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RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, as Novas 12 Casas

Ouro, prata e bronze. Exploradores, esportistas, poetas e quantos mais competidores e conquistadores se pensar se inspiraram nesses três metais para refletir as a manifestação de seus desejos e sua vitória. Como símbolo máximo da superação em Os Cavaleiros do Zodíaco, a série Ômega criou uma subida as Novas 12 Casas do Zodiaco, mostram que a diferença entre cada um dos metais, está no coração de cada cavaleiro.

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ABREM AS CORTINAS DE UMA NOVA BATALHA

O final do arco das Ruínas Antigas causou uma reviravolta em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega. Se no começo a série, ainda que criada em um universo distante do que poderia ser considerado uma continuação oficial da série, parecia resgatar a emoção que a série clássica com Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki causavam nos fãs, o desenvolvimento dos elementos da série sempre foram mal utilizados.

Mas com um final de arco que resgatou a essência da luta em favor e ao mesmo tempo muito chocante, a morte de Ária, a candidata à nova Atena de Marte, no arco anterior parecia que iria provocar uma extrema mudança de postura nos cinco cavaleiros de bronze protagonistas e também em Éden de Órion, que era apaixonado pela moça.

Somado a isso, os produtores tomaram uma decisão arriscada, porem previsível para a continuação da história. Com Marte de posse do báculo reconstruído de Atena, o pseudo-deus subiu ao alto das novas 12 Casas do Zodíaco, um caminho que o mesmo construiu até o seu templo indo da Terra até o ponto mais próximo do planeta Marte (!), fazendo com que Kouga e os outros subissem as moradas dos Cavaleiros de outro, tal qual a série clássica.

Kiki cria uma analogia com Mu de Áries ao apresentar as novas 12 Casas e o sétimo sentido.

Kiki cria uma analogia com Mu de Áries ao apresentar as novas 12 Casas e o sétimo sentido.

Se por um instante parecia estranho que Marte tivesse tido tempo de conseguir juntar uma equipe de 12 poderosos cavaleiros para montar a sua escolta máxima, a personalidade de cada um destes seria o que mais intrigava, visto que as possibilidades de haverem cavaleiros de ouro perversos, sempre foi uma relatividade da série, o que, aparentemente, não era o caso da postura de Marte.

O INÍCIO ELETRIZANTE: ÁRIES, TOURO, GÊMEOS E CÂNCER

A nova subida as 12 Casas pode ser divida em três momentos distintos: o início eletrizante, seu meado perdido e o fechamento inclusivo.

Motivados pelo desejo de justiça e vingança da morte de Ária, os cavaleiros de bronze tem uma reação orgulhosa ao se depararem com o desafio das 12 Casas impostas por Marte, realmente achando que podem subí-las e vencerem os seus 12 guardiões.

Quem assistiu aos arcos anteriores não poderia ter engolido isso, já que, diferente de Seiya e cia que tinham seus desenvolvimento muito claro a cada batalha, os protagonistas de Ômega sempre penaram muito para vencer até mesmo cavaleiros de prata sozinhos, sempre se utilizando de uma ajuda de fora ou da união de seus cosmos para vencer os inimigos, fazendo com que uma derrota fosse super previsível logo na primeira casa.

Harbinger de Touro é o quebra-ossos da história!

Harbinger de Touro é o quebra-ossos da história!

Felizmente, os produtores perceberam isso também e deixaram a primeira casa para servir de alerta ao jovens cavaleiros. Em uma alusão ao que fez Mu na série clássica, Kiki de Áries concertou as armaduras, explicou sobre o sétimos sentido e ainda ficou encarregado de segurar todo o panteão de outras classes de Marte na porta da Casa de Áries para que nenhum outro guerreiro atrapalhasse os cavaleiros de bronze em sua jornada.

A boa impressão causada por Kiki como Cavaleiros de Bronze, com uma postura de coragem, sabedoria e onisciência que seu mestre Mu tinha, foi a entrada que a saga precisava, fazendo da 2ª Casa um novo treinamento para as casas seguintes.

Amante do terror que suas vítimas passam ao terem seus ossos esmagados, Harbinger de Touro num primeiro momento se mostrou um cavaleiro cruel e mesquinho, mas sua aparência agressiva começou a despertar um novo ponto de vista do espectador a medida que suas atitudes curiosas no meio das batalhas começaram mais a testar os cavaleiros de bronze que matá-los, algo que logo no primeiro golpe Harbinger já mostrou que poderia ser capaz de fazê-lo.

Com a justificativa de querer brincar com o destino de cada um, Harbinger manda cada cavaleiro de bronze para a frente de cada uma das três casas do Zodíaco que viriam a seguir, ficando apenas batalhando com Kouga, o qual permite atravessar a casa quando percebe que seria muito mais vatajoso aguardar o cavaleiro despertar o sétimo sentido por completo para ter um prazer maior ao quebrar seus ossos.

Não se engane: Paradox de Gêmeos não é essa gracinha toda.

Não se engane: Paradox de Gêmeos não é essa gracinha toda.

Se Harbinger causou a curiosidade dos fãs, Gêmeos era a casa que mais causava apreensão, visto que seu representante da série clássica marcou para sempre como se encarar um cavaleiro de ouro.

Para a surpresa e a alegria geral, a batalha vista na Casa de Gêmeos foi a mais surpreendente e o que mais se aproximou dos combates de Seiya e cia.

Dona de uma personalidade oscilante e controversa, Paradox de Gêmeos é uma mulher que foi salva por Shiryu antes deste ter sido atingido pela maldição de Marte, o que a tornou uma fiel seguidora, fã e aspirante a amazona observando os movimentos de Shiryu o que a fez desenvolver todas as técnicas do discípulo do Mestre Ancião.

Em uma luta frenética e que surpreendia por cada movimento inusitado de Paradox, Ryuhou teve uma disputa de Cólera do Dragão vs. Cólera do Dragão que arrancou suspiros e alívios dos fãs. A qualidade de Paradox como amazona foi a prova cabal da qualidade que as personagens femininas tem em Ômega. Yuna, Pavlin, Ária, Sonia e agora Paradox: todas elas foram personagens acima da média para a série, merecendo serem criações canônes de Masami Kurumada.

E por falar na nova Amazona de Águia, que até então não mostrou o porquê de assumir a armadura de Marin, que era de prata, em uma vestimenta de bronze, Yuna foi a oponente de Schiller de Câncer.

A batalha em Câncer também foi no Yomotsu!

A batalha em Câncer também foi no Yomotsu!

Parece que a armadura de Câncer tem uma certa tendência a escolher psicotapas assissinos amalucados para ser seu representante. Com uma infância tão dura como Harbinger, Shciller teve que aprender a sobreviver após seus pais terem sido vítimas de uma guerra.

Tão interessante e entusiasmática quanto a luta contra Paradox, Yuna conseguiu mais uma vez se mostrar a personagem mais carismática e a lutadora mais talentosa dentro da nova trupe de cavaleiros de bronze defensores de Atena, sendo a primeira a conseguir vencer completamente o adversário de bronze.

Sua luta apenas não foi melhor porque Ryuhou resgatou vários elmentos da série clássica que Yuna não fez por não ter nenhuma ligação com o passado clássico.

MEADO PERDIDO: LEÃO, VIRGEM, LIBRA, ESCORPIÃO E AQUÁRIO

Uma das características marcantes da saga das 12 Casas clássica era a capacidade de cada uma das lutas centralizar todas as informações, embates e atenções para si, fazendo com que mesmo sequências de pouca repercussão geral, como a libertação de Hyoga do esquife de gelo na casa de Libra, se tornassem ponto chave para o desenvolvimento geral dentro do que acontecia única e exclusivamente dentro das 12 Casas.

Mycenas de Leão sempre gerou controvérsias por sua postura contrária a justiça representada por seu signo.

Mycenas de Leão sempre gerou controvérsias por sua postura contrária a justiça representada por seu signo.

Ômega parecia caminhar por um caminho parecido nos primeiros combates, porém, a falta de um contexto sólido em torno dos acontecimento das batalhas, fez com que o enredo principal fugisse das 12 Casas e estas se tornassem mero atrativo para fãs que gostam de vários sopapos entre personagens com armaduras.

O início de todo esse processo começa ainda na quinta casa, quando seu guardião Mycenas de Leão protagonizou a primeira sequência de acontecimentos fora de sua casa.

Se quando a sua rápida aparição no fim do arco inicial despertou dúvidas aos fãs, visto que uma das maiores características do Cavaleiro de Leão era uma justiça que o aliado de Marte não projetava com sua atitude combativa e irresponsável, a figura do personagem passou por uma transformação quando antes de iniciar sua luta contra Haruto e Souma, foi contado o seu passado como treinador de Éden de Órion e como seus ensinamentos incentivaram o cavaleiro a também mudar de postura.

Melhor amigo de Marte, Mycenas sempre acreditou nos ideais de amizade e justiça e sempre esteve ao lado do pseudo-deus quando este resolveu mudar o mundo. Porém, ao iniciar a Guerra dos Anos 2.000 contra Seiya e os outros, este ficou em dúvida das reais intenções do amigo, mesmo que decidindo continuar ao seu lado.

