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RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, as Novas 12 Casas

Ouro, prata e bronze. Exploradores, esportistas, poetas e quantos mais competidores e conquistadores se pensar se inspiraram nesses três metais para refletir as a manifestação de seus desejos e sua vitória. Como símbolo máximo da superação em Os Cavaleiros do Zodíaco, a série Ômega criou uma subida as Novas 12 Casas do Zodiaco, mostram que a diferença entre cada um dos metais, está no coração de cada cavaleiro.

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ABREM AS CORTINAS DE UMA NOVA BATALHA

O final do arco das Ruínas Antigas causou uma reviravolta em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega. Se no começo a série, ainda que criada em um universo distante do que poderia ser considerado uma continuação oficial da série, parecia resgatar a emoção que a série clássica com Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki causavam nos fãs, o desenvolvimento dos elementos da série sempre foram mal utilizados.

Mas com um final de arco que resgatou a essência da luta em favor e ao mesmo tempo muito chocante, a morte de Ária, a candidata à nova Atena de Marte, no arco anterior parecia que iria provocar uma extrema mudança de postura nos cinco cavaleiros de bronze protagonistas e também em Éden de Órion, que era apaixonado pela moça.

Somado a isso, os produtores tomaram uma decisão arriscada, porem previsível para a continuação da história. Com Marte de posse do báculo reconstruído de Atena, o pseudo-deus subiu ao alto das novas 12 Casas do Zodíaco, um caminho que o mesmo construiu até o seu templo indo da Terra até o ponto mais próximo do planeta Marte (!), fazendo com que Kouga e os outros subissem as moradas dos Cavaleiros de outro, tal qual a série clássica.

Kiki cria uma analogia com Mu de Áries ao apresentar as novas 12 Casas e o sétimo sentido.

Kiki cria uma analogia com Mu de Áries ao apresentar as novas 12 Casas e o sétimo sentido.

Se por um instante parecia estranho que Marte tivesse tido tempo de conseguir juntar uma equipe de 12 poderosos cavaleiros para montar a sua escolta máxima, a personalidade de cada um destes seria o que mais intrigava, visto que as possibilidades de haverem cavaleiros de ouro perversos, sempre foi uma relatividade da série, o que, aparentemente, não era o caso da postura de Marte.

O INÍCIO ELETRIZANTE: ÁRIES, TOURO, GÊMEOS E CÂNCER

A nova subida as 12 Casas pode ser divida em três momentos distintos: o início eletrizante, seu meado perdido e o fechamento inclusivo.

Motivados pelo desejo de justiça e vingança da morte de Ária, os cavaleiros de bronze tem uma reação orgulhosa ao se depararem com o desafio das 12 Casas impostas por Marte, realmente achando que podem subí-las e vencerem os seus 12 guardiões.

Quem assistiu aos arcos anteriores não poderia ter engolido isso, já que, diferente de Seiya e cia que tinham seus desenvolvimento muito claro a cada batalha, os protagonistas de Ômega sempre penaram muito para vencer até mesmo cavaleiros de prata sozinhos, sempre se utilizando de uma ajuda de fora ou da união de seus cosmos para vencer os inimigos, fazendo com que uma derrota fosse super previsível logo na primeira casa.

Harbinger de Touro é o quebra-ossos da história!

Harbinger de Touro é o quebra-ossos da história!

Felizmente, os produtores perceberam isso também e deixaram a primeira casa para servir de alerta ao jovens cavaleiros. Em uma alusão ao que fez Mu na série clássica, Kiki de Áries concertou as armaduras, explicou sobre o sétimos sentido e ainda ficou encarregado de segurar todo o panteão de outras classes de Marte na porta da Casa de Áries para que nenhum outro guerreiro atrapalhasse os cavaleiros de bronze em sua jornada.

A boa impressão causada por Kiki como Cavaleiros de Bronze, com uma postura de coragem, sabedoria e onisciência que seu mestre Mu tinha, foi a entrada que a saga precisava, fazendo da 2ª Casa um novo treinamento para as casas seguintes.

Amante do terror que suas vítimas passam ao terem seus ossos esmagados, Harbinger de Touro num primeiro momento se mostrou um cavaleiro cruel e mesquinho, mas sua aparência agressiva começou a despertar um novo ponto de vista do espectador a medida que suas atitudes curiosas no meio das batalhas começaram mais a testar os cavaleiros de bronze que matá-los, algo que logo no primeiro golpe Harbinger já mostrou que poderia ser capaz de fazê-lo.

Com a justificativa de querer brincar com o destino de cada um, Harbinger manda cada cavaleiro de bronze para a frente de cada uma das três casas do Zodíaco que viriam a seguir, ficando apenas batalhando com Kouga, o qual permite atravessar a casa quando percebe que seria muito mais vatajoso aguardar o cavaleiro despertar o sétimo sentido por completo para ter um prazer maior ao quebrar seus ossos.

Não se engane: Paradox de Gêmeos não é essa gracinha toda.

Não se engane: Paradox de Gêmeos não é essa gracinha toda.

Se Harbinger causou a curiosidade dos fãs, Gêmeos era a casa que mais causava apreensão, visto que seu representante da série clássica marcou para sempre como se encarar um cavaleiro de ouro.

Para a surpresa e a alegria geral, a batalha vista na Casa de Gêmeos foi a mais surpreendente e o que mais se aproximou dos combates de Seiya e cia.

Dona de uma personalidade oscilante e controversa, Paradox de Gêmeos é uma mulher que foi salva por Shiryu antes deste ter sido atingido pela maldição de Marte, o que a tornou uma fiel seguidora, fã e aspirante a amazona observando os movimentos de Shiryu o que a fez desenvolver todas as técnicas do discípulo do Mestre Ancião.

Em uma luta frenética e que surpreendia por cada movimento inusitado de Paradox, Ryuhou teve uma disputa de Cólera do Dragão vs. Cólera do Dragão que arrancou suspiros e alívios dos fãs. A qualidade de Paradox como amazona foi a prova cabal da qualidade que as personagens femininas tem em Ômega. Yuna, Pavlin, Ária, Sonia e agora Paradox: todas elas foram personagens acima da média para a série, merecendo serem criações canônes de Masami Kurumada.

E por falar na nova Amazona de Águia, que até então não mostrou o porquê de assumir a armadura de Marin, que era de prata, em uma vestimenta de bronze, Yuna foi a oponente de Schiller de Câncer.

A batalha em Câncer também foi no Yomotsu!

A batalha em Câncer também foi no Yomotsu!

Parece que a armadura de Câncer tem uma certa tendência a escolher psicotapas assissinos amalucados para ser seu representante. Com uma infância tão dura como Harbinger, Shciller teve que aprender a sobreviver após seus pais terem sido vítimas de uma guerra.

