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RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, o arco das Ruínas Antigas

Ao se falar de valor, fala-se de algo muito relativo. Tão difícil é saber o quanto de valor um objeto pode carregar em comparação com qualquer tipo de prognóstico praticado, é fazer a avaliação medindo as qualidades e as virtudes de uma pessoa. Em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, os protagonistas tiveram a chance de compartilhar um mundo novo durante o arco das Ruínas Antigas, e os roteiristas, a chance de valorizar seus personagens.

BRONZE, PRATA E OURO

Uma das características mais marcantes dentro do universo de Saint Seiya é a classificação das armaduras que guerreiros de Atena vestem. No topo da hierarquia, estão os cavaleiros de Ouro, lutadores que dominam a essência do cosmo e seu nível mais elevado. O nível intermediário é formado pelos cavaleiros de prata, com capacidades que variam de líderes de missões, ao treinamento de aspirantes. E no mais baixo nível encontram-se os cavaleiros de bronze, que não por coincidência, são os proagonistas da série clássica e da série Ômega.

Colocando os protagonistas num nível baixo, Masami Kurumada escolheu fazer com que seus personagens trilhassem um caminho que se tornou referência na construção de um mangá shonen moderno: a superação de limites e o amadurecimento físico e psicológico dos personagens, fazendo com que o bronze alcançasse o ouro mesmo ainda sendo bronze.

Em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, a escolha foi bastante similar para a construção da linha evolutiva da narrativa: Kouga, o atual cavaleiro de Pégaso enfrentou em Palaestra (leia a resenha deste arco aqui) vários cavaleiros de bronze para chegar até o segundo arco da história apto para enfrentar cavaleiros de prata.

Haruto de Lobo se juntou a Kouga no fim do arco de Palaestra.

Se a linha de pensamento parece lógica e plausível, a execução da ideia demorou para ser bem transmitida ao espectador, mas todo o desenvolvimento do arco das Ruínas Antigas foi muito bom para amadurecer o roteiro e passar a fazer o que Kurumada sempre fez tão bem desde o primeiro capítulo do primeiro mangá de Saint Seiya.

SUGANDO TODO O COSMO DA TERRA

Tendo início logo após Seiya de Sagitário salvar Kouga e os outros cavaleiros de bronze de morrerem pelas mãos do vilão Marte quando este invadiu Palaestra, o arco das Ruínas antigas começa quebrando mais paradigmas da série clássica e acrescentando mais novos elementos ao enredo.

Após destruir todo o Santuário da Grécia e erguer a Torre de Babel, Marte passa a se utilizar de cinco ruínas elementais para “sugar” o cosmo da Terra e alimentar sua Torre com todo o poder que ele precisa para concluir seus planos malignos. Para que a vida na Terra não se extinga, é necessário que um cavaleiro do mesmo elemento que a Ruína destrua seu núcleo após vencer os guardiões que Marte, pois em cada uma delas, em sua maioria, cavaleiros de prata traidores de Atena que apóiam a causa do marciano.

Dois novos personagens entram para a equipe de Kouga, Haruto de Lobo, um cavaleiro de bronze que Kouga libertou de Palaestra antes de serem salvos por Seiya, e Ária, a candidata de Marte para se tornar a nova deusa Atena.

Ária tem um inimaginável cosmo de luz em seu interior.

Haruto é um ninja (mas não é loiro, nem veste laranja), o que pode parecer muito estranho num primeiro ponto de vista. Encarnando o personagem frio da história, o passado do cavaleiro é marcado por muitas desgraças envolvendo seu irmão e sua antiga vila ninja (!). Mesmo sendo totalmente fora de contexto, o personagem serve para dar um nova dimensão a Cavaleiros com os laços da sua cultura japonesa, que nunca foi colocada em primeiro plano em Os Cavaleiros do Zodíaco.

Ária não só é dona de um esplêndido cosmo do tipo luz, como alguém completa o time perfeitamente, já que sua personalidade é a oposta da de Yuna, sempre muito calma, serena, bondosa e frágil. Além de ser a personagem um componente essencial para que os cavaleiros de bronze consigam desfazer as ruínas dos elementos, ela ainda é o gancho essencial para o começo e o surpreendente final do arco.

REVELAÇÕES COMO OS CAVALEIROS DO PASSADO

Novos conceitos, novos personagens, novos vilões e novo tudo! Mas o que mais se destaca durante o arco das Ruínas Antigas é o encontro dos protagonistas com os personagens da velha guarda.

Além de revelarem e justificarem o porquê de estarem fora de batalha, pincelar um pouco da Guerra Santa do ano 2.000 contra Marte e revelar que um meteoro trouxe Kouga e Ária do espaço, e de quebra ampliar os poderes do vilão de cabeça quente e alterar a forma das armaduras para jóias, são eles que fazem o papel de amadurecer os jovens cavaleiros em sua jornada rumo ao encontro de Atena.

No arco, um flashback revelou o que transformou as armaduras e o que impossibilitou Seiya e os outros de usarem seus cosmos.

Shun de Andrômeda, que virou uma espécie de médico de um vilarejo perto da Ruína da Terra, é quem mostra a Ryuhou de Dragão a importância de se valorizar e confiar na amizade durante uma batalha.

Jabu de Unicórnio, que aparentemente se aposentou de ser cavaleiro após receber a maldição do golpe de Marte, faz com que o ódio que Souma de Leão Menor sente por Sonia, a filha de Marte, seja controlado.

Shiriu de Dragão, que permanece sem os cinco sentidos nos Picos Antigos de Rozan, é quem motiva a Haruto de Lobo a enfrentar seu passado e tomar as rédeas daquilo que acredita.

E por fim, é Hyoga de Cisne que precisa mostrar a Kouga que de nada adianta se lamentar por ter perdido tudo o que ama, pois é da fé e na esperança de um mundo de paz, que os cavaleiros fazem elevar seu cosmo ao máximo!

Apenas Yuna foi quem ficou a mercê de um exemplo original da série. Sua mestra Pavlin de Pavão foi morta por três cavaleiros de prata numa luta injusta e covarde, fazendo com que a guerreira acredite mais em seus ensinamentos que nas regras do Santuário impostas as mulheres.

Pavlin de Pavão conquistou tantos fãs quanto Yuna de Águia!

Além disso, é com o jeito infantil e curioso de Ária, que Yuna aprende os valores femininos e como uma mulher, mesmo lutando pela justiça, deve manter seu lado frágil para não perder sua sensibilidade com os pequenos, porém belos, detalhes da vida.

As ligações de Yuna e Haruto com Marin de Águia e Nachi de Lobo sequer foram citadas, Ikki de Fênix só apareceu nas lembranças dos outros cavaleiros e mesmo Geki de Urso estar preso na armadilha de Marte, um quinto elemento da turma das antigas aparece para ser sensibilizado por Ária, pois diferente de seus nove companheiros de Guerra Galáctica, Ichi de Hidra Fêmea acabou se rendendo as forças do mal.

Que Ichi nunca foi um personagem lá muito popular todos concordam, mas que os roteiristas pegaram pesado com sua participação, isso o fizeram, pois mesmo ele não teria submetido ao que se submeteu em Ômega, onde teve sua personalidade totalmente reformulada.

Sonhando em se tornar o cavaleiro mais forte (e mais belo, argh!) de Atena, o antigo cavaleiro de bronze de Hidra Fêmea aceita de Marte a armadura de prata de Hidra Macho para vencer os cavaleiros de bronze enquanto estes se dirigiam ao Ruína da Água.

De bronze à prata: Ichi decepcionou uma legião de fãs!