Gembu de Libra, Ionia de Capricónio e Fudou de Virgem: três pesos mortos na batalha das Novas 12 Casas.

Gembu de Libra, Ionia de Capricónio e Fudou de Virgem: três pesos mortos na batalha das Novas 12 Casas.

Conforme os anos se passaram, e vendo o exemplo de luta de Kouga e dos cavaleiros que escaparam do massacre de Palaestra, Mycenas passou a deixar de acreditar no que seus olhos viam para investigar Marte, deixando Haruto e Souma passarem por sua casa assim que estes mostraram para ele como podem trabalhar em equipe.

Motivado pelos valores de Mycenas, Éden decide entrar na batalha das 12 Casas a partir de Virgem, onde todos os cavaleiros de bronze estão perdidos numa luta contra Fudou de Virgem.

Se na Casa de Leão, a atenção simplesmente foi mudada de foco, na Casa de Virgem, uma das coisas mais bizarras ocorreu: em uma demonstração muito rala de seu grande poder, Fudou se mostra o atual cavaleiros mais próximo de deus. Com a chegada de Éden, ele deixa Kouga e os outros passarem pela casa, justificando que o pedido partira do filho de seu superior.

Por motivos infundados, egoístas ou sabe-se lá por que passava em sua cabeça, Éden decide enfrentar Fudou, que frustra todos os espectadores ao decidir sentar para meditar dizendo que não faz sentido lutar com quem ele quer proteger.

Se as duas casas anteriores ficaram mais focadas em acontecimentos que as fariam passar batido, Libra não seria diferente.

Esqueça o Pó de Diamante: Tokisada de Aquário controla o tempo!

Esqueça o Pó de Diamante: Tokisada de Aquário controla o tempo!

Odiado por todos a partir do momento que foi mostrado que sua origem conflitava com a série clássica, o ex-discípulo do Mestre Ancião e colega de treinamento de Shiryu, o atual cavaleiro de ouro Gembu de Libra mostrava ser o principal e mais marcante oponente de Ryuhou, que já mostrara uma show de protagonismo na luta contra Paradox.

Porém, mais uma vez as esperanças dos fãs foram frustradas quando ele se mostrou um aliado infiltrado que procurava informações de Marte para passar aos cavaleiros.

É nesse ponto que Medea, mãe de Éden e esposa de Marte, começa a ter uma participação mais ativa que uma simples comentarista das batalhas: com medo que os Cavaleiros atravessem as 12 Casas antes do tempo que Marte precisa para o cosmo da Terra ser sugado, ela decide destruir o caminho que liga Libra a Escorpião, obrigando Gembu a utilizar seu cosmo o resto da batalha para impedir que as 12 Casas sejam destruídas (novamente!).

Mas é ainda em Libra que acontece a primeira e mais frustrante Batalha de Mil Dias, aquela que dois cavaleiros de ouro se enfrentam. Tokisada de Aquário, rival de Haruto e ex-cavaleiro de prata de relógio, é promovido por Medea com a armadura de ouro e é mandado para a Casa de Libra impedir a passagem dos cavaleiros, mas é facilmente vencido por Gembu e logo depois disso, é morto por Haruto em uma batalha realizada em outra dimensão, visto que a armadura de Aquário foi amaldiçoada (!) com o controle do tempo!

Medea é a grande arquiteta dos planos de Marte!

Medea é a grande arquiteta dos planos de Marte!

Ou seja, mais uma vez, o que mais influenciou na história foi o que aconteceu na tangência das 12 Casas. Forçada ao extremo, os acontecimentos de Libra foram precisos para que uma ordem de “chefões” fosse criada nas últimas casas.

A luta em Escorpião poderia ter sido épica e o grande apogeu das 12 Casas, porém, as frustrações dos acontecimentos anteriores e a consciência que Souma ainda não tinha condições de protagonizar uma luta final com um cavaleiros de ouro acabou desmotivando a admiração da batalha.

Também promovida por Medea, Sonia de Escorpião, a ex-amazona de prata de Vespa e filha de Marte, enteada de Medea e meia-irmã de Éden, se tornou a representante da armadura da nona casa do zodíaco.

Dona de uma personalidade assombrosamente devota e submissa aos interesses do pai e da madrasta, Sonia sempre quis ser reconhecida pelo seu trabalho para ter a admiração e o carinho que seus responsáveis sempre deram a Éden.

A falta de inveja, comum em condições como a dela, e o desejo por sempre melhorar faziam da personagem uma das mais interessantes para um desenvolvimento psicológico a longo prazo, ainda mais após os flash-backs que mostraram o sofrimento da personagem ao matar o pai de Souma, Kazuma de Cruzeiro do Sul.

Talvéz pelo excesso de protagonistas ou pela falta de planejamento da série a longo prazo, os roteiristas decidiram matar a personagem em sua cega vontade de mostrar seu valor ao pai, logo após Souma despertar o seu sétimo sentido.

Poderiam ter aproveitado melhor o papel de Sonia na história.

Poderiam ter aproveitado melhor o papel de Sonia na história.

Mesmo que vilã, a personagem se tornou uma segunda mártir da batalha desmedida de Marte e voltou a chamar a atenção para o fim dessa Guerra sem sentido, ainda que, com sua morte, sua participação se tornou vazia ao se avaliar um plano geral e sem idealismo algum na série, que perdeu uma oportunidade de dar uma importante lição de paternidade a grande gama de espectadores da velha guarda da franquia.

FINAL INCLUSIVO

Capricórnio teria sido incluído na parte de meados perdidos se não fosse o fato das batalhas voltarem a ser o foco do enredo com sua participação.

Se Gembu se tornara uma decepção ao se mostrar aliado, Ionia de Capricórnio conseguiu superar qualquer decepção que a série poderia criar: até pior que Ichi de Hidra se voltando contra Atena no arco das Ruínas Antigas: o cavaleiro é um débil-mental devoto de Atena com uma ideia distorcida do que é ser um cavaleiro: fazer Atena parar de sofrer.

E qual a melhor maneira de fazer Saori Kido parar de sofrer? Matá-la e deixar Marte tomando conta do mundo que está um verdadeiro caos.

Deixando o Cavaleiro de lado, a luta valeu a pena por colocar Kouga cara-a-cara com seu cosmo das trevas que Atena havia ocultado ao adotá-lo. Ainda melhor: a batalha ressaltou a importância de Yuna de Águia como amiga do protagonista-mór, já que ela que impediu que ele se entregasse a força malígna.

O cosmo negro de Kouga desperta no fim das 12 Casas!

O cosmo negro de Kouga desperta no fim das 12 Casas!

Prova que Yuna é uma personagem tão interessante que deveria estar na série canônica é que apenas ela e Kouga passaram pela Casa de Sagitário e leram o antigo testamento de Aiolos: Aos valorosos cavaleiros que chegarem até aqui, eu lhes confio Atena. Além disso, é Yuna também que compra a briga na última das 12 Casas.

Amor de Peixes é a concepção ideal do que deveriam ser todos os cavaleiros de Ouro inimigos da série: sangue nos olhos, o irmão de Medea mata Mycenas de Leão quando este descobre que esta está manipulando Marte para que este ressuscite um antigo deus da Mitologia.

Além disso, O Cavaleiro que governa a fascinação e a orientação, como ele mesmo se define, ainda cria avatares dos Quatro Reis Celestiais que combateram junto com Marte na Guerra Santa dos Anos 2000 (Romulus, Diana, Bachus e Vulcanus) para dar conta de Kouga, Ryuhou, Souma e Haruto enquanto ele luta apaixonadamente contra Yuna. Com a audácia da amazona de Águia, ela consegue abrir uma brecha para que Kouga e Éden passem pela casa, abrindo caminho para o arco final, igualmente com o fim de Amor.

RUMO AO PLANETA MARTE!

A batalha final contra Marte e a conclusão da primeira saga de Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega ficaram para um arco próprio, fazendo da Batalha das 12 Casas uma sequência de acontecimentos apenas para batalhas contra os cavaleiros de ouro.

Amor de Peixes sobreviveu a batalha das 12 Casas para concluir o plano de Medea no planeta Marte!

Amor de Peixes sobreviveu a batalha das 12 Casas para concluir o plano de Medea no planeta Marte!

Apesar de interessantes até certo ponto, os dourados de Ômega e o próprio arco, foram cheio de oscilações, desde a personalidade dos personagens, passando pelo objetivo geral da história e a própria motivação dos roteiristas, que por vezes, pareceram perdidos criando situações que, mesmo para um spin-off, fica difícil de se traduzir como algo que conta o futuro das batalhas de Seiya e os cavaleiros de bronze do século XX.

Se em certos pontos os protagonistas puderam se sobressair à falta de razão para sua existência dentro do universo de Os Cavaleiros do Zodíaco (como a batalha de Ryuhou contra Paradox ou do papel de Yuna dentro do desenvolver da batalha de Kouga contra Ionia), muitas das batalhas apenas cansaram suas imagens, como foi o caso de Haruto e suas meia batalhas contra Mycenas e Tokisada, onde mesmo tendo relações tão próximas deste último com seu passado, o contexto ficou amarrado em demonstrações de poder da enxurrada de shonens vazios que o mercado de animações ganha todos os dias.

