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Parada Cosplay foi destaque durante a 30ª Festa da Uva de Jundiaí

Conhecer o processo de cultivo da viticultura, se encantar com as rainhas e princesas, degustar os mais variados vinhos e sucos Uva, escutar e cantas junto com as bandas mais queridas da cidade, relembrar a história e a cultura de uma cidade que cresceu  graças a dedicação de imigrantes que descobriram que em Jundiaí tudo dá certo. A 30ª Edição da Festa da Uva trouxe um ar muito  mais familiar e muito mais característico da cidade, trazendo ainda uma das atrações que vem sendo destaque a cada evento que passa: a Parada Cosplay!

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Cosplay (união das palavras inglesas costume=fantasia e play=divertir) é a atividade que reúne fãs que se vestem de seus personagens. Organizada pela mesma que realizou o mesmo evento realizado dentro da Virada Cultural Paulista, A Parada Cosplay trouxe a Jundiaí mais uma vez a magia dos mais famosos personagens de animes, mangás, histórias em quadrinhos, video-games e cinema, dessa vez, atraindo um número recorde de participantes: “Desde a primeira edição o número de participantes só cresceu, atraindo, inclusive gente de fora da cidade”, disse o cartunista Ede Galileu, organizador do evento. Rafael Sanches, que vestiu o cosplay de Robin junto com seu amigo Leandro, que estava de Batman, foi um deles: “Quando fiquei sabendo, não pensei duas vezes e sai de São Paulo para participar, até minha família quis vir junto, meus pais vieram por causa da ‘Parada’ e acabaram curtindo toda a festa”, disse Rafael.

Reunidos na maior festa da cidade, cerca de 50 atores desfilaram suas fantasias encantando crianças e emocionando os adultos:”Mais cedo ouvi: ‘deixa eu tirar uma foto com você, você é meu herói de infância’ de um senhor de mais de 50 anos”, disse o publicitário Davi Jr. que estava com o cosplay de Homem-Aranha. A atriz e diretora da Cia de Teatro Techniatto, vestida de Chapéuzinho Vermelho, se emocionou no evento: “Fico muito feliz em saber que posso incentivar as crianças a continuarem sonhando”.

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A Parada Cosplay reuniu mais de 50 cosplayers!

Com início previsto para o meio-dia, logo às 11 horas já era possível ver fãs se aglomerando em diversos partes do parque com seus cosplays. Entre eles, figuravam diversos personagens de animes e mangás de sucesso, como Os Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Digimon, Naruto, Bleach, One Piece, FullMetal Alchemist, Inuyasha, Reborn, Zatch Bell e Death Note. “Fiquei muito feliz quando uma menina de menos de 5 anos reconheceu meu personagem, isso mostra que os pais passam aquilo que gostam para seus filhos”, disse Thiago Junio, cosplayer de Zoro, o caçador de recompensas do anime One Piece. Ainda do lado oriental, os personagens dos games Super Mário Bros e Final Fantasy fizeram a festa, com direito até a serem convidados a subirem no coral onde uma banda se apresentava.

Do lado ocidental, foram os personagens mais famosos do cinema e das histórias em quadrinhos que fizeram a alegria dos visitantes do Parque da Uva. Willy Wonka, Chapeuzinho Vermelho, Jack Sparow, Harry Potter, Alice no País das Maravilhas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Lara Croft, Wolverine, Homem-Aranha e o destaque total, Batman e Robin,  posaram para fotos, perseguiram seus vilões, carregaram as crianças e se divertiram em cada ponto da Festa da Uva, dançando as danças típicas italianas, experimentando suco de Uva e amassando uvas para a preparação dos vinhos.

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Todos que estiveram presentes na Festa da Uva puderam tirar foto com seu heroi favorito!

Marcante para a Festa da Uva, encantador para aqueles que encontraram e tiraram foto com seus heróis de infância e inesquecível para os fãs que puderam se vestir de seus personagens favoritos, a Parada Cosplay se tornou para sempre uma das mais fantásticas queridas atrações da maior festa da cidade, revivendo fantasias e despertando as lembranças que os maiores heróis da Terra deixam para sempre em todos aqueles que já sonharam em ser um grande herói!

O evento ganhou, inclusive, repercussão fora da região de Jundiaí, sendo matéria do Jornal Gazeta Vip (clique aqui para conferir a matéria de Henrique Sanches). Confira abaixo a galeria de fotos do evento. Obrigado a todos os fotógrafos que contribuíram com essa coleção de sonhos!

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RESENHA: Batman – O Cavaleiros das Trevas

Justiça. Confundido com a cruz e a espada, um justiceiro cria esperança aos mais inocentes e terror aos mais difusos. Em Batman – O Cavaleiros das Trevas caos e o acaso se unem para contar a história do herói que Gothan precisa, mas que ela precisa aprender a merecer.

O CORINGA

Desde Titanic, não houve filme na história do cinema mais cheios de rumores, mais cheios de lendas, mais cheios de superstições ou simplesmente mais comentado em escolas, locais de trabalho ou numa conversa com os amigos do que Batman – O Cavaleiro das Trevas.

Cercado por contextos e desconexos, o segundo filme do Homem-Morcego nas mãos de Christopher Nolan surpreendeu multidões no cinema e fora dele, seja com seus diálogos fortes ou com todos os acontecimentos envolvendo atores e produção.

Se o trabalho de marketing envolvendo o filme se tornou uma referência mundial para o chamado marketing de guerrilha (com ações que variaram desde shows com a esquadrilha da fumaça na Comic Con até caça ao tesouro na cidade de São Paulo), foram as tragédias envolvendo o acidente de Morgan Freeman, o caso da provável agressão de Christian Bale e a morte de Heath Legger que levou o filme a repercussões mundiais mesmo antes da estréia do filme em 2008.

Mas independente das previsões e do proveito que muitos meios de comunicação tiraram da situação, não foram tais acontecimentos que tiraram o brilho dos filmes na telona, um clássico dos tempos modernos e arrisca-se a dizer, o melhor filme de todos os tempos.

