NEXT CONQUEROR

o blog do Davi Jr.

Arquivos de tags: homem de ferro

RESENHA: Os Vingadores – A Era de Ultron

O trabalho em equipe guiou a humanidade em suas ações mais memoráveis em todas as passagens da história! Os gênios sempre tiveram sua função singular, porém foi unindo forças que o homem dominou seu meio e passou a brincar de ser deus. Em Os Vingadores – A Era de Ultron uma equipe de gênios guia uma trama grandiosa!

Vingadores-2-a-Era-de-Ultron-logo

PREENCHENDO LACUNAS

Desde que o Marvel Cinematic Universe ganhou proporções massivas com a exibição de Os Vingadores (leia a resenha aqui), todos os fãs de cinema e quadrinhos passaram a “estudar” os elementos históricos dos personagens para adivinhar as tramas e os possíveis enredos dos filmes que o sucederam, que bateram recordes de público e crítica a cada produção.

Até chegar em Os Vingadores – A Era de Ultron, o segundo filme unindo os personagens do universo Marvel no cinema, foi abordada a depressão de Tony Stark em o Homem de Ferro 3 (leia a resenha aqui), a morte de Loki em Thor – Mundo Sombrio (leia a resenha aqui) e a queda da S.H.I.E.L.D. em Capitão América – O Soldado Invernal (leia a resenha aqui).

Todos estes temas já haviam sido abordados nos quadrinhos, o que levava os fãs a prever as suas consequências nos filmes vindouros. E parece que o diretor Joss Whedon levou essa tendência do público a sério ao formar o enredo base de Os Vingadores – A Era de Ultron, deixando para os fãs imaginar como algumas das condições iniciais do filme foram moldadas entre um filme e outro.

Ultron foi criado a partir de uma premissa presente em Homem de Ferro 3.

Ultron foi criado a partir de uma premissa presente em Homem de Ferro 3.

A trama pouco aborda a queda da S.H.I.E.L.D. e apenas cita que a Torre Stark virou a base de operações dos Vingadores. Apesar de partir de Thor reunir os Vingadores novamente para resgatar o cetro de Loki na Terra, nada se diz de onde partiu a busca. Por fim, a depressão de Stark teria sido o ponto de partida para que ele e Bruce Banner sonharem em criar Ultron, a máquina de inteligência artificial perfeita para a proteção da humanidade.

NASCE ULTRON

Com a cena extra de Os Vingadores aparecendo Thanos, era de se esperar que o grande conquistador do universo da Marvel fosse o vilão do segundo filmes da super equipe de heróis.

Com o anúncio de Ultron fazendo a vilania, muitas das tramas previstas envolvendo as jóias do universo foram por água a baixo, porém, o diretor Joss Whedon sube mesclar muito bem a grande trama do Marvel Cinematic Universe com a trama coloquial de vencer Ultron.

Debochado e egocêntrico, a inteligência artificial de Ultron começa a estudar o que é “proteger a humanidade”, chegando a conclusão que uma equipe como os Vingadores é o maior perigo que a humanidade poderia enfrentar, e começar a colher materiais por todo o mundo para ficar forte o suficiente para deter a todos os heróis.

Wanda e Pietro fizeram bonito em sua participação no filme!

Wanda e Pietro fizeram bonito em sua participação no filme!

As catástrofes geradas por suas ações que matam humanos a máquina considera um pequeno sacrifício se comparada a grande salvação da humanidade em exterminar os Vingadores. Essa personalidade herdade de seu principal criador, Tony Stark, foi o diferencial que deu ao personagem um tom único e inovador para a história.

Criada e finalizada dentro do filme, Ultron nasceu das boas intenções megalomanicas de Tony Stark apoiadas por Bruce Banner, o que foi o estopim para uma troca de farpas entre os heróis.

Se no início do filme, a união dos heróis começa a produção da maneira mais extasiante possível, dando uma grande vitória a equipe indo direto ao ponto e mostrando que a equipe está muito bem estabelecida, é a desconfiança geral e as derrotas dos subgrupos gerados pelos problemas e situações criadas por Ultron que obriga a equipe a parar e repensar suas ações e refletir “o que é ser um Vingador”.