Se aproveitando de um interesse de longa data dos fãs que sempre sonharam em ver uma nova subida às 12 Casas, tal arco da série Ômega conseguiu se sobressair em audiência, licenciamento e faturamento, algo cada vez mais corriqueiro na serie que cada vez mais parece querer entreter e repercutir, deixando os valores, as lições e, principalmente, os exemplos de amizade e perseverança que cada uma das batalhas contra um signo do Zodíaco deveriam ter.

O planeta Marte ainda prepara grandes revelações!

O planeta Marte ainda prepara grandes revelações!

RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, o arco das Ruínas Antigas

Ao se falar de valor, fala-se de algo muito relativo. Tão difícil é saber o quanto de valor um objeto pode carregar em comparação com qualquer tipo de prognóstico praticado, é fazer a avaliação medindo as qualidades e as virtudes de uma pessoa. Em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, os protagonistas tiveram a chance de compartilhar um mundo novo durante o arco das Ruínas Antigas, e os roteiristas, a chance de valorizar seus personagens.

BRONZE, PRATA E OURO

Uma das características mais marcantes dentro do universo de Saint Seiya é a classificação das armaduras que guerreiros de Atena vestem. No topo da hierarquia, estão os cavaleiros de Ouro, lutadores que dominam a essência do cosmo e seu nível mais elevado. O nível intermediário é formado pelos cavaleiros de prata, com capacidades que variam de líderes de missões, ao treinamento de aspirantes. E no mais baixo nível encontram-se os cavaleiros de bronze, que não por coincidência, são os proagonistas da série clássica e da série Ômega.

Colocando os protagonistas num nível baixo, Masami Kurumada escolheu fazer com que seus personagens trilhassem um caminho que se tornou referência na construção de um mangá shonen moderno: a superação de limites e o amadurecimento físico e psicológico dos personagens, fazendo com que o bronze alcançasse o ouro mesmo ainda sendo bronze.

Em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, a escolha foi bastante similar para a construção da linha evolutiva da narrativa: Kouga, o atual cavaleiro de Pégaso enfrentou em Palaestra (leia a resenha deste arco aqui) vários cavaleiros de bronze para chegar até o segundo arco da história apto para enfrentar cavaleiros de prata.

Haruto de Lobo se juntou a Kouga no fim do arco de Palaestra.

Se a linha de pensamento parece lógica e plausível, a execução da ideia demorou para ser bem transmitida ao espectador, mas todo o desenvolvimento do arco das Ruínas Antigas foi muito bom para amadurecer o roteiro e passar a fazer o que Kurumada sempre fez tão bem desde o primeiro capítulo do primeiro mangá de Saint Seiya.

SUGANDO TODO O COSMO DA TERRA

Tendo início logo após Seiya de Sagitário salvar Kouga e os outros cavaleiros de bronze de morrerem pelas mãos do vilão Marte quando este invadiu Palaestra, o arco das Ruínas antigas começa quebrando mais paradigmas da série clássica e acrescentando mais novos elementos ao enredo.

Após destruir todo o Santuário da Grécia e erguer a Torre de Babel, Marte passa a se utilizar de cinco ruínas elementais para “sugar” o cosmo da Terra e alimentar sua Torre com todo o poder que ele precisa para concluir seus planos malignos. Para que a vida na Terra não se extinga, é necessário que um cavaleiro do mesmo elemento que a Ruína destrua seu núcleo após vencer os guardiões que Marte, pois em cada uma delas, em sua maioria, cavaleiros de prata traidores de Atena que apóiam a causa do marciano.

Dois novos personagens entram para a equipe de Kouga, Haruto de Lobo, um cavaleiro de bronze que Kouga libertou de Palaestra antes de serem salvos por Seiya, e Ária, a candidata de Marte para se tornar a nova deusa Atena.

Ária tem um inimaginável cosmo de luz em seu interior.

Haruto é um ninja (mas não é loiro, nem veste laranja), o que pode parecer muito estranho num primeiro ponto de vista. Encarnando o personagem frio da história, o passado do cavaleiro é marcado por muitas desgraças envolvendo seu irmão e sua antiga vila ninja (!). Mesmo sendo totalmente fora de contexto, o personagem serve para dar um nova dimensão a Cavaleiros com os laços da sua cultura japonesa, que nunca foi colocada em primeiro plano em Os Cavaleiros do Zodíaco.

Ária não só é dona de um esplêndido cosmo do tipo luz, como alguém completa o time perfeitamente, já que sua personalidade é a oposta da de Yuna, sempre muito calma, serena, bondosa e frágil. Além de ser a personagem um componente essencial para que os cavaleiros de bronze consigam desfazer as ruínas dos elementos, ela ainda é o gancho essencial para o começo e o surpreendente final do arco.

REVELAÇÕES COMO OS CAVALEIROS DO PASSADO

Novos conceitos, novos personagens, novos vilões e novo tudo! Mas o que mais se destaca durante o arco das Ruínas Antigas é o encontro dos protagonistas com os personagens da velha guarda.

Além de revelarem e justificarem o porquê de estarem fora de batalha, pincelar um pouco da Guerra Santa do ano 2.000 contra Marte e revelar que um meteoro trouxe Kouga e Ária do espaço, e de quebra ampliar os poderes do vilão de cabeça quente e alterar a forma das armaduras para jóias, são eles que fazem o papel de amadurecer os jovens cavaleiros em sua jornada rumo ao encontro de Atena.

No arco, um flashback revelou o que transformou as armaduras e o que impossibilitou Seiya e os outros de usarem seus cosmos.

Shun de Andrômeda, que virou uma espécie de médico de um vilarejo perto da Ruína da Terra, é quem mostra a Ryuhou de Dragão a importância de se valorizar e confiar na amizade durante uma batalha.

Jabu de Unicórnio, que aparentemente se aposentou de ser cavaleiro após receber a maldição do golpe de Marte, faz com que o ódio que Souma de Leão Menor sente por Sonia, a filha de Marte, seja controlado.

Shiriu de Dragão, que permanece sem os cinco sentidos nos Picos Antigos de Rozan, é quem motiva a Haruto de Lobo a enfrentar seu passado e tomar as rédeas daquilo que acredita.

E por fim, é Hyoga de Cisne que precisa mostrar a Kouga que de nada adianta se lamentar por ter perdido tudo o que ama, pois é da fé e na esperança de um mundo de paz, que os cavaleiros fazem elevar seu cosmo ao máximo!

Apenas Yuna foi quem ficou a mercê de um exemplo original da série. Sua mestra Pavlin de Pavão foi morta por três cavaleiros de prata numa luta injusta e covarde, fazendo com que a guerreira acredite mais em seus ensinamentos que nas regras do Santuário impostas as mulheres.

Pavlin de Pavão conquistou tantos fãs quanto Yuna de Águia!

Além disso, é com o jeito infantil e curioso de Ária, que Yuna aprende os valores femininos e como uma mulher, mesmo lutando pela justiça, deve manter seu lado frágil para não perder sua sensibilidade com os pequenos, porém belos, detalhes da vida.

As ligações de Yuna e Haruto com Marin de Águia e Nachi de Lobo sequer foram citadas, Ikki de Fênix só apareceu nas lembranças dos outros cavaleiros e mesmo Geki de Urso estar preso na armadilha de Marte, um quinto elemento da turma das antigas aparece para ser sensibilizado por Ária, pois diferente de seus nove companheiros de Guerra Galáctica, Ichi de Hidra Fêmea acabou se rendendo as forças do mal.

Que Ichi nunca foi um personagem lá muito popular todos concordam, mas que os roteiristas pegaram pesado com sua participação, isso o fizeram, pois mesmo ele não teria submetido ao que se submeteu em Ômega, onde teve sua personalidade totalmente reformulada.

Sonhando em se tornar o cavaleiro mais forte (e mais belo, argh!) de Atena, o antigo cavaleiro de bronze de Hidra Fêmea aceita de Marte a armadura de prata de Hidra Macho para vencer os cavaleiros de bronze enquanto estes se dirigiam ao Ruína da Água.

De bronze à prata: Ichi decepcionou uma legião de fãs!

Ao final, o cavaleiro parece se arrepender, mas mesmo que pegando o fã de longa data desprevenido com tal contexto para o personagem é muito contestável até que ponto uma nova série deve alterar a personalidade original do personagem para apresentá-la a uma nova geração de fãs.

TEMPO!

Mesmo passando as 6h30 da manhã de domingo no Japão, Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega rendeu uma boa audiência durante a exibição do arco das Ruínas Antigas, tendo seus picos nos episódios com participação de Shun e cia. Isso fez com que a Toei esticasse um pouco o arco, trazendo alguns episódios desnecessários, sendo o principal o episódio em que os seis protagonistas viram empregados em um estabelecimento comercial.

Outro ponto é a trivialidade com que os inimigos aparecem e desaparecem. Muitos cavaleiros de prata em muitos episódios foram criados, mas mal puderam mostrar o que fazem, pois, se no início os primeiros trios de prata que enfrentavam os cavaleiros duraram três ou quatro episódios, muitos dos outros morreram facilmente com um ou outro golpe dos bronzeados, algo que além de estranho, não parece ter sido aplicado no timing correto para o desenvolvimento de poder dos personagens.

