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RESENHA: Dragões de Éter: Corações de Neve

O segundo passo no conto de uma história, após estabelecer personagens, pensamentos e parâmetros, consiste em formar situações chaves que refletem seu passado e espelha seu futuro. Em Dragões de Etér: Corações de Neve, clássicos da cultura pop mundial formam o contexto que a literatura brasileira precisava em sua essência.

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CONGELANDO HISTÓRIAS

Quem é que nunca ouviu falar da doce princesa de lábios vermelhos, cabelos negros e pele branca como a neve que era considerada por um espelho mágico a mais bela de todas as mulheres? Muito provavelmente a mais clássica e mais querida história de contos de fada é A Branca de Neve e os Sete Anões, em partes pelo sucesso do primeiro longa metragem animado da história produzida por Walt Disney, em partes pela carismática mistura de personagens e situações que já entraram no imaginário popular de crianças e adultos.

Referenciando tal conto logo no título da segunda parte de sua saga, Raphael Dracoon seguiu com o conceito de Caçadores de Bruxas (leia a resenha aqui) de resgatar histórias que todos os leitores adoram para formar uma história completamente nova e cheia de novas situações em seu mundo de Éter.

Se os mundos Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e A Princesa e o Sapo sãos os guias para seu primeiro livro, em Corações de Neve a citação de contos de neve chega as dezenas, provocando gigantemente o imaginário de seu leitor e criando uma discussão extra-livro que faz sua obra durar muito mais que o próprio tempo de leitura da mesma.

Os cenários criados por Dracoon são concebidos das mais diversas maneiras pelos fãs!

Os cenários criados por Dracoon são concebidos das mais diversas maneiras pelos fãs!

Contudo, não é a manipulação da memória do leitor que é o destaque de Corações de Neve, mas sim, como Raphael Dracoon uniu a cultura dos contos de fada com elementos tão precisos e adorados pelos amantes de cultura pop!

CONGELANDO O POP

Quem já assistiu qualquer anime japonês, principalmente os do gênero shonen (literalmente, para meninos), conhece muito bem alguns dos recursos que os autores criam para alavancar sua narrativa, seja para estabelecer novos personagens, seja para renovar os mesmos. Estamos falando dos torneios entre personagens.

Guerra Galactica, Torneio de Artes Marciais, Torneio das Trevas, Torre celestial, são apenas alguns dos mais conhecidos embates que autores como Masami Kurumada, Akira Toriyama e Yoshihiro Togashi já nos apresentou ao longo de décadas de efervescência do mangá japonês. Além de gerar apostas e uma tentativa de “advinhar resultas” numa verdadeira disputa de apostas entre os espectadores, esses torneios mexem com que os instintos mais competitivos do fã, tornando do recurso do autor sempre um momento marcante no desenvolvimento dos personagens.

Com Dracoon não seria diferente. Ocupando pouco mais que um terço do livro, mas influênciado todo ele, o Torneio de Pugilismo sediado em Andreanne é o ponto central de toda a trama de Corações de Neve.

Reinterpretar as diversas histórias referenciadas durante livro é um exercício de imaginação do leitor e do autor que se completam em um só!

Reinterpretar as diversas histórias referenciadas durante livro é um exercício de imaginação do leitor e do autor que se completam em um só!

Enquanto Dracoon exalta os corações afoitos dos leitores masculinos com lutas épocas de Axel Brandford mesclados as disputas políticas envolvendo Anísio Brandord e os demais reinados que trouxeram representantes ao torneio, é com as tramas paralelas  e o amadurecimento de Ariane Narin, João e Maria Hanson e Branca Coração de Neve, que as leitoras femininas mais se identificam, fazendo do segundo volume da obra mais um clássico que agrada a todos os públicos.

Se de um lado as apostas são em qual dos lutadores passarão para a próxima fase para enfrentar Axel, do outro todos os elementos que acontecem fora do torneio vão somando razões para a derradeira história de Branca de Neve, que vai se formando no livro de forma emocionante e extasiante!

CONGELANDO CORAÇÕES

Rocky, Caverna do Dragão, Nirvana, Shiryu de Dragão, Bayonetta, Claymore, He-Man, Cinderela. As vezes é dificil responder como elementos e referências de mundos e personagens tão diferentes podem originar uma história tão encantadora como Dragões de Éter.

Sete Anões ou Sete Sábios? Como Branca de Neve foi salva quando foi levada para a floresta?

Sete Anões ou Sete Sábios? Como Branca de Neve foi salva quando foi levada para a floresta?

Somado a tantos elementos e brincadeiras de adivinhações provocadas pelo inteligente autor, a história lateral de Robin Hood, que se desenvolve paralela ao Torneio de Pugilismo de Andreanne, uni ao final do livro duas linhas de raciocícinio que torna Dragões de Éter a síntese de uma geração motivada pela cultura pop e ansiosa por revisitar personagens tão queridos de maneira tão motivadora.

Ainda mais acolhedora que seu primeiro capítulo e muito mais provocante, Dragões de Éter: Corações de Neve cria uma história cativante que aquece o coração do fã, congela sua nostalgia e reinventa o modo como a literatura do Brasil abraça a cultura mundial. Reconhecendo o ser humano como o todo de uma grande grade de emoções e inspirações que move a cultura pop!

RESENHA: Detona Ralph

Se ser herói é um trabalho que exige esforço e dedicação constante, superando barreiras a cada dia, torna-se ainda mais tortuoso o caminho que leva um vilão a continuar desafiando o herói a medida que o tempo e o espaço se modificam a sua volta e a derrota se torna uma constante. Em Detona Ralph, o espectador é levado a conhecer o quão heroi um vilão pode se tornar quando ser mal é algo bom.

Detona-Ralph-logo
DISNEY EM CG

Desde o nascimento da produtora, a Pixar se solidificou como a maior representante das produções em computação gráfica de Hollywood e um dos maiores fatores por todo esse sucesso não é outra senão a Disney. Assim, quando os estúdios do Mickey resolvem por si mesmo fazer uma animação em CG, sempre fica uma aresta que faz levar a crer que a produção é da Pixar e não da Disney.

Seja Dinossauros, Bolt ou Enrolados, por mais que as características do estúdio sejam latentes, o jeito Pixar de fazer animação já está tão atrelado à Disney, que cada vez mais ambos os estúdios parecem se fundir em um mesmo resultado.

