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o blog do Davi Jr.

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RESENHA: Mulher-Maravilha (Warner Premier)

Todos conhecem o mito. Todos conhecem a beleza. Todos conhecem a lenda. Mas são poucos aqueles que conhecem a verdadeiro Mulher-Maravilha. É por isso que numa jogada invejável, a Warner Premier criou uma animação que poderia, muito bem, ser a base de um longa metragem arrasa quarteirões dos cinemas!

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Mesmo entre os fãs dos quadrinhos, muitos personagens ficam perdidos a tantas abordagens realizadas deles durante suas décadas de existência. Fenômeno nos anos 40 e até hoje a principal representante feminina do mundo dos super-heróis, a Mulher Maravilha é um desses casos, onde sem nem saber exatamente o porquê, os fãs a admiram como uma grande personagem.

Todos conhecem a origem kriptoniana do Superman ou como o assassinato dos pais de Bruce Wayne fizeram nascer o Batman. Mas e a Mulher-Maravilha? Ser princesa de uma ilha de amazonas é uma origem que basta? Apenas citada nas mídias fora dos quadrinhos, nunca foi abordada como é a Diana da Ilha de Themyscera.

Prevendo os moldes de Superman – Homem de Aço, o longa animado lançado para vídeo da Mulher Maravilha contou a origem da heróina e apresentou um de seus vilões num formato invejável até mesmo para Hollywood.

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Ambientando o espectados nas ilhas gregas mitológicas, a história se inicia com a Rainha Hipólita lutando contra Ares, deus da Guerra que desobeceu o pedido de Zeus de haver uma trégua entre deuses e amazonas, culminando no nascimento da Ilha de Themyscera, local onde aquelas que lá morassem ganhariam a vida e a juventude eterna.

O nascimento de Diana, nascida da areia da ilha, é um presente de Hera, atendendo aos pedidos de Hipólita de ter uma filha amazona. Porém, ao crescer, Diana começa a questionar o motivo da ilha ter se afastado por tantos séculos do mundo comum o que cria um conflito em mãe e filha.

Com a queda acidental do avião do militar Steve Trevor na ilha, Diana parte para Nova Iorque, enquanto a traição de uma das amazonas liberta Ares de seu calabouço e desperta uma guerra entre seres mitológicos e amazonas.

Apresentando o universo da Mulher-Maravilha de maneira fluída e convincente, aos poucos o espectador vai se habituando ao laço da verdade e ao jato invisível ao mesmo tempo que o conflito entre as crenças de Diana e o jeito mulherengo de Steve vem a tona.

Um ótimo desenvolvimento de personagens, ação e enredo fazem o filme um dos melhores da Warner Premiere!

Um ótimo desenvolvimento de personagens, ação e enredo fazem o filme um dos melhores da Warner Premiere!

Encerrando de maneira épica e cheia de combates alucinantes, o filme acerta em tudo que se propõe, mostrando-se um formato ideal para a já tardia inserção da heroína nos cinemas.

Parada Cosplay levou os maiores heróis do planeta à 31ª Festa da Uva de Jundiaí!

Com nove dias das mais variadas atrações de entretenimento, cultura e tradição, a Festa da Uva de Jundiaí, tradicionalmente realizada no Parque Antonio Carbonari na Avenida 9 de Julho, começou sua 31ª edição com muitas atrações voltadas para a família do jundiaiense.

Entre as diversas áreas temáticas dos eventos, diversas intervenções artísticas vão ocorrendo em diversas partes do local do evento, sendo que o destaque da tarde do primeiro sábado, dia 1º de fevereiro, foi a engenhosa Parada Cosplay.

Organizada pela mesma equipe que realizou o evento Jund Comics no Museu Solar do Barão em Novembro de 2013 e apoiada pela Cia de Teatro Techniatto, a atração trouxe heróis, vilões, princesas e diversos personagens dos quadrinhos, cinema, games, animes e mangás para o Parque da Uva, encantando crianças e realizando o sonho de muitos adultos.

Contando com fãs oriundos de Jundiaí e região, além de São Paulo, Guarulhos e Campinas, a parada reuniu cerca de 50 cosplayers que trouxeram a arte de representar seus personagens favoritos em cada canto da Festa da Uva.

Entre os personagens mais famosos, era possível conferir desde os clássicos da Disney, DC e Marvel Comics até fenômenos recentes da cultura pop, como Dragon Ball, Pokémon, Super Mario e o ícone dos anos 90 Os Cavaleiros do Zodíaco.

Divertindo a tudo e a todos, a Parada Cosplay marcou mais uma vez a Festa da Uva, deixando sua arte como atração e sua alegria como a lembrança dos sonhos dos heróis de nossa infância!

Confira abaixo as fotos tiradas pelo fotógrafo Sander Jr:

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RESENHA: Batman – O Cavaleiros das Trevas

Justiça. Confundido com a cruz e a espada, um justiceiro cria esperança aos mais inocentes e terror aos mais difusos. Em Batman – O Cavaleiros das Trevas caos e o acaso se unem para contar a história do herói que Gothan precisa, mas que ela precisa aprender a merecer.

O CORINGA

Desde Titanic, não houve filme na história do cinema mais cheios de rumores, mais cheios de lendas, mais cheios de superstições ou simplesmente mais comentado em escolas, locais de trabalho ou numa conversa com os amigos do que Batman – O Cavaleiro das Trevas.