E AFINAL, O QUE É SER UM VINGADOR?

Gavião Arqueiro. O mais menosprezado personagem de toda a franquia Marvel nos cinemas ganhou um incrível destaque no filme ao ser o mais sensato ao responder a grande questão do filme.

Dono de uma maturidade invejável, Clint Barton mostrou que seu romance com a Viúva Negra não passou de mais uma história da imaginação dos fãs ao colocar todos os membros da equipe de heróis para fazer tarefas simples do dia-a-dia em sua casa de campo junto com sua esposa e filhos.

O Gavião Arqueiro foi o maior destaque do filme!

O Gavião Arqueiro foi o maior destaque do filme!

Nas cenas de ação, o arqueiro roxo fez piadas o tempo todo com sua condição desfavorável ao se comparar com todos os seus poderosos companheiros. Dando lições de moral ao companheiros de longa e curta data, o filme alcança seu apogeu moral nos diálogos e sequências que conflita com a Feiticeira Escarlate e Mercúrio.

E por falar nos gêmeos, que não foram chamados nenhuma vez por suas alcunhas dos quadrinhos, muito bem eles foram inseridos na série. De maneira sutil e sem muito estardalhaço, os mutantes/milagres/inumanos (a Marvel não definiu exatamente o que eles são no seu universo cinematográfico) fizeram bonito, mostrando-se uma pedra no sapato quando vilões e importantes aliados quando heróis. A ótima atuação de Elizabeth Olsen e Aaron Johnson muito acrescentou aos personagens, que foram a adição mais interessante do filme.

Adicionado também foi Visão, o andróide nascido da união do material criado por Ultron para ser o seu corpo perfeito com a inteligência artificial Jarvis que sempre auxiliou Stark. Se o seu nascimento foi um dos pontos altos do filme, pouco o personagem acresceu na trama. Mesmo que com papel essencial na vitória contra Ultron no final, sua participação foi mais técnica que ideológica, acrescentando efeitos com poucas causas.

Quem não se empolgou com a luta arrasa quarteirões do Hulk contra a armadura Hulkbuster do Homem de Ferro?

Quem não se empolgou com a luta arrasa quarteirões do Hulk contra a armadura Hulkbuster do Homem de Ferro?

E na busca por respostas, o veteranos mostrara para que vieram. Enquanto Capitão América e Thor foram mais funcionais, mas mesmo assim donos de muitas das cenas de ação, o romance de Hulk e Viúva Negra foi o que materializou para o espectador as dificuldades e o peso de se carregar as responsabilidades de protetores da humanidade. Mais contido neste filme, Hulk teve de enfrentar sua condição de monstro mais uma vez após ser detido por Tony Stark com a armadura Hulk Buster!

O Homem de Ferro mais uma vez teve papel fundamental e a atenção principal do filme, tanto por não ter nenhum filme próprio nos próximos anos como para justificar o salário exorbitante de Robert Downey Jr. Sendo a fagulha que acendeu o problema Ultron no filme, Stark mais uma vez que teve que enfrentar conflitos de personalidade com outros personagens, o que muito provavelmente vai gerar, no futuro, novas consequências para novas tramas (alguém pensou em Guerra Civil?).

E COMEÇA UMA NOVA ERA

Os Vingadores – A Era de Ultron começou cheio de razão de ser, surpreendeu no início, se mostrou mais maduro em toda a trama, teve seu humor muito bem colocado e se mostrou maior e mais intenso que o seu predecessor.

A criação de Visão foi um ponto forte. E foi a única coisa que ele fez.

A criação de Visão foi um ponto forte. E foi a única coisa que ele fez.

O filme acertou em cheio em utilizar o mesmo estilo de ação da luta contra Loki: enquanto a maioria dos heóis vai dando conta dos “bonecos de massa” do vilão principal, este é encarado por uma dupla ou trio de heróis, que vã se intercalando para dar igual atenção aos seus poderes.

