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Parada Cosplay foi destaque durante a 30ª Festa da Uva de Jundiaí

Conhecer o processo de cultivo da viticultura, se encantar com as rainhas e princesas, degustar os mais variados vinhos e sucos Uva, escutar e cantas junto com as bandas mais queridas da cidade, relembrar a história e a cultura de uma cidade que cresceu  graças a dedicação de imigrantes que descobriram que em Jundiaí tudo dá certo. A 30ª Edição da Festa da Uva trouxe um ar muito  mais familiar e muito mais característico da cidade, trazendo ainda uma das atrações que vem sendo destaque a cada evento que passa: a Parada Cosplay!

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Cosplay (união das palavras inglesas costume=fantasia e play=divertir) é a atividade que reúne fãs que se vestem de seus personagens. Organizada pela mesma que realizou o mesmo evento realizado dentro da Virada Cultural Paulista, A Parada Cosplay trouxe a Jundiaí mais uma vez a magia dos mais famosos personagens de animes, mangás, histórias em quadrinhos, video-games e cinema, dessa vez, atraindo um número recorde de participantes: “Desde a primeira edição o número de participantes só cresceu, atraindo, inclusive gente de fora da cidade”, disse o cartunista Ede Galileu, organizador do evento. Rafael Sanches, que vestiu o cosplay de Robin junto com seu amigo Leandro, que estava de Batman, foi um deles: “Quando fiquei sabendo, não pensei duas vezes e sai de São Paulo para participar, até minha família quis vir junto, meus pais vieram por causa da ‘Parada’ e acabaram curtindo toda a festa”, disse Rafael.

Reunidos na maior festa da cidade, cerca de 50 atores desfilaram suas fantasias encantando crianças e emocionando os adultos:”Mais cedo ouvi: ‘deixa eu tirar uma foto com você, você é meu herói de infância’ de um senhor de mais de 50 anos”, disse o publicitário Davi Jr. que estava com o cosplay de Homem-Aranha. A atriz e diretora da Cia de Teatro Techniatto, vestida de Chapéuzinho Vermelho, se emocionou no evento: “Fico muito feliz em saber que posso incentivar as crianças a continuarem sonhando”.

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A Parada Cosplay reuniu mais de 50 cosplayers!

Com início previsto para o meio-dia, logo às 11 horas já era possível ver fãs se aglomerando em diversos partes do parque com seus cosplays. Entre eles, figuravam diversos personagens de animes e mangás de sucesso, como Os Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Digimon, Naruto, Bleach, One Piece, FullMetal Alchemist, Inuyasha, Reborn, Zatch Bell e Death Note. “Fiquei muito feliz quando uma menina de menos de 5 anos reconheceu meu personagem, isso mostra que os pais passam aquilo que gostam para seus filhos”, disse Thiago Junio, cosplayer de Zoro, o caçador de recompensas do anime One Piece. Ainda do lado oriental, os personagens dos games Super Mário Bros e Final Fantasy fizeram a festa, com direito até a serem convidados a subirem no coral onde uma banda se apresentava.

Do lado ocidental, foram os personagens mais famosos do cinema e das histórias em quadrinhos que fizeram a alegria dos visitantes do Parque da Uva. Willy Wonka, Chapeuzinho Vermelho, Jack Sparow, Harry Potter, Alice no País das Maravilhas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Lara Croft, Wolverine, Homem-Aranha e o destaque total, Batman e Robin,  posaram para fotos, perseguiram seus vilões, carregaram as crianças e se divertiram em cada ponto da Festa da Uva, dançando as danças típicas italianas, experimentando suco de Uva e amassando uvas para a preparação dos vinhos.

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Todos que estiveram presentes na Festa da Uva puderam tirar foto com seu heroi favorito!

Marcante para a Festa da Uva, encantador para aqueles que encontraram e tiraram foto com seus heróis de infância e inesquecível para os fãs que puderam se vestir de seus personagens favoritos, a Parada Cosplay se tornou para sempre uma das mais fantásticas queridas atrações da maior festa da cidade, revivendo fantasias e despertando as lembranças que os maiores heróis da Terra deixam para sempre em todos aqueles que já sonharam em ser um grande herói!

O evento ganhou, inclusive, repercussão fora da região de Jundiaí, sendo matéria do Jornal Gazeta Vip (clique aqui para conferir a matéria de Henrique Sanches). Confira abaixo a galeria de fotos do evento. Obrigado a todos os fotógrafos que contribuíram com essa coleção de sonhos!

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RESENHA: O Caderno da Morte, em Jundiaí

Mesmo para o jundiaiene comum que passava pela Rua Barão de Jundiaí no centro da cidade, a movimentação incomum próximo do Centro das Artes já era o indicativo que algo diferente acontecia na cidade naquele dia 09 de junho. Com roupas coloridas ou cheias de preto, toucas de personagens de desenhos animados ou camisetas estampadas com super heróis, o público indicava que uma peça teatral incomum para a cidade estava prestes a começar. Nos bastidores, muita maquiagem, preparação de luzes e trilha sonora, revisão dos pontos da cena e muitas trocas de roupa davam vida a mais uma apresentação de O Caderno da Morte.

A PEÇA

No mundo dos admiradores  entusiastas da cultura pop japonesa é muito fácil encontrar fãs que, por identificação ou apreciação, se vestem com as mesmas roupas que seus personagens favoritos. Nos eventos que rúnem esse tipo de fã não é dificil encontrar performances  destes fãs, que encenam curtas cenas de seus animes, mangás e games preferidos.

Porém, nunca antes uma companhia de teatro ousou se utilizar das criações nipônicas para criar peças profissionais do gênero, levando a emoção e os personagens cativantes do oriente até os teatros. Pelo menos não até a Cia Zero Zero, da cidade de São Paulo, criar O Caderno da Morte.