Ao final, o cavaleiro parece se arrepender, mas mesmo que pegando o fã de longa data desprevenido com tal contexto para o personagem é muito contestável até que ponto uma nova série deve alterar a personalidade original do personagem para apresentá-la a uma nova geração de fãs.

TEMPO!

Mesmo passando as 6h30 da manhã de domingo no Japão, Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega rendeu uma boa audiência durante a exibição do arco das Ruínas Antigas, tendo seus picos nos episódios com participação de Shun e cia. Isso fez com que a Toei esticasse um pouco o arco, trazendo alguns episódios desnecessários, sendo o principal o episódio em que os seis protagonistas viram empregados em um estabelecimento comercial.

Outro ponto é a trivialidade com que os inimigos aparecem e desaparecem. Muitos cavaleiros de prata em muitos episódios foram criados, mas mal puderam mostrar o que fazem, pois, se no início os primeiros trios de prata que enfrentavam os cavaleiros duraram três ou quatro episódios, muitos dos outros morreram facilmente com um ou outro golpe dos bronzeados, algo que além de estranho, não parece ter sido aplicado no timing correto para o desenvolvimento de poder dos personagens.

Perdendo parte de sua vida, Shun ainda queima seu cosmo para ajudar Kouga e Ryuhou!

Na série clássica, um dos pontos importantes sempre foi como o vilão marca a história. Não é benéfico para uma história como Cavaleiros, onde os fãs aguardam fervorosamente que uma nova constelação apareça junto com o inimigo para poder conhecê-la acabe tão rápido, devido ao formato de episódio fechado que optou-se por fazer a história, sempre com começo meio e fim no enredo próprio do episódio, deixando um curta linha de raciocínio para o próximo episódio.

Além disso, a Toei pecou por vezes ao acabar ampliando os destinos dos personagens fazendo-os se separar de Ária, que em teoria é quem mais deveriam proteger, tanto por sua fragilidade quanto por sem ela não ser possível desfazer o funcionamento das ruínas.

A coisa chega a tal ponto que Kouga e Yuna ficam sozinhas com Ária, abrindo brecha para Éden de Órion recuperar sua noiva e levá-la de volta até a Torre de Babel, onde está toda a família do cavaleiro de bronze, sua irmã Sonia e seus pais Marte e Medeia.

O relacionamento do garoto com sua família é um dos destaques do arco. Éden sempre admirou a força e a sabedoria de seus pais e sempre cresceu tendo sua irmã Sonia de Vespa, amazona de prata que lidera todos os cavaleiros abaixo da classe de ouro. Porém, enquanto seus laços com Ária e a experiência com Kouga e os outros se intensifica, Éden muitas vezes fica em cheque ao julgar as atitudes de seu pai.

Os vários flashbacks que vão contando a personalidade do cavaleiro revelam uma personalidade fraca por trás do título de cavaleiro de bronze mais poderoso. Éden busca uma constante aprovação dos pais, quer ser reconhecido e quer, ao final das contas, formar uma família melhor que a dele, embora o condicionamento sofrido durante sua juventude tenha o formado tão próximo do que é Marte.

FINAL DE TEMPORADA! FINALMENTE CAVALEIROS!

Uma característica marcante nos mangás shonens e principalmente em Os Cavaleiros do Zodíaco é a superação de obstáculos. Mesmo mais fracos que aqueles que enfrentavam, Seiya e os outros sempre tiveram a determinação necessária para aprender a controlar o infinito cosmo que todo ser humano tem para poder, nem que fosse por um milésimo de segundo, superar e vencer o adversário.

Um dos incômodos no arco das Ruínas Antigas foi a falta de superação de personagens. Possivelmente por refletir os acomodados jovens dos anos 10 ao invés dos revolucionários dos anos 80, ou simplesmente por um erro da série, Kouga e os outros venciam, mas não por superar o adversário, mas ou por contar com a ajuda de um cavaleiro veterano (como Shun de Andrômeda) ou por unirem seus golpes para vencer em dupla um único inimigo.

Felizmente, no fim do arco, que também marcou o fim da primeira temporada de episódios, os protagonistas finalmente puderam ganhar a honra de serem chamados de Cavaleiros de Atena.

Éden de Órion era pretendido a se casar com Ária e se tornar o deus do novo mundo criado por Marte!

Enfrentando Marte aos pés da Torre de Babel, os elementos coletados nas Ruínas Antigas geram uma espécie de báculo para Ária. A confiança de Ária em assumir a linha de frente da batalha que parecia estar perdida para Kouga, Souma, Yuna, Ryuhou e Haruto começa a ganhar vida e os cavaleiros de bronze passam a ter uma postura de heroi num texto muito mais próximo ao de Masami Kurumada.

E para finalizar com chave de ouro, a surpreendente morte de Ária pelas mãos de Marte, que diz ter conseguido o que queria ao pegar o báculo da garota, finalmente pode refletir o que é Os Cavaleiros do Zodíaco para a nova geração de fãs: uma série extremamente criativa visualmente, mas também cheia de razão de ser, pois não está atrelada a propósitos vazios, mas nos sentimentos que movem o ser humano a sempre seguir em frente, independente das quedas sofridas.

O arco como um todo foi uma chance que os roteiristas tiveram ao, somar tudo o que aconteceu com os personagens, amadurecer a personalidade de cada um deles e prepará-los para possíveis novos combates que exijam muito mais deles como personagens para conseguir sustentar a série. Mais que isso, foi uma oportunidade dos próprios roteiristas amadurecerem seu conceito sobre o universo de Os Cavaleiros do Zodíaco para continuar com uma história tão épica quanto foi a de Saori, Ikki, Shun, Hyoga, Shiryu e Seiya.

Uma cena clássica dentro de Ômega: Ária e os cavaleiros de bronze!

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REVIEW: The Lost Canvas – ep.14 e 15

Lançados na semana passada no Japão, o primeiro disco da segunda temporada do anime Saint Seiya The Lost Canvas já causam furor entre os fãs!

Com uma qualidade de primeira utilizada na produção dos primeiros 13 episódios, que compõe a primeira temporada, a expectativa em relação aos novos episódios eram grandes, ainda mais após a divulgação prévia do video do tema de abertura dessa nova leva de episódios. Confira agora um review completo dos dois episódios lançados:

ABERTURA

Apesar de já muito comentado, vale a pena comentar a qualidade do novo video de abertura, mesmo ela tendo algumas falhas se comparado com a primeira abertura e com todas as outras que a série clássica já teve.

O jogo de câmeras inicial é fantástico! Oxalá as cenas de luta vindouras apresentem tal recurso. O que a abertura peca é em praticamente esquecer da existência dos protagonistas (Tenma, Sasha, Alone, Yato e Yuzuriha) e passar a maior parte de seu video apenas apresentando os cavaleiros dourados, os inimigos e mais alguns personagens.

Esse erro foi o mesmo cometido em Hades Inferno e Elíseos, porém, em The Lost Canvas é perdoável. A qualidade da animação dessas cenas de apresentação de personagem é bem superior ao dessas duas últimas sagas produzidas pela Toei, trazendo vários efeitos visuais, variação de fundos e muita dinâmica de personagens.

Sasha observa o Lost Canvas preocupada com Tenma e os outros.

A música continua a mesma, The Realm of Athena da banda Eurox. Isso poder ser considerado tanto bom, como ruim.

Vendo de um ponto de vista negativo, a série perde e muito. Primeiro porque o fã de animações japonesas se acostumou com a grande variação de músicas de abertura em um grande anime nos dias de hoje.

Esse fenômeno vem desde o início dos anos 2000, quando as grandes gravadoras japonesas viram os animes como um grande meio de divulgação de suas músicas. Assim, The Lost Canvas sem uma nova abertura pode ser sinal que nenhuma gravadora japonesa viu potencial no anime e não se interessou por colocar uma de suas bandas na animação.