Tão interessante e entusiasmática quanto a luta contra Paradox, Yuna conseguiu mais uma vez se mostrar a personagem mais carismática e a lutadora mais talentosa dentro da nova trupe de cavaleiros de bronze defensores de Atena, sendo a primeira a conseguir vencer completamente o adversário de bronze.

Sua luta apenas não foi melhor porque Ryuhou resgatou vários elmentos da série clássica que Yuna não fez por não ter nenhuma ligação com o passado clássico.

MEADO PERDIDO: LEÃO, VIRGEM, LIBRA, ESCORPIÃO E AQUÁRIO

Uma das características marcantes da saga das 12 Casas clássica era a capacidade de cada uma das lutas centralizar todas as informações, embates e atenções para si, fazendo com que mesmo sequências de pouca repercussão geral, como a libertação de Hyoga do esquife de gelo na casa de Libra, se tornassem ponto chave para o desenvolvimento geral dentro do que acontecia única e exclusivamente dentro das 12 Casas.

Mycenas de Leão sempre gerou controvérsias por sua postura contrária a justiça representada por seu signo.

Mycenas de Leão sempre gerou controvérsias por sua postura contrária a justiça representada por seu signo.

Ômega parecia caminhar por um caminho parecido nos primeiros combates, porém, a falta de um contexto sólido em torno dos acontecimento das batalhas, fez com que o enredo principal fugisse das 12 Casas e estas se tornassem mero atrativo para fãs que gostam de vários sopapos entre personagens com armaduras.

O início de todo esse processo começa ainda na quinta casa, quando seu guardião Mycenas de Leão protagonizou a primeira sequência de acontecimentos fora de sua casa.

Se quando a sua rápida aparição no fim do arco inicial despertou dúvidas aos fãs, visto que uma das maiores características do Cavaleiro de Leão era uma justiça que o aliado de Marte não projetava com sua atitude combativa e irresponsável, a figura do personagem passou por uma transformação quando antes de iniciar sua luta contra Haruto e Souma, foi contado o seu passado como treinador de Éden de Órion e como seus ensinamentos incentivaram o cavaleiro a também mudar de postura.

Melhor amigo de Marte, Mycenas sempre acreditou nos ideais de amizade e justiça e sempre esteve ao lado do pseudo-deus quando este resolveu mudar o mundo. Porém, ao iniciar a Guerra dos Anos 2.000 contra Seiya e os outros, este ficou em dúvida das reais intenções do amigo, mesmo que decidindo continuar ao seu lado.

Gembu de Libra, Ionia de Capricónio e Fudou de Virgem: três pesos mortos na batalha das Novas 12 Casas.

Gembu de Libra, Ionia de Capricónio e Fudou de Virgem: três pesos mortos na batalha das Novas 12 Casas.

Conforme os anos se passaram, e vendo o exemplo de luta de Kouga e dos cavaleiros que escaparam do massacre de Palaestra, Mycenas passou a deixar de acreditar no que seus olhos viam para investigar Marte, deixando Haruto e Souma passarem por sua casa assim que estes mostraram para ele como podem trabalhar em equipe.

Motivado pelos valores de Mycenas, Éden decide entrar na batalha das 12 Casas a partir de Virgem, onde todos os cavaleiros de bronze estão perdidos numa luta contra Fudou de Virgem.

Se na Casa de Leão, a atenção simplesmente foi mudada de foco, na Casa de Virgem, uma das coisas mais bizarras ocorreu: em uma demonstração muito rala de seu grande poder, Fudou se mostra o atual cavaleiros mais próximo de deus. Com a chegada de Éden, ele deixa Kouga e os outros passarem pela casa, justificando que o pedido partira do filho de seu superior.

Por motivos infundados, egoístas ou sabe-se lá por que passava em sua cabeça, Éden decide enfrentar Fudou, que frustra todos os espectadores ao decidir sentar para meditar dizendo que não faz sentido lutar com quem ele quer proteger.

Se as duas casas anteriores ficaram mais focadas em acontecimentos que as fariam passar batido, Libra não seria diferente.

Esqueça o Pó de Diamante: Tokisada de Aquário controla o tempo!

Esqueça o Pó de Diamante: Tokisada de Aquário controla o tempo!

Odiado por todos a partir do momento que foi mostrado que sua origem conflitava com a série clássica, o ex-discípulo do Mestre Ancião e colega de treinamento de Shiryu, o atual cavaleiro de ouro Gembu de Libra mostrava ser o principal e mais marcante oponente de Ryuhou, que já mostrara uma show de protagonismo na luta contra Paradox.

Porém, mais uma vez as esperanças dos fãs foram frustradas quando ele se mostrou um aliado infiltrado que procurava informações de Marte para passar aos cavaleiros.

É nesse ponto que Medea, mãe de Éden e esposa de Marte, começa a ter uma participação mais ativa que uma simples comentarista das batalhas: com medo que os Cavaleiros atravessem as 12 Casas antes do tempo que Marte precisa para o cosmo da Terra ser sugado, ela decide destruir o caminho que liga Libra a Escorpião, obrigando Gembu a utilizar seu cosmo o resto da batalha para impedir que as 12 Casas sejam destruídas (novamente!).

Mas é ainda em Libra que acontece a primeira e mais frustrante Batalha de Mil Dias, aquela que dois cavaleiros de ouro se enfrentam. Tokisada de Aquário, rival de Haruto e ex-cavaleiro de prata de relógio, é promovido por Medea com a armadura de ouro e é mandado para a Casa de Libra impedir a passagem dos cavaleiros, mas é facilmente vencido por Gembu e logo depois disso, é morto por Haruto em uma batalha realizada em outra dimensão, visto que a armadura de Aquário foi amaldiçoada (!) com o controle do tempo!

Medea é a grande arquiteta dos planos de Marte!

Medea é a grande arquiteta dos planos de Marte!

Ou seja, mais uma vez, o que mais influenciou na história foi o que aconteceu na tangência das 12 Casas. Forçada ao extremo, os acontecimentos de Libra foram precisos para que uma ordem de “chefões” fosse criada nas últimas casas.

A luta em Escorpião poderia ter sido épica e o grande apogeu das 12 Casas, porém, as frustrações dos acontecimentos anteriores e a consciência que Souma ainda não tinha condições de protagonizar uma luta final com um cavaleiros de ouro acabou desmotivando a admiração da batalha.

Também promovida por Medea, Sonia de Escorpião, a ex-amazona de prata de Vespa e filha de Marte, enteada de Medea e meia-irmã de Éden, se tornou a representante da armadura da nona casa do zodíaco.

Dona de uma personalidade assombrosamente devota e submissa aos interesses do pai e da madrasta, Sonia sempre quis ser reconhecida pelo seu trabalho para ter a admiração e o carinho que seus responsáveis sempre deram a Éden.

