadani, visita, pela primeira vez na história, um evento na capital mineira, o Super AniMinas 2010, cantando seus temas de sucesso e, com certeza, repetindo toda a energia característica de seus shows!

Chegou a hora de mostrar que o público mineiro, mais do que nunca, merece um show de um grande artista do calibre de Hironobu Kageyama!

Chala Head Chala – abertura de Dragon Ball Z

Soldier Dream ao vivo


HIROSHI KITADANI

Hiroshi Kitadani (38) o cantor do tema de One Piece, um dos animes de maior audiência no Japão, vem ao Super AniMinas pela primeira vez. Sua história de sucesso começa em 1994 quando fez parte como vocalista do grupo Stagger onde gravou três álbuns e gravou temas de comerciais de TV. Fez parte também do Lapis Lazuli que produziu quase todas as músicas do famoso jogo Guilty Gear X. Em 1999 participou do teste para interpretar o tema de um novo anime que seria lançado no Japão: One Piece, o compositor foi famoso musico Japonês Kouhei Takana. “Uma canção cheia de amor e coragem” analisa Kitadani sobre o seu hit de anime song mais famoso.

We Are – tema de abertura de One Piece

Madan Senki Ryukendo ao vivo

Comercial sugere novo live-action de Sailor Moon

Um comercial chinês chocou todos os fãs de Sailor Moon de todo o mundo!

Exibido no canal J2 TVB, de Hong Kong, o comercial sugeriu aos fãs de todo mundo que o consagrado anime Sailor Moon teria uma nova adaptação live action (o primeiro foi produzido no Japão em 2002). Só que, dessa vez, o live-action se passaria numa dimensão paralela ao universo do anime, onde Serena e suas amigas já estão com mais de 30 anos e com um visual um pouco acima do peso.

Em todos os portais especializado na série de todo mundo,  houve a desaprovação do comercial, dizendo que uma adaptação dessa, mesmo se tratando de um programa de humor, prejudicaria a imagem de Sailor Moon em todo o mundo.

Porém, o site SailorMoonWorld confirmou através da tradução de um fã chinês, que na verdade, o video não é um teaser de uma nova série live-action, mas sim um comercial promocional para divulgar a reprise do anime clássico na tv chinesa, a partir do dia 13 de agosto as 18h.

Apesar de antigo, o comercial acabou chocando alguns fãs brasileiros com a recente divulgação do video em alguns sites nacionais.

A intenção do comercial, é mostrar que apesar de já ter passado um bom tempo desde o fim de Sailor Moon (o que justifica a idade avançada das personagens), a magia do anime continua (hora em que se mostra a transformação delas).

Confira abaixo o comercial exibido pela tv chinesa e abaixo o seu script:



Serena: Lembre-se, preste muita atanção na sala de aula!
Ami: Serena, eu estou devolvendo isso para você.
Serena: Ami? Rei?
Serena: Poder da Lua!
Ami: Poder de Mercúrio!
Rei: Poder de Marte!
Todas Juntas: Mudar de uniforme!
Locutora: Sailor Moon estreia nesta sexta-feira, sendo exibido de segunda à sexta, às 6h. Deixe a J2 acompanhar você em todos os seus sonhos de menina!
Tuxedo Mask: Faz tempo que não vejo vocês três. O petisco é por conta da casa, certo?

REVIEW: Super Friends Spirits 2010 – dia 18

Sem dúvida alguma, a principal atração do dia 18 do Anime Friends 2010 foi mais uma vez o show de encerramento com os artistas internacionais, o Super Friends Spirits 2010. E, do mesmo jeito dos anos anteriores, a falta de informação sobre quem iria se apresentar se repetiu entre os visitantes.

Mesmo com o atraso de divulgação em seus veículos oficiais, a imprensa especializada em cultura pop japonesa e as redes sociais passaram a divulgar largamente o show e as artistas, mas a maioria de fãs presentes não fazia a mínima idéia que quem subiria no palco para encerrar o evento, apenas esperavam ver os hits mais famosos do mundo dos anime e mangás interpretados no gigante palco que a Yamato montou.