Cercado por contextos e desconexos, o segundo filme do Homem-Morcego nas mãos de Christopher Nolan surpreendeu multidões no cinema e fora dele, seja com seus diálogos fortes ou com todos os acontecimentos envolvendo atores e produção.

Se o trabalho de marketing envolvendo o filme se tornou uma referência mundial para o chamado marketing de guerrilha (com ações que variaram desde shows com a esquadrilha da fumaça na Comic Con até caça ao tesouro na cidade de São Paulo), foram as tragédias envolvendo o acidente de Morgan Freeman, o caso da provável agressão de Christian Bale e a morte de Heath Legger que levou o filme a repercussões mundiais mesmo antes da estréia do filme em 2008.

Mas independente das previsões e do proveito que muitos meios de comunicação tiraram da situação, não foram tais acontecimentos que tiraram o brilho dos filmes na telona, um clássico dos tempos modernos e arrisca-se a dizer, o melhor filme de todos os tempos.

Até quando será necessária a existência de Batman em Gothan City?

E não é para menos, combinando a figura de um herói sombrio com a perpetuação do caos que um vilão imprevisível poderia propiciar, Christopher Nolan levou para os cinemas uma experiência nunca antes vivida por um expectador em qualquer tipo de arte.

De maneira muito mais contestadora e muito mais incisiva que Batman Begins, o segundo filme do reboot do Homem-Morcego se utilizou de toda uma mitologia para racionalizar em metáforas questões que levam o espectador a se perguntar a todo o tempo o que este faria se estivesse em Gothan City.

O CAOS

Não é a toa que Batman é um herói que sobrevive a décadas e para sempre seu legado será perpetuado através de suas revistas. Junto com Superman, o herói consegue englobar a todo tipo de espectador, primeiro o que prefere uma visão simplista e esperançosa e o segundo aqueles com uma visão complexa e menos clara do que será seu futuro.

Mesmo que criados numa visão durante a segunda guerra mundial, os valores e a simbologia deixadas, utilizadas e sumariamente reinventadas nos quadrinhos, tv e cinema formam uma rica visão ideológica para ser passada através das lentes de Hollywood, afinal qualquer tipo de idéia pode ser reinterpretada e aplicada em qualquer tempo que seja exprimida.

Coringa é como um cachorro atrás de um carro, se conseguisse pegá-lo, não saberia o que fazer com ele.

Christopher Nolan foi o diretor que mais pôde perceber isso ao filmar seu Batman. Sua Gothan foi formatada de mostrar toda a decadência que uma cidade com 33 milhões de habitantes pode criar. Seus habitantes, tão corruptíveis e ao mesmo tempo tão revoltados com a situação que criaram se tornaram cada vez mais humano com a condição que o diretor pôs a eles: um bizarro palhaço anarquista que só quer ver o circo pegar fogo.

Criado a partir de uma visão particular do diretor, Nolan levou aos cinemas através de uma atuação inigualável e memorável de Heath Ledger um Coringa ousado, irrefreável e muito possível de ser concretizado em um contexto como o de Gothan, seja na ficção ou na realidade.

O traço mais notável que foi dado ao personagem é a sua capacidade de parecer tão real, verdadeiro e próximo do espectador. Completamente louco e insano, o Coringa desperta tanta revolta quanto admiração do público.

A medida que o vilão coloca Batman em uma nova situação capciosa, Nolan vai provocando o espectador a refletir sobre o seu contexto de vida perante a cidade de Gothan, muitas vezes restritas e desejosas de uma resposta concreta do herói, coisa que, como na vida real, muitas vezes não viria.

EU ACREDITO EM HARVEY DENT

Do mesmo jeito que o Coringa foi formatado a partir de uma situação de Gothan City, o mesmo que Nolan fez com o alter-ego de Bruce Wayne em Batman Begins, o promotor de justiça Harvey Dent foi o resultado do encontro da cidade com o seu herói.

Batman, Harvey Dent e o comissário Gordon se unem na caçada contra o crime organizado da cidade!

Necessitada de um exemplo para continuar a seguir, Bruce Wayne e o comissário Gordon vêem em Dent a oportunidade ideal do símbolo Batman não ser mais necessário e a inspiração dos cidadãos parta de algo muito empírico que a figura do Homem-Morcego.

A conversão que Coringa provoca em Harvey até ele se tornar o Duas-Caras não foi por acaso. Além de feita em um tempo incomum para os filmes de super-herói ao único estilo Nolan de fazer cinema, a ascensão do vilão foi o complemento ideal para a conclusão do filme e a idéia geral da figura de Batman na cidade, um intermediário entre a condenada Sodoma e Gomorra e a transmutação em valorosa Metrópolis.

Não só o personagem como muito do contexto da cidade, de Coringa, do comissário Gordon e do próprio Batman vem de uma combinação genial de elementos das histórias O Longo Dia das Bruxas de Jeph Loeb e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Assim como nos filmes, uma das características principais dos quadrinhos é a humanização do herói e dos vilões, e a construção de cada uma de suas personalidades sem justificar as insanidades de suas ações.

Acrescentando a discussão sobre ética, moral, medo, caos e vingança que o filme trás em cada diálogo, todos muito bem construídos e claros, a formatação final do filme cria o ambiente perfeito para uma nova geração de filmes de super-heróis e uma nova visão de como se contar histórias através do cinema.

Segundo o Duas-Caras, o acaso é o mais justo dos decisores.