Porém, vendo de um ponto de vista positivo, mesmo que haja desinteresse das gravadoras, isso é bom. As músicas de gravadoras que pagam para ter sua banda cantando um tema de animes são chamadas de stead-up’s (numa tradução livre, por para cima) e tem como função divulgar a banda para públicos maiores, gerando mais lucro para a gravadora e custo zero para o estúdio de animação.

O ruim, é que na maioria das vezes, as músicas, mesmo na maioria das vezes tendo uma qualidade inquestionável, pouco ou nada tem a ver com o enredo da animação, deixando a abertura descaracterizada.

Diferente dos stead-up’s, são os animesong’s, que são as músicas diretamente compostas para determinado anime, como é o caso de Pegasus Fantasy, Chala-Head-Chala, We Are e a própria Realm Of Athena.

Assim, deixar a música da primeira temporada pode ter sido uma escolha da TMS para evitar que um stead-up descaracterizasse uma franquia que sempre teve animesong’s em seu setlist.

Então porque não criar um novo animesong para a nova temporada?

Há duas possíveis causas: a primeira para cortar gastos, já que os animesong’s são feito sob encomenda, ou mesmo para deixar a música da banda Eurox marcada como A abertura de The Lost Canvas, estratégia essa muito comum nos anos 80 e 90 na formatação de um anime.

EPISÓDIO 14

Confira um resumo do episódio aqui.

Apesar da nova leva de episódios ser uma continuação dos 13 primeiros eisódios, a TMS pareceu querer dar um tom de início de nova saga nesse episódio. Assim, o diretor Osamu Nabeshima reservou a primeira metade do anime a reapresentar alguns personagens chave dessa nova saga e a recordar alguns pontos importantes que vão influencia-la. Isso fica claro, principalmente, quando acontece a pequena luta de boas-vindas entre Sage e Harukei e os diálogos entre Pandora e os deuses gêmeos.

Os deuses Gêmeos observam o Lost Canvas.

Essa foi uma sábia decisão do estúdio, pois assim como se fosse uma seriado de TV, pressupõe-se que quem está assistindo os episódios demorou um pouco de tempo para assistir a uma temporada e outra. Ainda mais por a animação ter usado sequências que não existem no mangá, reforçando ainda mais a originalidade do anime em relação ao mangá.

A sequência da discussão infantil entre Tenma e Yato é um ponto marcante para destacarmos. Tendo em vista que Shiori Teshirogi, a autora do mangá, é muito boa para criar personalidades marcantes para seus personagens, mas não é tão boa assim para desenvolvê-las a longo prazo. Assim, essas briguinhas de Tenma e Yato que são muito comuns no início da história e no arco do barco da esperança, foram inseridas nessa segunda temporada no anime, deixando mais linear a personalidade a relação entre os personagens.

É nessa sequência também que a função protetora da amazona Yuzuriha é ressaltada. Num gesto singelo, porém humanitário, a personagem impede que Tenma escorregue do penhasco.

Pouco antes do eyecatch, o primeiro episódio realmente começa. A adaptação é excelente, totalmente focado nos protagonistas cavaleiros, principalmente em Tenma, onde o foco é mostrar os perigos enfrentados por Tenma durante a sua luta contra Velônica, que usa recursos covardes para tirar vantagem durante a batalha.

Porém, quem mais cresceu nesse episódio em relação ao enredo, foi o próprio Velônica, que mesmo sendo um personagem novo, firmou sua personalidade de maneira marcante. Tanto sua voz, mais grossa e bem masulina, como a trilha sonora, baseado em cânticos católicos tocados em orgão, que embasou a participação do personagem acrescentou muito ao episódio.

Tenma enfrenta a covardia de Velonica.

O embate de Tenma com Velônica também surpreendeu. Aliado a trilha sonora de Velônica, o tom da luta se aproxima muito do gênero do terror, inexistente na série clássica, mas que foi adicionada ao The Lost Canvas. Esse estilo favoreceu muito animação em sua primeira temporada e ainda mais agora no início desse novo arco, que faz uma dobradinha perfeita junto com a carga emocional que o diretor Nabeshima sempre soube adequar tão bem na animação.

EPISÓDIO 15

Se alguém ainda duvidava que a TMS era um estúdio que se preocupa com os mínimos detalhes para a concepção de seus animes, acabou de cair do pégaso nesse décimo quinto episóio de The Lost Canvas.

Em 2009 na revista Princess Gold foi lançado uma história extra (gaiden)da personagem Yuzuriha, em que curiosidades do seu passado eram contados.

Todas essas curiosidades surgiram das dúvidas despertadas pelos fãs quando no arco da Floresta da Morte a personagem se encontrou com seu irmão em uma ilusão de Velônica.

Pois bem, como qualquer estúdio de qualidade e com um diretor preocupado com o sucesso de sua animação, foi inserida essa história extra dentro do episódio em que Yuzuriha tem essa ilusão.

Yuzuriha enfrenta seu passado na Floresta da Morte.

Utilizando o recurso de flashback que muito remete ao seriado americano Lost, o diretor foi intercalando o que acontece entre o presente e o passado.

E a inovação continua. Ainda nesse episódio foi inserido um passado para o personagem Yato, sequência que não existe no mangá. Parecido com o que acontece com Yuzuriha, o cavaleiro de Unicórnio passa a se lembrar de seu passado enquanto enfrenta os perigos da floresta da morte.

Os fãs mais puristas muito reclamam dos fillers, neologismo dado as sequências e/ou episódios inseridos pela produção do anime que não existem no mangá original.

Porém, dificilmente haverá motivos para questiona-los em The Lost Canvas. Diferente da grande maioria dos fillers, os inseridos em The Lost Canvas apenas acrescentam novidades a série. Em muitos casos, ainda servem para tapar os buracos deixados pela autora original, fazendo do roteiro da animação algo ainda mais completo que a própria obra original.

Uma sequência original do anime: o passado de Yato!

O filler do passado de Yato é o melhor exemplo disso. Sua sequência somada ao gaiden da Yuzuriha, mostram como a animação está firmando ambos os personagens como protagonistas da hitória, algo que era a intenção original da autora, mas que oscilou muito durante a produção do mangá.

O fim do episódio é marcado pelo reencontro dos três protagonistas que, juntos, iniciarão a derradeira batalha contra Velônica nos próximos episódios.

Essa incitação de batalha no fim do episódio era muito comum na série clássica, e foi um recurso de primeira para finalizar o primeiro disco da segunda temporada do The Lost Canvas em DVD.

ENCERRAMENTO

Assim como o tema de abertura, a música do encerramento foi mantida, mas alterações no video foram realizadas.

Agora, a imagem com a infância de Tenma, Sasha e Alone já dá início ao video e vai se desmanchando para mostrar os três personagens já crescidos.

A cena é bastante Característica, mostrando Sasha e Alone numa luta e Tenma ao centro, divido entre passado e presente.

Foi uma alteração criativa, porém finalizar o anime com a cena dos protagonistas em sua mais doce inocência, era algo bem mais emblemático para série.

EM TEMPO…

O próximo disco, com os episódios 16 e 17, saem março. Até lá.

Pegasus Fantasy – as versões de Eizo Sakamoto

Pegasus Fantasy. Bastou uma música para que Nobuo Yamada fosse considerado até hoje um dos maiores intérpretes de animesong’s de todos os tempos. A música repercutiu tanto na carreira do cantor que estimulou a diversos outros cantores de sucesso no Japão a gravar suas próprias versões de um dos temas de anime mais cultuados no Japão. Um desses cantores é Eizo Sakamoto.