A falta de inveja, comum em condições como a dela, e o desejo por sempre melhorar faziam da personagem uma das mais interessantes para um desenvolvimento psicológico a longo prazo, ainda mais após os flash-backs que mostraram o sofrimento da personagem ao matar o pai de Souma, Kazuma de Cruzeiro do Sul.

Talvéz pelo excesso de protagonistas ou pela falta de planejamento da série a longo prazo, os roteiristas decidiram matar a personagem em sua cega vontade de mostrar seu valor ao pai, logo após Souma despertar o seu sétimo sentido.

Poderiam ter aproveitado melhor o papel de Sonia na história.

Poderiam ter aproveitado melhor o papel de Sonia na história.

Mesmo que vilã, a personagem se tornou uma segunda mártir da batalha desmedida de Marte e voltou a chamar a atenção para o fim dessa Guerra sem sentido, ainda que, com sua morte, sua participação se tornou vazia ao se avaliar um plano geral e sem idealismo algum na série, que perdeu uma oportunidade de dar uma importante lição de paternidade a grande gama de espectadores da velha guarda da franquia.

FINAL INCLUSIVO

Capricórnio teria sido incluído na parte de meados perdidos se não fosse o fato das batalhas voltarem a ser o foco do enredo com sua participação.

Se Gembu se tornara uma decepção ao se mostrar aliado, Ionia de Capricórnio conseguiu superar qualquer decepção que a série poderia criar: até pior que Ichi de Hidra se voltando contra Atena no arco das Ruínas Antigas: o cavaleiro é um débil-mental devoto de Atena com uma ideia distorcida do que é ser um cavaleiro: fazer Atena parar de sofrer.

E qual a melhor maneira de fazer Saori Kido parar de sofrer? Matá-la e deixar Marte tomando conta do mundo que está um verdadeiro caos.

Deixando o Cavaleiro de lado, a luta valeu a pena por colocar Kouga cara-a-cara com seu cosmo das trevas que Atena havia ocultado ao adotá-lo. Ainda melhor: a batalha ressaltou a importância de Yuna de Águia como amiga do protagonista-mór, já que ela que impediu que ele se entregasse a força malígna.

O cosmo negro de Kouga desperta no fim das 12 Casas!

O cosmo negro de Kouga desperta no fim das 12 Casas!

Prova que Yuna é uma personagem tão interessante que deveria estar na série canônica é que apenas ela e Kouga passaram pela Casa de Sagitário e leram o antigo testamento de Aiolos: Aos valorosos cavaleiros que chegarem até aqui, eu lhes confio Atena. Além disso, é Yuna também que compra a briga na última das 12 Casas.

Amor de Peixes é a concepção ideal do que deveriam ser todos os cavaleiros de Ouro inimigos da série: sangue nos olhos, o irmão de Medea mata Mycenas de Leão quando este descobre que esta está manipulando Marte para que este ressuscite um antigo deus da Mitologia.

Além disso, O Cavaleiro que governa a fascinação e a orientação, como ele mesmo se define, ainda cria avatares dos Quatro Reis Celestiais que combateram junto com Marte na Guerra Santa dos Anos 2000 (Romulus, Diana, Bachus e Vulcanus) para dar conta de Kouga, Ryuhou, Souma e Haruto enquanto ele luta apaixonadamente contra Yuna. Com a audácia da amazona de Águia, ela consegue abrir uma brecha para que Kouga e Éden passem pela casa, abrindo caminho para o arco final, igualmente com o fim de Amor.

RUMO AO PLANETA MARTE!

A batalha final contra Marte e a conclusão da primeira saga de Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega ficaram para um arco próprio, fazendo da Batalha das 12 Casas uma sequência de acontecimentos apenas para batalhas contra os cavaleiros de ouro.

Amor de Peixes sobreviveu a batalha das 12 Casas para concluir o plano de Medea no planeta Marte!

Amor de Peixes sobreviveu a batalha das 12 Casas para concluir o plano de Medea no planeta Marte!

Apesar de interessantes até certo ponto, os dourados de Ômega e o próprio arco, foram cheio de oscilações, desde a personalidade dos personagens, passando pelo objetivo geral da história e a própria motivação dos roteiristas, que por vezes, pareceram perdidos criando situações que, mesmo para um spin-off, fica difícil de se traduzir como algo que conta o futuro das batalhas de Seiya e os cavaleiros de bronze do século XX.

Se em certos pontos os protagonistas puderam se sobressair à falta de razão para sua existência dentro do universo de Os Cavaleiros do Zodíaco (como a batalha de Ryuhou contra Paradox ou do papel de Yuna dentro do desenvolver da batalha de Kouga contra Ionia), muitas das batalhas apenas cansaram suas imagens, como foi o caso de Haruto e suas meia batalhas contra Mycenas e Tokisada, onde mesmo tendo relações tão próximas deste último com seu passado, o contexto ficou amarrado em demonstrações de poder da enxurrada de shonens vazios que o mercado de animações ganha todos os dias.

Se aproveitando de um interesse de longa data dos fãs que sempre sonharam em ver uma nova subida às 12 Casas, tal arco da série Ômega conseguiu se sobressair em audiência, licenciamento e faturamento, algo cada vez mais corriqueiro na serie que cada vez mais parece querer entreter e repercutir, deixando os valores, as lições e, principalmente, os exemplos de amizade e perseverança que cada uma das batalhas contra um signo do Zodíaco deveriam ter.

O planeta Marte ainda prepara grandes revelações!

O planeta Marte ainda prepara grandes revelações!

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RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, o arco das Ruínas Antigas

Ao se falar de valor, fala-se de algo muito relativo. Tão difícil é saber o quanto de valor um objeto pode carregar em comparação com qualquer tipo de prognóstico praticado, é fazer a avaliação medindo as qualidades e as virtudes de uma pessoa. Em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, os protagonistas tiveram a chance de compartilhar um mundo novo durante o arco das Ruínas Antigas, e os roteiristas, a chance de valorizar seus personagens.

BRONZE, PRATA E OURO

Uma das características mais marcantes dentro do universo de Saint Seiya é a classificação das armaduras que guerreiros de Atena vestem. No topo da hierarquia, estão os cavaleiros de Ouro, lutadores que dominam a essência do cosmo e seu nível mais elevado. O nível intermediário é formado pelos cavaleiros de prata, com capacidades que variam de líderes de missões, ao treinamento de aspirantes. E no mais baixo nível encontram-se os cavaleiros de bronze, que não por coincidência, são os proagonistas da série clássica e da série Ômega.

Colocando os protagonistas num nível baixo, Masami Kurumada escolheu fazer com que seus personagens trilhassem um caminho que se tornou referência na construção de um mangá shonen moderno: a superação de limites e o amadurecimento físico e psicológico dos personagens, fazendo com que o bronze alcançasse o ouro mesmo ainda sendo bronze.