Baseada no anime/mangá Death Note (leia a resenha aqui) de  Tsugumi Ōba e Takeshi Obata, a companhia foi a primeira (e até o momento a única) a conseguir uma autorização dos autores e da editora japonesa para adaptar a história que é sucesso nos quadrinhos desde o seu lançamento para os palcos do teatro.

Em Jundiaí a peça chegou até a Sala Glória Rocha através do blog O Bonde Andando, que a mais de 2 anos tentava, junto da Prefeitura Municipal da cidade trazer para Jundiaí a peça que repercute em todos os lugares por qual passa. E não foi diferente em Jundiaí.

Todos de pé com a chegada de L!

A ADAPTAÇÃO

Como adaptar um mangá de mais de 2000 páginas de mangá para um teatro de duas horas? Como adaptar 37 episódios com inúmeras cenas  sequências ardilosas para um palco como o do Glória Rocha? Essas eram as perguntas que mais nortearam as cabeças do público que esperava ansioso o início do espetáculo.

Death Note é um thriller policial que reinventou a maneira como o Japão e mundo via o gênero de mangás shonen, gênero de mangá voltado para o adolescente masculino que geralmente vem recheado de nanquim espirrado decorando as inúmeras páginas de sangue das histórias. Levar a obra para o teatro não é só um trabalho difícil mas que lida com um grande número de fãs que vai cobrar qualidade no mesmo nível da obra original.

Com recursos interessantes e inusitados, que se utilizam de tvs, videos, projeções em cortinas e outros pequenos elementos presentes no mangá que não poderiam faltar (c0mo a escrivaninha de Light ou a mesa de doces de L), a companhia se utilizou de um elenco rotatório, que se alternava na atuação dos personagens para trazer todos os personagens mais relevantes de toda a história para os palcos.

Assim como na história original, o embate psicológico entre Light e L está presente e é o destaque da peça, o que possibilitou novaas sequências, diálogos inteligentes e um jogo de luzes que salientava a personalidade distinta de cada um dos personagens.

Para aproximar o público dos personagens, a Cia Zero Zero ainda criou vários diálogos que remetem ao Brasil, piadas com personalidades e lugares característicos. Para cativar, várias falas foram criadas para gerar gargalhadas, principalmente para Ryuk e L.

Instigante e amedrontador! L e Ryuk foram os destaques da peça!

A PERFORMANCE

Após soar a terceira campainha não tem mais volta, um caderno cai no palco e começa a história. É hora de acompanhar o trabalho dos atores, se emocionar com uma adaptação e compartilhar dos mesmo sentimentos que atores e fãs tiveram com Death Note.

Mas a surpresa geral acontece quando não se vêem atores entrando no palco. Com uma adaptação tão humana e ao mesmo tempo tão performática, não são atores que sobem ao palco, mas legítimos Light Yagami, Ryuk, L, Misa e Soichiro Yagami.

Sob a direção de Alice K, os cinco atores da companhia entraram em tal sintonia com os personagens que após o espetáculo muitos dos cacuetes dos atores acabaram se atrelando aos personagens originais, fazendo com que a obra original e a sua adaptação se completassem.

Se o destaque inicial fica por conta do ator que interpretou Ryuk, com sua gargalhada característica, efeitos 3D, maquiagem penetrante e uma curvatura que deu vida ao personagem de traço e tinta, a entrada de L em cena provou que os personagens cativantes não estavam restritos a figuras monstruosas super produzidas.

Com vestimentas simples, porém muito fiéis ao do original, o ator de L soube trazer todo o ar infantil do personagem ao mesmo tempo que mostrou para que o maior detetive do mundo viera.

O ator de Light, além de uma voz forte e marcante, provou ser, ao lado de L, uma figura mítica dos quadrinhos, que provoca reflexão e discussões infinitas sob a sua conduta, seja nos desenhos animados do Japão, seja nos palcos da Cia Zero Zero.

O APLAUSO

A qualidade vista em O Caderno da Morte merece um retorno em um palco maior, como o do teatro Polytheama, que não só abrigaria mais espectadores, já que na Sala Glória Rocha o teatro lotou, mas também daria condições para uma maior divulgação de um trabalho que prima pela excelência.

Não teve jeito, após duas horas de espetáculo, um novo final eletrizante, empolgante e mesmo que impossível no original, muito bem construído dentro da peça de teatro, a Cia Zero Zero foi aplaudida de pé por um Glória Rocha lotado, que prestigiou a peça, deu muitas gargalhadas com L, Ryuk e o inesperado senhor PenPen, ficou tenso nos diálogos mais eloquêntes entre L e Light e se emocionou com uma peça original, bem construída, com atores de primeira categoria e um espetáculo merecedor de um bis.

RESENHA: Comando Estelar Flashman

“Um dia, cinco crianças foram raptadas da Terra e levadas aos confins do Universo. E após 20 anos… Comando Estelar Flashman!”

Numa mistura de heróico com nostálgico, esta é a frase que dava início ao seriado que trazia cinco jovens vestindo roupas coloridas combatendo formigas humanóides e monstros espaciais com um super robô para proteger a Terra de toda e qualquer força malígna que pudesse ameaça-la. Mesmo trazendo um enredo muito parecido com uma série que conquistou o Brasil um ano antes de sua exibição (ponto para quem se lembrou de Changeman), o Comando Estelar Flashman fez bonito por onde passou, seja no Brasil, na Europa ou no Japão, a série japonesa mostrou que o tom épico de sua frase de abertura não era só um mero chamariz, era o reflexo de um dos super sentais mais bem produzidos de toda a história!

SUPER SENTAI

Antes de falar de Flashman, é necessário explicar do que se trata o seriado. Com o sucesso de Power Rangers no ocidente desde os anos 90, os seriados japoneses de quintetos de super-heróis que deram origem aos esquadrões americanos foram um tanto quanto esquecidos.

