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RESENHA: Batman e Superman: Apocalipse (Warner Premier)

Descobrir quem é você e os porquês de sua existência é uma questão filosófica que rompe as barreiras acadêmicas e se faz realidade em diversos pontos da vida do ser humano, sendo a adolescência a principal delas. Em Batman e Superman: Apocalipse, é a vez de se descobrir quem e porque ser um herói.

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Não é a toa que Batman, Superman e Mulher Maravilha são os símbolos máximos do tripé que sustenta o universo da cultura dos super-heróis. Enquanto o Homem de Aço e o Homem Morcego se contrapõe com os ideais de razão e emoção que sempre moveu as artes e a literatura, é a crença da princesa de Themyscera que encontra o ponto ideal a disputa de gêneros.

A união dos três heróis, em aborgens bem inteligentes, não poderia formar um filme melhor que Batman e Superman: Apocalipse que apenas peca em seu título: além de cortar a Mulher-Maravilha, ponto-cahve da trama, o título não reflete em nada o seu enredo: o nascimento da Supergirl.

Caída junto de um meteóro em Gothan logo após o impeachmente de Lex Luthor, Kara Zor-El rapidamente aprende a lingua terrestre e passa a ser apresentada a Terra quando Superman descobre que, assim como ele, sua prima foi salva da explosão de Kripton.

Apesar do título, Kara, a Supergirl, é a protagonista do filme.

Apesar do título, Kara, a Supergirl, é a protagonista do filme.

Se a garota logo adota a vida de uma adolescente comum fazendo compras com Clark Kent, Batman não crê que ignorar os poderes de Kara (que potencialmente, segundo o Morcegão, pode superar os de Superman) seja a melhor escolha, o que o faz convocar a Mulher-Maravilha como tutora da garota.

Enquanto decidem o futuro de Kara, que se sente incomodada com a falta de liberdade que ela tem com a decisão de seu destino, Darkseid, o vilão máximo da DC Comics envia um exército de clones do vilão Apokalipse (aquele que matou o Superman, leia a resenha clicando aqui) como isca para raptar a garota kriptoniana.

Com uma animação fluída e original que usa como base os traços do seriado da Liga da Justiça, mas foge do senso comum, se aproximando muito mais do traço de animes, o filme explora muito bem todos os cenários criados, além de dar o peso necessário ao trabalho de cada herói.

Juntar a tríade dos maiores heróis de todos os tempos é sempre sucesso garantido!

Juntar a tríade dos maiores heróis de todos os tempos é sempre sucesso garantido!

A maneira como Kara conhece o mundo dos heróis e o seu medo de se tornar uma “campeã”, como ela chama o primo, faz da essência do filme uma profunda reflexão de como ´o conflito de gerações e como os erros de ambas as partes sempre levam o ser para o melhor caminho quando estes se livram de propósitos egoístas e deixam que o melhor que há em cada um desperte no tempo certo.

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RESENHA: Superman e Batman – Inimigos Públicos (Warner Premier)

Os maiores heróis de toda história não tem descanso em tempo algum. Entre embolos da editora para recriar passados, histórias no presente escritas por várias linhas de pensamento e diversos futuros alternativos, Bruce Wayne e Clark Kent já passaram por tudo. Em Superman e Batman – Inimigos Públicos, ambos são postos fora da lei por ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos.

É dificil dizer qual é o mais famoso e mais querido herói do mundo. Mas uma coisa é certa, mesmo com o gigantesco apelo dos heróis japoneses e o sucesso estrondoso nos cinemas dos personagens da Marvel Comics, não há páreo mais difícil de se enfrentar que a dobradinha Superman e Batman.

Criados em épocas próximas e com histórias sempre desenvolvidas para apanhar leitores de todos os pontos de vista, os heróis se tornaram ícones da cultura pop e referência em grandes produções. Enquanto Superman é a referência em qualidade de filmes de herói do século XX e o heróis da esperança e da luz, Batman é o maior ícone em qualidade de produção dos filmes da nova era do cinema, criando histórias sombrias, reais e próximas da realidade.

Juntar os dois em um único filme animado parece a fórmula perfeita para um grande sucesso de produção e não foi diferente. Adaptando o arco The World’s Finest das histórias em quadrinhas, a Warner Premiere du origem há um filme com um traço muito próximo das produções pra TV dos heróis, aproximando o público jovem e ao mesmo tempo trazendo muita originalidade na animação, o que reuniu os fãs mais maduros para o filme.