Sua falha ficou em desenvolver muitas tomadas grandiosas muito coladas com a outra, exagerando na ação e deixando a trama, por muitas vezes, em segundo plano ou desconexas. Se o filme tivesse meia hora a mais (como o diretor queria!) esses problemas não tivessem acontecido e alguns fatos isolados, como a busca por respostas de Thor, o abandono de Hulk ou o fim de Ultron pudessem ter sido menos corridas.

Maior e muito mais ousado que o primeiro Vingadores. Mais maduro ao abordar as questões e os conflitos psicológicos dos personagens e ainda mais cheio de tomadas de ação de tirar o fôlego, o que mais define o filme é a palavra “mais”.

O mais completo de conteúdo, mais cheio de personagens, mais abrangente em todo o universo Marvel e o mais condensado filme de super herói que o cinema já teve.

Calma! Antes da Guerra Civil tem o Homem-Formiga.

Calma! Antes da Guerra Civil tem o Homem-Formiga.

RESENHA: Homem de Ferro 3

A quantidade de mundo e universos é sempre muito utilizada como premissa para a criação de dezenas de histórias em filmes e histórias em quadrinhos. Tão numerosa como a quantidade de vilões dos heróis, essas histórias ja deixaram de ser enredo para se tornar um conceito. Em Homem de Ferro 3, a diversidade de universos entre cinema e quadrinhos é um ponto separatista entre fãs da nova e da velha geração.

Homem-de-Ferro-3-logo

Quem pode assistir ao filme Homem de Ferro 3 certamente se deparou, ou foi um dos protagonistas, de uma das mais controversas reações que o cinema já teve num fim de filme: enquanto uma grande parte do cinema vibrava com a emocionante vitória de Tony Stark sobre o terrorista Mandarim, um grupo de fãs aqui e acola começava a amaldiçoar diretores, produtores e roteiristas do filme.

O motivo para tamanha controvérsia? O choque de gerações que idolatram o Homem de Ferro tal qual é o herói nos quadrinhos. Só que não.

Após os eventos ocorridos em Os Vingadores, Tony Stark entrou em estado de paranoia. Sem conseguir dormir e sem dar a devida atenção a Pepper Potts, que assumiu com maestria a presidência das Empresas Stark, o herói passa praticamente 24 horas junto de J.A.R.V.I.S construindo armaduras mais e mais aperfeiçoadas, tentando se prevenir de um possível novo ataque alienígena.

Homem-de-ferro-3-ironman3-mandarim

Esta figura do Mandarim reserva muitas surpresas!

Enquanto está com a cabeça em outro mundo, os problemas na Terra começa a ficar cada vez piores a medida que o terrorista conhecido como Mandarin amplia cada vez mais os ataques as metrópoles de todo o mundo com sua organização criminosa auto-intitula Os Dez Anéis.

Quando o segurança Happy Hogan é hospitalizado após uma explosão próxima causada pelos Dez Anéis, Stark declara guerra ao Mandarim em rede nacional. Atacado em sua mansão, Stark é dado como morto – mas ele consegue fugir em uma armadura nova do Homem de Ferro e se abrigar com o garoto Harley, que com sua inocência de criança abalada pela entrada na adolescência, começa a gerar mudanças na humanidade deturpada e auto-corrosiva de Stark.

Com um enredo fechado, ótimas atuações de um elenco de primeira mas com pequenos pontos que podem causar confusão na primeira vez que alguém assistir, o filme teria motivos de sobra para entrar para o a lista dos filmes favoritos de qualquer fã, se não fossem as grandes mudanças que o roteiro tem se comparado aos quadrinhos.

Ele não fez muita coisa, mas é legal ver o Homem de Ferro com a armadura do Capitão América, err.. quer dizer o Patriota.

Ele não fez muita coisa, mas é legal ver o Homem de Ferro com a armadura do Capitão América, err.. quer dizer o Patriota.

Mesmo criando um universo paralelo aos de sua mídia original, muitos e muitos fãs criam barreiras aos novos conceitos que o cinema adiciona ao universo os heróis, mesmo quando estas são realizadas de maneira tão eficaz como em o Homem de Ferro 3. A diversão parece ser colocada de lado quando um vilão como o Mandarim se mostra diferente do oriental cheios de poderes elementais de Stan Lee.

