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RESENHA: Super Friends Spirits 2012 – Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

10 anos de Anime Friends! Para todos aqueles que acreditavam que tudo o que é bom dura pouco, o Anime Friends está aí para provar que quando se une persuasão, força de vontade e grandes sonhos, a realidade tão desejada perdura durante anos! E para comemorar em grande estilo, a Yamato Music preparou um Super Friends Spirits tão grandioso quanto o evento merecia, a começar pelo dia 08 de julho!

Dividida em duas apresentações, nos dois domingos do eventos, o Super Friends Spirits 2012 é não só o maior festival de animesongs da América, mas também o cumprimento de uma promessa que a Yamato Eventos fez com o encerramento da edição de 2011: relizar um festival com os maiores nome do animesong na décima edição do Anime Friends!

Com o sucesso do show de encerramento da edição anterior (clique aqui pra saber como foi), que não só resgatou toda a essência das primeira edições do Super Friends Spirits mas também deu a oportunidade do fã conhecer o que o passado e o presente da história do animesong tem de melhor, a edição de aniversário do show não poderia deixar de trazer os dois grandes nomes de 2011 de volta ao palco no Anime Friends:

• NOBUO YAMADA
Pegasus Fantasy. Bastou uma única música para que Nobuo Yamada colocasse para sempre seu nome na história como um dos maiores cantores de animesong de todos os tempos. Vocalista da banda Hard Rock Make-Up, sucesso no Japão nos anos 80, Nobuo ficou conhecido no mundo todo por interpretar os temas de abertura e encerramento d’Os Cavaleiros do Zodíaco.

Hoje, além dos trabalhos com o Make-Up e em carreira solo, o cantor ainda participa de diversos projetos musicais, integrando a recém formada banda Dr. Metal Factory, que faz covers de clássicos da J-Music em formato Heavy Metal e o Project R, grupo musical formado pela Toei Company para compor os temas dos tokusatsu produzidos pela empresa, que já lhe renderam os temas de abertura de Gou Gou Sentai Boukenger e Tensou Sentai Goseiger.


• TAKAYOSHI TANIMOTO
Takayoshi Tanimoto tem história no mundo dos animesongs, sendo o intérprete do tema de evolução de Digimon Tamers e os temas de abertura de Zatch Bell eJuuken Sentai Gekiranger. Mas foi em 2009 que o cantor atingiu o ápice de sua carreira, quando gravou os temas de abertura e encerramento de Dragon Ball Kai, versão remasterizada (e encurtada) de Dragon Ball Z.


O show começou marcado para as 18h30 começou com cerca de 30 minutos de atraso e foi realizado em pouco mais de uma hora e meia. O setlist foi o seguinte:

1 – Pegasus Fantasy (abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco)
2 – Dragon Soul (abertura de Dragon Ball Kai)

MC com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

3 – Can’t Say Good-Bye (inserção de Os Cavaleiros do Zodíaco)
4 – Kimi ni Kono Koe ga Todokimasu you ni (abertura de Zach Bell)

MC com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

4 – Go Go Sentai Bokenjya Shudaika (abertura de Bokenger)
5 – Tensou Sentai Goseiger (abertura de Goseiger)
6 – Juuken Sentai Gekiranger (abertura de Gekiranger)

MC com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

7 – Sayonara Warriors (inserção de Os Cavaleiros do Zodíaco)
8 – One Vision (tema de evolução de Digimon Tamers)

MC com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

9 – Mienai Tsubasa (abertura de Zacth Bell)

MC com Takayoshi Tanimoto

10 – Yeah! Break! Care! Break! (encerramento de Dragon Ball Kai)
11 – Never (tema do filme Os Cavaleiros do Zodíaco – Prólogo do Céu)

MC com Nobuo Yamada

12 – Blue Forever (encerramento de Os Cavaleiros do Zodíaco)

Encore

13 – Pegasus Fantasy (abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco)

“A energia dos fãs brasileiros são referência para o mundo”, todo diz Nobuo Yamada

O dia 08 de julho começou agitado. Fãs brasileiros dos artistas internacionais do Japão sabiam que teriam mais uma grande chance de conhecer seu grande ídolo no Anime Friends logo durante a tarde de autógrafos que se passaria algumas horas antes do show.

Logo após a saída de Kaya, entraram Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto no espaço reservado para os artistas. Recebidos com vivas e gritos de seus nomes os artistas já chegaram acenando e sorrindo para os fãs.

Devido a mudança de local do evento, a tarde de autógrafos não foi feita na Sala Tokusatsu, como de costume, mas num local gradeado próximo do palco principal, onde os cantores poderiam se locomover sem grandes assédios.

Sempre simpáticos, os artistas receberam os fãs e, na medida do possível, trocaram algumas palavras, abraços e cumprimentos. Apesar de não ter a privacidade que a Sala Tokusatsu fornecia, o local foi muito proveitosos, principalmente para os fãs que não conseguiram a senha para ganhar os autógrafos, que puderam chegar muito próximos dos cantores.

Com o fim da tarde de autógrafos muitos fãs já se posicionaram próximos do Palco Principal para assistir ao show. Precedidos por vídeos que mostravam as principais atraçõs da segunda semana do evento, como a palestra de Paul Zaloon, o ator do Beakman, e um video com a música Soultaker do JAM Project, a Yamato Music já criou o clima para a chegada dos artistas e quando estes entraram no palco a explosão foi imediata!

Tanimoto fez um grande Kame Hame Ha no palco!

Nobuo Yamada entrou cantando Pegasus Fantasy, levando fãs de Os Cavaleiros do Zodíaco e da maior música animesong de todos os tempos a loucura! Em seguida foi a vez de Takayoshi Tanimoto cantar Dragon Soul, mostrando que em séries novas ou antigas, Dragon Ball sempre viverá no coração dos fãs.

Durante o show, diversas entrevistas foram feitas com os dois cantores, tendo destaque a comparação que Nobuo fez do público brasileiro com o público japonês, muito mais animado e um referencial para os nipônicos que assistem ao vídeos do Super Friends Spirits pelo Youtube.

Música após música, tema após tema, o palco já reduzido que a Yamato Music foi obrigada a fazer com a decisão da troca de local, ficou ainda menor com tamanha presença de palco dos artistas, mesmo em suas músicas menos conhecidas, Tanimoto conseguia fazer o público sair do chão.

Nobuo Yamada, com seu carisma já conhecido e sua voz grave e melódica invadia todo o palco e chegava fundo no coração dos fãs que vibravam a cada “Saint Seiya“! Todos os fãs podiam estar dando mil vivas a cada nota do autor, mas o sorriso em seu rosto era a prova cabal que o sonho realizado dos fãs era tão grande quanto os sonhos realizados do cantor por estar fazendo sua música no Brasil!.

Mesmo sem o acompanhamento de um banda (um grave erro da Yamato Music, já que a Banda Wasabi poderia facilmente acompanhar os cantores como fizeram em 2011) Nobuo repetiu o que fez ao encerrar o show de 2011: ecoar a mensagem de Blue Forever por todo o palco em tom acústico junto com todos os fãs.

Nobuo abre os braços em agradecimento ao carinho do público!

Mas mais uma vez isso não bastou e Nobuo teve de voltar ao palco para cantar Pegasus Fantasy em sua performance mais emblemática do amor que sente pelo nosso país: cantou em japonês e em português para encerrar a primeira edição do Super Friends Spirits 2012.

Com a quantidade de fãs no Palco Principal e o sucesso que Yamada e Tanimoto fazem entre os fãs, a Yamato poderia ter encerrado o dia 08 de julho com o Super Friends Spirits, mas infelizmente resolveu adiantar o evento musical para dar lugar ao show do cantor Kaya para encerrar o dia.

Não atingindo a quantidade de pessoas no palco como foi com o Super Friends Spirits, resta torcer para a Yamato deixar, como sempre havia feito, o Super Friends Spirits como a atração de encerramento de ambos os domingos, afinal, que me desculpem os fãs de Kaya, mas o uníssono que Pegasus Fantasy produziu com os milhares de fãs reunidos no show de Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto vai ecoar para sempre no coração dos fãs como o melhor que o Anime Friends teve, tem e terá a oferecer ao longo de sua história e por todos os anos que se seguirão!