O fato é: apesar de numerosos, os fãs de animação tem um conhecimento muito ralo sobre os cantores de animesog’s, não procuram extender-se nesse universo, mas cobram a interpretação de Chala Head Chala no fim do evento.

Felizmente, a Yamato Corp percebeu isso após o fiasco do Super Friends Spirits de 2009 e montou um show que agradou gregos e troianos.

Batizado em homenagem aos grandes festivais japoneses de animesong’s (o Super Hero Spirits e Animelo) o Super Friends Spirits foi realizado também nos dois fins de semana (confira o review do dia 11 aqui) sendo que o dia 18 foi estritamente feminino, trazendo as cantoras Chihiro Yonekura, Misato Aki, Minami Kuribayashi e a dupla Piyo Rabbie.

• PIYO RABBIE
Famosa na região de Akihabara, a dupla PIYO RABBIE é formada por Sunao Yoshikawa e Namihe Usagino, integrantes do grupo Dear Stage. Seu single recentemente lançado conquistou 15º lugar na venda diária do Oricon (ranking dos discos mais vendidos no Japão) e o 1º lugar no ranking semanal de venda do mesmo. Atualmente a dupla realiza o chamado de “Ota-gei” (algo como “Arte de Otaku”), que são performances diferenciadas visando o entretenimento do público. Pela sua originalidade, a dupla é constantemente chamada para lecionar este tipo de performance também. No palco do Cofesta in Brasil, o PIYO RABBIE vem trazer um pouco de Akihabara para os brasileiros!

A "Arte Otaku" no Anime Friends 2010!

• MINAMI KURIBAYASHI
Nascida em Shizuoka, no dia 11 de Junho de 1976. Dubladora, ficou conhecida pela voz de Suzumiya Haruka, do anime Kimi ga Nozomu Eien, ainda inédito no Brasil. Além da dublagem, Minami Kuribayashi também atua como cantora, participando, inclusive, de grupos com outras famosas cantoras. Tem mais de 20 singles lançados e 5 álbuns e foi com a música de abertura Tsubasa wa ~Pleasure Line~, do anime Chrono Crusade que a fez famosa. Neste ano, se prepara para visitar o Brasil pela primeira vez, convidada pelo Anime Friends, e tocar seus principais sucessos no Palco Principal!

Pela primeira vez no Brasil, a cantora promete emocionar o público.

• MISATO AKI
Também uma cantora de j-pop, a cantora ficou conhecida internacionalmente graças as músicas ”Kimi ga Sora datta” encerramento do anime Mai Hime, que também é o nome do primeiro CD profissional da cantora, lançado em 2004  e “Scarlet Bomb!” abertura do anime Neddless. Já esteve no Brasil em 2008, quando se apresentou modestamente junto com os integrantes do JAM Project.

Aki Misato terá uma participação mais privilegiada dessa vez.

• CHIHIRO YONEKURA
Após inúmeras tentativas fracassadas de gravar um CD mandando suas músicas para grandes gravadoras japonesas quando ainda estava na universidade, Chihiro Yonekura teve sua grande oportunidade de estreiar na indústria fonográfica nipônica quando foi convidada a cantar a abertura de Mobile Suit Gundam: The 08th MS Team, “Arashi no Nakade Kagayaite”. A partir daí, seus principais trabalhos sempre foram destinados aos animesong’s. Um dos destaques é o seu album de covers, onde ela interpretou Zankoku na Tenshi na Teeze.

Chihiro brilha a cada novo trabalho envolvendo animesong's.

O show teve aproximadamente uma hora e meia de duração e contou com o seguinte set-list:

01 – Piyo Rabbie: Chala Head Chala
02 – Chihiro Yonekura: Will
03 – Misato Aki: Blood Queen
04 – Minami Kuribayashi: Precious Memories

MC

05 – Piyo Rabbie: Go
06 – Piyo Rabbie: Houki Boshi
07 – Misato Aki: Kimi ga Sora Datta
08 – Misato Aki: Here I am
09 – Chihiro Yonekura: Yakusoku no Basho e
10 – Chihiro Yonekura: Eien no Tobira
11 – Minami Kuribayashi: Yell!
12 – Minami Kuribayashi: Dream Wing

ENCORE
13 – Piyo Rabbie: Pegasus Fantasy
14 – Minami Kuribayashi: Tsubasa Wa ~Pleasure Line~
15 – Misato Aki: Shoujo Meiro de Tsukamaete
16 – Chihiro Yonekura: Arashi no Naka de Kagayaite

MC – ENCERRAMENTO

OS DOIS LADOS DA MOEDA

Há duas exigências básicas facilmente notada dos fãs que vão ao Anime Friends esperando um grande show com artistas internacionais: as dos fãs de animesongs e a dos fãs de animesogers.