Heróis ou vilões? O que pensar quando os maiores heróis da Terra se tornam foras-da-lei?

Na história, após um ardiloso plano, Lex Luthor consegue se tornar presidente dos Estados Unidos e fazer com que alguns heróis se aliem a ele numa espécie de “Liga da Justiça” governamental, entre eles o Capitão Átomo, o Homem-Gavião, a Estelar e o Capitão Marvel (o que por si só já é uma tremenda união de personagens para uma série de pancadarias com o Superman).

E é claro que o maior vilão do Superman não perderia tempo para s aproveitar do poder recém adquirido para jogar toda a população e os seus heróis particulares pra cima dos heróis para desviar os olhares mais atentos para mais um de seus planos megalomaníacos de conquista da Terra que todo bom vilão deve desejar.

Mesmo com um enredo simples e a pouca partipação da população da qual Batman e Superman deveriam ser inimigos, os embates, os diálogos e as situações as quais os personagens são envolvidos tornam a produção algo muito interessante durante todo o seu tempo de duração, que facilmente poderia ter sido extendido.

A heroína Poderosa foi o destaque do filme!

Destaque total para a participação da heroína Poderosa (Power Girl, no original) o primeiro protótipo de de SuperGirl que a DC criou e readaptou para uma nova origem e uma nova personagem em suas muitas crises de terras. Confiando no seu histórico com Superman e na inteligência de Batman, a heroína troca de lado e se une aos foras-da-lei para tentar entender, junto com o espectador, as verdadeiras intenções de Luthor.

Com um final de tirar o fôlego com uma performance martirizadora de Batman, o filme animado se torna um clássico a medida que é assistido e mais uma obra-prima da Warner Premiere a medida que é admirado por novos e antigos fãs dos maiores super-heróis da Terra.

Lex Luthor em sua armadura estilo MegaMan.

RESENHA: Liga da Justiça – A Legião do Mal (Warner Premier)

E se a maior fraqueza do maior grupo de super-heróis da Terra fosse mostrado e utilizado contra eles? E se o único que pudesse dissolver a maior equipe de todas fosse um de seus mais queridos integrantes? Em Liga da Jusiça – A Legião do Mal, os heróis são expostos e sua inteligência corrompida.

Sucessos de crítica (nem sempre) e vendas, os filmes de super-heróis viraram uma verdadeira categoria no cinema, responsável por muitas das maiores arrecadações em bilheteria da história. Entre a produção de um filme e outro, a saída dos estúdios é produzir produtos mais baratos e facilmente comercializáveis, como filmes animados para home-video.

Em 2012, a Warner trouxe para os lares mais fanáticos por heróis coloridos sua terceira produção animada da Liga da Justiça. Herdando uma longa lista de boas produções do estúdio, que se especializou em mesclar a qualidade das historias em quadrinhos e os recursos dos desenhos animados, a produção mais uma vez foi um sucesso.

Baseada num arco escrito por Mark Waid chamado A Torre de Babel, Liga da Justiça – Legião do Mal mostra o que aconteceria com a Liga da Justiça se os seus representantes mais poderosos fossem vencidos com um minucioso plano da Legião do Mal, um grupo de super-vilões encabeçado por Vandal Savage.

A participação de Cyborg foi essencial para o desenrolar da trama.

Produzindo balas de kriptonita para matar o Superman, destruindo a vontade do Lanterna Verde Hall Jordan, impedindo Flash de desacelerar, fazendo a Mulher Maravilha lutar com outros membros por meio de alucinógenos e colocando fogo no Caçador de Marte (mais conhecido por AjaxJohn J’ons ou o Marciano no Brasil), Savage se vê no topo do mundo, tendo que lidar apenas com os heróis de menor poder para poder conquistar o mundo.

Com surpresas e vários tempos sendo contados ao mesmo tempo, o espectador descobre que todas as soluções que num primeiro momento parecem simples mas que aos poucos se mostram verdadeiras armadilhas muito bem articuladas para os heróis vieram de um documento roubado pela Liga do Mal da caverna do Batman.