Mas não há animação que mais reflita isso que a exibida no início de 2013 nos cinemas de todo o mundo. Detona Ralph não só é um filme com a “cara” da Pixar, como também é a soma de todos os resultados positivos que o estúdio conseguiu em todos os seus filmes, só que usado pela Disney.

Usando a mescla do sensível com o horror de Monstros SA, o ritmo de Procurando Nemo, as premissas de Toy Story e o oportunismo mercadológico de Carros, a Disney produziu um longa próprio de se tirar o chapéu de cowboy, fazendo de Detona Ralph um filme que não deixa escapar nenhum público-alvo do cinema.

SÓ QUERO SER UM HERÓI

“Eu sou mau e isso é bom. Nunca serei bom e isso não é mau. Não há ninguém que eu queria ser além de mim.”

É com esse juramento em uma sala repleta de vilões que milhares de fãs de video-games voltaram seus olhos para o filme da Disney. Com um apelo que pega carona com o sucesso de vários personagens da Nintendo, Sega, Capcom, Konami, entre outras produtoras de jogos eletrônicos presentes na história, Ralph já começou detonando.

O jogo Concerta Tudo Félix Jr. é todo feito com gráficos dos anos 80!

O jogo Concerta Tudo Félix Jr. é todo feito com gráficos dos anos 80!

Com cara de mau, mas ainda assim muito carismático, Ralph é o vilão do jogo Concerta Tudo Félix Jr, jogo dos anos 80 que faz uma perfeita analogia ao primeiro jogo de Mario, o célebre mascote da Nintendo. Frustrado por mais de 30 anos acabar sempre na pior no fim do jogo, Ralph decide conseguir uma medalha fora do seu jogo após ser desafiado por um dos personagens secundários que Félix Jr. salvou.

A partir daí o universo começa a ser construído  toda a loja de games onde os consoles e arcades dos games ficam, são conectados através dos fios de eletricidade, dando aos personagens do jogo a liberdade de transitarem por entre os jogos quando não tem nenhum jogador por perto. Algo muito semelhante ao que faziam os brinquedos de Toy Story na casa de Andy.

Mas errado está quem pensa que a história do jogo basta apenas por mostrar diversos cenários em três dimensões dos games. Ao conhecer de um jeito nada convidativo a pequena Vanellope von Schweetz, um bug do jogo Sugar Rush, Ralph desenvolve um relação de amizade com ela, mesmo após ambos tentarem passar a perna no outro devidos aos seus interesses particulares.

Em um ritmo alucinante onde novas informações e novas situações são criadas a todo o momento, as crianças não conseguem tirar os olhos da tela, enquanto os mais velhos começar a relembrar personagens do passado e a teorizar e sistematizar todo o universo dos games inserido ao contexto do filme, que se completa a cada dedução, deixando o filme sem arestas a serem preenchidas, devido ao cuidadoso trabalho dos roteiristas ao construir o cenário do filme.

Bowser, Robotnic, M. Bison e até o não-vilão Zangief estão na reunião dos malvados anônimos.

Bowser, Robotnic, M. Bison e até o não-vilão Zangief estão na reunião dos malvados anônimos.

Se o contraponto físico entre Ralph e Vanellope é abordado em um lado do filme, é na doce relação emocional de Félix e da destrutiva Sargento Calhoun, comandante do jogo Hero’s Duty, que precisa impedir que um vírus se espalhe pelo sistema do Sugar Sugar Racing, que a Disney se deu a oportunidade de explorar vários nichos de piadas, que divertem as crianças e surpreendem os adultos e fãs de games.

UM MARTELO DE OURO DADO PELO PAI!

Assim como o martelo que concerta tudo que o master carismático Félix, a Disney construiu uma obra-prima das animações em CG com Detona Ralph, aproveitando todas as lições que a Pixar sofreu no decorrer dos anos e se aproveitando do interesse exponencial por personagens da nova e da antiga geração que os a disputa mercadológica entre o Nintendo Wii e o Playstation 3 geraram entre jogadores de todas as idades.

A temática é atual e muito bem aproveitada, transcendendo os limites de uma animação a primeira vista simplista, levando o espectador a refletir sob como se comportam as pessoas a sua volta quando seus desejos estão em jogo, fazendo do bem e o mau, simples nomenclaturas que variam de acordo com as máscaras que vestem na disputada sociedade contemporânea.

Os personagens cativantes ficarão para sempre no imaginário de crianças e adultos.

Os personagens cativantes ficarão para sempre no imaginário de crianças e adultos.

Com referências dadas nas horas certas, uma dublagem de primeira com as vozes do sobrinho de Silvio Santos, Thiago Abravanel, como Ralph e da VJ Marimoon como Vanellope, Detona Ralph pode ser considerado um divisor de águas para as animações em CG da Disney, conseguindo surpreender o público com uma história cativante, carismática e cheia de potencial para ter várias continuações!

RESENHA: Capitão América: O Primeiro Vingador

Numa guerra, é necessário força, coragem, audácia e, para se sair vencedor, um coração puro. O soldado perfeito é aquele que combina todas as razões de ser de uma nação com a sua própria razão de ser. Capitão América, o Primeiro Vingador é o filme que patriotismo é um elemento chave para se vencer o inimigo, mas que é algo bem chato para um super-herói.

SOB O OLHAR NAZISTA

Super-heróis são figuras sobre-humanas, muitas vezes míticas, que transcendem os limites da realidade para realizar façanhas que impressionam, comovem, mas antes de tudo, confortam leitores e extravasam idéias e o imaginário.

Seja no Japão, nos EUA ou em qualquer outro ponto do planeta, heróis sempre foram utilizados como uma ferramenta de transmissão de ideias e valores necessários para passar por certa dificuldade cotidiana.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o cenário para a criação de figuras heróicas era perfeito. Foi nessa época, por exemplo, que os três pilares do heroísmo mundial (Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha) foram criados. Porém, nenhum dos inúmeros heróis criados nos anos 30 e 40 foram tão fortemente direcionados ao patriotismo americano da figura Tio Sam como o Capitão América.

Criado por Joe Simon e Jack Kirby em 1941, o herói veste uma roupa e utiliza um escudo das mesmas cores da bandeira dos EUA e ainda tem uma origem embasada na superação pessoal, fator essêncial para qualquer jovem americano que quisesse se alistar nas forçs armadas e combater os nazistas.