De um lado, há uma gama de fãs de animesong’s que esperam religiosamente que as mesmas músicas do ano passado sejam interpretadas novamente. Esses fãs não se importam com quem está no palco, apenas desejam que seus temas favoritos sejam interpretados num mega palco e que as enormes caixas de som ressoem bem alto o nome de seu herói favorito. Muitas vezes esses fãs nem sabem quem é o cantor em questão, não conhecem sua carreira e dificilmente reconheceriam o cantor original de um cover.

Do outro lado, há uma parcela de fãs em menor número que é apaixoada por diversos segmentos da cultura japonesa e aos poucos foram conhecendo e se tornando fãs dos animesongers, os interpretes dos temas dos animes. Nesse grupo, muitas vezes acontece o reverso: talvéz o anime não seja de seu conhecimento, mas o cantor e a música eles conhecem, sabem cantar de cor e ainda esperam uma canção mais inovadora.

Esses dois grupos não são únicos ou mesmo absolutos. Numa “tribo” urbana tão rica e variada como são os otakus, variações ão faltam, do mesmo jeito, um ser tão diverso como é o ser humano, torna-se impossível limitar um jovem otaku a esses dois lados formulados acima. Por outro lado, essas classificações durkheinianas servem como um guia para se entender o que aconteceu no Super Friends Spirits 2010.

Aki Misato já havia passado pelo Brasil em 2008, mas neste ano sua apresentação superou as expectativas .

UMA SURPRESA

Pois bem, quase todas as atrações do evento já se encerraram e os fãs querem voltar para casa com a máxima experiência do evento: o Super Friends Spirits. Todos no palco para contempla-la.

No dia 18, dia mais lotado do evento (veja review aqui) área para os fãs assistirem o show estava bem mais vazia que nos anos anteriores, visualmente avaliando, podia-se dizer que capacidade total estava pela metade. E não é para menos, após as mancadas dos aos anteriores que contam com um show em playback do JAM Project (a maior banda de animesong’s da história) em 2008 e um fiasco de show em 2009, que além de curto trouxe cantores muito restritos em suas performances, muitos visitantes do Anime Friends começaram a tirar o crédito da grande atração do evento.

Após a banda Wasabi abrir o show com Zakoku na Tenshi no Teeze, subiu ao palco as primeiras atrações da noite, que para espanto geral não estava anunciada como parte integrante do Super Friends Spirits, a dupla Piyo Rabbie.

Anunciada como um show a parte, a dupla de covers começou com Chala Head Chala, tema de abertura de Dragon Ball Z. Muita gente se perguntava se o Super Friends Spirits realmente havia começado, já que se esperava, por mais tarde que fosse o show, que a dupla de Akihabara se apresentasse antes do show principal.

Com a entrada de Chihiro Yonekura cantando Will logo após a saída das Piyo Rabbie, tudo se confirmou: as dupla cover integraria o último show junto das outras três cantoras.

A dupla Piyo Rabbie agitou a noite!

PARA HOMEM NENHUM POR DEFEITO

Não só Chihiro Yonekura, mas Minami Kuribayashi, Misato Aki e as próprias Piyo Rabbie derão um show de simpatia e bom humor. Apesar de a grande maioria dos fãs presentes não conhecerem metade das músicas, o carisma das cantoras japonesas fizeram toda a diferença no show, estimulando a todos ficarem para contemplar sua performance.

Alegria é a palavra que mais caracteriza o show do dia 18. As cantoras pareciam não acreditar no que viam: milhares de pessoas se divertindo com suas músicas, seguindo suas coreografias e respondendo a todos os acenos, agrados e sorrisos que as cantoras transmitiam ao público.