Em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, a escolha foi bastante similar para a construção da linha evolutiva da narrativa: Kouga, o atual cavaleiro de Pégaso enfrentou em Palaestra (leia a resenha deste arco aqui) vários cavaleiros de bronze para chegar até o segundo arco da história apto para enfrentar cavaleiros de prata.

Haruto de Lobo se juntou a Kouga no fim do arco de Palaestra.

Se a linha de pensamento parece lógica e plausível, a execução da ideia demorou para ser bem transmitida ao espectador, mas todo o desenvolvimento do arco das Ruínas Antigas foi muito bom para amadurecer o roteiro e passar a fazer o que Kurumada sempre fez tão bem desde o primeiro capítulo do primeiro mangá de Saint Seiya.

SUGANDO TODO O COSMO DA TERRA

Tendo início logo após Seiya de Sagitário salvar Kouga e os outros cavaleiros de bronze de morrerem pelas mãos do vilão Marte quando este invadiu Palaestra, o arco das Ruínas antigas começa quebrando mais paradigmas da série clássica e acrescentando mais novos elementos ao enredo.

Após destruir todo o Santuário da Grécia e erguer a Torre de Babel, Marte passa a se utilizar de cinco ruínas elementais para “sugar” o cosmo da Terra e alimentar sua Torre com todo o poder que ele precisa para concluir seus planos malignos. Para que a vida na Terra não se extinga, é necessário que um cavaleiro do mesmo elemento que a Ruína destrua seu núcleo após vencer os guardiões que Marte, pois em cada uma delas, em sua maioria, cavaleiros de prata traidores de Atena que apóiam a causa do marciano.

Dois novos personagens entram para a equipe de Kouga, Haruto de Lobo, um cavaleiro de bronze que Kouga libertou de Palaestra antes de serem salvos por Seiya, e Ária, a candidata de Marte para se tornar a nova deusa Atena.

Ária tem um inimaginável cosmo de luz em seu interior.

Haruto é um ninja (mas não é loiro, nem veste laranja), o que pode parecer muito estranho num primeiro ponto de vista. Encarnando o personagem frio da história, o passado do cavaleiro é marcado por muitas desgraças envolvendo seu irmão e sua antiga vila ninja (!). Mesmo sendo totalmente fora de contexto, o personagem serve para dar um nova dimensão a Cavaleiros com os laços da sua cultura japonesa, que nunca foi colocada em primeiro plano em Os Cavaleiros do Zodíaco.

Ária não só é dona de um esplêndido cosmo do tipo luz, como alguém completa o time perfeitamente, já que sua personalidade é a oposta da de Yuna, sempre muito calma, serena, bondosa e frágil. Além de ser a personagem um componente essencial para que os cavaleiros de bronze consigam desfazer as ruínas dos elementos, ela ainda é o gancho essencial para o começo e o surpreendente final do arco.

REVELAÇÕES COMO OS CAVALEIROS DO PASSADO

Novos conceitos, novos personagens, novos vilões e novo tudo! Mas o que mais se destaca durante o arco das Ruínas Antigas é o encontro dos protagonistas com os personagens da velha guarda.

Além de revelarem e justificarem o porquê de estarem fora de batalha, pincelar um pouco da Guerra Santa do ano 2.000 contra Marte e revelar que um meteoro trouxe Kouga e Ária do espaço, e de quebra ampliar os poderes do vilão de cabeça quente e alterar a forma das armaduras para jóias, são eles que fazem o papel de amadurecer os jovens cavaleiros em sua jornada rumo ao encontro de Atena.

No arco, um flashback revelou o que transformou as armaduras e o que impossibilitou Seiya e os outros de usarem seus cosmos.

Shun de Andrômeda, que virou uma espécie de médico de um vilarejo perto da Ruína da Terra, é quem mostra a Ryuhou de Dragão a importância de se valorizar e confiar na amizade durante uma batalha.

Jabu de Unicórnio, que aparentemente se aposentou de ser cavaleiro após receber a maldição do golpe de Marte, faz com que o ódio que Souma de Leão Menor sente por Sonia, a filha de Marte, seja controlado.

Shiriu de Dragão, que permanece sem os cinco sentidos nos Picos Antigos de Rozan, é quem motiva a Haruto de Lobo a enfrentar seu passado e tomar as rédeas daquilo que acredita.

E por fim, é Hyoga de Cisne que precisa mostrar a Kouga que de nada adianta se lamentar por ter perdido tudo o que ama, pois é da fé e na esperança de um mundo de paz, que os cavaleiros fazem elevar seu cosmo ao máximo!

Apenas Yuna foi quem ficou a mercê de um exemplo original da série. Sua mestra Pavlin de Pavão foi morta por três cavaleiros de prata numa luta injusta e covarde, fazendo com que a guerreira acredite mais em seus ensinamentos que nas regras do Santuário impostas as mulheres.

Pavlin de Pavão conquistou tantos fãs quanto Yuna de Águia!

Além disso, é com o jeito infantil e curioso de Ária, que Yuna aprende os valores femininos e como uma mulher, mesmo lutando pela justiça, deve manter seu lado frágil para não perder sua sensibilidade com os pequenos, porém belos, detalhes da vida.

As ligações de Yuna e Haruto com Marin de Águia e Nachi de Lobo sequer foram citadas, Ikki de Fênix só apareceu nas lembranças dos outros cavaleiros e mesmo Geki de Urso estar preso na armadilha de Marte, um quinto elemento da turma das antigas aparece para ser sensibilizado por Ária, pois diferente de seus nove companheiros de Guerra Galáctica, Ichi de Hidra Fêmea acabou se rendendo as forças do mal.

Que Ichi nunca foi um personagem lá muito popular todos concordam, mas que os roteiristas pegaram pesado com sua participação, isso o fizeram, pois mesmo ele não teria submetido ao que se submeteu em Ômega, onde teve sua personalidade totalmente reformulada.

Sonhando em se tornar o cavaleiro mais forte (e mais belo, argh!) de Atena, o antigo cavaleiro de bronze de Hidra Fêmea aceita de Marte a armadura de prata de Hidra Macho para vencer os cavaleiros de bronze enquanto estes se dirigiam ao Ruína da Água.

De bronze à prata: Ichi decepcionou uma legião de fãs!

Ao final, o cavaleiro parece se arrepender, mas mesmo que pegando o fã de longa data desprevenido com tal contexto para o personagem é muito contestável até que ponto uma nova série deve alterar a personalidade original do personagem para apresentá-la a uma nova geração de fãs.

TEMPO!

Mesmo passando as 6h30 da manhã de domingo no Japão, Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega rendeu uma boa audiência durante a exibição do arco das Ruínas Antigas, tendo seus picos nos episódios com participação de Shun e cia. Isso fez com que a Toei esticasse um pouco o arco, trazendo alguns episódios desnecessários, sendo o principal o episódio em que os seis protagonistas viram empregados em um estabelecimento comercial.

Outro ponto é a trivialidade com que os inimigos aparecem e desaparecem. Muitos cavaleiros de prata em muitos episódios foram criados, mas mal puderam mostrar o que fazem, pois, se no início os primeiros trios de prata que enfrentavam os cavaleiros duraram três ou quatro episódios, muitos dos outros morreram facilmente com um ou outro golpe dos bronzeados, algo que além de estranho, não parece ter sido aplicado no timing correto para o desenvolvimento de poder dos personagens.

Perdendo parte de sua vida, Shun ainda queima seu cosmo para ajudar Kouga e Ryuhou!

Na série clássica, um dos pontos importantes sempre foi como o vilão marca a história. Não é benéfico para uma história como Cavaleiros, onde os fãs aguardam fervorosamente que uma nova constelação apareça junto com o inimigo para poder conhecê-la acabe tão rápido, devido ao formato de episódio fechado que optou-se por fazer a história, sempre com começo meio e fim no enredo próprio do episódio, deixando um curta linha de raciocínio para o próximo episódio.

Além disso, a Toei pecou por vezes ao acabar ampliando os destinos dos personagens fazendo-os se separar de Ária, que em teoria é quem mais deveriam proteger, tanto por sua fragilidade quanto por sem ela não ser possível desfazer o funcionamento das ruínas.

A coisa chega a tal ponto que Kouga e Yuna ficam sozinhas com Ária, abrindo brecha para Éden de Órion recuperar sua noiva e levá-la de volta até a Torre de Babel, onde está toda a família do cavaleiro de bronze, sua irmã Sonia e seus pais Marte e Medeia.

O relacionamento do garoto com sua família é um dos destaques do arco. Éden sempre admirou a força e a sabedoria de seus pais e sempre cresceu tendo sua irmã Sonia de Vespa, amazona de prata que lidera todos os cavaleiros abaixo da classe de ouro. Porém, enquanto seus laços com Ária e a experiência com Kouga e os outros se intensifica, Éden muitas vezes fica em cheque ao julgar as atitudes de seu pai.

Os vários flashbacks que vão contando a personalidade do cavaleiro revelam uma personalidade fraca por trás do título de cavaleiro de bronze mais poderoso. Éden busca uma constante aprovação dos pais, quer ser reconhecido e quer, ao final das contas, formar uma família melhor que a dele, embora o condicionamento sofrido durante sua juventude tenha o formado tão próximo do que é Marte.

FINAL DE TEMPORADA! FINALMENTE CAVALEIROS!

Uma característica marcante nos mangás shonens e principalmente em Os Cavaleiros do Zodíaco é a superação de obstáculos. Mesmo mais fracos que aqueles que enfrentavam, Seiya e os outros sempre tiveram a determinação necessária para aprender a controlar o infinito cosmo que todo ser humano tem para poder, nem que fosse por um milésimo de segundo, superar e vencer o adversário.

Um dos incômodos no arco das Ruínas Antigas foi a falta de superação de personagens. Possivelmente por refletir os acomodados jovens dos anos 10 ao invés dos revolucionários dos anos 80, ou simplesmente por um erro da série, Kouga e os outros venciam, mas não por superar o adversário, mas ou por contar com a ajuda de um cavaleiro veterano (como Shun de Andrômeda) ou por unirem seus golpes para vencer em dupla um único inimigo.

Felizmente, no fim do arco, que também marcou o fim da primeira temporada de episódios, os protagonistas finalmente puderam ganhar a honra de serem chamados de Cavaleiros de Atena.

Éden de Órion era pretendido a se casar com Ária e se tornar o deus do novo mundo criado por Marte!

Enfrentando Marte aos pés da Torre de Babel, os elementos coletados nas Ruínas Antigas geram uma espécie de báculo para Ária. A confiança de Ária em assumir a linha de frente da batalha que parecia estar perdida para Kouga, Souma, Yuna, Ryuhou e Haruto começa a ganhar vida e os cavaleiros de bronze passam a ter uma postura de heroi num texto muito mais próximo ao de Masami Kurumada.

E para finalizar com chave de ouro, a surpreendente morte de Ária pelas mãos de Marte, que diz ter conseguido o que queria ao pegar o báculo da garota, finalmente pode refletir o que é Os Cavaleiros do Zodíaco para a nova geração de fãs: uma série extremamente criativa visualmente, mas também cheia de razão de ser, pois não está atrelada a propósitos vazios, mas nos sentimentos que movem o ser humano a sempre seguir em frente, independente das quedas sofridas.

O arco como um todo foi uma chance que os roteiristas tiveram ao, somar tudo o que aconteceu com os personagens, amadurecer a personalidade de cada um deles e prepará-los para possíveis novos combates que exijam muito mais deles como personagens para conseguir sustentar a série. Mais que isso, foi uma oportunidade dos próprios roteiristas amadurecerem seu conceito sobre o universo de Os Cavaleiros do Zodíaco para continuar com uma história tão épica quanto foi a de Saori, Ikki, Shun, Hyoga, Shiryu e Seiya.

Uma cena clássica dentro de Ômega: Ária e os cavaleiros de bronze!

Novo filme CG para adultos, novo anime para crianças e Masami Kurumada consegue transformar Saint Seiya em Transformers…

Que 2011 seria um ano especial para Cavaleiros disso ninguém tinha dúvidas. Mas que grande parte das novidades só seriam concretizadas mais tarde também não seria novidade, já que a maioria das grandes produções foram iniciadas no próprio ano de 2011.

Assim, logo agora, no início de 2012, Masami Kurumada já pôde aprontar das suas e fazer o mais inesperado anúncio para a série: além do filme em CG (já anunciado no ano passado), Saint Seiya ganhará em 2012 uma nova animação.

Até aí tudo bem, afinal quanto mais animações de Os Cavaleiros do Zodíaco melhor! Todos os fãs aguardam ansiosos a terceira temporada de The Lost Canvas pela TMS, o anúncio de uma animação para o Episódio G, para o Gigantomachia, para o Next Dimension, para alguma das inúmeras guerras anteriores (talvéz até mitológicas) citadas durante o mangá e até, porque não, um remake da série clássica.

Mas o anúncio do roteiro da história foi de cair o queixo! Ninguém esperava a produção de um anime produzido pela Toei Animation com uma tmática voltada às crianças, algo entre Pretty Cure e Digimon, mais especificamente algo para o público entre 6 e 12 anos.

A nova animação recebe o nome de Saint Seiya Ômega. Ômega é a última letra do alfabeto grego, seria uma referência ao enredo da história, que se passará no futuro de Seiya e cia. E se você espera descobrir o que aconteceu com os cavaleiros de Atena em suas lutas contra os 12 deuses do Olimpo após a saga de Hades, pode tirar seu Pégaso da chuva, pois a história tem um quê de alternativo maior do que você pode esperar.  Olha só o quem são os personagens da história:

Seiya é o atual Cavaleiro de Ouro de Sagitário.
– O atual cavaleiro de Pégaso cham-se Kouga, filho adotivo de Saori Kido, que continua como Atena.
– Os melhores amigos (e irmãos de criação) de Kouga são Soma de Leão Menor e Ryuuhou de Dragão.
– A amazona de prata de Águia não é Marin, não usa máscara e chama-se Yuna.
– Ainda haverá a participação de Eden de Órion e Haruto de Lobo.
– O deus Ares será o vilão.

Saint Seiya Ômega: Kouga é Pégaso e Seiya é Sagitário!

Impossível não comparar este anime as investidas mercadológicas que a Hasbro faz com Transformers. Sempre que seus robôs gigantes estão com baixas vendas, uma nova animação spin-off é criada para alavancar as vendas. Seja com animais, no futuro ou no passado, os spins de Transformers servem com um verdadeiro caça-níquel e muitas vezes deixam o enredo de lado.

Analisando as últimas investidas de Kurumada com a franquia de Saint Seiya, a coisa parece seguir pelo mesmo caminho. A produção capenga de Hades Inferno e Hades Elíseos, o pouco apoio comercial a The Lost Canvas por parte do autor, a troca de dubladores, a demissão de Shigeyasu Yamauchi e o enredo apelativo de Next Dimension estão fazendo que a franquia cada vez mais perca em qualidade e ganhe em somas de dinheiro.

Saint Seiya Ômega parece vir apenas para completar um nicho que Kurumada ainda não tinha: o de crianças abaixo de 10 anos. Enquanto a série clássica vende para a fanbase de saudosistas, The Lost Canvas capta um novo público shonen e shoujo e o Episódio G cuida do público mais maduro.

Mercadológicamente a estratégia é muito boa. Vários produtos para vários nichos. Mas não seria melhor manter o nível do que já se tem antes de se aventurar a conquistar novos territórios?

Até agora os fãs não tiveram uma animação decente de Hades Inferno e Elíseos, a série clássica carrega o esteriótipo de “velha e ultrapassada” quando  é comercializada e exibida em países estrangeiros, o Prólogo do Céu (a melhor produção que Cavaleiros já teve) foi desvinculado do canône da história para dar lugar a um Next Dimension com ritmo de publicação mais baixo que Hunter X Hunter… Mas mesmo com tantos buracos a seres completados a aposta é uma animação totalmente nova e descabida que será 100% spin-off e chega para vender o universo para um público desinteressado na série…

O jeito agora é torcer para que o novo público realmente seja atingido e a franquia de Saint Seiya possa ter uma reerguida no Japão e no mundo. Mesmo com um horário ingrato, sendo exibido as 6h30 da manhã, vale lembrar que a série passará no domingo, dia que a tv japonesa mais tem audiência, podendo ser um indício que a Toei Animation realmente quer que o anime vá para frente.

Saint Seiya The Movie: a única esperança por qualidade e uma boa produção?

Entrementes, também devemos torcer para que o filme em CG, que teve uma nova imagem (espetacular, por sinal) seja realmente uma produção de qualidade e não mais um caça-níquel que os fãs mais maduros se acostumaram a cair.

E quem sabe num período próximo poderemos ver Saint Seiya em grandes produções (também caça-níqueis, verdade… mas pelo menos com qualidade a la Steven Spielberg) e ver Masami Kurumada assinar de vez o tratado Transformers para Seiya e os outros.

Pegasus Fantasy – A música pelo mundo

Dando sequência a série de postagens em homenagem a Hiroaki Matsuzawa e contando um pouco da história de Pegasus Fantasy, sua composição mais executada no mundo, chegamos a segunda parte. Composta basicamente de videos, essa postagem vai contar um pouco de como foi a recepção da música pelo mundo quando Saint Seiya foi exportado para ser exibido em outros países.

Pegasus Fantasy não é apenas um fenômeno no Brasil, onde é considerada o hino do fãs de animação japonesa (otakus), mas em todo o mundo. A música foi adaptada para diversos países na língua local onde Saint Seiya foi exibido, onde também ganhou diversas versões de fãs da série. Aqui estão organizadas as princiais versões internacionais da composição original.

França

Se Saint Seiya é um sucesso internacional, devemos hoje agradecer isso à França. O país começou a transmitir o anime antes de ele ser encerrado no Japão, logo no ano de 1988, onde inspira até hoje diversas séries, fan-arts, fan-fics e, até fan-videos. No país, o anime foi rebatizado para Les Chaveliers du Zodiaque – nome que o acompanharia em todas as outras traduções ao redor do globo.

Porém, assim como o nome do anime, a França também criou outro video e tema de abertura que levava o mesmo nome local da série (clique aqui para conferir) que ganhou até mesmo uma versão full, tamanho o sucesso do anime no país.  Isso deixou o tema original desconhecido do público por muitos anos.

Mesmo quando a série foi lançada em DVD nas terras de Napoleão, uma versão francesa da música não foi produzida. Inclusive, a série foi lançada como Saint Seiya e também não continha a música clássica que passava na TV nos anos 80 e 90. Isso não impediu que fãs franceses produzissem uma versão para a música. Confira:

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Itália

Históricamente, a Itália sempre teve uma relação de disputa com os franceses, seja em guerras mundiais ou em Guerras Galácticas. Assim, quando o anime foi para a Itália, um novo tema de abertura foi criado, do mesmo jeito, a música tem o mesmo nome que a série recebeu no país Il Cavalieri dello Zodiaco.

A abertura original da Itália criada nos anos 90 (assita aqui) tem um ritmo bem original e mesmo hoje poderia ser utilizado na TV que teria uma aceitação muito grande do público. Porém, em épocas em que o mundo é uma aldeia globalizada, os fãs querem mais e felizmente os produtores italianos atenderam.

Quando foi exibida novamente na TV no anos 2000, foi produzida uma nova abertura, desta vez adaptando a Pegasus Fantasy, como os fãs queriam. O resultado foi uma das melhores adaptações já realizadas da música, a única, inclusive, que contou com um arranjo original (não utilizando o karaokê japonês) e substituindo o Saint Seiya presente na versão original por Cavalieri:

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Espanha

Entre 1990 e 1993, Saint Seiya foi levado aos mais diversos países asiáticos e latinos, os primeiros por influência nipônica e os segundos por influência do sucesso recorrente na França.

A Espanha foi um dos paíse que mais cultuou o anime em suas terras. Ainda hoje, junto do Brasil, é o país que mais rápido importa os novos episódios produzidos da série. Porém, seguindo a tendência da abertura francesa, em sua primeira exibição no país, foi adaptada a abertura francesa para a língua local, com o mesmo nome que a séri recebeu no país Los Caballeros Del Zodiaco.

Porém, nos anos 2000, quando a empresa Selecta Vision lançou os episódios da saga de Hades no país, foi criada uma versão espanhola para o tema original da série, cantada pelo fã Joaquin Paz, que por vezes já havia produzido músicas “genéricas” dos temas originais da série. Confira abaixo o tema e, de quebra, confira a abertura espanhola de Chikyuugi, tema da saga de Hades, cantada por Helena Collado

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América Latina

A América Latina recebeu Saint Seiya muito próxima da Espanha no início dos anos 90, sendo México, Peru, Panamá, Costa Rica, El Salvador, Colômbia, Chile e Argentina os primeiros países a ter contato com a série por essas bandas. O tema de abertura e a dublagem, inclusive, foi o mesmo usado na Espanha, já que o distribuidor era o mesmo.

Os países sulamericanos de língua espanhola só ganharam sua versão da música nos anos 2000 (antes da Espanha, inclusive), quando a Towers Entertaiment licenciou a série para exibição na TV e lançamento em DVD.

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Brasil

Saint Seiya chegou ao Brasil em 1994, sendo um dos últimos países da América Latina a receber o anime. Com uma exibição despreneciosa na Rede Manchete, os guerreiros de Atena conquistaram a audiência e se tornou um dos grandes fenômenos culturais dos país nos anos 90.

A dublagem no Brasil foi realizada com base na dublagem latina, assim, o tema de abertura também foi adaptado desta versão. Diferente dos outros países, no Brasil o tema de abertura recebeu um título diferente do nome local da série, Os Cavaleiros o Zodíaco, sendo batizada de Os Guardiões do Universo (clique aqui para ouvir).

Assim como a maioria dos países, Pegasus Fantasy só foi adaptada para o português do Brasil nos anos 2000, mais precisamente em 2004, quando a série retornou ao país pela Angelloti Licensing. Com o apoio dos fãs e do site CavZodiaco, o vocalista da banda Angra, Edu Falaschi, foi o intérprete escolhido da canção, que segue hoje como uma das melhores animesong’s já adaptadas para o português de todos os tempos:

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Outras adaptações

Para finalizar, trago uma série de videos com mais adaptações da música pelo mundo. Na relação há adaptações oficiais de países asiáticos e versões em outras línguas feitas po fãs:

• Música em inglês adaptada pela banda italiana Highlord, já que quando foi exibido nos EUA, Saint Seiya teve como tema de abertura a música I Ran, da banda Bowling For Soup:

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• Música cantada pela banda francesa SaintSeiyaLoveYou. A música pouco tem a ver com a Pegasus Fantasy, não chegando a ser uma adaptação, mas nitidamente ela tem vários elementos da música original:

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• Música em alemão adaptadas por fãs da Alemanha. O vocal é feminino, um diferencial de todas as outras versões.

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• Abertura oficial da China

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• Abertura oficial da Coréia do Sul:

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• Montagem da música misturando as adaptações em seis línguas: inglês, italiano, sul-coreano, espanhol (América do Sul), português (Brasil) e japonês.

Próxima postagem: novas versões da música feitas pelo Make-Up

Novo filme d’Os Cavaleiros do Zodíaco em 2011!

Recentemente, Masami Kurumada, o autor de Saint Seiya, publicou em seu blog com uma imagem curiosa do protagonista de sua franquia mais cultuada em todo o mundo:

Assim, iniciaram diversas especulações na internet sobre a produção de um possível game da franquia, cujo o autor da série já havia sugerido estar em produção com uma antiga imagem também publicada em seu blog com os dizeres “Saint Seiya On Line”:

Além do game, o traço detalhado levou o fãs mais ardorosos a diversas outras conclusões, como por exemplo alguma produção voltada ao mangá seinen Episódio G, mangá de Megumu Okada, que assim como a imagem possui um traço muitíssimo detalhado.

As dúvidas apenas chegaram ao fim neste último fim-de-semana, quando no evento Jump Festa, no Japão, o estande da Toei Animation (estúdio que produziu a série de anime clássica, os OVAs de Hades e os filmes da franquia) passou a exibir um teaser envolvendo a imagem publicada pelo autor da série com o título “Kurumada Masami Project”:

Apesar de não deixar claro que se trata de um filme, o fato de estar sendo produido pela Toei Animation junto com as intenções declaradas da Toei Animation ao site brasileiro CavZodiaco de produzir um filme da franquia em 2011 em comemoração aos 25 anos da franquia, tudo leva a crer que se trata mesmo de um longa-metragem e não de um game.

O que surpreendeu a todos é o fato do filme ser produzido em computação gráfica, ao invés da tradicional animação em duas dimensões. Especula-se ainda, que este filme de Saint Seiya será a primeira animação a utilizar a tecnologia 3D produzida pela Toei Animation.

Muitos afirmam que a possibilidade do filme ser um live-action não está descartada. Porém, se a opção da Toei for um live-action, o mais provável é que estúdio faça algo parecido com seus filmes de tokusatsus (heróis japoneses da linha de Jaspion, Changeman e Kamen Rider), que apesar de ser uma qualidade interessante, não seria o melhor caminho aotado para uma franquia como Os Cavaleiros do Zodíaco, que durante toda a sua história, foi produzido em animação.

Um live-action só viria a calhar se fosse realizada por um estúdio americano, que conta com uma linguagem muito mais universal e com uma distribuição mais abrangente, sem contar os altos investimentos, patrocínio e diretores interessandos.

Quanto ao roteiro, espera-se que o filme se trate de um spin-of (assim como os 4 primeiros filmes produzido nos anos 80) ou se trate de uma animação do mais recente mangá da franquia, escrito pelo próprio criador da série, o manga Saint Seiya Next Dimension.

Porém, o natural é que a produção se trate mesmo de algo “a par” da história canônica de Saint Seiya. Nada de Next Dimension, Saga do Céu ou algo parecido. Como um spin-of, a produção poderá se aproveitar ao máximo do potencial da franquia, da qualidade de produção da Toei e ainda comemorar os 25 anos de Seiya e os outros em grande estilo. Até porque, uma história começar em animação e terminar em CG é algo um tanto quanto inóspito, ainda mais por Next Dimension ter traços tão interessantes (como Alone e as satélites) que seriam muito atrativos ver em movimento provida pela animação tradicional.

Especula-se ainda que poderia ser um remake de alguma parte da história, o que também seria interessante, mas um filme exclusivo, único e inovador é o que a série mais precisa agora para brilhar com toda a sua força em todo o mundo no ano de comemoração de suas bodas de prata.

Porém, todas essas possibilidades de roteiro não passam de especulação.

O fato é que dessa vez Masami Kurumada está por trás da produção, como diz o próprio título do projeto. Isso é um fator positivo para a franquia, principalmente pelo fato de impedir que o projeto se encerre por algo que o criador desaprove, como foi o Prólogo do Céu.