Nobuo Yamada cantando Pegasus Fantasy em português!

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Saint Seiya Ômega: primeiras impressões

Estreiou nesse 1º de abril (é verdade!) a nova animação produzida pela Toei Animation da meteórica franquia de Saint Seiya, ou Os Cavaleiros do Zodíaco no ocidente, intitulada Saint Seiya Ômega. Após tanta repercussão com diversos elementos que comporiam a série e uma avant-premier que entrou para a história da nipo-animação no Brasil, é hora de avaliar as primeiras impressões do trabalho final, que mesmo planejado para durar 52 episódios, já dá seus primeiros sinais de sucesso.

O ENREDO

Certamente o maior dos medos dos fãs de longa data residia no enredo que a trama traria para a franquia. A data escolhida para se passar a história (nos tempos atuais em 2012) e a envelhecimento que todos os personagens sofreriam já soava desagradável. Após saber de um novo Pégaso, de um filho de Shiryu e de um inimigo com cara de Digimon, a tensão só aumentou.

No primeiro episódio, não aconteceu nada que abalasse o conceito geral da obra. Kouga, um jovem criado na Mansão Kido por Saori e treinado por Shina de Cobra (ou Serpentário, no original) se recusa a se tornar um cavaleiro por não saber exatamente do que isso se trata. Sem conhecer Seiya, ele pouco se importa com o fato de ter sido criado quando criança por ele.

Se o treinamento que ele recebe não é o que mais lhe agrada, o jovem nutre profunda admiração por Saori, que o criou desde bebê. Apesar de não deixar claro no primeiro episódio, a deusa está sofrendo de algo que deixa seu corpo com uma aparência muito próxima das galáxias que formam o corpo de Marte, o vilão da história que, até onde se sabe, matou Seiya quando este tentou matar Kouga.

Sem Santuário e concentrado na conceitualização do protagonista e nos conceitos básicos da história (como a fonte da Cosmo Energia) que os novos telespectadores do Japão não estão acostumados, o episódio terminou com Kouga vestindo a armadura de Pégaso, que não tem mais a forma object e nem urna, agora guardada dentro de um cristal que Saori lhe entregara pouco antes de Marte ressurgir, vencer Shina e tentar sequestrar a deusa Atena.

Seiya agora veste a armadura de ouro de Sagitário!

Terminando com aquele gostinho de “quero mais” que a série clássica tanto tinha e que as novas produções da franquia pouco conseguiram alcançar, o início de Saint Seiya Ômega começou diferente de tudo o que já foi visto em Saint Seiya, mas com o espírito que todos os fãs queriam ver.

A ANIMAÇÃO

Um dos grandes impactos do anúncio da nova série foi a profunda transformação que alguns personagens passaram com o novo traço adotado pela Toei Animation. A nova roupagem não só deu nova cara aos personagens já conhecidos dos fãs, como também redefiniu as armaduras e o estilo do inimigo.

A começar por Saori e Seiya, que agora com 38 anos deveriam trazer um traço mais maduro caso alguma mudança nos seus traços fossem feitos, o novo conceito foi simplificado demais. Mesmo com os olhos parecidos com o que eram desenhados na série clássica, o formato da boca, do nariz e a magreza do corpo chegam a incomodar.

O perfil até colabora para o design de novos personagens, mas parece ter tirado aquele ar doce e sereno que Saori costumava ter e a emoção latente que o rosto de Seiya sempre expressava. A impressão que dá é que os desenhistas preferiram “caprichar” no traço de Kouga para que este logo se destacasse entre os novos telespectadores da saga e logo ganhassem sua preferência.

Mas nem tudo são rosas negras, pois a qualidade da animação surpreendeu muito. Apesar do traço utilizado ser muito próximo das produções mais infantis da Toei, a série é madura o suficiente para agradar a fãs de todas as idades, tanto em enredo quanto em qualidade de imagem.

Mais madura, o traço de Saori Kido, a Atena, estranha a primeira vista.

A qualidade movimentação dos personagens enche os olhos de qualquer um que assista ao episódio, principalmente após um trabalho tão estático da Toei com OVA’s das fases Inferno e Elíseos de Hades. A somatória da dinâmica com o traço ainda não chega ao nível de estúdios como o Mad House ou Studio Ghibli, mas estão na mesma qualidade das atuais animações do Estúdio Pierrot.

A TRILHA SONORA

Para quem esperava uma nova música de abertura, “caiu do Pégaso” quando foi anunciado que Pegasus Fantasy seria mais uma vez o tema de Saint Seiya. Depois, mais uma queda sofreram todos que escutaram a versão cantada por Shoko Nakagawa (nova dubladora da Saori) e Nobuo Yamada.

Começando por um melodia leve e emocional por Shoko, a música ganha toda a força e o dinamismo da voz de Nobuo Yamada, entrando em êxtase total com a combinação dos dois no refrão da música.

E como BGM’s (Background Musics), foram utilizadas muitas músicas inéditas e novas roupagem para velhas trilhas conhecidas do público compostas pelo premiado compositor Seiji Yokoyama ainda nos anos 80 durante a produção da série clássica.

DESTAQUES E DESASTRES

Algo muito, mas muito interessante aconteceu após eu assistir o primeiro episódio de Saint Seiya Ômega: nunca, em já quase 20 anos como fã da série, eu havia notado como a personagem Shina de Cobra é interessante. Extremamente habilidosa, honrando seu título de amazona de prata com capacidade para ser mestre, a breve troca de golpes com Marte e a sua astúcia ao treinar Kouga demonstraram como ela foi uma personagem mal aproveitada durante todo o desenvolvimento da série clássica.

Também temos o detalhe da armadura. Armadura essa que ainda parece estranha de se guardar num pingente de um colar. Atire uma pedra o fã que nunca ficou analisando parte por parte os encaixes do object da armadura no cavaleiro. Masami Kurumada, o autor da série, fez escola ao criar as armaduras que desmontadas se tornavam figuras de constelações, mas parece que a nova geração de fãs não terá tal experiência.

Com tal alteração na montagem das armaduras, fica inclusive uma dúvida nos produtos a serem lançados. O hobby de montar um Cloth Myth é comparável ao de colecionadores de automodelismo, que transpassa para a figura um pouco da sua paixão pelo esporte. Será que os novos bonecos da Bandai trarão junto com o novo conceito do anime uma nova forma de action figures de Os Cavaleiros do Zodíaco? É esperar para ver.

E já que o assunto são armaduras, muito interessante a ideia que adotaram para Kouga, Shina e os outros protagonistas. Próximo do que era na série clássica, porém mais dinâmico e arrojado, os trajes são perfeitos para cair no gosto da garotada japonesa e ser aprovadas pelo fãs da velha guarda.

Shina foi o destaque do primeiro episódio!

Como o traço das armaduras varia bastante de acordo com o autor que escreve para a franquia (vide o Episódio G) é muito viável que Ômega não repita as velhas fórmulas da série original. O único porém foi a armadura de Sagitário de Seiya: as asas muito retas e a espécie de cachecol que fica no colarinho da armadura ficaram um tanto quanto exageradas, não acompanhando o dinamismo das demais armaduras.

Outro ponto positivo foi Kouga, que mesmo carregando nas costas o legado de Tenma e Seiya, conseguiu se mostrar um protagonista interessante, com um passado a ser conhecido e uma personalidade contestadora capaz de chamar a atenção de novos fãs e honrar a armadura de Pégaso.

Não que a proposta da série consiga me agradar, mas o enredo em geral foi muito positivo dentro da mesma. Toda a história precisa de um motivo para ser contada, e a de Saint Seiya é a história de Seiya. É difícil imaginar que após tantos fenômenos ocorridos com os cavaleiros nos anos 80, o ciclo de Guerras Santas continuaria, o final de Saint Seiya sempre me pareceu perpetuar o fim da história. Logo, a história de Ômega me parece algo incabível, do nível de fanfics sonhadoras que gestalticamente quiseram seguir com a história com os cavaleiros de bronze na vestimenta de ouro.