Perdendo parte de sua vida, Shun ainda queima seu cosmo para ajudar Kouga e Ryuhou!

Na série clássica, um dos pontos importantes sempre foi como o vilão marca a história. Não é benéfico para uma história como Cavaleiros, onde os fãs aguardam fervorosamente que uma nova constelação apareça junto com o inimigo para poder conhecê-la acabe tão rápido, devido ao formato de episódio fechado que optou-se por fazer a história, sempre com começo meio e fim no enredo próprio do episódio, deixando um curta linha de raciocínio para o próximo episódio.

Além disso, a Toei pecou por vezes ao acabar ampliando os destinos dos personagens fazendo-os se separar de Ária, que em teoria é quem mais deveriam proteger, tanto por sua fragilidade quanto por sem ela não ser possível desfazer o funcionamento das ruínas.

A coisa chega a tal ponto que Kouga e Yuna ficam sozinhas com Ária, abrindo brecha para Éden de Órion recuperar sua noiva e levá-la de volta até a Torre de Babel, onde está toda a família do cavaleiro de bronze, sua irmã Sonia e seus pais Marte e Medeia.

O relacionamento do garoto com sua família é um dos destaques do arco. Éden sempre admirou a força e a sabedoria de seus pais e sempre cresceu tendo sua irmã Sonia de Vespa, amazona de prata que lidera todos os cavaleiros abaixo da classe de ouro. Porém, enquanto seus laços com Ária e a experiência com Kouga e os outros se intensifica, Éden muitas vezes fica em cheque ao julgar as atitudes de seu pai.

Os vários flashbacks que vão contando a personalidade do cavaleiro revelam uma personalidade fraca por trás do título de cavaleiro de bronze mais poderoso. Éden busca uma constante aprovação dos pais, quer ser reconhecido e quer, ao final das contas, formar uma família melhor que a dele, embora o condicionamento sofrido durante sua juventude tenha o formado tão próximo do que é Marte.

FINAL DE TEMPORADA! FINALMENTE CAVALEIROS!

Uma característica marcante nos mangás shonens e principalmente em Os Cavaleiros do Zodíaco é a superação de obstáculos. Mesmo mais fracos que aqueles que enfrentavam, Seiya e os outros sempre tiveram a determinação necessária para aprender a controlar o infinito cosmo que todo ser humano tem para poder, nem que fosse por um milésimo de segundo, superar e vencer o adversário.

Um dos incômodos no arco das Ruínas Antigas foi a falta de superação de personagens. Possivelmente por refletir os acomodados jovens dos anos 10 ao invés dos revolucionários dos anos 80, ou simplesmente por um erro da série, Kouga e os outros venciam, mas não por superar o adversário, mas ou por contar com a ajuda de um cavaleiro veterano (como Shun de Andrômeda) ou por unirem seus golpes para vencer em dupla um único inimigo.

Felizmente, no fim do arco, que também marcou o fim da primeira temporada de episódios, os protagonistas finalmente puderam ganhar a honra de serem chamados de Cavaleiros de Atena.

Éden de Órion era pretendido a se casar com Ária e se tornar o deus do novo mundo criado por Marte!

Enfrentando Marte aos pés da Torre de Babel, os elementos coletados nas Ruínas Antigas geram uma espécie de báculo para Ária. A confiança de Ária em assumir a linha de frente da batalha que parecia estar perdida para Kouga, Souma, Yuna, Ryuhou e Haruto começa a ganhar vida e os cavaleiros de bronze passam a ter uma postura de heroi num texto muito mais próximo ao de Masami Kurumada.

E para finalizar com chave de ouro, a surpreendente morte de Ária pelas mãos de Marte, que diz ter conseguido o que queria ao pegar o báculo da garota, finalmente pode refletir o que é Os Cavaleiros do Zodíaco para a nova geração de fãs: uma série extremamente criativa visualmente, mas também cheia de razão de ser, pois não está atrelada a propósitos vazios, mas nos sentimentos que movem o ser humano a sempre seguir em frente, independente das quedas sofridas.

O arco como um todo foi uma chance que os roteiristas tiveram ao, somar tudo o que aconteceu com os personagens, amadurecer a personalidade de cada um deles e prepará-los para possíveis novos combates que exijam muito mais deles como personagens para conseguir sustentar a série. Mais que isso, foi uma oportunidade dos próprios roteiristas amadurecerem seu conceito sobre o universo de Os Cavaleiros do Zodíaco para continuar com uma história tão épica quanto foi a de Saori, Ikki, Shun, Hyoga, Shiryu e Seiya.

Uma cena clássica dentro de Ômega: Ária e os cavaleiros de bronze!

RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, o arco de Palaestra

“Sempre que as forças do mal tentam dominar a Terra, os cavaleiros de Atena surgem para protegê-la e as cortinas de uma nova Guerra Santa se abrem.” Era com essa frase que em em 1986 estreiou na TV Asahi o anime que emocionou jovens e adultos no mundo todo durantes os anos 80 e 90. Mais de duas décadas e meia depois, a mesma rede de TV japonesa estréia Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega para que novos jovens e adultos sejam apresentados através de Palaestra a um mundo de heróis e vilões, sonhos e esperanças.

SURGE UM NOVO PÉGASO

Parece que foi ontem a primeira vez que Seiya, um orfão japonês enviado ao Santuário da Grécia, sagrou-se campeão em uma disputa de mais de 100 candidatos ao título de cavaleiro de bronze de conseguiu a armadura sagrada de Pégaso vencendo o gigante Cássius.

Se para um japonês isso já faz mais de 26 anos e para o resto do mundo já quase completará duas décadas de histórias incríveis e excitantes, para as crianças da década de 2.000 isso nunca parece ter acontecido.

Rompendo fronteiras desde que começou a ser contada a sua história nas páginas da Shonen Jump, Seiya e os outros cavaleiros de bronze quebraram recordes atrás de recordes em audiência e vendas de bonecos em todo o mundo graças a um história cativante que amadurece a medida que o leitor também se desenvolve.

O novo protagonista é um misto da figura do herói oriental e ocidental.

Porém, assim como são as inúmeras Guerras Santas que Atena travou com diversos deuses por toda a história, a história do Pégaso que subiu aos céus para proteger a sua deusa passou a virar um marco distante da história, mantendo-se na mente dos fãs, mas desconhecido para o público jovem.

Conhecendo o potencial da série, diversas mídias se utilizaram da história de Seiya para gerar novos fãs e novas vendas. A animação da Saga de Hades, o filme Prólogo do Céu, as novas linhas de bonecos, os mangás Episódio G, The Lost Canvas e Next Dimension (este último escrito pelo próprio autor) sempre foram muito bem recebidos pelos fãs de longa data, mas nada que superasse o principal apelo midiático que séries como One Piece, Naruto e Bleach tiveram nos anos 2000: sua presença na TV.

Por até hoje ser uma da séries mais rentáveis da Toei Animation, o estúdio de animação tomou uma decisão inesperada no ano 2012: fazer renascer a história dos cavaleiros de Atena em uma série de tv totalmente nova e atualizada no tempo para os dias de hoje a fim de despertar a identificação com o público mais rentável de animações: as crianças. Nasceu Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega (ou Saint Seiya Ω, no original).

Souma, o cavaleiro de bronze de Leão Menor, é brasileiro!

PALAESTRA

Após uma estréia divisora de águas no segmento de animações japonesas em que a Toei fez simultâneamente uma pré-estreia em cinemas de cinco países (Brasil, França, China, Coréia do Sul e é claro, Japão) espalhados por todo o globo, o primeiro episódio refletiu muito bem o que seria toda a série: uma nova história empolgante com potencial de marcar uma geração mas que não tem uma razão de ser (leia a resenha com as primeiras impressões clicando aqui).

O tempo sempre foi um elemento curioso em Os Cavaleiros do Zodíaco. Fora a localização histórica das Guerras Santas, o ano nunca refletiu muita coisa, já que como num conto cavaleiresco europeu da época do Romantismo, o cenário e o desenvolvimento da história sempre acontece em lugares idealizados, distantes da realidade propriamente dita. Mas metáforas a parte, foi uma boa jogada de marketing fazer como Masami Kurumada, o autor do mangá original, fez nos anos 80, localizar o tempo-espaço na época presente, fazendo com que o espectador se aproxime da história, no caso de Ômega, o ano de 2012.

Além de dar a impressão que os personagens estão lutando em algum lugar do mundo enquanto o espectador assiste sua aventura, parece muito mais crível, do ponto de vista da criança, que a possibilidade de se tornar um herói aconteça com ela.

E o cenário segue a mesma premissa do tempo escolhido: para o primeiro arco não poderia ter sido outro senão um que privilegiasse uma pronta identificação do leitor, uma típica escola japonesa. Após ser sequestrada pelo vilão Marte, o novo protagonista da série, Kouga, vai com a recém herdada armadura de Pégaso para o local de treinamento dos novos cavaleiros: a escola Palaestra.

A rebelde Yuna de Águia se recusa a usar a máscara de amazona.

