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RESENHA: Superman e Batman – Inimigos Públicos (Warner Premier)

Os maiores heróis de toda história não tem descanso em tempo algum. Entre embolos da editora para recriar passados, histórias no presente escritas por várias linhas de pensamento e diversos futuros alternativos, Bruce Wayne e Clark Kent já passaram por tudo. Em Superman e Batman – Inimigos Públicos, ambos são postos fora da lei por ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos.

É dificil dizer qual é o mais famoso e mais querido herói do mundo. Mas uma coisa é certa, mesmo com o gigantesco apelo dos heróis japoneses e o sucesso estrondoso nos cinemas dos personagens da Marvel Comics, não há páreo mais difícil de se enfrentar que a dobradinha Superman e Batman.

Criados em épocas próximas e com histórias sempre desenvolvidas para apanhar leitores de todos os pontos de vista, os heróis se tornaram ícones da cultura pop e referência em grandes produções. Enquanto Superman é a referência em qualidade de filmes de herói do século XX e o heróis da esperança e da luz, Batman é o maior ícone em qualidade de produção dos filmes da nova era do cinema, criando histórias sombrias, reais e próximas da realidade.

Juntar os dois em um único filme animado parece a fórmula perfeita para um grande sucesso de produção e não foi diferente. Adaptando o arco The World’s Finest das histórias em quadrinhas, a Warner Premiere du origem há um filme com um traço muito próximo das produções pra TV dos heróis, aproximando o público jovem e ao mesmo tempo trazendo muita originalidade na animação, o que reuniu os fãs mais maduros para o filme.

Heróis ou vilões? O que pensar quando os maiores heróis da Terra se tornam foras-da-lei?

Na história, após um ardiloso plano, Lex Luthor consegue se tornar presidente dos Estados Unidos e fazer com que alguns heróis se aliem a ele numa espécie de “Liga da Justiça” governamental, entre eles o Capitão Átomo, o Homem-Gavião, a Estelar e o Capitão Marvel (o que por si só já é uma tremenda união de personagens para uma série de pancadarias com o Superman).

E é claro que o maior vilão do Superman não perderia tempo para s aproveitar do poder recém adquirido para jogar toda a população e os seus heróis particulares pra cima dos heróis para desviar os olhares mais atentos para mais um de seus planos megalomaníacos de conquista da Terra que todo bom vilão deve desejar.

Mesmo com um enredo simples e a pouca partipação da população da qual Batman e Superman deveriam ser inimigos, os embates, os diálogos e as situações as quais os personagens são envolvidos tornam a produção algo muito interessante durante todo o seu tempo de duração, que facilmente poderia ter sido extendido.

A heroína Poderosa foi o destaque do filme!

Destaque total para a participação da heroína Poderosa (Power Girl, no original) o primeiro protótipo de de SuperGirl que a DC criou e readaptou para uma nova origem e uma nova personagem em suas muitas crises de terras. Confiando no seu histórico com Superman e na inteligência de Batman, a heroína troca de lado e se une aos foras-da-lei para tentar entender, junto com o espectador, as verdadeiras intenções de Luthor.

Com um final de tirar o fôlego com uma performance martirizadora de Batman, o filme animado se torna um clássico a medida que é assistido e mais uma obra-prima da Warner Premiere a medida que é admirado por novos e antigos fãs dos maiores super-heróis da Terra.

Lex Luthor em sua armadura estilo MegaMan.

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RESENHA: O Castelo Animado

Título original: Hauru No Ugoku Shiro (Japão) // Howl’s Moving Castle (EUA)
Gênero: Animação
Duração: 1h59
Ano de lançamento: 2004
Estúdio: Dentsu Inc. / NTV / Studio Ghibli / Tohokushinsha Film Corp. / Tokuma Shoten / Walt Disney Pictures
Distribuidora: Buena Vista International / PlayArte
Direção: Hayao Miyazaki
Roteiro: Hayao Miyazaki, baseado em livro de Diana Wynne Jones
Produção: Rick Dempsey, Ned Lott e Toshio Suzuki
Música: Joe Hisaishi
Edição: Takeshi Seyama

E se você avançasse no tempo e chegasse a terceira idade em questão de segundos? E se todo o período passado entre sua idade atual e seus 90 anos tivessem sido perdidos no tempo? E o que aconteceria se todo o medo guardado durante anos não mais te afetasse?

São perguntas como estas que movem o enredo de “O Castelo Animado“, animação de Hayao Miyazaki (de A Viagem de Chihiro) trazido para o Brasil pela PlayArte Pictures.