Do mesmo jeito que Power Rangers é o nome de uma franquia, no Japão a franquia de heróis coloridos se chama  Super Sentai (do japonês, スーパー戦隊 Sūpā Sentai) e já tem mais de 35 anos de história. Na verdade, os próprios Power Ranger são releituras dessas séries japonesas, fazendo com que os produtores da Saban e/ou Disney economizem com a produção de design e efeitos especiais.

Criado pelo mangaká Shôtarô Ishinomori em conjunto com a Toei Company, gigante do entretenimento japonês responsável por diversas séries de super heróis e desenhos animados como Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, os Super Sentais seguem uma fórmula básica: cinco jovens são recrutados para proteger a Terra de extra-terrestres malígnos usando trajes coloridos e robôs gigantes.

O tempo de exibição da série é sempre de um ano, com uma média 50 episódios por equadrão. Um episódio é exibido por semana e imediatamente ao acabar o ciclo de uma série, uma nova a substitui, para que a indústria envolvida com o sucesso desses heróis não perca o fôlego.

Mesmo preso a uma fórmula pronta, o Comando Estelar Flashman mostrou que seu enredo ia além e foi um divisor de águas para a franquia e superou qualquer expectativa da época.

A REVOLUÇÃO

A história de Flashman se passa antes do primeiro episódio, isso tanto dentro das gravações como nos bastidores da produção. Anualmente, o produtor Takeyuki Suzuki é convocado pela Toei Company para a criação do enredo de um novo Super Sentai  que irá substituir o que já está sendo exibido na TV.

Diferente de tudo o que já fora abordado nesse tipo de seriado, o produtor se inspirou em algo diferente. Durante a II Guerra Mundial, as crianças japonesas qu haviam perdido seus pais na Guerra ou que por ventura, a família não tinha mais condições de cria-las, foram enviadas para a China aos cuidados de pais adotivos. Vinte anos após o fim da guerra, as crianças comçaram a voltar ao Japão para reencontrar com a família e/ou parentes mais próximos. Observando isso, Suzuki decidiu que este seria o mote de criação de Flashman.

Mesmo sendo um tema delicado, ainda mais pela franquia se dirigir ao público infantil, o produtor, junto com os roteiristas resolveram seguir em frente e criaram diversas analogias ao contexto escolhido para a elaboração da história.

O primeiro ponto seria como encaixar os orfãso como protagonistas da história. Assim, estes seriam representados por crianças sequestradas por piratas espaciais e criadas em um planeta distante da Terra (o planeta Flash), ao qual precisam voltar para impedir que o Crusador Imperial Mess use os terráqueos em terríveis experiências genéticas. Para portegê-la, os cinco jovens sequestram do planeta Flash uma nave (o Star Condor) que contém armamentos, mechas e gemas que os transformam no esquadrão Supernova Flashman (do jaonês 超新星フラッシュマン Chōshinsei Furasshuman), rebatizado no Brasil como Comando Estelar Flashman.

Por serem criadas em um lugar com características diferentes de sua terra natal, estes adquiririam poderes especiais e comportamentos diferentes dos terráqueos. A casa novidade com que eles se deparam (um balão por exemplo) eles os tratam com grande entusiasmo e curiosidade, comportamento este baseado nos orfãos criados na China que, ao chegarem ao Japão, se surpreendiam muito com o crescimento e a tecnologia do país.

Mesmo sendo um plano audacioso, o roteiro deu certo, atraindo crianças e conquistando adultos, sendo até hoje, a quarta série (empatada com Google V) de Super Sentai que mais deu audiência no Japão.


PROTAGONISTAS CATIVANTES

Não só de enredo vive um seriado, os atores, a produção e no caso dos super sentais, as vestimentas, armaduras e design dos elementos que a ele integram são de crucial importância, visto que um dos pontos que mais atraem o público infantil é o espetáculo da imagem. E a seleção foi perfeita! Para formar os cinco protagonistas, foram chamados quatro atores veteranos dos super sentais e um novato, somando tradição e originalidade em um só elenco.

Din, interpretado por Tota Tarumi é o Red Flash. Com 25 anos, é o mais velho da equipe e também o líder deles. Apesar de no início ser um personagem mais frio e focado na missão de proteger os terráqueos, se mostra o mais caloroso dos cinco, assumindo o posto do altruista irmão mais velho da equipe. Como líder, possui um grande senso de justiça e sempre é o primeiro a tomar a iniciativa em momentos críticos.

Dan (no origial, Dai) interpretado por Kikachiko Uemura é o Green Flash. Apesar de ser interpretado por um ator novato, demonstrou toda a garra, força e determinação que o personagem pedia. Diferente de Din, que foi treinado no planeta Flash, Dan teve seu treinamento no satélite Green Star.

Go (no original Bum) interpretado por Yasuhiro Ishiwata é o Blue Flash. Sendo o mais inocente e brincalhão da equipe, conquistou facilmente o público mais infantil. Seu ataque, o laserball, mesmo sendo um dos de maior dificuldade de produção, é também um dos mais interessantes para a série, sendo utilizado como fator decisivo em diversos momentos.

Sara, a Yellow Flash, é interpretada por Yoko Nakamura. Sem dúvida Sara era a personagens mais interessante dos protagonistas, tanto a composição de seu personagem com incríveis raios de gelo provocados pelo bastão laser, a garota aprendeu no satélite Yellow Star a prever os movimentos do inimigo, sem contar que é a responsável pela mira da bazuca Cosmic Vulcan e da convocação do Cosmic Laser, golpe final do robô do grupo. Romântica e extrovertida, interessantes reflexões acerca do passado dos Flashman foram feitas pela personagem durante a série, sendo a representante máxima do amadurecimento dos super sentais.

Para finalizar, Lu, a Pink Flash, interpretada por Mayumi Yoshida é a pesonagem responsável por uma das trocas mais inusitadas da série. Na gravação dos inserts de abertura para o vídeo de abertura do seriado, a atriz fez uma expressão um tanto quanto “raivosa” em sua primeira aparição, um dos fatores que causou  sua baixa popularidade. Assim, ela foi a única personagem que teve sua performance regravada alguns meses depois da estréia da série.