O CAVALEIROS DAS TREVAS

Estamos destinados a fazer isso para sempre“. Incrível como uma das frases do Coringa consegue ser tão clara e tão complexa ao mesmo tempo.

Se para os fãs a frase teve um significante que refletiu a permanente luta entre o bem e o mal do herói e do vilão, a filosofia interpretou tal colocação como o caos e as regras permanentemente moldadas através da essência do homem.

E se fosse avaliar os campos da psicologia, antropologia, comunicação ou qualquer outra ciência humana, tal embate entre Batman e Coringa poderia percorrer tamanhas interpretações e posicionamentos que tão ricos como os dois personagens, gerariam irreversíveis conteúdos para novas e eternas discussões.

RESENHA: Batman Begins

Medo. Tão atraente quanto a batida de um coração, tão assustador quanto qualquer forma de expressão da morte. O medo sempre foi o fator que altera para sempre o modo como o ser humano vê o seu futuro. Mais que uma história de superação, Batman Begins mostrou que tão amedontrador quanto exigente, o cinema nunca havia experimentado o medo na sua mais vil forma: aquele que dissuade toda a existência de um ser humano.

O INÍCIO

Demorou para os paparazzi de Hollywood descobrir que Christopher Nolan, estava produzindo um novo filme de Batman. E mesmo depois de sair em cartaz, demorou para o público perceber que o quinto longa-metragem do Homem-Morcego era, na verdade, um novo início para a cronologia do herói.

Apesar de comum nos quadrinhos, ainda mais na DC Comics, os reboot não eram comuns no cinema até Batman Begins ir para o cinema. A qualidade e a mudança radical que o diretor apostou ao lapidar seu filme fez tanto sucesso que muitas outras produtoras até então relutantes (alguém lembra do fiasco de Superman – o Retorno?) passaram a apostar no segmento, trazendos novos 007, Homem-Aranha e Star Trek para as telonas.

E não é só isso, se até 2005 a grande referência para levar heróis dos quadrinhos para o cinema era o estilo Christopher Reeve de ser Superman, Batman Begins trouxe um novo conceito de live-action, mostrando que a realidade pode ser uma ótima premissa para a concepção de uma história de ficção.

Tais conceitos só foram possíveis graças ao trabalho singular de de Christopher Nolan como diretor. Fã de Batman e fã dos efeitos especiais sem o uso de computação gráfica, Nolan criou o texto e todos os conceitos do novo Homem-Morcego na garagem de sua casa, junto com seu irmão Jonathan Nolan e o roteirista David S. Goyer com maquetes, miniaturas e muitas referências pós anos 80 que Frank Miller criou nos quadrinhos.

Nem parece herói: as primeiras filmagens foram feitas com outro título de filme para despistar rumores sobre a produção de um novo Batman.

Se antes de Batman o diretor era apenas mais um diretor, após trabalhar com o herói mais popular dos quadrinhos de todo o mundo, Nolan se transformou em um grande ícone do cinema, o maior destaque dos anos 2000.

POR QUE CAÍMOS?

Inédito nos cinemas, o pano de fundo de Batman Begins é segundo o próprio diretor “fazer as histórias de origem do personagem, que é uma história nunca antes contada” em um único longa-metragem.

Baseada na história Batman Ano Um (que ganhou sua versão animada em 2011 e misturando elementos sutis de vários outros quadrinhos, o filme consegue ser uma obra fiel e ao mesmo tempo original, conseguindo a aprovação dos fãs e cativando o público casual.

Após desenvolver um terrível trauma por morcegos ao cair num buraco e presenciar a morte dos pais quando criança, Bruce Wayne recluso cresce amargurado e introspectivo, desejando vingança do autor da morte de seus pais.

Ainda na faculdade, após ser repreendido por Rachel Dawes, sua amiga de infância que se tornou promotora de justiça, e humilhado por Carmine Falcone, o magnata chefão do crime organizado da cidade, Bruce decide sair de Gothan City para iniciar um treinamento que o habilite a livrar a injustiça das ruas e que provoque medo em todos os que provocam medo nas pessoas.

Treinando com o inimigo: Bruce Wayne faz o treinamento para aprender a lidar com o medo com Ra’s Al Ghul.

A temática do medo permeia por todo o filme, fazendo do trauma inicial de Bruce a força motriz para a criação do símbolo por trás do herói, fazendo a analogia perfeita do herói da ficção ao herói do mundo real que Batman se tornou.

A mensagem que Thomas Wayne diz a Bruce no início do longa e é repetido por diversos personagens ao longo do filme, apesar de não denotar medo em momento algum, desenvolve a reflexão do espectador ao mesmo tempo que no personagem, afinal assim como o Homem-Morcego, todos caem, mas as quedas acontecem para que aprendamos a ficar de pé.

SERVIR A JUSTIÇA

Se Christian Bale se tornou o melhor Batman, e já eternizado como tal, que o cinema já teve, a participação de Liam Neeson com vilão da série merece destaque não apenas por sua atuação, mas como pelo significado da participação de seu personagem.

Com a maior gama de vilões dos quadrinhos, não foi difícil para Nolan escolher vilões que nunca houvessem marcado presença nos cinemas. Se o papel de Falcone foi aproximar a realidade das cidades grandes para Gothan, e a função do Espantalho foi aproximar a história do filme as grandes massas, Ra’s Al Ghul foi o grande diferencial da história trazendo filosofia e pontos de vista sinuosos ao desafiar Batman.

