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Parada Cosplay agitou a Virada Cultural Paulista 2013 em Jundiaí!

Quando Gal Costa disse que não a convidaram pra essa festa pobre, certamente ela não falava da Virada Cultural Paulista que ocorreu em Jundiaí nos últimos dias 25 e 26 de maio, afinal a festa foi muito, muito rica de cultura, arte e expressão artística. Com a ilustre presença da cantora para o encerramento do evento no domingo a tarde, Lobão fez a alegria do jundiaiense na madruga do Parque da Uva.

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Enquanto isso, em duas apresentações, heróis e vilões de todo o mundo chegaram a Jundiaí para levar alegria as crianças e despertar os sentimentos deixados nos adultos durante uma nova edição da Parada Cosplay. No sábado a noite, em uma justa homenagem aos 34 anos da franquia Star Wars, heróis Jedis batalharam com seus sabres de luz no Parque da Uva ao lado dos nerds mais precavidos da terra, que para celebrar o Dia da Toalha instaurado por Douglas Adams no livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, levaram suas toalhas até a Virada Cultural para comemorar o dia 25 de maio, Dia do Orgulho Nerd.

No domingo, foi a vez do Parque da Uva virar o palco de um dos crossovers mais alucinantes

entre heróis do oriente e do ocidente: a Parada Cosplay levou mais de 40 atores fantasiados à Virada Cultural. Sinônimos de encanto e coragem, personagens do ocidente como o Homem-Aranha, Charada, Arlequina, Hera Venenosa, Freddy Krueger, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Emilia, Alice, Rainha de Copas, Avatar e A Pequena Sereia se encontraram com os personagens orientais que se destacam por sua energia e determinação, como os personagens de Super Mario Bros., Final Fantasy, Sailor Moon, World of Warcraft,Reborn, InuYasha, Digimon e Street Fighter.

Confira abaixo a épica apresentação dos maiores heróis do universo!

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Parada Cosplay foi destaque durante a 30ª Festa da Uva de Jundiaí

Conhecer o processo de cultivo da viticultura, se encantar com as rainhas e princesas, degustar os mais variados vinhos e sucos Uva, escutar e cantas junto com as bandas mais queridas da cidade, relembrar a história e a cultura de uma cidade que cresceu  graças a dedicação de imigrantes que descobriram que em Jundiaí tudo dá certo. A 30ª Edição da Festa da Uva trouxe um ar muito  mais familiar e muito mais característico da cidade, trazendo ainda uma das atrações que vem sendo destaque a cada evento que passa: a Parada Cosplay!

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Cosplay (união das palavras inglesas costume=fantasia e play=divertir) é a atividade que reúne fãs que se vestem de seus personagens. Organizada pela mesma que realizou o mesmo evento realizado dentro da Virada Cultural Paulista, A Parada Cosplay trouxe a Jundiaí mais uma vez a magia dos mais famosos personagens de animes, mangás, histórias em quadrinhos, video-games e cinema, dessa vez, atraindo um número recorde de participantes: “Desde a primeira edição o número de participantes só cresceu, atraindo, inclusive gente de fora da cidade”, disse o cartunista Ede Galileu, organizador do evento. Rafael Sanches, que vestiu o cosplay de Robin junto com seu amigo Leandro, que estava de Batman, foi um deles: “Quando fiquei sabendo, não pensei duas vezes e sai de São Paulo para participar, até minha família quis vir junto, meus pais vieram por causa da ‘Parada’ e acabaram curtindo toda a festa”, disse Rafael.

Reunidos na maior festa da cidade, cerca de 50 atores desfilaram suas fantasias encantando crianças e emocionando os adultos:”Mais cedo ouvi: ‘deixa eu tirar uma foto com você, você é meu herói de infância’ de um senhor de mais de 50 anos”, disse o publicitário Davi Jr. que estava com o cosplay de Homem-Aranha. A atriz e diretora da Cia de Teatro Techniatto, vestida de Chapéuzinho Vermelho, se emocionou no evento: “Fico muito feliz em saber que posso incentivar as crianças a continuarem sonhando”.

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A Parada Cosplay reuniu mais de 50 cosplayers!

