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Parada Cosplay fez sucesso na Feira da Amizade 2013 em Jundiaí!

Realizada nos últimos dias 27, 28 e 29 de setembro e depois nos dias 04, 05 e 06 de outubro, a Feira da Amizade reuniu mais de 25 mil jundiaienses no Parque da Uva. Com áreas temáticas para crianças, jovens e adultos, amplo espaço gastronômico e muitas atrações musicais, o domingo ainda trouxe agradável surpresa aos visitantes: a Parada Cosplay.

Levando os heróis e vilões dos quadrinhos, cinema, TV, games, animes e mangás, a Parada Cosplay foi mais uma vez um grande sucesso, criando um ambiente cheio de alegria e nostalgia, além da eterna recordação do visitante estar frente a frente com seu super-herói favorito.

Abaixo as fotos que marcarão para sempre os sonhos de muitos adultos e crianças. Agradecimentos a David Ernando e Roger Willian.

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Parada Cosplay foi destaque durante a 30ª Festa da Uva de Jundiaí

Conhecer o processo de cultivo da viticultura, se encantar com as rainhas e princesas, degustar os mais variados vinhos e sucos Uva, escutar e cantas junto com as bandas mais queridas da cidade, relembrar a história e a cultura de uma cidade que cresceu  graças a dedicação de imigrantes que descobriram que em Jundiaí tudo dá certo. A 30ª Edição da Festa da Uva trouxe um ar muito  mais familiar e muito mais característico da cidade, trazendo ainda uma das atrações que vem sendo destaque a cada evento que passa: a Parada Cosplay!

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Cosplay (união das palavras inglesas costume=fantasia e play=divertir) é a atividade que reúne fãs que se vestem de seus personagens. Organizada pela mesma que realizou o mesmo evento realizado dentro da Virada Cultural Paulista, A Parada Cosplay trouxe a Jundiaí mais uma vez a magia dos mais famosos personagens de animes, mangás, histórias em quadrinhos, video-games e cinema, dessa vez, atraindo um número recorde de participantes: “Desde a primeira edição o número de participantes só cresceu, atraindo, inclusive gente de fora da cidade”, disse o cartunista Ede Galileu, organizador do evento. Rafael Sanches, que vestiu o cosplay de Robin junto com seu amigo Leandro, que estava de Batman, foi um deles: “Quando fiquei sabendo, não pensei duas vezes e sai de São Paulo para participar, até minha família quis vir junto, meus pais vieram por causa da ‘Parada’ e acabaram curtindo toda a festa”, disse Rafael.

Reunidos na maior festa da cidade, cerca de 50 atores desfilaram suas fantasias encantando crianças e emocionando os adultos:”Mais cedo ouvi: ‘deixa eu tirar uma foto com você, você é meu herói de infância’ de um senhor de mais de 50 anos”, disse o publicitário Davi Jr. que estava com o cosplay de Homem-Aranha. A atriz e diretora da Cia de Teatro Techniatto, vestida de Chapéuzinho Vermelho, se emocionou no evento: “Fico muito feliz em saber que posso incentivar as crianças a continuarem sonhando”.

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A Parada Cosplay reuniu mais de 50 cosplayers!

Com início previsto para o meio-dia, logo às 11 horas já era possível ver fãs se aglomerando em diversos partes do parque com seus cosplays. Entre eles, figuravam diversos personagens de animes e mangás de sucesso, como Os Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Digimon, Naruto, Bleach, One Piece, FullMetal Alchemist, Inuyasha, Reborn, Zatch Bell e Death Note. “Fiquei muito feliz quando uma menina de menos de 5 anos reconheceu meu personagem, isso mostra que os pais passam aquilo que gostam para seus filhos”, disse Thiago Junio, cosplayer de Zoro, o caçador de recompensas do anime One Piece. Ainda do lado oriental, os personagens dos games Super Mário Bros e Final Fantasy fizeram a festa, com direito até a serem convidados a subirem no coral onde uma banda se apresentava.

Do lado ocidental, foram os personagens mais famosos do cinema e das histórias em quadrinhos que fizeram a alegria dos visitantes do Parque da Uva. Willy Wonka, Chapeuzinho Vermelho, Jack Sparow, Harry Potter, Alice no País das Maravilhas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Lara Croft, Wolverine, Homem-Aranha e o destaque total, Batman e Robin,  posaram para fotos, perseguiram seus vilões, carregaram as crianças e se divertiram em cada ponto da Festa da Uva, dançando as danças típicas italianas, experimentando suco de Uva e amassando uvas para a preparação dos vinhos.

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Todos que estiveram presentes na Festa da Uva puderam tirar foto com seu heroi favorito!

Marcante para a Festa da Uva, encantador para aqueles que encontraram e tiraram foto com seus heróis de infância e inesquecível para os fãs que puderam se vestir de seus personagens favoritos, a Parada Cosplay se tornou para sempre uma das mais fantásticas queridas atrações da maior festa da cidade, revivendo fantasias e despertando as lembranças que os maiores heróis da Terra deixam para sempre em todos aqueles que já sonharam em ser um grande herói!