Mesmo que você não conheça muito de animesong’s,já deve ter ouvido falar em Eizo Sakamoto. Isso porque o cantor foi um dos poucos cantores de Heavy Metal japonês que conseguiu se libertar das fronteiras da Ásia e ser reconhecido em todo mundo como, segundo eleição da revista BURRN! em 2008, como um dos 15 maiores vocalistas que Heavy Metal já teve no mundo.

Nascido em 26 de fevereiro de 1964, a carreira do cantor decolou nos anos 80, onde, como vocalista da banda ANTHEN, Eizo foi considerado um dos maiores expoentes do Heavy Metal japonês. Sua busca era sempre seguir uma linha heavy tradicional como principal característica. O grupo era formado inicialmente por Eizo Sakamoto (vocal), Hiroya Fukuda (guitarra), Naoto Shibata (baixo) e Takamasa Ohuchi (bateria).

Mas foi nos anos 90 que o cantor passou a se relacionar com o universo dos animesongs, quando fundou a banda Animetal.

• ANIMETAL

“Por que não misturar canções de anime com metal?”. A conceito do Animetal surgiu de uma conversa casual entre Eizo Sakamoto, Yoshio Nomura e Yorimasa Hisatake (que depois seria o produtor da nova banda do amigo).

A partir de uma idéia simples, porém inovadora, nascia o Animetal. A banda nasceu em 1996 e seguiu na ativa até 2006. Mesmo para os mais céticos, os números da banda impressionam: a banda conta com 14 álbuns, 17 singles, 6 DVDs e 13 ex-integrantes. A última (e principal) formação da banda foi Eizo Sakamoto (fundador da banda e vocalista, 1996-2010), Syu (guitarrista, 2003-2006), Masaki (baixista, 1997-2006), Katsuji (baterista, 1997-2006) e Mie (vocalista feminina “Animetal Lady”, 1997-2006).

A banda foi tão bem sucedida, que hoje em dia o nome da banda, Animetal, é comumente usado como gênero musical que transforma musicas de anime em Heavy Metal.

Pegasus Fantasy foi gravada no CD Animetal Marathon V, em 2003, mesma época que os OVA’s de Hades Chapter Sanctuary estavam sendo comercializados no Japão. Aqui o tracklist do álbum, que conta com dois discos:

1. Satsuriko no Juuika
2. Pegasus Fantasy
3. Toushi Gordian
4. Choujin Sentai Baradakku
5. Try Attack!
6. Starhingar no Uta
7. Roller Hero Mutekingu
8. Midnight Submarine
9. Yume no Funanori
10. Kinnikuman Go Fight!
11. Hoonoo no Kinnikuman
12. Tough Boy
13. Yoroshiku Turning
14. Moete Hero
15. Touch
16. The Chanbara
17. Lupin III Theme
18. Battle Fever J
19. Ah, Denshi Sentai Denji-Man
20. Taiyou Sentai Sanbarukan
21. Daisentai Googuru V
22. Chou Denshi Bio-Man
23. Choujuu Sentai Live-Man
24. Red Balon
25. Mach Balon
26. Otokono Misao-Seishun
27. Ganbalon ’77
28. Ikuzo! BD7
29. Fight! Dragon
30. Kakero Ban-Kid
31. Ryuusei Ningen Zone
32. Kamen Rider Super 1
33. Kamen Rider Black
34. Kamen Rider Black RX
35. Gyakuten Ippatsu-Man
36. Yattodeta-Man no Uta
37. Otusuke-Man no Uta
38. Zenda-Man no Uta
39. Yattaa-Man no Uta
40. Zankoku na Tenshi no Teeze
41. Tomorrow Never Dies

O CD conta com diversos sucessos de temas de animes que causaram furor no Japão. A versão deste álbum foi a primeira em que Pegasus Fantasy foi cantada em Heavy Metal. Confira a versão estúdio da música em full version junto com um vídeo criado por fãs:

Essa é considerada a melhor versão da música na voz de Eizo Sakamoto que gravou a música mais duas vezes em 2009.

• EIZO JAPAN I

Por diversas vezes Eizo Sakamoto já admitiu ser um fã inveterado de de animações japonesas. Assim, mesmo com o fim do Animetal, Eizo Sakamoto continuou sua carreira solo tanto com seu estilo Heavy Metal quanto cantando covers dos temas de seus animes favoritos. Pegasus Fantasy integrou seu primeio álbum, intitulado Eizo Japan I, dedicado a essas canções solo, sendo que a música já ganhou duas faixas. Eis o tracklist do álbum:

01. GLACIER (Instrumental)
02. Engine Sentai Go-onge
03. Pegasus Fantasy (Saint Seiya)
04. Butter-Fly (Digimon)
05. Unbalance na Kiss o Shite (Yu Yu Hakusho)
06. Turn A Turn (Turn A Gundam)
07. Geki! Teikoku Kagekidan (Sakura Wars)
08. Kimi o Nosete (Laputa Castle in the Sky)
09. DELUGE (Instrumental)
10. Dengeki Sentai Changeman
11. Aiai Mikochan (Norakuro)
12. Kioku no Umi (School Days)
13. Hana – Shinomori Aoshi no Theme (Rurouni Kenshin)
14. Towa no Mirai (Rurouni Kenshin)
15. Pegasus Fantasy Acoustic Version (Saint Seiya)

A faixa 03 conta com uma releitura da primeira versão do Animetal, com algumas alterações de Eizo, o que deixam a música muito original.

O primeiro minuto da música é o refrão da Pegasus Fantasy clássica em formato music box (caixinha de música). Especula-se que essa introdução foi colocada na música em homenagem ao filho de Eizo, já que o cantor declarou uma vez que cantava Pegasus Fantasy e Butterfly (tema de abertura de Digimon Adventures) como canção de ninar ao seu garoto.

A música segue com um instrumental pesado, com forte presença da bateria e do vozeirão de Eizo, com direitos a muitos gritos metálicos. A música assusta o início, já que é bem mais agressiva que todas as versões (seja do Make-Up ou do Animetal) que a precederam. Mas a música se mostra muito interessante a medida que avança, principalmente pelos dois solos de guitarra (bem diferente do composto por Hiroaki Matsuzawa) e pelo coral metálico que acompanha Eizo em alguns pontos da música e que ainda garantem um solo quase no final, que é finalizada com mais alguns segundos do Music Box do início da música.

A faixa 15 (última do CD), foi intitulada de Acoustic Version, mas caberia mais que fosse chamada de Latina Version. Isso porque Eizo se utilizou de diversos sons e instrumentos que resultaram num tom que muito lembra os arranjos de músicas hispânicas e sul-americanas.

Especula-se que esse som latino não é mera coincidência. Desde que Eizo se apresentou no Anime Friends 2004, o cantor passou a visitar a América Latina com muita frequência, sendo sempre muito bem recebido. Em retribuição a hospitalidade e ao carinho desse público, acredita-se que essa acoustic version seja uma homanagem que o cantor fez ao nosso povo. Acompanhe:

Próxima postagem: as versões dos integrantes do JAM Projec

 

Pegasus Fantasy – As versões na voz de Nobuo Yamada

Após a pausa nos posts sobre a Pegasus Fantasy, graças ao mega-hit lançado pelo JAM Project em português, é hora de retomar o projeto. No post de hoje veremos todas as versões regravadas realizadas pela banda MAKE-UP e pelo vocalista da banda, Nobuo Yamada, em sua carreira solo.

Quando uma música marca uma geração, não interessa qual é a sua origem. A banda Make-Up, apesar de ter anos de carreira antes de interpretar Pegasus Fantasy e as demais músicas para Saint Seiya, consagrou-se para sempre num nicho gigante de fãs graças a essas músicas.