Com início previsto para o meio-dia, logo às 11 horas já era possível ver fãs se aglomerando em diversos partes do parque com seus cosplays. Entre eles, figuravam diversos personagens de animes e mangás de sucesso, como Os Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Digimon, Naruto, Bleach, One Piece, FullMetal Alchemist, Inuyasha, Reborn, Zatch Bell e Death Note. “Fiquei muito feliz quando uma menina de menos de 5 anos reconheceu meu personagem, isso mostra que os pais passam aquilo que gostam para seus filhos”, disse Thiago Junio, cosplayer de Zoro, o caçador de recompensas do anime One Piece. Ainda do lado oriental, os personagens dos games Super Mário Bros e Final Fantasy fizeram a festa, com direito até a serem convidados a subirem no coral onde uma banda se apresentava.

Do lado ocidental, foram os personagens mais famosos do cinema e das histórias em quadrinhos que fizeram a alegria dos visitantes do Parque da Uva. Willy Wonka, Chapeuzinho Vermelho, Jack Sparow, Harry Potter, Alice no País das Maravilhas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Lara Croft, Wolverine, Homem-Aranha e o destaque total, Batman e Robin,  posaram para fotos, perseguiram seus vilões, carregaram as crianças e se divertiram em cada ponto da Festa da Uva, dançando as danças típicas italianas, experimentando suco de Uva e amassando uvas para a preparação dos vinhos.

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Todos que estiveram presentes na Festa da Uva puderam tirar foto com seu heroi favorito!

Marcante para a Festa da Uva, encantador para aqueles que encontraram e tiraram foto com seus heróis de infância e inesquecível para os fãs que puderam se vestir de seus personagens favoritos, a Parada Cosplay se tornou para sempre uma das mais fantásticas queridas atrações da maior festa da cidade, revivendo fantasias e despertando as lembranças que os maiores heróis da Terra deixam para sempre em todos aqueles que já sonharam em ser um grande herói!

O evento ganhou, inclusive, repercussão fora da região de Jundiaí, sendo matéria do Jornal Gazeta Vip (clique aqui para conferir a matéria de Henrique Sanches). Confira abaixo a galeria de fotos do evento. Obrigado a todos os fotógrafos que contribuíram com essa coleção de sonhos!

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Parada Cosplay 2012 foi destaque no Parque do Corrupira em Jundiaí na comemoração do Dia das Crianças

O que deveria ter sido apenas mais um dia em comemoração do Dia das Crianças no feriado do dia 12 de outubro, foi marcado por muita alegria, fantasia e diversão dos baixinhos e altinhos ao lado de seus mais queridos personagens.

Promovido pela Secretária da Cultura da Prefeitura Municipal de Jundiaí, o Parque da Corrupira (popular nome do Parque do Trabalhador) foi invadido pela edição 2012 da Parada Cosplay de Jundiaí, evento que reúne atores vestidos dos mais diversos personagens das histórias em quadrinhos, video-games, cinema e desenhos animados em desfiles e números performáticos interagindo com o público.

Mais de 40 atores participaram do evento. Vindos do País das Maravilhas, Alice e a Rainha de Copas renovou os sonhos das crianças. Dos contos infantis, Chapéuzinho Vermelho e a Emília do Sítio do Pica-Pau Amarelo deixaram o dia mais doce. Dos animes e mangás, os vilões da Akatsuki do anime Naruto tiveram que enfrentar os heróis de Katekyo Hitman Reborn. Dos games, foi a vez dos lutadores do The King of Fighters e dos protagonistas de Final Fantasy 8 despertarem a emoção em 2D e 3D, deixando a que a Viúva Negra, a Hera Venenosa, Arlequina e o Homem-Aranha despertassem a força dos Cavaleiros Jedi de Star Wars.

E não teve chuva que detivessem cosplayers e crianças! Confira as fotos dos evento:

RESENHA: O Espetacular Homem-Aranha

O herói encapuzado, um estudante talentoso. O seu amigo de sempre, um fotógrafo dedicado. O maior herói de Nova York, um homem em busca de respostas. Emoção, tensão e realidade são postas em cheque em O Espetacular Homem-Aranha, onde mostra-se que o herói e sua identidade estão ainda mais próximas quando não se conhece seus segredos.