Até quando será necessária a existência de Batman em Gothan City?

E não é para menos, combinando a figura de um herói sombrio com a perpetuação do caos que um vilão imprevisível poderia propiciar, Christopher Nolan levou para os cinemas uma experiência nunca antes vivida por um expectador em qualquer tipo de arte.

De maneira muito mais contestadora e muito mais incisiva que Batman Begins, o segundo filme do reboot do Homem-Morcego se utilizou de toda uma mitologia para racionalizar em metáforas questões que levam o espectador a se perguntar a todo o tempo o que este faria se estivesse em Gothan City.

O CAOS

Não é a toa que Batman é um herói que sobrevive a décadas e para sempre seu legado será perpetuado através de suas revistas. Junto com Superman, o herói consegue englobar a todo tipo de espectador, primeiro o que prefere uma visão simplista e esperançosa e o segundo aqueles com uma visão complexa e menos clara do que será seu futuro.

Mesmo que criados numa visão durante a segunda guerra mundial, os valores e a simbologia deixadas, utilizadas e sumariamente reinventadas nos quadrinhos, tv e cinema formam uma rica visão ideológica para ser passada através das lentes de Hollywood, afinal qualquer tipo de idéia pode ser reinterpretada e aplicada em qualquer tempo que seja exprimida.

Coringa é como um cachorro atrás de um carro, se conseguisse pegá-lo, não saberia o que fazer com ele.

Christopher Nolan foi o diretor que mais pôde perceber isso ao filmar seu Batman. Sua Gothan foi formatada de mostrar toda a decadência que uma cidade com 33 milhões de habitantes pode criar. Seus habitantes, tão corruptíveis e ao mesmo tempo tão revoltados com a situação que criaram se tornaram cada vez mais humano com a condição que o diretor pôs a eles: um bizarro palhaço anarquista que só quer ver o circo pegar fogo.

Criado a partir de uma visão particular do diretor, Nolan levou aos cinemas através de uma atuação inigualável e memorável de Heath Ledger um Coringa ousado, irrefreável e muito possível de ser concretizado em um contexto como o de Gothan, seja na ficção ou na realidade.

O traço mais notável que foi dado ao personagem é a sua capacidade de parecer tão real, verdadeiro e próximo do espectador. Completamente louco e insano, o Coringa desperta tanta revolta quanto admiração do público.

A medida que o vilão coloca Batman em uma nova situação capciosa, Nolan vai provocando o espectador a refletir sobre o seu contexto de vida perante a cidade de Gothan, muitas vezes restritas e desejosas de uma resposta concreta do herói, coisa que, como na vida real, muitas vezes não viria.

EU ACREDITO EM HARVEY DENT

Do mesmo jeito que o Coringa foi formatado a partir de uma situação de Gothan City, o mesmo que Nolan fez com o alter-ego de Bruce Wayne em Batman Begins, o promotor de justiça Harvey Dent foi o resultado do encontro da cidade com o seu herói.

Batman, Harvey Dent e o comissário Gordon se unem na caçada contra o crime organizado da cidade!

Necessitada de um exemplo para continuar a seguir, Bruce Wayne e o comissário Gordon vêem em Dent a oportunidade ideal do símbolo Batman não ser mais necessário e a inspiração dos cidadãos parta de algo muito empírico que a figura do Homem-Morcego.

A conversão que Coringa provoca em Harvey até ele se tornar o Duas-Caras não foi por acaso. Além de feita em um tempo incomum para os filmes de super-herói ao único estilo Nolan de fazer cinema, a ascensão do vilão foi o complemento ideal para a conclusão do filme e a idéia geral da figura de Batman na cidade, um intermediário entre a condenada Sodoma e Gomorra e a transmutação em valorosa Metrópolis.

Não só o personagem como muito do contexto da cidade, de Coringa, do comissário Gordon e do próprio Batman vem de uma combinação genial de elementos das histórias O Longo Dia das Bruxas de Jeph Loeb e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Assim como nos filmes, uma das características principais dos quadrinhos é a humanização do herói e dos vilões, e a construção de cada uma de suas personalidades sem justificar as insanidades de suas ações.

Acrescentando a discussão sobre ética, moral, medo, caos e vingança que o filme trás em cada diálogo, todos muito bem construídos e claros, a formatação final do filme cria o ambiente perfeito para uma nova geração de filmes de super-heróis e uma nova visão de como se contar histórias através do cinema.

Segundo o Duas-Caras, o acaso é o mais justo dos decisores.

O CAVALEIROS DAS TREVAS

Estamos destinados a fazer isso para sempre“. Incrível como uma das frases do Coringa consegue ser tão clara e tão complexa ao mesmo tempo.

Se para os fãs a frase teve um significante que refletiu a permanente luta entre o bem e o mal do herói e do vilão, a filosofia interpretou tal colocação como o caos e as regras permanentemente moldadas através da essência do homem.

E se fosse avaliar os campos da psicologia, antropologia, comunicação ou qualquer outra ciência humana, tal embate entre Batman e Coringa poderia percorrer tamanhas interpretações e posicionamentos que tão ricos como os dois personagens, gerariam irreversíveis conteúdos para novas e eternas discussões.

RESENHA: O Espetacular Homem-Aranha

O herói encapuzado, um estudante talentoso. O seu amigo de sempre, um fotógrafo dedicado. O maior herói de Nova York, um homem em busca de respostas. Emoção, tensão e realidade são postas em cheque em O Espetacular Homem-Aranha, onde mostra-se que o herói e sua identidade estão ainda mais próximas quando não se conhece seus segredos.

COMEÇO DIFÍCIL

Acabou a sessão de cinema. Peter Parker não ficou com Mary Jane, aparentemente Nova York não está tão segura com o fim dos últimos vilões e a personalidade do Homem-Aranha não parece tão esclarecedora para os cidadãos da cidade de Nova York.