Sim! Prevendo que algum dia alguma coisa pudesse sair do controle dentro da Liga da Justiça, Batman se adiantou e preparou diversas armadilhas para os heróis mais poderosos da equipe e agora se viu traído por si mesmo num ardiloso e trapaceiro plano dos inimigos.

Se aproveitando da proximidade com o lançamento de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, a Warner Premiere escolheu animar uma história que conta com a participação de Bane.

Com uma dublagem perfeita (tanto na versão americana quanto na brasileira, que se utilizou em sua maioria do elenco do desenho em série da Liga da Justiça), uma luta final sem tantas surpresas quanto a revelação de Batman e um diálogo final de cair o queixo, o filme se destaca pela boa participação do herói Cyborg (conhecido no Brasil pela sua participação em Jovens Titãs) no desenrolar do enredo.

Com uma história básica mas muito bem desenvolvida (melhor até mesmo que o filme d’A Morte de Superman) o filme é um item de coleção na vida de um fã e uma boa diversão numa tarde aleatória de um espectador comum.

A imagem da Liga da Justiça reunida sempre surpreende!

RESENHA: Lanterna Verde

Se pararmos para contar a quantidade de filmes de super heróis que foram para a tela dos cinemas nos últimos anos, os dedos das mãos (mesmo apelando com os dos pés!) são serão suficientes para chegar até o total de produções. Os números são ainda mais monstruosos se comparados a quantidade de filmes de antes dos anos 2000. Em pleno século XXI, o Lanterna Verde mistura todos os elementos da velha e da nova guarda para criar um filme regular, mas que agrada.

O “UM ANEL”

“No dia mais claro,
Na noite mais densa,
O mal sucumbirá ante a minha presença
Todo aquele que venera o mal há de penar
Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!”

É com este juramente que Hal Jordan, um piloto de avião ousado acaba tendo sua vida transformada completamente após salvar um alienígena de roupa militar que lhe confiou um anel verde que o transformaria no guardião do setor espacial n° 2814 sob a alcunha de Lanterna Verde.

Fiel aos quadrinhos, a produção de 2011 levou até os cinemas o herói mais famoso da Tropa dos Lanternas Verdes, que assim como nos quadrinhos sofreu diversas transformações até ser formatado no personagem visto nas telonas.

Criado em 1940, Alan Scott criou um anel de energia verde a partir de um vestígio caído na Terra do Coração Estelar, artefato que a Tropa dos Lanternas Verdes criou para concentrar toda a “Vontade” do universo, considerada força de energia mais poderosa do universo. Pela cor da energia, o herói se intitulou Lanterna Verde.

Ok, ok. Se o filme é fiel aos quadrinhos, porque o enredo da origem dos quadrinhos é tão diferente da dos filmes? Simples, pois o Lanterna Verde mostrado nas telonas é o personagem mais famoso de todos os 5 humanos que já usaram os anéis da Tropa, o Lanterna Verde Hal Jordan.

A mitologia do herói é tão rica que por si só daria uma tremenda saga espacial nos cinemas.

Mesmo esta origem de Alan Scott foi uma adequação ao roteiro mais maduro e mais criativo que passou a ser utilizado a partir dos anos 60, quando Hal Jordan e toda a mitologia da Tropa dos Anéis foi criada e fez com que o herói (que até então vestia roupas vermelhas) caísse no gosto do público americano.

Depois de Hal, o anel ainda foi parar nos dedos de Guy Gardner, John Stuart e por fim Kyle Rayner. Todos estes personagens foram necessários nos quadrinhos para que o herói fosse adequado e readequado para os públicos ou aos gostos dos diversos autores que já colocaram a mão no herói.

Tais adequações parecem ser um eterno karma do herói, visto que seu longa sofreu de problemas parecidos com sua história nos quadrinhos.

DESISTINDO DE TUDO

Dirigido por Martin Campbell, que conta com um histórico dividido entre pérolas e diamantes, o filme começou com suas oscilações logo antes de sua estréia, com dois trailers muito divergentes entre si, um mostrando um filme maduro e denso e outro mostrando um herói pateta que provoca risadas forçadas no público.

É possível que com o sucesso dos filmes da Marvel Studios, que abusam da simpatia dos heróis, e dos filmes de Christopher Nolan, que tem a profusão de enredo e a realidade ficcional como palavras-chave, o diretor tenha tentado mostrar que o filme conseguiria agradar a ambos os públicos, uma tentativa frustrada, já que o Lanterna Verde mistura tantos conceitos dos filmes de super-heróis que já não se consegue encontrar as tentativas de referências aos seus concorrentes.