Igual aos quadrinhos: Gary Oldman é Jimmy Gordon personificado.

Cunhado em discursos como “a vontade é tudo” e “os criminosos se beneficiam com a tolerância de uma sociedade compreensiva“, Ra’s deseja limpar o mal do mundo com a Liga das Sombras, uma sociedade secreta que históricamente provoca desastres em sociedade corrompidas como Gothan se tornou.

A discordância entre herói e vilão e a proximidade que ambos tem, fazem com que a ligeira diferença de Bruce e Ra’s traga uma grande razão de ser para o filme, fazendo com que o espectador saia da sala de cinema tão deslumbrado pela superação do herói como pelo modo de pensar mesquinho, mas tão convincente do vilão.

NÃO É O QUE VOCÊ É POR DENTRO

O desenvolvimento do personagem é a passagem mais cativante e ao mesmo tempo a que mais gera sequências arrebatadoras para o filme, tanto ideológicamente quanto cinematograficamente. E um dos pontos mais latentes é a relação de Bruce com os coadjuvantes do filme.

Um mito dos tempos modernos, o mordono Alfred ganhou total destaque durante todo o filme. Fazendo o papel da consciência do herói, o mordono sempre reluta com seu patrão quando este desperdiça o subjuga a conduta pessoal, profissional ou representativa de seus pais.

Rachel é o ponto de ligação com Bruce Wayne e Batman.

Lucius Fox, o funcionário do departamento de ciências aplicadas das Industrias Wayne que foi enconstado pela alta gerência por ser um dos braços direitos de Thomas Wayne no desenvolvimento dos programas de filantropia da empresa. Fornecedor do equipamento de Bruce, Fox se torna o porto seguro do herói quando Alfred não consegue cuidar da recuperação do herói.

Mas nada se compara ao papel que Gary Oldman desempenhou como o Sargento Gordon. Além do ator ser a cara do personagem dem diversos traços das histórias em quadrinhos, Gordon desempenha um papel fudamental para Batman, já que mesmo fazendo justiça dentro da lei, a lei de Gothan não tolera uma miliante como o Homem-Morcego e é o apoio do sargento e toda a sua dedicação que possibilita o trabalho de Batman e que conclui o filme de maneira não apenas genial, mas de tirar o fôlego, deixando latente todas as crenças e sentimentos dos personagens a flor da pele quando toda a Gothan se vê envolvida nos planos de extinção de Ra’s al Ghul, mostrando que não só a simbologia de cada que cada um dos personagens é importante, mas tudo o que eles realizam é o que torna o filme tão grandioso.

MEDO RETRATADO

O mehor de todos. Foi assim que a Times definiu a primeira produção de Batman dirigida por Christopher Nolan para o cinema. Indo mais além, Batman Begins não é apenas o melhor filme de Batman já criado, mas o melhor de todos os filmes de super herói da história e uma das maiores obras-primas que o cinema já teve.

Com um enredo instigante, muitas vezes perturbador e sempre cativante, mais que aproximar espectador e enredo, Nolan trouxe Batman para a realidade, fazendo o herói ser crível, dada as condições de sua existência.

O maior herói dos quadrinhos ganhou o melhor filme de todos os tempos!

Batman se fez real. Esse foi o diferencial de Batman Begins, característica que tantos outros diretores tentaram copiar, mas que só o talento de Christopher Nolan foi capaz de produzir em toda a essência que o medo poderia produzir.

RESENHA: Lanterna Verde

Se pararmos para contar a quantidade de filmes de super heróis que foram para a tela dos cinemas nos últimos anos, os dedos das mãos (mesmo apelando com os dos pés!) são serão suficientes para chegar até o total de produções. Os números são ainda mais monstruosos se comparados a quantidade de filmes de antes dos anos 2000. Em pleno século XXI, o Lanterna Verde mistura todos os elementos da velha e da nova guarda para criar um filme regular, mas que agrada.

O “UM ANEL”

“No dia mais claro,
Na noite mais densa,
O mal sucumbirá ante a minha presença
Todo aquele que venera o mal há de penar
Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!”

É com este juramente que Hal Jordan, um piloto de avião ousado acaba tendo sua vida transformada completamente após salvar um alienígena de roupa militar que lhe confiou um anel verde que o transformaria no guardião do setor espacial n° 2814 sob a alcunha de Lanterna Verde.

Fiel aos quadrinhos, a produção de 2011 levou até os cinemas o herói mais famoso da Tropa dos Lanternas Verdes, que assim como nos quadrinhos sofreu diversas transformações até ser formatado no personagem visto nas telonas.

Criado em 1940, Alan Scott criou um anel de energia verde a partir de um vestígio caído na Terra do Coração Estelar, artefato que a Tropa dos Lanternas Verdes criou para concentrar toda a “Vontade” do universo, considerada força de energia mais poderosa do universo. Pela cor da energia, o herói se intitulou Lanterna Verde.

Ok, ok. Se o filme é fiel aos quadrinhos, porque o enredo da origem dos quadrinhos é tão diferente da dos filmes? Simples, pois o Lanterna Verde mostrado nas telonas é o personagem mais famoso de todos os 5 humanos que já usaram os anéis da Tropa, o Lanterna Verde Hal Jordan.

A mitologia do herói é tão rica que por si só daria uma tremenda saga espacial nos cinemas.