Problema? É claro que não! Isso é excelente, pois parece que daqui a uns três ou quatro anos teremos um Homem-Aranha 4! Pois não parece que Sam Raimi concordou com tamanha reflexão após terminar sua terceira produção do aracnídeo.

Devido aos problemas que passou durante a produção do último filme com a Sony Pictures, o diretor decidiu se afastar da produção do Aranha.

E aí começou o efeito sanfona: os produtores insistiram e conseguira trazer não só Raimi, mas Tobey Maguire e Emma Thompson para uma quarta produção.

Porém, a não concordância das partes em acertar O Abutre como vilão do quarto filme, como queria Raimi desde o terceiro longa, fez com que sem uma carta branca da Sony Pictures ele desistisse de continuar a franquia.

O novo casal é menos romântico e mais natural.

Com o clima ruim que a saída do diretor provocou na produção e a decisão dos atores protagonistas de não aceitar uma produção sem Raimi levou a dententora dos direitos da série a realizar um ato um tanto quanto polêmico: iniciar a saga do zero!

UMA MISSÃO

Marc Webb foi alvo de uma difícil missão fazer com que um novo Homem-Aranha conseguisse uma grande aceitação do público sem que o fantasma deixado por Sam Raimi assolasse sua nova produção.

Algo dificil pela alta aceitação do filme anterior, algo difícil por o último filme da antiga franquia ter se passado há apenas cinco anos antes da data de estréia do novo longa.

Como tirar da cabeça do espectador o romance tão próximo dos contos de fadas que Peter Parker e Mary Jane viveram? Como evitar as comparações entre os novos e os antigos atores? Como provar que Peter Parker está vivendo a história do novo filme sem nunca ter vivido suas lutas contra o Duende-Verde, o Dr. Octopus ou o Venon?

O que parece ser comum nos quadrinhos não se aplica tão facilmente no cinema: a troca de atores não é como um novo traço de um novo desenhista, e um novo início de história não soa tão comum nas telonas como se vê nos infindáveis reboots que as editoras fazem com seus heróis em suas revistas.

A escolha foi acertada: o Lagarto foi tão espetacular quanto o Aranha!

A saída que Marc Webb encontrou para tantos possíveis conflitos foi simples porém duvidosa: contar a história não contada do herói, aguçando a curiosidade do espectador com um elemento básico na narrativa dos cinemas, mas que ficou de fora na última trilogia, o que aconteceu com os pais de Peter Parker?

O HERÓI

Baseado em uma HQ dos anos 90, O Espetacular Homem-Aranha dá início a uma trilogia de filmes que tem por fim mostrar a busca de Peter Parker pelo passado obscuro que envolve a morte de seus pais.

Inteligente, pouco descolado e muito tímido com as garotas, Andrew Garfield dá vida a um protagonista bem diferente do que costumávamos ver nos filmes de Raimi, e este erro de caracterização foi o principal erro de concepção do diretor.

Nos anos 60, quando Stan Lee e Jack Kirby criaram o herói, a magia dos super-poderes de Aranha que o franzino jovem nerd ganhou não significava apenas super-poderes, mas uma válvula de escape para o adolescente evitar, bullings, agressões e a própria timidez. Era uma necessidade.

Porém, o que vemos na pele de Garfield é uma mescla de adolescente rebelde e geek. Geek quando se trata de tecnologia, estudos e garotas. Rebelde quando se trata de educação com os mais velhos, responsabilidades e confusões na escola. Ou seja, os poderes são só uma vantagem para vencer os valentões nas inúmeras brigas que arranja.

Andrew Garfield vive um novo Aranha sem apagar o legado de Maguire.

Porém, se isso é um erro de adaptação, Marc Webb acertou em criar um herói mais próximo do público massivo, que assistem ao filme tanto quanto ao público.

O HOMEM

Hora do enredo. Se os filmes de Raimi transformaram o Homem-Aranha no Superman dos anos 2000, com vários traços da magia que Christopher Reeve esbanjava nos anos 70, Marc Webb quis aprofundar as questões introspectivas que afligem o ser humano em seu filme, como Christopher Nolan fez com Batman.

Mais realista e mais dramático, Peter Parker começa a ser alvo de diversas coincidências que aos poucos indicam o caminho para entender o que causou a morte de seus pais. Entre eles está o famigerado encontro com o Doutor Curt Connors, vivido por Rhys Ifans, que se transforma em O Lagarto após Peter lhe revelar a fórmula para a conclusão de uma pesquisa de fusão entre animais e humanos que o cientista está realizando.

Mesmo com o objetivo do Lagarto não ficar muito claro ao longo do filme, fazendo muitas vezes o espectador se perguntar se o Dr. Connors tem ou não controle sobre a fera que se tornou, a escolha do personagem foi o grande acerto do filme, fazendo com que as pontes de ligações das sequências de romance, ação e drama se nivelassem a cada aparição do vilão.

A nova trilogia tem tudo para ser um novo grande clássico!

As necessárias sequências um tanto quanto repetidas dos outros filmes foram essenciais, mas não feitas de maneira tão lapidadas quanto Raimi fez, provavelmente por o diretor não querer focar nelas. Mas mesmo assim deixaram um quê de nostalgia saudável.

O romance entre Peter Parker e Gwen Stacy, vivida por Emma Stone, o primeiro amor do Aranha nos quadrinhos, é interessante, porém muito mais colegial e casual que romântico e sedutor quanto como foi com Mary Jane.

O ARANHA

Criativo, divertido e real. Foi isso o que Marc Webb criou: um Homem-Aranha que complementa Peter Parker, mostrando o que um humano pode ser e fazer quando tem a determinação suficiente para tal.

Muito mais adaptável a possíveis crossovers (mais alguém pensou em Os Vingadores?) e muito mais agradável para o novo segmento de cinema em quadrinhos que está em franco crescimento há alguns anos, O Espetacular Homem-Aranha é o resultado de uma obra que mostra que a essência de um herói está nos quadrinhos, mas que a base cinematográfica é fundamental para que o sucesso em traço e tinta seja refletido nas telas do cinema.