Sinestro foi o destaque do filme.

Assim como o protagonista do filme faz na história, a impressão que o filme deixa ao seu final é que muita coisa tentou ser feita, foi começada e foi desistida de ser concluída no meio do caminho. Vários elementos de filmes massivos estão presentes mas não foi fortes o suficiente para conquistar o público, como o romance entre Hal e Carol Ferris ou os conflitos de personalidade entre heróis e vilões.

Não só as várias seqüências do filme, mas o longa inteiro também segue tal premissa: com um início motivador, bem construído e cheio de elementos que poderiam resultar num novo clássico dos cinemas, o longa aos poucos vai abandonando a família, a profissão, a politicagem, a repercussão de seu aparecimento e a Tropa dos Lanternas que ficaram tão fortemente marcadas nos primeiros 30 minutos do longa.

MEDO VS VONTADE

A grande lição que o filme traz é a superação do “medo” a partir da “vontade”, as duas energias mais poderosas do universo contrárias uma a outra, tendo uma tanta profanação quanto a outra tem de nobreza.

Uma metáfora simples, porém perfeita para contar a história de um personagem irresponsável como Hal Jordan torna-se um mero detalhe com o passar do longa, quando seqüências mal ligadas transformam o filme num festival de efeitos especiais.

Efeitos especiais são muito bem-vindos quando dão vida a mitologia do herói, recriando o planeta Oa e os extraterrestres que formam a Tropa dos Lanternas, que sem sombra de dúvida é o total destaque do filme, juntamente com os atores que interpretaram os instrutores de Hal, Tomar-Re (dublado por Geoffrey Rush), Kilowog (dublado por Michael Clarke Duncan) e Sinestro (Mark Strong), que apesar de tão bem atuado, teve uma participação muito pequena pela história.

O maior vilão do universo do herói foi uma escolha um tanto quando prematura.

Mas é peculiar quando os efeitos especiais são utilizados para recriar conceitos de filmes de super heróis dos anos 70 e 80, quando o exagero é fundamental para dar origem aos poderes do herói.

Não são raras as vezes que vemos o herói do filme usar a energia do herói para criar metralhadores, pistas de carrinhos, jatos, redes e tantas outras bizarrices que são aceitáveis em desenhos animados, mas deixam o tom do filme, até então muito sério, um tanto quando popularesco e banal.

Estes elementos são ruins, assistir Superman com Christopher Reeve ainda é uma delícia, e muitos dos artefatos de energia do Lanterna são legais de ver, pois são a materialização da narrativa dos quadrinhos num live-action, mas a mistura de diversos elementos acaba prejudicando o filme.

VENCENDO SEM VENCER

É possível que a direção do filme não se perdesse tanto no decorrer do filme se não tivesse escolhido um vilão mais adequado para um início de história. Parallax é uma entidade suprema no Universo do Lanterna Verde, sendo o tipo de vilão que não é vencido, apenas engavetado, de tão forte que é o seu conceito atrelado a energia do “medo”. Assistir a um herói iniciante vencer tal monstro quando todos os seus veteranos desistiram é algo que condiz com a mensagem do filme, mas ainda assim é algo forçado.

Tão forçado quanto o ator do herói, Ryan Reynolds, que parece estar fazendo uma comédia simples ao invés de um filme de super herói aguardado por gerações. Ou ainda mais forçado que a máscara que criaram para o personagem, que consegue não consegue convencer como uma peça criada por uma tecnologia alienígena avançada.

Apesar da adaptação do uniforme ter sido uma dos melhores que o cinema já viu, a máscara do herói foi uma peça muito forçada…

Apesar de gostoso de assistir e finalizando com uma mensagem interessante, o filme é apenas uma tentativa de emplacar uma boa produção de super herói nos cinemas, fazendo do filme uma produção simplista numa época em que se pedia algo sofisticado. Um filme feito para o dia mais claro, quando os longas de super heróis vivem a sua fase mais densa.