Fazer amigos, aprender um mundo novo, desenvolver a auto-disciplina. Uma escola ensina tudo isso e muito mais, ainda mais numa escola com alunos multiplos países, de variadas histórias e centenas de contextos sociais. E mais uma vez a Toei acertou para o seu propósito: além de deixar o violento Santuário da Grécia com uma cara de High School Musical (o mais comum entre a variada gama de animes atuais), as diversas nacionalidades dos alunos cavaleiros aproximam os especadores de todo o mundo à história de Ômega.

Se o japonês Kouga é o típico protagonista problemáticos que aprende a superar desafios numa mistura dos estilos mais performáticos dos mocinhos ocidentais e orientais, é o brasileiro Souma de Leão Menor que faz o papel de admirador nato da história dos cavaleiros e o esperançoso personagem inocênte que toda boa história deve ter.

Além do passado de cada um intervir em sua personalidade, o conflito de ideias com o restante da equipe de protagonistas vai desenvolvendo os personagens em Palaestra. A rebelde francesa Yuna de Águia (sim, uma amazona de águia igual a Marin, mas com armadura de bronze ao invés de prata) que se recusa a usar a máscara de amazona e o silencioso chinês Ryuho de Dragão, filho de Shiryu com Shunrey, vão descobrindo, junto a Kouga e Souma o quanto a vida de um cavaleiro pode ser a medida que Palaestra vai sendo tomada por Marte com o passar dos episódios.

Ryuho de Dragão é um ponto de ligação entre fãs do passado e do presente!

Em um ritmo interessante porém previsível e com formato fechado de episódios, as referências a saga original é feita de forma criativa e respeitando a obra original, com direito a um torneio de cavaleiros de bronze, onde em meio a diversos cavaleiros originais de constelações nunca antes exploradas se destaca o intrépido Éden de Órion, o favorito a ganhar o torneio e se tornar um cavaleiro de prata.

OS METEÓROS DE UMA NOVA GERAÇÃO

O primeiro arco de Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega satifaz e tem seus pontos altos. Para os fãs de longa data, sempre que as referências a série clássica são feitas, momentos de exaltação são criadas, e para os novos fãs o conhecimento de um universo rico e até então novo enche os olhos com a qualidade de animação que não se via da Toei a anos.

As mudanças estruturais e os conceitos quebrados podem incomodar os fãs de longa data mas se adaptam a nova geração e apesar da razão de ser da série ainda não estar muito clara nesses primeiros 10 episódios que contemplam o arco em Palaestra, e o vilão ainda parece muito capenga se comparado a Saga de Gêmeos, Éris, Poseidon, Abel, Hades ou outros que Seiya e os outros já enfrentaram, mas se o objetivo deste spin-off é reascender a chama da série num novo público, a Toei está fazendo um belo trabalho com a série.

O arco de Palaestra teve a função de apresentar os personagens da história.

7º Jund Comics marcou a Virada Cultural Paulista em Jundiaí

Você está andando pela cidade, a pé ou de carro tanto faz, junto com seus amigos, vizinhos, família ou mesmo sozinho e de repente percebe uma aglomeração nas próximas esquinas. Nada mais comum, afinal está acontecendo a Virada Cultural Paulista 2012 na sua cidade e nada mais natural que muita gente saindo ou entrando de uma peça de teatro ou derivado. Mas para sua surpresa, você vê brilhar bem na sua frente um símbolo que sempre lhe fez sentido desde criança, uma figura que você sempre quis estr frente a frente ou até mesmo ser ele! Você está frente a frente com seu herói favorito na Parada Cosplay do 7º Jund Comics.

O efeito surpresa, a lembrança da infância, o brilho nos olhos das crianças e as brincadeiras dos atores foram só alguns dos elementos que compuseram a magia trazida pelos super-heróis à Jundiaí durante o 7º Jund Comics, evento que aconteceu em Jundiaí-SP nos dias 19 e 20 de maio durante a Virada Cultural Paulista 2012.

Com atrações voltadas diretamente para o público fã de histórias em quadrinhos e desenhos animados como workshops, maratonas de desenho e palestras com profissionais da área, o evento também causou furor entre o público casual com a mostra de action figures e os badalados Concursos e Paradas Cosplay.

Cosplay é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por “representação de personagem a caráter”, e tem sido utilizado no original, como neologismo, conquanto ainda não convalidado no léxico português, embora já conste doutras bases, para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional, concreto ou abstrato, como, por exemplo, animes, mangás, comics, games ou ainda de grupos musicais — acompanhado da tentativa de interpretá-los na medida do possível. Os participantes (ou jogadores) dessa atividade chamam-se, por isso, cosplayers.

Com um duplo horário, sábado as 20h30 e domingo as 14h, a Parada Cosplay levou aos três pontos culturais de Jundiaí, o Parque da Uva, o teatro Polytheama e o Centro das Artes, os personagens mais famosos das histórias em quadrinhos, mangás e animes. Do lado ocidental, estavam presentes, entre outros, The Flash, Lanterna Verde, os mutantes de X-Men, o Harry Potter, Scooby Doo e o Capitão América e do oriental do mundo, os cosplayers trouxeram os personagens de olhos puxados mais famosos do mundo, onde se destacaram os personagens de Naruto, Bleach, Super Mario e Os Cavaleiros do Zodíaco.

Para finalizar o evento, um concurso com votação popular premiou os cosplayers que mais se aproximaram do personagem original e que mais cativaram o público. Com performances teatrais, de improviso e um jogo de perguntas e respostas, sagrou-se campeã do concurso a pequena Thayra Viviane, 5 anos, com o cosplay de Saori Kido, a deusa Atena da febre dos anos 90, Os Cavaleiros do Zodíaco.

Com cosplayers de todas as cidades da região de Jundiaí, e outros vindos das cidades de Campinas e São Paulo, o evento contou com cerca de 40 atores que fizeram a festa de todos que passaram pela Virada Cultural Paulista 2012 e que fizeram do Jund Comics um evento para ser repetido por vários e vários anos.

Abaixo fotos dos cosplayers tirada por Bábara Pergunta (do blog “o Bonde Andando“), Henrique Adonay, Jaqueline Barbosa e Davi Junior (eu).

Saint Seiya Ômega: primeiras impressões

Estreiou nesse 1º de abril (é verdade!) a nova animação produzida pela Toei Animation da meteórica franquia de Saint Seiya, ou Os Cavaleiros do Zodíaco no ocidente, intitulada Saint Seiya Ômega. Após tanta repercussão com diversos elementos que comporiam a série e uma avant-premier que entrou para a história da nipo-animação no Brasil, é hora de avaliar as primeiras impressões do trabalho final, que mesmo planejado para durar 52 episódios, já dá seus primeiros sinais de sucesso.

O ENREDO

Certamente o maior dos medos dos fãs de longa data residia no enredo que a trama traria para a franquia. A data escolhida para se passar a história (nos tempos atuais em 2012) e a envelhecimento que todos os personagens sofreriam já soava desagradável. Após saber de um novo Pégaso, de um filho de Shiryu e de um inimigo com cara de Digimon, a tensão só aumentou.

No primeiro episódio, não aconteceu nada que abalasse o conceito geral da obra. Kouga, um jovem criado na Mansão Kido por Saori e treinado por Shina de Cobra (ou Serpentário, no original) se recusa a se tornar um cavaleiro por não saber exatamente do que isso se trata. Sem conhecer Seiya, ele pouco se importa com o fato de ter sido criado quando criança por ele.

Se o treinamento que ele recebe não é o que mais lhe agrada, o jovem nutre profunda admiração por Saori, que o criou desde bebê. Apesar de não deixar claro no primeiro episódio, a deusa está sofrendo de algo que deixa seu corpo com uma aparência muito próxima das galáxias que formam o corpo de Marte, o vilão da história que, até onde se sabe, matou Seiya quando este tentou matar Kouga.

Sem Santuário e concentrado na conceitualização do protagonista e nos conceitos básicos da história (como a fonte da Cosmo Energia) que os novos telespectadores do Japão não estão acostumados, o episódio terminou com Kouga vestindo a armadura de Pégaso, que não tem mais a forma object e nem urna, agora guardada dentro de um cristal que Saori lhe entregara pouco antes de Marte ressurgir, vencer Shina e tentar sequestrar a deusa Atena.

Seiya agora veste a armadura de ouro de Sagitário!

Terminando com aquele gostinho de “quero mais” que a série clássica tanto tinha e que as novas produções da franquia pouco conseguiram alcançar, o início de Saint Seiya Ômega começou diferente de tudo o que já foi visto em Saint Seiya, mas com o espírito que todos os fãs queriam ver.

A ANIMAÇÃO

Um dos grandes impactos do anúncio da nova série foi a profunda transformação que alguns personagens passaram com o novo traço adotado pela Toei Animation. A nova roupagem não só deu nova cara aos personagens já conhecidos dos fãs, como também redefiniu as armaduras e o estilo do inimigo.

A começar por Saori e Seiya, que agora com 38 anos deveriam trazer um traço mais maduro caso alguma mudança nos seus traços fossem feitos, o novo conceito foi simplificado demais. Mesmo com os olhos parecidos com o que eram desenhados na série clássica, o formato da boca, do nariz e a magreza do corpo chegam a incomodar.