MECHAS E VILÕES

Os heróis sao interessantes, mas sem sombra de dúvida, o destaque gráfico e comercial de Flashman acontecesse graças aos mechas e aos inimigos dos heróis.

Fora o plano de fundo mais adulto, a primeira grande revolução causada por Flashman foi a quebra de padrão logo no primeiro episódio. Um dos responsáveis pelo grande sucesso da franquia dos super sentais é a presença de um mecha gigante que ajuda os heróis nos momentos mais criticos. A presença do robô começou a ser usado na terceira série sentai, o Battle Fever, e a partir daí se tornou padrão, todos os episódios tem reservado 17 minutos para os heróis e 3 minutos para o robô.

Porém, logo no primeiro episódio da série o Poderoso Flash King, o robô da equipe, não dá as caras, sendo apenas apresentado no episódio posterior. Além disso o padrão cronométrico do robô é quebrado em Flashman ao longo dos episódios, tendo episódios sem a presença do mecha e episódios com batalhas mais longas que o usual.

Além disso, a série é a primeira a apresentar um segundo robô a uma equipe Sentai. Após a derrota do Flash King para um monstro do Crusador Imperial Mess, que se tornou um dos episódios mais dramáticos e cheios de ação da série, os Flashman recebem a ajuda de Barack, um habitante do planeta Flash que lhes traz o robô do Deus Titan, o primeiro guerreiro a usar o poder dos Flashman, o caminhão Titan Flash, que se converte em Titan Junior e mais tarde em Great Titan para vencer os inimigos mais poderosos.

Estima-se que a aparição desse segundo robô se deu por conta de uma queda de vendas do robô principal. Essa idéia deu tão certo, que hoje as séries de sentai apresentam diversos robôs, se multiplicando cada ve mais a cada nova série da franquia.

Deixando os circuitos e metais de lado, encontramos muita genética e experiências inóspitas do lado inimigo. Liderando o rusador Imperial Mess, o grande Monarca La Deus decide que a diversidade biológica da Terra é o local ideal para que seu subordinado mais próximo, o doutor Kepflen realize os desejos de Mess.

A grande maioria dos personagens do “lado negro da força” foram criados a partir de uma viagem que Takeyuki Suzuki fez ao Egito pouco antes do início da composição do tokusatsu. Nefer, Wandar e muitos outros trazem diversas referências do local.

Tão grandioso quanto a inspiração dos nomes e o design dos vilões (o melhor de toda a história dos super sentais) foi a idéia de conquista que está por trás de Mess. Ao invés da simples conquista da terra recorrentes na maioria dos super sentais anteriores a Flashman, La Deus e Kepflen misturam genes (na dublagem brasileira “bio-moléculas) com os seres terrestres como plano de fundo para a ação do vilões.

Para completar o time do mal, nenhum outro vilão fez uma participação tão grandiosa completa do que Kaura, o caçador espacial que sequestrou os protagonistas e aparece posteriormente ao início da série para dar um gás muito mais dinâmico tanto para as cenas de ação como para a complexa relação existente entre Kopfler e La Deus. Só a aparência diferenciada dele (barba, vestimenta negra, cablos tanpamdo um dos olhos) já impõe presença, mas a história envolta dele nos momentos decisivos da luta dos Flashman contra Mess lhe faz um dos vilões mais interessantes (senão o mais interessante) de toda a história dos 35 esquadrões tokusatsus.

A SÉRIE NO BRASIL

Produzida e exibida no Japão durante os anos de 1986 e 1987, Flashman chegou ao Brasil em 1989 com uma dificil tarefa: manter o sucesso que Jaspion (leia o review aqui) e Changeman haviam feito no Brasil desde 1986.

Assim como no japão, Flashman conseguiu grande sucesso e prestígio com o público brasileiro, sendo exemplo de conquista de audiência aos seus concorrentes que começaram a surgir aos montes após o sucesso de Jaspion. O tokusatsu foi exibido na Rede Manchete até 1994, quando passou na Rede Record e deu seu último suspiro na TV Gazeta até 1997.

Atuamente, Flashman pode ser encontrado em uma caprichada coleção de DVD’s da Focus Filmes, como 10 discos divididos em dois boxes digistack. A edição de colecionador inclui uma lata comemorativa, cartões postais e um encarte escrito por Ricardo Cruz com um pouco da história e detalhe inéditos dos bastidores da produção.

Assim como na TV, Din e cia parecem não terem descanso e também tiveram que cumprir uma importante missão para a Focus Filmes. “Queimada” com seus consumidores após erros esdruxulos nos boxes de FullMetal Alchemist, Changeman, National Kid e principalmente Jiraiya, o lançamento de Flashman em DVD teve o objetivo de recuperar a imagem da Focus Filmes com o público-alvo de tokusatsu e, para alegriar dos fãs, tudo ocorreu conforme o esperado.

Os DVDs seguem (quase) a mesma qualidade de som (dublada e legendada) e imagem de Jaspion (o melhor lançamento de seriado japonês  já realizado pela empresa), contém áudio-comentários de Ricardo Cruz e outros nomes do gênero tokusatsu no Brasil no primeiro box e uma tradução de legenda impecável.

A arte de capa ficou abaixo de todos os outros lançamentos da empresa, podendo ter sido melhor trabalhada e mais variada (Flash King repete duas vezes na luva do box da edição de colecionador). Os previews dos episódios poderiam ter sido dublados (já que nos anos 80 isso não foi feito) e há a falta das eye-catchs nos episódios do primeiro box.

E O RESULTADO FINAL É…

Nem é necessário perguntar se assistir aos 50 episódios de Flashman é uma tarefa compensadora. Engana-se quem achar que o retrô das imagens ou do vídeo de abertura de Flashman rfletem uma história desgastada pelo tempo. Surpreendendo todo e qualquer fã de super heróis e ficção científica, Flashman é o seriado ideal para quem quer unir efeitos especiais e uma história inteligente.