RESENHA: A morte de Superman (Warner Premier)

O homem. O mito. O herói. O deus. O salvador. O mito. Tantas alcunhas ainda são pouco para descrever quem é o alienígena de Kripton que chegou a Terra e salvou a humanidade diversas vezes. Em A Morte do Superman o mito tem um fim. E a Warner revive um clássico dos quadrinhos para eternizar o herói em vídeo.

UM CLÁSSICO

O maior herói das histórias em quadrinhos pode não ser o top em popularidade hoje em dia, mas sua majestade é inegavelmente a maior que o segmento já teve. Criado nos anos 30 como um símbolo de soberania e força social, o Superman conseguiu sobreviver ao tempo e se reinventar a cada novo público se surgia sem, no entando, passar por reformas tão drásticas como seus companheiros da DC Comics.

No entanto, sempre que a concorrência ameaçava tirar a coroa do Homem-de-Aço, os roteiristas da DC Comics encontravam maneiras de alavancar as vendas da revista do herói e deixá-lo no topo.

A maior ação deste tipo, certamente aconteceu pelas mãos do editor Mike Carlin em 1993 que com uma equipe que contava com Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway e Karl Kesel decidiram por um fim nas histórias do herói criando o arco A Morte do Superman.

Ganhando projeção internacional e colocando a revista no top dos Estados Unidos, a história se tornou um dos maiores clássicos das histórias em quadrinhos, não apenas por ser a pioneira em matar o herói (fora uma pequena graphic novel dos anos 60 e outra em 70 =P), como por criar um ambiente saudável para a história do personagem, sendo crível e nada apelativa como tantas “mortes” que a DC Comics já experimentou.

Superman enfrenta Apokalipse!

Com o sucesso dos quadrinhos não seria estranho que adaptações surgissem da obra e em 2007, a Warner Bros (dona da DC Comics) transformou o clássico em um filme animado de 1h15.

O VIDEO

Lançado diretamente em vídeo e com uma duração abaixo do necessário para retratar fielmente a história dos quadrinhos, o longa animado cortou muitas partes interessantes do arco original, mas soube captar inteligentemente o peso do seu contexto.

Sob a direção de Bruce Timm, Lauren Montgomery e Brandon Vietti a animação é diferente, mas ainda assim muito próxima das animações para tv dos anos 90 e da Liga da Justiça. Apenas uns pequenos traços diferem o personagem. Até mesmo Lex Luthor, que ficou muito mais magro que nas animações anteriores guarda diversos traços das antigas animações.

O filme inicia mostrando a difusa relação de Superman e Lois Lane, o destaque total do filme, que ainda inda não sabe que Clark Kent é Superman, mesmo os dois assumindo um namoro escondido do povo de Metrópolis há mais de 6 meses.

Enquanto isso Lex Luthor escava uma pedreira em mais uma de suas investidas tecnológicas e acaba libertando o Apocalipse, um ser aprisionado na Terra há centenas de anos por não serem capazes de destruir o tal monstrengo.

Lois Lane chora a morte de Superman.

Em uma luta épica, com direito a prédios sendo destruídos e milhares de explosões em Metrópolis, Superman consegue vencer o Apocalipse, mas em troca acaba perdendo sua vida.

Neste ponto a trilha sonora tem participação fundamental para criar o cenário de perdição e caos que está para se instaurar em Metrópolis. Enquanto com Superman vivo e lutando a trilha era de heroísmo e esperança, o fundo sem a presença de BGM tomam conta de grande parte das cenas seguintes a sua morte.

No filme iniciasse uma das maiores trocas de roteiro do filme. Enquanto nos quadrinhos uma disputa de 4 Superman’s (SuperBoy, o Erradiador, Ciborg e Aço) inicia-se, no filme Lex Luthor constrói um
clone de Superman para que o herói “facilite” seu trabalho sujo na cidade.

O final é esperado, porém com sequências tão bem trabalhadas como na luta contra o Apokalipse, tendo como principal atratividade o uniforme negro e prateado de Superman e a dualidade entre o original e o clone, que por vezes é contestada com Lois Lane nas cenas mais bem construídas do longa.

HERÓI

Se o fã de quadrinhos ainda se questiona o porquê da existência de tantos anos de um herói com a cueca por cima da calça, assista a Morte de Superman.

Dúvida: quem é o Superman?