COMEÇO DIFÍCIL

Acabou a sessão de cinema. Peter Parker não ficou com Mary Jane, aparentemente Nova York não está tão segura com o fim dos últimos vilões e a personalidade do Homem-Aranha não parece tão esclarecedora para os cidadãos da cidade de Nova York.

Problema? É claro que não! Isso é excelente, pois parece que daqui a uns três ou quatro anos teremos um Homem-Aranha 4! Pois não parece que Sam Raimi concordou com tamanha reflexão após terminar sua terceira produção do aracnídeo.

Devido aos problemas que passou durante a produção do último filme com a Sony Pictures, o diretor decidiu se afastar da produção do Aranha.

E aí começou o efeito sanfona: os produtores insistiram e conseguira trazer não só Raimi, mas Tobey Maguire e Emma Thompson para uma quarta produção.

Porém, a não concordância das partes em acertar O Abutre como vilão do quarto filme, como queria Raimi desde o terceiro longa, fez com que sem uma carta branca da Sony Pictures ele desistisse de continuar a franquia.

O novo casal é menos romântico e mais natural.

Com o clima ruim que a saída do diretor provocou na produção e a decisão dos atores protagonistas de não aceitar uma produção sem Raimi levou a dententora dos direitos da série a realizar um ato um tanto quanto polêmico: iniciar a saga do zero!

UMA MISSÃO

Marc Webb foi alvo de uma difícil missão fazer com que um novo Homem-Aranha conseguisse uma grande aceitação do público sem que o fantasma deixado por Sam Raimi assolasse sua nova produção.

Algo dificil pela alta aceitação do filme anterior, algo difícil por o último filme da antiga franquia ter se passado há apenas cinco anos antes da data de estréia do novo longa.

Como tirar da cabeça do espectador o romance tão próximo dos contos de fadas que Peter Parker e Mary Jane viveram? Como evitar as comparações entre os novos e os antigos atores? Como provar que Peter Parker está vivendo a história do novo filme sem nunca ter vivido suas lutas contra o Duende-Verde, o Dr. Octopus ou o Venon?

O que parece ser comum nos quadrinhos não se aplica tão facilmente no cinema: a troca de atores não é como um novo traço de um novo desenhista, e um novo início de história não soa tão comum nas telonas como se vê nos infindáveis reboots que as editoras fazem com seus heróis em suas revistas.

A escolha foi acertada: o Lagarto foi tão espetacular quanto o Aranha!

A saída que Marc Webb encontrou para tantos possíveis conflitos foi simples porém duvidosa: contar a história não contada do herói, aguçando a curiosidade do espectador com um elemento básico na narrativa dos cinemas, mas que ficou de fora na última trilogia, o que aconteceu com os pais de Peter Parker?

O HERÓI

Baseado em uma HQ dos anos 90, O Espetacular Homem-Aranha dá início a uma trilogia de filmes que tem por fim mostrar a busca de Peter Parker pelo passado obscuro que envolve a morte de seus pais.

Inteligente, pouco descolado e muito tímido com as garotas, Andrew Garfield dá vida a um protagonista bem diferente do que costumávamos ver nos filmes de Raimi, e este erro de caracterização foi o principal erro de concepção do diretor.

Nos anos 60, quando Stan Lee e Jack Kirby criaram o herói, a magia dos super-poderes de Aranha que o franzino jovem nerd ganhou não significava apenas super-poderes, mas uma válvula de escape para o adolescente evitar, bullings, agressões e a própria timidez. Era uma necessidade.

Porém, o que vemos na pele de Garfield é uma mescla de adolescente rebelde e geek. Geek quando se trata de tecnologia, estudos e garotas. Rebelde quando se trata de educação com os mais velhos, responsabilidades e confusões na escola. Ou seja, os poderes são só uma vantagem para vencer os valentões nas inúmeras brigas que arranja.

Andrew Garfield vive um novo Aranha sem apagar o legado de Maguire.

Porém, se isso é um erro de adaptação, Marc Webb acertou em criar um herói mais próximo do público massivo, que assistem ao filme tanto quanto ao público.

O HOMEM

Hora do enredo. Se os filmes de Raimi transformaram o Homem-Aranha no Superman dos anos 2000, com vários traços da magia que Christopher Reeve esbanjava nos anos 70, Marc Webb quis aprofundar as questões introspectivas que afligem o ser humano em seu filme, como Christopher Nolan fez com Batman.