O evento ganhou, inclusive, repercussão fora da região de Jundiaí, sendo matéria do Jornal Gazeta Vip (clique aqui para conferir a matéria de Henrique Sanches). Confira abaixo a galeria de fotos do evento. Obrigado a todos os fotógrafos que contribuíram com essa coleção de sonhos!

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RESENHA: Batman – O Cavaleiros das Trevas

Justiça. Confundido com a cruz e a espada, um justiceiro cria esperança aos mais inocentes e terror aos mais difusos. Em Batman – O Cavaleiros das Trevas caos e o acaso se unem para contar a história do herói que Gothan precisa, mas que ela precisa aprender a merecer.

O CORINGA

Desde Titanic, não houve filme na história do cinema mais cheios de rumores, mais cheios de lendas, mais cheios de superstições ou simplesmente mais comentado em escolas, locais de trabalho ou numa conversa com os amigos do que Batman – O Cavaleiro das Trevas.

Cercado por contextos e desconexos, o segundo filme do Homem-Morcego nas mãos de Christopher Nolan surpreendeu multidões no cinema e fora dele, seja com seus diálogos fortes ou com todos os acontecimentos envolvendo atores e produção.

Se o trabalho de marketing envolvendo o filme se tornou uma referência mundial para o chamado marketing de guerrilha (com ações que variaram desde shows com a esquadrilha da fumaça na Comic Con até caça ao tesouro na cidade de São Paulo), foram as tragédias envolvendo o acidente de Morgan Freeman, o caso da provável agressão de Christian Bale e a morte de Heath Legger que levou o filme a repercussões mundiais mesmo antes da estréia do filme em 2008.

Mas independente das previsões e do proveito que muitos meios de comunicação tiraram da situação, não foram tais acontecimentos que tiraram o brilho dos filmes na telona, um clássico dos tempos modernos e arrisca-se a dizer, o melhor filme de todos os tempos.

Até quando será necessária a existência de Batman em Gothan City?

E não é para menos, combinando a figura de um herói sombrio com a perpetuação do caos que um vilão imprevisível poderia propiciar, Christopher Nolan levou para os cinemas uma experiência nunca antes vivida por um expectador em qualquer tipo de arte.

De maneira muito mais contestadora e muito mais incisiva que Batman Begins, o segundo filme do reboot do Homem-Morcego se utilizou de toda uma mitologia para racionalizar em metáforas questões que levam o espectador a se perguntar a todo o tempo o que este faria se estivesse em Gothan City.

O CAOS

Não é a toa que Batman é um herói que sobrevive a décadas e para sempre seu legado será perpetuado através de suas revistas. Junto com Superman, o herói consegue englobar a todo tipo de espectador, primeiro o que prefere uma visão simplista e esperançosa e o segundo aqueles com uma visão complexa e menos clara do que será seu futuro.

Mesmo que criados numa visão durante a segunda guerra mundial, os valores e a simbologia deixadas, utilizadas e sumariamente reinventadas nos quadrinhos, tv e cinema formam uma rica visão ideológica para ser passada através das lentes de Hollywood, afinal qualquer tipo de idéia pode ser reinterpretada e aplicada em qualquer tempo que seja exprimida.

Coringa é como um cachorro atrás de um carro, se conseguisse pegá-lo, não saberia o que fazer com ele.

Christopher Nolan foi o diretor que mais pôde perceber isso ao filmar seu Batman. Sua Gothan foi formatada de mostrar toda a decadência que uma cidade com 33 milhões de habitantes pode criar. Seus habitantes, tão corruptíveis e ao mesmo tempo tão revoltados com a situação que criaram se tornaram cada vez mais humano com a condição que o diretor pôs a eles: um bizarro palhaço anarquista que só quer ver o circo pegar fogo.

Criado a partir de uma visão particular do diretor, Nolan levou aos cinemas através de uma atuação inigualável e memorável de Heath Ledger um Coringa ousado, irrefreável e muito possível de ser concretizado em um contexto como o de Gothan, seja na ficção ou na realidade.

O traço mais notável que foi dado ao personagem é a sua capacidade de parecer tão real, verdadeiro e próximo do espectador. Completamente louco e insano, o Coringa desperta tanta revolta quanto admiração do público.

A medida que o vilão coloca Batman em uma nova situação capciosa, Nolan vai provocando o espectador a refletir sobre o seu contexto de vida perante a cidade de Gothan, muitas vezes restritas e desejosas de uma resposta concreta do herói, coisa que, como na vida real, muitas vezes não viria.

EU ACREDITO EM HARVEY DENT

Do mesmo jeito que o Coringa foi formatado a partir de uma situação de Gothan City, o mesmo que Nolan fez com o alter-ego de Bruce Wayne em Batman Begins, o promotor de justiça Harvey Dent foi o resultado do encontro da cidade com o seu herói.

Batman, Harvey Dent e o comissário Gordon se unem na caçada contra o crime organizado da cidade!