Mesmo esta origem de Alan Scott foi uma adequação ao roteiro mais maduro e mais criativo que passou a ser utilizado a partir dos anos 60, quando Hal Jordan e toda a mitologia da Tropa dos Anéis foi criada e fez com que o herói (que até então vestia roupas vermelhas) caísse no gosto do público americano.

Depois de Hal, o anel ainda foi parar nos dedos de Guy Gardner, John Stuart e por fim Kyle Rayner. Todos estes personagens foram necessários nos quadrinhos para que o herói fosse adequado e readequado para os públicos ou aos gostos dos diversos autores que já colocaram a mão no herói.

Tais adequações parecem ser um eterno karma do herói, visto que seu longa sofreu de problemas parecidos com sua história nos quadrinhos.

DESISTINDO DE TUDO

Dirigido por Martin Campbell, que conta com um histórico dividido entre pérolas e diamantes, o filme começou com suas oscilações logo antes de sua estréia, com dois trailers muito divergentes entre si, um mostrando um filme maduro e denso e outro mostrando um herói pateta que provoca risadas forçadas no público.

É possível que com o sucesso dos filmes da Marvel Studios, que abusam da simpatia dos heróis, e dos filmes de Christopher Nolan, que tem a profusão de enredo e a realidade ficcional como palavras-chave, o diretor tenha tentado mostrar que o filme conseguiria agradar a ambos os públicos, uma tentativa frustrada, já que o Lanterna Verde mistura tantos conceitos dos filmes de super-heróis que já não se consegue encontrar as tentativas de referências aos seus concorrentes.

Sinestro foi o destaque do filme.

Assim como o protagonista do filme faz na história, a impressão que o filme deixa ao seu final é que muita coisa tentou ser feita, foi começada e foi desistida de ser concluída no meio do caminho. Vários elementos de filmes massivos estão presentes mas não foi fortes o suficiente para conquistar o público, como o romance entre Hal e Carol Ferris ou os conflitos de personalidade entre heróis e vilões.

Não só as várias seqüências do filme, mas o longa inteiro também segue tal premissa: com um início motivador, bem construído e cheio de elementos que poderiam resultar num novo clássico dos cinemas, o longa aos poucos vai abandonando a família, a profissão, a politicagem, a repercussão de seu aparecimento e a Tropa dos Lanternas que ficaram tão fortemente marcadas nos primeiros 30 minutos do longa.

MEDO VS VONTADE

A grande lição que o filme traz é a superação do “medo” a partir da “vontade”, as duas energias mais poderosas do universo contrárias uma a outra, tendo uma tanta profanação quanto a outra tem de nobreza.

Uma metáfora simples, porém perfeita para contar a história de um personagem irresponsável como Hal Jordan torna-se um mero detalhe com o passar do longa, quando seqüências mal ligadas transformam o filme num festival de efeitos especiais.

Efeitos especiais são muito bem-vindos quando dão vida a mitologia do herói, recriando o planeta Oa e os extraterrestres que formam a Tropa dos Lanternas, que sem sombra de dúvida é o total destaque do filme, juntamente com os atores que interpretaram os instrutores de Hal, Tomar-Re (dublado por Geoffrey Rush), Kilowog (dublado por Michael Clarke Duncan) e Sinestro (Mark Strong), que apesar de tão bem atuado, teve uma participação muito pequena pela história.

O maior vilão do universo do herói foi uma escolha um tanto quando prematura.

Mas é peculiar quando os efeitos especiais são utilizados para recriar conceitos de filmes de super heróis dos anos 70 e 80, quando o exagero é fundamental para dar origem aos poderes do herói.

Não são raras as vezes que vemos o herói do filme usar a energia do herói para criar metralhadores, pistas de carrinhos, jatos, redes e tantas outras bizarrices que são aceitáveis em desenhos animados, mas deixam o tom do filme, até então muito sério, um tanto quando popularesco e banal.

Estes elementos são ruins, assistir Superman com Christopher Reeve ainda é uma delícia, e muitos dos artefatos de energia do Lanterna são legais de ver, pois são a materialização da narrativa dos quadrinhos num live-action, mas a mistura de diversos elementos acaba prejudicando o filme.

VENCENDO SEM VENCER

É possível que a direção do filme não se perdesse tanto no decorrer do filme se não tivesse escolhido um vilão mais adequado para um início de história. Parallax é uma entidade suprema no Universo do Lanterna Verde, sendo o tipo de vilão que não é vencido, apenas engavetado, de tão forte que é o seu conceito atrelado a energia do “medo”. Assistir a um herói iniciante vencer tal monstro quando todos os seus veteranos desistiram é algo que condiz com a mensagem do filme, mas ainda assim é algo forçado.

Tão forçado quanto o ator do herói, Ryan Reynolds, que parece estar fazendo uma comédia simples ao invés de um filme de super herói aguardado por gerações. Ou ainda mais forçado que a máscara que criaram para o personagem, que consegue não consegue convencer como uma peça criada por uma tecnologia alienígena avançada.

Apesar da adaptação do uniforme ter sido uma dos melhores que o cinema já viu, a máscara do herói foi uma peça muito forçada…

Apesar de gostoso de assistir e finalizando com uma mensagem interessante, o filme é apenas uma tentativa de emplacar uma boa produção de super herói nos cinemas, fazendo do filme uma produção simplista numa época em que se pedia algo sofisticado. Um filme feito para o dia mais claro, quando os longas de super heróis vivem a sua fase mais densa.