RESENHA: Homem-Aranha

Grandes poderes exigem grandes responsabilidades. Um filme todo baseado em uma pequena fala. Um conceito embasado em um breve texto. Um herói criando o futuro devido as falhas que cometeu no passado. Em 2003, pela primeira vez o Homem-Aranha chegava ao cinemas mostrando que mais que um herói, um filme de histórias em quadrinhos precisa de uma razão de ser.

Diferente da maioria dos heróis de sua época, mas já seguindo uma tendência da editora Marvel, o Homem Aranha surgiu nos anos 60 para quebrar o paradigma de herói politicamente correto, com histórias voltadas muito mais para a humanidade do personagem do que para seus atos sobre-humanos.

Em 2003, quando a febre de heróis no cinema ainda engatinhava, Sam Raimi levou para as telonas a primeira leitura cinematográfica do super-herói, fazendo um contra-ponto interessante entre novidade e remodelagem do herói para as telonas.

Seguindo os mesmos preceitos humanitários dos quadrinhos, o filme se inicia com um Peter Parker ainda muito jovem, se formando no colégio e prestes a entrar na universidade. Ineligente, curioso, criativo, mas muito tímido, o garoto franzino era um dos alvos favoritos de bulling na escola o que tornava ainda mais dificil se aproximar de Marie Jane, a vizinha por qual ele é apaixonado desde a infância.

A vida de Peter muda completamente quando ele percebe que a aranha genéticamente modificada que o picou durante uma excursão da faculdade lhe rendeu as mesmas capacidades que os genes que se encontravam na aranha que o picou.

Tobey Maguire e o retrato exato de Peter Parker.

Mesmo com um início corriqueiro dentro de uma comédia romântica americana, o filme começa a ganhar significado quando, sem contar dos poderes para ninguém, o personagem decide utilizar seus poderes em benefício próprio, entrando para um vale-tudo que lhe renderia um gordo prêmio em dinheiro. Após vencer o adversário mas ser vítima das falcatruas do patrocinador da luta, Peter deixa escapar um ladrão que rouba a casa de lutas, mesmo consciente que poderia detê-lo facilmente.

Mais tarde, Peter descobre que foi o mesmo ladrão que assassinou seu tio Ben Parker, logo após ter sido deixado escapar por Peter. Aos poucos as palavras que o tio lhe dava enquanto lhe pregava sermões, “grandes poderes exigem grandes responsabilidades”, começam a fazer sentido na cabeça do jovem que passa a amadurecer os talentos que a aranha lhe deu e se transformando em o Homem-Aranha.

O filme continua a crescer a medida que o tempo passa, pois todas as histórias laterais, com Harry e Norman Osborn, Mary Jane e a tia May vão se desenvolvendo e se mesclando num ritmo perfeito para acrescentar conteúdo a história ao mesmo tempo que se convertem em peças chave para desenvolver a mensagem final da história, que cheia de grandes efeitos especiais, para a época, deram vida ao herói e o eternizou como o mais popular da editora Marvel.

Desde a sua idealização, grandes nomes foram cotados para a participação no filme, antes de Raimi assumir a direção, até James Cameron, fã confesso do herói, chegou a escrever um roteiro onde, ao invés de o Duende Verde, o vilão do filme fosse o Electro.

Para alegria dos fãs, a escolha do Duede Verde foi mais que perfeita, além de óbvia por este ser o mais popular vilão do herói.  Sendo a visão contrária exata de Peter Parker, Norman Osbourne retrata o efeito contrário de uma experiência genética que deu errado, além de mostrar que os valores que precedem herói e vilão são de total importância quando sua personalidade mais escondida é revelada! Com a atuação de Willem Dafoe, o Duende Verde interpretado por Willem Dafoe é a descrição ideal de como um vilão deve ser apresentado no cinema ponderando a divisão de cena com o herói.

Duende Verde: como se usar bem um vilão no cinema.

Tobey Maguire levou a melhor numa disputa que se cotavam Leonardo DiCaprio, Ben Affleck, Heath Ledger, Jude Law, e Ewan McGregor, e fez por merecer. O ator é a encarnação perfeita do nerd tímido que reflete o leitor de longa data dos quadrinhos e provoca a torcida dos novos admiradores.

Maguire fez seu papel tão bem que corre o risco de entrar para a seleta lista de nomes em Hollywood que não conseguem desvincular a imagem de seus personagens em outros filmes, tais como Christopher Reeve e Daniel Radcliff. A imagem do ator coloca em cheque o sucesso de uma produção do herói sem sua participação, tamanha a identidade que criou com Peter Parker.

Cheio de cenas marcantes para a história do cinema, o romance com Mary Jane, mesmo que amplamente criticado pelos fãs mais puristas, que desejavam ver o romance do Aranha com Gwen Stacy, o primeiro amor de Peter Parker nos quadrinhos, trouxe diversas sequências que marcaram para sempre a história do cinema, tendo como pont alto o beijo na chuva de  Maguire e Kirsten Dunst, que conseguiu ser o ponto médio entre a mocinha na visão masculina e femenina ao mesmo tempo.

Hora seguindo fielmente as falas dos primeiros quadrinhos do herói, hora se utilizando de licença poética para dar novas características ao filme, Sam Raimi conseguiu criar um marco no segmento de cinema que adapta histórias em quadrinhos, se tornando uma das produções que mais influenciaram a avalanche de filmes baseados em quadrinhos que se seguiram nos anos posteriores.

Assistir ao beijo de Peter Parker e Mary Jane é como estar participando do desenrolar da história do cinema.