Necessitada de um exemplo para continuar a seguir, Bruce Wayne e o comissário Gordon vêem em Dent a oportunidade ideal do símbolo Batman não ser mais necessário e a inspiração dos cidadãos parta de algo muito empírico que a figura do Homem-Morcego.

A conversão que Coringa provoca em Harvey até ele se tornar o Duas-Caras não foi por acaso. Além de feita em um tempo incomum para os filmes de super-herói ao único estilo Nolan de fazer cinema, a ascensão do vilão foi o complemento ideal para a conclusão do filme e a idéia geral da figura de Batman na cidade, um intermediário entre a condenada Sodoma e Gomorra e a transmutação em valorosa Metrópolis.

Não só o personagem como muito do contexto da cidade, de Coringa, do comissário Gordon e do próprio Batman vem de uma combinação genial de elementos das histórias O Longo Dia das Bruxas de Jeph Loeb e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Assim como nos filmes, uma das características principais dos quadrinhos é a humanização do herói e dos vilões, e a construção de cada uma de suas personalidades sem justificar as insanidades de suas ações.

Acrescentando a discussão sobre ética, moral, medo, caos e vingança que o filme trás em cada diálogo, todos muito bem construídos e claros, a formatação final do filme cria o ambiente perfeito para uma nova geração de filmes de super-heróis e uma nova visão de como se contar histórias através do cinema.

Segundo o Duas-Caras, o acaso é o mais justo dos decisores.

O CAVALEIROS DAS TREVAS

Estamos destinados a fazer isso para sempre“. Incrível como uma das frases do Coringa consegue ser tão clara e tão complexa ao mesmo tempo.

Se para os fãs a frase teve um significante que refletiu a permanente luta entre o bem e o mal do herói e do vilão, a filosofia interpretou tal colocação como o caos e as regras permanentemente moldadas através da essência do homem.

E se fosse avaliar os campos da psicologia, antropologia, comunicação ou qualquer outra ciência humana, tal embate entre Batman e Coringa poderia percorrer tamanhas interpretações e posicionamentos que tão ricos como os dois personagens, gerariam irreversíveis conteúdos para novas e eternas discussões.

RESENHA: Lanterna Verde

Se pararmos para contar a quantidade de filmes de super heróis que foram para a tela dos cinemas nos últimos anos, os dedos das mãos (mesmo apelando com os dos pés!) são serão suficientes para chegar até o total de produções. Os números são ainda mais monstruosos se comparados a quantidade de filmes de antes dos anos 2000. Em pleno século XXI, o Lanterna Verde mistura todos os elementos da velha e da nova guarda para criar um filme regular, mas que agrada.

O “UM ANEL”

“No dia mais claro,
Na noite mais densa,
O mal sucumbirá ante a minha presença
Todo aquele que venera o mal há de penar
Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!”

É com este juramente que Hal Jordan, um piloto de avião ousado acaba tendo sua vida transformada completamente após salvar um alienígena de roupa militar que lhe confiou um anel verde que o transformaria no guardião do setor espacial n° 2814 sob a alcunha de Lanterna Verde.

Fiel aos quadrinhos, a produção de 2011 levou até os cinemas o herói mais famoso da Tropa dos Lanternas Verdes, que assim como nos quadrinhos sofreu diversas transformações até ser formatado no personagem visto nas telonas.

Criado em 1940, Alan Scott criou um anel de energia verde a partir de um vestígio caído na Terra do Coração Estelar, artefato que a Tropa dos Lanternas Verdes criou para concentrar toda a “Vontade” do universo, considerada força de energia mais poderosa do universo. Pela cor da energia, o herói se intitulou Lanterna Verde.

Ok, ok. Se o filme é fiel aos quadrinhos, porque o enredo da origem dos quadrinhos é tão diferente da dos filmes? Simples, pois o Lanterna Verde mostrado nas telonas é o personagem mais famoso de todos os 5 humanos que já usaram os anéis da Tropa, o Lanterna Verde Hal Jordan.

A mitologia do herói é tão rica que por si só daria uma tremenda saga espacial nos cinemas.

Mesmo esta origem de Alan Scott foi uma adequação ao roteiro mais maduro e mais criativo que passou a ser utilizado a partir dos anos 60, quando Hal Jordan e toda a mitologia da Tropa dos Anéis foi criada e fez com que o herói (que até então vestia roupas vermelhas) caísse no gosto do público americano.

Depois de Hal, o anel ainda foi parar nos dedos de Guy Gardner, John Stuart e por fim Kyle Rayner. Todos estes personagens foram necessários nos quadrinhos para que o herói fosse adequado e readequado para os públicos ou aos gostos dos diversos autores que já colocaram a mão no herói.

Tais adequações parecem ser um eterno karma do herói, visto que seu longa sofreu de problemas parecidos com sua história nos quadrinhos.

DESISTINDO DE TUDO

Dirigido por Martin Campbell, que conta com um histórico dividido entre pérolas e diamantes, o filme começou com suas oscilações logo antes de sua estréia, com dois trailers muito divergentes entre si, um mostrando um filme maduro e denso e outro mostrando um herói pateta que provoca risadas forçadas no público.