Assim, a banda teve a oportunidade de regravar Pegasus Fantasy e Blue Forever em duas ocasiões. A primeira em 1996 e a segunda apenas em 2009.

• CD Make-Up – Saint Seiya 1996 Song Collection

No fim dos anos 80, o Make-Up  comçou a passar por uma crise. Com a ascensão de uma variada gama de bandas que tocavam um estilo de músicas que o próprio Make-Up ajudou a construir, a banda começou a perder espaço na mídia, nas rádios e perder a força diante das grandes massas, sendo seguida apenas por uma pequena leva de fãs.

Nos anos 90, com as baixas vendas do álbum Rock Joint Bazzar, o fim da banda parecia próximo. Porém, o fim da banda aconteceu apenas em 1996.

Como um último suspiro, a banda ainda aceitou gravar naquele ano o CD Saint Seiya 1996 Song Collection, idealizado pela gravado SM Records para comemorar uma década do nascimento de Saint Seiya. O disco foi lançado em 20 de março de 1996. Segue o tracklist:

01 – Only For Love (05:47)
02 – Where Do We Go? (04:22)
03 – Love Is Forever (04:24)
04 – Sayonara Warriors (06:08)
05 – Try Again (04:31)
06 – Hello (04:16)
07 – Never Give Up Boys (04:52)
08 – You Need Love (05:26)
09 – Pegasus Genso ~Pegasus Fantasy~ (03:41)
10 – Eien Blue ~Blue Forever~ (06:13)

No álbum são apresentadas novas canções do grupo inspiradas na primeira fase das aventuras dos defensores de Atena, ou seja, da Guerra Galáctica até o fim das batalhas nas 12 Casas. De quebra, foram regravados os temas originais de encerramento, Blue Forever, e, é claro, o tema de abertura, Pegasus Fantasy.

Apesar de seguir praticamente a risca o arranjo original da música, a versão de 1996 de Pegasus Fantasy é muito mais “clean“, com o instrumental muito mais limpo e sem os efeitos sonoros dos anos 80. A música ainda apresenta uma firula no último refrão que até hoje é utilizada por bandas cover de animesongs.

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• Single Make-Up – Pegasus Fantasy 2009 version

Pegasus Fantasy. Não precisou de muito para que o Make-Up fosse consagrado para sempre como uma das melhores bandas de animesong’s de todos os tempos, bastou uma música. Tanto, que mesmo após quase uma década do fim da banda, ela foi escalada pela Toei Animation em 2004 para interpretar a música tema do filme Prólogo do Céu, filme que daria início a uma nova saga inédita dos defensores de Atena.

Apesar de dúvidas se isso seria saudável para a carreira solo dos ex-integrantes da banda (na época, Nobuo Yamada estava cantando solo com o nome NoB e Hiroaki Matsuzawa tocando junto com a banda JAM Project), a banda renasceu das cinzas, gravou o tema do filme e fez uma mega turnê pelo Japão comemorando o seu retorno.

A turnê e a recepção do público foi tão intensa que estimulou os integrantes da banda a extender o retorno do Make-Up, realizando turnês regulares pelo Japão durante todos os anos seguintes a gravação da música do filme Prólogo do Céu, rendendo ainda em 2004 um álbum novo, Memories of Blue.

Assim, para comemorar 5 anos da volta da banda ao cenário do J-Rock, a banda gravou em 2009 o single MAKE-UP Pegasus Genso – Ein Blue -Blue Forever- que como o próprio nome diz, traz novas versões das músicas Pegasus Fantasy e Blue Forever. Lançado em 07.01.2009, este single foi apenas vendido durante o shows da banda durante a turnê de 2009, sendo, sendo apesar de recente, um dos mais dificeis de se conseguir. Segue o tracklist:

01 – Pegasus Genso ~Pegasus Fantasy~ (03:49)
02 – Eien Blue ~Blue Forever~ (04:28)

Diferente da versão de 1996, essa versão é inovadora e traz grandes novidades para a música. Se em 1996 a versão da música foi mais limpa, previlegiando o som dos instrumentos, essa versão traz diversos efeitos sonoros digitais, ecos e sons que fazem referência ao animê. Apesar de tudo isso, é o tom de voz de Nobuo Yamada, agora muito mais maduro, que é o grande diferencial dessa versão, já que o cantor utiliza diversas estratégias de voz para fazer de cada verso algo novo de se escutar.

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• CD Dr. Metal Factory – Cover Metal Then

Cantor que é cantor nunca se contenta com o que já tem e busca sempre inovar com seu potencial vocálico. Foi pensando assim que Nobuo Yamada iniciou em 2009 um novo projeto em sua carreira em 2009. Junto com Shara, guitarrista da banda Earthshaker, Nobuo criou a banda Dr. Metal Factory, uma banda que transfoma hits do J-Pop em músicas no estilo Heavy Metal.

Logo em seu ano de estréia, a banda lançou 2 álbuns, Cover Metal Now (lançado em 24.06.2009) e Cover Metal Then (lançado em 29.07.2009). Esse segundo álbum incluí uma nova versão de Pegasus Fantasy. Provavelmente a música foi incluída para divulgar a nova banda de Nobuo pelo mundo, visto que novas versões da música em questão sempre repercuti por todo o globo. Segue a tracklist com uma livre tradução dos títulos:

01. 恋しさとせつなさと心強さと (Amor e tristeza)
02. M
03. ラブストーリーは突然に (De repente uma história de amor)
04. もう恋なんてしない (Eu nunca vou cair de novo)
05. SAY YES
06. 島唄 (Shimauta)
07. 君がいるだけで (Apenas você é)
08. 最後の言い訳 (A última desculpa)
09. I LOVE YOU
10. ペガサス幻想 (Pegasus Fantasy)

Esta versão é fora de série. Tanto a parte instrumental quanto o vocal inovaram a maneira como um fã de Saint Seiya encara a Pegasus Fantasy. O arranjo épico, os instrumentos em sintonia e o vocal heavy metal que só Nobuo Yamada sabe fazer combinaram de uma maneira que só possível de entender ao ouvir a música. A banda ainda criou um videoclip para a música, o primeiro que uma versão de Pegasus Fantasy já teve.

Próxima postagem: as versões de Eizo Sakamoto

Pegasus Fantasy – Nasce uma lenda

Com a enorme perda do falecimento de Hiroaki Matsuzawa no fim de 2010, fiquei pensando em diversas maneiras de homenagear este ícone da música japonesa e ao mesmo tempo levar algo de novo para o leitores do blog. Assim, surgiu a idéia de criar uma série de posts contando um pouco da história da composição do autor que mais repercutiu pelo mundo: nada mais, nada menos que a abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco, Pegasus Fantasy.

O anime

A produção da animação de Os Cavaleiros do Zodíaco nos anos 80 foi guiada pela força de diversas forças que contribuiram para o seu sucesso. Com o potencial de vendas de bonecos com amaduras de metal vislumbradas pela Bandai nos quadrinhos de Masami Kurumada e com a Toei Animation interessada em produzir o anime (c0m o traço de Shingo Araki e Michi Himeno, trilha sonora de Seiji Yokoyama e direção de Kozo Morishita), faltava apenas uma peça do quebra-cabeça para gerar o sucesso gerado pelos seus idealizadores: os temas de abertura e encerramento.

Antes do anime ir para a TV, já estava tudo arranjado, so faltava o tema de abertura.