Com um vilão de características fortes e marcantes, um enlace amoroso essencial para a popularização do filme e um herói que cativa e inspira, o Homem Aranha pareceu ser o modelo perfeito para a criação de novos super-heróis nos cinemas. A fórmula do filme foi repetida em diversas outras produções, fora e dentro do universo Marvel, mas como nenhuma outra, o primeiro Homem Aranha se tornou a grande referência, simples e poética, de como transmitir uma mensagem simples, porém rebuscada o suficiente para marcar a vida de todos aqueles que conheceram a história do heróis que voou com teias de aranha pelos céus dos mais altos edifícios de Nova York.

RESENHA: Batman Ano Um (Warner Premier)

Toda história tem um início. E por mais vezes que ela seja contada e recontada sempre haverão elementos que durarão para sempre, povoando a imaginação de todos aqueles que se emocionarem com seu início. Batman Ano Um é a animação que transformou em desenho animado a história dos quadrinhos que transformou pra sempre a origem do maior herói que o mundo já teve.

UM NOVO INÍCIO

Nos anos 80, após a grande saga Crise nas Infinitas Terras que reuniu todos os heróis da DC Comics, a editora começou a revisar e a recontar a história dos seus principais heróis a fim de atualizá-los para a nova horla de leitores que estavam emergindo.

O escolhido para recontar a origem de Batman foi Frank Miller, o gênio por trás do roteiro de O Cavaleiro das Trevas, uma graphic novel que mudou para sempre como o herói era visto fora e dentro dos quadrinhos, sendo o conceito mais utilizado em todas as formas de entretenimento fora das revistas do herói.

Intitulada Batman Ano Um, a história conta exatamente o qu seu nome indica, o primeiro ano de Batman na famigerada cidade de Gothan City, passando por todos os medos e dificuldades que a difícil decisão de se tornar heróis acarreta na vida de um ser humano marcado pela dor e pela perda.

Com o sucesso nos quadrinhos, a história quase ganhou uma adaptação live-action nos anos 2.000, quando a Warner pretendia reiniciar a franquia Batman nos cinemas. Mesmo cancelada, a história exerceu grande influência no roteiro de Batman Begins, lançado em 2005 sob o roteiro e direção de Christopher Nolan.

Bruce Wayne chora a morte dos pais.

Com o sucesso dos filmes de Nolan, a Warner se motivou a lançar diversos filmes animados de seus super-heróis (a Warner é a atual dona da DC Comics) e finalmente em 2011, Batman Ano Um teve a sua chance de ser produzida.

NASCE O HERÓI

Na história, dois pontos-de-vista são sumamente contados pincelando o conceito medonho e aterrador que a corrupta Gothan City se transformou ao longo de sua história.

De um lado o rico playboy Bruce Wayne volta para sua cidade natal disposto a acabar com o crime organizado que matou seus pais na sua frente quando ele ainda era uma criança.

Do outro lado da cidade, o tenente Jim Gordon é transferido de Chicago com sua esposa, Bábara Gordon, grávida. Apesar de sua forte ideologia e crenças na verdade e na justiça, Gordon vive frustrado com a maneira vendida que os policiais de Gothan agem, fazendo vista grossa para todos os crimes da alta máfia que assola a cidade.

O filme consegue ser muito fiel aos quadrinhos, chegando a utilizar muitas vezes as mesmas falas dos balões em seu texto.

O então tentente Jim Gordon rouba a cena no filme.

Porém as diferenças adicionadas a animação surtem efeitos difusos dos quadrinhos. Com um traço bonito, maduro e longe dos (excelentes) desenhos animados dos anos 90 que ainda hoje influenciam o traço do herói na TV, o filme peca na forma como posicionou Gothan.

A forma fria mas ao mesmo tempo impessoal que os dois protagonistas narram a famigerada cidade de céu vermelho cria um ambiente pesado, mas acabam contrastando fortemente com o visual limpo e brilhoso que a pintura final da animação deu a cidade, fazendo-a parecer muito mais a avançada Metrópolis que a caída Gothan.

As vezes o espectador do filme pode até se perguntar porque o filme se chama Batman Ano Um se tal ano foi tão cheio de Gordon e tão fraco de Homem-Morcego. Até Selina Kyle, a Mulher-Gato, teve uma abordagem mais impactante no filme que o principal protagonista. Mas tal empreitada foi muito boa para a narrativa da história.

Dedicando um espaço muito maior aos dramas de Gordon ao invés de Wayne, a história ganha uma originalidade genial para um espectador que tem seu primeiro contato com a história de Frank Miller.

A origem como prostitua da Mulher-Gato também é contada.

Pense bem, não seria muito interessante para o espectador casual rever novamente pontos tão bem trabalhados e conceituados em Batman Begins, como a morte dos pais de Bruce, a luta sem o manto do morcego na cidade e inspiração para o milionário criar o Batman.

E mesmo para um fã de longa data, reassistir tudo o que já viu e leu parece perda de tempo.

Com Gordon na guia principal do filme, Batman Ano Um se torna um filme muito mais cheio de razão de ser e muito mais profundo nas reflexões e críticas que originalmente Frank Miller quis passar em sua história em quadrinhos de 1987.

FICA O MITO

É muitas vezes difícil separar o que é verdade e o que é mito nas histórias em quadrinhos, isto porque a quantidade exagerada de fatos contado e recontados que os heróis ganham a medida que o tempo passa aumenta exponencialmente a cada oportunidade mercadológica que as editoras encontram.

Ao mesmo tempo é incrível notar como as grandes histórias sobrevivem ao tempo e conceituam o herói, chegando a influenciar muito mais que o início primordial de sua criação. Batman Ano Um é uma dessas histórias, e seu filme não fica atrás.

Mesmo no início de suas atividades, Batman impressiona com sua astúcia e força de vontade.

Essencial para o fã dos quadrinhos, essencial para o fã do Batman, essencial para o fã de boas histórias, nunca num filme animado americano de apenas 64 minutos conseguiu trazer tanta carga emocional de um personagem que de tanto ser coadjuvante se tornou o protagonista de um filme que nem leva seu nome.