É possível que com o sucesso dos filmes da Marvel Studios, que abusam da simpatia dos heróis, e dos filmes de Christopher Nolan, que tem a profusão de enredo e a realidade ficcional como palavras-chave, o diretor tenha tentado mostrar que o filme conseguiria agradar a ambos os públicos, uma tentativa frustrada, já que o Lanterna Verde mistura tantos conceitos dos filmes de super-heróis que já não se consegue encontrar as tentativas de referências aos seus concorrentes.

Sinestro foi o destaque do filme.

Assim como o protagonista do filme faz na história, a impressão que o filme deixa ao seu final é que muita coisa tentou ser feita, foi começada e foi desistida de ser concluída no meio do caminho. Vários elementos de filmes massivos estão presentes mas não foi fortes o suficiente para conquistar o público, como o romance entre Hal e Carol Ferris ou os conflitos de personalidade entre heróis e vilões.

Não só as várias seqüências do filme, mas o longa inteiro também segue tal premissa: com um início motivador, bem construído e cheio de elementos que poderiam resultar num novo clássico dos cinemas, o longa aos poucos vai abandonando a família, a profissão, a politicagem, a repercussão de seu aparecimento e a Tropa dos Lanternas que ficaram tão fortemente marcadas nos primeiros 30 minutos do longa.

MEDO VS VONTADE

A grande lição que o filme traz é a superação do “medo” a partir da “vontade”, as duas energias mais poderosas do universo contrárias uma a outra, tendo uma tanta profanação quanto a outra tem de nobreza.

Uma metáfora simples, porém perfeita para contar a história de um personagem irresponsável como Hal Jordan torna-se um mero detalhe com o passar do longa, quando seqüências mal ligadas transformam o filme num festival de efeitos especiais.

Efeitos especiais são muito bem-vindos quando dão vida a mitologia do herói, recriando o planeta Oa e os extraterrestres que formam a Tropa dos Lanternas, que sem sombra de dúvida é o total destaque do filme, juntamente com os atores que interpretaram os instrutores de Hal, Tomar-Re (dublado por Geoffrey Rush), Kilowog (dublado por Michael Clarke Duncan) e Sinestro (Mark Strong), que apesar de tão bem atuado, teve uma participação muito pequena pela história.

O maior vilão do universo do herói foi uma escolha um tanto quando prematura.

Mas é peculiar quando os efeitos especiais são utilizados para recriar conceitos de filmes de super heróis dos anos 70 e 80, quando o exagero é fundamental para dar origem aos poderes do herói.

Não são raras as vezes que vemos o herói do filme usar a energia do herói para criar metralhadores, pistas de carrinhos, jatos, redes e tantas outras bizarrices que são aceitáveis em desenhos animados, mas deixam o tom do filme, até então muito sério, um tanto quando popularesco e banal.

Estes elementos são ruins, assistir Superman com Christopher Reeve ainda é uma delícia, e muitos dos artefatos de energia do Lanterna são legais de ver, pois são a materialização da narrativa dos quadrinhos num live-action, mas a mistura de diversos elementos acaba prejudicando o filme.

VENCENDO SEM VENCER

É possível que a direção do filme não se perdesse tanto no decorrer do filme se não tivesse escolhido um vilão mais adequado para um início de história. Parallax é uma entidade suprema no Universo do Lanterna Verde, sendo o tipo de vilão que não é vencido, apenas engavetado, de tão forte que é o seu conceito atrelado a energia do “medo”. Assistir a um herói iniciante vencer tal monstro quando todos os seus veteranos desistiram é algo que condiz com a mensagem do filme, mas ainda assim é algo forçado.

Tão forçado quanto o ator do herói, Ryan Reynolds, que parece estar fazendo uma comédia simples ao invés de um filme de super herói aguardado por gerações. Ou ainda mais forçado que a máscara que criaram para o personagem, que consegue não consegue convencer como uma peça criada por uma tecnologia alienígena avançada.

Apesar da adaptação do uniforme ter sido uma dos melhores que o cinema já viu, a máscara do herói foi uma peça muito forçada…

Apesar de gostoso de assistir e finalizando com uma mensagem interessante, o filme é apenas uma tentativa de emplacar uma boa produção de super herói nos cinemas, fazendo do filme uma produção simplista numa época em que se pedia algo sofisticado. Um filme feito para o dia mais claro, quando os longas de super heróis vivem a sua fase mais densa.

RESENHA: A morte de Superman (Warner Premier)

O homem. O mito. O herói. O deus. O salvador. O mito. Tantas alcunhas ainda são pouco para descrever quem é o alienígena de Kripton que chegou a Terra e salvou a humanidade diversas vezes. Em A Morte do Superman o mito tem um fim. E a Warner revive um clássico dos quadrinhos para eternizar o herói em vídeo.

UM CLÁSSICO

O maior herói das histórias em quadrinhos pode não ser o top em popularidade hoje em dia, mas sua majestade é inegavelmente a maior que o segmento já teve. Criado nos anos 30 como um símbolo de soberania e força social, o Superman conseguiu sobreviver ao tempo e se reinventar a cada novo público se surgia sem, no entando, passar por reformas tão drásticas como seus companheiros da DC Comics.