RESENHA: Batman Ano Um (Warner Premier)

Toda história tem um início. E por mais vezes que ela seja contada e recontada sempre haverão elementos que durarão para sempre, povoando a imaginação de todos aqueles que se emocionarem com seu início. Batman Ano Um é a animação que transformou em desenho animado a história dos quadrinhos que transformou pra sempre a origem do maior herói que o mundo já teve.

UM NOVO INÍCIO

Nos anos 80, após a grande saga Crise nas Infinitas Terras que reuniu todos os heróis da DC Comics, a editora começou a revisar e a recontar a história dos seus principais heróis a fim de atualizá-los para a nova horla de leitores que estavam emergindo.

O escolhido para recontar a origem de Batman foi Frank Miller, o gênio por trás do roteiro de O Cavaleiro das Trevas, uma graphic novel que mudou para sempre como o herói era visto fora e dentro dos quadrinhos, sendo o conceito mais utilizado em todas as formas de entretenimento fora das revistas do herói.

Intitulada Batman Ano Um, a história conta exatamente o qu seu nome indica, o primeiro ano de Batman na famigerada cidade de Gothan City, passando por todos os medos e dificuldades que a difícil decisão de se tornar heróis acarreta na vida de um ser humano marcado pela dor e pela perda.

Com o sucesso nos quadrinhos, a história quase ganhou uma adaptação live-action nos anos 2.000, quando a Warner pretendia reiniciar a franquia Batman nos cinemas. Mesmo cancelada, a história exerceu grande influência no roteiro de Batman Begins, lançado em 2005 sob o roteiro e direção de Christopher Nolan.

Bruce Wayne chora a morte dos pais.

Com o sucesso dos filmes de Nolan, a Warner se motivou a lançar diversos filmes animados de seus super-heróis (a Warner é a atual dona da DC Comics) e finalmente em 2011, Batman Ano Um teve a sua chance de ser produzida.

NASCE O HERÓI

Na história, dois pontos-de-vista são sumamente contados pincelando o conceito medonho e aterrador que a corrupta Gothan City se transformou ao longo de sua história.

De um lado o rico playboy Bruce Wayne volta para sua cidade natal disposto a acabar com o crime organizado que matou seus pais na sua frente quando ele ainda era uma criança.

Do outro lado da cidade, o tenente Jim Gordon é transferido de Chicago com sua esposa, Bábara Gordon, grávida. Apesar de sua forte ideologia e crenças na verdade e na justiça, Gordon vive frustrado com a maneira vendida que os policiais de Gothan agem, fazendo vista grossa para todos os crimes da alta máfia que assola a cidade.

O filme consegue ser muito fiel aos quadrinhos, chegando a utilizar muitas vezes as mesmas falas dos balões em seu texto.

O então tentente Jim Gordon rouba a cena no filme.

Porém as diferenças adicionadas a animação surtem efeitos difusos dos quadrinhos. Com um traço bonito, maduro e longe dos (excelentes) desenhos animados dos anos 90 que ainda hoje influenciam o traço do herói na TV, o filme peca na forma como posicionou Gothan.

A forma fria mas ao mesmo tempo impessoal que os dois protagonistas narram a famigerada cidade de céu vermelho cria um ambiente pesado, mas acabam contrastando fortemente com o visual limpo e brilhoso que a pintura final da animação deu a cidade, fazendo-a parecer muito mais a avançada Metrópolis que a caída Gothan.

As vezes o espectador do filme pode até se perguntar porque o filme se chama Batman Ano Um se tal ano foi tão cheio de Gordon e tão fraco de Homem-Morcego. Até Selina Kyle, a Mulher-Gato, teve uma abordagem mais impactante no filme que o principal protagonista. Mas tal empreitada foi muito boa para a narrativa da história.

Dedicando um espaço muito maior aos dramas de Gordon ao invés de Wayne, a história ganha uma originalidade genial para um espectador que tem seu primeiro contato com a história de Frank Miller.

A origem como prostitua da Mulher-Gato também é contada.

Pense bem, não seria muito interessante para o espectador casual rever novamente pontos tão bem trabalhados e conceituados em Batman Begins, como a morte dos pais de Bruce, a luta sem o manto do morcego na cidade e inspiração para o milionário criar o Batman.

E mesmo para um fã de longa data, reassistir tudo o que já viu e leu parece perda de tempo.

Com Gordon na guia principal do filme, Batman Ano Um se torna um filme muito mais cheio de razão de ser e muito mais profundo nas reflexões e críticas que originalmente Frank Miller quis passar em sua história em quadrinhos de 1987.

FICA O MITO

É muitas vezes difícil separar o que é verdade e o que é mito nas histórias em quadrinhos, isto porque a quantidade exagerada de fatos contado e recontados que os heróis ganham a medida que o tempo passa aumenta exponencialmente a cada oportunidade mercadológica que as editoras encontram.

Ao mesmo tempo é incrível notar como as grandes histórias sobrevivem ao tempo e conceituam o herói, chegando a influenciar muito mais que o início primordial de sua criação. Batman Ano Um é uma dessas histórias, e seu filme não fica atrás.

Mesmo no início de suas atividades, Batman impressiona com sua astúcia e força de vontade.

Essencial para o fã dos quadrinhos, essencial para o fã do Batman, essencial para o fã de boas histórias, nunca num filme animado americano de apenas 64 minutos conseguiu trazer tanta carga emocional de um personagem que de tanto ser coadjuvante se tornou o protagonista de um filme que nem leva seu nome.