Porém a proposta da série está aí e não adianta colocar as possibilidades virtuais que a série clássica dá para seguir com o enredo. Para avaliar Ômega, é necessário tomar por base a essência do universo de Ômega.

Kouga sente o peso de se tornar cavaleiro.

COSMO FINAL, AFINAL

Saint Seiya Ômega nasceu em um momento oportuno, e por isso mesmo é uma série oportunista. Não que isso seja ruim, todo anime é criado para gerar retorno para todas as partes envolvidas e a comemoração de 25 anos da série (na verdade em 2012 já são 26!) é uma situação que não pode ser disperdiçadas.

Para a Toei, criar algo novo de Saint Seiya é sempre uma maneira de colocar os holofotes em cima dela, a obra é consagrada dentro e fora do Japão e, com excessão dos EUA, é (junto com Dragon Ball Z) o principal cartão de visita do estúdio em todo o mundo.

O formato adotado em Saint Seiya é claramente voltado ao público internacional, com personagens com nacionalidades dos principais países em que a franquia faz sucesso, inclusive o Brasil.

O tom da série é muito próximo da emoção passada pela série clássica, ponto que considero o mais relevante em sua produção. Os efeitos especiais estão dentro do parâmetro que os japoneses costumam assistir, os personagens são cativantes e o ambiente é propício para que a franquia ganhe novos fãs no Japão e no mundo.

São apenas dois os pontos que podem barrar o sucesso da série. O traço muitas vezes é irritante e infantil, com narizes pontiagudos, falta de detalhes e certas deformidades, imperceptíveis para crianças abaixo de 10 anos, mas que incomodam os fãs de animação de longa data.

E por fim, o enredo que, apesar de bem contado, mediocriza a franquia no geral, transformando-a cada vez mais em produto (como são os tokusatsus da Toei, as séries Digimon e as produções de Transformers) e menos em fantasia, utilizando-se do racional sistema de Guerras Santas que Masami Kurumada criou para dar continuidade a série ao invés de encerrá-la como um épico.

Írá Kouga dar continuidade ao legado do lendário Seiya?

Sabendo como os japoneses são mestres na arte de contar histórias, é certo que Saint Seiya Ômega será mais uma produção genial. Mas se ela terá a mesma força motriz que comoveu o mundo e se ela é digna de continuar o legado iniciado nos anos 80, só o tempo irá dizer ao longo dos próximos 51 episódios da série.

REVIEW: Anime Friends 2011 – dia 17

Local: Rua Chico Pontes, 1500, Vila Guilherme, São Paulo – SP
Quando: Dias 08, 09, 10, 14, 15, 16 e 17 de julho.
Preços: Entrada entre R$20,00 e R$35,00 por dia.

De vez em quando vem a pergunta na cabeça de um fã de anime: porque que será que as diferenças culturais entre Brasil e Japão fazem com que o otaku brasileiro use seu hooby para se socializar e o otaku japonês para se isolar? Indepentende da antropologia, psicologia comportamental e sociologia envolvida na resposta, é fato que um evento de anime de qualidade em terra tupiniquins precisa passar toda essa sincronia de ideias, amizades e integração dos visitantes para que possa ser mais parecido com o otaku brasileiro que com um otaku japonês. Felizmente, apesar dos deslizes do primeiro fim de semana, o Anime Friends 2011 mostrou, assim como deve ser, porque é o maior evento de cultura pop do Brasil no último dia de evento.

Assim como no ano anterior e como em todos os anos desde a sua primeira edição, o último domingo é conhecido por ser o dia que mais recebe visitantes. Nesse último domingo, o público esperado era de mais 35 mil pessoas, número que provavelmente foi atingido com folga.

Logo na entrada principal, era possível observar filas que dobravam a esquina, mesmo com ingresso antecipado. Na entrada de caravanas, o número de ônibus que não paravam de chegar era enorme, trazendo fãs dos mais variados pontos do Brasil. Mesmo a maioria do público sendo de São Paulo e do interior paulista, não era dificil encontrar pessoas do Rio de Janeiro, Minas Gerais, do sul e do nordeste do país e mesmo estrangeiros (como Argentinos e Uruguaios) dentro do evento.

Logo na fila de entrada já era possível encontrar seus personagens favoritos.

Se a principal reclamação dos fã para com a organização do evento nos últimos anos foi o espaço destinado para circulação nos últimos eventos, dessa vez os visitantes não tiveram com o que reclamar. Parecido com o que aconteceu na edição de 2010, o evento estava nitidamente cheio, porém com as pessoas muito bem distribuídas nos galpões de atrações e nos corredores do Mart Center.

Aliás, a cada ano que passa o Mart Center se mostra capaz de abrigar o evento, com uma área grande sendo utilizada pela Yamato, o local se mostra essencial para o bom funcionamento do evento. Porém nem tudo são ouros, apesar da organização do evento não ter utilizado um galpão que estava em demolição no anos anteriores (uma decisão mais do que acertada), muitas partes do Mart Center precisam de um tratamento e uma reforma.  Muitos corredores estão mal-tratados, mal pintados, acumulam água facilmente, parecem deteriorados e em algumas vezes abandonados.

Mesmo sem a utiliação do antigo prédio da praça de alimentação, a grandiosidade do Anime Friends precisa de um local de realização de acordo com o seu porte. E não é uma questão de espaço ou estrutura (pois como já foi falado, o Mart Center abrigou perfeitamente a todos os visitantes), mas sim de ambiente. Imagine um estrangeiro chegando para o maior evento de anime e mangá das Américas e encontrar galpões que mais parecem depósitos de carga de trem. Isso desanima o visitante e faz o evento perder o prestígio que tem.

O mais saudável seria que o Mart Center passasse por uma reforma geral, preservando a estrutura que tem e restaurando paredes, prédios e demais instalações para melhorar abrigar as empresas que a ela solicitam espaço para a realização de seus eventos. Isso não sendo possível, não seria má idéia a Yamato Eventos pensar num outro  local para a realização de seus eventos, afinal em 2012 o evento completará 10 anos e por isso, a quantidade de visitantes só tende a ser muito superior a dos últimos anos.

Neste ano o palco Animekê ficou junto dos estandes de produtos.

Do primeiro para o segundo fim de semana (veja aqui) o evento não passou por nenhuma mudança muito drástica em se tratando das localizações das atrações. O palco Animekê continuou junto do estandes de produtos, o palco cosplay e a área de fanzines continuou junto (apenas) do estande da Comix e da NewPop, a área de grande empresas continuou dando um baile em todas as outras áreas, tamanha a qualidade dos estandes da Level-Up, Panini, Copag e Mundo Saga e a área de salas temáticas (quase fora da edição desse evento) foi a grande responsável pela troca de conhecimentos e conversas entre os fãs dos mais diversos segmentos de cultura pop.

É quando se vai analisar área por área do evento é que se nota as carências que o Mart Center tem. Enquanto que a área de grandes empresas foram praticamente revestidas com a alta produção de estandes (repetindo pela terceira vez: destaque total para a Level-Up), a área do palco cosplay estava desolado, com pouquíssimos estandes, muita área lívre e paredes que davam a já comentada impressão de depósito de carga.

A área do palco cosplay foi a mais afetada, um espaço tão grande como esse poderia ter sido preenchida por uma grandiosa produção de diversas empresas que faltaram ao evento. Playarte, Gaming, JBC, Conrad Editora entre tantas outras figurinhas carimbadas do universo Otaku não estiveram presentes. Pior que a falta dessas empresas foi o que a Focus Filmes fez: mesmo tendo seu nome vinculado em todas as peças publicitárias do evento (físico e digital), a empresa não montou sequer um estande para divulgar/vender seus produtos, que concenhamos, é o mais númeroso em termos de segmentos de publico deste segmento.

Assim como no fim-de-semana anterior, faltaram um número mais considerável de palestras e workshops com profissionais da área dos diversos nichos que envolvem o evento. Essa falta se deu principalmente pela falta das três áreas temáticos do ano passado (clique aqui para conhecer como foi no ano passado).