Apesar de não ser uma animação para ficar na história, já que ainda está muito apegada aos preceitos infantis das produuções do herói anteriores ao filme, o longa mostra a necessidade da existência do herói para o universo DC e mostra que a essência de todo o universo Marvel reside em apenas um personagem, que de tão simples e fácil de se criar, se tornou a referência máxima quando o termo a ser utilizado é heroí.

DC Comics divulga trailer de seu novo reboot

Recentemente a DC Comics publicou um vídeo com imagens levemente animadas de sua nova linha de super-heróis. A boa notícia é que Mulher-Maravilha é mostrada em duas versões, a mais recatada e uma com as pernas de fora.

O trailer surpreende e instiga o leitor a conhecer as mudanças por qual a editora vai passar. Parece que os marketman da DC estão coseguindo atrair as atenções para a editora após tantas quedas de vendas. Espera-se que a a reforma de visual se reflita também numa reformulação do roteiro individual de cada história também.

REBOOT DA DC: reflexo de uma crise nos comics americanos?

Sou fã de Batman desde que comecei a assistir nas tardes do SBT o incrível Batman – The Animated Series, que ainda hoje me entusiasma muito a cada vez que resolvo assistir a algum episódio seu.

Minha admiração pelo herói se intensificou no decorrer dos anos cada vez que eu assistia algo novo do homem-morcego: o  seriado dos anos 60, a quadrilogia dos anos 80-90, jogos de video-game, novos desenhos animados até chegar nos épicos filmes de Christopher Nolan.

O leitor comum deve estar pensando: “Que bom pra você!”, mas o leitor fã do herói deve ter notado que eu não citei aí as histórias em quadrinhos do herói, ou seja a base que construiu todo esse acervo cultural que eu consumo e admiro. Por que será que isso acontece? Seria uma preferência minha ou uma tendência do mercado editorial?

Acho que é hora de chamar a Liga da Justiça pra resolvr esse caso. Mas… Quem são esses caras aí em baixo?

O REBOOT DA DC

Desde Zero Hora o mercado de quadrinhos não fica tão agitado e desconfiado dos novos rumos de seus heróis avoritos como hoje. A pouco tempo a DC Comics anunciou uma reformulação geral em seus personagens e dessa vez prometeu que nenhum dos seus será poupado.

Especula-se que a principal causa disso seria uma crise que a DC Comics vem passando com seus quadrinhos. Apesar dos produtos licenciados que a Warner Bros. vende e produz (nota: a Warner é a dona da DC Comics) arrecadarem milhões de dólares, o produto básico de seus heróis vem trazendo cada vez menos retorno para a editora.

A causa para essa queda de vendas supõe-se que se deva a “quebra de tempo” exstentes entre as mídias licenciadas e as revistas. Enquanto no cinema Batman acabou de prender Coringa pela primeira vez, nos quadrinhos Coringa já matou o segundo Robin, estuprou e deixou Batgirl paraplégica e se alterna a cada dia entre um sujeito com maquiagem a um cara com o rosto desfigurado. Ah! E Bruce Wayne morreu, se você viu ele na telona ou no Bom Dia e Cia, esqueça! Batman agora é outro cara… De novo…

Entre as principais mudanças estão:
– o novo uniforme de Superman, agora sem cuecas por cima da calça;
– a nova roupagem da Mulher-Maravilha, agora mais comportada e sem referências nacionalistas aos EUA;
– o retorno do Aquaman bom moço, sem barba ou gancho na mão;
– o fim de Supergirl e Super Boy;
– Bárbara Gordon voltando a ser a Batgirl;
– Damian Wayne, o filho de Bruce Wayne (!), como o novo Robin;
Batman virou uma lenda urbana;
Mulher Gavião e Gavião Negro, definitivamente (será?) com asas de verdade;
– Possivelmente Roschark se tornará um personagem ativo;
Static Shock (ou Super-Choque) se mudará para Nova York;
– Fim e início de mais uma série de grupos e heróis pequenos.

Interessante não? Dentre as mudanças mais bruscas, resolveram poupar Batman e o Lanterna-Verde, já que são os títulos que mais vendem da DC Comics. Não que isso seja lá muito bom. O passado de fusão de Lanterna-Verde com Parallax será esquecido e Hall Jordan também voltará a ser um bom-moço. Com Batman, poucas mudanças definem “não mudar mais do que já fizemos no últimos anos“.