O perfil até colabora para o design de novos personagens, mas parece ter tirado aquele ar doce e sereno que Saori costumava ter e a emoção latente que o rosto de Seiya sempre expressava. A impressão que dá é que os desenhistas preferiram “caprichar” no traço de Kouga para que este logo se destacasse entre os novos telespectadores da saga e logo ganhassem sua preferência.

Mas nem tudo são rosas negras, pois a qualidade da animação surpreendeu muito. Apesar do traço utilizado ser muito próximo das produções mais infantis da Toei, a série é madura o suficiente para agradar a fãs de todas as idades, tanto em enredo quanto em qualidade de imagem.

Mais madura, o traço de Saori Kido, a Atena, estranha a primeira vista.

A qualidade movimentação dos personagens enche os olhos de qualquer um que assista ao episódio, principalmente após um trabalho tão estático da Toei com OVA’s das fases Inferno e Elíseos de Hades. A somatória da dinâmica com o traço ainda não chega ao nível de estúdios como o Mad House ou Studio Ghibli, mas estão na mesma qualidade das atuais animações do Estúdio Pierrot.

A TRILHA SONORA

Para quem esperava uma nova música de abertura, “caiu do Pégaso” quando foi anunciado que Pegasus Fantasy seria mais uma vez o tema de Saint Seiya. Depois, mais uma queda sofreram todos que escutaram a versão cantada por Shoko Nakagawa (nova dubladora da Saori) e Nobuo Yamada.

Começando por um melodia leve e emocional por Shoko, a música ganha toda a força e o dinamismo da voz de Nobuo Yamada, entrando em êxtase total com a combinação dos dois no refrão da música.

E como BGM’s (Background Musics), foram utilizadas muitas músicas inéditas e novas roupagem para velhas trilhas conhecidas do público compostas pelo premiado compositor Seiji Yokoyama ainda nos anos 80 durante a produção da série clássica.

DESTAQUES E DESASTRES

Algo muito, mas muito interessante aconteceu após eu assistir o primeiro episódio de Saint Seiya Ômega: nunca, em já quase 20 anos como fã da série, eu havia notado como a personagem Shina de Cobra é interessante. Extremamente habilidosa, honrando seu título de amazona de prata com capacidade para ser mestre, a breve troca de golpes com Marte e a sua astúcia ao treinar Kouga demonstraram como ela foi uma personagem mal aproveitada durante todo o desenvolvimento da série clássica.

Também temos o detalhe da armadura. Armadura essa que ainda parece estranha de se guardar num pingente de um colar. Atire uma pedra o fã que nunca ficou analisando parte por parte os encaixes do object da armadura no cavaleiro. Masami Kurumada, o autor da série, fez escola ao criar as armaduras que desmontadas se tornavam figuras de constelações, mas parece que a nova geração de fãs não terá tal experiência.

Com tal alteração na montagem das armaduras, fica inclusive uma dúvida nos produtos a serem lançados. O hobby de montar um Cloth Myth é comparável ao de colecionadores de automodelismo, que transpassa para a figura um pouco da sua paixão pelo esporte. Será que os novos bonecos da Bandai trarão junto com o novo conceito do anime uma nova forma de action figures de Os Cavaleiros do Zodíaco? É esperar para ver.

E já que o assunto são armaduras, muito interessante a ideia que adotaram para Kouga, Shina e os outros protagonistas. Próximo do que era na série clássica, porém mais dinâmico e arrojado, os trajes são perfeitos para cair no gosto da garotada japonesa e ser aprovadas pelo fãs da velha guarda.

Shina foi o destaque do primeiro episódio!

Como o traço das armaduras varia bastante de acordo com o autor que escreve para a franquia (vide o Episódio G) é muito viável que Ômega não repita as velhas fórmulas da série original. O único porém foi a armadura de Sagitário de Seiya: as asas muito retas e a espécie de cachecol que fica no colarinho da armadura ficaram um tanto quanto exageradas, não acompanhando o dinamismo das demais armaduras.

Outro ponto positivo foi Kouga, que mesmo carregando nas costas o legado de Tenma e Seiya, conseguiu se mostrar um protagonista interessante, com um passado a ser conhecido e uma personalidade contestadora capaz de chamar a atenção de novos fãs e honrar a armadura de Pégaso.

Não que a proposta da série consiga me agradar, mas o enredo em geral foi muito positivo dentro da mesma. Toda a história precisa de um motivo para ser contada, e a de Saint Seiya é a história de Seiya. É difícil imaginar que após tantos fenômenos ocorridos com os cavaleiros nos anos 80, o ciclo de Guerras Santas continuaria, o final de Saint Seiya sempre me pareceu perpetuar o fim da história. Logo, a história de Ômega me parece algo incabível, do nível de fanfics sonhadoras que gestalticamente quiseram seguir com a história com os cavaleiros de bronze na vestimenta de ouro.

Porém a proposta da série está aí e não adianta colocar as possibilidades virtuais que a série clássica dá para seguir com o enredo. Para avaliar Ômega, é necessário tomar por base a essência do universo de Ômega.

Kouga sente o peso de se tornar cavaleiro.

COSMO FINAL, AFINAL

Saint Seiya Ômega nasceu em um momento oportuno, e por isso mesmo é uma série oportunista. Não que isso seja ruim, todo anime é criado para gerar retorno para todas as partes envolvidas e a comemoração de 25 anos da série (na verdade em 2012 já são 26!) é uma situação que não pode ser disperdiçadas.

Para a Toei, criar algo novo de Saint Seiya é sempre uma maneira de colocar os holofotes em cima dela, a obra é consagrada dentro e fora do Japão e, com excessão dos EUA, é (junto com Dragon Ball Z) o principal cartão de visita do estúdio em todo o mundo.

O formato adotado em Saint Seiya é claramente voltado ao público internacional, com personagens com nacionalidades dos principais países em que a franquia faz sucesso, inclusive o Brasil.

O tom da série é muito próximo da emoção passada pela série clássica, ponto que considero o mais relevante em sua produção. Os efeitos especiais estão dentro do parâmetro que os japoneses costumam assistir, os personagens são cativantes e o ambiente é propício para que a franquia ganhe novos fãs no Japão e no mundo.

São apenas dois os pontos que podem barrar o sucesso da série. O traço muitas vezes é irritante e infantil, com narizes pontiagudos, falta de detalhes e certas deformidades, imperceptíveis para crianças abaixo de 10 anos, mas que incomodam os fãs de animação de longa data.

E por fim, o enredo que, apesar de bem contado, mediocriza a franquia no geral, transformando-a cada vez mais em produto (como são os tokusatsus da Toei, as séries Digimon e as produções de Transformers) e menos em fantasia, utilizando-se do racional sistema de Guerras Santas que Masami Kurumada criou para dar continuidade a série ao invés de encerrá-la como um épico.

Írá Kouga dar continuidade ao legado do lendário Seiya?

Sabendo como os japoneses são mestres na arte de contar histórias, é certo que Saint Seiya Ômega será mais uma produção genial. Mas se ela terá a mesma força motriz que comoveu o mundo e se ela é digna de continuar o legado iniciado nos anos 80, só o tempo irá dizer ao longo dos próximos 51 episódios da série.

Novo filme CG para adultos, novo anime para crianças e Masami Kurumada consegue transformar Saint Seiya em Transformers…

Que 2011 seria um ano especial para Cavaleiros disso ninguém tinha dúvidas. Mas que grande parte das novidades só seriam concretizadas mais tarde também não seria novidade, já que a maioria das grandes produções foram iniciadas no próprio ano de 2011.

Assim, logo agora, no início de 2012, Masami Kurumada já pôde aprontar das suas e fazer o mais inesperado anúncio para a série: além do filme em CG (já anunciado no ano passado), Saint Seiya ganhará em 2012 uma nova animação.

Até aí tudo bem, afinal quanto mais animações de Os Cavaleiros do Zodíaco melhor! Todos os fãs aguardam ansiosos a terceira temporada de The Lost Canvas pela TMS, o anúncio de uma animação para o Episódio G, para o Gigantomachia, para o Next Dimension, para alguma das inúmeras guerras anteriores (talvéz até mitológicas) citadas durante o mangá e até, porque não, um remake da série clássica.

Mas o anúncio do roteiro da história foi de cair o queixo! Ninguém esperava a produção de um anime produzido pela Toei Animation com uma tmática voltada às crianças, algo entre Pretty Cure e Digimon, mais especificamente algo para o público entre 6 e 12 anos.

A nova animação recebe o nome de Saint Seiya Ômega. Ômega é a última letra do alfabeto grego, seria uma referência ao enredo da história, que se passará no futuro de Seiya e cia. E se você espera descobrir o que aconteceu com os cavaleiros de Atena em suas lutas contra os 12 deuses do Olimpo após a saga de Hades, pode tirar seu Pégaso da chuva, pois a história tem um quê de alternativo maior do que você pode esperar.  Olha só o quem são os personagens da história:

Seiya é o atual Cavaleiro de Ouro de Sagitário.
– O atual cavaleiro de Pégaso cham-se Kouga, filho adotivo de Saori Kido, que continua como Atena.
– Os melhores amigos (e irmãos de criação) de Kouga são Soma de Leão Menor e Ryuuhou de Dragão.
– A amazona de prata de Águia não é Marin, não usa máscara e chama-se Yuna.
– Ainda haverá a participação de Eden de Órion e Haruto de Lobo.
– O deus Ares será o vilão.