A mudança mais significativa do último fim-de-semana para este foi a da, ainda não citada, área do Press Start. Com a adição de carros tunados e uma decoração que seprava “gestalticamente‘ os games, os carros e a área medieval. Apesar de melhor utilizado, aquele galpão ainda trouxe saudades do Asian Fest acontedcido no ano anterior do evento e a falta de suas atrações fizeram falta.

Para finalizar as áreas, a praça de alimentação em estilo “feirinha” (onde as barracas ficavam praticamente coladas umas com as outras), ficou bonita alocada onde foi, mas a quantidade de pessoas que circulavam no evento, somado que o corredor da área era um dos principais acessos até o palco principal, a deixou desagradável de se andar e comer as delícias da culinária japonesa, chinesa que estavam disponíveis para serem consumidas.

Esse estilo “feirinha” poderia continuar nos próximos eventos, já que dá um clima interessante para os fanáticos por cultura japonesa, mas seria interessante que os corredores fossem maiores e as mesas e bancos mais numerosos.

O Entei entrou na Masterbola, já tá tudo bem agora.

Apesar dos problemas de alocação ja mostrados, esses detalhes foram pequenos se comparado a grandiosidade que foi o evento no último dia 17. Até o sol pareceu colaborar: mesmo num mês de julho precedido pelo mês de junho mais frio dos últimos anos, o último dia do Anime Friends 2011 foi banhado por muito sol, a uma temperatura agradável e com um céu azul claro sem nuvens que dava gosto de se ver.

A quantidade de visitantes é totalmente proporcional a quantidade de cosplayers dentro do evento, por isso a quantidade de heróis, heroinas, monstros e vilões circulando pelo evento era gigantesca. Era virar  para um lado e dar e cara com um Devimon enfrentando um Wargreymon virar do outro e se deparar com a versão 2.0 do Chapolin Colorado. A criatividade no evento estava absurda, com cosplayers fazendo referências tanto aos animes mais clássicos quanto as adequações mais bizarras a filmes, quadrinhos e músicas.

Outro ponto a ser notado foi a quantidade de público ocasional presente no evento. Fãs hardcore de diversos estilos musicais bem como descendentes japoneses (ambos não necessariamente fãs de cultura pop japonesa) eram um público um público que estavam crescendo nos eventos da Yamato nos últimos anos. Provavelmente a alta no preço do último fim-de-semana, o mais caro já cobrado, foi  responsável por levar esse público ocasional, interessante do ponto de vista comercial, para os outros dias do evento.

Todas as atrações propostas (vendas em estandes, campeonatos, atrações nas salas temáticas, apresentações de bandas, teatros cosplay e animekê) foram muito bem realizadas e dentro do prazo previsto, um ponto de ouro para a Yamato Evento, já que no último dia as atrações sempre tendem a atrasar devido a quantidade de pessoas  no evento.

Uma oportunidade de ouro: fãs se encontram com seus ídolos.

Outra característica marcante do último dia é apresentação do Super Friends Spirits, um show internacional estrelando os cantores japoneses dos temas de animesongs e tokusongs mais badalados. O review do show apenas será postado amanhã, mas uma atração marcante relacionada ao show aconteceu por volta das 16h na sala Tokusatsu da área de salas temáticas.

Para a surpresa de todos os visitantes, foi realizada uma tarde de autografos com os cantores que iam se apresentar naquele dia durante o Super Friends Spirits. A tarde de autógrafos sempre aconteceu em eventos anteriores mas a muito tempo não aconteia no último dia do evento.

Com um número máximo de 200 pessoas, os fãs de Nobuo Yamada, cantor de Pegasus Fantasy e Takayoshi Tanimoto, intérprete das canções de Dragon Ball Kai, puderam tirar fotos, pegar autógrafos e trocar algumas palavras com seus ídolos mais queridos.

Os fãs da banda JAM Project ainda ganharam um “plus”: Ricardo Cruz, cantor brasileiro membro da banda japonesa citada estava presente na sala de autógrafos (ele é o tradutor dos artistas do Super Friends Spirits) e, sempre muito carismático, tirou fotos e bateu papos com todos que lhe solicitaram.

Eu todo feliz ao lado de Nobuo Yamada (à esquerda) e Takayoshi Tanimoto (à direita).

Ricardo Cruz é o cara! Merece seu lugar no JAM Project.

Para os fãs de animesongs o último dia do Anime Friends foi cheio de surpresas e grandes realizações, seja pela tarde autógrafos, pelo grande show da banda Animadness ou pelo Super Friends Spirits (tema do próximo post). Para os fãs de animes, mangás e games as atrações surpreenderam, todas em grande quantidade e muito bem realizadas. Os cosplayers, o dia de Sol, as apresentações e tudo mais conspirou para que o Anime Friends 2011 aproxima-se todos os fãs de animação que visitaram ao evento, seja lá qual for o segmento que mais gosta.

Em mais um ano, o Anime Friends conseguiu superar o seu ano anterior e fez justiça a sua alcunha de maior evento de anime e mangá das Américas.

Divulgada as datas das apresentações internacionais do Anime Friends 2011

A Yamato Corporation divulgou as datas dos shows das atrações internacionais do Anime Friends 2011 em uma, sutil, atualização no site oficial. Confira:

SUPER FRIENDS SPIRITS
INGRESSO R$30,00
DIA 17 de julho (domingo)

APRESENTANDO:
– Nobuo Yamada: intérprete de Pegasus Fantasy, Blue Forever, Never, Bokenger, Goseiger entre outros.
– Takayoshi Tanimoto: intérprete de Dragon Soul, Yeah Break Care Break e o tema de digievolução de Digimon Tamers.

*especula-se que mais um animesonger (ainda não revelado) se apresentará junto dos dois artistas no Super Friends Spirits.


YAMATO MUSIC STATION
INGRESSO R$30,00
DIA 16 de julho (sábado)

APRESENTANDO:
– M.O.V.E.: Dogfight, Nobody Reason, etc…
– Kaya: VK Music.

*especula-se que os artistas se apresentarão em dois shows separados no mesmo dia.

Confira as atrações internacionais do Anime Friends 2011

A Yamato Corp. colocou no ar o pré-hotsite do Anime Friends 2011 e já anunciou os primeiros artistas internacionais confirmados para subirem no palco principal do evento, que já está em sua nona edição. Assim como foi em 2008 e 2009, o Anime Friends 2011 dividirá os shows internacionais em duas categorias de espetáculo:

• Super Friends Spirits: voltado aos cantores de animesongs, o tradicional espetáculo é baseado no Animelo Summer e o Super Hero Spirits (do qual deriva seu nome), os maiores festivais deste gênero musical no Japão.

• Yamato Music Station: o popular YES! é o nome dado aos espetáculos patrocinados pela Yamato que trazem os mais diversos artistas dos mais variados estilos musicais do Japão.

Os dias dos shows, bem como a data do Anime Friends ainda não foi confirmada, mas você já pode conferir um pouco da história de cada artista, bem como seus principais trabalhos e o que você pode esperar da apresentação de cada um deles.

• NOBUO YAMADA
Pegasus Fantasy. Bastou uma única música para que Nobuo Yamada colocasse para sempre seu nome na história como um dos maiores cantores de animesong de todos os tempos. Vocalista da banda Hard Rock Make-Up, sucesso no Japão nos anos 80, Nobuo ficou conhecido no mundo todo por interpretar os temas de abertura e encerramento d’Os Cavaleiros do Zodíaco.

Hoje, além dos trabalhos com o Make-Up e em carreira solo, o cantor ainda participa de diversos projetos musicais, integrando a recém formada banda Dr. Metal Factory, que faz covers de clássicos da J-Music em formato Heavy Metal e o Project R, grupo musical formado pela Toei Company para compor os temas dos tokusatsu produzidos pela empresa, que já lhe renderam os temas de abertura de Gou Gou Sentai Boukenger e Tensou Sentai Goseiger.