Apesar de dirigida ao público infantil, o enredo de Flashman surpreende por sua originalidade e criatividade. Se a “queda do robô” surpreende até o fã mais inveterado da franquia Super Sentai, o que dizer do público casual quando assitir a dramática luta contra o tempo e dedicação do grupo para encontrar respostas sobre o paradeiro de sua família ao fim do seriado?

Impossível não se emocionar com as histórias cativantes de cada um dos protagonistas cada vez que, muitas vezes na inocência acreditam ter encontrado algum ente familiar. Família, irmandade, união, amizade são só alguns dos sentimentos e lições mais importantes que o grupo precisou enfrentar em seu desejo de proteger a terra.

E o que dizer dos vilões mais amarguradamente complexados que os super sentais já enfrentaram? Numa mistura de Guerra nas Estrelas com Frankstein, os vilões se mostram personagens cada vz mais interessates, demonstrando personalidades e desejos que refletem os mesmos sentimentos que os humanos sentem a cada tipo de relação interpessoal que começa a ter.

Analogia histórica, personagens cativantes e panos de fundo que são atuais até hoje fazem de Flashman um seriado inesquecível tanto para quem era criança nos anos 80, como para que decidir assistir ao seriado pela primeira vez agora. Para finalizar, você fica com o vídeo de abertura do tokusatsu para relembrar a nostálgica frase com que iniciou esse review ou para conhecer um seriado que vai te emocionar a cada vez que você assisti-lo e reassisti-lo:

6º Jund Comics marcou a Virada Cultural 2011 de Jundiaí

Nos dias 14 e 15 de junho aconteceu em Jundiaí a Virada Cultural 2011, evento organizado pela Prefeitura Municipal de Jundiaí que visa levar diversas atrações culturais e artíticas de graça para os moradores da cidade. As atrações ocorreram em três pontos da cidade: Parque da Uva (palco externo e interno), Sala Glória Rocha e Teatro Politheama. Entre as principais atrações haviam os shows da banda Charlie Brown Jr. e das cantoras Negra Li e Céu. Mas a atração que atraiu os mais aficionados por animes e quadrinhos foram as realizadas pela cia 4º Mundo durante o 6º Jund Comics.

As atrações começaram logo no sábado, 14, com a exposição do Quadrinhos Indepentes na galeria do Centro de Artes da Sala Glória Rocha. O dia seguiu com workshops e atingiu o seu ápice durante a Parada Cosplay e a Batalha de Sabres de Luz, que se repetiram também no domingo, 15.

Cosplay é um neologismo formado pela junção das palavras inglesas costume (fantasiar-se) e play (interpretar, brincar) e é usado para referir-se a pessoa que se veste igual a um personagem de anime, quadrinhos, livros ou cinema para se apresentar em algum tipo de teatro ou simplesmente se divertir.

A Parada Cosplay foi a atração que trouxe à Virada Cultural fãs jundiaienses e de outras cidades para se apresentarem nos diversos pontos onde eram organizadas o evento e/ou simplesmente perambular pelos arredores imitando seus heróis favoritos e, assim, levando um pouco dessa cultura criada nos EUA, muito difundida no Japão e trazida ao Brasil no final dos anos 80.

A Parada contou com o apoio da equipe Comics Cosplay BR (acesse o site aqui) que trouxe ao evento personagens conhecidos do grande público, como Asa-Noturna, Homem-Aranha e Lanterna Verde, o que rendeu momentos épicos para  evento, como quando um cosplayer de Superman começou a parar e empurrar carros que passavam em frente do Teatro Polytheama e os carros passaram a engatar a marcha-ré, simulando a atitude do herói e entrando na onda da brincadeira.

A Batalha de Sabres de Luz é uma encenação baseada nas batalhas travadas nos filmes da série Star Wars (Guerra nas Estrelas) de George Lucas, onde dois atores, vestidos dos personagens dos filmes (Jedi, Padawan, Sith, Droid, etc) se utilizam de sabres de luz para simular as batalhas dos personagens.

Entre os momentos mais destacados está a interação do público no sábado a noite (Cosplayer: “Que a força esteja convosco”; público: “Ela está no meio de nós”) ou no sábado a tarde, quando os atores ganharam uma torcida organizada de crianças que passavam pelo evento acompanhados dos pais que passando pelo Centro das Artes foram surpreendidos pelo Jund Comics.

O evento foi um grande sucesso e marcou a Virada Cultural 2011. Os participantes já pedem à prefeitura da cidade que repita o evento no próximo ano e continue a fazer com que os entusiastas dessa cultura levem até o jundiaiense uma experiência que relembre tudo o que aprenderam com seus super-heróis favoritos durante a sua infância.

Confira abaixo uma galeria de fotos com alguns dos momento do evento:

REVIEW: Anime Friends 2010 – dia 18

Local: Rua Chico Pontes, 1500, Vila Guilherme, São Paulo – SP
Quando: Dias 09, 10, 11, 15, 16, 17 e 18 de julho.
Preços: Entrada entre R$15,00 e R$25,00 por dia.

Evento que é bom merece bis, por isso desde 2007 o Anime Friends é realizado em São Paulo durante dois fins de semana, sendo o maior evento de cultura pop japonesa das Américas.

E  não é a toa que o evento atingiu tamanha grandiosidade. Desde a sua primeira edição, o evento se destacou por trazer ao Brasil atrações internacionais, em sua maioria intérpretes dos temas de abertura e encerramento das animações japonesas.

Esses artistas sempre se apresentaram no últmo dia do evento, sendo este show a atração de encerramento do evento.

Assim, o último dia do evento ficou conhecido como o “mais lotado” já ue todos queriam ir ao Anime Friends ver seus ídolos cantando no palco principal do evento.

Logo na gigantesca fila de entrada era possível encontrar cosplayers de qualidade.

Com a ampliação do evento para sete dias e com shows internacionais nos dois fins de semana, esperava-se uma maior distribuição do publico entre os diversos dias do evento.

Mas em 2010 se repetiu o mesmo efeito dos anos anteriores: o último dia do evento continuou sendo aquele que mais recebe público e que todo ano bate um novo recorde para o evento.

Felizmente, diferente do ano anterior, a Yamato preparou uma estrutura muito maior para a realização do Anime Friends 2010, fazendo do dia 18 de julho um dia memorável até para os fãs mais exigentes que tentaram driblar o último dia do evento.

Assim como no dia 11 (veja o review aqui) toda a organização e o material de apoio serviram para que o visitante tirassem o melhor proveito de todas as atrações do evento.

Diferente de 2009, não haviam pessoas disputando cada espaço do evento, seja para locomover, seja para poder descansar. Isso porque a área destinada ao evento foi ampliada, utilizando mais galpões do Mart Center.

Com a ampliação da área do evento, até robôs gigantes puderam se locomover sem problemas.

Até os corredores dos estandes de produtos tiveram uma área maior, facilitando a compra e venda. As poucas excessões foram os estandes de maior popularidade, como o da loja de quadrinhos Comix, o da loja de miniaturas Shinozaki e da toda poderosa Nintendo, que assim como o CoFesta 2010 marcou presença no evento distribuindo brindes e apresentando seus consoles.

As três áreas temáticas do evento (Comic Fair, Asia Fest e SP Game Show) trouxeram atividades durante todo o dia, como estandes, mostra de games, comidas típicas, workshops, entrevistas, apresentações de danças, etc… Espera-se que essas áreas continuem nos proximos anos, já que elas não facilitaram o acesso as atrações, mas também possibilitaram que os fãs tirassem maior proveito do que mais gosta do evento.

As salas temáticas estiveram em seu auge, com campeonatos, exibição de filmes, mostra de raridades, cosplayers e atividades diversas.

O grupo de Bleach fez sucesso dentro e fora das salas temáticas.

A área de alimentação muito bem localizada, possibilitou que os fãs mais cansados pudessem recuperar suas energias após o show de encerramento, ja que as barraquinhas com lanches, refrigerantes e Mupy foram as últimas a encerrar suas atividades.

O único ponto fraco desse Anime Friends, não só no dia 18, mas durante os sete dias de evento, foi a falta de bebedouros, o que obrigava os fãs a comprarem garrafas de água para se hidratar.

Há uma certa magia em participar do Anime Friends o último dia. Dá gosto ver tantas pessoas fãs de animes, mangás e j-music.

A quantidade de cosplayers perambulando pelo evento também é bem grande, o que favorece que o fã possa encontrar e tirar uma foto junto de seu personagem favorito. Destaque para as fantasias de Saint Seiya The Lost Canvas, que além de numerosos, esbanjaram qualidade em suas vestimentas.

Até o tempo quis ajudar. Apesar do frio ter sido crescente a capital paulista durante todo a semana do segundo fim de semana, até o Sol resolveu prestigiar o Anime Friends, oferecendo a todos um clima sem chuvas e em temperatura agadável.

Alone de "Saint Seiya The Lost Canvas" foi um dos muitos cosplayers do anime.

O Anime Friends 2010 foi um marco na história do evento e mereceu o título de “Special Edition” junto de seu logotipo. Com organização e ampliação da área escolhida, ousadia ao implantar as áreas temáticas e qualidade em todas as suas atrações, o evento conquistou todos os navegantes de primeira viagem e também aos velhos lobos do mar que pela primeira vez puderam ver o potencial do Anime Friends sendo explorado do início ao fim do evento.

REVIEW: Super Friends Spirits 2010 – dia 11

Todo mundo já está com as mochilas cheias de miniaturas, DVD’s e mangás. Todos os fãs já assistiram as palestras, participaram dos workshops e pegaram autógrafos com os grandes nomes do universo otaku. Todos os campeões dos diversos campeonatos de cards e games já comemoraram a valer junto de seus prêmios. Os visitantes já comeram yakissoba, tempurá e sushi, tudo isso regado com sua bebida de soja preferida: o Mupy.

É chegada a hora de todos no Anime Friends se dirigirem ao palco principal do evento para contemplar os artistas japoneses que fizeram parte de sua infância e não deixaram de emocionar a todos os adultos. É chegada a hora do Super Friends Spirits.

Se hoje o Anime Friends é o sucesso que é, em grande parte isso se deve ao fato de ter inovado o conceito de convenção de desenhos animados japoneses quando em 2003 realizou dentro do primeiro Anime Friends a primeira edição do Super Friends Spirits, um grande show de encerramento com os intérpretes originais dos animesong’s preferidos dos frequentadores do evento.

Com o sucesso crescente do Super Friends Spirits a cada ano, a Yamato Corp, empresa que realiza o Anime Friends, começou a trazer atrações internacionais nos dois fins de semana do evento, antes reservado apenas aos últimos dias.

Em sua oitava edição, o Anime Friends 2010 realizou duas edições do Super Friends Spirits, cada fim de semana com uma seleção diferente de artistas.

No dia 11 de julho, o palco do Anime Friends se tornou o centro de um grande tokusatsu show, trazendo ao evento três dos maiores intépretes das músicas que embalam os grandes seriados japoneses que foram e são sucesso no Brasil. São eles:

• AKIRA KUSHIDA
O cantor japonês é o intérprete de várias músicas de seriados japoneses conhecidos no Brasil, como Jaspion, Jiraya, Sharivan, Jiban entre outros. Esteve no Brasil pela primeira vez em julho de 2003 na primeira edição do evento Anime Friends junto com o também cantor Hironobu Kageyama e o ator Hiroshi Watari. Foi, junto com Kageyama, um dos cantores de animesong que mais se apresentou no Brasil, incluindo um show no Anime Friends 2009 que fez parte de sua turnê mundial.