Saint Seiya Ômega: Kouga é Pégaso e Seiya é Sagitário!

Impossível não comparar este anime as investidas mercadológicas que a Hasbro faz com Transformers. Sempre que seus robôs gigantes estão com baixas vendas, uma nova animação spin-off é criada para alavancar as vendas. Seja com animais, no futuro ou no passado, os spins de Transformers servem com um verdadeiro caça-níquel e muitas vezes deixam o enredo de lado.

Analisando as últimas investidas de Kurumada com a franquia de Saint Seiya, a coisa parece seguir pelo mesmo caminho. A produção capenga de Hades Inferno e Hades Elíseos, o pouco apoio comercial a The Lost Canvas por parte do autor, a troca de dubladores, a demissão de Shigeyasu Yamauchi e o enredo apelativo de Next Dimension estão fazendo que a franquia cada vez mais perca em qualidade e ganhe em somas de dinheiro.

Saint Seiya Ômega parece vir apenas para completar um nicho que Kurumada ainda não tinha: o de crianças abaixo de 10 anos. Enquanto a série clássica vende para a fanbase de saudosistas, The Lost Canvas capta um novo público shonen e shoujo e o Episódio G cuida do público mais maduro.

Mercadológicamente a estratégia é muito boa. Vários produtos para vários nichos. Mas não seria melhor manter o nível do que já se tem antes de se aventurar a conquistar novos territórios?

Até agora os fãs não tiveram uma animação decente de Hades Inferno e Elíseos, a série clássica carrega o esteriótipo de “velha e ultrapassada” quando  é comercializada e exibida em países estrangeiros, o Prólogo do Céu (a melhor produção que Cavaleiros já teve) foi desvinculado do canône da história para dar lugar a um Next Dimension com ritmo de publicação mais baixo que Hunter X Hunter… Mas mesmo com tantos buracos a seres completados a aposta é uma animação totalmente nova e descabida que será 100% spin-off e chega para vender o universo para um público desinteressado na série…

O jeito agora é torcer para que o novo público realmente seja atingido e a franquia de Saint Seiya possa ter uma reerguida no Japão e no mundo. Mesmo com um horário ingrato, sendo exibido as 6h30 da manhã, vale lembrar que a série passará no domingo, dia que a tv japonesa mais tem audiência, podendo ser um indício que a Toei Animation realmente quer que o anime vá para frente.

Saint Seiya The Movie: a única esperança por qualidade e uma boa produção?

Entrementes, também devemos torcer para que o filme em CG, que teve uma nova imagem (espetacular, por sinal) seja realmente uma produção de qualidade e não mais um caça-níquel que os fãs mais maduros se acostumaram a cair.

E quem sabe num período próximo poderemos ver Saint Seiya em grandes produções (também caça-níqueis, verdade… mas pelo menos com qualidade a la Steven Spielberg) e ver Masami Kurumada assinar de vez o tratado Transformers para Seiya e os outros.

REVIEW: Gakuen Tokusou Hikaruon

Um mundo onde todas as pessoas são iguais, pensam iguais e agem iguais. Todos de face apagada, todos da mesma cor, caminhando para direções diferentes mar para chegar ao mesmo lugar. Um jovem diferente sentado ao redor de todos leva as mãos a cabeça, pensativo, desesperado por parecer ter percebido o estado de latência da sociedade. Num ato irresponsável ele sai correndo e salta a frente de um trem. Todos ao redor se espantam com a morte prematura de um estudante do colegial. É com um clima denso e pesado que começa a história de Gakuen Tokusou Hikaruon, uma mistura de anime e tokusatsu que teria tudo para gerar uma nova tendência no mercado da animação japonesa, mas que se limitou a apenas um OVA lançado em 1987.

ANIMESATSU

Mesmo que o conceito não tenha pegado, Hikaruon foi a obra que mais conceituou o termo animesatsu, um espécie de mistura dos gêneros anime e tokusatsu. Produzido, roteirizado e dirigido por Kazuhiro Ochi, mesmo diretor de Transformers e Sailor Moon, o OVA (Original Video Animation, ou seja, videos produzidos diretamente para home-video, sem passar pelo cinema ou TV) o anime prestou uma homenagem e tanto para os heróis da franquia Metal Hero de tokusatsus, além de alimentar a curiosidade dos fãs sobre como ficariam seus heróis se produzidos em traço e tinta.

Em uma primeira impressão, não é dificil que o fã fique tentando entender em qual herói Hikaruon foi baseado, isso porque o personagem tem um pouco de cada um dos cinco Metal Hero’s que o precederam. A armadura do heróis é muito similar a d’O Fantástico Jaspion, porém, as cores lembram muito o Detetive Espacial Sharivan. Até a vinheta de chamada para comercial, tão comum nesses tokusatsus, está presente em Hikaruon, mesmo esse não tendo intervalo comercial por se tratar de uma produção em vídeo.

Até o nome do personagem principal não foi escolhidoa toa. Hikaru é uma homenagem ao ator Hikaru Kurosaki, nome artistico de Seiki Kurosaki que interpretou o Jaspion em 1985.

Mesmo a ajudante do heróis não foge das similaridades com o mundo de carne e osso. A atitude de Azumi lembra muito Anri e Diana, as ajudantes de Jaspion e do Guerreiro Dimensional Spielvan, tanto em atitude como no papel que desempenhavam na história.

A transformação de Hikaruon lembra muito lembra Spielvan, mas tem traços de outras animações também.

Mas não é só do mundo do tokusatsu que Hikaruon tirou suas referências, é muito fácil assimilar a aparência do heróis a do protagonista d’Os Cavaleiros do Zodíaco, Seiya de Pégaso, mesmo que o desenhista do OVA não seja o mesmo do anime dos cavaleiros de Atena. Além da aparência, a coreografia de transformação lembra muito o traçar dos 13 pontos da constelação de Pégaso que Seiya fazia para lançar seu meteóro de Pégaso. É bom lembrar que no ano de produção de Hikaruon, foi no ano em que Os Cavaleios do Zodíaco bombavam de audiência na TV japonesa e na venda de bonecos, se uma produção conseguisse pegar o carisma que a série passava ao spectador, seria sucesso na certa.

LUZ, CÂMERA E…  SOM?

Quem assiste aos primeiros minutos de Hikaruon fica na dúvida se a produção é realmente uma espécie de tokusatsu em formato de anime, já que mesmo as histórias dos anos 80 sendo um pouco mais maduros que os do século XXI, o clima infantil e inocênte que permeia os tokusatsus estão bem distantes do início sórdido da produção.

O clima de herói em roupa metaltex só entra em sua abertura cantada por Akira Kushida, o mesmo das aberturas de Gavan, Sharivan, Sheider e de inserções em Jaspion e Spielvan. Para os ouvidos mais sensíveis, é fácil de notar a semelhança do tema de Hikaruon com o de Sharivan, em muitos momentos a vontade é começar a cantar “Shine shine shine Sharivan shine (shine!)“.

E a semelhança musical não para por aí, todas as músicas de back-ground foram recicladas dos Metal Hero’s, sendo os temas de Jaspion a comparação mais comum, principalmente durante a perseguição de carro que o herói sofre.

DETETIVE ESCOLAR

Diferente da temática a la Star Wars que os tokusatsus dos anos 80 costumavam ter, Hikaruon optou por trazer a temática dos tokusatus para um ambiente mais anime. Isso porque a primeira apareição de Hikaroun acontece quando o heróis é transferido para a escola que o garoto que se suicidou no preview da história estudava.

A trama adulta nota-se quando violência e cenas de nudez começam a ser largamente utilizadas.

Logo o clima pesado do local pode ser notado e é a YaYoi, após quase ser estuprada dentro da sala de aula, que dá detalhes do porque de tantos estudantes morrerem de medo dos alunos mais valentões.

A escola é parte de um esquema de gangues que trafica armas e drogas e comete todo tipo de barbaridade na cidade, não temendo a policia ou a justiça. Os valentões, que aparentam ter muito mais idade do que o comum para um estudante, são alguns dos líderes da gangue.

Essa temática mais adulta mostra que o público-alvo da produção, apesar de ser feita aos moldes de produções mais infantis, visa um público mais adulto, em geral aqueles que se entretinham com produções como Akira, Ghost in the Shell e outras produções cyber-punk da época. Os maltratos que Yayoi e Azumi, a ajudante de Hikaruon, sofrem durante os ataques dos vilões da história não são comuns mesmo em animes shonen, com várias cenas de nudez e animações violentas.

O sobrenatural entra na história para fechar o ciclo da mistura animesatsu, levando o enredo hard-core da cidade sem lei até os monstros sobrenaturais comuns em tokusatsus e que muito lembraram La Deus e os monstros enfrentados pelo Comando Estelar Flashman.

PORQUE NÃO PEGOU?

Apesar da qualidade excepcional para a sua época, uma história madura e conceitos que atraiam uma gama bem variada de público, Hikaruon ficou privado aos seus 30 minutos de OVA. Os motivos, apear de nunca terem sido revelados, não são muito dificeis de se entender.