Confira o videoclip de Pegasus Fantasy, tema de abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco regravada pelo Dr. Metal Factory, com Nobuo Yamada em uma performance incrível:

• TAKAYOSHI TANIMOTO
Takayoshi Tanimoto tem história no mundo dos animesongs, sendo o intérprete do tema de evolução de Digimon Tamers e os temas de abertura de Zatch Bell e Juuken Sentai Gekiranger. Mas foi em 2009 que o cantor atingiu o ápice de sua carreira, quando gravou os temas de abertura e encerramento de Dragon Ball Kai, versão remasterizada (e encurtada) de Dragon Ball Z.

Confira uma apresentação ao vivo do cantor interpretando Dragon Soul, tema de abertura de Dragon Ball Kai no especial Kingrum 2009 da tv japonesa:

• M.O.V.E.
M.O.V.E. é uma dupla de j-pop formada em 1997 por Yuri e Motsu. Conhecida pelo seu estilo único com o qual eles misturam rock, rap, música eletrônica, metal e muitos outros gêneros em suas músicas, o conjunto alcançou sucesso ao interpretar a música Around The World, a primeira abertura do anime Initial D.

Abaixo você confere o videoclip da música DogFight, quarta abertura do anime Initial D e carro chefe dos shows do M.O.V.E.:

• KAYA
Conhecido pelo sua aprência andrógena e elegantes vestidos, Kaya é um cantor adepto do Visual Kei, estilo musical e comportamental que gerou diversas bandas de sucesso no Japão como An Caffe e Kagrra. Kaya ganhou destaque no mercado fonográfio japonês em 2006, quando lançou seu primeiro álbum, Kaleidoscope.

Confira uma apresentação ao vivo do cantor com a música Carmilla:

*É possível qua a Yamato anuncie ainda mais artistas que entregarão o Super Friends Spirits, por isso fiquem ligados em atualizações no blog.

Pegasus Fantasy – as versões de Eizo Sakamoto

Pegasus Fantasy. Bastou uma música para que Nobuo Yamada fosse considerado até hoje um dos maiores intérpretes de animesong’s de todos os tempos. A música repercutiu tanto na carreira do cantor que estimulou a diversos outros cantores de sucesso no Japão a gravar suas próprias versões de um dos temas de anime mais cultuados no Japão. Um desses cantores é Eizo Sakamoto.

Mesmo que você não conheça muito de animesong’s,já deve ter ouvido falar em Eizo Sakamoto. Isso porque o cantor foi um dos poucos cantores de Heavy Metal japonês que conseguiu se libertar das fronteiras da Ásia e ser reconhecido em todo mundo como, segundo eleição da revista BURRN! em 2008, como um dos 15 maiores vocalistas que Heavy Metal já teve no mundo.

Nascido em 26 de fevereiro de 1964, a carreira do cantor decolou nos anos 80, onde, como vocalista da banda ANTHEN, Eizo foi considerado um dos maiores expoentes do Heavy Metal japonês. Sua busca era sempre seguir uma linha heavy tradicional como principal característica. O grupo era formado inicialmente por Eizo Sakamoto (vocal), Hiroya Fukuda (guitarra), Naoto Shibata (baixo) e Takamasa Ohuchi (bateria).

Mas foi nos anos 90 que o cantor passou a se relacionar com o universo dos animesongs, quando fundou a banda Animetal.

• ANIMETAL

“Por que não misturar canções de anime com metal?”. A conceito do Animetal surgiu de uma conversa casual entre Eizo Sakamoto, Yoshio Nomura e Yorimasa Hisatake (que depois seria o produtor da nova banda do amigo).

A partir de uma idéia simples, porém inovadora, nascia o Animetal. A banda nasceu em 1996 e seguiu na ativa até 2006. Mesmo para os mais céticos, os números da banda impressionam: a banda conta com 14 álbuns, 17 singles, 6 DVDs e 13 ex-integrantes. A última (e principal) formação da banda foi Eizo Sakamoto (fundador da banda e vocalista, 1996-2010), Syu (guitarrista, 2003-2006), Masaki (baixista, 1997-2006), Katsuji (baterista, 1997-2006) e Mie (vocalista feminina “Animetal Lady”, 1997-2006).

A banda foi tão bem sucedida, que hoje em dia o nome da banda, Animetal, é comumente usado como gênero musical que transforma musicas de anime em Heavy Metal.

Pegasus Fantasy foi gravada no CD Animetal Marathon V, em 2003, mesma época que os OVA’s de Hades Chapter Sanctuary estavam sendo comercializados no Japão. Aqui o tracklist do álbum, que conta com dois discos:

1. Satsuriko no Juuika
2. Pegasus Fantasy
3. Toushi Gordian
4. Choujin Sentai Baradakku
5. Try Attack!
6. Starhingar no Uta
7. Roller Hero Mutekingu
8. Midnight Submarine
9. Yume no Funanori
10. Kinnikuman Go Fight!
11. Hoonoo no Kinnikuman
12. Tough Boy
13. Yoroshiku Turning
14. Moete Hero
15. Touch
16. The Chanbara
17. Lupin III Theme
18. Battle Fever J
19. Ah, Denshi Sentai Denji-Man
20. Taiyou Sentai Sanbarukan
21. Daisentai Googuru V
22. Chou Denshi Bio-Man
23. Choujuu Sentai Live-Man
24. Red Balon
25. Mach Balon
26. Otokono Misao-Seishun
27. Ganbalon ’77
28. Ikuzo! BD7
29. Fight! Dragon
30. Kakero Ban-Kid
31. Ryuusei Ningen Zone
32. Kamen Rider Super 1
33. Kamen Rider Black
34. Kamen Rider Black RX
35. Gyakuten Ippatsu-Man
36. Yattodeta-Man no Uta
37. Otusuke-Man no Uta
38. Zenda-Man no Uta
39. Yattaa-Man no Uta
40. Zankoku na Tenshi no Teeze
41. Tomorrow Never Dies

O CD conta com diversos sucessos de temas de animes que causaram furor no Japão. A versão deste álbum foi a primeira em que Pegasus Fantasy foi cantada em Heavy Metal. Confira a versão estúdio da música em full version junto com um vídeo criado por fãs:

Essa é considerada a melhor versão da música na voz de Eizo Sakamoto que gravou a música mais duas vezes em 2009.

• EIZO JAPAN I

Por diversas vezes Eizo Sakamoto já admitiu ser um fã inveterado de de animações japonesas. Assim, mesmo com o fim do Animetal, Eizo Sakamoto continuou sua carreira solo tanto com seu estilo Heavy Metal quanto cantando covers dos temas de seus animes favoritos. Pegasus Fantasy integrou seu primeio álbum, intitulado Eizo Japan I, dedicado a essas canções solo, sendo que a música já ganhou duas faixas. Eis o tracklist do álbum:

01. GLACIER (Instrumental)
02. Engine Sentai Go-onge
03. Pegasus Fantasy (Saint Seiya)
04. Butter-Fly (Digimon)
05. Unbalance na Kiss o Shite (Yu Yu Hakusho)
06. Turn A Turn (Turn A Gundam)
07. Geki! Teikoku Kagekidan (Sakura Wars)
08. Kimi o Nosete (Laputa Castle in the Sky)
09. DELUGE (Instrumental)
10. Dengeki Sentai Changeman
11. Aiai Mikochan (Norakuro)
12. Kioku no Umi (School Days)
13. Hana – Shinomori Aoshi no Theme (Rurouni Kenshin)
14. Towa no Mirai (Rurouni Kenshin)
15. Pegasus Fantasy Acoustic Version (Saint Seiya)

A faixa 03 conta com uma releitura da primeira versão do Animetal, com algumas alterações de Eizo, o que deixam a música muito original.

O primeiro minuto da música é o refrão da Pegasus Fantasy clássica em formato music box (caixinha de música). Especula-se que essa introdução foi colocada na música em homenagem ao filho de Eizo, já que o cantor declarou uma vez que cantava Pegasus Fantasy e Butterfly (tema de abertura de Digimon Adventures) como canção de ninar ao seu garoto.