Mais realista e mais dramático, Peter Parker começa a ser alvo de diversas coincidências que aos poucos indicam o caminho para entender o que causou a morte de seus pais. Entre eles está o famigerado encontro com o Doutor Curt Connors, vivido por Rhys Ifans, que se transforma em O Lagarto após Peter lhe revelar a fórmula para a conclusão de uma pesquisa de fusão entre animais e humanos que o cientista está realizando.

Mesmo com o objetivo do Lagarto não ficar muito claro ao longo do filme, fazendo muitas vezes o espectador se perguntar se o Dr. Connors tem ou não controle sobre a fera que se tornou, a escolha do personagem foi o grande acerto do filme, fazendo com que as pontes de ligações das sequências de romance, ação e drama se nivelassem a cada aparição do vilão.

A nova trilogia tem tudo para ser um novo grande clássico!

As necessárias sequências um tanto quanto repetidas dos outros filmes foram essenciais, mas não feitas de maneira tão lapidadas quanto Raimi fez, provavelmente por o diretor não querer focar nelas. Mas mesmo assim deixaram um quê de nostalgia saudável.

O romance entre Peter Parker e Gwen Stacy, vivida por Emma Stone, o primeiro amor do Aranha nos quadrinhos, é interessante, porém muito mais colegial e casual que romântico e sedutor quanto como foi com Mary Jane.

O ARANHA

Criativo, divertido e real. Foi isso o que Marc Webb criou: um Homem-Aranha que complementa Peter Parker, mostrando o que um humano pode ser e fazer quando tem a determinação suficiente para tal.

Muito mais adaptável a possíveis crossovers (mais alguém pensou em Os Vingadores?) e muito mais agradável para o novo segmento de cinema em quadrinhos que está em franco crescimento há alguns anos, O Espetacular Homem-Aranha é o resultado de uma obra que mostra que a essência de um herói está nos quadrinhos, mas que a base cinematográfica é fundamental para que o sucesso em traço e tinta seja refletido nas telas do cinema.

RESENHA: Homem-Aranha 3

Toda história tem começo, meio e fim. Todo protagonista precisa de uma origem, um apogeu e um fim memorável. Todo vilão tem sua curva de ascensão e queda. Mas no cinema nem sempre isto fica claro, Homem-Aranha 3 mostra que todo herói nasce, cresce mas nem sempre acaba.

Sim, você fã de quadrinhos, de Homem-Aranha ou mesmo apenas um novo fã da gama de filmes de Sam Raimi no herói aracnídeo, vai ao cinema para assistir a tão aguardada terceira produção de uma das franquias mais bem sucedidas de todos os tempos e o qu vê ao sair de lá? Um filme que te deixa tão impressionado quanto confuso a respeito da opinião sobre gostar o não do longa-metragem.

Não se preocupe, você não é o único. Inclusive o próprio diretor Sam Raimi deve ter seu terceiro longa do herói na sua lista de “filmes que não deveria ter feito”.

Em 2005, quando o filme começou a ser produzido, o diretor, fã confesso do herói, propôs a Sony Pictures um filme bem diferente do que foi para a telona. Na trama, Peter Parker enfrentaria apenas o Abutre, ao mesmo tempo que tratava de seus problemas com Harry Osbourne.

O estúdio acreditou que tal vilão não teria o apelo que o filme precisava numa época em que os filmes de herói começavam a não ser mais o maior atrativo dos cinemas. Sugerindo então, que Raimi utilizasse Venon.

Criado nos anos 90 por Todd MacFarlne, o personagem se tornou um dos personagens mais populares do Homem-Aranha, tanto pela proximidade que ele tem do herói quanto pelo estilo grotesco e psicodélico que tanto atrai os entusiastas da nova era.

Harry foi um personagem que cresceu durante três filmes para ter seu grande momento no terceiro filme. Pena que isso não aconteceu.

Raimi tinha planos de usar o personagem em um filme que encerrasse a franquia, utilizando Venon num combate introspectivo contra Peter Parker. Mesmo contrariado, o diretor seguiu as recomendações do estúdio a risca e produziu um filme com mais vilões do que ele previa.