Kushida agitou o palco do Anime Friends em todas as vezes em que esteve presente.

• TAKAYUKI MIYAUCHI
Japonês, nascido na cidade de Ibaraki no dia 4 de fevereiro de 1955. Dono de uma voz bonita e possante, é chamado carinhosamente pelos fãs de Myanii. Fez músicas para várias séries em tokusatsu e anime, dentre elas Winspector, Solbrain e Kamen Rider Black RX. Em julho de 2005 esteve no Brasil no evento carioca Anime Family e uma semana depois de apresentou no evento paulista Anime Friends. Também compareceu em julho de 2007 no SANA em Fortaleza-CE junto com o também cantor Akira Kushida. E agora volta ao palco do Anime Friends para mostrar toda a força de sua voz.

O cantor ficou famoso aqui por interpretar músicas dos tokusatsus dos anos 90.

• SHINICHI ISHIHARA
Shinichi Ishihara é cantor e dublador.Nasceu em 26 de maio de 1960 na província de Yamanashi e ficou famoso por cantar as músicas tema de Kamen Rider Agito e Sentai Kyuukyuu GoGo-V entre outras temas de abertua de diversos tokusatsus, onde seu principal sucesso são as canções compostas para o tokusatsu B-Fighter.

O artista também é conhecido por suas excelentes versões cover de animesong's.

ENFIM O SHOW

O show teve um tempo aproximado de 2 horas e seguiu com o seguinte set-list:

01 – Kyu Kyu Sentai GoGo V (Abertura de GoGo V)
02 – Juukou B-Fighter (Abertura de B-Fighter)
03 – Tokkei Winspector (Abertura de Winspector)
04 – Kyou No Ore Kara Ashita No Kimi E (Encerramento de Winspector)
05 – Kidou Keiji Jiban (Abertura de Jiban)
06 – Ginga no Tarzan (Inserção em Jaspion)

MC

07 – Chikyuu Koukou (Encerramento de B-Fighter)
08 – Ore Ryuu!! Geki Violet (Inserção em Gekiranger)
09 – Tokkyu Shirei Solbrain (Abertura de Solbrain)
10 – Tokusou Exceedraft (Abertura de Exceedraft)
11 – Unare! Jikou Shinkuu Ken (Inserção em Jiraiya)
12 – Jiraiya (Abertura de Jiraiya)

MC

13 – Kamen Rider Agito (Abertura de Kamen Rider Agito)
14 – Kamen Rider Black RX (Abertura de Kamen Rider Black RX)
15 – Chou Wakusei Sentou Bokan Daileon (Tema de Daileon)

ENCORE
16 – Uchuu Keiji Gyaban (Abertura de Gyaban)
17 – Ore ga Seigi da! Juspion (Abertura de Jaspion)

É de comum acordo entre os fãs que o melhor Super Friends da história do Anime Friends foi a edição realizada em 2007, quando o evento completou 5 anos. Na ocasião, se apresetaram no show Hironobu Kageyama, Nobuo Yamada, Yoko Ishida, Masaaki Endoh, Kouji Wada e Mojo.

Nesta edição, a Yamato “criou” uma receita de show que agrada tanto gregos como troianos: haviam dois cantores superstars (Kageyama e Yamada), um cantor de temas predominantemente antigos (Mojo), dois cantores de temas predominantemente recentes (Kouji Wada e Masaaki Endoh) e uma voz feminina (Ishida) para interpretar os temas que exigem uma voz feminina.

Nobuo Yamada no Super Friends Spirits de 2007. Foto do site KENSHIN!

Mesmo sem serem cohecidos do grande público, Mojo e Ishida fizeram parte essencial do que é o Super Friends Spirits: uma oportunidade de conhecer vários cantores japoneses ao mesmo tempo em que todos curtem grandes hits desse universo, como Pegasus Fantasy e Chala-Head-Chala.

Agora em 2010, o sucesso do Super Friends Spirits o dia 11 se deve a “receita” do show ter sido parecido com o de 2007, se levado em conta, é claro, suas devidas proporções.

Kushida foi o cantor superstar da vez e aquele que compõe as músicas antigas (considerando a “Geração Manchete” como a mais antiga do Brasil), Miyauchi foi o intéprete das músicas hits de uma geração (a “Geração Cavaleiros do Zodíaco”) e Ishihara foi o cara que foi apresentado ao público (mesmo ele já tendo vindo ano passado, sua apresentação não foi tão brilhante como a desse ano).

A receita pode ser boa, mas o bolo não fica bom se deixa-lo muito tempo no forno, felizmente, esse ano a Yamato não deixou o show “queimar”.

Um pouco depois da apresentação da banda Tatsu (que também foi a banda do show principal), Ishihara já entrou no palco esbanjando simpatia com GoGo V, seguindo com B-Fighter, o cantor logo fez a alegria dos fãs de tokusatsu, cantando duas de suas principais músicas.

Ishihara fez a sua melhor apresentação no Brasil no dia 11.

Quando Miyauchi entrou cantando Winspector, os fãs já saltaram de felicidade, já que ele era um dos cantores mais aguardados da noite, visto que foi em 2008 a última vez que subiu no palco do Anime Friends.

Mas não houve melhor entrada que a de Akira Kushida, que provou mais uma vez o porquê de ser um dos catores mais adorados em terras tupiniquins. Envolto da bandeira do Brasil, Kushi-kun (como gosta de ser chamado) abriu sua apresentação no Brasil com Jiban, um dos temas mais cultuados no universo tokusatsu.

Um dos pontos mais emocionantes do show, foi o bate-papo com a platéia junto do mestre de cerimônias (MC) Ricardo Cruz, que ia traduzindo a conversa entre artistas e fãs.

Ricardo Cruz mediando a conversa entre os artistas e os fãs.