RESENHA: A morte de Superman (Warner Premier)

O homem. O mito. O herói. O deus. O salvador. O mito. Tantas alcunhas ainda são pouco para descrever quem é o alienígena de Kripton que chegou a Terra e salvou a humanidade diversas vezes. Em A Morte do Superman o mito tem um fim. E a Warner revive um clássico dos quadrinhos para eternizar o herói em vídeo.

UM CLÁSSICO

O maior herói das histórias em quadrinhos pode não ser o top em popularidade hoje em dia, mas sua majestade é inegavelmente a maior que o segmento já teve. Criado nos anos 30 como um símbolo de soberania e força social, o Superman conseguiu sobreviver ao tempo e se reinventar a cada novo público se surgia sem, no entando, passar por reformas tão drásticas como seus companheiros da DC Comics.

No entanto, sempre que a concorrência ameaçava tirar a coroa do Homem-de-Aço, os roteiristas da DC Comics encontravam maneiras de alavancar as vendas da revista do herói e deixá-lo no topo.

A maior ação deste tipo, certamente aconteceu pelas mãos do editor Mike Carlin em 1993 que com uma equipe que contava com Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway e Karl Kesel decidiram por um fim nas histórias do herói criando o arco A Morte do Superman.

Ganhando projeção internacional e colocando a revista no top dos Estados Unidos, a história se tornou um dos maiores clássicos das histórias em quadrinhos, não apenas por ser a pioneira em matar o herói (fora uma pequena graphic novel dos anos 60 e outra em 70 =P), como por criar um ambiente saudável para a história do personagem, sendo crível e nada apelativa como tantas “mortes” que a DC Comics já experimentou.

Superman enfrenta Apokalipse!

Com o sucesso dos quadrinhos não seria estranho que adaptações surgissem da obra e em 2007, a Warner Bros (dona da DC Comics) transformou o clássico em um filme animado de 1h15.

O VIDEO

Lançado diretamente em vídeo e com uma duração abaixo do necessário para retratar fielmente a história dos quadrinhos, o longa animado cortou muitas partes interessantes do arco original, mas soube captar inteligentemente o peso do seu contexto.

Sob a direção de Bruce Timm, Lauren Montgomery e Brandon Vietti a animação é diferente, mas ainda assim muito próxima das animações para tv dos anos 90 e da Liga da Justiça. Apenas uns pequenos traços diferem o personagem. Até mesmo Lex Luthor, que ficou muito mais magro que nas animações anteriores guarda diversos traços das antigas animações.

O filme inicia mostrando a difusa relação de Superman e Lois Lane, o destaque total do filme, que ainda inda não sabe que Clark Kent é Superman, mesmo os dois assumindo um namoro escondido do povo de Metrópolis há mais de 6 meses.

Enquanto isso Lex Luthor escava uma pedreira em mais uma de suas investidas tecnológicas e acaba libertando o Apocalipse, um ser aprisionado na Terra há centenas de anos por não serem capazes de destruir o tal monstrengo.

Lois Lane chora a morte de Superman.

Em uma luta épica, com direito a prédios sendo destruídos e milhares de explosões em Metrópolis, Superman consegue vencer o Apocalipse, mas em troca acaba perdendo sua vida.

Neste ponto a trilha sonora tem participação fundamental para criar o cenário de perdição e caos que está para se instaurar em Metrópolis. Enquanto com Superman vivo e lutando a trilha era de heroísmo e esperança, o fundo sem a presença de BGM tomam conta de grande parte das cenas seguintes a sua morte.

No filme iniciasse uma das maiores trocas de roteiro do filme. Enquanto nos quadrinhos uma disputa de 4 Superman’s (SuperBoy, o Erradiador, Ciborg e Aço) inicia-se, no filme Lex Luthor constrói um
clone de Superman para que o herói “facilite” seu trabalho sujo na cidade.

O final é esperado, porém com sequências tão bem trabalhadas como na luta contra o Apokalipse, tendo como principal atratividade o uniforme negro e prateado de Superman e a dualidade entre o original e o clone, que por vezes é contestada com Lois Lane nas cenas mais bem construídas do longa.

HERÓI

Se o fã de quadrinhos ainda se questiona o porquê da existência de tantos anos de um herói com a cueca por cima da calça, assista a Morte de Superman.

Dúvida: quem é o Superman?

Apesar de não ser uma animação para ficar na história, já que ainda está muito apegada aos preceitos infantis das produuções do herói anteriores ao filme, o longa mostra a necessidade da existência do herói para o universo DC e mostra que a essência de todo o universo Marvel reside em apenas um personagem, que de tão simples e fácil de se criar, se tornou a referência máxima quando o termo a ser utilizado é heroí.

RESENHA: Batman – O Cavaleiro de Gotham (Warner Premier)

FILME: Batman: Gotham Knight (バットマン: ゴッサムナイト, Battoman: Gossamu Naito)
DISTRIBUIÇÃO: Warner Bros.
ANO DE LANÇAMENTO: 2008

De tempos em temps os fãs de animação japonesa são presenteados com produções que valem ouro. Ao mesmo tempo, em meio a uma saturação de mercado, os fãs de comics (histórias em quadrinhos americana) também ganham verdadeiros diamantes brutos.