Feliz da vida com o fato de ser um super-herói amado por toda Nova York, mesmo que suas fotos contribuam para a imagem estapafúrdia que o diretor d’O Clarin Diário prefere se utilizar para vender mais jornais, Peter Parker segue ainda mais apaixonado por Mary Jane, a quem pretende pedir em casamento.

Ao mesmo que o herói pede conselhos para Tia May para fazer o derradeiro pedido a sua amada, três vilões começam a se desenvolver na cidade: a simbiose Venon (que nem tem seu nome citado no filme) chega à Terra através de um meteorito, Flint Marko é banhado por energia atômica em uma área de pesquisa científica ao fugir da polícia dando origem ao Homem-Areia e Harry Osbourne alimenta cada dia mais ódio por Peter Parker, a quem acredita ser o responsável pela morte de seu pai.

Se em Homem-Aranha 1 e 2 os vilões contribuíam para o amadurecimento do herói, o terceiro não é diferente, porém a quantidade de vilões acaba atrapalhando o desenvolvimento do filme.

Homem-Areia: mensagem certa no filme errado.

Sempre embasado pelos conselhos e lições de moral de seus tios, o que vemos na telona é um Peter Parker envolvido em duas tramas que pouco tem para se completar no fim do filme, previsão acertada do espectador.

Enquanto o Homem-Areia se torna um body expiatório da agressividade que Peter Parker começa a sentir após servir de hospedeiro para Venon, Harry se torna o algoz da separação do herói com May Jane.

Para a criação de tais sequências, muitas ações desnecessárias foram criadas, como a perda de memória de Harry ou a vitória prematura do Homem-Areia.

Talvéz a série de erros que o filme comete para com trama teriam sido evitados se Sam Raimi tivesse mais liberdade para trabalhar o roteiro. As oportunidades que o Harry desenvolvido no filme anterior e que Venon geraram como escolha dava não apenas um contexto interessante mas também o momento para encerrar a franquia com chave-de-ouro ou prepará-la para um continuidade mais independente do primeiro e clássico filme.

É fato que o que Raimi fez com Homem-Aranha foi um trabalho memorável, utilizando uma narrativa cheia de lições e conteúdo que faz a diferença no cinema.

Aproveite bem as cenas de Venon, elas são poucas, rápidas e só acontecem no fim do filme…

Enquanto o primeiro filme retratou a melhor maneira de se contar um filme de super-herói, sua continuação deu um guia de como se produzir uma continuação, o Homem-Aranha 3 é o reflexo de como Hollywood pode ser mesquinha e cruel quando está em jogo não o entretenimento e arte de se contar histórias, mas quantos zeros poderão ser adicionados em um longa que prospecta sucesso até em rumores décadas antes de se iniciar a sua produção.

RESENHA: Homem-Aranha 2

A medida que envelhece o ser humano se depara com diversos testes e provações que, muitas vezes, vão lhe pesar durante toda a sua vida. Homem-Aranha 2 mostra que tais provações não são diferentes com heróis, muito menos se tais provações estivere tão próximas do admirador do herói.

Quando lançou o Homem-Aranha em 2003, certamente Sam Raimi sabia da responsabilidade que ele tinha em mãos: transformar o herói mais popular da Marvel em um produto que fosse interessante para os fãs de longa data, afinal foram eles que sonharam com um filme do personagem por anos a fil, e ao mesmo tempo prendesse a atenção de novos fãs e espectadores casuais.

A fórmula criada no primeiro filme (leia a resenha aqui) deu tão certo que reutilizá-la na sua continuação foi quase como vender uma nova edição de uma revista em quadrinhos: quem já leu quis mais e quem nunca leu comprou a história para conhecer o novo hit do segmento.

Batendo todos os recordes que podia, o Homem-Aranha 2 chegou ao cinema em 2004, apenas 1 ano após o lançamento da franquia nos cinemas, levando ao espectador um pouco mais do nerd que vendia fotos do novo herói, ou vilão segundo os jornais, de Nova Yorque enquanto enfrenta os problemas que todo adolescente vive na época da faculdade: relacionamentos, falta de dinheiro e crise existencial.