Quando Misato Aki cantou Blood Queen, uma da músicas mais agitadas do show, a cantora parecia não acreditar que do outro lado do mundo haviam tantas pessoas que poderiam estar num show dela.

A felicidade de Chihiro Yonekura era tão grande que podia ser sentida do Japão!

OS OVOS DE OURO DA YAMATO

Mas o destaque geral foi das Piyo Rabbie. “Se é para ver cover, prefiro ver cover brasileiros” poderiam ter reclamado os fãs mais puristas, mas não teve quem não se divertiu com as performances da dupla de Akihabara, afinal, show de animesongs sem músicas de Hironobu Kageyama ou Nobuo Yamada não é show de animesong (pelo menos no Brasil).

Yonekura, Aki e Kuribayshi agradaram seus fãs no Brasil, trouxeram inovação e qualidade ao Super Friends Spirits, mas foram as Piyo Rabbie que fizeram do show um verdadeiro sucesso.

Se não fossem elas, mais da metade dos fãs que assisitiam ao show teriam desistido logo na metade, mas a esperança em ouvir algum hit mais atual motivou a maioria dos fãs que não conheciam as outras três cantoras a ficar na área do show.

Uma das coisas mais interessantes da performance das duas foi o “efeito Pegasus Fantasy“. Quando a dupla entrou no palco para interpretar a abertura d’Os Cavaleiros do Zodíaco, a área do show encheu. Não haviam mais espaços vazios, nem buracos para mochilas. Todos se aproximaram o máximo possível do palco para ouvir o maior hit japonês já vivido em terras brasileiras.

Com o sucesso das Piyo Rabbie no Super Friends Spirits 2010, a Yamato finalmente conseguiu seus ovos de ouro. Sempre que quiser inovar e trazer artistas mais desconhecidos do grande público, como foi nessa edição do evento, basta encaixar as Piyo Rabbie e agradar fãs de animesongs e fãs de animesongers.

E com o contrato do Yamato Corp com o Avez Group (gravadora japonesa das Piyo Rabbie), as apresentações de seus cantores no Brasil serão muito mais frequentes, e com o sucesso das Piyo Rabbie no CoFesta e no Anime Friends, elas estarão sempre no topo de prioridades. Não duvido que elas tenham mais fãs no Brasil que o Japão daqui a alguns anos.

Pegasus Fantasy foi o ponto alto do show!

E O ENCERRAMENTO?

Pegasus Fantasy foi a última música das Piyo Rabbie. A música ainda conseguiu prender muitos fãs para ouvir Minami Kuribayashi cantando Tsubasa Wa ~Pleasure Line~, tema de abertura de Chrono Crusade, anime de relativo sucesso no Brasil graças ao mangá publicado por essas bandas pela Editora Panini.

Minami Kuribayashi trouxe Tsuabasa Wa ~Pleasure Line~ para o palco principal.

O encerramento ainda teve Misato Aki cantando Shoujo Meiro de Tsukamaete e Chihiro Yonekura cantando Arashi no Naka de Kagayaite.
Infelizmente, a organização do evento cometeu um grave erro nesse encerramento. Como é de praxe, todos os anos o evento só acaba após todos os cantores do Super Friends Spirits se unirem ao palco para cantar um super hit juntos. Mas não foi o que aconteceu nesse ano.

Apesar do coro pedindo “Evangelion” (no caso, pedindo para que elas voltassem e juntas cantassem Zankoku Na Tenshi no Teeze), a música não aconteceu. Ao invéz disso, a mestre de cerimônias do evento se despediu de todos e de última hora (quando todos já estavam de costas para o palco) chamou todo mundo de volta para um último bate-papo com as cantoras (MC). Uma tremenda falta de respeito com o público ou, no mínimo, uma grande falta de organização do evento.

Apesar do bate-papo refletir o mesmo carisma e carinho das cantoras para com o público, este não recompensou os fãs com a música tão aguardada.

Esse encerramento fez com que a Yamato perdesse a oportunidade de “fechar o show com chave de ouro” e perdesse mais uma oportunidade de atrair mais fãs para a atração que fez do evento o sucesso que ele é hoje.

O último "tchau" do Super Friends Spirits mais feminino da história!