No entanto, sempre que a concorrência ameaçava tirar a coroa do Homem-de-Aço, os roteiristas da DC Comics encontravam maneiras de alavancar as vendas da revista do herói e deixá-lo no topo.

A maior ação deste tipo, certamente aconteceu pelas mãos do editor Mike Carlin em 1993 que com uma equipe que contava com Dan Jurgens, Roger Stern, Louise Simonson, Jerry Ordway e Karl Kesel decidiram por um fim nas histórias do herói criando o arco A Morte do Superman.

Ganhando projeção internacional e colocando a revista no top dos Estados Unidos, a história se tornou um dos maiores clássicos das histórias em quadrinhos, não apenas por ser a pioneira em matar o herói (fora uma pequena graphic novel dos anos 60 e outra em 70 =P), como por criar um ambiente saudável para a história do personagem, sendo crível e nada apelativa como tantas “mortes” que a DC Comics já experimentou.

Superman enfrenta Apokalipse!

Com o sucesso dos quadrinhos não seria estranho que adaptações surgissem da obra e em 2007, a Warner Bros (dona da DC Comics) transformou o clássico em um filme animado de 1h15.

O VIDEO

Lançado diretamente em vídeo e com uma duração abaixo do necessário para retratar fielmente a história dos quadrinhos, o longa animado cortou muitas partes interessantes do arco original, mas soube captar inteligentemente o peso do seu contexto.

Sob a direção de Bruce Timm, Lauren Montgomery e Brandon Vietti a animação é diferente, mas ainda assim muito próxima das animações para tv dos anos 90 e da Liga da Justiça. Apenas uns pequenos traços diferem o personagem. Até mesmo Lex Luthor, que ficou muito mais magro que nas animações anteriores guarda diversos traços das antigas animações.

O filme inicia mostrando a difusa relação de Superman e Lois Lane, o destaque total do filme, que ainda inda não sabe que Clark Kent é Superman, mesmo os dois assumindo um namoro escondido do povo de Metrópolis há mais de 6 meses.

Enquanto isso Lex Luthor escava uma pedreira em mais uma de suas investidas tecnológicas e acaba libertando o Apocalipse, um ser aprisionado na Terra há centenas de anos por não serem capazes de destruir o tal monstrengo.

Lois Lane chora a morte de Superman.

Em uma luta épica, com direito a prédios sendo destruídos e milhares de explosões em Metrópolis, Superman consegue vencer o Apocalipse, mas em troca acaba perdendo sua vida.

Neste ponto a trilha sonora tem participação fundamental para criar o cenário de perdição e caos que está para se instaurar em Metrópolis. Enquanto com Superman vivo e lutando a trilha era de heroísmo e esperança, o fundo sem a presença de BGM tomam conta de grande parte das cenas seguintes a sua morte.

No filme iniciasse uma das maiores trocas de roteiro do filme. Enquanto nos quadrinhos uma disputa de 4 Superman’s (SuperBoy, o Erradiador, Ciborg e Aço) inicia-se, no filme Lex Luthor constrói um
clone de Superman para que o herói “facilite” seu trabalho sujo na cidade.

O final é esperado, porém com sequências tão bem trabalhadas como na luta contra o Apokalipse, tendo como principal atratividade o uniforme negro e prateado de Superman e a dualidade entre o original e o clone, que por vezes é contestada com Lois Lane nas cenas mais bem construídas do longa.

HERÓI

Se o fã de quadrinhos ainda se questiona o porquê da existência de tantos anos de um herói com a cueca por cima da calça, assista a Morte de Superman.

Dúvida: quem é o Superman?

Apesar de não ser uma animação para ficar na história, já que ainda está muito apegada aos preceitos infantis das produuções do herói anteriores ao filme, o longa mostra a necessidade da existência do herói para o universo DC e mostra que a essência de todo o universo Marvel reside em apenas um personagem, que de tão simples e fácil de se criar, se tornou a referência máxima quando o termo a ser utilizado é heroí.

RESENHA: Thor

A lenda diz uma coisa, a ciência outra, mas há pontos em que elas se confundem. A crença, a fé e a realidade dependem de pontos-de-vista onde está em jogo a inocência ou maldade.  Thor ganhou vida para completar o ciclo de produções estreladas pelos fundadores de Os Vingadores, porém a magnitude com que a história foi contada transformou ele não no quarto filme de uma saga, mas num verdadeiro épico do cinema.


DA MITOLOGIA ÀS HQ’S

Nos anos 70, quando Stan Lee vivia a efervecência de sua criatividade, a produção e o desenvolvimento de heróis da editora Marvel sempre movimentava novas alternativas de universos e idéias a serem construídas.

Num ambiente propício para se apostar em novos universos e o amparo de idéias semelhantes da sua tradicional concorrente, a DC Comics, com heróis como a Mulher Maravilha, surgiu o primeiro herói da Marvel baseado em mitologia, nascia Thor.