Teria Superman deixado de ser jornalista para trabalhar na equipe de construção de um prédio? E que olhos vermelhos são esses

SIM, MUDANÇAS SÂO BEM-VINDAS!

Geralmente o mercado de HQ’s aceita bem mudanças nos formatos dos quadrinhos. Geralmente as adequações dos heróis se faz necessário para atingir as mudanças de comportamento e preferências de seu público-alvo. Mas o que se vê nos últimos tempos é as editoras forçarem a barra…

Quantas tentativas de mudança de uniforme Superman já passou? Quantas vezes o herói de Kripton ja morreu? Quatas vezes ele já casou com Lois Lane? Quantos reinícios e quantas origens “nunca antes reveladas” ja foram publicadas? E isso só no universo do homem-de-aço!

Em Batman a coisa fica mais estranha e dá a origem a loops que transpassam o limiar da razão de um fã: só no último ano Batman morreu, Dick Grayson assumiu seu manto (de novo), expulsou Robin de seu título, este (Tim Drake) resolveu virar Red Robin, identidade do segundo Robin que voltou porque também queria ser Batman, como não conseguiu assumiu (de novo) a identidade de Capuz Vermelho, identidade original de Coringa, que junto com Tim Drake tentou traze Bruce Wayn de volta a vida, que realmente voltou, mandou Dick Grayson voltar a ser Asa Noturna, transformou seu filho em Robin, mandou Tim Drake continuar com a identidade de Red Robin e clicou em “curtir” quando soube que Barbara Gordon voltou a andar depois de séculos como a nerd Oráculo.

Ou seja: mataram o Batman para reviver dois outros personagens. Mas Batman não morreu! Que raios de roteiro é esse? Não tem mudança! É só um emaranhado de informações que se junta numa ideia complexa e irracional para aumentar as vendas de uma revista… É super interessante ressucitar Jason Todd (o segundo Robin, assassinado por Coringa) e transformá-lo num justiceiro hard-core de Gothan. Mas porque misturar sua identidade de Red Robin com Tim Drake? E Tim Drake, o único que acreditava na vida de Batman perdeu seu lugar…

A DC cada vez mais se torna expert em realizar mudanças que os fãs não querem e deixar idéias interessantes de lado… Os fãs gostam de mudanças. Mesmo o uniforme de Superman já estava um tanto quano defasado, mas porque mudar sua origem junto com a mudança do uniforme?

O problema que encontramos na DC (e na Marvel também, afinal ela matou o Homem-Aranha também, mas logo ele volta…) é a falta de criatividade de histórias em um universo que já está construído, pronto para ser explorado. Mas os roteiristas insistem em mudar o universo ao invés de utilzar o rico arsenal que tem…

Batman com Damyan Wayne, o quarto Robin cronológico.

O QUE PODERIA SER FEITO?

Se o mercado está em crise, nada melhor do que observar um mercado em melhor estado que o americano para inspirar os rumos dos comics. E que melhor mercado que esse que o de mangás japoneses?

Enquanto Batman, o título de maior vendagem da DC, vende 90 mil cópias nos EUA, One Piece vende 1 milhão de edições em terras nipônicas. Curioso? Nem tanto.

One Piece é um mangá que se destaca por contar uma história que se importa mais com o momento presente que com o futuro. Eichiro Oda, o autor da série, já escreve o mangá a mais de 10 anos e diz que o mangá acaba de chegar em sua metade de história. Ao invéz de criar diversos “tempos” (passados-presentes e futuros), One Piece preserva a história atual e aos poucos vai adicionando elementos cronológicos que buscam acrescentar elementos ao invés de cancelar antigos erros. One Piece é uma história com começo, meio e fim (espera-se) mas que tem traços quase acronológicos, se alguém se aventurar a começar a ler a história hoje, facilmente consegue localizar os pontos necessários para continuar a acompanhar a saga de Ruffy e seus companheiros piratas, já que seu universo já está construído.

Se os autores do mercado editorial americano se preocupassem mais com os elementos que Batman tem ao invés de tentar organizá-los e reorganizá-los, muito provavelmente os rumos de suas vendas seriam também diferentes.