Em si, o show foi muito bom, agradou a gregos e a troianos, aqueles que apenas queriam ouvir seus temas favoritos e aqueles que esperavam novidades, ficou com um ar de que faltou algo. Algo que pode facilmente ser preenchido no ano que vem se o Super Friends Spirits resgatar um pouco de sua essência para ser realizado. Algo simples, fácil e que agrada.

*Fotos por NNNery

VÍDEOS

Confira a seguir vários vídeos do Youtube que trazem videos capturados por camera caseiras por fãs. O áudio e o video não estão lá grande coisa, mas dá para sentir um pouco do gostinho do show.
Piyo Rabbie – Chala Head Chala

Piyo Rabbie – Go!!!

Piyo Rabbie – Houki Boshi

Piyo Rabbie – Pegasus Fantasy

Chihiro Yonekura – Will

Chihiro Yonekura – Arashi no Naka de Kagayaite

Chihiro Yonekura – Eien no Tobira

Minami Kuribayashi – Precious Memories

Minami Kuribayashi – Tsubasa wa ~Pleasure Line~

Misato Aki – Kimi ga Sora datta

Aki Misato – Shoujo Meiro de Tsukamaete

Aki Misato – BLOOD QUEEN

REVIEW: Super Friends Spirits 2010 – dia 11

Todo mundo já está com as mochilas cheias de miniaturas, DVD’s e mangás. Todos os fãs já assistiram as palestras, participaram dos workshops e pegaram autógrafos com os grandes nomes do universo otaku. Todos os campeões dos diversos campeonatos de cards e games já comemoraram a valer junto de seus prêmios. Os visitantes já comeram yakissoba, tempurá e sushi, tudo isso regado com sua bebida de soja preferida: o Mupy.

É chegada a hora de todos no Anime Friends se dirigirem ao palco principal do evento para contemplar os artistas japoneses que fizeram parte de sua infância e não deixaram de emocionar a todos os adultos. É chegada a hora do Super Friends Spirits.

Se hoje o Anime Friends é o sucesso que é, em grande parte isso se deve ao fato de ter inovado o conceito de convenção de desenhos animados japoneses quando em 2003 realizou dentro do primeiro Anime Friends a primeira edição do Super Friends Spirits, um grande show de encerramento com os intérpretes originais dos animesong’s preferidos dos frequentadores do evento.

Com o sucesso crescente do Super Friends Spirits a cada ano, a Yamato Corp, empresa que realiza o Anime Friends, começou a trazer atrações internacionais nos dois fins de semana do evento, antes reservado apenas aos últimos dias.

Em sua oitava edição, o Anime Friends 2010 realizou duas edições do Super Friends Spirits, cada fim de semana com uma seleção diferente de artistas.

No dia 11 de julho, o palco do Anime Friends se tornou o centro de um grande tokusatsu show, trazendo ao evento três dos maiores intépretes das músicas que embalam os grandes seriados japoneses que foram e são sucesso no Brasil. São eles:

• AKIRA KUSHIDA
O cantor japonês é o intérprete de várias músicas de seriados japoneses conhecidos no Brasil, como Jaspion, Jiraya, Sharivan, Jiban entre outros. Esteve no Brasil pela primeira vez em julho de 2003 na primeira edição do evento Anime Friends junto com o também cantor Hironobu Kageyama e o ator Hiroshi Watari. Foi, junto com Kageyama, um dos cantores de animesong que mais se apresentou no Brasil, incluindo um show no Anime Friends 2009 que fez parte de sua turnê mundial.

Kushida agitou o palco do Anime Friends em todas as vezes em que esteve presente.

• TAKAYUKI MIYAUCHI
Japonês, nascido na cidade de Ibaraki no dia 4 de fevereiro de 1955. Dono de uma voz bonita e possante, é chamado carinhosamente pelos fãs de Myanii. Fez músicas para várias séries em tokusatsu e anime, dentre elas Winspector, Solbrain e Kamen Rider Black RX. Em julho de 2005 esteve no Brasil no evento carioca Anime Family e uma semana depois de apresentou no evento paulista Anime Friends. Também compareceu em julho de 2007 no SANA em Fortaleza-CE junto com o também cantor Akira Kushida. E agora volta ao palco do Anime Friends para mostrar toda a força de sua voz.