Com um visual tão espalhafatoso, sobrou para o diretor Joe Johnston, o mesmo de Querida, encolhi as Crianças e Jurassik Park III, adaptar o herói para os cinemas em 2010, contando a origem do herói, ainda  durante a Segunda Guerra Mundial.

UM HERÓI DESPERTA

Seguindo muito fielmente as primeiras histórias do herói, o filme conta a história de Steve Rogers, um jovem franzino que já tentou se alistar no exército por mais de cinco vezes, mas sempre foi recusado por sua asma e baixo porte físico.

Um elenco de peso em uma história leve demais...

Suas constantes insistências levou o rapaz a conhecer o Dr. Abraham Erskine que além de levá-lo para o campo de treinamento o considera perfeito para a conclusão da experiência do Super Soldado, um composto científico de daria uma resitência sobre humana aos combatentes americanos.

Com o assassinato do Dr. Erskine após o sucesso do experimento, o Coronel Chester Phillips, interpretado esplendorosamente por Tommy Le Jones, tem relutância em levar Rogers para o exército e ele passa a fazer propaganda do exército com o uniforme dos quadrinhos e o apelido de Capitão América.

Decidido a resgatar seu amigo Bucky de um grupo nazista aliado a Hitler conhecido como a H.I.D.R.A, Steve é ajudado por Peggy Carter e do brilhante dono das indústrias Stark, Howard Stark para invadir o cativeiro do grupo, resgatar sozinho mais de 400 soldados e ganhar o respeito do coronel Philips.

ALÉM DO PATRIOTISMO

Parece que Hollywood inteira decidiu que quer virar super-herói pois, assim como todos os filmes da Marvel Studios, Capitão América, o Primeiro Vingador conta com um elenco de peso, mas mesmo assim traz suas ressalvas.

Desde que Chris Evans foi escolhido para o papel do protagonista da história, um furor muito grande abalou o universo nerd, pois o ator já havia interpretado o Tocha-Humana durante as filmagens de O Quarteto Fantástico e encarnar novamente um herói da Marvel poderia passar algo um tanto quanto forçado.

Pois bem, Chris Evans chegou e fez bonito no papel, se é que a intenção do diretor Joe Johnston foi desde o início criar um herói irritante e cheio de um orgulho patriótico quase paranóico.

Caveira Vermelha é o vilão mais covarde que um herói já enfrentou!

Apesar da ambientação toda do filme ter um tom mais tradicional, a linguagem cenográfica contemporânea contrasta gritantemente com o perfil antiquado do protagonista, que parece o tempo todo não condizer com o meio envolvido.

Mesmo com uma grande lição exposta claramente ao espectador, a de que até um homem pequeno pode fazer coisas grandes, tal moral não acompanha o personagem durante todo o filme e os sacrifícios exageradamente heróicos do início do filme abandonam  personagem quando ele já tem o poder necessário para fazê-lo.

Cheio de situações fúteis, um vilão quase nulo, cortes desnecessários de personagens na trama e frases de efeitos de senso-comum, o filme impressiona por seus efeitos especiais (quase tão bons quanto o de seu predecessor Thor) mas afasta o espectador que esperava por um herói ideológico.

Mesmo um dos pontos mais interessantes do herói dentro de sua jornada pelos quadrinhos não foi bem explorada. A cena final com a morte de Steve Rogers foi criada do nada, em uma situação que em nenhuma parte do filme parecia que iria acontecer, um sacrifício em vão, dentro de uma situação efêmera em uma guerra.

CAPITÃO PATETA

Nada épico, nada inovador, muito careta. Essa é a descrição mais plausível para Capitão América, o Primeiro Vingador. Não que não seja possível se divertir com o filme, mas ao final, o espectador sente que faltou algo e nem a aparição de Samuel L. Jackson como Nick Fury alivia tais sintomas.

Faltou alguém dizer ao diretor Joe Johnston que seguir a risca a história em quadrinhos não significa uma boa adaptação cinematográfica. Como meios diferentes, as obras exigem linguagens diferentes, sendo nenhuma muito didática, nenhuma regrada e nenhuma toda cheia de ideologia importada como é Steve Rogers.

Ele pode ser capitão, mas para herói ainda falta muito...

Como último filme da linha Marvel antes do tão aguardado Os Vingadores, a produção poderia ter feito mais bonito, mas com tantas boas produções da Marvel Studios, fica dificil acreditar que o fisco do Capitão América ofusque o brilho de uma equipe mundial.

RESENHA: O Incrível Hulk

Desde os primórdios, a luta pela sobrevivência fez o homem agir de maneiras que nunca nem a mais cobiçosa das mentes poderia ter imaginado. O Incrível Hulk mostra como o ser humano é capaz de realizar a mais medonha das maravilhas e superar até mesmo a mais impensada das ilusões humanas.


Para aqueles que acharam que após o fracassado filme de 2003 de Ang Lee, Hulk não teria novas chances na tela grande caiu do cavalo quando foi anunciado um filme do herói verdão com nomes de peso, como Edward Norton e Liv Tyler, no elenco e, para a alegria dos fãs brasileiros, com diversas cenas gravadas no Rio de Janeiro.

Diferente de seu predecessor, O Incrível Hulk conseguiu o feito de agradar os fãs dos quadrinhos do herói, despertar o interesse de quem não gostou da versão de 2003 e ainda não deixar na mão aqueles que aprovaram o primeiro longa, criando um roteiro que, mesmo criando uma ambientação totalmente diferente, propõe diversas analogias com o filme anterior.

O loga conta a história de Bruce Banner, o genial cientista que, diferente dos quadrinhos, foi enganado pelo exército americano ao desenvolver uma pesquisa, resolveu testar sua experiência em si mesmo e acabou sendo irradiado por raios gama que o transformam em uma brutal fera verde e incontrolável quando fica nervoso.

Elizabeth Ross é a única que acredita que mesmo como Hulk, Bruce Banner ainda está presente por trás da pele do monstro.

Refugiado no Brasil (o mesmo lugar onde ele fugiu no fim do filme anterior), o filme não perde tempo mostrando a origem do herói, focando-se nas fugas e em seus embates com o exército pelas ruas da Favela da Rocinha e contando seu passado em curtos flash’s. A decisão do diretor foi acertada não apenas por não perder tempo com um tema já explorado poucos anos no cinema, mas também pela popularidade de Hulk não necessitar de tal explicação, tanto para os mais fanático por quadrinhos, como para o público casual, dada a popularidade do herói.

Preocupado em extirpar o poder dentro de si, Bruce Banner descobre, no decorrer de erros e acertos dele mesmo, de sua namorada Elizabeth Ross, do próprio exército americano e de um encontro nada agradável com o Abominável, alter-ego do soldado Emil Blonsky que se tornou uma máquina de matar após unir duas das experiências de mutação do exército, que o monstro dentro de si pode deixar de ser a arma de matar perfeita para ser um instrumento de paz.

Quanto mais foge, mais Bruce Banner se aproxima de Hulk!

Contado de maneira emocionante e de tirar o fôlego, o filme impressiona os olhos mas não o cérebro. De maneira quase didática, o diretor Louis Leterrier contou a história de um monstro gigante que ganha consciência e apaga a imagem deturpada que o filme de 2003 criou para o herói para que Hulk pudesse fazer parte de um projeto audacioso do Marvel Studios começado em Homem de Ferro (leia a resenha aqui) no mesmo ano: como em uma história em quadrinhos, somar várias histórias de personagens aparentemente sem ligação direta entre si para criar o maior super grupo do universo Marvel.

RESENHA: Homem de Ferro

Meio-Homem, meio-máquina. Cada vez mais próximo da tecnologia e do mundo virtual fica cada vez mais difícil definir aonde acaba a carne e osso e aonde começa o óleo e o metal no cotidiano do ser humano. Causando furor entre fãs e não fãs de quadrinhos, o Homem de Ferro chegou em 2008 para mostrar que apesar da proximidade entre homem e máquina, não há maior inimigo para a humanidade que a si mesma.


Sempre que um novo filme baseado em histórias em quadrinhos chega às telonas há dois resultados esperados: em vista da viciada indústria do cinema de super-heróis, o filme pode ser um fracasso ou, em vista de um possível amadurecimento que espectador especialista pede, o filme pode ser um sucesso.

Somando o fato que o Homem de Ferro não é o herói mais popular das HQ’s e o mais esperado do filme seriam seus efeitos especiais inovadores foi possível, irônicamente, contar uma boa história, fazendo do filme não só um grande obra, mas um divisor de águas nos filmes do gênero.

Sob a direção do pouco badalado Jon Favreau, Homem de Ferro conta a história de Tony Stark (Robert Downey Jr) o herdeiro milionário das Indústrias Stark, companhia que fabrica os melhores armamentos militares do mundo. Além de gênio  principal mnte por trás da indústria, Tony também é conhecido por ser o maior playboy do mundo, conseguindo sempre o que quer, do jeito que quer e como quer da maneira mais irreverente possível.

Tony Stark luta contra o problema que ele mesmo criou.

Apesar de sua maneira de pensar viciada herdada do pai, onde a melhor arma não é aquela que não precisa ser usada, mas sim aquela que só precisa ser usada uma vez, a óptica de Tony muda radicalmente a partir do momento que ele é obrigado a montar uma super-armadura para fugir do cativeiro a qual foi apreendido numa ação terrorista no Afeganistão que se utilizou dos armamentos produzidos pelas Indústrias Stark para capturá-lo.

Após decidir salvar o mundo das armas que ele mesmo criou com uma poderosa combinação entre a armadura que criou e um dispositivo radioativo que substituiu seu coração, Stark ainda se vê envolvido num perigoso jogo de negócios e ambições quando seu braço direito em suas indústrias, Obadiah Stane (Jeff Bridges), se mostra um mercenário executivo que coloca seus interesses megalomaníacos na frente de qualquer vida humana.

Parecendo encenar ele mesmo, Robert Downey Jr nunca pareceu tão a vontade em um set de filmagem. Além de parecido com o personagem nos quadrinhos, o ator ainda conseguiu marcar a figura do herói na mente de espectadores acostumados com heróis mais populares, como Batman, Homem-Aranha e X-Men.

Dando vida para um personagem que convive com o conflito de um drama pessoal que o faz se sentir o culpado pelas atrocidades que as armas causam no mundo e a personalidade sagaz de um multimilionário que parece indiferente ao mundo exterior, Downey Jr. pôde oferecer ao expectador uma dose das mesmas dúvidas e perguntas que Tony Stark parece se fazer a cada cena do filme: por que a humanidade prejudica tanto a própria humanidade?

Obadiah rouba a primeira armadura construída por Stark para saciar sua sede por dinheiro e poder!

Misturando o que cada um dos filmes de heróis que a geração de 2.000 produziu, Jon Favreau combinou ação, drama e humor na medida certa, fazendo do filme de o Homem de Ferro o início de uma nova era de filme de super-heróis, onde não basta apenas colocar um ator famoso fantasiado na tela grande, mas produzir algo com consistência, algo que tanto o fã como o cinéfalo casual possam levar não apenas como diversão, mas como uma experiência única e expressiva como o cinema deve ser.

RESENHA: A Bela e a Fera, Walt Disney

Os contos de fada são o alicerce de todas as histórias de ficção e fantasia dos tempos modernos. A cada vez que é contado, a história se transforma, ganha pontos e projeções do interlocutor, ganhando cada vez mais riqueza e contribuindo para a formação e a evolução natural da história no tempo e no espaço a qual está inserida. A Bela e a Fera dos estúdios Walt Disney é a representação máxima de um conto que se transformou com o passar de gerações e perpetuou seus personagens no imaginário de todo mundo todo, extendendo-se muito além de uma vida no interior.

UMA VEZ DISNEY…

Após a morte do gênio Walt Disney, fundador, principal diretor e produtor dos filmes e desenhos produzidos pelo estúdio que leva seu nome, os filmes canônes, principal animação do ano que entra para a linha clássica, da Disney tiveram uma queda significativa de qualidade, aprovação da crítica e do público.

Isso levou o estúdio a fazer diversas parcerias com outros estúdios nos anos 70 e 80, originando filmes interessantes, mas de pouco impacto para o público. O retorno de grandes produções de sucesso só viria em 1989, quando a Disney estreiou A Pequena Sereia, com direção de  Ron Clements e John Musker.

A Pequena Sereia ficou conhecido como o filme que renasceu a Disney, mas foi graças A Bela e a Fera que o sucesso inicial de Ariel pôde ser repetido várias vezes em todos os seguintes filmes do estúdio durante os anos 90.

Mesmo sendo sondados diversas vezes pela produtora, os diretores de A Pequena Sereia se recusaram a produzir A Bela e a Fera. Assim os escolhidos para a produção, após o então presidente da Walt Disney Studios, Jeffrey Katzenberg, ter recusado os storyboards iniciais ainda no fim dos anos 80, foram Kirk Wise e Gary Trouslade, que já haviam produzido filmes para serem exibidos no Epcot center, um dos parques do gigantexto Walt Disney World na Flórida.

Junto com a roteirista Linda Woolverton e os compositores Howard Ashman e Alan Menken, os mesmos de A Pequena Sereia e futuramente de Aladdin, o resultado do filme superou qualquer expectativa inicial transformando o conto original francês numa das obras mais cultuadas dos anos 90. O sucesso de crítica foi tão grande que A Bela e a Fera foi a primeira animação a concorrer ao Oscar de Melhor Filme em 1992.

As canções de Ashman, que havia descoberto recentemente que sofria de AIDS, o que levou a produção toda a realizar o filme em Nova York para ajudar na saúde do compositor, garantiram ao filme o Oscar de Melhor Trilha Sonora e o Oscar de Melhor Canção Original com o tema “Beauty and the Beast”.

MAIS QUE A VIDA NO INTERIOR

O primeiro tema do filme e também aquele que embala a maioria das trilhas sonoras variantes serve como apresentação de Bela, a jovem camponesa de um vilarejo francês que sonha com heróis, mocinhas bandidos e todo o tipo de fantasia que os livros da biblioteca podem lhe transmitir.

O sonho de quem quer ascender. Essa é a mensagem de da sonhadora Bela.

Apesar de ser a jovem mais admirada da cidade, Bela sempre recusava os pedidos de casamento dos homens da vila, principalmente do insistente Gastão, o caçador mais habilidoso (e menos inteligente!) das redondesas. Apesar de ser o galão mais desejado pelas donzelas da cidade, Bela via em Gastão um homem superficial, negligente com assuntos sentimentais.

O que Bela não imaginava seria que os contos que ela tanto se fascinava nos livros se tornariam realidade quando tivesse que salvar seu pai que, tão sonhador quanto a filha, acabou se abrigando num castelo escondido no meio de uma floresta quando sua carroça foi pega por uma tempestade mas acabou refém do dono do castelo, o aterrador Fera, que há 10 anos vivia isolado do resto do mundo após um feitiço que ele mesmo provocou.

UM CONTO RECONTADO

A história original de A Bela e a Fera é oriunda da França. Escrito e publicado por Gabrielle-Suzanne Barbot, a Dama de Villeneuve, em 1740. Mais tarde o conto foi reescrito por Madame Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, que resumiu e modificou a obra de Villeneuve.

Apesar de grande parte dos elementos do filme da Disney estarem presentes nos contos originais, estes apresentam muitos pontos distintos que, como acontece na grande maioria dos contos-de-fada, acabam chocando quem está acostumado com o jeito Disney de narrar os contos-de-fada clássicos.

Historicamente, os contos-de-fada foram largamente utilizados para dar lições nas crianças que a ouvem. Com o conto de A Bela e a Fera não é diferente, mas sua primeira versão é ainda mais complexa. Publicada em meados do século XVIII a obra já começara a sofrer grandes influências do Romantismo que já eclodira na Inglaterra e aos poucos começava a ganhar força na França.

A exploração do grotesco. Influências do Romantismo europeu estampados em Fera.

O ponto mais claro dessa influência é a exploração do grotesco. Antes do Romantismo era comum que o bem e o mal ficassem muito claros numa história através de sua aparência. Durante a Antiguidade na Grécia e depois resgatado por toda a Europa durante o Resnascimento, os ideais de beleza e simetria estampavam heróis, deuses, damas e seres fantásticos, enquanto que o aterrador, o horroroso e o despresível eram estampados por monstros e seres inescrupulosos e cruéis.

Fera é o retrato do mal, com aparência que causa espanto, medo e sua personalidade também não é das mais amigáveis. Porém conforme Bela vai conhecendo o coração por trás da pele de monstro, Fera revela seus verdadeiros sentimentos e toda a sua capacidade de amar.

A fuga do lugar comum para lugares idealizados também é muito clara. A história se passa em um vilarejo não muito distante dos existentes na França no século XVIII, mas a história toda gira em torno de um castelo escondido numa floresta de dificil acesso. É quase inimaginável que um castelo gigante como o do Fera não fosse conhecido do povo, ainda mais em um período ta curto entre o seu feitiço e o encontro com Bela (apenas 10 anos), mas  a liberdade criativa romântica permite isso.

Mas a riqueza do universo de A Bela e a Fera da Disney não pararm por aí. Até mesmo a versão brasileira do filme, num caso único e particular, permite um escopo de interpretação interessante. Tanto a voz de Gastão e de Fera são realizadas pelo mesmo dublador, Garcia Junior, famoso pela voz de He-Man e, mais tarde, de Simba adulto de O Rei Leão.

Gastão é metido presunçoso. Mas devido ao su tipo másculo, apenas Bela vê isso.

Mesmo isso tendo acontecido apenas no Brasil, é interessante interpretar a mesma voz como um mesmo lado que ambos os personagens tem em comum. Gastão é o retrato escrito da personalidade de Fera antes de ele se encontrar e rejeitar a feiticeira que o transformou em monstro devido a sua aparência simples e anciã.

A VERSÃO 3D

Em 2012 A Bela e a Fera voltou aos cinemas para cair no gosto dos pequeninos, dos fanáticos pelo 3D e dos marmanjos de plantão.

A Disney saiu na frente em 2010 quando exibiu Toy Story e Toy Story 2 em 3D e viu que o retorno de filmes de sucesso, mesmo com inúmeras opções em DVD, Blu-ray e TV a cabo existam, pode ser algo de muito retorno para a empresa. Com o sucesso de O Rei Leão 3D em 2011, a ação parece que não vai parar tão cedo.

Comparados aos seus três antecessores de velha guarda, o 3D de A Bela e a Fera foi o mais bem explorado. Mesmo com que o ambiente do filme fosse muitas vezes composto de apenas um plano de foco, as camadas posteriores foram tão bem trabalhadas que facilmente o expectador se sentia dentro do laboratório do pai de Bela ou do Castelo de Fera.

Mesmo com uma divulgação muito menor que O Rei Leão, a animação conseguiu em duas semanas arrecadar 100 milhões de dólares em todo o mundo e esse número só tende a aumentar. Ainda para 2012, a Disney prepara Monstros S.A e Procurando Nemo em 3D e os resultados não serão diferentes.

Um romance que diverte crianças e emociona adultos.

UMA ROSA PARA SE GUARDAR

Assim como a flor que o mantinha o Fera vivo, A Bela e a Fera é um clássico precioso que merece ser guardado, relembrado e repassado para todas as gerações.

Mais que representante da ascensão das animações Disney, mais que um sucesso comercial e de entretenimento, o filme transmite uma das mais belas, com o perdão do trocadilho, mensagens que um conto de fada pode passar para crianças e adultos: independente da aparência, da maneira de agir ou de como as pessoas vêem algo, o importante é o ser humano, como agente individual de ideias e opiniões saiba avaliar o quanto vale o coração do seu próximo, seja ele o mais belo príncipe de um reinado ou o mais devasto animal aterrador de toda a floresta escura inundada pelos mais frios temporais.

REBOOT DA DC: reflexo de uma crise nos comics americanos?

Sou fã de Batman desde que comecei a assistir nas tardes do SBT o incrível Batman – The Animated Series, que ainda hoje me entusiasma muito a cada vez que resolvo assistir a algum episódio seu.

Minha admiração pelo herói se intensificou no decorrer dos anos cada vez que eu assistia algo novo do homem-morcego: o  seriado dos anos 60, a quadrilogia dos anos 80-90, jogos de video-game, novos desenhos animados até chegar nos épicos filmes de Christopher Nolan.

O leitor comum deve estar pensando: “Que bom pra você!”, mas o leitor fã do herói deve ter notado que eu não citei aí as histórias em quadrinhos do herói, ou seja a base que construiu todo esse acervo cultural que eu consumo e admiro. Por que será que isso acontece? Seria uma preferência minha ou uma tendência do mercado editorial?

Acho que é hora de chamar a Liga da Justiça pra resolvr esse caso. Mas… Quem são esses caras aí em baixo?

O REBOOT DA DC

Desde Zero Hora o mercado de quadrinhos não fica tão agitado e desconfiado dos novos rumos de seus heróis avoritos como hoje. A pouco tempo a DC Comics anunciou uma reformulação geral em seus personagens e dessa vez prometeu que nenhum dos seus será poupado.

Especula-se que a principal causa disso seria uma crise que a DC Comics vem passando com seus quadrinhos. Apesar dos produtos licenciados que a Warner Bros. vende e produz (nota: a Warner é a dona da DC Comics) arrecadarem milhões de dólares, o produto básico de seus heróis vem trazendo cada vez menos retorno para a editora.

A causa para essa queda de vendas supõe-se que se deva a “quebra de tempo” exstentes entre as mídias licenciadas e as revistas. Enquanto no cinema Batman acabou de prender Coringa pela primeira vez, nos quadrinhos Coringa já matou o segundo Robin, estuprou e deixou Batgirl paraplégica e se alterna a cada dia entre um sujeito com maquiagem a um cara com o rosto desfigurado. Ah! E Bruce Wayne morreu, se você viu ele na telona ou no Bom Dia e Cia, esqueça! Batman agora é outro cara… De novo…

Entre as principais mudanças estão:
– o novo uniforme de Superman, agora sem cuecas por cima da calça;
– a nova roupagem da Mulher-Maravilha, agora mais comportada e sem referências nacionalistas aos EUA;
– o retorno do Aquaman bom moço, sem barba ou gancho na mão;
– o fim de Supergirl e Super Boy;
– Bárbara Gordon voltando a ser a Batgirl;
– Damian Wayne, o filho de Bruce Wayne (!), como o novo Robin;
Batman virou uma lenda urbana;
Mulher Gavião e Gavião Negro, definitivamente (será?) com asas de verdade;
– Possivelmente Roschark se tornará um personagem ativo;
Static Shock (ou Super-Choque) se mudará para Nova York;
– Fim e início de mais uma série de grupos e heróis pequenos.

Interessante não? Dentre as mudanças mais bruscas, resolveram poupar Batman e o Lanterna-Verde, já que são os títulos que mais vendem da DC Comics. Não que isso seja lá muito bom. O passado de fusão de Lanterna-Verde com Parallax será esquecido e Hall Jordan também voltará a ser um bom-moço. Com Batman, poucas mudanças definem “não mudar mais do que já fizemos no últimos anos“.

Teria Superman deixado de ser jornalista para trabalhar na equipe de construção de um prédio? E que olhos vermelhos são esses

SIM, MUDANÇAS SÂO BEM-VINDAS!

Geralmente o mercado de HQ’s aceita bem mudanças nos formatos dos quadrinhos. Geralmente as adequações dos heróis se faz necessário para atingir as mudanças de comportamento e preferências de seu público-alvo. Mas o que se vê nos últimos tempos é as editoras forçarem a barra…

Quantas tentativas de mudança de uniforme Superman já passou? Quantas vezes o herói de Kripton ja morreu? Quatas vezes ele já casou com Lois Lane? Quantos reinícios e quantas origens “nunca antes reveladas” ja foram publicadas? E isso só no universo do homem-de-aço!

Em Batman a coisa fica mais estranha e dá a origem a loops que transpassam o limiar da razão de um fã: só no último ano Batman morreu, Dick Grayson assumiu seu manto (de novo), expulsou Robin de seu título, este (Tim Drake) resolveu virar Red Robin, identidade do segundo Robin que voltou porque também queria ser Batman, como não conseguiu assumiu (de novo) a identidade de Capuz Vermelho, identidade original de Coringa, que junto com Tim Drake tentou traze Bruce Wayn de volta a vida, que realmente voltou, mandou Dick Grayson voltar a ser Asa Noturna, transformou seu filho em Robin, mandou Tim Drake continuar com a identidade de Red Robin e clicou em “curtir” quando soube que Barbara Gordon voltou a andar depois de séculos como a nerd Oráculo.

Ou seja: mataram o Batman para reviver dois outros personagens. Mas Batman não morreu! Que raios de roteiro é esse? Não tem mudança! É só um emaranhado de informações que se junta numa ideia complexa e irracional para aumentar as vendas de uma revista… É super interessante ressucitar Jason Todd (o segundo Robin, assassinado por Coringa) e transformá-lo num justiceiro hard-core de Gothan. Mas porque misturar sua identidade de Red Robin com Tim Drake? E Tim Drake, o único que acreditava na vida de Batman perdeu seu lugar…

A DC cada vez mais se torna expert em realizar mudanças que os fãs não querem e deixar idéias interessantes de lado… Os fãs gostam de mudanças. Mesmo o uniforme de Superman já estava um tanto quano defasado, mas porque mudar sua origem junto com a mudança do uniforme?

O problema que encontramos na DC (e na Marvel também, afinal ela matou o Homem-Aranha também, mas logo ele volta…) é a falta de criatividade de histórias em um universo que já está construído, pronto para ser explorado. Mas os roteiristas insistem em mudar o universo ao invés de utilzar o rico arsenal que tem…

Batman com Damyan Wayne, o quarto Robin cronológico.

O QUE PODERIA SER FEITO?

Se o mercado está em crise, nada melhor do que observar um mercado em melhor estado que o americano para inspirar os rumos dos comics. E que melhor mercado que esse que o de mangás japoneses?

Enquanto Batman, o título de maior vendagem da DC, vende 90 mil cópias nos EUA, One Piece vende 1 milhão de edições em terras nipônicas. Curioso? Nem tanto.

One Piece é um mangá que se destaca por contar uma história que se importa mais com o momento presente que com o futuro. Eichiro Oda, o autor da série, já escreve o mangá a mais de 10 anos e diz que o mangá acaba de chegar em sua metade de história. Ao invéz de criar diversos “tempos” (passados-presentes e futuros), One Piece preserva a história atual e aos poucos vai adicionando elementos cronológicos que buscam acrescentar elementos ao invés de cancelar antigos erros. One Piece é uma história com começo, meio e fim (espera-se) mas que tem traços quase acronológicos, se alguém se aventurar a começar a ler a história hoje, facilmente consegue localizar os pontos necessários para continuar a acompanhar a saga de Ruffy e seus companheiros piratas, já que seu universo já está construído.

Se os autores do mercado editorial americano se preocupassem mais com os elementos que Batman tem ao invés de tentar organizá-los e reorganizá-los, muito provavelmente os rumos de suas vendas seriam também diferentes.

Batman, Superman e Mulher-Maravilha tem mais de 50 anos de sucesso. Os editores já deveriam ter percebido que a mudança de uniforme deve ser natural (como o uniforme de Batman nos anos 80, de azul para negro) e não forçada de uma maneira brusca como a que se está fazendo hoje. O que os leitores querem, hoje, é se divertir com seus quadrinhos, mas tantas mudanças desnecessárias torna o entretenimento dificil. O sucesso de filmes como The Dark Knight e Asylum Arkhan não está nas adaptações que os designers do filme/game fizeram ao personagem, mas na qualidade do roteiro que envolve um personagem já construído.

Seria esse um Luffy-Sinal?

Se ao invés de continuar a empurrar histórias sem fim aos seus consumidores os roteiristas se preocupassem em criar mais histórias (longas, não tem problema) com começo, meio e fim, tais quais A Piada Mortal, O longo Dia das Bruxas e o Terra de Ninguém onde qualquer leitor que tenha uma idéia do que é Batman consiga ler (e de quebra se interessar por publicações anteriores), talvéz a DC deixasse de atrair tantos problemas cronológicos e possa respirar melhor publicando quadrinhos para tudo e para todos.

 

A economia no Japão se recupera?

Durante toda a sua história, os japoneses precisaram passar por diversas provações para chegar até a posição econômica que se encontra. Desde séculos de dominação de shoguns até ser alvo de duas bombas nucleares durante a II Guerra Mundial, o povo japonês sempre demonstrou exemplo de força de trabalho, inteligência e dedicação para se recuperar de períodos de recessão.

A história do Japão foi sempre marcada por grandes reerguidas.

Recentemente, em 11 março de 2011, mais um incidente colocou em xeque essa capacidade de recuperação do país, um terremoto de quase 9º na escala Richter seguido de tsunami devastou grande parte da costa japonesa, deixou mais de 11 mil mortos e ainda causou um acidente nuclear na usina nuclear de Fukushima. A amplitude do desastre, já considerado o maior desastre natural da história humana moderna, causou estragos não só efeitos materiais, patológicos e psicológicos à população do país, mas também afetou como nunca a economia japonesa.

O maior problema é que o incidente não escolheu a melhor hora, economicamente falando, para atingir o país. O Japão já passava por uma crise econômica antes do tsunami. O consumidor japonês, sempre acostumado a consumir muito, trocando seus eletrônicos e veículos freqüentemente e utilizando-se de diversos serviços (o que compõe mais de 68% da força de trabalho do país) passou a consumir menos. O mercado, inclusive, chegou a acusar uma deflação de 0,9% em 2010.

Com o terremoto seguido de tsunami o cenário piorou ainda mais. Diversos fatores de produção naturais e de capital foram prejudicados, fazendo com que, entre outras coisas, as indústrias parassem sua produção (a Sony e a Toyota, inclusive chegaram a fechar algumas de suas fábricas), o governo iniciasse uma campanha de redução de energia elétrica (já que o potencial energético do país foi reduzido para 66% após o desastre). Somado a isso que a produção da indústria japonesa depende de 90% de matéria-prima estrangeira, o cenário não parece dos mais animadores.

Mas há de se considerar que a participação do Estado na economia do Japão, apesar de limitada, sempre foi determinante e muito maior que a da maioria dos outros países desenvolvidos. Agora o Estado deverá, em uma medida Keynesiana, influenciar cada vez os rumos do país e recuperar a economia em alguns anos.

A economia do Japão é extremamente dependente da importação de matéria-prima, mesmo assim, os níveis de exportação sempre foram maiores que os de importação graças, entre outras coisas, as manobras do governo para manter a moeda local desvalorizada perante o dólar.

Visto isso, é possível observar o cenário atual do Japão: com toda a destruição despontada no litoral, a necessidade de reformas e reconstruções é iminente, por isso o governo injetou 38 milhões de ienes na economia. Mas não adianta injetar o dinheiro se a matéria-prima é escassa, por isso a importação tende a aumentar e muito.

Costa de Miyagi, após o terremoto seguido de tsunami.


Assim enquanto os ienes injetados suprem as necessidades do mercado interno, mantendo o fluxo econômico e evitando o desemprego, o governo deve controlar a quantidade de dólares que entram e saem do país para que as exportações continuem e a importação intensa não prejudique os altos níveis de exportação que o país sempre teve e que são de essencial importância para poder continuar importando a matéria-prima necessária. Podendo auxiliar nos níveis de importação e exportação para que tudo ocorra a níveis seguros, a medida deve fazer com que o Japão recupere seu fluxo econômico novamente pré-tsunami novamente.
O governo sabendo lidar com esse seu papel dentro da economia, poderá trazer ao país um cenário ainda melhor do que aquele que se encontrava antes do terremoto seguido de tsunami.

Sabendo-se que a recessão por qual passava era causada pela falta de consumo, e agora tendo em vista que o consumo é de deveras importância para a reconstrução do país, basta que o governo (junto com a indústria) saiba trabalhar a demanda que surgirá durante a recuperação do país para que não mais haja a estagnação de consumo por parte da população.

Review: Diário de uma Paixão

Título original: The Notebook
Elenco:
:James Garner, Gena Rowlands (Allie Hamilton) Rachel McAdams, Ryan Gosling, Heather Wahlquist.
Direção: Nick Cassavetes
Gênero: Romance
Duração: 121 min.
Distribuidora: Playarte Pictures
Ano: 2004

São poucas as pessoas que tiveram o privilégio de observar o nascer-do-sol. Estranho? Mesmo se repetindo dia após dia, como algo tão simples poderia passar despercebido?

Num primeiro momento pode parecer tudo muito simples. A noite acaba, o dia chega e traz com ele a luz do astro. E todo mundo concorda com isso.

O fenômeno é atropelado por tantas horas, compromissos, cansaços e desavenças que são raros os corações que passam a se surpreender com um dos momentos mais inocentes do dia.

Apenas os olhos mais sensíveis já viram o verdadeiro nascer do sol. Apenas o observador mais atento conhece seu primeiro rastro de luz, o fio de energia que ilumina cada face e desperta os mais puros e ardentes desejos.

Se até agora tudo isso é algo que você conhece, você sabe quais os sentimentos que percorreram Noah Calhoun (Ryan Gosling) e Allie Hamilton (Rachel McAdams) num caloroso verão dos anos 40. Se o que você quer é viver essa experiência, um bom começo é assistir ao filme “Diário de Uma Paixão”.

"Eu posso ser o que você quiser".

O filme conta como o primeiro raio de um nascer do sol encontrou a vida de um jovem casal. Ela, uma pintora de quadros filha de uma rica família nobre da cidade. Ele, um pacato marceneiro do campo que não tem aonde cair morto.

Envoltos pelos preconceitos, preceitos e pressões sociais de uma época de tensão nos EUA, o romance não dura muito e Allie é levada para uma universidade em Nova York por seus pais, enquanto Noah é levado como soldado para os campos de batalha da II Guerra Mundial.

Este parece até ser mais um romance hollywoodiano comum, porém a história é mais envolvente do que aparenta, já que o início do filme não é o típico encontro do casal.

Antes do tempo se remeter ao casal nos anos 40, somos apresentados a um Noah Calhoun (James Garner) já idoso, contando sua história de amor a outra senhora idosa com problemas mentais numa clínica geriátrica. Trata-se da própria Allie Hamilton (Gena Rowlands), que sofre com uma doença que causa o esquecimento.

Através de um diário escrito pela própria Allie, Noah vai contando o drama que ambos passaram para que, ao menos, consiga um momento de lucidez instantâneo de seu amor, onde possam recordar os bons momentos em que estiveram juntos.

"- E o que vai acontecer quando eu não me lembrar de mais nada?" "- Eu vou continuar aqui."

Sob a direção de Nick Cassavetes, o filme já pode ser considerado um marco na história do cinema mundial, conseguindo inovar e comover com uma fórmula que se renova a cada nova boa produção: uma história simples aliada a personagens cativantes e um enredo inteligente.

A história é tão envolvente que suas duas horas de duração passarão como um instante para o espectador, tão rapidamente como é o nascer-do-sol visto pelos olhos mais inocentes.

Mew será distribuído no ocidente a partir de 15 de outubro!

É isso mesmo que você acabou de ler! A partir do dia 15 de outubro, a Nintendo começará a distribuir vi Wi-Fi um dos  monstrinhos mais desejados de todos os tempos.

A distribuição do Mew faz parte das comemorações de 10 anos do lançamento dos jogos “Pokémon Gold & Silver“. Para conseguir o monstrinho, o jogador deve possuir um Nintendo DS (ou DSi) equipado com Pokémon HearthGold ou SoulSilver (as versões remakes dos jogos originais) e conecta-lo através de uma rede banda larga sem fio ao canal Mistery Gift do sistema de acesso  mundial da Nintendo, utilizando o próprio console.

Mew foi o primeio pokémon oculto da franquia de jogos de Satoshi Tajiri, sendo o único monstrinho das versões Green, Red, Blue e Yellow que apenas podeia ser capturado através dos centros de distribuição da Nintendo, que aconteciam apenas em eventos de animes e games  no Japão e nos EUA.

Após 10 anos, finalmente Mew poderá ser capturado por treinadores de todo o mundo.

O monstrinho ganhou fama após ser uma das estrelas do filme “Pokémon – Mewtwo Contra-Ataca“, o primeiro longa-metragem da franquia, e a partir dai foi um dos persongens mais cultuados do universo dos games e animes. Captura-lo agora, será a oportunidade de milhões de treinadores que sempre quiseram poder treinar um exemplar desses ainda nos anos 90.

O evento começará amanhã, dia 15 de outubro de 2010 e seguirá até o dia 30 de outubro.

Mais informações acesse  Pokémon.com