Dos anos 70 para os anos 80 todos os gêneros de tokusatsu começaram a perder a audiência exorbitante que tinham em seu início, mesmo assim esse tipo de programa ainda servia para o que foram criados: vender bonecos dos heróis e alimentar a indústria de brinquedos.

As referências do anime são inúmeras, Saint Seiya é só uma delas.

Caso séries como Hikaruon se multiplicassem na TV japonesa, não seria dificil que a queda dos heróis em carne e osso chegasse ainda mais fundo.

Divagando um pouco poderia se chegar a conclusão que a indústria talvéz não perdesse com tal mudança, que houvesse apenas uma troca de foco nos produtos. Porém, a indústria do anime já estava dando conta, e muito bem, da demanda para esse segmento (os bonecos diecast de Os Cavaleiros do Zodíaco que o digam). Assim correr o risco de aumentar a concorrencia e de perder um nicho específico como o de tokusatsu não seria nada atrativo.

A impressão que dá é que Hikaruon foi uma espécie de episódio piloto que foi negada a produção devido aos problemas mercadológicos que a industria de brinquedos poderia passar, mas que mesmo assim foi lançado em formato OVA pela alta qualidade da produção, tanto em enredo, como em animação.

Os fãs agradecem, mas pedem mais.

Campanha “Queremos Saint Seiya dublado em português no PS3”

O site CavZodíaco iníciou há pouco tempo uma campanha audaciosa: unir os fãs brasileiros para convencer a produtora de jogos Bandai/Nanco a lançar no Brasil uma versão com áudio em português do jogo Saint Seiya Senki. Confira abaixo os detalhes da campanha:


INTRODUÇÃO
Como todos os fãs já sabem, no dia 23 de Novembro de 2011 será lançado, no Japão, o jogo Saint Seiya Senki, o primeiro jogo da série para o console PlayStation 3 (a versão européia, intitulada Saint Seiya Sanctuary Battle será lançada apenas em Fevereiro de 2012).

Como o jogo está sendo muito aguardado pela comunidade de fãs brasileiros e amparado por um entrevista realizada pelo portal UOL com o produtor do jogo, o sr. Ryo Mito, durante o evento Tokyo Game Show 2011, que sinalizou a possibilidade de no futuro termos uma versão em português (legendada e/ou dublada) desde que a “voz” dos fãs brasileiros chegassem até eles, o site CavZodíaco decidiu criar a campanha Queremos Saint Seiya dublado em português no PS3. Confira abaixo o release oficial do site sobre a campanha:

A CAMPANHA
A ideia é mostrar para a Bandai/Namco de que existem muitos fãs brasileiros dos Cavaleiros do Zodíaco e que eles comprarão a versão em português (via mídia do jogo ou via PSN) caso esta seja produzida. Para isso, pensamos que um simples abaixo assinado não irá surtir efeito, tendo em vista que nos dias de hoje pode ser facilmente burlado (repetições de cadastros, cadastros falsos etc). Sendo assim, foi pensado em uma maneira mais efetiva de mostrar que além de existirem muitos fãs no Brasil, eles consomem produtos originais da série, dando uma importante contribuição para o mercado internacional e para a continuação e lançamentos de novos produtos.
Na página da campanha (clique aqui), haverá um mural com fotos dos fãs ao lado de um ou mais produtos originais da série. Vale qualquer produto (nacional ou importado), mas desde que seja original. Caso não tenha, vale pegar o produto emprestado com o amigo, parentes etc, desde que o fã apareça na foto prestigiando um produto original. As fotos deverão ser enviadas para o E-Mail abaixo, com Nome Completo, CDZID (código de cadastro do site CavZodíaco, se o fã for cadastrado no site, caso contrário não é necessário enviar), Idade, Cidade e Estado. Os fãs podem ajudar também através das redes sociais, divulgando a campanha e a hashtag #saintseiyadubladops3. Além das fotos, o barulho nas redes sociais será fundamental! Lembrando que não temos garantia alguma de que esta campanha dará certo, mas iremos tentar da mesma forma já que no final ganharemos também uma seção especial com as coleções dos fãs que ficará eternizada para sempre!

APOIO DO BLOG NEXTCONQUEROR
Tanto por ser um fã inveterado de Saint Seiya, como para dar apoio à genial campanha do CavZodíaco, resolvi postar as minhas fotos aqui e nas redes sociais a qual participo. Surgiro que fãs blogueiros, vlogueiros e possuidores de demais canais na rede façam o mesmo para ampliar as extensões da campanha.

Conrad editora volta a ativa: Episódio G e Gen estão de volta as bancas, mas One Piece e Dragon Ball se despedem da editora

Em uma declaração dada a imprensa nesse dia o4 de maio (clique aqui para conferir) a Conrad Editora, após 4 anos sem novidades e com a maioria de seus mangás sem novos números, esclareceu os problemas que a vinham interferindo  por esse período.

A editora foi comprada em 2008 pela editora de livros didáticos IBEP, após uma grave crise financeira que teve inicio em 2006. Mesmo com algumas boas investidas no mercado, que incluem principalmente a retomada de algumas publicações e o lançamento de manhwas, a editora só pode regularizar a situação agora.

Confira abaixo como ficarão as principais séries da editora:


Esta talvez seja a melhor notícia que a editora trouxe com seu comunicado. Após quase 5 anos sem novos números, a Conrad Editra volta a publicar o mangá Os Cavaleiros do Zodíaco Epísódio G, spin-of da série original que a história de Aiolia de Leão e os demais cavaleiros de ouro na sua luta contra Cronos e os titãs, tudo isso seis anos antes do início da série de Seiya e os outros.

O mangá era o mais vendido no Brasil na época em que foi pausado, rendendo a editora novas impressões de alguns números e edições (em pack) para colecionadores. Apesar de ainda não ter uma data definida, o mangá volta às bancas e lojas especializadas ainda nesse primeiro semestre de 2011, continuando do número que parou.

Todas as edições contam com a revisão do site CavZodíaco que já acompanhava a editora antes mesmo da pausa na publicação.

Gen – Pés Descalços foi uma publicação que chamou a atenção do mundo por contar a história auto-biográfica do autor Keiji Nakazawa durante suas expriências durante a II Guerra Mundial.

A Conrad já havia publicado o manga por aqui seguindo a edição americana. Agora a editora trará o mangá em seu formato original japonês também ainda nesse primeiro semestre de 2011.

Essa pegou de surpresa até mesmo os mais desesperançosos. O hit seinen Battle Royale também voltará a ser publicado de onde parou a partir do segundo semestre deste ano.

Battle Royale é o mangá baseado no livro de mesmo nome que conta a história de jovens de 15 e 16 anos que são levados a ilha Okishima onde participarão de um macabro jogo de sobrevivência onde apenas um sobreviverá.

Infelizmente nem tudo são boas notícias. Por, como a própria editora declarou, exigências impossíveis de serem feitas, a Conrad Editora cancelou seu contrato com a editora Shueisha, a maior e mais tradicional editora de mangás do Japão.

Com o cancelamento do contrato, é certo o cacelamento de One Piece e Dragon Ball Edição Definitiva, além de impossibilitar novas edições de tantos outros títulos que possuia a Conrad, como Os Cavaleiros do Zodiaco (clássico, não o Episódio G), Slam Dumk e Dr. Slump.

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Também foram confirmados o cancelamento dos títulos da editora Shogakukan, que pertence ao mesmo conglomerado editorial da Shueisha. São três os títulos: Sanctuary, escrito por Sho Fumimura e desenhado por Ryoichi Ikegami, Monster, de Naoki Urasawa, e MegaMan NT Warrior, de Ryo Takamisaki.

Ainda não se sabe detalhes de outros títulos pausados da editora, como Nausicaä do Vale do Vento e Vagabond, mas em breve a editora deve trazer mais iformações sobre os títulos.

A volta da Conrad Editora ao mercado de mangás e com títulos de peso, mesmo que tendo que cancelar alguns de seus principais títulos, é uma grande notícia para os fãs em geral. A Conrad foi a pioneira em trazer o mangá para o Brasil e a responsável por fazer desse gênero o fenômeno de entretenimento que é.

Boa sorte Conrad e que essa nova fase seja regida por muitos bons agouros.

Divulgada as datas das apresentações internacionais do Anime Friends 2011

A Yamato Corporation divulgou as datas dos shows das atrações internacionais do Anime Friends 2011 em uma, sutil, atualização no site oficial. Confira:

SUPER FRIENDS SPIRITS
INGRESSO R$30,00
DIA 17 de julho (domingo)

APRESENTANDO:
– Nobuo Yamada: intérprete de Pegasus Fantasy, Blue Forever, Never, Bokenger, Goseiger entre outros.
– Takayoshi Tanimoto: intérprete de Dragon Soul, Yeah Break Care Break e o tema de digievolução de Digimon Tamers.

*especula-se que mais um animesonger (ainda não revelado) se apresentará junto dos dois artistas no Super Friends Spirits.


YAMATO MUSIC STATION
INGRESSO R$30,00
DIA 16 de julho (sábado)

APRESENTANDO:
– M.O.V.E.: Dogfight, Nobody Reason, etc…
– Kaya: VK Music.

*especula-se que os artistas se apresentarão em dois shows separados no mesmo dia.