Tão corrosivo como o próprio sentimento de inutilidade de Tony Stark perante possíveis ataques alienígenas, está na hora do entretenimento ser tratado como a sua finalidade: divertir como uma história que se completa a medida que é contada.

O Homem de Ferro 3 pode não ser um marco na história de filmes de super-heróis como foram os filmes de Batman – O Cavaleiro das Trevas, mas é um entretenimento que honra tudo aquilo que se propôs a fazer. Muitos fãs recém-formados pela série cinematográfica dos Vingadores no cinema reclamaram e continuarão a reclamar, mas a verdade é que as licenças poéticas que os diretores de Hollywood criam em cima de seus longas não são a primeira nem a última modificação que as criações de Stan Lee passaram e continuaram a passar nos múltiplos universos dos super-heróis, seja dentro ou fora das histórias em quadrinhos.

O filme tem seu próprio universo, então esqueça o que se passa nos quadrinhos!

O filme tem seu próprio universo, então esqueça o que se passa nos quadrinhos!

RESENHA: Os Vingadores

Unir sempre foi uma sábia solução de problemas que a história do planeta Terra sempre se mostrou muito eficiente. Na natureza, grandes grupos de insetos, vegetais e animais que se unem em colônias, pântanos e matilhas sobrevivem dia a dia. Na cidade, grandes corporações de empresas e pequenos grupos de humanos se juntam para sobreviver as armadilhas que o homem moderno criou. Em Os Vingadores, a união de super-heróis mostra que o universo dos quadrinhos só é bem adaptado para o cinema, quando é capaz de resistir a todas os perigos que uma produção de grande porte pode trazer.

Desde 2008, com a sugestão que os filmes Homem de Ferro (leia a resenha aqui e aqui) e O Incrível Hulk (leia a resenha aqui) deram em cenas no final de seus filmes, que os fãs de quadrinhos e os entusiastas do cinema aguardam até onde poderia chegar uma iniciativa tão ousada como a de unir em um único filme, heróis com históricos e pontos de vista tão diferentes entre si.

Nascidos como uma resposta a recém criada Liga da Justiça, da concorrente DC Comics, a equipe de heróis da editora Marvel uniu todos os maiores heróis que a editora tinha nos anos 60 para alavancar em um único título as vendas de todos os seus títulos.

O que parece uma solução simples e bem estruturada para os quadrinhos, afinal a criação de um título que interfere em todos os outros acaba gerando não apenas venda mas muito conteúdo para cada um dos heróis envolvidos, parecia desde a sua concepção uma ideia irrefutavelmente desesperadora para os cinemas, visto que uma equipe como os Vingadores reúnem personagens um tanto quanto distintos e por mais entusiasmada que uma equipe de produção possa parecer, as divergências entre diretores, redatores e estilos de filmagem são só algumas das divergências que poderiam interferir no resultado final do filme.

Até mesmo as produções mais parecidas com Os Vingadores, como os cinco filmes da franquia X-Men e a Liga da Justiça dos anos 80 se mostraram investidas muito vantajosas comercialmente, mas com muitas falhas de enredo, que poucam honram a sua criação original.

Herói vs herói: um clássico clichê nos crossovers das histórias em quadrinhos.

Porém, superando qualquer previsão negativista, o diretor Joss Whedon criasse uma obra prima ficcional e fazendo a primeira parte do chamado Marvel Cinematic Universe um marco na história do cinema.

Certamente o principal desafio do diretor seria conseguir equilibrar uma história consistente combinada com tantos personagens derivados dos cinco filmes que o antecederam. Graças a enorme experiência de Whedon com o seriado Buffy, a caça-vampires e Firefly, o diretor conseguiu cumprir uma tarefa fácil em um seriado mais quase impossível no cinema.

Separando o filme em três partes bem nítidas, e sem medo de se utilizar dos clichês presentes nas histórias em quadrinhos, o filme mostra a apresentação de cada um dos personagens, coloca os heróis para lutar entre si, desenvolve o vilão e produz a pancadaria final aliada a efeitos especiais de primeiríssima linha.