Batman, Superman e Mulher-Maravilha tem mais de 50 anos de sucesso. Os editores já deveriam ter percebido que a mudança de uniforme deve ser natural (como o uniforme de Batman nos anos 80, de azul para negro) e não forçada de uma maneira brusca como a que se está fazendo hoje. O que os leitores querem, hoje, é se divertir com seus quadrinhos, mas tantas mudanças desnecessárias torna o entretenimento dificil. O sucesso de filmes como The Dark Knight e Asylum Arkhan não está nas adaptações que os designers do filme/game fizeram ao personagem, mas na qualidade do roteiro que envolve um personagem já construído.

Seria esse um Luffy-Sinal?

Se ao invés de continuar a empurrar histórias sem fim aos seus consumidores os roteiristas se preocupassem em criar mais histórias (longas, não tem problema) com começo, meio e fim, tais quais A Piada Mortal, O longo Dia das Bruxas e o Terra de Ninguém onde qualquer leitor que tenha uma idéia do que é Batman consiga ler (e de quebra se interessar por publicações anteriores), talvéz a DC deixasse de atrair tantos problemas cronológicos e possa respirar melhor publicando quadrinhos para tudo e para todos.

 

6º Jund Comics marcou a Virada Cultural 2011 de Jundiaí

Nos dias 14 e 15 de junho aconteceu em Jundiaí a Virada Cultural 2011, evento organizado pela Prefeitura Municipal de Jundiaí que visa levar diversas atrações culturais e artíticas de graça para os moradores da cidade. As atrações ocorreram em três pontos da cidade: Parque da Uva (palco externo e interno), Sala Glória Rocha e Teatro Politheama. Entre as principais atrações haviam os shows da banda Charlie Brown Jr. e das cantoras Negra Li e Céu. Mas a atração que atraiu os mais aficionados por animes e quadrinhos foram as realizadas pela cia 4º Mundo durante o 6º Jund Comics.

As atrações começaram logo no sábado, 14, com a exposição do Quadrinhos Indepentes na galeria do Centro de Artes da Sala Glória Rocha. O dia seguiu com workshops e atingiu o seu ápice durante a Parada Cosplay e a Batalha de Sabres de Luz, que se repetiram também no domingo, 15.

Cosplay é um neologismo formado pela junção das palavras inglesas costume (fantasiar-se) e play (interpretar, brincar) e é usado para referir-se a pessoa que se veste igual a um personagem de anime, quadrinhos, livros ou cinema para se apresentar em algum tipo de teatro ou simplesmente se divertir.

A Parada Cosplay foi a atração que trouxe à Virada Cultural fãs jundiaienses e de outras cidades para se apresentarem nos diversos pontos onde eram organizadas o evento e/ou simplesmente perambular pelos arredores imitando seus heróis favoritos e, assim, levando um pouco dessa cultura criada nos EUA, muito difundida no Japão e trazida ao Brasil no final dos anos 80.

A Parada contou com o apoio da equipe Comics Cosplay BR (acesse o site aqui) que trouxe ao evento personagens conhecidos do grande público, como Asa-Noturna, Homem-Aranha e Lanterna Verde, o que rendeu momentos épicos para  evento, como quando um cosplayer de Superman começou a parar e empurrar carros que passavam em frente do Teatro Polytheama e os carros passaram a engatar a marcha-ré, simulando a atitude do herói e entrando na onda da brincadeira.

A Batalha de Sabres de Luz é uma encenação baseada nas batalhas travadas nos filmes da série Star Wars (Guerra nas Estrelas) de George Lucas, onde dois atores, vestidos dos personagens dos filmes (Jedi, Padawan, Sith, Droid, etc) se utilizam de sabres de luz para simular as batalhas dos personagens.

Entre os momentos mais destacados está a interação do público no sábado a noite (Cosplayer: “Que a força esteja convosco”; público: “Ela está no meio de nós”) ou no sábado a tarde, quando os atores ganharam uma torcida organizada de crianças que passavam pelo evento acompanhados dos pais que passando pelo Centro das Artes foram surpreendidos pelo Jund Comics.

O evento foi um grande sucesso e marcou a Virada Cultural 2011. Os participantes já pedem à prefeitura da cidade que repita o evento no próximo ano e continue a fazer com que os entusiastas dessa cultura levem até o jundiaiense uma experiência que relembre tudo o que aprenderam com seus super-heróis favoritos durante a sua infância.

Confira abaixo uma galeria de fotos com alguns dos momento do evento: