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RESENHA: Homem-Formiga

Explosões, megalomania, personagens grandiloquentes e muitas doses de destruição e efeitos especiais pareciam ter se tornado o padrão super-herói de filme hollywoodiano. Para quebrar um tabu e ao mesmo tempo relembrar o público que um herói é muito mais que grandes salvamentos do mundo, o Homem Formiga é o filme para inspirar multidões com seu universo micro.

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DE WRIGHT A REED

Desde 2006, Edgar Whright, diretor conhecido por sua visão peculiar de filmes de gênero (Shaun of the Dead que o diga), sinaliza o interesse em produzir um filme sobre o Homem-Formiga, um dos heróis mais oscilantes das histórias em quadrinhos da Marvel.

Difícil de adaptar, tanto por seu nome bizarro quanto por seus poderes singulares que não o glorificam em nada quando comparado aos seus companheiros de melhor renome, o Homem Formiga ganhou sua chance nas telonas quando a Marvel Studios decidiu criar o seu Universo Cinematográfico pautado na super equipe d’Os Vingadores, a qual o herói é um dos membros fundadores nos quadrinhos.

Com Wright na direção com a ideia de produzir um filme de gênero para herói, um longa de assalto com pitadas de humor e os bons efeitos especiais que o Homem de Ferro (leia a resenha aqui) já demonstrava ser possível em 2008 parecia ser o cenário ideal para a ascensão do herói.

Porém, com o projeto sendo arrastado por anos, com diversas mudanças de datas e localização dentro do Universo Cinematográfico da Marvel, culminou com o diretor saindo da produção do filme, alegando diferenças criativas com a Marvel Studios.

Hank Pym é o gênio por trás das partículas Pym.

Hank Pym é o gênio por trás das partículas Pym.

Assumindo seu lugar, o diretor Peyton Reed ganhou a difícil missão de adaptar o herói a partir das ideias originais de Wright, somando com as bases que a Marvel Studios queria e apresentar um herói quase desconhecido do grande público em um tempo de produção 7 vezes menor que Wright tivera preparando seu filme.

Tudo parecia macular contra, mas diferente do seu tamanho, o Homem-Formiga se mostrou um grande filme!

UM, DOIS, TRÊS HOMENS-FORMIGA

Mas porque raios o Homem-Formiga seria um herói oscilante se a ideia de um homem que cresce e diminui já foi usada por tantos heróis dos quadrinhos e da TV? A verdade é que, apesar de ser um dos fundadores d’Os Vingadores, o Homem-Formiga nunca foi muito popular, tendo passado pelas mais diversas reformulações de nome, identidade, origem e, ainda hoje, é um herói que não emplaca nenhuma grande história.

Pois bem, como resolver isso? A grande sacada do filme foi fazer de um dos pontos negativos do herói um dos maiores trunfos para a construção dos personagens que compõe a história: o longa apresentou ao público nada mais nada menos que 3 versões do personagem de maneira concreta e todas focadas em um mesmo e consistente tema: a família, um dos grandes valores do herói nos quadrinhos que nunca foi utilizado adequadamente.

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De ladrão à mocinho. Quais as motivações de Scott Lang?

O primeiro dos heróis nos é apresentado em 1989, quando o Homem-Formiga original, Hank Pym (Michael Douglas), demite-se da S.H.I.E.L.D. depois de descobrir que a organização tentou duplicar sua tecnologia de encolhimento que faz com que o Homem-Formiga seja possível; Pym acredita que a tecnologia é perigosa e decide escondê-la em segredo.

O segundo Homem-Formiga e protagonista do filme nos é apresentado nos dias atuais, vários meses após os eventos que ocorreram em Sokovia com os Vingadores: Scott Lang (Paul Rudd) foi libertado da Prisão de San Quentin depois de cumprir três anos, por roubar de seu antigo empregador. Lang visita a casa de sua ex-mulher, Maggie, para a festa de aniversário de sua filha, Cassie, onde ele descobre que Maggie está noiva de um policial, Paxton.

A terceira versão do herói nos quadrinhos é inteligentemente adaptada como o vilão do filme: enquanto Pym faz uma visita à sua antiga empresa, Pym Technologies, o atual presidente e antigo pupilo de Pym, Darren Cross (Corey Stoll) revela o projeto Jaqueta Amarela, um traje experimental que encolhe de tamanho e que Cross acredita irá revolucionar a guerra e a espionagem.

Homem Formiga vs Homem Fomiga: Jaqueta Amarela é uma das muitas versões do heroi nos quadrinhos.

Homem Formiga vs Homem Formiga: Jaqueta Amarela é uma das muitas versões do herói nos quadrinhos.

A vida dos três se mescla quando Scott Lang decide assaltar a casa de Hank Pym e este, descobrindo as habilidade ladinas do ladrão, decide treiná-lo como o Homem Formiga para espionar Darren Cross.

Inteligente e sagaz, o longa pode apresentar ao espectador anos de confusão e dúvida de como utilizar o herói em uma versão enxuta, direcionada e audaz.

Para completar o time, Evangeline Lilly interpreta Hope Van Dyne, a inteligente filha de Hank Pynn que reluta de todas as formas em confiar em Scott Lang. Aliado ao fato dos flash-backs de seu pai sempre mostrarem a sua fiel companheira, a Vespa, a perspicácia da personagem gera a expectativa do público quanto a sua participação na ação, se esta usará ou não o traje da mãe durante o filme, sendo ainda um dos principais chamarizes para sua participação em futuros projetos da Marvel Studios.

E QUAL É O TAMANHO DA FAMÍLIA?

A vantagem criativa que o Homem-Formiga tem perante seus irmãos mais velhos do Universo Cinematográfico da Marvel é contar uma história micro em um universo que parece depender de histórias macro. Enquanto Guardiões da Galáxia (leia a resenha aqui), Os Vingadores: A Era de Ultron (leia a resenha aqui) e todos os seus antecessores criaram situações que colocavam em risco o mundo ou o universo todo, o Homem Formiga se preocupou em problemas de um contexto muito menor, mas de uma importância tão, ou ainda mais, importante que a salvação do globo: a salvação da família.

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Hope Van Dyne é um dos pontos que geram expectativa ao fã!

Enquanto Scott Lang se torna o Homem-Formiga sempre preocupado em dar um bom lar para a sua filha, é o tormento de Hank Pynn em proteger Hope que o atormenta com as sombras do passado por ter deixado a família de lado.

Mesmo a motivação do Jaqueta Amarela não é das mais megalomaníacas. Ele usa o traje de vilão para conseguir a fama, o prestígio e a riqueza unicamente para si, sem nenhuma pretensão de dominação do mundo ou coisa parecida.

Estabelecendo o excelente roteiro, sobrou apenas para os efeitos especiais fazerem sua parte no contexto geral do filme para deliciar o espectador com as cenas mais criativas que a Marvel Studios já produziu no cinema, utilizando o poder de diminuir e crescer da maneira mais engraçada e frenética possível.

USANDO AS PARTÍCULAS PYM

As cenas de ação são excelentes, desde Scott Lang experimentando seus poderes, passando por missões ou em sua luta final. A comédia é na medida, engraçadissíma e utiliza muito bem os personagens secundários, em especial Luis, o amigo de Scott Lang em textos inteligentes e que se mantem divertidos cada vez que se repetem.

Num universo onde tudo é Michael Bay, o filme trata de uma temática micro.

Num universo onde tudo é Michael Bay, o filme trata de uma temática micro.

Evangeline Lilly e Michael Douglas são o ponto forte da interpretação dos atores, sua química notável de filha e pai funciona, cativa e gera interesse. Paul Ruddy encarnou Scott Lang muito bem, mas não se fez essencial como Homem-Formiga, ele ainda precisa encontrar o tom para não criar essa separação entre o personagem e seu alter-ego.

O ponto fraco do filme fica no desenvolvimento do vilão, que parece sobrar no enredo geral do filme. Apesar de criar uma ameaça importante, ele não se mostra um grande desafio, fazendo do clímax mais um deleite visual de criativas cenas de efeitos especiais que um caso a ser solucionado.

Mesmo com a saída de Wright, o Homem-Formiga se beneficiou e muito das ideias que o roteiro do diretor criaram e fundiu o foco da Marvel Studios de maneira exemplar, criando um filme minúsculo de nome, mas gigante em qualidade.

RESENHA: Os Vingadores – A Era de Ultron

O trabalho em equipe guiou a humanidade em suas ações mais memoráveis em todas as passagens da história! Os gênios sempre tiveram sua função singular, porém foi unindo forças que o homem dominou seu meio e passou a brincar de ser deus. Em Os Vingadores – A Era de Ultron uma equipe de gênios guia uma trama grandiosa!

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PREENCHENDO LACUNAS

Desde que o Marvel Cinematic Universe ganhou proporções massivas com a exibição de Os Vingadores (leia a resenha aqui), todos os fãs de cinema e quadrinhos passaram a “estudar” os elementos históricos dos personagens para adivinhar as tramas e os possíveis enredos dos filmes que o sucederam, que bateram recordes de público e crítica a cada produção.

Até chegar em Os Vingadores – A Era de Ultron, o segundo filme unindo os personagens do universo Marvel no cinema, foi abordada a depressão de Tony Stark em o Homem de Ferro 3 (leia a resenha aqui), a morte de Loki em Thor – Mundo Sombrio (leia a resenha aqui) e a queda da S.H.I.E.L.D. em Capitão América – O Soldado Invernal (leia a resenha aqui).

Todos estes temas já haviam sido abordados nos quadrinhos, o que levava os fãs a prever as suas consequências nos filmes vindouros. E parece que o diretor Joss Whedon levou essa tendência do público a sério ao formar o enredo base de Os Vingadores – A Era de Ultron, deixando para os fãs imaginar como algumas das condições iniciais do filme foram moldadas entre um filme e outro.

Ultron foi criado a partir de uma premissa presente em Homem de Ferro 3.

Ultron foi criado a partir de uma premissa presente em Homem de Ferro 3.

A trama pouco aborda a queda da S.H.I.E.L.D. e apenas cita que a Torre Stark virou a base de operações dos Vingadores. Apesar de partir de Thor reunir os Vingadores novamente para resgatar o cetro de Loki na Terra, nada se diz de onde partiu a busca. Por fim, a depressão de Stark teria sido o ponto de partida para que ele e Bruce Banner sonharem em criar Ultron, a máquina de inteligência artificial perfeita para a proteção da humanidade.

NASCE ULTRON

Com a cena extra de Os Vingadores aparecendo Thanos, era de se esperar que o grande conquistador do universo da Marvel fosse o vilão do segundo filmes da super equipe de heróis.

Com o anúncio de Ultron fazendo a vilania, muitas das tramas previstas envolvendo as jóias do universo foram por água a baixo, porém, o diretor Joss Whedon sube mesclar muito bem a grande trama do Marvel Cinematic Universe com a trama coloquial de vencer Ultron.

Debochado e egocêntrico, a inteligência artificial de Ultron começa a estudar o que é “proteger a humanidade”, chegando a conclusão que uma equipe como os Vingadores é o maior perigo que a humanidade poderia enfrentar, e começar a colher materiais por todo o mundo para ficar forte o suficiente para deter a todos os heróis.

Wanda e Pietro fizeram bonito em sua participação no filme!

Wanda e Pietro fizeram bonito em sua participação no filme!

As catástrofes geradas por suas ações que matam humanos a máquina considera um pequeno sacrifício se comparada a grande salvação da humanidade em exterminar os Vingadores. Essa personalidade herdade de seu principal criador, Tony Stark, foi o diferencial que deu ao personagem um tom único e inovador para a história.

Criada e finalizada dentro do filme, Ultron nasceu das boas intenções megalomanicas de Tony Stark apoiadas por Bruce Banner, o que foi o estopim para uma troca de farpas entre os heróis.

Se no início do filme, a união dos heróis começa a produção da maneira mais extasiante possível, dando uma grande vitória a equipe indo direto ao ponto e mostrando que a equipe está muito bem estabelecida, é a desconfiança geral e as derrotas dos subgrupos gerados pelos problemas e situações criadas por Ultron que obriga a equipe a parar e repensar suas ações e refletir “o que é ser um Vingador”.

E AFINAL, O QUE É SER UM VINGADOR?

Gavião Arqueiro. O mais menosprezado personagem de toda a franquia Marvel nos cinemas ganhou um incrível destaque no filme ao ser o mais sensato ao responder a grande questão do filme.

Dono de uma maturidade invejável, Clint Barton mostrou que seu romance com a Viúva Negra não passou de mais uma história da imaginação dos fãs ao colocar todos os membros da equipe de heróis para fazer tarefas simples do dia-a-dia em sua casa de campo junto com sua esposa e filhos.

O Gavião Arqueiro foi o maior destaque do filme!

O Gavião Arqueiro foi o maior destaque do filme!

Nas cenas de ação, o arqueiro roxo fez piadas o tempo todo com sua condição desfavorável ao se comparar com todos os seus poderosos companheiros. Dando lições de moral ao companheiros de longa e curta data, o filme alcança seu apogeu moral nos diálogos e sequências que conflita com a Feiticeira Escarlate e Mercúrio.

E por falar nos gêmeos, que não foram chamados nenhuma vez por suas alcunhas dos quadrinhos, muito bem eles foram inseridos na série. De maneira sutil e sem muito estardalhaço, os mutantes/milagres/inumanos (a Marvel não definiu exatamente o que eles são no seu universo cinematográfico) fizeram bonito, mostrando-se uma pedra no sapato quando vilões e importantes aliados quando heróis. A ótima atuação de Elizabeth Olsen e Aaron Johnson muito acrescentou aos personagens, que foram a adição mais interessante do filme.

Adicionado também foi Visão, o andróide nascido da união do material criado por Ultron para ser o seu corpo perfeito com a inteligência artificial Jarvis que sempre auxiliou Stark. Se o seu nascimento foi um dos pontos altos do filme, pouco o personagem acresceu na trama. Mesmo que com papel essencial na vitória contra Ultron no final, sua participação foi mais técnica que ideológica, acrescentando efeitos com poucas causas.

Quem não se empolgou com a luta arrasa quarteirões do Hulk contra a armadura Hulkbuster do Homem de Ferro?

Quem não se empolgou com a luta arrasa quarteirões do Hulk contra a armadura Hulkbuster do Homem de Ferro?

E na busca por respostas, o veteranos mostrara para que vieram. Enquanto Capitão América e Thor foram mais funcionais, mas mesmo assim donos de muitas das cenas de ação, o romance de Hulk e Viúva Negra foi o que materializou para o espectador as dificuldades e o peso de se carregar as responsabilidades de protetores da humanidade. Mais contido neste filme, Hulk teve de enfrentar sua condição de monstro mais uma vez após ser detido por Tony Stark com a armadura Hulk Buster!

O Homem de Ferro mais uma vez teve papel fundamental e a atenção principal do filme, tanto por não ter nenhum filme próprio nos próximos anos como para justificar o salário exorbitante de Robert Downey Jr. Sendo a fagulha que acendeu o problema Ultron no filme, Stark mais uma vez que teve que enfrentar conflitos de personalidade com outros personagens, o que muito provavelmente vai gerar, no futuro, novas consequências para novas tramas (alguém pensou em Guerra Civil?).

E COMEÇA UMA NOVA ERA

Os Vingadores – A Era de Ultron começou cheio de razão de ser, surpreendeu no início, se mostrou mais maduro em toda a trama, teve seu humor muito bem colocado e se mostrou maior e mais intenso que o seu predecessor.

A criação de Visão foi um ponto forte. E foi a única coisa que ele fez.

A criação de Visão foi um ponto forte. E foi a única coisa que ele fez.

O filme acertou em cheio em utilizar o mesmo estilo de ação da luta contra Loki: enquanto a maioria dos heóis vai dando conta dos “bonecos de massa” do vilão principal, este é encarado por uma dupla ou trio de heróis, que vã se intercalando para dar igual atenção aos seus poderes.

Sua falha ficou em desenvolver muitas tomadas grandiosas muito coladas com a outra, exagerando na ação e deixando a trama, por muitas vezes, em segundo plano ou desconexas. Se o filme tivesse meia hora a mais (como o diretor queria!) esses problemas não tivessem acontecido e alguns fatos isolados, como a busca por respostas de Thor, o abandono de Hulk ou o fim de Ultron pudessem ter sido menos corridas.

Maior e muito mais ousado que o primeiro Vingadores. Mais maduro ao abordar as questões e os conflitos psicológicos dos personagens e ainda mais cheio de tomadas de ação de tirar o fôlego, o que mais define o filme é a palavra “mais”.

O mais completo de conteúdo, mais cheio de personagens, mais abrangente em todo o universo Marvel e o mais condensado filme de super herói que o cinema já teve.

Calma! Antes da Guerra Civil tem o Homem-Formiga.

Calma! Antes da Guerra Civil tem o Homem-Formiga.

RESENHA: Guardiões da Galáxia

A tarefa de criar um grupo que exprima um conceito singular não é fácil. Além dos desafios criativos, elementos de mercado como concorrência e aceitação do novo são, no mínimo, perturbadores quando se tem um histórico de tantos sucessos comerciais em planos em que o espectador já tem uma bagagem positiva desde o primeiro trailer. Guardiões da Galáxia é o filme que provou que para ser sucesso, não é preciso ser clássico, afinal, quando bem executado, o buzz-marketing é muito mais efetivo que qualquer outro tipo de mídia milionária.

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A união faz a força. E isso ficou bem claro em Vingadores. Ainda mais quando uma única equipe reúne personagens tão distintos e com origens tão conflitantes. Pensando nas diferenças, a Marvel Studios estabeleceu públicos em cada um dos filmes dos seus heróis e uniu o fantástico, o histórico, o violento e o realista em uma só obra, fazendo de Os Vingadores (leia a resenha aqui) um marco na história dos cinemas.

Com um referencial tão pragmático e que demorou tanto tempo para fermentar o público, parecia impensável que um novo filme de super-equipe fosse uma opção viável para um filme sem (quase) nenhuma ligação a Thor, Hulk, Homem de Ferro e os demais astros da equipe da S.H.I.E.L.D. Assim, remando contra a correnteza, o anúncio de Guardiões da Galáxia causou certo estranhamento num primeiro momento.

O fato de não ser uma equipe de tradição e/ou histórico cult do universo Marvel (mesmo nos quadrinhos, a equipe não dava as caras há um bom tempo num título só deles) parecia uma desvantagem numa industria movida pela nostalgia, ainda mais com uma equipe tão pouco comum, mesmo para os conceitos de super-equipe da marvel.

Thanos é a ligação dos Guardiões com o Universo Marvel.

Thanos é a ligação dos Guardiões com o Universo Marvel.

Porém, o diretor James Gunn, encarou o desafio e transformou a aparente dificuldade em fator positivo para apresentar ao público um longa-metragem totalmente formatado ao seu estilo, o que deu a toda trama um tom de originalidade impar ao se comparar todos os filmes de super-heróis da feitos até hoje. A possibilidade de apresentar uma equipe nova ao público foi a oportunidade que o diretor teve de conceituar um modelo de narrativa ainda não explorada no cinema, mesclando sequencias de apresentação, estabelecimento de papeis e a função da trilha sonora na trama.

Os Guardiões da Galáxia são uma equipe de ex-condenados que caçam tesouros pelo espaço, numa mistura de Star Wars com Indiana Jones. Liderando a equipe, está o único terráqueo da trama, Peter Quill, ou Senhor das Estrelas, como ironicamente ele trata seu alter-ego dos quadrinhos no filme. Sequestrado quando pequeno e criado por alienígenas, a única ligação com sua família de origem é um walkman com uma fita cassete que ele houve a todo o tempo, principalmente nos momentos de missão. Recheada com hits dos anos 70 e 80, as faixas compõem toda a trilha do longa, dando um tom nostálgico singular ao filme que o torna inesquecível para fãs, ou não, de super-heróis. O ator Chris Pratt encarnou tão bem o papel de Peter Quill que se tornou referência no papel de ator de jovem sério com um tom sarcástico.

Os outro quatro integrantes da equipe, unidos pelo motivo menos heróico possível, são todos ex-riviais de Quill na disputa da Esfera do Infinito, uma das jóias do Infinito cobiçadas por Thanos, o maior vilão do universo Marvel e o principal antagonista d’Os Vingadores.

Impossível não se apaixonar por Groot.

Impossível não se apaixonar por Groot.

Com a aparência de uma raposa bípede, Rocket Raccon se caracteriza pela língua solta, a grande habilidade com armas e a grande ganância por tesouros. Mas foi o bom coração que o uniu a Groot, um alienígena com aparência de árvore que só consegue pronunciar a frase Eu sou Groot conquistando crianças e adultos com seu jeito gentil e sempre salvando Raccon quando este se deixa dominar pelo seu hiperativismo.

A figura feminina da equipe aparece na forme de Gamora. Órfã alienígena que foi criada por Thanos para se tornar a arma perfeita. Como assassina pessoal do vilão, Gamora ganhou reputação como uma guerreira formidável, mas se juntou a equipe após ser usada como marionete para trabalhar com Ronan, vilão da história que está atrás das jóias do Infinito para Thanos. Finalizando o quinteto, também movido por uma rivalidade com o vilão da história, Drax é um ex-condenado com um físico brutal que quer se vingar de Ronan, que matou sua família. Guiado pela raiva, nada irá impedi-lo de levar sua vingança sobre o ser mais perigoso da galáxia.

Se antes d’Os Vingadores era impensável criar um filme de super-heróis apresentando tão distintos peersonagens numa única trama, Guardiões da Galáxia veio para provar que também é possível contar uma história de um número grande de heróis desconhecidos e estabelecê-los de maneira exemplar na mente dos expectadores.

A máscar

A máscar

Ousado e frenético, o filme aproveita todas as suas cenas, compondo uma produção que não peca em nenhum ponto, equilibrando muito bem todos os protagonistas e lhes dando a atenção devida em cada um dos pontos. Mesmo o intervalo em que os Guardiões se encontram com o Colecionador, cena inclusive, que quebrou o conceito passado do personagem provando a força dos inimigos, apesar de vazio, foi essencial para ilustrar a representatividade que as jóias do infinito representam no Universo Marvel.

Diferente de seus predecessores, Guardiões da Galáxia não contava com a herança dos personagens do fenômeno os Vingadores, exigindo muito mais trabalho de marketing para se vender. A Marvel fez tal campanha com excelência, mas foi o buzz-marketing (ou marketing boca-a-boca) o responsável pelo sucesso comercial do filme. A qualidade e o ambiente que mescla o universo dos heróis com Star Wars foi tão bem recebido que todos que assistiam passavam a recomendar o filme, fazendo dele, a 3ª maior bilheteria da Marvel até 2014.

Desafiando ordens planetárias, mas cada um com uma motivação justa, Os Guardiões da Galáxia uniu seus dramas pessoais numa jornada de interesse comum. Do mesmo jeito, a Marvel Studios uniu em um só filme todos os conceitos de ser Marvel: surpreender cada vez mais o público e sendo a vanguarda da produção cinematográfica contemporânea.

A equipe de ex-condenados se une rumo a um grande hit da Marvel Studios!

A equipe de ex-condenados se une rumo a um grande hit da Marvel Studios!

RESENHA: Capitão América – O Soldado Invernal

Grupo é um conjunto de elementos que formam um conjunto. Equipe são indivíduos que se unem por um objetivo em comum. Seja em grupo ou em equipe, Capitão América – O Soldado Invernal mostrou que a figura do líder se adequa a qualquer situação, desde que a personagem tenha a convicção necessária para unir os laços que a compõe.

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ORIGENS INSÓLITAS

Ao se anunciar a segunda aventura do Capitão América nos cinemas iniciou-se uma discussão quanto aos pontos de vista de críticos e fãs sobre o que estaria por vir.

Se por um lado uma aventura fraquíssima de Capitão América – O Primeiro Vingador (leia a resenha aqui) deixou abalado os corações dos fãs mais fervorosos, as ótimas produções de Os Vingadores (leia a resenha aqui) e Thor – O Mundo Sombrio (leia a resenha aqui) e o anúncio do tema do filme envolver um dos arcos mais queridos do personagem nos quadrinho deixou todos os fãs entusiasmados do que iria por vir.

Felizmente, a Marvel Studios mostrou-se uma companhia com ótimo ouvido para fãs e cinéfilos, inserindo em seus filmes elementos que ia acrescentando ou retirando das produções posteriores a medida que tal era (ou não) bem aceito pelo público.

O resultado em Capitão América – O Soldado Invernal foi um filme que deu uma reviravolta no tom dos filmes do herói, trabalhando nele um gênero mais próximo de um thriller policial, e combinando uma característica marcante no personagem aos longo de suas sete décadas: o forte senso de liderança.

Amiga ou Inimiga? Viúva Negra, a soldada que ninguém conhece a origem é realmente confiável?

Amiga ou Inimiga? Viúva Negra, a soldada que ninguém conhece a origem é realmente confiável?

ADEUS S.H.I.E.L.D

Se a Viúva Negra foi um adendo interessantíssimo no fraco Homem de Ferro 2 (leia a resenha aqui), inserir a personagem após sua incrível participação em Os Vingadores num filme do herói patriota da Marvel foi a atração final para convencer as audiências que podiam contar um espírito renovado do filme.

A participação da bela atriz Scarlet Johanson por si só já é um diferencial, mas a atriz fez ainda fez bonito ao interpretar ainda melhor a fria Viúva Negra, parecendo ser a própria encarnação da personagem em carne e osso quando as lembranças de seu passado vão revelando ainda mais o potencial da personagem para um filme solo e instigando a curiosidade dos fãs sobre a formatação de cinema da personagem.

E se a volta de Samuel L. Jackson no papel de Nick Fury sempre traz muitas especulações quanto ao rumo da história, visto a característica intrínseca do personagem de não revelar todos os seus planos de bandeja, foi a amarração que o filme precisava para seu enredo.

Devido a uma traição interna, as estruturas da S.H.I.E.L.D foram quebradas e nem mesmo seu líder Nick Fury escapou das tentativas de assassinato. Reorganizando remanescentes de boa índole, o chefe durão tenta fazer frente ao grupo separatista, entre eles Sam Wilson, o herói Falcão, Maria Hill e a misteriosa Sharon Carter, a Agente 13.

A participação da Agente 13 foi a mais curiosa de todo o longa!

A participação da Agente 13 foi a mais curiosa de todo o longa!

Neste grupo todo, cada um com sua função diferente, ergue-se Steve Rogers como seu líder natural. Estrategista, inteligente e sempre uma frente, o filme criou um ambiente próximo do elogiado papel do personagem em Os Vingadores, mostrando-se a ideal abordagem do personagem no cinema, em oposição ao seu papel solitário e sem graça do primeiro longa.

LEMBRANÇAS DO PASSADO

E apesar de levar nas costas o título do filme, o Soldado Invernal, a grosso modo, é o antagonista que menos importa em toda a trama. Ponto chave para a ligação do herói com seu passado, o alter-ego do perturbado e sem memória Bucky Barnes é o body espiatório da nova Hydra que passou a dominar a S.H.I.E.L.D.

Se no primeiro filme Sebastian Stan encenou o soldado vitorioso que morre por seu amigo, ele é o completo oposto na sequência. Muito mais interessante como Soldado Invernal e, a priori, sendo sua atuação como o único diferencial do personagem para a trama, seu surgimento o estabeleceu apenas como uma origem para o personagem que certamente dará as caras em futuras sequências.

Mais interessante que o vilão e inteligente inserção, foi a inserção de Peggy Carter. O antigo amor do herói das cores da bandeira dos EUA, ainda que envelhecida foi um ponto emotivo dentro de uma trama recheada de muita ação.

Falcão foi o herói terciário da Marvel que apareceu para formar um time alternativo, mas muito criativo!

Falcão foi o herói terciário da Marvel que apareceu para formar um time alternativo, mas muito criativo!

A participação dela e a revelação como fundadora da S.H.I.E.L.D. foi tão bem recebida que a personagem ganhou um seriado de TV próprio contando sua saga após a suposta morte do Capitão nos anos 40.

OH CAPITÃO, MEU CAPITÃO!

Se Chris Evans anteriormente foi visto como um má escolha para O Capitão América, hoje ninguém mais lembra que ele foi o Tocha Humana em O Quarteto Fantástico. Dando uma cara mais jovem e mais adequada aos tempos da geração internet, o ator se personificou como o herói.