Nos anos 80, o rock ‘n roll japonês começava a sair de suas fronteiras e atingir o público ocidental, trazendo com ele novidades que influenciariam tanto o visual de novas bandas, como seu som mais pesado. Um dos ícones dos anos 70 e 80 desse gênero, foi a banda MAKE-UP, formada em1977, por Nobuo Yamada (Vocalista), Hiroaki Matsuzawa (Guitarrista), Yougo Kouno (Tecladista), Yasuyoshi Ikeda (Baixista) e Yoshihiro Toyokawa (Baterista).

A banda estourou no Japão rapidamente logo após a sua formação, já tendo 6 álbuns lançados em 1986. Além de ter caído no gosto do público e da crítiica, a banda ainda foi uma das responsáveis por iniciar a construção do gênero hoje conhecido como j-rock. Confira abaixo um video com a banda cantando Love & Hate nos anos 80:

Para se aproveitar de uma tendência que vinha crescendo no mercado de discos, os produtores da Toei Animation convidaram Nobuo Yamada e a banda Make-up para compor e interpretar as músicas de abertura e encerramento de Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya, originalmente).

Como era de praxe na banda, a composição ficou a cargo de Hiroaki Matsuzawa, membro fundador (junto de Nobuo Yamada), guitarrista e autor da grande maioria da músicas da banda. Porém, a história do mangá ainda estava em desenvolvimento, já que a animação começou a ser produzida logo após o início do mangá em 1986, por isso as canções desenvolvidas buscaram ressaltar apenas enredo básico do mangá de Masami Kurumada, utilizando as constelações, lutas com armaduras, mitologia grega e os sonhos de um garoto como inspiração para a criação da letra da música. Surgia então a Pegasus Fantasy.

A letra

• PEGASUS FANTASY

Dakishimeta kokoro no kosumo
Atsuku moyase kiseki wo okose
Kizutsuita mama ja inai to
Chikai atta haruka na ginga

Pegasus fantasy sou sa yume dake wa
Daremo mo ubaenai kokoro no tsubasa dakara
Saint seiya! shounen wa minna
Saint seiya! ashita no yuusha, Oyeh!
Saint seiya! pegasus no you ni
Saint seiya! ima koso habatake

Dokomademo kagayaku sora ni
Omae dake no seiza wo mezase
Sono hi made makerarenai sa
Inochi kakete idonda battle

Pegasus fantasy! dare mo ga yume miru
Jiyuu to iu tsubasa hiroge kakete yuke
Saint seiya! shounen wa minna
Saint seiya! kodoku na senshi, Oyeh!
Saint seiya! pegasus no you ni
Saint seiya! ima koso habatake

Pegasus fantasy sou sa yume dake wa
Daremo mo ubaenai kokoro no tsubasa dakara
Saint seiya! shounen wa minna
Saint seiya! ashita no yuusha
Saint seiya! pegasus no you ni
Saint seiya! ima koso habatake

Nobuo Yamada é o vocal de Pegasus Fantasy e Hiroaki Matsuzawa, o guitarrista e compositor.

A tradução

• FANTASIA DE PÉGASUS

Queime meu cosmo que vem do coração
E faça milagres acontecerem
Você jurou jamais ser ferido
Cada um na sua constelação

Fantasia de pégasus, são sonhos?
Pois são as asas do seu coração
Saint Seiya são todos jovens
Saint Seiya heróis do amanhã
Saint Seiya como pégaso
Saint Seiya agora, abra suas asas!

No brilho do céu, só preste atenção nas estrelas
Que formam a constelação
Até esse dia não podemos ser derrotados
Na batalha onde arriscamos nossas vidas

Saint Seiya são todos jovens
Pois são as asas do seu coração
Saint Seiya são todos jovens
Saint Seiya heróis do amanhã
Saint Seiya como pégaso
Saint Seiya agora, abra suas asas!

Fantasia de pégasus, são sonhos?
Pois são as asas do seu coração
Saint Seiya são todos jovens
Saint Seiya heróis do amanhã
Saint Seiya como pégaso
Saint Seiya agora, abra suas asas!

E o resultado final

Assim como o Make-Up teve de criar uma letra não muito aprofundada da história do anime, a Toei Animation criou um video que apenas sondasse o que há por trás da história que seria contada. Nele, é mostrado Seiya e os outros nove cavaleiros de bronze que lutaram na Guerra Galáctica (primeiro arco da história) em batalhas genéricas contra guerreiros rasos do Santuário, algumas demonstrações de força do protagonista e algumas sequências com personagens e vilões que até então já tinham dado as caras no mangá.

Tanto a música como o video foram bem recebidos pelo público e até hoje é um dos grandes ícones de Os Cavaleiros do Zodíaco. Talvéz, se a letra tivesse se aprofundado demais na historia, ela não se tornaria tão marcante quanto é para os fãs da série, já que são as metáforas e as demais figuras de linguagem presentes na músia que a tornaram tão original no mundo dos animesong’s.

Outro diferencial da música é o seu solo de guitarra, admirada por muitos como o melhor solo de um animesong já produzido. O autor deste solo também é o importal Hiroaki Matsuzawa, que mesmo num animesong pode marcar muito bem o estilo j-rock que estava se desenvolvendo no Japão nos anos 80.

Pegasus Fantasy é um marco não só para o Make-Up, que viu uma de suas composições sendo executadas todos os dias na TV, mas também para história dos animesongs. Pela primeira vez, um gênero tão popular como o J-rock foi levado para uma animação, atraindo tanto os fãs do gênro musical para assistir a produção como levando os espectadores do desenho animado para o gênero da música. Assim, Pegasus Fantasy marca o amadurecimento de um gênero e a multipluralidade do público-alvo de animação japonesa conseguida por Saint Seiya.

Voando nas asas do Pégaso

O Make-Up não apenas gravou a abertura do anime, mas também seu encerramento e diversas outras músicas ao longo da primeira saga do anime. Isso gerou dois discos gravados pela Columbia Records apenas com as músicas que a banda fez para a animação, Saint Seiya Hits I e Saint Seiya Hits II. Em ambos os discos, a banda contou com a participação da cantora Mitsuko Horie (considerada a rainha dos animesong’s e esposa de Ichiro Mizuki) que chegou a cantar junto com a banda a música Friends in the Sky:

1. Pegasus Fantasy
2. Can’t Say Good Bye
3. Friends in the Sky
4. Love Fighter
5. Final Soldier
6. Remember
7. I Am Fight
8. Beautiful
9. Stardust Way
10. Blue Forever

1. Overture
2. Diamond Dust
3. Golden Heart
4. Lullaby
5. Stop the Fate
6. Nebula Chain
7. You Are Phoenix
8. Dragon Blood
9. We’re Fearless Warriors
10. Termination

Pegasus Fantasy Full

Diferente do Brasil, onde as músicas são apenas adaptadas de suas vesões originais, rendendo pouco tempo de música, as músicas de anime no Japão são produzidas “cheias”, ou seja, geralmente com mais de três minutos, com conteúdo bem maior do que aquele que é editado para a versão de 1 minuto e meio da TV. Assim, para finalizar a primeira parte do artigo sobre a Pegasus Fantasy, nada melhor que ouvi-la em sua versão cheia:

> Próximo post: Pegasus Fantasy e suas versões pelo mundo.

REVIEW: box The Lost Canvas da FlashStar Filmes volume 2

Produto: Box “Saint Seiya – The Lost Canvas”
Faixa de preço da box: R$49,90.
Faixa de preço dos DVD’s avulsos: entre R$19,90 R$24,90.

Dando continuidade ao seu trabalho com os defensores de Atena, a FlashStar Filmes (um dos selos da Focus Filmes) lançou em 2 de agosto de 2010 o segundo box do spin-of The Lost Canvas da franquia Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil) contendo os 7 últimos episódios da primeira temporada da série (que somado aos 6 primeiros rendeu 13 episódios).