A música segue com um instrumental pesado, com forte presença da bateria e do vozeirão de Eizo, com direitos a muitos gritos metálicos. A música assusta o início, já que é bem mais agressiva que todas as versões (seja do Make-Up ou do Animetal) que a precederam. Mas a música se mostra muito interessante a medida que avança, principalmente pelos dois solos de guitarra (bem diferente do composto por Hiroaki Matsuzawa) e pelo coral metálico que acompanha Eizo em alguns pontos da música e que ainda garantem um solo quase no final, que é finalizada com mais alguns segundos do Music Box do início da música.

A faixa 15 (última do CD), foi intitulada de Acoustic Version, mas caberia mais que fosse chamada de Latina Version. Isso porque Eizo se utilizou de diversos sons e instrumentos que resultaram num tom que muito lembra os arranjos de músicas hispânicas e sul-americanas.

Especula-se que esse som latino não é mera coincidência. Desde que Eizo se apresentou no Anime Friends 2004, o cantor passou a visitar a América Latina com muita frequência, sendo sempre muito bem recebido. Em retribuição a hospitalidade e ao carinho desse público, acredita-se que essa acoustic version seja uma homanagem que o cantor fez ao nosso povo. Acompanhe:

Próxima postagem: as versões dos integrantes do JAM Projec

 

Pegasus Fantasy – As versões na voz de Nobuo Yamada

Após a pausa nos posts sobre a Pegasus Fantasy, graças ao mega-hit lançado pelo JAM Project em português, é hora de retomar o projeto. No post de hoje veremos todas as versões regravadas realizadas pela banda MAKE-UP e pelo vocalista da banda, Nobuo Yamada, em sua carreira solo.

Quando uma música marca uma geração, não interessa qual é a sua origem. A banda Make-Up, apesar de ter anos de carreira antes de interpretar Pegasus Fantasy e as demais músicas para Saint Seiya, consagrou-se para sempre num nicho gigante de fãs graças a essas músicas.

Assim, a banda teve a oportunidade de regravar Pegasus Fantasy e Blue Forever em duas ocasiões. A primeira em 1996 e a segunda apenas em 2009.

• CD Make-Up – Saint Seiya 1996 Song Collection

No fim dos anos 80, o Make-Up  comçou a passar por uma crise. Com a ascensão de uma variada gama de bandas que tocavam um estilo de músicas que o próprio Make-Up ajudou a construir, a banda começou a perder espaço na mídia, nas rádios e perder a força diante das grandes massas, sendo seguida apenas por uma pequena leva de fãs.

Nos anos 90, com as baixas vendas do álbum Rock Joint Bazzar, o fim da banda parecia próximo. Porém, o fim da banda aconteceu apenas em 1996.

Como um último suspiro, a banda ainda aceitou gravar naquele ano o CD Saint Seiya 1996 Song Collection, idealizado pela gravado SM Records para comemorar uma década do nascimento de Saint Seiya. O disco foi lançado em 20 de março de 1996. Segue o tracklist:

01 – Only For Love (05:47)
02 – Where Do We Go? (04:22)
03 – Love Is Forever (04:24)
04 – Sayonara Warriors (06:08)
05 – Try Again (04:31)
06 – Hello (04:16)
07 – Never Give Up Boys (04:52)
08 – You Need Love (05:26)
09 – Pegasus Genso ~Pegasus Fantasy~ (03:41)
10 – Eien Blue ~Blue Forever~ (06:13)

No álbum são apresentadas novas canções do grupo inspiradas na primeira fase das aventuras dos defensores de Atena, ou seja, da Guerra Galáctica até o fim das batalhas nas 12 Casas. De quebra, foram regravados os temas originais de encerramento, Blue Forever, e, é claro, o tema de abertura, Pegasus Fantasy.

Apesar de seguir praticamente a risca o arranjo original da música, a versão de 1996 de Pegasus Fantasy é muito mais “clean“, com o instrumental muito mais limpo e sem os efeitos sonoros dos anos 80. A música ainda apresenta uma firula no último refrão que até hoje é utilizada por bandas cover de animesongs.

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• Single Make-Up – Pegasus Fantasy 2009 version

Pegasus Fantasy. Não precisou de muito para que o Make-Up fosse consagrado para sempre como uma das melhores bandas de animesong’s de todos os tempos, bastou uma música. Tanto, que mesmo após quase uma década do fim da banda, ela foi escalada pela Toei Animation em 2004 para interpretar a música tema do filme Prólogo do Céu, filme que daria início a uma nova saga inédita dos defensores de Atena.

Apesar de dúvidas se isso seria saudável para a carreira solo dos ex-integrantes da banda (na época, Nobuo Yamada estava cantando solo com o nome NoB e Hiroaki Matsuzawa tocando junto com a banda JAM Project), a banda renasceu das cinzas, gravou o tema do filme e fez uma mega turnê pelo Japão comemorando o seu retorno.

A turnê e a recepção do público foi tão intensa que estimulou os integrantes da banda a extender o retorno do Make-Up, realizando turnês regulares pelo Japão durante todos os anos seguintes a gravação da música do filme Prólogo do Céu, rendendo ainda em 2004 um álbum novo, Memories of Blue.

Assim, para comemorar 5 anos da volta da banda ao cenário do J-Rock, a banda gravou em 2009 o single MAKE-UP Pegasus Genso – Ein Blue -Blue Forever- que como o próprio nome diz, traz novas versões das músicas Pegasus Fantasy e Blue Forever. Lançado em 07.01.2009, este single foi apenas vendido durante o shows da banda durante a turnê de 2009, sendo, sendo apesar de recente, um dos mais dificeis de se conseguir. Segue o tracklist:

01 – Pegasus Genso ~Pegasus Fantasy~ (03:49)
02 – Eien Blue ~Blue Forever~ (04:28)

Diferente da versão de 1996, essa versão é inovadora e traz grandes novidades para a música. Se em 1996 a versão da música foi mais limpa, previlegiando o som dos instrumentos, essa versão traz diversos efeitos sonoros digitais, ecos e sons que fazem referência ao animê. Apesar de tudo isso, é o tom de voz de Nobuo Yamada, agora muito mais maduro, que é o grande diferencial dessa versão, já que o cantor utiliza diversas estratégias de voz para fazer de cada verso algo novo de se escutar.

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• CD Dr. Metal Factory – Cover Metal Then

Cantor que é cantor nunca se contenta com o que já tem e busca sempre inovar com seu potencial vocálico. Foi pensando assim que Nobuo Yamada iniciou em 2009 um novo projeto em sua carreira em 2009. Junto com Shara, guitarrista da banda Earthshaker, Nobuo criou a banda Dr. Metal Factory, uma banda que transfoma hits do J-Pop em músicas no estilo Heavy Metal.

Logo em seu ano de estréia, a banda lançou 2 álbuns, Cover Metal Now (lançado em 24.06.2009) e Cover Metal Then (lançado em 29.07.2009). Esse segundo álbum incluí uma nova versão de Pegasus Fantasy. Provavelmente a música foi incluída para divulgar a nova banda de Nobuo pelo mundo, visto que novas versões da música em questão sempre repercuti por todo o globo. Segue a tracklist com uma livre tradução dos títulos:

01. 恋しさとせつなさと心強さと (Amor e tristeza)
02. M
03. ラブストーリーは突然に (De repente uma história de amor)
04. もう恋なんてしない (Eu nunca vou cair de novo)
05. SAY YES
06. 島唄 (Shimauta)
07. 君がいるだけで (Apenas você é)
08. 最後の言い訳 (A última desculpa)
09. I LOVE YOU
10. ペガサス幻想 (Pegasus Fantasy)

Esta versão é fora de série. Tanto a parte instrumental quanto o vocal inovaram a maneira como um fã de Saint Seiya encara a Pegasus Fantasy. O arranjo épico, os instrumentos em sintonia e o vocal heavy metal que só Nobuo Yamada sabe fazer combinaram de uma maneira que só possível de entender ao ouvir a música. A banda ainda criou um videoclip para a música, o primeiro que uma versão de Pegasus Fantasy já teve.

Próxima postagem: as versões de Eizo Sakamoto

Pegasus Fantasy – A música pelo mundo

Dando sequência a série de postagens em homenagem a Hiroaki Matsuzawa e contando um pouco da história de Pegasus Fantasy, sua composição mais executada no mundo, chegamos a segunda parte. Composta basicamente de videos, essa postagem vai contar um pouco de como foi a recepção da música pelo mundo quando Saint Seiya foi exportado para ser exibido em outros países.