Como o próprio nome do herói diz, Thor foi baseado no deus nórdico do trovão, filho de Odin e uma das figuras mais carismáticas e populares de tal mitologia nos países ocidentais.

Transmutando o universo mitológico para adaptá-lo as histórias em quadrinhos, Thor virou um misto de deus e humano, onde a medida que suas histórias avançavam elementos clássicos da mitologia nórdica e as maiores tendências dos quadrinhos se fundiam e, como nas diversas HQ’s, arcos contados e recontados se tornaram comuns.

Para levar a origem do herói até os cinemas, o diretor (e de quebra ator renomado também) Kenneth Branagh colheu todos os elementos que o herói reuniu por toda a sua história e, reunindo um elenco de primeira linha, deu origem ao maior filme do Universo Marvel já produzido.

Anthony Hopkins é o Odin do cinema.

UM TROVÃO DE PRODUÇÃO

Sempre que um filme de super-heróis conta com um elenco famoso demais, a tendência é que as personalidades nele envolvidos chamem mais a atenção do que a própria história. Mas com nomes de peso como Anthony Hopkins como Odin, Natalie Portman como a cientista Jane Foster e Rene Russo como Frigg, fica dificil de apostar num roteiro fraco.

Pegando o que cada um dos três filmes anteriores a Thor tinha de melhor e dando um toque de drama e emoção que vemos em todos os filmes de Kenneth Branagh como ator, Thor não foi desenvolvido, foi lapidado.

O drama de Homem de Ferro (leia a resenha aqui) foi aprimorado, o carisma dos personagens de O Incrível Hulk (leia a resenha aqui) foram mais variados e a qualidade dos efeitos especiais de Homem de Ferro 2 (leia a resenha aqui) foram superados.

Com mais ação, mais efeitos especiais, mais personagens, mais enredo e humor na dose certa, Thor é o filme ideal para agradar fãs quadrinhos, adoradores de ficção e o público casual do cinema.

CONFRONTO ENTRE IRMÃOS

Em duas horas seria dificil com que a história original dos quadrinhos pudesse ser desenvolvida em sua totalidade, mas as adaptações para o cinema foram bem fiéis ao conceito do herói e as mudanças foram essenciais para seu bom desenvolvimento.

Como filho favorito de Odin, Thor está prestes a receber o título seu pai Odin de rei de Asgard, um dos nove mundos previstos na mitologia nórdica (a Terra, ou Midgard, é um deles), quando gigantes de gelo atacam o castelo onde é feita a cerimônia.

O amadurecimento de um herói é abordada em Thor.

Dissoluto com o que aconteceu, Thor parte com Sif, os grandes três guerreiros e seu irmão Loki para vingar o acordo de paz que o rei dos reino dos gigantes de gelo, Laufey, acabara de quebrar com a invasão de Asgard.

Na verdade Thor age despeitado com situação, age com o orgulho ferido por os gigantes de gelo terem impedido sua coroação como rei. Com um invasão sem a aprovação de Odin, o deus supremo de Asgard não vê outra alternativa senão exilar o filho na Terra, onde deverá ser humilde o suficiente assumir o poder de rei.

Enquanto Thor, sem poderes, é ajudado na Terra pela cientista Jane Foster, Loki descobre que foi adotado por Odin e seu pai biológico é, na verdade, o próprio Laufey. Usurpando o posto de rei de Asgard de Odin, Loki inicia um meticuloso plano para aniquilar o irmão e invadir o reino dos gigantes de gelo, indo contra todos os preceitos que pai adotivo lhe ensinou.

A disputa de poderes, de orgulho e a volátil relação entre pai e filho é um ponto alto do filme, fazendo com que o espectador reflita, na condição humana, que de nada adianta ser deuses quando a disputa envolve a relação afetiva.

ELEMENTOS QUE CATIVAM

O universo da mitologia sempre foi fascinante e a riquesa de seus elementos é a premissa ideal para qualquer história. Em Thor, os elementos foram utilizados de maneira concreta e concisa, além de fazer a combinação ideal com elementos não apenas nórdicos, mas de todo o universo Marvel.

As referências aos outros heróis dos Vingadores são inúmeras, fazendo o fã de quadrinhos se divertir a medida que elas vão aparecendo, tendo como ponto máximo a primeira aparição de Gavião Arqueiro, um membro já recrutado pela S.H.I.E.L.D que comparilhará um lugar com os membros da super equipe da Marvel.

Loki é invejoso irmão de Thor!

Mas a riquesa de elementos não pára por aí. Cada elemento posto no filme tem a sua razão de ser, metaforizando diversas situações de comportamento, relacionamento e questões existenciais.

A medida que o filme avança e a medida que os laços existentes entre o galanteador Thor e apaixonada Jane Foster vão se estreitando o vaidoso, o arrogante e orgulhoso Thor vai amadurecendo, entendo grande parte do exílio que
seu pai o obrigou a fazer.

A personalidade ascendente de Thor é confrontada pelas atitudes frias e egosistas de Loki, que como rei, torna-se autoritário e absoluto, ainda que inteligente e preciso em seus planos.