Com ritmo frenético de ação, aventura, perseguições e explosões dignas de Michael Bay, o filme abrilhanta os olhos ao mesmo tempo que bem trabalha o protgonista. Com uma trama onde não se pode confiar em ninguém e a desconfiança acontece até mesmo entre aliados, o longa dá um nó a cabeça do espectador, que não desliga até o seu fim.

Uma obra-prima do Marvel Studios, Capitão América – O Soldado Invernal foi uma divisão de águas para o universo Marvel criado nos cinemas. Influenciando todas as produções após seu fim, nele estarão para sempre guardadas conceitos inovadores, transformações criativas e muitas boas lembranças para quem o assistir.

O Soldado Invernal é um capítulo crucial da saga da Marvel nos cinemas!

O Soldado Invernal é um capítulo crucial da saga da Marvel nos cinemas!

RESENHA: Thor – O Mundo Sombrio

Colhendo os frutos de uma bem sucedida fase de grandes blockbusters no cinema, Thor – O Mundo Sombrio, veio como a carta coringa do estúdio para intensificar os elementos semeados em filmes anteriores e criar expectativas para as futuras produções.

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UM ESTÚDIO CHAMADO MARVEL

Só a Marvel Studios consegue ser a Marvel Studios. Com uma capacidade criativa capaz de unir o público casual e hard-core das histórias em quadrinhos no cinema, A Marvel Studios conseguiu renovar e quebrar os paradigmas de receio que cada nova produção de Hollywood causava nos fãs de quadrinhos após os sucessivos fracassos de crítica que outros estúdios faziam com seus heróis.

Como resposta a produções imediatistas, o projeto Vingadores conseguiu reunir em 6 filmes toda a magia e, principalmente, trabalhar a espectativa do fã, característica marcando de toda histórias em quadrinhos em qualquer parte do globo.

O que fazer depois de Vingadores (leia a resenha aqui) era a grande questão. Se o início conturbado de uma segunda fase para o estúdio veio com a estreia de um despreocupado Homem de Ferro 3 (leia a resenha aqui), foi o segundo filme do Thor que tornou possível uma projeção de algo muito maior e muito mais conciso dentro de um universo que tem muito a oferecer e muito a se expandir.

A BASE: THOR E LOKI

Se em Homem de Ferro 3 os produtores pareceram meio preocupados de onde começar e para onde levar o herói, se apoiando em seu contexto, Thor – O Mundo Sombrio soube se aproveitar como nenhum outro filme da Marvel Studios da grande base do universo Marvel que tanto cativa públicos de gerações em gerações: a humanidade dos personagens.

É o choque de crenças entre os irmãos que dá vida ao filme!

É o choque de crenças entre os irmãos que dá vida ao filme!

Parece difuso a humanidade estar latente em um filme que tem deuses como temática, porém essa proximidade entre mortais e imortais que sempre conduziu as mitologias mais antigas e as solidificou para serem contadas e recontadas por toda eternidade. Sendo assim, para que a Marvel se concentrar em disputas de poder, se o que realmente interessa é o que restou da irmandade de Thor e Loki?

Se no primeiro filme do Thor (leia a resenha aqui), o relacionamento, a disputa, a inveja entre irmãos e o relacionamento com o pai tornou o filme rico de mensagens e moralmente reflexivo, é exatamente a quebra dos laços entre os personagens que sustenta toda a trama do segundo filme, fazendo os novos vilões parecerem desnecessários.

DESENVOLVENDO A TRAMA

Depois dos acontecimentos de Thor e Os Vingadores, Thor (Chris Hemsworth) luta para restaurar a ordem em todo o cosmo. Mas uma raça antiga de Elfos Negros, liderada pelo vingativo Malekith (Christopher Eccleston), um inimigo sombrio que antecede o próprio universo, e seu braço-direito, o jovem porém cruel Algrim (Adewale Akinnuoye-Agbaje), retorna para afundar novamente o universo em trevas.

Mais maduro, Thor pede os conselhos de Odin para saber como agir.

Mais maduro, Thor pede os conselhos de Odin antes de agir.

Diante de um inimigo que nem Odin (Anthony Hopkins) e nem seu reino Asgard podem combater, Thor deve embarcar em sua viagem mais perigosa e pessoal, que o reunirá com Jane Foster (Natalie Portman), que está possuída por um elemento superpoderoso chamado Éter, cobiçado pelos Elfos Negros, e o forçará a sacrificar tudo para salvar a todos. Thor terá que reconstruir Asgard, reunindo um exército para a batalha contra os Elfos Negros. Mas a única maneira de ele poder fazer isso é indo para o Mundo das Trevas, e a única pessoa que tem acesso para o lado negro de Asgard é seu irmão mais novo Loki (Tom Hiddleston), que está trancado em uma prisão.
Com a batalha se aproximando, Thor tem que negociar uma trégua com Loki. Thor, Loki e Jane embarcam em uma missão que pode definir o futuro dos Nove Reinos.

Com um enredo que tentou valorizar a participação de Natalie Portman, reunindo todos os personagens do primeiro filme e uma perfeita sincronia de acontecimentos, a produção acerta em cheio também a medida que conceitua Thor como um herói de grandes feitos, sendo o ponto chave de todo o desenvolvimento do universo criado pela Marvel Studios.

Loki é o maior destaque do filme!

Loki é o maior destaque do filme!

Até mesmo a localização da história na Inglaterra facilitou as possíveis “desculpas” para a necessidade de mais Vingadores no filme. Elevado a projeções de alto impacto, as batalhas, sejam elas na Terra ou em Asgard, em grupo ou em atuações solo, valorizaram o universo da trama e mostrou como Chris Hemsworth encarna o personagem como sempre o tivesse vivido.

Tão grandiosa foi a atuação de Tom Hiddleston. O drama da dualidade do personagem Loki colocou o ator em situações que variavam do cômico ao trágico, desenvolvendo o personagem cada vez mais e, ao que parece, tentando criar um rival de peso para o vilão Coringa dos filmes do Batman, até então, o único vilão das comics americanas capaz de rivalizar sua popularidade com outros heróis.

O drama de Loki, somado a trama paralela que a ele se desenvolve, incluindo uma das mais belas cenas envolvendo René Russo no papel de Friga, esposa de Odin e mãe adotiva de Loki, cria um ponto chave no filme que certamente será um dos elementos que guiarão todos os próximos filmes da Marvel Studios.

PELAS BARBAS DE ODIN!

Icônico, reflexivo, dinâmico, bem construído e bem desenvolvido. Thor – O Mundo Sombrio é (com o perdão do trocadilho) sem sombras de dúvidas o melhor filme da Marvel Studios, superando até mesmo o próprio filme dos Vingadores.

Todas as tramas se fundem em uma só ao final do filme!

Todas as tramas se fundem em uma só ao final do filme!

Se a primira fase das produções do estúdio criou todo um público e uma vrdadeira legião de fãs, o segundo longa do deus do trovão entregou aos fãs algumas das principais premissas em continuações que faltam na grande maioria dos blockbuster: respeito ao fã, liberdade criativa inteligente e espaço para os atores mitificarem seu talento dentro de um universo que jamais deixará de crescer.

Parada Cosplay levou os maiores heróis do planeta à 31ª Festa da Uva de Jundiaí!

Com nove dias das mais variadas atrações de entretenimento, cultura e tradição, a Festa da Uva de Jundiaí, tradicionalmente realizada no Parque Antonio Carbonari na Avenida 9 de Julho, começou sua 31ª edição com muitas atrações voltadas para a família do jundiaiense.