Pegasus Fantasy não é apenas um fenômeno no Brasil, onde é considerada o hino do fãs de animação japonesa (otakus), mas em todo o mundo. A música foi adaptada para diversos países na língua local onde Saint Seiya foi exibido, onde também ganhou diversas versões de fãs da série. Aqui estão organizadas as princiais versões internacionais da composição original.

França

Se Saint Seiya é um sucesso internacional, devemos hoje agradecer isso à França. O país começou a transmitir o anime antes de ele ser encerrado no Japão, logo no ano de 1988, onde inspira até hoje diversas séries, fan-arts, fan-fics e, até fan-videos. No país, o anime foi rebatizado para Les Chaveliers du Zodiaque – nome que o acompanharia em todas as outras traduções ao redor do globo.

Porém, assim como o nome do anime, a França também criou outro video e tema de abertura que levava o mesmo nome local da série (clique aqui para conferir) que ganhou até mesmo uma versão full, tamanho o sucesso do anime no país.  Isso deixou o tema original desconhecido do público por muitos anos.

Mesmo quando a série foi lançada em DVD nas terras de Napoleão, uma versão francesa da música não foi produzida. Inclusive, a série foi lançada como Saint Seiya e também não continha a música clássica que passava na TV nos anos 80 e 90. Isso não impediu que fãs franceses produzissem uma versão para a música. Confira:

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Itália

Históricamente, a Itália sempre teve uma relação de disputa com os franceses, seja em guerras mundiais ou em Guerras Galácticas. Assim, quando o anime foi para a Itália, um novo tema de abertura foi criado, do mesmo jeito, a música tem o mesmo nome que a série recebeu no país Il Cavalieri dello Zodiaco.

A abertura original da Itália criada nos anos 90 (assita aqui) tem um ritmo bem original e mesmo hoje poderia ser utilizado na TV que teria uma aceitação muito grande do público. Porém, em épocas em que o mundo é uma aldeia globalizada, os fãs querem mais e felizmente os produtores italianos atenderam.

Quando foi exibida novamente na TV no anos 2000, foi produzida uma nova abertura, desta vez adaptando a Pegasus Fantasy, como os fãs queriam. O resultado foi uma das melhores adaptações já realizadas da música, a única, inclusive, que contou com um arranjo original (não utilizando o karaokê japonês) e substituindo o Saint Seiya presente na versão original por Cavalieri:

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Espanha

Entre 1990 e 1993, Saint Seiya foi levado aos mais diversos países asiáticos e latinos, os primeiros por influência nipônica e os segundos por influência do sucesso recorrente na França.

A Espanha foi um dos paíse que mais cultuou o anime em suas terras. Ainda hoje, junto do Brasil, é o país que mais rápido importa os novos episódios produzidos da série. Porém, seguindo a tendência da abertura francesa, em sua primeira exibição no país, foi adaptada a abertura francesa para a língua local, com o mesmo nome que a séri recebeu no país Los Caballeros Del Zodiaco.

Porém, nos anos 2000, quando a empresa Selecta Vision lançou os episódios da saga de Hades no país, foi criada uma versão espanhola para o tema original da série, cantada pelo fã Joaquin Paz, que por vezes já havia produzido músicas “genéricas” dos temas originais da série. Confira abaixo o tema e, de quebra, confira a abertura espanhola de Chikyuugi, tema da saga de Hades, cantada por Helena Collado

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América Latina

A América Latina recebeu Saint Seiya muito próxima da Espanha no início dos anos 90, sendo México, Peru, Panamá, Costa Rica, El Salvador, Colômbia, Chile e Argentina os primeiros países a ter contato com a série por essas bandas. O tema de abertura e a dublagem, inclusive, foi o mesmo usado na Espanha, já que o distribuidor era o mesmo.

Os países sulamericanos de língua espanhola só ganharam sua versão da música nos anos 2000 (antes da Espanha, inclusive), quando a Towers Entertaiment licenciou a série para exibição na TV e lançamento em DVD.

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Brasil

Saint Seiya chegou ao Brasil em 1994, sendo um dos últimos países da América Latina a receber o anime. Com uma exibição despreneciosa na Rede Manchete, os guerreiros de Atena conquistaram a audiência e se tornou um dos grandes fenômenos culturais dos país nos anos 90.

A dublagem no Brasil foi realizada com base na dublagem latina, assim, o tema de abertura também foi adaptado desta versão. Diferente dos outros países, no Brasil o tema de abertura recebeu um título diferente do nome local da série, Os Cavaleiros o Zodíaco, sendo batizada de Os Guardiões do Universo (clique aqui para ouvir).

Assim como a maioria dos países, Pegasus Fantasy só foi adaptada para o português do Brasil nos anos 2000, mais precisamente em 2004, quando a série retornou ao país pela Angelloti Licensing. Com o apoio dos fãs e do site CavZodiaco, o vocalista da banda Angra, Edu Falaschi, foi o intérprete escolhido da canção, que segue hoje como uma das melhores animesong’s já adaptadas para o português de todos os tempos:

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Outras adaptações

Para finalizar, trago uma série de videos com mais adaptações da música pelo mundo. Na relação há adaptações oficiais de países asiáticos e versões em outras línguas feitas po fãs:

• Música em inglês adaptada pela banda italiana Highlord, já que quando foi exibido nos EUA, Saint Seiya teve como tema de abertura a música I Ran, da banda Bowling For Soup:

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• Música cantada pela banda francesa SaintSeiyaLoveYou. A música pouco tem a ver com a Pegasus Fantasy, não chegando a ser uma adaptação, mas nitidamente ela tem vários elementos da música original:

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• Música em alemão adaptadas por fãs da Alemanha. O vocal é feminino, um diferencial de todas as outras versões.

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• Abertura oficial da China

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• Abertura oficial da Coréia do Sul:

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• Montagem da música misturando as adaptações em seis línguas: inglês, italiano, sul-coreano, espanhol (América do Sul), português (Brasil) e japonês.

Próxima postagem: novas versões da música feitas pelo Make-Up

Pegasus Fantasy – Nasce uma lenda

Com a enorme perda do falecimento de Hiroaki Matsuzawa no fim de 2010, fiquei pensando em diversas maneiras de homenagear este ícone da música japonesa e ao mesmo tempo levar algo de novo para o leitores do blog. Assim, surgiu a idéia de criar uma série de posts contando um pouco da história da composição do autor que mais repercutiu pelo mundo: nada mais, nada menos que a abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco, Pegasus Fantasy.

O anime

A produção da animação de Os Cavaleiros do Zodíaco nos anos 80 foi guiada pela força de diversas forças que contribuiram para o seu sucesso. Com o potencial de vendas de bonecos com amaduras de metal vislumbradas pela Bandai nos quadrinhos de Masami Kurumada e com a Toei Animation interessada em produzir o anime (c0m o traço de Shingo Araki e Michi Himeno, trilha sonora de Seiji Yokoyama e direção de Kozo Morishita), faltava apenas uma peça do quebra-cabeça para gerar o sucesso gerado pelos seus idealizadores: os temas de abertura e encerramento.

Antes do anime ir para a TV, já estava tudo arranjado, so faltava o tema de abertura.

Nos anos 80, o rock ‘n roll japonês começava a sair de suas fronteiras e atingir o público ocidental, trazendo com ele novidades que influenciariam tanto o visual de novas bandas, como seu som mais pesado. Um dos ícones dos anos 70 e 80 desse gênero, foi a banda MAKE-UP, formada em1977, por Nobuo Yamada (Vocalista), Hiroaki Matsuzawa (Guitarrista), Yougo Kouno (Tecladista), Yasuyoshi Ikeda (Baixista) e Yoshihiro Toyokawa (Baterista).