RESENHA: A morte de Superman (Warner Premier)

O homem. O mito. O herói. O deus. O salvador. O mito. Tantas alcunhas ainda são pouco para descrever quem é o alienígena de Kripton que chegou a Terra e salvou a humanidade diversas vezes. Em A Morte do Superman o mito tem um fim. E a Warner revive um clássico dos quadrinhos para eternizar o herói em vídeo.

UM CLÁSSICO

O maior herói das histórias em quadrinhos pode não ser o top em popularidade hoje em dia, mas sua majestade é inegavelmente a maior que o segmento já teve. Criado nos anos 30 como um símbolo de soberania e força social, o Superman conseguiu sobreviver ao tempo e se reinventar a cada novo público se surgia sem, no entando, passar por reformas tão drásticas como seus companheiros da DC Comics.

No entanto, sempre que a concorrência ameaçava tirar a coroa do Homem-de-Aço, os roteiristas da DC Comics encontravam maneiras de alavancar as vendas da revista do herói e deixá-lo no topo.

A maior ação deste tipo, certamente aconteceu pelas mãos do editor Mike Carlin em 1993 que com uma equipe que contava com Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway e Karl Kesel decidiram por um fim nas histórias do herói criando o arco A Morte do Superman.

Ganhando projeção internacional e colocando a revista no top dos Estados Unidos, a história se tornou um dos maiores clássicos das histórias em quadrinhos, não apenas por ser a pioneira em matar o herói (fora uma pequena graphic novel dos anos 60 e outra em 70 =P), como por criar um ambiente saudável para a história do personagem, sendo crível e nada apelativa como tantas “mortes” que a DC Comics já experimentou.

Superman enfrenta Apokalipse!

Com o sucesso dos quadrinhos não seria estranho que adaptações surgissem da obra e em 2007, a Warner Bros (dona da DC Comics) transformou o clássico em um filme animado de 1h15.

O VIDEO

Lançado diretamente em vídeo e com uma duração abaixo do necessário para retratar fielmente a história dos quadrinhos, o longa animado cortou muitas partes interessantes do arco original, mas soube captar inteligentemente o peso do seu contexto.

Sob a direção de Bruce Timm, Lauren Montgomery e Brandon Vietti a animação é diferente, mas ainda assim muito próxima das animações para tv dos anos 90 e da Liga da Justiça. Apenas uns pequenos traços diferem o personagem. Até mesmo Lex Luthor, que ficou muito mais magro que nas animações anteriores guarda diversos traços das antigas animações.

O filme inicia mostrando a difusa relação de Superman e Lois Lane, o destaque total do filme, que ainda inda não sabe que Clark Kent é Superman, mesmo os dois assumindo um namoro escondido do povo de Metrópolis há mais de 6 meses.

Enquanto isso Lex Luthor escava uma pedreira em mais uma de suas investidas tecnológicas e acaba libertando o Apocalipse, um ser aprisionado na Terra há centenas de anos por não serem capazes de destruir o tal monstrengo.

Lois Lane chora a morte de Superman.

Em uma luta épica, com direito a prédios sendo destruídos e milhares de explosões em Metrópolis, Superman consegue vencer o Apocalipse, mas em troca acaba perdendo sua vida.

Neste ponto a trilha sonora tem participação fundamental para criar o cenário de perdição e caos que está para se instaurar em Metrópolis. Enquanto com Superman vivo e lutando a trilha era de heroísmo e esperança, o fundo sem a presença de BGM tomam conta de grande parte das cenas seguintes a sua morte.

No filme iniciasse uma das maiores trocas de roteiro do filme. Enquanto nos quadrinhos uma disputa de 4 Superman’s (SuperBoy, o Erradiador, Ciborg e Aço) inicia-se, no filme Lex Luthor constrói um
clone de Superman para que o herói “facilite” seu trabalho sujo na cidade.

O final é esperado, porém com sequências tão bem trabalhadas como na luta contra o Apokalipse, tendo como principal atratividade o uniforme negro e prateado de Superman e a dualidade entre o original e o clone, que por vezes é contestada com Lois Lane nas cenas mais bem construídas do longa.

HERÓI

Se o fã de quadrinhos ainda se questiona o porquê da existência de tantos anos de um herói com a cueca por cima da calça, assista a Morte de Superman.

Dúvida: quem é o Superman?

Apesar de não ser uma animação para ficar na história, já que ainda está muito apegada aos preceitos infantis das produuções do herói anteriores ao filme, o longa mostra a necessidade da existência do herói para o universo DC e mostra que a essência de todo o universo Marvel reside em apenas um personagem, que de tão simples e fácil de se criar, se tornou a referência máxima quando o termo a ser utilizado é heroí.

Cosplay agitará a Virada Cultural Paulista de Jundiaí durante o 7º Jund Comics

Cosplay (em japonês: コスプレ, Kosupure) é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por “representação de personagem a caráter”, e tem sido utilizado no original, como neologismo, conquanto ainda não convalidado no léxico português, embora já conste doutras bases, para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional, concreto ou abstrato, como, por exemplo, animes, mangás, comics, games ou ainda de grupos musicais — acompanhado da tentativa de interpretá-los na medida do possível. Os participantes (ou jogadores) dessa atividade chamam-se, por isso, cosplayers.

Assim como em todo o mundo, Jundiaí também será palco de toda a energia e contagiação dos personagens mais queridos dos filmes, histórias em quadrinhos, animes e games durante o 7º Jund Comics, que acontecerá durante a Virada Cultural Paulista de Jundiaí, próximos dias 19 e 20 de maio.

Tendo como destaque a Parada Cosplay, que acontece no sábado às 20h30 e domingo às 14h, os cosplayers vão interagir com todos os jundiaienses no Parque da Uva, Teatro Polytheama e Centro das Artes, onde também acontecerá um concurso que premiará os melhores cosplayers da Virada e ainda sorteará muitos brindes.