O cantor ficou famoso aqui por interpretar músicas dos tokusatsus dos anos 90.

• SHINICHI ISHIHARA
Shinichi Ishihara é cantor e dublador.Nasceu em 26 de maio de 1960 na província de Yamanashi e ficou famoso por cantar as músicas tema de Kamen Rider Agito e Sentai Kyuukyuu GoGo-V entre outras temas de abertua de diversos tokusatsus, onde seu principal sucesso são as canções compostas para o tokusatsu B-Fighter.

O artista também é conhecido por suas excelentes versões cover de animesong's.

ENFIM O SHOW

O show teve um tempo aproximado de 2 horas e seguiu com o seguinte set-list:

01 – Kyu Kyu Sentai GoGo V (Abertura de GoGo V)
02 – Juukou B-Fighter (Abertura de B-Fighter)
03 – Tokkei Winspector (Abertura de Winspector)
04 – Kyou No Ore Kara Ashita No Kimi E (Encerramento de Winspector)
05 – Kidou Keiji Jiban (Abertura de Jiban)
06 – Ginga no Tarzan (Inserção em Jaspion)

MC

07 – Chikyuu Koukou (Encerramento de B-Fighter)
08 – Ore Ryuu!! Geki Violet (Inserção em Gekiranger)
09 – Tokkyu Shirei Solbrain (Abertura de Solbrain)
10 – Tokusou Exceedraft (Abertura de Exceedraft)
11 – Unare! Jikou Shinkuu Ken (Inserção em Jiraiya)
12 – Jiraiya (Abertura de Jiraiya)

MC

13 – Kamen Rider Agito (Abertura de Kamen Rider Agito)
14 – Kamen Rider Black RX (Abertura de Kamen Rider Black RX)
15 – Chou Wakusei Sentou Bokan Daileon (Tema de Daileon)

ENCORE
16 – Uchuu Keiji Gyaban (Abertura de Gyaban)
17 – Ore ga Seigi da! Juspion (Abertura de Jaspion)

É de comum acordo entre os fãs que o melhor Super Friends da história do Anime Friends foi a edição realizada em 2007, quando o evento completou 5 anos. Na ocasião, se apresetaram no show Hironobu Kageyama, Nobuo Yamada, Yoko Ishida, Masaaki Endoh, Kouji Wada e Mojo.

Nesta edição, a Yamato “criou” uma receita de show que agrada tanto gregos como troianos: haviam dois cantores superstars (Kageyama e Yamada), um cantor de temas predominantemente antigos (Mojo), dois cantores de temas predominantemente recentes (Kouji Wada e Masaaki Endoh) e uma voz feminina (Ishida) para interpretar os temas que exigem uma voz feminina.

Nobuo Yamada no Super Friends Spirits de 2007. Foto do site KENSHIN!

Mesmo sem serem cohecidos do grande público, Mojo e Ishida fizeram parte essencial do que é o Super Friends Spirits: uma oportunidade de conhecer vários cantores japoneses ao mesmo tempo em que todos curtem grandes hits desse universo, como Pegasus Fantasy e Chala-Head-Chala.

Agora em 2010, o sucesso do Super Friends Spirits o dia 11 se deve a “receita” do show ter sido parecido com o de 2007, se levado em conta, é claro, suas devidas proporções.

Kushida foi o cantor superstar da vez e aquele que compõe as músicas antigas (considerando a “Geração Manchete” como a mais antiga do Brasil), Miyauchi foi o intéprete das músicas hits de uma geração (a “Geração Cavaleiros do Zodíaco”) e Ishihara foi o cara que foi apresentado ao público (mesmo ele já tendo vindo ano passado, sua apresentação não foi tão brilhante como a desse ano).

A receita pode ser boa, mas o bolo não fica bom se deixa-lo muito tempo no forno, felizmente, esse ano a Yamato não deixou o show “queimar”.

Um pouco depois da apresentação da banda Tatsu (que também foi a banda do show principal), Ishihara já entrou no palco esbanjando simpatia com GoGo V, seguindo com B-Fighter, o cantor logo fez a alegria dos fãs de tokusatsu, cantando duas de suas principais músicas.