Entre as diversas áreas temáticas dos eventos, diversas intervenções artísticas vão ocorrendo em diversas partes do local do evento, sendo que o destaque da tarde do primeiro sábado, dia 1º de fevereiro, foi a engenhosa Parada Cosplay.

Organizada pela mesma equipe que realizou o evento Jund Comics no Museu Solar do Barão em Novembro de 2013 e apoiada pela Cia de Teatro Techniatto, a atração trouxe heróis, vilões, princesas e diversos personagens dos quadrinhos, cinema, games, animes e mangás para o Parque da Uva, encantando crianças e realizando o sonho de muitos adultos.

Contando com fãs oriundos de Jundiaí e região, além de São Paulo, Guarulhos e Campinas, a parada reuniu cerca de 50 cosplayers que trouxeram a arte de representar seus personagens favoritos em cada canto da Festa da Uva.

Entre os personagens mais famosos, era possível conferir desde os clássicos da Disney, DC e Marvel Comics até fenômenos recentes da cultura pop, como Dragon Ball, Pokémon, Super Mario e o ícone dos anos 90 Os Cavaleiros do Zodíaco.

Divertindo a tudo e a todos, a Parada Cosplay marcou mais uma vez a Festa da Uva, deixando sua arte como atração e sua alegria como a lembrança dos sonhos dos heróis de nossa infância!

Confira abaixo as fotos tiradas pelo fotógrafo Sander Jr:

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RESENHA: Homem de Ferro 3

A quantidade de mundo e universos é sempre muito utilizada como premissa para a criação de dezenas de histórias em filmes e histórias em quadrinhos. Tão numerosa como a quantidade de vilões dos heróis, essas histórias ja deixaram de ser enredo para se tornar um conceito. Em Homem de Ferro 3, a diversidade de universos entre cinema e quadrinhos é um ponto separatista entre fãs da nova e da velha geração.

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Quem pode assistir ao filme Homem de Ferro 3 certamente se deparou, ou foi um dos protagonistas, de uma das mais controversas reações que o cinema já teve num fim de filme: enquanto uma grande parte do cinema vibrava com a emocionante vitória de Tony Stark sobre o terrorista Mandarim, um grupo de fãs aqui e acola começava a amaldiçoar diretores, produtores e roteiristas do filme.

O motivo para tamanha controvérsia? O choque de gerações que idolatram o Homem de Ferro tal qual é o herói nos quadrinhos. Só que não.

Após os eventos ocorridos em Os Vingadores, Tony Stark entrou em estado de paranoia. Sem conseguir dormir e sem dar a devida atenção a Pepper Potts, que assumiu com maestria a presidência das Empresas Stark, o herói passa praticamente 24 horas junto de J.A.R.V.I.S construindo armaduras mais e mais aperfeiçoadas, tentando se prevenir de um possível novo ataque alienígena.

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Esta figura do Mandarim reserva muitas surpresas!

Enquanto está com a cabeça em outro mundo, os problemas na Terra começa a ficar cada vez piores a medida que o terrorista conhecido como Mandarin amplia cada vez mais os ataques as metrópoles de todo o mundo com sua organização criminosa auto-intitula Os Dez Anéis.

Quando o segurança Happy Hogan é hospitalizado após uma explosão próxima causada pelos Dez Anéis, Stark declara guerra ao Mandarim em rede nacional. Atacado em sua mansão, Stark é dado como morto – mas ele consegue fugir em uma armadura nova do Homem de Ferro e se abrigar com o garoto Harley, que com sua inocência de criança abalada pela entrada na adolescência, começa a gerar mudanças na humanidade deturpada e auto-corrosiva de Stark.

Com um enredo fechado, ótimas atuações de um elenco de primeira mas com pequenos pontos que podem causar confusão na primeira vez que alguém assistir, o filme teria motivos de sobra para entrar para o a lista dos filmes favoritos de qualquer fã, se não fossem as grandes mudanças que o roteiro tem se comparado aos quadrinhos.

Ele não fez muita coisa, mas é legal ver o Homem de Ferro com a armadura do Capitão América, err.. quer dizer o Patriota.

Ele não fez muita coisa, mas é legal ver o Homem de Ferro com a armadura do Capitão América, err.. quer dizer o Patriota.

Mesmo criando um universo paralelo aos de sua mídia original, muitos e muitos fãs criam barreiras aos novos conceitos que o cinema adiciona ao universo os heróis, mesmo quando estas são realizadas de maneira tão eficaz como em o Homem de Ferro 3. A diversão parece ser colocada de lado quando um vilão como o Mandarim se mostra diferente do oriental cheios de poderes elementais de Stan Lee.

Tão corrosivo como o próprio sentimento de inutilidade de Tony Stark perante possíveis ataques alienígenas, está na hora do entretenimento ser tratado como a sua finalidade: divertir como uma história que se completa a medida que é contada.

O Homem de Ferro 3 pode não ser um marco na história de filmes de super-heróis como foram os filmes de Batman – O Cavaleiro das Trevas, mas é um entretenimento que honra tudo aquilo que se propôs a fazer. Muitos fãs recém-formados pela série cinematográfica dos Vingadores no cinema reclamaram e continuarão a reclamar, mas a verdade é que as licenças poéticas que os diretores de Hollywood criam em cima de seus longas não são a primeira nem a última modificação que as criações de Stan Lee passaram e continuaram a passar nos múltiplos universos dos super-heróis, seja dentro ou fora das histórias em quadrinhos.

O filme tem seu próprio universo, então esqueça o que se passa nos quadrinhos!

O filme tem seu próprio universo, então esqueça o que se passa nos quadrinhos!

RESENHA: O Espetacular Homem-Aranha

O herói encapuzado, um estudante talentoso. O seu amigo de sempre, um fotógrafo dedicado. O maior herói de Nova York, um homem em busca de respostas. Emoção, tensão e realidade são postas em cheque em O Espetacular Homem-Aranha, onde mostra-se que o herói e sua identidade estão ainda mais próximas quando não se conhece seus segredos.

COMEÇO DIFÍCIL

Acabou a sessão de cinema. Peter Parker não ficou com Mary Jane, aparentemente Nova York não está tão segura com o fim dos últimos vilões e a personalidade do Homem-Aranha não parece tão esclarecedora para os cidadãos da cidade de Nova York.

Problema? É claro que não! Isso é excelente, pois parece que daqui a uns três ou quatro anos teremos um Homem-Aranha 4! Pois não parece que Sam Raimi concordou com tamanha reflexão após terminar sua terceira produção do aracnídeo.

Devido aos problemas que passou durante a produção do último filme com a Sony Pictures, o diretor decidiu se afastar da produção do Aranha.

E aí começou o efeito sanfona: os produtores insistiram e conseguira trazer não só Raimi, mas Tobey Maguire e Emma Thompson para uma quarta produção.

Porém, a não concordância das partes em acertar O Abutre como vilão do quarto filme, como queria Raimi desde o terceiro longa, fez com que sem uma carta branca da Sony Pictures ele desistisse de continuar a franquia.

O novo casal é menos romântico e mais natural.