Confira abaixo a programação completa e não deixe de participar:

RESENHA: Thor

A lenda diz uma coisa, a ciência outra, mas há pontos em que elas se confundem. A crença, a fé e a realidade dependem de pontos-de-vista onde está em jogo a inocência ou maldade.  Thor ganhou vida para completar o ciclo de produções estreladas pelos fundadores de Os Vingadores, porém a magnitude com que a história foi contada transformou ele não no quarto filme de uma saga, mas num verdadeiro épico do cinema.


DA MITOLOGIA ÀS HQ’S

Nos anos 70, quando Stan Lee vivia a efervecência de sua criatividade, a produção e o desenvolvimento de heróis da editora Marvel sempre movimentava novas alternativas de universos e idéias a serem construídas.

Num ambiente propício para se apostar em novos universos e o amparo de idéias semelhantes da sua tradicional concorrente, a DC Comics, com heróis como a Mulher Maravilha, surgiu o primeiro herói da Marvel baseado em mitologia, nascia Thor.

Como o próprio nome do herói diz, Thor foi baseado no deus nórdico do trovão, filho de Odin e uma das figuras mais carismáticas e populares de tal mitologia nos países ocidentais.

Transmutando o universo mitológico para adaptá-lo as histórias em quadrinhos, Thor virou um misto de deus e humano, onde a medida que suas histórias avançavam elementos clássicos da mitologia nórdica e as maiores tendências dos quadrinhos se fundiam e, como nas diversas HQ’s, arcos contados e recontados se tornaram comuns.

Para levar a origem do herói até os cinemas, o diretor (e de quebra ator renomado também) Kenneth Branagh colheu todos os elementos que o herói reuniu por toda a sua história e, reunindo um elenco de primeira linha, deu origem ao maior filme do Universo Marvel já produzido.

Anthony Hopkins é o Odin do cinema.

UM TROVÃO DE PRODUÇÃO

Sempre que um filme de super-heróis conta com um elenco famoso demais, a tendência é que as personalidades nele envolvidos chamem mais a atenção do que a própria história. Mas com nomes de peso como Anthony Hopkins como Odin, Natalie Portman como a cientista Jane Foster e Rene Russo como Frigg, fica dificil de apostar num roteiro fraco.

Pegando o que cada um dos três filmes anteriores a Thor tinha de melhor e dando um toque de drama e emoção que vemos em todos os filmes de Kenneth Branagh como ator, Thor não foi desenvolvido, foi lapidado.

O drama de Homem de Ferro (leia a resenha aqui) foi aprimorado, o carisma dos personagens de O Incrível Hulk (leia a resenha aqui) foram mais variados e a qualidade dos efeitos especiais de Homem de Ferro 2 (leia a resenha aqui) foram superados.

Com mais ação, mais efeitos especiais, mais personagens, mais enredo e humor na dose certa, Thor é o filme ideal para agradar fãs quadrinhos, adoradores de ficção e o público casual do cinema.

CONFRONTO ENTRE IRMÃOS

Em duas horas seria dificil com que a história original dos quadrinhos pudesse ser desenvolvida em sua totalidade, mas as adaptações para o cinema foram bem fiéis ao conceito do herói e as mudanças foram essenciais para seu bom desenvolvimento.

Como filho favorito de Odin, Thor está prestes a receber o título seu pai Odin de rei de Asgard, um dos nove mundos previstos na mitologia nórdica (a Terra, ou Midgard, é um deles), quando gigantes de gelo atacam o castelo onde é feita a cerimônia.

O amadurecimento de um herói é abordada em Thor.

Dissoluto com o que aconteceu, Thor parte com Sif, os grandes três guerreiros e seu irmão Loki para vingar o acordo de paz que o rei dos reino dos gigantes de gelo, Laufey, acabara de quebrar com a invasão de Asgard.

Na verdade Thor age despeitado com situação, age com o orgulho ferido por os gigantes de gelo terem impedido sua coroação como rei. Com um invasão sem a aprovação de Odin, o deus supremo de Asgard não vê outra alternativa senão exilar o filho na Terra, onde deverá ser humilde o suficiente assumir o poder de rei.

Enquanto Thor, sem poderes, é ajudado na Terra pela cientista Jane Foster, Loki descobre que foi adotado por Odin e seu pai biológico é, na verdade, o próprio Laufey. Usurpando o posto de rei de Asgard de Odin, Loki inicia um meticuloso plano para aniquilar o irmão e invadir o reino dos gigantes de gelo, indo contra todos os preceitos que pai adotivo lhe ensinou.

A disputa de poderes, de orgulho e a volátil relação entre pai e filho é um ponto alto do filme, fazendo com que o espectador reflita, na condição humana, que de nada adianta ser deuses quando a disputa envolve a relação afetiva.

ELEMENTOS QUE CATIVAM

O universo da mitologia sempre foi fascinante e a riquesa de seus elementos é a premissa ideal para qualquer história. Em Thor, os elementos foram utilizados de maneira concreta e concisa, além de fazer a combinação ideal com elementos não apenas nórdicos, mas de todo o universo Marvel.

As referências aos outros heróis dos Vingadores são inúmeras, fazendo o fã de quadrinhos se divertir a medida que elas vão aparecendo, tendo como ponto máximo a primeira aparição de Gavião Arqueiro, um membro já recrutado pela S.H.I.E.L.D que comparilhará um lugar com os membros da super equipe da Marvel.

Loki é invejoso irmão de Thor!

Mas a riquesa de elementos não pára por aí. Cada elemento posto no filme tem a sua razão de ser, metaforizando diversas situações de comportamento, relacionamento e questões existenciais.

A medida que o filme avança e a medida que os laços existentes entre o galanteador Thor e apaixonada Jane Foster vão se estreitando o vaidoso, o arrogante e orgulhoso Thor vai amadurecendo, entendo grande parte do exílio que
seu pai o obrigou a fazer.

A personalidade ascendente de Thor é confrontada pelas atitudes frias e egosistas de Loki, que como rei, torna-se autoritário e absoluto, ainda que inteligente e preciso em seus planos.