Ishihara fez a sua melhor apresentação no Brasil no dia 11.

Quando Miyauchi entrou cantando Winspector, os fãs já saltaram de felicidade, já que ele era um dos cantores mais aguardados da noite, visto que foi em 2008 a última vez que subiu no palco do Anime Friends.

Mas não houve melhor entrada que a de Akira Kushida, que provou mais uma vez o porquê de ser um dos catores mais adorados em terras tupiniquins. Envolto da bandeira do Brasil, Kushi-kun (como gosta de ser chamado) abriu sua apresentação no Brasil com Jiban, um dos temas mais cultuados no universo tokusatsu.

Um dos pontos mais emocionantes do show, foi o bate-papo com a platéia junto do mestre de cerimônias (MC) Ricardo Cruz, que ia traduzindo a conversa entre artistas e fãs.

Ricardo Cruz mediando a conversa entre os artistas e os fãs.

Durante a conversa, Miyauchi disse que foi graças a força que recebeu dos fãs brasileiros em sua apresentação no país em 2005 que ele tomou coragem para vencer uma grave doença a qual fazia anos que enfrentava a anos. Hoje, curado, Miyauchi disse que considera como uma de suas missões de vida cantar para o público brasileiro que tanto o ajudou em um momento muito dificil de sua vida.

Entre o fulgor dos fãs, músicas adoradas pelo público e algumas novidades, o trio seguiu com o set-list arrancando elogios a cada performance.

Um dos momentos mais bizarros e divertidos do show, aconteceu quando Kushida resolveu fazer a dança -do-siri em pleno palco, e ainda fez questão de falar no segundo MC que aprendeu isso no programa Pânico na TV.

O encerramento não poderia ter sido melhor, com Kushida, Ishihara e Miyauchi cantando juntos o tema de abertura de Jaspion, o tokusatsu mais famoso da história do Brasil.

Mesmo com o fim do show, a impressão que dava é que os artistas queriam mais tempo no palco para aproveitar a alegria e ocontentamento dos fãs com o show.

Miyauchi emocionou o publico com Winspector.

Apesar de muito bem escolhido, o set-list poderia ter sido maior. Os cantores perderam uma grande chance de apresentar mais novas músicas para os fãs, como os temas de inserção de Wispector e Solbrain, e engrossar o tempo de duração do show.

O show foi marcante, histórico, sensacional. Mas deixou um grande nicho de público a ver navios. Apesar do evento se chamar ANIME Friends, a Yamato apenas selecionou artistas de tokusatsus. E uma das poucas, e boas, músicas de anime que poderiam ter sido interpretadas, Red Baron de Shinichi Ishihara, foi deixada de lado.

Algo que também teria feito a diferença e não foi realizado, foi uma tarde de autógrafos com os cantores. Do mesmo jeito que os fãs querem estar mais próximos de seus ídolos, acreditos que os três artistas teriam gostado muito de conceder um “tempinho” a mais para quem os tanto admira.

A Yamato está de parabéns por ter montado o melhor show de animesong’s que o Brasil já teve desde 2007, mas ainda há muito que melhorar para que os visitantes do Anime Friends possam sair so evento com a mesma sensação que saíram aqueles que assistiram o show de comemoração aos cinco anos do evento, aquele que faz cada fã suspirar palavras como “o melhor da minha vida”.

*Todas as fotos assinadas pelo site foram tiradas por Davi Jr. e Eva-Chan.

VIDEOS

Confira a seguir vários vídeos do Youtube que trazem videos capturados por camera caseiras por fãs. O áudio e o video não estão lá grande coisa, mas dá para sentir um pouco do gostinho do show.

• Entrada de Akira Kushida com a Bandeira do Brasil – Kidou Keiji Jiban

Akira Kushida – Jiraya

Akira Kushida – Chou Wakusei Sentou Bokan Daileon

Takayuchi Miyauchi – Tokkyu Shirei Solbrain

Takayuchi Miyauchi – Tema de Abertura de Kamen Rider Black RX

MC – Ricardo Cruz, Kushida, Miyauchi e Ishihara

Encerramento – Ore ga Seiji Da Juspion