E por já estar sendo anunciado em mídias que não são apenas particulares de Kurumada já mostram que o projeto não será parado (ou “pausado”, para o mais otimistas) no meio do caminho como foi/é o jogo Saint Seiya Online da SEGA.

Mais uma vez Kurumada se mostrou o gênio do marketing da terra-do-sol-nascente. É incrível como o autor consegue despertar o interesse de milhões de fãs e de centenas de veículos do mundo inteiro com a história dos defensores de Atena. Essas informações a conta-gotas desperta ainda mais a curiosidade dos fãs e começa a criar cada vez mais raízes para o sucesso dessa nova investida do criador.

Agora o jeito é os fãs aguardar notícias. Lembrando que o próximo capítulo de Next Dimension sai nesta semana e as chances de Kurumada noticiar mais alguma exclusiva antes do Natal é bem grande.

Parece até exposição de arte!

Quem estava torcendo que os pôsteres que Masami Kurumada produziu para o filme Fúria de Titãs (Clash of th Titans, no original) ã pedido da gigante Warner não ficasse apenas na divulgação virtual pode comemorar.

Graças a uma maravilhosa ação de marketing da produtora americana, os pôsteres de Kurumada estão cobrindo grande parte das paredes das principais estações de metrô do Japão e decorando os próprios metrôs.

Parece até uma exposição e arte alternativa, que valoriza tanto o filme do diretor Louis Leterrier quanto o trabalho do grande mangaka Masami Kurumada.

Confira as fotos:

Masami Kurumada fará o pôster japonês de Fúria de Titãs

Parece que mais uma vez os boatos envolvendo uma adaptação cinematografica de uma das obras de Masami Kurumada foi desmentida.

Já havia sido anunciado que o mangaká estaria envolvido com uma produção hollywoodiana, e o que se esperava é que fosse uma produção de um live-action d’Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya, n0 original), a obra que maior sucesso do autor.

Porém, apesar de ainda não ter saído de uma fonte oficial do próprio autor, o site AnimeNewsNetwork confirmou que Kurumada está envolvido, na verdade, na produção da versão japonesa do pôster do filme Fúria de Titãs (Clash of the Titans no original).

O pedido partiu da prórpia Warner Bros., distribuidora do filme, provavelmente por o diretor do filme, Louis Leterrier, ter se declarado fã dos cavaleiros de Atena desde sua infância.

Não foi dessa vez que Saint Seiya ganhou seu live-action.

O pôster ainda não foi divulgado.

Novos boatos sobre um filme live-action d’Os Cavaleiros do Zodíaco

Segundo boatos que circulam em alguns sites e fóruns internacionais, Masami Kurumada estaria neste momento envolvido em uma adaptação de uma das suas séries em Hollywood e deverá fazer um pronunciamento em seu site oficial em breve. Não se sabe se trata-se d’Os Cavaleiros do Zodíaco, mas novamente voltam os boatos, que já haviam sido desmentidos anteriormente, sobre um possível filme live-action (com atores reais) da série.

Boato? Uma obra de Masami Kurumada está cogitada para ser produzido em Hollywood.

Em 2008, devido a fotos que mostravam o cantor Kacky, vocalista da banda Marina Del Rey, junto com uma grande orquestra nos estúdios da Warner Bros, começaram a rolar boatos que os defensores de Atena ganhariam uma produção norte-americana. A banda Marina Del Rey é a interprete da música de abertura da música Pegasus Forever da fase Inferno da Saga de Hades e da abertura de Ring Ni Kakero, Asu e no Touchi. Além disso, Kacky está sempre envolvido nas produções musicais das obras de Kurumada.

O boato foi tão forte que até o site IMDB, tradicional filme de cinema norte-americano, incluiu em sua galeria de filmes “em produção” o tal live-action, que já teria até um nome: Saint Seiya – Chapter Santuary e um orçamento de US$25.000.000,00.

Se o live estrelar Seiya, é melhor que a adaptação fique melhor que a feita nos teatros japoneses.

A notícia provocou a ira dos fãs, que o compararam com o orçamento destinado ao aguardado filme de Dragon Ball Evolution, que tinha uma produção estimada em US$100.000.000,00. Mais tarde descobriu-se que o filme de Goku custou só US$47.000.000,00, mas isso é assunto para um próximo post.

Novidades especulativas não paravam de surgir sobre os cavaleiros e na época, uma das notícias mais bizarras incluia o ator Tom Welling (Clark Kent em Smallville) no papel de Ikki de Fênix e Frankie Muniz (O Agente Teen) como Shun de Andrômeda.

Foi nessa época também que Masami Kurumada fez uma referência em um dos capítulos do mangá Saint Seiya – Next Dimension (editora Akita Shoten) sobre um game da franquia para jogar online que em breve seria lançado. Mais boatos diziam que a Sega iria desenvolveria o jogo.

Seria Tom Welling um bom Ikki de Fênix?

Em 2009, todos esses boatos foram desmentidos com o anúncio de Saint Seiya – The Lost Canvas em anime. A produção ficaria a cargo do estúdio TMS, do grupo SEGA, que investiu os US$25.000.000,00 na produção e mandou gravar a trilha sonora nos estúdios da Warner. Sobre o jogo, ainda há boatos sobre sua produção, já que a fonte deste foi o próprio autor da série.

Foi em 2009 também que o fiasco Dragon Ball Evolution causou muita ira nos fãs de animação japonesa em geral, e a parir daí, também surgiu uma grande resistência em torno de adaptações americanas para animes. Assim, parecia que o melhor mesmo era que Seiya e os outros ficassem longe das telonas.

Agora em 2010, começa uma nova onda de boatos. O mais provável é que tudo isso não passe de um alarme falso, causado pela declaração de Louis Leterrier, diretor de Fúria de Titãs declarar ser fã da série (vide postagem anterior).

Se o live-action d’Os Cavaleiros do Zodíaco realmente fosse do interesse de Hollywood, Louis Leterrier seria uma ótima opção para a direção, e diferente do que os fãs mais resistentes acreditam, o filme poderia ser um sucesso de adaptação.

O diretor poderia se basear no trabalho de José Luis Ramos para adaptar as armaduras para o cinema. O fã produz fanarts de Saint Seiya em 3D.

Entre um boato e outro, uma coisa é fato: sempre que o universo d’Os Cavaleiros do Zodíaco é remexido por especulações como essas, sempre há um resultado positivo. Foi assim com a produção do mangá Next Dimension, com o anime do Lost Canvas e com a volta do anime para a TV brasileira.

No que essa nova onda de boatos poderá resultar, só o tempo dirá. Entre as opções temos um anime do Next Dimension, um remake da série clássica e uma continuação para o Prólogo do Céu, mas nunca se sabe o que poderá acontecer.