O mais surpreendente de tudo ainda é a combinação original que o filme traz entre drama, romance, suspense e comédia. Ao mesmo tempo em que a tensão toma conta da sala de cinema, logo altas risadas coletivas são provocadas em piadas muito bem encaixadas, sem forçar situações e com uma naturalidade impecável de performance ou de enredo para tais sequências.

Hulk: destaque total!

Mas o destaque total vai para Hulk. Se o filme do verdão em 2003 criou uma legião de odiadores do herói e se a produção de 2008, apesar de bem produzido com um elenco de primeira linha e já parte dos Marvel Cinematic Universe, não empolgou, o Hulk presente em Os Vingadores foi muito bem explorado, sendo o ícone das cenas mais engraçadas e que mais extravasam os ânimos dos expectadores.

Mark Ruffalo, mesmo estando pela primeira vez no papel do herói, pareceu sempre ser Bruce Banner, estando tão a vontade no papel do personagem quanto os atores veteranos da produção, se mostrando a escolha ideal e, queira Odin, definitiva para os cinemas.

Assim como o esperado do enredo central, Thor foi fundamental para a união do grupo e seu universo, apesar do mais distinto dos outros integrantes, se mostrou a peça chave para que a S.H.I.E.L.D criasse a equipe. Se um deus não parece bem o companheiro ideal para humanos, Chris Hemsworth trouxe mais uma vez toda a humanidade do herói.

Humanidade que mesmo os personagens menos populares como a Viúva Negra e Gavião Arqueiro, que não fazem parte da equipe inicial, e o agente Clint Barton, criado especialmente para as telonas, tiveram seus grandes momentos, adicionando muito a produção, cada um ao seu estilo e cumprindo funções específicas que o diretor destinou a cada um.

Funções tão bem encaixadas que mesmo o Homem de Ferro sendo o mais popular e teoricamente mais bem explorado nas telonas teve sua função específica, tanto nas missões como em sua concepção, não roubando a cena dos outros personagens e acrescentando partes de sua personalidade que os filmes anteriores ainda não haviam mostrado. Robert Downey Jr. se mostrou o destaque mais uma vez, protagonizando as cenas mais cabeças ao lado de Ruffalo, ficando cada vez mais difícil de desvincular a imagem do herói e do ator.

Loki foi o vilão ideal para a união de universos tão distintos entre si.

E para completar a equipe, o Capitão América, assim como Hulk, superou-se nessa produção. A trama facilitou que o herói mostrasse seu amadurecimento enquanto o filme se desenrolava, mostrando ao final o líder natural da equipe, algo difícil de se imaginar no personagem irritante em seu filme original (leia a resenha aqui).

Steve Rogers até fez parte de uma das cenas mais emocionantes do cinema (pare de ler este parágrafo não quer spoilers): em um ataque inimigo, o Capitão protege um senhor de terceira idade que se levantou contra o vilão da história. Até aí não passaria de uma cena comum de super-herói se o ator deste senhor não fosse Stan Lee, o criador do universo Marvel como ele é hoje. Foi o criador sendo protegido pela criação!

Unindo a equipe e desobedecendo o governo, Samuel L. Jackson interpretou Nick Fury como se estivesse interpretando ele mesmo. Nada mal, mas nada surpreendente também.

O enredo em si não traz nada de surpreendente, já que o caminho que levou Loki, interpretado genialmente por Tom Hiddleston, até o Tesseract era o esperado pelos fãs através das pistas deixadas em Thor (leia a resenha aqui) e em Capitão América, o Primeiro Vingador.

Com um texto interessante, cheios de frases que ficarão para a história do cinema, mas sem se aprofundar em aspectos psicológicos dos personagens, Os Vingadores é, sem dúvida alguma, o filme mais próximo dos quadrinhos que um estúdio e um diretor já criaram. Inclusive na deixa que o diretor deixa para os espectadores no final do filme após a passagem dos primeiros créditos finais do filme.

Numa situação que parecia fazer dos filmes de super heróis apenas uma força motriz para arrecadar dinheiro, a Marvel Studios provou que é possível sim fazer filmes de super-heróis que tragam conteúdo e aproveitem ao máximo o amadurecimento do segmento.

Um épico que merece ser assistido e reassistido!