Dando vida a Peter Parker, Tobey Maguire e todo o elenco do primiro filme voltam em cena com um tema reciclado do filme anterior, mas não menos interessante para o espectador: até onde o peso de nossas responsabilidades devem chegar para guiar nosso caminho?

Dr. Octopus é o vilão perturbado que conquista o público sem roubar a cena do heroi.

Se é difícil para uma pessoa comum lidar com uma série de questões durante a vida, o que dizer de um herói? Grande parte do enredo do filme se passa enquanto Peter Parker vive o drama de ter de escolher entre amar Mary Jane e a manter segura, longe do Homem-Aranha, ou abandonar o amor de sua vida (que por vezes já deu sinal de sentir os mesmos sentimentos que ele) e proteger toda Nova Yorque dos perigos da criminalidade urbana.

A mistura dos dramas do Aranha vai se somando aos problemas que os coadjuvantes e o vilão do filme, Dr. Octopus (muito bem intepretado por Alfred Molina, criando uma sequência de fatos que aos poucos vão se explicando ou naturalmente se interpretando e amadurecendo o personagem de James Franco, Harry Osbourn, como estopim do filme.

Os pontos-chave do filme fazem com que o vilão escolhido seja o ideal para manter a sincronicidade dos dois filmes do herói, deixando o espectador satisfeito com a fidelidade dos quadrinhos e a originalidade da produção.

Os diálogos, os personagens e as situações que o filme apresentam, além de ricamente explorados pelo contexto do cenário cinematográfico, tem o apoio de Alfred Gough e Miles Millar, dois roteiristas que viviam o auge de suas carreiras escrevendo grandes roteiros para adolescentes no seriado Smallville.

De mocinho a vilão: o segundo longa mostra a transição de Harry Osbourne.

Com o apoio dos roteiristas, o diretor fã do herói soube mesclar o humano e o mítico dentro de Peter Parker, fazendo do Homem-Aranha 2 deu uma aula de como fazer uma continuação de um filme de super-herói para os cinemas, tanto que várias sequências de outros personagens seguiram muito da linha da produção de Sam Raimi para dar o tema a seus filmes.

Mas nenhuma qualidade técnica se compara a mensagem final do filme que o diretor soube explorar tão bem: a humanidade do herói presente nos quadrinhos persiste nas telonas e ao mesmo tempo que o protagonista do filme vive as dúvidas de ser um herói, a população nova-iorquina vive o drama de viver sem um herói.

Tal conceito de herói é muito bem abordado durante todo o filme, mas muito bem sintetizado no discurso da tia May, que novamente faz valer seu papel como o exemplo de pessoa mais velha que guia o amadurecimento do herói:

“O que um heroi faria?”, indaga Peter Parker.

Crianças [..] precisam de um herói, pessoas que se sacrificam pelos outros são um exemplo para nós. Todo mundo adora um herói, as pessoas fazem filas para vê-los para gritar seus nomes e daqui a uns anos eles contarão como ficaram na chuva durante horas para ver aquele que lhe ensinou a continuar acreditando. Eu acredito que exista um herói em todos nós, que nos mantém honestos, que nos dá forças, nos enobrece. E no fim nos permite morrer com orgulho, ainda que as vezes tenhamos que ser firmes e dsistir daquilo que mais queremos, até de nossos sonhos.

RESENHA: Homem-Aranha

Grandes poderes exigem grandes responsabilidades. Um filme todo baseado em uma pequena fala. Um conceito embasado em um breve texto. Um herói criando o futuro devido as falhas que cometeu no passado. Em 2003, pela primeira vez o Homem-Aranha chegava ao cinemas mostrando que mais que um herói, um filme de histórias em quadrinhos precisa de uma razão de ser.

Diferente da maioria dos heróis de sua época, mas já seguindo uma tendência da editora Marvel, o Homem Aranha surgiu nos anos 60 para quebrar o paradigma de herói politicamente correto, com histórias voltadas muito mais para a humanidade do personagem do que para seus atos sobre-humanos.

Em 2003, quando a febre de heróis no cinema ainda engatinhava, Sam Raimi levou para as telonas a primeira leitura cinematográfica do super-herói, fazendo um contra-ponto interessante entre novidade e remodelagem do herói para as telonas.