O filme teve uma exibição discreta pelos cinemas nacionais em 2005, mas a mensagem deixada por ele marcará para sempre aqueles que o assistiram.

Apesar de negar seus sentimentos, a paixão de Sophie surgiu logo a primeira vista.

O longa conta a história da jovem Sophie que após uma visita um tanto quanto inusitada da Bruxa da Terra Vazia a sua loja de perucas é transformada em uma velha de 90 anos. Sophie que sempre viveu presa no negócio que seu pai lhe deixou após a morte, resolve fugir e procurar o poderoso feiticeiro Howl, que havia lhe salvo de homens mal intencionados que abordaram a garota enquanto ela fazia compras na feira da cidade.

Howl é um mago conhecido por seu gigantesco castelo andante, que está sempre cruzando as cidades. Além disso, o feiticeiro tem a fama de roubar o coração das garotas que o conhecem, já que estas não conseguem resistir ao charme e ao poder de atração que ele tem.

Ao chegar ao castelo, Sophie decobre que o mago vive com o garoto Marcle e com Cálcifer, uma labareda de fogo que move o castelo e ainda promete fazer a jovem senhora retroceder até a sua idade atual caso ela consiga descobrir a ligação entre ele e o dono do castelo, que aceita de bom grado que a visitante se torne sua nova empregada doméstica.

Calcifer faz a parte cômica do filme como ninguém.

Como condição da Bruxa da Terra Vazia, Sophie não pode contar a Howl que ela fora enfeitiçada, assim, com seu novo emprego no castelo, a velha garota vai descobrindo todas as maravilhas e encantamentos que o cercam, que vão desde portas mágicas até as várias personalidades de feiticeiro bonitão.

Se o enredo já é uma mistura de elementos cativantes, a experiência de assistir o filme faz com que até o espectador mais exigente caia de queixo com os efeitos visuais animados, que fazem qualquer efeito 3D tão na moda hoje em dia pareça coisa de criança. Os detalhes de cada enquadramento faz com que cada cena se torne uma verdadeira obra de arte, característica marcante de todos os filmes de Hayao Miyazaki.

O cuidado que o diretor dá as mais simples passagens do filme não só impressiona, mas muito cativa. Cada personagem é moldado para uma finalidade própria, não existindo personagem que esteja presente para meros fins comerciais.

Os coadjuvantes trazem mais fantasia à história.

Se uma velha de 90 anos já não é a protagonista mais usual de um anime, o que dizer de herói que age por medo e apreensão?

Howl, a muito tempo, fez um acordo com um demônio, a qual ele deveria obedecer todas as ordens que reis o dessem. O que parecia simples e despretencioso, se tornou um enorme peso quando ele se vê obrigado a utilizar seus poderes para fins militares. O problema é que, além de ele odiar guerras, o feiticeiro está lutando ao lado de dois reinos rivais, que solicitaram seus serviços cada para uma das muitas identidades de Howl.

Miyazaki ainda foi muito engenhoso ao retratar as mudanças de atitude que a protagonista sofre após sua transformação. De uma garota submissa as pressões internas referentes a honra e a moral, Sophie passa a uma senhora cheia de atitude e sem medos, tomando diversas atitudes que superam até ela mesma, afinal, como diz a própria personagem: “o que uma velha tem a perder?”.

A arte do Castelo é uma verdadeira pintura!

Igualmente engenhoso, foi a maneira como a jovem envelhecida recupera sua juventude. A medida que Sophie vai aceitando sua paixão por Howl e vai desenvolvendo sentimentos altruístas, como o perdão, a coragem e o altruismo, a personagem vai recuperando sua juventude, tendo inclusive momentos de recuperação total.

Descrever cada atitude de cada personagem é pouco comparado a criatividade do autor ao compor sua aparência e o cenário em que vive. Os personagens de Miyazaki só descrevem melhor como o japonês é especialista na arte de contar histórias. Em meio a seres fantásticos e cenários inimagináveis, o diretor sempre dá destaque ao ser humano, às suas dúvidas e aspirações, o que sempre resulta na identificação de quem assite em cada parte de cada um dos personagens.

O filme é um clássico dos anos 2000.

Como é de praxe do autor, o filme é uma produção que diverte as crianças e comove os adultos. Diante do exemplo de uma jovem que perdeu sua juventude, o espectador aprende uma importante lição: escolher sonhar e viver, não caindo diante das dificuldades e lembrando sempre que existe um castelo animado dentro de cada um de nós, cheio de e complexos, mas sempre disposto a seguir caminhando em frente, seja no bom e velho jardim onde crescemos e aprendemos ou na Terra Vazia, que não será mais tão vazia após você chegar lá.

Pôster brasileiro.