A partir do filme, a história das histórias em quadrinhos nos cinemas se divide em antes e depois de Os Vingadores, fazendo com que Hollywood enxergue os super-heróis não como uma simples peça em sua estratégia de marketing, mas como a união de um universo que cresce a mais de 50 anos e, em grande estilo, transporta-se para o cinema como a vanguarda da linguagem cinematográfica mundial.

RESENHA: Homem de Ferro 2

Se tornar um herói é algo complicado. Além de vencer disputas, combater super-vilões, salvar donzelas indefesas, é necessário que um ponto seja constantemente trabalhado para que a estirpe conquistada não caia por água abaixo: ser reconhecido como um herói. Em Homem de Ferro 2, a história de sucesso de crítica e bilheteria continua, tanto dentro como fora das telonas.

Após o sucesso de sua primeira produção independente, a continuação de Homem de Ferro (leia aqui o review) pela Marvel Studios parecia inevitável, ainda mais com a estrondosa idéia que o Incrível Hulk (leia a resenha aqui) de ligar a história de vários filmes em um único projeto para dar origem ao filme de Os Vingadores, que estréia no próximo dia 27 de abril em todo o mundo.

Seis meses após revelar ao mundo que Tony Stark e o Homem de Ferro são a mesma pessoa, o mega-milionário dá início a Expo Stark, o maior evento de tecnologia que unirá os projetos das maiores indústrias de desenvolvimento para criar um modelo de cidade idealizado por seu falecido pai que, como o próprio Stark diz, irá privatizar a paz mundial.

Entre disputas reais, virtuais, ideológicas e políticas, o filme tem vários pontos altos e baixos, combinando tecnologia, ideologia e plano de ação de marketing em um filme só como nenhum outro.

Após descobrir que o metal paládio utilizado em no reator que substitui o seu coração está lhe matando, o fato de ser um super-herói milionário sobe a cabeça de Stark, que se entrega a jogos e diversões vazias e cheias de álcool. Então, o enredo psicológico interessante chega ao que deveria ter sido um momento épico do filme se tornou um pouco a ser esquecido na história do herói.

Entusiasmado com a idéia de ser um herói e temeroso de sua morte, Tony Stark se diverte com Natalia Romanov, sem saber que ela é uma espiã da S.H.I.E.L.D.

Para deter o estapafúrdio amigo, James Rhodes (interpretado por Don Cheadle, que substituiu, e muito mal, Terrence Howard que se afastou da produção por problemas com a Marvel Studios) veste o modelo Mark II da armadura do Homem de Ferro e num combate infantil e mal produzido.

Rhodes é uma ilusão ao herói Máquina de Combate que, assim como no filme, chegou a vestir o manto do Homem de Ferro por diversas vezes até ganhar seu nome próprio nos quadrinhos.

Diferente do personagem, uma referência interessante e muito bem construída para o enredo geral do filme foi o seu vilão, Ivan Vanko (muito bem interpretado por Mickey Rourke), uma mescla dos vilões Chicote Negro e Crimson Dynamo que no filme foi o filho do antigo parceiro de negócios de seu pai, o físico russo dissidente Anton Vanko, que colaborou com a criação do primeiro reator arc e passou a tecnologia, ao morrer, para seu filho.

As referências ao pai de Stark chegam ao seu ápice quando entra em cena Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Natalia Romanova (Scarlett Johansson) que tentam, desde o fim do primeiro filme, a incorporar Tony Stark dentro da Iniciativa Vingadores.

Ivan Vanko é o destaque do filme!

Cheio de drama e ação, o Homem de Ferro 2 conseguiu fazer-se digno da continuação do já clássico Homem de Ferro. Mais cômico, mais simpático e mais senso-comum, a produção é um filme de super-herói que serviu para organizar a proposta do filme de Vingadores, divertir sem provocar reflexão e dar mais um pouco do ar graça de Robert Downey Jr. como Tony Stark, que como ninguém consegue bancar o playboy canastrão como nenhum outro ator e deve continuar no papel por ainda muito tempo, já que assim como no filme, o herói mostrou-se mais uma vez como um novo ícone do trabalho ficcional em transformar heróis dos quadrinhos em herói de todo o mundo.