A analogia do verdadeiro poder de um rei que Odin tanto quer que os filhos entendam é grandiosa a partir do momento que Mjonir, o martelo que contém o poder de Thor, se torna a grande analogia para tal.

Para finalizar, o filme ainda transforma Thor em um mártir, algo que não só cativa, mas eterniza um herói no cinema. Percebendo que nã poderá deter as maldições de Loki em destruir o mundo dos Gigantes de Gelo, Thor decide se privar de seu amor por Jane Foster, destruindo os caminhos que ligam Asgard a outro mundos.

A ponte entre os mundos faz uma metáfora aos caminhos para se conseguir o que ama. A parir do momento que Thor a destrói, ele sacrifica seus interesses por algo maior que a própria felicidade, entendendo o verdadeiro papel de um rei.

Apesar de o espectador já saber que tal sacrifício será quebrado em Os Vingadores, é impossível não se emocionar com tal atitude, onde a perspectiva de um deus loiro fortão é substituída pela de um grande herói.

Enquanto isso, há o paralelo de Jane, que procurava respostas como cientista. Thor foi sua maior resposta, mas com a separação dos dois ela continua buscando-o, assim como o amor sempre busca continuar a conquistar a pessoa amada.

O amor por Jane Foster faz Thor desenvolver a humildade necessária para se tornar rei.

PELOS PODERES DE THOR

Certamente não foi fácil para Kenneth Branagh conceber o filme de Thor. Com tantas referências mitológicas e um visual tão fora do comum, o herói parecia impossível de se encaixar ao contexto dos outros Vingadores. Mas a adaptação foi tão bem feita, o herói que mais parecia longe da realidade, se tornou o mais crível de existência.

Apesar do contexto complexo, a combinação entre Asgard e a Terra foi ricamente ilustrada, trazendo o universo de Thor para o espectador comum como algo fascinante e animador para futuros filmes da franquia, seja junto ou separado do projeto da S.H.I.E.L.D.

Cheio de ideologia e contado da maneira como todo filme de super-herói deve ser contado, a produção mostra que Hulk pode até ser o mais forte, o Homem de Ferro o mais inteligente e o Capitão América o mais patrióta, mas nada supera o coração d’O Poderoso Thor.

RESENHA: Homem de Ferro

Meio-Homem, meio-máquina. Cada vez mais próximo da tecnologia e do mundo virtual fica cada vez mais difícil definir aonde acaba a carne e osso e aonde começa o óleo e o metal no cotidiano do ser humano. Causando furor entre fãs e não fãs de quadrinhos, o Homem de Ferro chegou em 2008 para mostrar que apesar da proximidade entre homem e máquina, não há maior inimigo para a humanidade que a si mesma.


Sempre que um novo filme baseado em histórias em quadrinhos chega às telonas há dois resultados esperados: em vista da viciada indústria do cinema de super-heróis, o filme pode ser um fracasso ou, em vista de um possível amadurecimento que espectador especialista pede, o filme pode ser um sucesso.

Somando o fato que o Homem de Ferro não é o herói mais popular das HQ’s e o mais esperado do filme seriam seus efeitos especiais inovadores foi possível, irônicamente, contar uma boa história, fazendo do filme não só um grande obra, mas um divisor de águas nos filmes do gênero.

Sob a direção do pouco badalado Jon Favreau, Homem de Ferro conta a história de Tony Stark (Robert Downey Jr) o herdeiro milionário das Indústrias Stark, companhia que fabrica os melhores armamentos militares do mundo. Além de gênio  principal mnte por trás da indústria, Tony também é conhecido por ser o maior playboy do mundo, conseguindo sempre o que quer, do jeito que quer e como quer da maneira mais irreverente possível.

Tony Stark luta contra o problema que ele mesmo criou.

Apesar de sua maneira de pensar viciada herdada do pai, onde a melhor arma não é aquela que não precisa ser usada, mas sim aquela que só precisa ser usada uma vez, a óptica de Tony muda radicalmente a partir do momento que ele é obrigado a montar uma super-armadura para fugir do cativeiro a qual foi apreendido numa ação terrorista no Afeganistão que se utilizou dos armamentos produzidos pelas Indústrias Stark para capturá-lo.

Após decidir salvar o mundo das armas que ele mesmo criou com uma poderosa combinação entre a armadura que criou e um dispositivo radioativo que substituiu seu coração, Stark ainda se vê envolvido num perigoso jogo de negócios e ambições quando seu braço direito em suas indústrias, Obadiah Stane (Jeff Bridges), se mostra um mercenário executivo que coloca seus interesses megalomaníacos na frente de qualquer vida humana.

Parecendo encenar ele mesmo, Robert Downey Jr nunca pareceu tão a vontade em um set de filmagem. Além de parecido com o personagem nos quadrinhos, o ator ainda conseguiu marcar a figura do herói na mente de espectadores acostumados com heróis mais populares, como Batman, Homem-Aranha e X-Men.