Seguindo os mesmos preceitos humanitários dos quadrinhos, o filme se inicia com um Peter Parker ainda muito jovem, se formando no colégio e prestes a entrar na universidade. Ineligente, curioso, criativo, mas muito tímido, o garoto franzino era um dos alvos favoritos de bulling na escola o que tornava ainda mais dificil se aproximar de Marie Jane, a vizinha por qual ele é apaixonado desde a infância.

A vida de Peter muda completamente quando ele percebe que a aranha genéticamente modificada que o picou durante uma excursão da faculdade lhe rendeu as mesmas capacidades que os genes que se encontravam na aranha que o picou.

Tobey Maguire e o retrato exato de Peter Parker.

Mesmo com um início corriqueiro dentro de uma comédia romântica americana, o filme começa a ganhar significado quando, sem contar dos poderes para ninguém, o personagem decide utilizar seus poderes em benefício próprio, entrando para um vale-tudo que lhe renderia um gordo prêmio em dinheiro. Após vencer o adversário mas ser vítima das falcatruas do patrocinador da luta, Peter deixa escapar um ladrão que rouba a casa de lutas, mesmo consciente que poderia detê-lo facilmente.

Mais tarde, Peter descobre que foi o mesmo ladrão que assassinou seu tio Ben Parker, logo após ter sido deixado escapar por Peter. Aos poucos as palavras que o tio lhe dava enquanto lhe pregava sermões, “grandes poderes exigem grandes responsabilidades”, começam a fazer sentido na cabeça do jovem que passa a amadurecer os talentos que a aranha lhe deu e se transformando em o Homem-Aranha.

O filme continua a crescer a medida que o tempo passa, pois todas as histórias laterais, com Harry e Norman Osborn, Mary Jane e a tia May vão se desenvolvendo e se mesclando num ritmo perfeito para acrescentar conteúdo a história ao mesmo tempo que se convertem em peças chave para desenvolver a mensagem final da história, que cheia de grandes efeitos especiais, para a época, deram vida ao herói e o eternizou como o mais popular da editora Marvel.

Desde a sua idealização, grandes nomes foram cotados para a participação no filme, antes de Raimi assumir a direção, até James Cameron, fã confesso do herói, chegou a escrever um roteiro onde, ao invés de o Duende Verde, o vilão do filme fosse o Electro.

Para alegria dos fãs, a escolha do Duede Verde foi mais que perfeita, além de óbvia por este ser o mais popular vilão do herói.  Sendo a visão contrária exata de Peter Parker, Norman Osbourne retrata o efeito contrário de uma experiência genética que deu errado, além de mostrar que os valores que precedem herói e vilão são de total importância quando sua personalidade mais escondida é revelada! Com a atuação de Willem Dafoe, o Duende Verde interpretado por Willem Dafoe é a descrição ideal de como um vilão deve ser apresentado no cinema ponderando a divisão de cena com o herói.

Duende Verde: como se usar bem um vilão no cinema.

Tobey Maguire levou a melhor numa disputa que se cotavam Leonardo DiCaprio, Ben Affleck, Heath Ledger, Jude Law, e Ewan McGregor, e fez por merecer. O ator é a encarnação perfeita do nerd tímido que reflete o leitor de longa data dos quadrinhos e provoca a torcida dos novos admiradores.

Maguire fez seu papel tão bem que corre o risco de entrar para a seleta lista de nomes em Hollywood que não conseguem desvincular a imagem de seus personagens em outros filmes, tais como Christopher Reeve e Daniel Radcliff. A imagem do ator coloca em cheque o sucesso de uma produção do herói sem sua participação, tamanha a identidade que criou com Peter Parker.

Cheio de cenas marcantes para a história do cinema, o romance com Mary Jane, mesmo que amplamente criticado pelos fãs mais puristas, que desejavam ver o romance do Aranha com Gwen Stacy, o primeiro amor de Peter Parker nos quadrinhos, trouxe diversas sequências que marcaram para sempre a história do cinema, tendo como pont alto o beijo na chuva de  Maguire e Kirsten Dunst, que conseguiu ser o ponto médio entre a mocinha na visão masculina e femenina ao mesmo tempo.