A TROCA DE LOGOTIPO

Quem se deparar com o produto a primeira vista notará a primeira mudança em relação ao primeiro box: a troca de logotipo.

Com a intenção de criar uma idetidade visual única no ocidente para a franquia The Lost Canvas, a produtora TMS (empresa de animação do grupo SEGA) junto com a editora Akita Shoten (editora da revista Shonen Champion, antologia em que foi publicada os quadrinhos que deram origem a animação) decidiram por padronizar o logotipo de todos os produtos que utilizassem o nome da série.

Assim, não só a FlashStar/Focus Filmes, mas também a Editora JBC (que publica os quadrinhos no Brasil), foram obrigados a trocar o logotipo que vinham utilizando para passar a usar o logotipo criado no Japão.

O logo utilizado no primeiro box era parecido com o da série clássica da franquia.

Entre críticas e elogios dos fãs mais ardorosos, o fato é que a FlashStar/Focus Filmes errou desde o começo ao optar no primeiro box, pela utilização do logotipo criado pela JBC quando esta começou a publicar o mangá por aqui, já que este se assemelhava demais ao logotipo da série clássica animada pelo estúdio Toei Animation, que trazia o nome “Os Cavaleiros do Zodíaco” (nome também utiliado pela Toei o ocidente) em letras douradas margeado por bordas também douradas e pelos subtítulos “The Lost Canvas” e “A Saga de Hades“.

Essa semelhança não era pura coincidência: com um logotipo tão parecido com o da Toei, ficaria muito mais fácil para o consumidor fazer a ligação entre a série clássica e o spin-of na hora de se deparar com o produto na loja.

Porém, por se tratar de um logotipo tão diferente da animação da TMS, o logotipo acabava por descaracterizar a animação, que no Japão já trazia uma identidade visual diferente da série clássica da Toei.

Assim, o uso do logotipo original foi mais do que benvindo, mas mesmo assim podem ser notadas algumas falhas em seu uso o mercado nacional.

A FlashStar utilizou o logotipo ocidental da TMS em sua forma completa, ou seja, sem nenhum tipo de adaptação para o mercado brasileiro. Isso acabou resultando também em alterações no nome da coleção, que deixou de ser o extenso “Os Cavaleiros do Zodíaco – The Lost Canvas – A Saga de Hades” para o simplório “Saint Seiya – The Lost Canvas

O logo ocidental oficial foi criado pela TMS e se aproxima muito do logo original japonês.

O ideal seria que o nome Saint Seiya nem fosse utilizado, já que a força da franquia no Brasil sempre esteve ligada ao nome Os Cavaleiros do Zodíaco, mas mesmo uma inscrição com esse nome acima do logo, como foi feito com o mangá, não foi utilizado.

Para o fã da franquia e de animação em geral, isso não faz diferença alguma (a não ser as reclamações ou os elogios) na hora de fazer a compra, já que já conhecem a qualidade da animação desde que ela saiu no Japão e já conhecem o capricho que FlashStar deu ao produto em seu primeiro box (leia o review do primeiro box aqui), o único resultado mercadologicamente negativo que pode ocorrer é a confusão (ou a não procura) que o consumidor potencial que se interessa pela franquia mas não acompanha notícias relacionadas pode ter ao procurar o produto, já que nem o apelo visual da semelhança do logo anterior e nem o nome ocidental de Saint Seiya estarão estampando o logotipo do produto.

Trocando em miúdos, a mudança foi positiva, pois o novo logo é uma das caracterísiticas mais marcantes da série fora do Brasil, mas por se tratar de Brasil, o nome Os Cavaleiros do Zodíaco poderia ter sido adaptado ao novo logotipo, preferencialmente numa nova arte, mas se impossível, numa inscrição acima do logo.

A EMBALAGEM

Junto do novo lotipo, foi utilizado como ilustração da capa a mesma imagem que a FlashStar/Focus utilizou no Brasil quando licenciou a série no Brasil. A imagem é bonita, traz Tenma, Sasha e Alone (personagens principais da história) em destaque, junto com Yato, Yuzuriha e a constelação de Pégaso na parte inferior, mas seria mais interessante se a TMS tivesse liberado uma imagem nova para estampar a capa do box.

Do mesmo jeito que o volume 1 e todos os lançamentos anteriores da Focus Filmes em formato box (com excessão dos digipack), a caixa é completamente fechada, trazendo duas aberturas nas laterais para a retirada das caixas avulsas.

A capa utilizada é a mesma ilustração que a FlashStar usou para anunciar o licenciamento do anime.

As lombadas trouxeram no lugar do Tenma de Pégaso da caixa anterior, o object da armadura de Pégaso, que foi uma sacada de ouro do gráfico que concedeu a caixa, a não ser pelo fato de que a mencionada imagem parece ter sido esticada (perdendo um pouco da qualidade) quando se a vê de perto.No verso, foi utilizado o mesmo texto do volume 1, que é um tanto quanto longo e confuso para se explicar a história para um consumidor que não conhece o conteúdo do produto, dando muitas retomadas em pernagens já citados para melhor exlicar sua participação na história.

Apenas o material do box continua a desejar, já que é feito de um papelão mais fino do que a sua prinipal concorrente no ramo, a PlayArte, costuma utilizar.

Os DVDs avulsos do Brasil têm a mesma capa dos DVDs japoneses.

A arte das capas dos DVDs avulsos são um espetáculo a parte, sendo as mesmas utilizadas no Japão, o que agradou imensamente os fãs de longa ou curta data. As ilustrações internas e os labels dos discos foram muito bm selecionados e adaptados, criando um how de imagem para quem abre a caixa.

O CONTEÚDO

A FlashStar manteve o excelente padrão de imagem e som utilizado o volume 1 da coleção.

Da mesma maneira, a arte do menus também não deixou a desejar, traendo trechos do filme, imagens selecionadas e transições interessantes entre um menu e ouro.

O erro no menu “idioma” do volume 1 foi corrigido, sendo possível ajusta-lo antes da exibição do filme sem que o DVD player vá para o modo “stop” como no volume 1.

O único ponto negativo é o terceiro disco trazer o mesmo making-of contido na coleção anterior. Já que o produto iria trazer extras, seria melhor que eles fossem inéditos.

A qualidade do som e da imagem surpreendem!

Seria perda de tempo continuar a falar sobre o conteúdo, já que a animação em si já é um show a parte, agrandando em cheio tanto aqueles que já são fãs de longa data como aqueles que querem começar a conhecer Saint Seiya através de The Lost Canvas.

A DUBLAGEM

O estúdio responsável pela dublagem dessa segunda leva de episódios foi novamente a DuBrasil, que abocanhou 4 prêmios o Prêmio Yamato de Dublagem (conhecido popularmente como Oscar de Dublagem) com o trabalho que realizou com o trabalho realizado no primeiro box.

Se antes os fãs eram sempre temerosos do trabalho realizado pelo estúdio, esse medo acabou após o sucesso da dublagem da primeira leva de episódios de The Lost Canvas, as principais espectativas dos fãs, não eram o resultado final, mas fim a escalação de novos dubladores que acompanhariam o elenco dos primeiros episódios (confira a lista aqui) que não foram alterados.

Seguindo dicas do site CavZodiaco.com.br e ouvindo os desejos dos fãs, Hermes Baroli e Zodja Pereira, escalaram dubladores que, do mesmo jeito que o box anterior, foram grandes acertos.