Com o clima ruim que a saída do diretor provocou na produção e a decisão dos atores protagonistas de não aceitar uma produção sem Raimi levou a dententora dos direitos da série a realizar um ato um tanto quanto polêmico: iniciar a saga do zero!

UMA MISSÃO

Marc Webb foi alvo de uma difícil missão fazer com que um novo Homem-Aranha conseguisse uma grande aceitação do público sem que o fantasma deixado por Sam Raimi assolasse sua nova produção.

Algo dificil pela alta aceitação do filme anterior, algo difícil por o último filme da antiga franquia ter se passado há apenas cinco anos antes da data de estréia do novo longa.

Como tirar da cabeça do espectador o romance tão próximo dos contos de fadas que Peter Parker e Mary Jane viveram? Como evitar as comparações entre os novos e os antigos atores? Como provar que Peter Parker está vivendo a história do novo filme sem nunca ter vivido suas lutas contra o Duende-Verde, o Dr. Octopus ou o Venon?

O que parece ser comum nos quadrinhos não se aplica tão facilmente no cinema: a troca de atores não é como um novo traço de um novo desenhista, e um novo início de história não soa tão comum nas telonas como se vê nos infindáveis reboots que as editoras fazem com seus heróis em suas revistas.

A escolha foi acertada: o Lagarto foi tão espetacular quanto o Aranha!

A saída que Marc Webb encontrou para tantos possíveis conflitos foi simples porém duvidosa: contar a história não contada do herói, aguçando a curiosidade do espectador com um elemento básico na narrativa dos cinemas, mas que ficou de fora na última trilogia, o que aconteceu com os pais de Peter Parker?

O HERÓI

Baseado em uma HQ dos anos 90, O Espetacular Homem-Aranha dá início a uma trilogia de filmes que tem por fim mostrar a busca de Peter Parker pelo passado obscuro que envolve a morte de seus pais.

Inteligente, pouco descolado e muito tímido com as garotas, Andrew Garfield dá vida a um protagonista bem diferente do que costumávamos ver nos filmes de Raimi, e este erro de caracterização foi o principal erro de concepção do diretor.

Nos anos 60, quando Stan Lee e Jack Kirby criaram o herói, a magia dos super-poderes de Aranha que o franzino jovem nerd ganhou não significava apenas super-poderes, mas uma válvula de escape para o adolescente evitar, bullings, agressões e a própria timidez. Era uma necessidade.

Porém, o que vemos na pele de Garfield é uma mescla de adolescente rebelde e geek. Geek quando se trata de tecnologia, estudos e garotas. Rebelde quando se trata de educação com os mais velhos, responsabilidades e confusões na escola. Ou seja, os poderes são só uma vantagem para vencer os valentões nas inúmeras brigas que arranja.

Andrew Garfield vive um novo Aranha sem apagar o legado de Maguire.

Porém, se isso é um erro de adaptação, Marc Webb acertou em criar um herói mais próximo do público massivo, que assistem ao filme tanto quanto ao público.

O HOMEM

Hora do enredo. Se os filmes de Raimi transformaram o Homem-Aranha no Superman dos anos 2000, com vários traços da magia que Christopher Reeve esbanjava nos anos 70, Marc Webb quis aprofundar as questões introspectivas que afligem o ser humano em seu filme, como Christopher Nolan fez com Batman.

Mais realista e mais dramático, Peter Parker começa a ser alvo de diversas coincidências que aos poucos indicam o caminho para entender o que causou a morte de seus pais. Entre eles está o famigerado encontro com o Doutor Curt Connors, vivido por Rhys Ifans, que se transforma em O Lagarto após Peter lhe revelar a fórmula para a conclusão de uma pesquisa de fusão entre animais e humanos que o cientista está realizando.

Mesmo com o objetivo do Lagarto não ficar muito claro ao longo do filme, fazendo muitas vezes o espectador se perguntar se o Dr. Connors tem ou não controle sobre a fera que se tornou, a escolha do personagem foi o grande acerto do filme, fazendo com que as pontes de ligações das sequências de romance, ação e drama se nivelassem a cada aparição do vilão.

A nova trilogia tem tudo para ser um novo grande clássico!

As necessárias sequências um tanto quanto repetidas dos outros filmes foram essenciais, mas não feitas de maneira tão lapidadas quanto Raimi fez, provavelmente por o diretor não querer focar nelas. Mas mesmo assim deixaram um quê de nostalgia saudável.

O romance entre Peter Parker e Gwen Stacy, vivida por Emma Stone, o primeiro amor do Aranha nos quadrinhos, é interessante, porém muito mais colegial e casual que romântico e sedutor quanto como foi com Mary Jane.

O ARANHA

Criativo, divertido e real. Foi isso o que Marc Webb criou: um Homem-Aranha que complementa Peter Parker, mostrando o que um humano pode ser e fazer quando tem a determinação suficiente para tal.

Muito mais adaptável a possíveis crossovers (mais alguém pensou em Os Vingadores?) e muito mais agradável para o novo segmento de cinema em quadrinhos que está em franco crescimento há alguns anos, O Espetacular Homem-Aranha é o resultado de uma obra que mostra que a essência de um herói está nos quadrinhos, mas que a base cinematográfica é fundamental para que o sucesso em traço e tinta seja refletido nas telas do cinema.

RESENHA: Homem-Aranha 3

Toda história tem começo, meio e fim. Todo protagonista precisa de uma origem, um apogeu e um fim memorável. Todo vilão tem sua curva de ascensão e queda. Mas no cinema nem sempre isto fica claro, Homem-Aranha 3 mostra que todo herói nasce, cresce mas nem sempre acaba.

Sim, você fã de quadrinhos, de Homem-Aranha ou mesmo apenas um novo fã da gama de filmes de Sam Raimi no herói aracnídeo, vai ao cinema para assistir a tão aguardada terceira produção de uma das franquias mais bem sucedidas de todos os tempos e o qu vê ao sair de lá? Um filme que te deixa tão impressionado quanto confuso a respeito da opinião sobre gostar o não do longa-metragem.

Não se preocupe, você não é o único. Inclusive o próprio diretor Sam Raimi deve ter seu terceiro longa do herói na sua lista de “filmes que não deveria ter feito”.

Em 2005, quando o filme começou a ser produzido, o diretor, fã confesso do herói, propôs a Sony Pictures um filme bem diferente do que foi para a telona. Na trama, Peter Parker enfrentaria apenas o Abutre, ao mesmo tempo que tratava de seus problemas com Harry Osbourne.

O estúdio acreditou que tal vilão não teria o apelo que o filme precisava numa época em que os filmes de herói começavam a não ser mais o maior atrativo dos cinemas. Sugerindo então, que Raimi utilizasse Venon.

Criado nos anos 90 por Todd MacFarlne, o personagem se tornou um dos personagens mais populares do Homem-Aranha, tanto pela proximidade que ele tem do herói quanto pelo estilo grotesco e psicodélico que tanto atrai os entusiastas da nova era.

Harry foi um personagem que cresceu durante três filmes para ter seu grande momento no terceiro filme. Pena que isso não aconteceu.

Raimi tinha planos de usar o personagem em um filme que encerrasse a franquia, utilizando Venon num combate introspectivo contra Peter Parker. Mesmo contrariado, o diretor seguiu as recomendações do estúdio a risca e produziu um filme com mais vilões do que ele previa.

Feliz da vida com o fato de ser um super-herói amado por toda Nova York, mesmo que suas fotos contribuam para a imagem estapafúrdia que o diretor d’O Clarin Diário prefere se utilizar para vender mais jornais, Peter Parker segue ainda mais apaixonado por Mary Jane, a quem pretende pedir em casamento.

Ao mesmo que o herói pede conselhos para Tia May para fazer o derradeiro pedido a sua amada, três vilões começam a se desenvolver na cidade: a simbiose Venon (que nem tem seu nome citado no filme) chega à Terra através de um meteorito, Flint Marko é banhado por energia atômica em uma área de pesquisa científica ao fugir da polícia dando origem ao Homem-Areia e Harry Osbourne alimenta cada dia mais ódio por Peter Parker, a quem acredita ser o responsável pela morte de seu pai.

Se em Homem-Aranha 1 e 2 os vilões contribuíam para o amadurecimento do herói, o terceiro não é diferente, porém a quantidade de vilões acaba atrapalhando o desenvolvimento do filme.

Homem-Areia: mensagem certa no filme errado.

Sempre embasado pelos conselhos e lições de moral de seus tios, o que vemos na telona é um Peter Parker envolvido em duas tramas que pouco tem para se completar no fim do filme, previsão acertada do espectador.

Enquanto o Homem-Areia se torna um body expiatório da agressividade que Peter Parker começa a sentir após servir de hospedeiro para Venon, Harry se torna o algoz da separação do herói com May Jane.

Para a criação de tais sequências, muitas ações desnecessárias foram criadas, como a perda de memória de Harry ou a vitória prematura do Homem-Areia.

Talvéz a série de erros que o filme comete para com trama teriam sido evitados se Sam Raimi tivesse mais liberdade para trabalhar o roteiro. As oportunidades que o Harry desenvolvido no filme anterior e que Venon geraram como escolha dava não apenas um contexto interessante mas também o momento para encerrar a franquia com chave-de-ouro ou prepará-la para um continuidade mais independente do primeiro e clássico filme.

É fato que o que Raimi fez com Homem-Aranha foi um trabalho memorável, utilizando uma narrativa cheia de lições e conteúdo que faz a diferença no cinema.

Aproveite bem as cenas de Venon, elas são poucas, rápidas e só acontecem no fim do filme…

Enquanto o primeiro filme retratou a melhor maneira de se contar um filme de super-herói, sua continuação deu um guia de como se produzir uma continuação, o Homem-Aranha 3 é o reflexo de como Hollywood pode ser mesquinha e cruel quando está em jogo não o entretenimento e arte de se contar histórias, mas quantos zeros poderão ser adicionados em um longa que prospecta sucesso até em rumores décadas antes de se iniciar a sua produção.

RESENHA: Homem-Aranha 2

A medida que envelhece o ser humano se depara com diversos testes e provações que, muitas vezes, vão lhe pesar durante toda a sua vida. Homem-Aranha 2 mostra que tais provações não são diferentes com heróis, muito menos se tais provações estivere tão próximas do admirador do herói.

Quando lançou o Homem-Aranha em 2003, certamente Sam Raimi sabia da responsabilidade que ele tinha em mãos: transformar o herói mais popular da Marvel em um produto que fosse interessante para os fãs de longa data, afinal foram eles que sonharam com um filme do personagem por anos a fil, e ao mesmo tempo prendesse a atenção de novos fãs e espectadores casuais.

A fórmula criada no primeiro filme (leia a resenha aqui) deu tão certo que reutilizá-la na sua continuação foi quase como vender uma nova edição de uma revista em quadrinhos: quem já leu quis mais e quem nunca leu comprou a história para conhecer o novo hit do segmento.

Batendo todos os recordes que podia, o Homem-Aranha 2 chegou ao cinema em 2004, apenas 1 ano após o lançamento da franquia nos cinemas, levando ao espectador um pouco mais do nerd que vendia fotos do novo herói, ou vilão segundo os jornais, de Nova Yorque enquanto enfrenta os problemas que todo adolescente vive na época da faculdade: relacionamentos, falta de dinheiro e crise existencial.

Dando vida a Peter Parker, Tobey Maguire e todo o elenco do primiro filme voltam em cena com um tema reciclado do filme anterior, mas não menos interessante para o espectador: até onde o peso de nossas responsabilidades devem chegar para guiar nosso caminho?

Dr. Octopus é o vilão perturbado que conquista o público sem roubar a cena do heroi.

Se é difícil para uma pessoa comum lidar com uma série de questões durante a vida, o que dizer de um herói? Grande parte do enredo do filme se passa enquanto Peter Parker vive o drama de ter de escolher entre amar Mary Jane e a manter segura, longe do Homem-Aranha, ou abandonar o amor de sua vida (que por vezes já deu sinal de sentir os mesmos sentimentos que ele) e proteger toda Nova Yorque dos perigos da criminalidade urbana.

A mistura dos dramas do Aranha vai se somando aos problemas que os coadjuvantes e o vilão do filme, Dr. Octopus (muito bem intepretado por Alfred Molina, criando uma sequência de fatos que aos poucos vão se explicando ou naturalmente se interpretando e amadurecendo o personagem de James Franco, Harry Osbourn, como estopim do filme.

Os pontos-chave do filme fazem com que o vilão escolhido seja o ideal para manter a sincronicidade dos dois filmes do herói, deixando o espectador satisfeito com a fidelidade dos quadrinhos e a originalidade da produção.

Os diálogos, os personagens e as situações que o filme apresentam, além de ricamente explorados pelo contexto do cenário cinematográfico, tem o apoio de Alfred Gough e Miles Millar, dois roteiristas que viviam o auge de suas carreiras escrevendo grandes roteiros para adolescentes no seriado Smallville.

De mocinho a vilão: o segundo longa mostra a transição de Harry Osbourne.

Com o apoio dos roteiristas, o diretor fã do herói soube mesclar o humano e o mítico dentro de Peter Parker, fazendo do Homem-Aranha 2 deu uma aula de como fazer uma continuação de um filme de super-herói para os cinemas, tanto que várias sequências de outros personagens seguiram muito da linha da produção de Sam Raimi para dar o tema a seus filmes.

Mas nenhuma qualidade técnica se compara a mensagem final do filme que o diretor soube explorar tão bem: a humanidade do herói presente nos quadrinhos persiste nas telonas e ao mesmo tempo que o protagonista do filme vive as dúvidas de ser um herói, a população nova-iorquina vive o drama de viver sem um herói.

Tal conceito de herói é muito bem abordado durante todo o filme, mas muito bem sintetizado no discurso da tia May, que novamente faz valer seu papel como o exemplo de pessoa mais velha que guia o amadurecimento do herói:

“O que um heroi faria?”, indaga Peter Parker.

Crianças [..] precisam de um herói, pessoas que se sacrificam pelos outros são um exemplo para nós. Todo mundo adora um herói, as pessoas fazem filas para vê-los para gritar seus nomes e daqui a uns anos eles contarão como ficaram na chuva durante horas para ver aquele que lhe ensinou a continuar acreditando. Eu acredito que exista um herói em todos nós, que nos mantém honestos, que nos dá forças, nos enobrece. E no fim nos permite morrer com orgulho, ainda que as vezes tenhamos que ser firmes e dsistir daquilo que mais queremos, até de nossos sonhos.