A banda estourou no Japão rapidamente logo após a sua formação, já tendo 6 álbuns lançados em 1986. Além de ter caído no gosto do público e da crítiica, a banda ainda foi uma das responsáveis por iniciar a construção do gênero hoje conhecido como j-rock. Confira abaixo um video com a banda cantando Love & Hate nos anos 80:

Para se aproveitar de uma tendência que vinha crescendo no mercado de discos, os produtores da Toei Animation convidaram Nobuo Yamada e a banda Make-up para compor e interpretar as músicas de abertura e encerramento de Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya, originalmente).

Como era de praxe na banda, a composição ficou a cargo de Hiroaki Matsuzawa, membro fundador (junto de Nobuo Yamada), guitarrista e autor da grande maioria da músicas da banda. Porém, a história do mangá ainda estava em desenvolvimento, já que a animação começou a ser produzida logo após o início do mangá em 1986, por isso as canções desenvolvidas buscaram ressaltar apenas enredo básico do mangá de Masami Kurumada, utilizando as constelações, lutas com armaduras, mitologia grega e os sonhos de um garoto como inspiração para a criação da letra da música. Surgia então a Pegasus Fantasy.

A letra

• PEGASUS FANTASY

Dakishimeta kokoro no kosumo
Atsuku moyase kiseki wo okose
Kizutsuita mama ja inai to
Chikai atta haruka na ginga

Pegasus fantasy sou sa yume dake wa
Daremo mo ubaenai kokoro no tsubasa dakara
Saint seiya! shounen wa minna
Saint seiya! ashita no yuusha, Oyeh!
Saint seiya! pegasus no you ni
Saint seiya! ima koso habatake

Dokomademo kagayaku sora ni
Omae dake no seiza wo mezase
Sono hi made makerarenai sa
Inochi kakete idonda battle

Pegasus fantasy! dare mo ga yume miru
Jiyuu to iu tsubasa hiroge kakete yuke
Saint seiya! shounen wa minna
Saint seiya! kodoku na senshi, Oyeh!
Saint seiya! pegasus no you ni
Saint seiya! ima koso habatake

Pegasus fantasy sou sa yume dake wa
Daremo mo ubaenai kokoro no tsubasa dakara
Saint seiya! shounen wa minna
Saint seiya! ashita no yuusha
Saint seiya! pegasus no you ni
Saint seiya! ima koso habatake

Nobuo Yamada é o vocal de Pegasus Fantasy e Hiroaki Matsuzawa, o guitarrista e compositor.

A tradução

• FANTASIA DE PÉGASUS

Queime meu cosmo que vem do coração
E faça milagres acontecerem
Você jurou jamais ser ferido
Cada um na sua constelação

Fantasia de pégasus, são sonhos?
Pois são as asas do seu coração
Saint Seiya são todos jovens
Saint Seiya heróis do amanhã
Saint Seiya como pégaso
Saint Seiya agora, abra suas asas!

No brilho do céu, só preste atenção nas estrelas
Que formam a constelação
Até esse dia não podemos ser derrotados
Na batalha onde arriscamos nossas vidas

Saint Seiya são todos jovens
Pois são as asas do seu coração
Saint Seiya são todos jovens
Saint Seiya heróis do amanhã
Saint Seiya como pégaso
Saint Seiya agora, abra suas asas!

Fantasia de pégasus, são sonhos?
Pois são as asas do seu coração
Saint Seiya são todos jovens
Saint Seiya heróis do amanhã
Saint Seiya como pégaso
Saint Seiya agora, abra suas asas!

E o resultado final

Assim como o Make-Up teve de criar uma letra não muito aprofundada da história do anime, a Toei Animation criou um video que apenas sondasse o que há por trás da história que seria contada. Nele, é mostrado Seiya e os outros nove cavaleiros de bronze que lutaram na Guerra Galáctica (primeiro arco da história) em batalhas genéricas contra guerreiros rasos do Santuário, algumas demonstrações de força do protagonista e algumas sequências com personagens e vilões que até então já tinham dado as caras no mangá.

Tanto a música como o video foram bem recebidos pelo público e até hoje é um dos grandes ícones de Os Cavaleiros do Zodíaco. Talvéz, se a letra tivesse se aprofundado demais na historia, ela não se tornaria tão marcante quanto é para os fãs da série, já que são as metáforas e as demais figuras de linguagem presentes na músia que a tornaram tão original no mundo dos animesong’s.

Outro diferencial da música é o seu solo de guitarra, admirada por muitos como o melhor solo de um animesong já produzido. O autor deste solo também é o importal Hiroaki Matsuzawa, que mesmo num animesong pode marcar muito bem o estilo j-rock que estava se desenvolvendo no Japão nos anos 80.

Pegasus Fantasy é um marco não só para o Make-Up, que viu uma de suas composições sendo executadas todos os dias na TV, mas também para história dos animesongs. Pela primeira vez, um gênero tão popular como o J-rock foi levado para uma animação, atraindo tanto os fãs do gênro musical para assistir a produção como levando os espectadores do desenho animado para o gênero da música. Assim, Pegasus Fantasy marca o amadurecimento de um gênero e a multipluralidade do público-alvo de animação japonesa conseguida por Saint Seiya.

Voando nas asas do Pégaso

O Make-Up não apenas gravou a abertura do anime, mas também seu encerramento e diversas outras músicas ao longo da primeira saga do anime. Isso gerou dois discos gravados pela Columbia Records apenas com as músicas que a banda fez para a animação, Saint Seiya Hits I e Saint Seiya Hits II. Em ambos os discos, a banda contou com a participação da cantora Mitsuko Horie (considerada a rainha dos animesong’s e esposa de Ichiro Mizuki) que chegou a cantar junto com a banda a música Friends in the Sky:

1. Pegasus Fantasy
2. Can’t Say Good Bye
3. Friends in the Sky
4. Love Fighter
5. Final Soldier
6. Remember
7. I Am Fight
8. Beautiful
9. Stardust Way
10. Blue Forever

1. Overture
2. Diamond Dust
3. Golden Heart
4. Lullaby
5. Stop the Fate
6. Nebula Chain
7. You Are Phoenix
8. Dragon Blood
9. We’re Fearless Warriors
10. Termination

Pegasus Fantasy Full

Diferente do Brasil, onde as músicas são apenas adaptadas de suas vesões originais, rendendo pouco tempo de música, as músicas de anime no Japão são produzidas “cheias”, ou seja, geralmente com mais de três minutos, com conteúdo bem maior do que aquele que é editado para a versão de 1 minuto e meio da TV. Assim, para finalizar a primeira parte do artigo sobre a Pegasus Fantasy, nada melhor que ouvi-la em sua versão cheia:

> Próximo post: Pegasus Fantasy e suas versões pelo mundo.

Falece Hiroaki Matsuzawa, guitarrista e compositor de “Pegasus Fantasy”

É com muita dor que escrevo esta postagem.

Faleceu neste última dia 18 de novembro, no Japão, aos 50 anos, vítima de infarto no miocárdio, o grande músico Hiroaki Matsuzawa, um dos maiores guitarristas da história do Japão. O artista é o compositor das maiorias das músicas da banda Make-Up, uma das bandas mais significativas do cenário do j-rock nos anos 70 e 80.

Líder da banda Make-Up, Matsuzawa ainda compôs um dos temas de animação de maior sucesso de todos os tempos, Pegasus Fantasy, maior hit d’Os Cavaleiros do Zodíaco, cantada por Nobuo Yamada, além de ser o guitarrista que toca o solo da música.

Novembro é o mês que fariam 2 anos da volta do Make-Up ao cenário do j-rock japonês. Neste curto tempo, eles lançaram um single e um mini-álbum, “The Voice From Yesterday“.

Além de Nobuo Yamada (NoB) como vocalista e Matsuzawa nas guitarras, o MAKE-UP ainda tinha Yohgo Konno nos teclados, Yasuoyoshi Ikeda no baixo e Yoshihiro Toyokawa na bateria. Nenhum dos  membros do MAKE-UP se manifestou oficialmente ainda sobre o falecimento de Matsuzawa

Com certeza, suas músicas e composições marcaram toda uma geração, no Japão e no Mundo, e a cada vez que forem executadas, homenagearão a genialidade e o talento do músico.

Descanse em paz, Matsuzawa-san.