Durante a conversa, Miyauchi disse que foi graças a força que recebeu dos fãs brasileiros em sua apresentação no país em 2005 que ele tomou coragem para vencer uma grave doença a qual fazia anos que enfrentava a anos. Hoje, curado, Miyauchi disse que considera como uma de suas missões de vida cantar para o público brasileiro que tanto o ajudou em um momento muito dificil de sua vida.

Entre o fulgor dos fãs, músicas adoradas pelo público e algumas novidades, o trio seguiu com o set-list arrancando elogios a cada performance.

Um dos momentos mais bizarros e divertidos do show, aconteceu quando Kushida resolveu fazer a dança -do-siri em pleno palco, e ainda fez questão de falar no segundo MC que aprendeu isso no programa Pânico na TV.

O encerramento não poderia ter sido melhor, com Kushida, Ishihara e Miyauchi cantando juntos o tema de abertura de Jaspion, o tokusatsu mais famoso da história do Brasil.

Mesmo com o fim do show, a impressão que dava é que os artistas queriam mais tempo no palco para aproveitar a alegria e ocontentamento dos fãs com o show.

Miyauchi emocionou o publico com Winspector.

Apesar de muito bem escolhido, o set-list poderia ter sido maior. Os cantores perderam uma grande chance de apresentar mais novas músicas para os fãs, como os temas de inserção de Wispector e Solbrain, e engrossar o tempo de duração do show.

O show foi marcante, histórico, sensacional. Mas deixou um grande nicho de público a ver navios. Apesar do evento se chamar ANIME Friends, a Yamato apenas selecionou artistas de tokusatsus. E uma das poucas, e boas, músicas de anime que poderiam ter sido interpretadas, Red Baron de Shinichi Ishihara, foi deixada de lado.

Algo que também teria feito a diferença e não foi realizado, foi uma tarde de autógrafos com os cantores. Do mesmo jeito que os fãs querem estar mais próximos de seus ídolos, acreditos que os três artistas teriam gostado muito de conceder um “tempinho” a mais para quem os tanto admira.

A Yamato está de parabéns por ter montado o melhor show de animesong’s que o Brasil já teve desde 2007, mas ainda há muito que melhorar para que os visitantes do Anime Friends possam sair so evento com a mesma sensação que saíram aqueles que assistiram o show de comemoração aos cinco anos do evento, aquele que faz cada fã suspirar palavras como “o melhor da minha vida”.

*Todas as fotos assinadas pelo site foram tiradas por Davi Jr. e Eva-Chan.

VIDEOS

Confira a seguir vários vídeos do Youtube que trazem videos capturados por camera caseiras por fãs. O áudio e o video não estão lá grande coisa, mas dá para sentir um pouco do gostinho do show.

• Entrada de Akira Kushida com a Bandeira do Brasil – Kidou Keiji Jiban

Akira Kushida – Jiraya

Akira Kushida – Chou Wakusei Sentou Bokan Daileon

Takayuchi Miyauchi – Tokkyu Shirei Solbrain

Takayuchi Miyauchi – Tema de Abertura de Kamen Rider Black RX

MC – Ricardo Cruz, Kushida, Miyauchi e Ishihara

Encerramento – Ore ga Seiji Da Juspion

Confira as atrações internacionais do Anime Friends Argentina 2010!

A edição desse ano do Anime Friends Argentina já tem suas atrações internacionais definidas:

Kouji Wada: mundialmente famoso por cantar as aberturas de Digimon Adventures, Digimon Adventures 2Digimon TamersDigimon Frontier. Recentemente gravou a música Sem Barreiras junto com Ricardo Cruz, que você pôde conferir aqui no blog.

Kouji Wada também está confirmado para o SANA 10 em Fortaleza-CE em julho deste ano.

Chihiro Yonekura: após inúmeras tentativas fracassadas de gravar um CD mandando suas músicas para grandes gravadoras japonesas quando ainda estava na universidade, Chihiro Yonekura teve sua grande oportunidade de estreiar na indústria fonográfica nipônica quando foi convidada a cantar a abertura de Mobile Suit Gundam: The 08th MS Team, “Arashi no Nakade Kagayaite”. A partir daí, seus principais trabalhos sempre foram destinados aos animesong’s. Um dos destaques é o seu album de covers, onde ela interpretou Zankoku na Tenshi na Teeze.

Chihiro brilha a cada novo trabalho envolvendo animesong's.

Aki Misato: também uma cantora de j-pop, a cantora ficou conhecida internacionalmente graças as músicas “Kimi ga Sora datta” encerramento do anime Mai Hime, que também é o nome do primeiro CD profissional da cantora, lançado em 2004  e “Scarlet Bomb!” abertura do anime Neddless.

Aki Misato será a maior inovação do evento argentino.

Francesca Dani: modelo italiana, Francesca ficou conhecida em todo mundo por seus excelentes trabalhos com cosplay. Iniciando aos 19 anos vestida de Sailor Moon, a modelo se consagrou na internet por surpreender o público a cada novo trabalho. Hoje, com 30 anos, a italiana é reconhecida por suas fantasias extremamente detalhadas participando de ensaios fotográficos em todo o mundo.

Sailor Moon foi o primeiro cosplay da modelo.

Enquanto isso, no Brasil, a Yamato Corp. ainda não divulgou quais as atrações do Anime Friends desse ano, mas os fãs podem se animar, pois segundo o próprio site do evento, a edição 2010 será uma edição especial.

Enquanto esperamos novidade em terras tupiniquins, confira videos interessantes dos cantores que irão compor o Anime Friends Argentina, e logo abaixo, alguns dos cosplays mais famosos de Francesca Dani.

KOUJI WADA – FIRE • abertura de Digimon Frontier

  

  

CHIHIRO YONEKURA – WILL

  

  

AKI MISATO – KIMI GA SORA DATTA

 

FRANCESCA DANI • Galeria de Cosplays