A analogia do verdadeiro poder de um rei que Odin tanto quer que os filhos entendam é grandiosa a partir do momento que Mjonir, o martelo que contém o poder de Thor, se torna a grande analogia para tal.

Para finalizar, o filme ainda transforma Thor em um mártir, algo que não só cativa, mas eterniza um herói no cinema. Percebendo que nã poderá deter as maldições de Loki em destruir o mundo dos Gigantes de Gelo, Thor decide se privar de seu amor por Jane Foster, destruindo os caminhos que ligam Asgard a outro mundos.

A ponte entre os mundos faz uma metáfora aos caminhos para se conseguir o que ama. A parir do momento que Thor a destrói, ele sacrifica seus interesses por algo maior que a própria felicidade, entendendo o verdadeiro papel de um rei.

Apesar de o espectador já saber que tal sacrifício será quebrado em Os Vingadores, é impossível não se emocionar com tal atitude, onde a perspectiva de um deus loiro fortão é substituída pela de um grande herói.

Enquanto isso, há o paralelo de Jane, que procurava respostas como cientista. Thor foi sua maior resposta, mas com a separação dos dois ela continua buscando-o, assim como o amor sempre busca continuar a conquistar a pessoa amada.

O amor por Jane Foster faz Thor desenvolver a humildade necessária para se tornar rei.

PELOS PODERES DE THOR

Certamente não foi fácil para Kenneth Branagh conceber o filme de Thor. Com tantas referências mitológicas e um visual tão fora do comum, o herói parecia impossível de se encaixar ao contexto dos outros Vingadores. Mas a adaptação foi tão bem feita, o herói que mais parecia longe da realidade, se tornou o mais crível de existência.

Apesar do contexto complexo, a combinação entre Asgard e a Terra foi ricamente ilustrada, trazendo o universo de Thor para o espectador comum como algo fascinante e animador para futuros filmes da franquia, seja junto ou separado do projeto da S.H.I.E.L.D.

Cheio de ideologia e contado da maneira como todo filme de super-herói deve ser contado, a produção mostra que Hulk pode até ser o mais forte, o Homem de Ferro o mais inteligente e o Capitão América o mais patrióta, mas nada supera o coração d’O Poderoso Thor.

RESENHA: O Incrível Hulk

Desde os primórdios, a luta pela sobrevivência fez o homem agir de maneiras que nunca nem a mais cobiçosa das mentes poderia ter imaginado. O Incrível Hulk mostra como o ser humano é capaz de realizar a mais medonha das maravilhas e superar até mesmo a mais impensada das ilusões humanas.


Para aqueles que acharam que após o fracassado filme de 2003 de Ang Lee, Hulk não teria novas chances na tela grande caiu do cavalo quando foi anunciado um filme do herói verdão com nomes de peso, como Edward Norton e Liv Tyler, no elenco e, para a alegria dos fãs brasileiros, com diversas cenas gravadas no Rio de Janeiro.

Diferente de seu predecessor, O Incrível Hulk conseguiu o feito de agradar os fãs dos quadrinhos do herói, despertar o interesse de quem não gostou da versão de 2003 e ainda não deixar na mão aqueles que aprovaram o primeiro longa, criando um roteiro que, mesmo criando uma ambientação totalmente diferente, propõe diversas analogias com o filme anterior.

O loga conta a história de Bruce Banner, o genial cientista que, diferente dos quadrinhos, foi enganado pelo exército americano ao desenvolver uma pesquisa, resolveu testar sua experiência em si mesmo e acabou sendo irradiado por raios gama que o transformam em uma brutal fera verde e incontrolável quando fica nervoso.

Elizabeth Ross é a única que acredita que mesmo como Hulk, Bruce Banner ainda está presente por trás da pele do monstro.

Refugiado no Brasil (o mesmo lugar onde ele fugiu no fim do filme anterior), o filme não perde tempo mostrando a origem do herói, focando-se nas fugas e em seus embates com o exército pelas ruas da Favela da Rocinha e contando seu passado em curtos flash’s. A decisão do diretor foi acertada não apenas por não perder tempo com um tema já explorado poucos anos no cinema, mas também pela popularidade de Hulk não necessitar de tal explicação, tanto para os mais fanático por quadrinhos, como para o público casual, dada a popularidade do herói.

Preocupado em extirpar o poder dentro de si, Bruce Banner descobre, no decorrer de erros e acertos dele mesmo, de sua namorada Elizabeth Ross, do próprio exército americano e de um encontro nada agradável com o Abominável, alter-ego do soldado Emil Blonsky que se tornou uma máquina de matar após unir duas das experiências de mutação do exército, que o monstro dentro de si pode deixar de ser a arma de matar perfeita para ser um instrumento de paz.

Quanto mais foge, mais Bruce Banner se aproxima de Hulk!

Contado de maneira emocionante e de tirar o fôlego, o filme impressiona os olhos mas não o cérebro. De maneira quase didática, o diretor Louis Leterrier contou a história de um monstro gigante que ganha consciência e apaga a imagem deturpada que o filme de 2003 criou para o herói para que Hulk pudesse fazer parte de um projeto audacioso do Marvel Studios começado em Homem de Ferro (leia a resenha aqui) no mesmo ano: como em uma história em quadrinhos, somar várias histórias de personagens aparentemente sem ligação direta entre si para criar o maior super grupo do universo Marvel.

DC Comics divulga trailer de seu novo reboot

Recentemente a DC Comics publicou um vídeo com imagens levemente animadas de sua nova linha de super-heróis. A boa notícia é que Mulher-Maravilha é mostrada em duas versões, a mais recatada e uma com as pernas de fora.

O trailer surpreende e instiga o leitor a conhecer as mudanças por qual a editora vai passar. Parece que os marketman da DC estão coseguindo atrair as atenções para a editora após tantas quedas de vendas. Espera-se que a a reforma de visual se reflita também numa reformulação do roteiro individual de cada história também.