Hora seguindo fielmente as falas dos primeiros quadrinhos do herói, hora se utilizando de licença poética para dar novas características ao filme, Sam Raimi conseguiu criar um marco no segmento de cinema que adapta histórias em quadrinhos, se tornando uma das produções que mais influenciaram a avalanche de filmes baseados em quadrinhos que se seguiram nos anos posteriores.

Assistir ao beijo de Peter Parker e Mary Jane é como estar participando do desenrolar da história do cinema.

Com um vilão de características fortes e marcantes, um enlace amoroso essencial para a popularização do filme e um herói que cativa e inspira, o Homem Aranha pareceu ser o modelo perfeito para a criação de novos super-heróis nos cinemas. A fórmula do filme foi repetida em diversas outras produções, fora e dentro do universo Marvel, mas como nenhuma outra, o primeiro Homem Aranha se tornou a grande referência, simples e poética, de como transmitir uma mensagem simples, porém rebuscada o suficiente para marcar a vida de todos aqueles que conheceram a história do heróis que voou com teias de aranha pelos céus dos mais altos edifícios de Nova York.

6º Jund Comics marcou a Virada Cultural 2011 de Jundiaí

Nos dias 14 e 15 de junho aconteceu em Jundiaí a Virada Cultural 2011, evento organizado pela Prefeitura Municipal de Jundiaí que visa levar diversas atrações culturais e artíticas de graça para os moradores da cidade. As atrações ocorreram em três pontos da cidade: Parque da Uva (palco externo e interno), Sala Glória Rocha e Teatro Politheama. Entre as principais atrações haviam os shows da banda Charlie Brown Jr. e das cantoras Negra Li e Céu. Mas a atração que atraiu os mais aficionados por animes e quadrinhos foram as realizadas pela cia 4º Mundo durante o 6º Jund Comics.

As atrações começaram logo no sábado, 14, com a exposição do Quadrinhos Indepentes na galeria do Centro de Artes da Sala Glória Rocha. O dia seguiu com workshops e atingiu o seu ápice durante a Parada Cosplay e a Batalha de Sabres de Luz, que se repetiram também no domingo, 15.

Cosplay é um neologismo formado pela junção das palavras inglesas costume (fantasiar-se) e play (interpretar, brincar) e é usado para referir-se a pessoa que se veste igual a um personagem de anime, quadrinhos, livros ou cinema para se apresentar em algum tipo de teatro ou simplesmente se divertir.

A Parada Cosplay foi a atração que trouxe à Virada Cultural fãs jundiaienses e de outras cidades para se apresentarem nos diversos pontos onde eram organizadas o evento e/ou simplesmente perambular pelos arredores imitando seus heróis favoritos e, assim, levando um pouco dessa cultura criada nos EUA, muito difundida no Japão e trazida ao Brasil no final dos anos 80.

A Parada contou com o apoio da equipe Comics Cosplay BR (acesse o site aqui) que trouxe ao evento personagens conhecidos do grande público, como Asa-Noturna, Homem-Aranha e Lanterna Verde, o que rendeu momentos épicos para  evento, como quando um cosplayer de Superman começou a parar e empurrar carros que passavam em frente do Teatro Polytheama e os carros passaram a engatar a marcha-ré, simulando a atitude do herói e entrando na onda da brincadeira.

A Batalha de Sabres de Luz é uma encenação baseada nas batalhas travadas nos filmes da série Star Wars (Guerra nas Estrelas) de George Lucas, onde dois atores, vestidos dos personagens dos filmes (Jedi, Padawan, Sith, Droid, etc) se utilizam de sabres de luz para simular as batalhas dos personagens.

Entre os momentos mais destacados está a interação do público no sábado a noite (Cosplayer: “Que a força esteja convosco”; público: “Ela está no meio de nós”) ou no sábado a tarde, quando os atores ganharam uma torcida organizada de crianças que passavam pelo evento acompanhados dos pais que passando pelo Centro das Artes foram surpreendidos pelo Jund Comics.

O evento foi um grande sucesso e marcou a Virada Cultural 2011. Os participantes já pedem à prefeitura da cidade que repita o evento no próximo ano e continue a fazer com que os entusiastas dessa cultura levem até o jundiaiense uma experiência que relembre tudo o que aprenderam com seus super-heróis favoritos durante a sua infância.

Confira abaixo uma galeria de fotos com alguns dos momento do evento: