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Campanha “Queremos Saint Seiya dublado em português no PS3”

O site CavZodíaco iníciou há pouco tempo uma campanha audaciosa: unir os fãs brasileiros para convencer a produtora de jogos Bandai/Nanco a lançar no Brasil uma versão com áudio em português do jogo Saint Seiya Senki. Confira abaixo os detalhes da campanha:


INTRODUÇÃO
Como todos os fãs já sabem, no dia 23 de Novembro de 2011 será lançado, no Japão, o jogo Saint Seiya Senki, o primeiro jogo da série para o console PlayStation 3 (a versão européia, intitulada Saint Seiya Sanctuary Battle será lançada apenas em Fevereiro de 2012).

Como o jogo está sendo muito aguardado pela comunidade de fãs brasileiros e amparado por um entrevista realizada pelo portal UOL com o produtor do jogo, o sr. Ryo Mito, durante o evento Tokyo Game Show 2011, que sinalizou a possibilidade de no futuro termos uma versão em português (legendada e/ou dublada) desde que a “voz” dos fãs brasileiros chegassem até eles, o site CavZodíaco decidiu criar a campanha Queremos Saint Seiya dublado em português no PS3. Confira abaixo o release oficial do site sobre a campanha:

A CAMPANHA
A ideia é mostrar para a Bandai/Namco de que existem muitos fãs brasileiros dos Cavaleiros do Zodíaco e que eles comprarão a versão em português (via mídia do jogo ou via PSN) caso esta seja produzida. Para isso, pensamos que um simples abaixo assinado não irá surtir efeito, tendo em vista que nos dias de hoje pode ser facilmente burlado (repetições de cadastros, cadastros falsos etc). Sendo assim, foi pensado em uma maneira mais efetiva de mostrar que além de existirem muitos fãs no Brasil, eles consomem produtos originais da série, dando uma importante contribuição para o mercado internacional e para a continuação e lançamentos de novos produtos.
Na página da campanha (clique aqui), haverá um mural com fotos dos fãs ao lado de um ou mais produtos originais da série. Vale qualquer produto (nacional ou importado), mas desde que seja original. Caso não tenha, vale pegar o produto emprestado com o amigo, parentes etc, desde que o fã apareça na foto prestigiando um produto original. As fotos deverão ser enviadas para o E-Mail abaixo, com Nome Completo, CDZID (código de cadastro do site CavZodíaco, se o fã for cadastrado no site, caso contrário não é necessário enviar), Idade, Cidade e Estado. Os fãs podem ajudar também através das redes sociais, divulgando a campanha e a hashtag #saintseiyadubladops3. Além das fotos, o barulho nas redes sociais será fundamental! Lembrando que não temos garantia alguma de que esta campanha dará certo, mas iremos tentar da mesma forma já que no final ganharemos também uma seção especial com as coleções dos fãs que ficará eternizada para sempre!

APOIO DO BLOG NEXTCONQUEROR
Tanto por ser um fã inveterado de Saint Seiya, como para dar apoio à genial campanha do CavZodíaco, resolvi postar as minhas fotos aqui e nas redes sociais a qual participo. Surgiro que fãs blogueiros, vlogueiros e possuidores de demais canais na rede façam o mesmo para ampliar as extensões da campanha.

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Evento do retorno de Sailor Moon S ao Brasil já tem data marcada e já repercute na imprensa mundial!

A Toei Animation e a CD&DVD Factory acabam de oficializar um acordo com a Livraria Cultura.

Para celebrar o retorno de Sailor Moon S ao Brasil, a CD&DVD Factory, com o apoio do site SOS Sailor Moon, vai realizar a já anunciada Festa de Lançamento para os fãs da série no dia 17 de setembro, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, em São Paulo, a partir das 13h.

Entre as atividades do evento, será realizado com o apoio do grupo SOS Sailor Moon um concurso cosplay, além da aguardada presença das dubladoras da série. Mais detalhes da programação serão divulgadas em breve.

Mesmo sem a tão aguardada redublagem com o elenco dos anos 90, a CD&DVD Factory promete caprichar na coleção. Com a arte de capa do volume 1 caprichada, o disco de lançamento trará 3 episódios de Sailor Moon S com áudio da versão brasileira (do início dos anos 2000, produzido pela BKS) e com a versão remasterizada do áudio original japonês acompanhado de legendas.

Sailor Moon causou furor nos anos 90 quando foi exibida no Brasil pela Rede Manchete. Seu retorno ao Brasil é um marco na história da série em terras tupiniquins. Tanto que a data já está sendo repercutida na mídia internacional. O anúncio do evento foi realizado pela Toei em Los Angeles, dando total apoio ao Brasil.

Esse anúncio é ótimo para a série, já que mostrando o trabalho bem feito que a CD&DVD Factory está realizando no Brasil, empresas das mais diversas áreas podem se interessar no licenciamento de produtos da franquia em território brazuca.

Por isso, marque na sua agenda:

Lançamento de Sailor Moon S
Livraria Cultura – Bourbon Shopping
Local: Rua Turiaçú, 2.100 – Pompeia – São Paulo
Horário: 13h às 17h
Entrada: Gratuita

Portfólio atualizado [3]

Adicionado a área de portfólio a divisão fanart. A primeira postagem conta com o projeto de arte conceitual que fiz para uma possível coleção de Sailor Moon Classic em DVD, idealizada conforme as necessidades de mercado e capacidade técnica dos discos de armazenamento.

Para acessar, clique na aba Portfólio e selecione a obra desejada, ou clique aqui.

Um modelo de capa para o volume 1 de Sailor Moon S

Que Sailor Moon S será lançado pela CD&DVD Factory no Brasil sem a tão aguardada redublagem com o elenco dos anos 90, todo mundo já sabe. A novidade foi que nessa semana a arte de capa do primeiro volume do DVD foi anunciado (clique aqui para ver), mas para o desagrado dos fãs, a capa não convenceu.

Com uma arte comum e com muitos elementos utilizados nos tradicionais DVDs da Playarte, a CD&DVD Factory anunciou que, a pedido dos fãs, uma nova capa será produzida.

Acontece que após me deparar com primeira arte da capa, meu cérebro começou a fervilhar e milhares de idéias surgiram na minha mente. Assim, fiz um modelo de capa para o volume 1 de Sailor Moon S, que voê podem conferir abaixo:

Na arte eu coloquei todos os elementos legais envolvidos (textos e logos), inseri os créditos de produção e criei uma disposição mais soltas para as informações técnicas. Apesar de eu preferi o logotipo antigo, coloquei o novo, adaptando-o para a série S. Para o fundo, eu optei pelo rosa, salientando a nova identidade visual da série e dando a impressão de ser um papel de presente. Escolhi apenas a Serena e Tuxedo Mask para a frente, para não polui-la e deixar os personagens bem salientados, visto seu romance no decorrer da série. Para o verso optei pelas cinco sailors principais, tanto pelo seu protagonismo como para evitar spoilers para quem assiste pela primeira vez. A Lua faz seu papel decorativo ao mesmo tempo que evita que os elementos legais fiquem muito didáticos.

Lembrando que a arte oficial do DVD precisa utilizar os characters design e o material mandados pela Toei (que atualmente ficam a cargo do incrível fanartista italiano Marco Albiero). Por isso, apesar de eu ter enviado o material para a CD&DVD Factory, acredito que esse material não poderá ser aceito como oficial.

Lembrando também que este é um trabalho de fã, sem nenhum intuito comercial envolvido. Sailor Moon e todos os seus elementos relacionados tem seus direitos reservados, sendo assim proibido utilizar a arte acima para qualquer fim.

Novidades sobre FullMetal Alchemist no Brasil

Aclamado pelo público e pela crítica, FullMetal Alchemist pode ser considerado uma obra-prima contemporânea ao se tratar de desenhos animados japoneses. Criado em 2002 pela mangaka Hiromu Arakawa na revista mensal Shonen GanGan, a história logo ganhou uma animação, que levou o mesmo nome do mangá e contou com um final alternativo.

No Brasil, a Focus Filmes iniciou a coleção de DVDs da animação em 2006 e a “pausou” em 2007, faltando apenas um volume para a conclusão dos 51 episódios da série.

A novidade é que, conforme anunciado pelo gerente de marketing da empresa, Afonso Fucci, ao site JBOX, a Focus filmes vai concluir a série ainda neste ano, com lançamento previsto para dezembro.

Curiosamente, em 2006, a empresa também havia licenciado o filme “Shambala no Conqueror” (que conclui a série), mas com as baixas vendas do título, o filme foi engavetado.

Após três anos de espera a Focus Filmes finalmente concluirá o lançamento de FullMetal Alchemist em DVD.

Mas o sucesso de FullMetal Alchemist não parou com uma animação com final alternativo. Em 2008, o Japão lançou FullMetal BrotherHood, um anime que segue com rigor a história original de Hiromu Arakawa e já foi concluído nesse ano.

O site ANMTV recebeu a confirmação que a animação já está licenciada na América Latina (especula-se que pela FUNimation ou Televix) e aguarda a aprovação da produtora para iniciar as dublagens em espanhol.

Coma chegada da série aos países hermanos, o licenciamento no Brasil fica muito mais fácil e em breve novidades quanto ao lançamento em DVD ou em exibição na TV podem acontecer.

Com um pouco de sorte, os irmãos Elric podem voltar a dar as caras no Brasil em sua nova animação

Espero que nos próximos meses bons tempos venham para a série no Brasil, já que com o seu tamanho potencial, poderia ter deixado fenômenos como Naruto e cia no chinelo, se tivesse sido exibido na TV aberta aliado a um bom planejamento de marketing.

o gerente de marketing da empresa, Afonso Fucci

REVIEW: box The Lost Canvas da FlashStar Filmes volume 2

Produto: Box “Saint Seiya – The Lost Canvas”
Faixa de preço da box: R$49,90.
Faixa de preço dos DVD’s avulsos: entre R$19,90 R$24,90.

Dando continuidade ao seu trabalho com os defensores de Atena, a FlashStar Filmes (um dos selos da Focus Filmes) lançou em 2 de agosto de 2010 o segundo box do spin-of The Lost Canvas da franquia Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil) contendo os 7 últimos episódios da primeira temporada da série (que somado aos 6 primeiros rendeu 13 episódios).

A TROCA DE LOGOTIPO

Quem se deparar com o produto a primeira vista notará a primeira mudança em relação ao primeiro box: a troca de logotipo.

Com a intenção de criar uma idetidade visual única no ocidente para a franquia The Lost Canvas, a produtora TMS (empresa de animação do grupo SEGA) junto com a editora Akita Shoten (editora da revista Shonen Champion, antologia em que foi publicada os quadrinhos que deram origem a animação) decidiram por padronizar o logotipo de todos os produtos que utilizassem o nome da série.

Assim, não só a FlashStar/Focus Filmes, mas também a Editora JBC (que publica os quadrinhos no Brasil), foram obrigados a trocar o logotipo que vinham utilizando para passar a usar o logotipo criado no Japão.

O logo utilizado no primeiro box era parecido com o da série clássica da franquia.

Entre críticas e elogios dos fãs mais ardorosos, o fato é que a FlashStar/Focus Filmes errou desde o começo ao optar no primeiro box, pela utilização do logotipo criado pela JBC quando esta começou a publicar o mangá por aqui, já que este se assemelhava demais ao logotipo da série clássica animada pelo estúdio Toei Animation, que trazia o nome “Os Cavaleiros do Zodíaco” (nome também utiliado pela Toei o ocidente) em letras douradas margeado por bordas também douradas e pelos subtítulos “The Lost Canvas” e “A Saga de Hades“.

Essa semelhança não era pura coincidência: com um logotipo tão parecido com o da Toei, ficaria muito mais fácil para o consumidor fazer a ligação entre a série clássica e o spin-of na hora de se deparar com o produto na loja.

Porém, por se tratar de um logotipo tão diferente da animação da TMS, o logotipo acabava por descaracterizar a animação, que no Japão já trazia uma identidade visual diferente da série clássica da Toei.

Assim, o uso do logotipo original foi mais do que benvindo, mas mesmo assim podem ser notadas algumas falhas em seu uso o mercado nacional.

A FlashStar utilizou o logotipo ocidental da TMS em sua forma completa, ou seja, sem nenhum tipo de adaptação para o mercado brasileiro. Isso acabou resultando também em alterações no nome da coleção, que deixou de ser o extenso “Os Cavaleiros do Zodíaco – The Lost Canvas – A Saga de Hades” para o simplório “Saint Seiya – The Lost Canvas

O logo ocidental oficial foi criado pela TMS e se aproxima muito do logo original japonês.

O ideal seria que o nome Saint Seiya nem fosse utilizado, já que a força da franquia no Brasil sempre esteve ligada ao nome Os Cavaleiros do Zodíaco, mas mesmo uma inscrição com esse nome acima do logo, como foi feito com o mangá, não foi utilizado.

Para o fã da franquia e de animação em geral, isso não faz diferença alguma (a não ser as reclamações ou os elogios) na hora de fazer a compra, já que já conhecem a qualidade da animação desde que ela saiu no Japão e já conhecem o capricho que FlashStar deu ao produto em seu primeiro box (leia o review do primeiro box aqui), o único resultado mercadologicamente negativo que pode ocorrer é a confusão (ou a não procura) que o consumidor potencial que se interessa pela franquia mas não acompanha notícias relacionadas pode ter ao procurar o produto, já que nem o apelo visual da semelhança do logo anterior e nem o nome ocidental de Saint Seiya estarão estampando o logotipo do produto.

Trocando em miúdos, a mudança foi positiva, pois o novo logo é uma das caracterísiticas mais marcantes da série fora do Brasil, mas por se tratar de Brasil, o nome Os Cavaleiros do Zodíaco poderia ter sido adaptado ao novo logotipo, preferencialmente numa nova arte, mas se impossível, numa inscrição acima do logo.

A EMBALAGEM

Junto do novo lotipo, foi utilizado como ilustração da capa a mesma imagem que a FlashStar/Focus utilizou no Brasil quando licenciou a série no Brasil. A imagem é bonita, traz Tenma, Sasha e Alone (personagens principais da história) em destaque, junto com Yato, Yuzuriha e a constelação de Pégaso na parte inferior, mas seria mais interessante se a TMS tivesse liberado uma imagem nova para estampar a capa do box.

Do mesmo jeito que o volume 1 e todos os lançamentos anteriores da Focus Filmes em formato box (com excessão dos digipack), a caixa é completamente fechada, trazendo duas aberturas nas laterais para a retirada das caixas avulsas.

A capa utilizada é a mesma ilustração que a FlashStar usou para anunciar o licenciamento do anime.

As lombadas trouxeram no lugar do Tenma de Pégaso da caixa anterior, o object da armadura de Pégaso, que foi uma sacada de ouro do gráfico que concedeu a caixa, a não ser pelo fato de que a mencionada imagem parece ter sido esticada (perdendo um pouco da qualidade) quando se a vê de perto.No verso, foi utilizado o mesmo texto do volume 1, que é um tanto quanto longo e confuso para se explicar a história para um consumidor que não conhece o conteúdo do produto, dando muitas retomadas em pernagens já citados para melhor exlicar sua participação na história.

Apenas o material do box continua a desejar, já que é feito de um papelão mais fino do que a sua prinipal concorrente no ramo, a PlayArte, costuma utilizar.

Os DVDs avulsos do Brasil têm a mesma capa dos DVDs japoneses.

A arte das capas dos DVDs avulsos são um espetáculo a parte, sendo as mesmas utilizadas no Japão, o que agradou imensamente os fãs de longa ou curta data. As ilustrações internas e os labels dos discos foram muito bm selecionados e adaptados, criando um how de imagem para quem abre a caixa.

O CONTEÚDO

A FlashStar manteve o excelente padrão de imagem e som utilizado o volume 1 da coleção.

Da mesma maneira, a arte do menus também não deixou a desejar, traendo trechos do filme, imagens selecionadas e transições interessantes entre um menu e ouro.

O erro no menu “idioma” do volume 1 foi corrigido, sendo possível ajusta-lo antes da exibição do filme sem que o DVD player vá para o modo “stop” como no volume 1.

O único ponto negativo é o terceiro disco trazer o mesmo making-of contido na coleção anterior. Já que o produto iria trazer extras, seria melhor que eles fossem inéditos.

A qualidade do som e da imagem surpreendem!

Seria perda de tempo continuar a falar sobre o conteúdo, já que a animação em si já é um show a parte, agrandando em cheio tanto aqueles que já são fãs de longa data como aqueles que querem começar a conhecer Saint Seiya através de The Lost Canvas.

A DUBLAGEM

O estúdio responsável pela dublagem dessa segunda leva de episódios foi novamente a DuBrasil, que abocanhou 4 prêmios o Prêmio Yamato de Dublagem (conhecido popularmente como Oscar de Dublagem) com o trabalho que realizou com o trabalho realizado no primeiro box.

Se antes os fãs eram sempre temerosos do trabalho realizado pelo estúdio, esse medo acabou após o sucesso da dublagem da primeira leva de episódios de The Lost Canvas, as principais espectativas dos fãs, não eram o resultado final, mas fim a escalação de novos dubladores que acompanhariam o elenco dos primeiros episódios (confira a lista aqui) que não foram alterados.

Seguindo dicas do site CavZodiaco.com.br e ouvindo os desejos dos fãs, Hermes Baroli e Zodja Pereira, escalaram dubladores que, do mesmo jeito que o box anterior, foram grandes acertos.

O primeiro a ser confirmado como dublador foi Alexandre Moreno no papel de Manigold de Câncer. Conhecido por ser o dublador de Adan Sandler, Alexandre Moreno caprichou. Sua participação, apesar de curta, foi genial, colocando na voz do personagem todo a ironia e sagacidade que ele reflete, e deixando os fãs com um gostinho de quero mais.

Um show de interpretação com os novos dubladores.

Para interpretar Asmita de Virgem foi escalado Marco Antônio Costa, dublador de George Clooney desde a época de E.R – Plantão Médico. Frieza, imponência e toda a seriedade do cavaleiro de Virgem ficaram muito salientes no personagem, melhor escolha seria impossivel.

Ainda entre os dubladores cariocas, foi escalado Mauro Ramos (Pumba em o Rei Leão, John Locke em Lost a partir da terceira temporada e Sully de Monstros S/A) como Hasgard “Aldebaran” de Touro. A impressão que ficou foi que o personagem já nasceu com a voz de Mauro Ramos, que refletiu toda a determinação de Hasgard.

Para fechar com chave de ouro as grandes escolhas da DuBrasil, voltou ao time d’Os Cavaleiros do Zodíaco o dublador Flávio Dias no papel de Sisifo de Sagitário. Flávio já havia dublado o deus Poseidon quando o anime foi dublado na Gota Mágica nos anos 90, mas foi substituído quando o anime foi redublado nos anos 2000. Com uma voz mais experiente que em nada lembrou Poseidon, o dublador fez um bom trabalho e continuará a abrilhantar The Lost Canvas, já que Sisifo ainda fará grandes participações ao decorrer da história.

Ainda no elenco anterior, vale ressaltar o excelente trabalho que Silas Borges (que ganhou o prêmio de “melhor dublador de anime” pelo trabalho no volume 1 de The Lost Canvas) fez como Alone, Charles Emanuel como Tenma, Tatiane Keplmair como Yuzuriha  e Yuri Chésman como Yato, mostrando que o elenco dos protagoistas do novo anime, se mostra tão brilhante quanto os dubladores da animação original.

Silas Borges ganhou um Oscar de Dublagem pela interpretação da primeira leva de episódios e melhorou ainda mais nesse segundo box.

Dos demais, todo o antigo elenco está de parabéns, a não ser pelas ressalvas a seguir.

Roberto Leite ainda não convence como Kagaho de Benu, apesar de ter melhorado bastante se comparado ao primeiro box. O personagem ainda parece muito passional e sem controle de si mesmo, diferente do personagem frio e dedicado que o dublador japonês demonstra.

E ainda vale ressaltar que ao contrário do primeiro box, o som das BGs (back ground) ficaram um pouco mais baixas que a versão original (nada que comprometa, mas ficaram mais baixas), mas que do mesmo jeito, as vozes dos dubladores também ficaram mais baixas. Assim, para que a experiência da versão dublada seja tão intensa quanto a causada pelos sons de fundo da versão japonesa, aconselho a erguer um pouco mais o som da TV.

ENFIM, VALE A PENA COMPRAR?

Mais uma vez toda a equipe envolvida no produto caprichou. Não há brindes ou extras novos, mas levando em consideração que o preço de lançamento baixou quase 30% se comparado ao preço de lançamento do primeiro box e ainda traz um episódio a mais a compra se torna quase que obrigatória para todo fã da série. Esse novo box segue toda a qualidade de seu antecessor e certamente não trará arrependimentos a quem quiser continuar sua coleção ou simplesmente se divertir com o que a animação japonesa tem de melhor.

Rebuild of Evangelion no Brasil

Por essa ninguém esperava! Foi confirmado ao blog Maximun Cosmo que a Paris Filmes lançará o primeiro longa-metragem da nova formação de Neon Genesis Evangelion no Brasil, Evangelion 1.11!

Com lançamento previsto apra dia 21 de julho, o filme contará com a adaptação de Marcel R. Goto, da antiga Herói Mangá (uma das melhores publicações do gênero no Brasil, mesmo que tenha durado tão pouco tempo).

Esses longas de Evangelion são versões da história refeitas produzidas pelo Studio Khara, com roteiro do mestre Hideaki Anno, criador da série. O primeiro filme foi lançado em 2007, e o segundo em 2009. Não há previsão para o terceiro e nem o quarto longa.

RESENHA: O Castelo Animado

Título original: Hauru No Ugoku Shiro (Japão) // Howl’s Moving Castle (EUA)
Gênero: Animação
Duração: 1h59
Ano de lançamento: 2004
Estúdio: Dentsu Inc. / NTV / Studio Ghibli / Tohokushinsha Film Corp. / Tokuma Shoten / Walt Disney Pictures
Distribuidora: Buena Vista International / PlayArte
Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki, baseado em livro de Diana Wynne Jones
Produção: Rick Dempsey, Ned Lott e Toshio Suzuki
Música: Joe Hisaishi
Edição: Takeshi Seyama

E se você avançasse no tempo e chegasse a terceira idade em questão de segundos? E se todo o período passado entre sua idade atual e seus 90 anos tivessem sido perdidos no tempo? E o que aconteceria se todo o medo guardado durante anos não mais te afetasse?

São perguntas como estas que movem o enredo de “O Castelo Animado“, animação de Hayao Miyazaki (de A Viagem de Chihiro) trazido para o Brasil pela PlayArte Pictures.

O filme teve uma exibição discreta pelos cinemas nacionais em 2005, mas a mensagem deixada por ele marcará para sempre aqueles que o assistiram.

Apesar de negar seus sentimentos, a paixão de Sophie surgiu logo a primeira vista.

O longa conta a história da jovem Sophie que após uma visita um tanto quanto inusitada da Bruxa da Terra Vazia a sua loja de perucas é transformada em uma velha de 90 anos. Sophie que sempre viveu presa no negócio que seu pai lhe deixou após a morte, resolve fugir e procurar o poderoso feiticeiro Howl, que havia lhe salvo de homens mal intencionados que abordaram a garota enquanto ela fazia compras na feira da cidade.

Howl é um mago conhecido por seu gigantesco castelo andante, que está sempre cruzando as cidades. Além disso, o feiticeiro tem a fama de roubar o coração das garotas que o conhecem, já que estas não conseguem resistir ao charme e ao poder de atração que ele tem.

Ao chegar ao castelo, Sophie decobre que o mago vive com o garoto Marcle e com Cálcifer, uma labareda de fogo que move o castelo e ainda promete fazer a jovem senhora retroceder até a sua idade atual caso ela consiga descobrir a ligação entre ele e o dono do castelo, que aceita de bom grado que a visitante se torne sua nova empregada doméstica.

Calcifer faz a parte cômica do filme como ninguém.

Como condição da Bruxa da Terra Vazia, Sophie não pode contar a Howl que ela fora enfeitiçada, assim, com seu novo emprego no castelo, a velha garota vai descobrindo todas as maravilhas e encantamentos que o cercam, que vão desde portas mágicas até as várias personalidades de feiticeiro bonitão.

Se o enredo já é uma mistura de elementos cativantes, a experiência de assistir o filme faz com que até o espectador mais exigente caia de queixo com os efeitos visuais animados, que fazem qualquer efeito 3D tão na moda hoje em dia pareça coisa de criança. Os detalhes de cada enquadramento faz com que cada cena se torne uma verdadeira obra de arte, característica marcante de todos os filmes de Hayao Miyazaki.

O cuidado que o diretor dá as mais simples passagens do filme não só impressiona, mas muito cativa. Cada personagem é moldado para uma finalidade própria, não existindo personagem que esteja presente para meros fins comerciais.

Os coadjuvantes trazem mais fantasia à história.

Se uma velha de 90 anos já não é a protagonista mais usual de um anime, o que dizer de herói que age por medo e apreensão?

Howl, a muito tempo, fez um acordo com um demônio, a qual ele deveria obedecer todas as ordens que reis o dessem. O que parecia simples e despretencioso, se tornou um enorme peso quando ele se vê obrigado a utilizar seus poderes para fins militares. O problema é que, além de ele odiar guerras, o feiticeiro está lutando ao lado de dois reinos rivais, que solicitaram seus serviços cada para uma das muitas identidades de Howl.

Miyazaki ainda foi muito engenhoso ao retratar as mudanças de atitude que a protagonista sofre após sua transformação. De uma garota submissa as pressões internas referentes a honra e a moral, Sophie passa a uma senhora cheia de atitude e sem medos, tomando diversas atitudes que superam até ela mesma, afinal, como diz a própria personagem: “o que uma velha tem a perder?”.

A arte do Castelo é uma verdadeira pintura!

Igualmente engenhoso, foi a maneira como a jovem envelhecida recupera sua juventude. A medida que Sophie vai aceitando sua paixão por Howl e vai desenvolvendo sentimentos altruístas, como o perdão, a coragem e o altruismo, a personagem vai recuperando sua juventude, tendo inclusive momentos de recuperação total.

Descrever cada atitude de cada personagem é pouco comparado a criatividade do autor ao compor sua aparência e o cenário em que vive. Os personagens de Miyazaki só descrevem melhor como o japonês é especialista na arte de contar histórias. Em meio a seres fantásticos e cenários inimagináveis, o diretor sempre dá destaque ao ser humano, às suas dúvidas e aspirações, o que sempre resulta na identificação de quem assite em cada parte de cada um dos personagens.

O filme é um clássico dos anos 2000.

Como é de praxe do autor, o filme é uma produção que diverte as crianças e comove os adultos. Diante do exemplo de uma jovem que perdeu sua juventude, o espectador aprende uma importante lição: escolher sonhar e viver, não caindo diante das dificuldades e lembrando sempre que existe um castelo animado dentro de cada um de nós, cheio de e complexos, mas sempre disposto a seguir caminhando em frente, seja no bom e velho jardim onde crescemos e aprendemos ou na Terra Vazia, que não será mais tão vazia após você chegar lá.

Pôster brasileiro.

RESENHA: Batman – O Cavaleiro de Gotham (Warner Premier)

FILME: Batman: Gotham Knight (バットマン: ゴッサムナイト, Battoman: Gossamu Naito)
DISTRIBUIÇÃO: Warner Bros.
ANO DE LANÇAMENTO: 2008

De tempos em temps os fãs de animação japonesa são presenteados com produções que valem ouro. Ao mesmo tempo, em meio a uma saturação de mercado, os fãs de comics (histórias em quadrinhos americana) também ganham verdadeiros diamantes brutos.

Mas Batman – O Cavaleiro de Gothan, foi uma jóia moldada para o agrado de ambos os segmentos. Se aproveitando de um mercado que vem crescendo a cada ano, desde a ascensão dos quadrinhos para o cinema e da facilidade de obtenção de conteúdo da internet, somado ao sucesso do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas, a Warner Bros encomendou a diversos estúdios japoneses a produção de um anime de uma de suas franquias de maior sucesso, Batman.

Dividido em 6 episódios, Batman – O Cavaleiro de Gothan, se passa entre o filme Batman Begins e O Cavaleiro Das Trevas. Com o roteiro de Jordan Goldberg, cada um dos episódios, a exemplo de Animatrix, conta com a direçao de um diretor diferente, o que faz com que a produção revele um novo Batman conforme o desenrolar da história.

O  estúdio Production I.G. produziu o traço mais inusitado do morcegão.

Aliás, mostrar o homem-morcego sobre vários pontos-de-vista, é a grande essência da obra. Logo no primeiro episódio, Eu tenho uma história para você (direção de Shojiro Nishimi), somos apresentados a juventude transviada de Gothan e as suas diferentes visões do herói de manto negro: seja como uma sombra andante, um morcego mutante ou um robô saído da ficção ciêntifica, cada uma das histórias contadas por cada um dos jovens mostra uma perturbada sociedade que oscila entre o progresso e a decadência. Reflexo não só de Gothan, mas de todas as grandes metrópoles do mundo real.

Enquanto o primeiro episódio se preocupa muito mais com a filosofia Batman, o segundo, Fogo Cruzado (direção de Futoshi Higashide), foca mais o enredo d‘O Cavaleiro das Trevas, revelando como o mafioso italiano Moroni, foi capturado pela polícia para que houvesse o julgamento deste no início do filme de Cristopher Nolan. Este episodio ficou a cargo do estúdio Production I.G, o mesmo que produziu o clássico Ghost in the Shell.

Fogo Cruzado mostra a captura do mafioso Moroni.

Até então, toda a historia está muito mais voltada para o universo de Gothan City, assim, o terceiro episódio, Teste de Campo (direção de Hiroshi Morioka), é o primeiro que  traz Bruce Wayne como protagonista, quando este vai estudar Ronald Marshall, um empresário que está sendo beneficiado por estranho assassinatos que estão o ocorrendo na cidade. A produção deste episódio ficou a cargo do estúdio Bee Train inc., e contou com a colaboração do estúdio DEEN, que cuidou da produção do anime Vampire Knight.

“-Ei morcego, – indaga um mendigo – quando você voa, como a cidade parece lá de cima?
– Parece suja. – Responde Batman.”

A ação propriamente dita começa no quarto episódio, Esconderijo na escuridão (direção de Yusuhiro Aoki), quando Batman corre atrás do rastro de Willian Craig, o Espantalho, que continua a utilizar a sua toxina em seus comparças, a maioria fugitiva do Asilo Arkhan (sanatório que teve a maioria de seus detentos soltos em Batman Begins). Após uma passagem pelos trilhos de metrô abandonados de Gothan e uma tremenda luta contra Killer Croc, mutante que tem medo de morcegos, o que lhe rende uma mordida e envenamento no ombro, o morcegão enfrenta Craig e salva o cardeal que ele havia sequestrado.

A podridão do sistema de metrô de Gotham é o cenário do quarto episódio.

No quinto episódio, Lidando com a dor (direção de Toshiyuki Kubooka), somos tranportados ao passado de Bruce Wayne, em um de seus treinamentos realizados antes de se encontrar com Rã’s Al’Ghul, onde o jovem aprendeu técnicas de luta e desenvolveu sua espiritualidade. Tanto esse episódio como o primeiro, foram produzidos pelo Studio 4ºC e ontou com a colaboação dos estúdios Bones (que produziu FullMetal Alchemist) e Gonzo (que produziu Chrono Crusade).

O episódio final, O Pistoeiro (direção de Jong-Sik Nam), mostra o desefecho da história. Ronald Marshall é preso por mandar o bandido O Pistoleiro cometer diversos assassinatos, que também é preso graças ao homem-morcego em uma das lutas animadas mais bem produzidas de toda a história animada do personagem. Foi o estúdio Mad House, cohecido pelo anime Death Note e da segunda animação de Hunter x Hunter que cuidou da produção deste e do quarto episódio, não coincidentemente os episódios com as lutas mais excitantes.

A ação caracetrísitica dos desenhos japoneses entra em cena no último episódio do DVD.

O filme foi lançado direto para DVD e seu sucesso estimulou a Warner a produzir outros diversos filmes animados com personagens da DC Comics no mesmo formato, só dessa vez em estúdios americanos.

“- As vezes eu acho que devia parar com isso. Lamentava Bruce Wayne, após uma batalha cheia de feridas.
– Talvez tenha razão, senhor – responde Alfred, seu fiel mordono – mas algo me diz que há um propósito maior nisso tudo.”

Em meio a tantas nomenclaturas, seja filme, anime, desenho animado ou série em 6 episódios, Batman – O Cavaleiro de Gothan explora o universo do homem-morcego de uma forma jamais antes vista, sendo a melhor categoria para classificá-lo como uma obra de arte que merece ser assistido, seja por fãs de longa data do personagem, seja por marinheiros de primeira viagem que apreciam filmes que põe em cheque os limites e a superação humana.