O primeiro a ser confirmado como dublador foi Alexandre Moreno no papel de Manigold de Câncer. Conhecido por ser o dublador de Adan Sandler, Alexandre Moreno caprichou. Sua participação, apesar de curta, foi genial, colocando na voz do personagem todo a ironia e sagacidade que ele reflete, e deixando os fãs com um gostinho de quero mais.

Um show de interpretação com os novos dubladores.

Para interpretar Asmita de Virgem foi escalado Marco Antônio Costa, dublador de George Clooney desde a época de E.R – Plantão Médico. Frieza, imponência e toda a seriedade do cavaleiro de Virgem ficaram muito salientes no personagem, melhor escolha seria impossivel.

Ainda entre os dubladores cariocas, foi escalado Mauro Ramos (Pumba em o Rei Leão, John Locke em Lost a partir da terceira temporada e Sully de Monstros S/A) como Hasgard “Aldebaran” de Touro. A impressão que ficou foi que o personagem já nasceu com a voz de Mauro Ramos, que refletiu toda a determinação de Hasgard.

Para fechar com chave de ouro as grandes escolhas da DuBrasil, voltou ao time d’Os Cavaleiros do Zodíaco o dublador Flávio Dias no papel de Sisifo de Sagitário. Flávio já havia dublado o deus Poseidon quando o anime foi dublado na Gota Mágica nos anos 90, mas foi substituído quando o anime foi redublado nos anos 2000. Com uma voz mais experiente que em nada lembrou Poseidon, o dublador fez um bom trabalho e continuará a abrilhantar The Lost Canvas, já que Sisifo ainda fará grandes participações ao decorrer da história.

Ainda no elenco anterior, vale ressaltar o excelente trabalho que Silas Borges (que ganhou o prêmio de “melhor dublador de anime” pelo trabalho no volume 1 de The Lost Canvas) fez como Alone, Charles Emanuel como Tenma, Tatiane Keplmair como Yuzuriha  e Yuri Chésman como Yato, mostrando que o elenco dos protagoistas do novo anime, se mostra tão brilhante quanto os dubladores da animação original.

Silas Borges ganhou um Oscar de Dublagem pela interpretação da primeira leva de episódios e melhorou ainda mais nesse segundo box.

Dos demais, todo o antigo elenco está de parabéns, a não ser pelas ressalvas a seguir.

Roberto Leite ainda não convence como Kagaho de Benu, apesar de ter melhorado bastante se comparado ao primeiro box. O personagem ainda parece muito passional e sem controle de si mesmo, diferente do personagem frio e dedicado que o dublador japonês demonstra.

E ainda vale ressaltar que ao contrário do primeiro box, o som das BGs (back ground) ficaram um pouco mais baixas que a versão original (nada que comprometa, mas ficaram mais baixas), mas que do mesmo jeito, as vozes dos dubladores também ficaram mais baixas. Assim, para que a experiência da versão dublada seja tão intensa quanto a causada pelos sons de fundo da versão japonesa, aconselho a erguer um pouco mais o som da TV.

ENFIM, VALE A PENA COMPRAR?

Mais uma vez toda a equipe envolvida no produto caprichou. Não há brindes ou extras novos, mas levando em consideração que o preço de lançamento baixou quase 30% se comparado ao preço de lançamento do primeiro box e ainda traz um episódio a mais a compra se torna quase que obrigatória para todo fã da série. Esse novo box segue toda a qualidade de seu antecessor e certamente não trará arrependimentos a quem quiser continuar sua coleção ou simplesmente se divertir com o que a animação japonesa tem de melhor.

Novos boatos sobre um filme live-action d’Os Cavaleiros do Zodíaco

Segundo boatos que circulam em alguns sites e fóruns internacionais, Masami Kurumada estaria neste momento envolvido em uma adaptação de uma das suas séries em Hollywood e deverá fazer um pronunciamento em seu site oficial em breve. Não se sabe se trata-se d’Os Cavaleiros do Zodíaco, mas novamente voltam os boatos, que já haviam sido desmentidos anteriormente, sobre um possível filme live-action (com atores reais) da série.

Boato? Uma obra de Masami Kurumada está cogitada para ser produzido em Hollywood.

Em 2008, devido a fotos que mostravam o cantor Kacky, vocalista da banda Marina Del Rey, junto com uma grande orquestra nos estúdios da Warner Bros, começaram a rolar boatos que os defensores de Atena ganhariam uma produção norte-americana. A banda Marina Del Rey é a interprete da música de abertura da música Pegasus Forever da fase Inferno da Saga de Hades e da abertura de Ring Ni Kakero, Asu e no Touchi. Além disso, Kacky está sempre envolvido nas produções musicais das obras de Kurumada.

O boato foi tão forte que até o site IMDB, tradicional filme de cinema norte-americano, incluiu em sua galeria de filmes “em produção” o tal live-action, que já teria até um nome: Saint Seiya – Chapter Santuary e um orçamento de US$25.000.000,00.

Se o live estrelar Seiya, é melhor que a adaptação fique melhor que a feita nos teatros japoneses.

A notícia provocou a ira dos fãs, que o compararam com o orçamento destinado ao aguardado filme de Dragon Ball Evolution, que tinha uma produção estimada em US$100.000.000,00. Mais tarde descobriu-se que o filme de Goku custou só US$47.000.000,00, mas isso é assunto para um próximo post.

Novidades especulativas não paravam de surgir sobre os cavaleiros e na época, uma das notícias mais bizarras incluia o ator Tom Welling (Clark Kent em Smallville) no papel de Ikki de Fênix e Frankie Muniz (O Agente Teen) como Shun de Andrômeda.

Foi nessa época também que Masami Kurumada fez uma referência em um dos capítulos do mangá Saint Seiya – Next Dimension (editora Akita Shoten) sobre um game da franquia para jogar online que em breve seria lançado. Mais boatos diziam que a Sega iria desenvolveria o jogo.

Seria Tom Welling um bom Ikki de Fênix?

Em 2009, todos esses boatos foram desmentidos com o anúncio de Saint Seiya – The Lost Canvas em anime. A produção ficaria a cargo do estúdio TMS, do grupo SEGA, que investiu os US$25.000.000,00 na produção e mandou gravar a trilha sonora nos estúdios da Warner. Sobre o jogo, ainda há boatos sobre sua produção, já que a fonte deste foi o próprio autor da série.

Foi em 2009 também que o fiasco Dragon Ball Evolution causou muita ira nos fãs de animação japonesa em geral, e a parir daí, também surgiu uma grande resistência em torno de adaptações americanas para animes. Assim, parecia que o melhor mesmo era que Seiya e os outros ficassem longe das telonas.

Agora em 2010, começa uma nova onda de boatos. O mais provável é que tudo isso não passe de um alarme falso, causado pela declaração de Louis Leterrier, diretor de Fúria de Titãs declarar ser fã da série (vide postagem anterior).

Se o live-action d’Os Cavaleiros do Zodíaco realmente fosse do interesse de Hollywood, Louis Leterrier seria uma ótima opção para a direção, e diferente do que os fãs mais resistentes acreditam, o filme poderia ser um sucesso de adaptação.

O diretor poderia se basear no trabalho de José Luis Ramos para adaptar as armaduras para o cinema. O fã produz fanarts de Saint Seiya em 3D.

Entre um boato e outro, uma coisa é fato: sempre que o universo d’Os Cavaleiros do Zodíaco é remexido por especulações como essas, sempre há um resultado positivo. Foi assim com a produção do mangá Next Dimension, com o anime do Lost Canvas e com a volta do anime para a TV brasileira.

No que essa nova onda de boatos poderá resultar, só o tempo dirá. Entre as opções temos um anime do Next Dimension, um remake da série clássica e uma continuação para o Prólogo do Céu, mas nunca se sabe o que poderá acontecer.