Mas Batman – O Cavaleiro de Gothan, foi uma jóia moldada para o agrado de ambos os segmentos. Se aproveitando de um mercado que vem crescendo a cada ano, desde a ascensão dos quadrinhos para o cinema e da facilidade de obtenção de conteúdo da internet, somado ao sucesso do filme Batman – O Cavaleiro das Trevas, a Warner Bros encomendou a diversos estúdios japoneses a produção de um anime de uma de suas franquias de maior sucesso, Batman.

Dividido em 6 episódios, Batman – O Cavaleiro de Gothan, se passa entre o filme Batman Begins e O Cavaleiro Das Trevas. Com o roteiro de Jordan Goldberg, cada um dos episódios, a exemplo de Animatrix, conta com a direçao de um diretor diferente, o que faz com que a produção revele um novo Batman conforme o desenrolar da história.

O  estúdio Production I.G. produziu o traço mais inusitado do morcegão.

Aliás, mostrar o homem-morcego sobre vários pontos-de-vista, é a grande essência da obra. Logo no primeiro episódio, Eu tenho uma história para você (direção de Shojiro Nishimi), somos apresentados a juventude transviada de Gothan e as suas diferentes visões do herói de manto negro: seja como uma sombra andante, um morcego mutante ou um robô saído da ficção ciêntifica, cada uma das histórias contadas por cada um dos jovens mostra uma perturbada sociedade que oscila entre o progresso e a decadência. Reflexo não só de Gothan, mas de todas as grandes metrópoles do mundo real.

Enquanto o primeiro episódio se preocupa muito mais com a filosofia Batman, o segundo, Fogo Cruzado (direção de Futoshi Higashide), foca mais o enredo d‘O Cavaleiro das Trevas, revelando como o mafioso italiano Moroni, foi capturado pela polícia para que houvesse o julgamento deste no início do filme de Cristopher Nolan. Este episodio ficou a cargo do estúdio Production I.G, o mesmo que produziu o clássico Ghost in the Shell.

Fogo Cruzado mostra a captura do mafioso Moroni.

Até então, toda a historia está muito mais voltada para o universo de Gothan City, assim, o terceiro episódio, Teste de Campo (direção de Hiroshi Morioka), é o primeiro que  traz Bruce Wayne como protagonista, quando este vai estudar Ronald Marshall, um empresário que está sendo beneficiado por estranho assassinatos que estão o ocorrendo na cidade. A produção deste episódio ficou a cargo do estúdio Bee Train inc., e contou com a colaboração do estúdio DEEN, que cuidou da produção do anime Vampire Knight.

“-Ei morcego, – indaga um mendigo – quando você voa, como a cidade parece lá de cima?
– Parece suja. – Responde Batman.”

A ação propriamente dita começa no quarto episódio, Esconderijo na escuridão (direção de Yusuhiro Aoki), quando Batman corre atrás do rastro de Willian Craig, o Espantalho, que continua a utilizar a sua toxina em seus comparças, a maioria fugitiva do Asilo Arkhan (sanatório que teve a maioria de seus detentos soltos em Batman Begins). Após uma passagem pelos trilhos de metrô abandonados de Gothan e uma tremenda luta contra Killer Croc, mutante que tem medo de morcegos, o que lhe rende uma mordida e envenamento no ombro, o morcegão enfrenta Craig e salva o cardeal que ele havia sequestrado.

A podridão do sistema de metrô de Gotham é o cenário do quarto episódio.

No quinto episódio, Lidando com a dor (direção de Toshiyuki Kubooka), somos tranportados ao passado de Bruce Wayne, em um de seus treinamentos realizados antes de se encontrar com Rã’s Al’Ghul, onde o jovem aprendeu técnicas de luta e desenvolveu sua espiritualidade. Tanto esse episódio como o primeiro, foram produzidos pelo Studio 4ºC e ontou com a colaboação dos estúdios Bones (que produziu FullMetal Alchemist) e Gonzo (que produziu Chrono Crusade).

O episódio final, O Pistoeiro (direção de Jong-Sik Nam), mostra o desefecho da história. Ronald Marshall é preso por mandar o bandido O Pistoleiro cometer diversos assassinatos, que também é preso graças ao homem-morcego em uma das lutas animadas mais bem produzidas de toda a história animada do personagem. Foi o estúdio Mad House, cohecido pelo anime Death Note e da segunda animação de Hunter x Hunter que cuidou da produção deste e do quarto episódio, não coincidentemente os episódios com as lutas mais excitantes.

A ação caracetrísitica dos desenhos japoneses entra em cena no último episódio do DVD.

O filme foi lançado direto para DVD e seu sucesso estimulou a Warner a produzir outros diversos filmes animados com personagens da DC Comics no mesmo formato, só dessa vez em estúdios americanos.

“- As vezes eu acho que devia parar com isso. Lamentava Bruce Wayne, após uma batalha cheia de feridas.
– Talvez tenha razão, senhor – responde Alfred, seu fiel mordono – mas algo me diz que há um propósito maior nisso tudo.”

Em meio a tantas nomenclaturas, seja filme, anime, desenho animado ou série em 6 episódios, Batman – O Cavaleiro de Gothan explora o universo do homem-morcego de uma forma jamais antes vista, sendo a melhor categoria para classificá-lo como uma obra de arte que merece ser assistido, seja por fãs de longa data do personagem, seja por marinheiros de primeira viagem que apreciam filmes que põe em cheque os limites e a superação humana.