Dando vida para um personagem que convive com o conflito de um drama pessoal que o faz se sentir o culpado pelas atrocidades que as armas causam no mundo e a personalidade sagaz de um multimilionário que parece indiferente ao mundo exterior, Downey Jr. pôde oferecer ao expectador uma dose das mesmas dúvidas e perguntas que Tony Stark parece se fazer a cada cena do filme: por que a humanidade prejudica tanto a própria humanidade?

Obadiah rouba a primeira armadura construída por Stark para saciar sua sede por dinheiro e poder!

Misturando o que cada um dos filmes de heróis que a geração de 2.000 produziu, Jon Favreau combinou ação, drama e humor na medida certa, fazendo do filme de o Homem de Ferro o início de uma nova era de filme de super-heróis, onde não basta apenas colocar um ator famoso fantasiado na tela grande, mas produzir algo com consistência, algo que tanto o fã como o cinéfalo casual possam levar não apenas como diversão, mas como uma experiência única e expressiva como o cinema deve ser.

DC Comics divulga trailer de seu novo reboot

Recentemente a DC Comics publicou um vídeo com imagens levemente animadas de sua nova linha de super-heróis. A boa notícia é que Mulher-Maravilha é mostrada em duas versões, a mais recatada e uma com as pernas de fora.

O trailer surpreende e instiga o leitor a conhecer as mudanças por qual a editora vai passar. Parece que os marketman da DC estão coseguindo atrair as atenções para a editora após tantas quedas de vendas. Espera-se que a a reforma de visual se reflita também numa reformulação do roteiro individual de cada história também.

REBOOT DA DC: reflexo de uma crise nos comics americanos?

Sou fã de Batman desde que comecei a assistir nas tardes do SBT o incrível Batman – The Animated Series, que ainda hoje me entusiasma muito a cada vez que resolvo assistir a algum episódio seu.

Minha admiração pelo herói se intensificou no decorrer dos anos cada vez que eu assistia algo novo do homem-morcego: o  seriado dos anos 60, a quadrilogia dos anos 80-90, jogos de video-game, novos desenhos animados até chegar nos épicos filmes de Christopher Nolan.

O leitor comum deve estar pensando: “Que bom pra você!”, mas o leitor fã do herói deve ter notado que eu não citei aí as histórias em quadrinhos do herói, ou seja a base que construiu todo esse acervo cultural que eu consumo e admiro. Por que será que isso acontece? Seria uma preferência minha ou uma tendência do mercado editorial?

Acho que é hora de chamar a Liga da Justiça pra resolvr esse caso. Mas… Quem são esses caras aí em baixo?

O REBOOT DA DC

Desde Zero Hora o mercado de quadrinhos não fica tão agitado e desconfiado dos novos rumos de seus heróis avoritos como hoje. A pouco tempo a DC Comics anunciou uma reformulação geral em seus personagens e dessa vez prometeu que nenhum dos seus será poupado.

Especula-se que a principal causa disso seria uma crise que a DC Comics vem passando com seus quadrinhos. Apesar dos produtos licenciados que a Warner Bros. vende e produz (nota: a Warner é a dona da DC Comics) arrecadarem milhões de dólares, o produto básico de seus heróis vem trazendo cada vez menos retorno para a editora.

A causa para essa queda de vendas supõe-se que se deva a “quebra de tempo” exstentes entre as mídias licenciadas e as revistas. Enquanto no cinema Batman acabou de prender Coringa pela primeira vez, nos quadrinhos Coringa já matou o segundo Robin, estuprou e deixou Batgirl paraplégica e se alterna a cada dia entre um sujeito com maquiagem a um cara com o rosto desfigurado. Ah! E Bruce Wayne morreu, se você viu ele na telona ou no Bom Dia e Cia, esqueça! Batman agora é outro cara… De novo…

Entre as principais mudanças estão:
– o novo uniforme de Superman, agora sem cuecas por cima da calça;
– a nova roupagem da Mulher-Maravilha, agora mais comportada e sem referências nacionalistas aos EUA;
– o retorno do Aquaman bom moço, sem barba ou gancho na mão;
– o fim de Supergirl e Super Boy;
– Bárbara Gordon voltando a ser a Batgirl;
– Damian Wayne, o filho de Bruce Wayne (!), como o novo Robin;
Batman virou uma lenda urbana;
Mulher Gavião e Gavião Negro, definitivamente (será?) com asas de verdade;
– Possivelmente Roschark se tornará um personagem ativo;
Static Shock (ou Super-Choque) se mudará para Nova York;
– Fim e início de mais uma série de grupos e heróis pequenos.

Interessante não? Dentre as mudanças mais bruscas, resolveram poupar Batman e o Lanterna-Verde, já que são os títulos que mais vendem da DC Comics. Não que isso seja lá muito bom. O passado de fusão de Lanterna-Verde com Parallax será esquecido e Hall Jordan também voltará a ser um bom-moço. Com Batman, poucas mudanças definem “não mudar mais do que já fizemos no últimos anos“.

Teria Superman deixado de ser jornalista para trabalhar na equipe de construção de um prédio? E que olhos vermelhos são esses

SIM, MUDANÇAS SÂO BEM-VINDAS!

Geralmente o mercado de HQ’s aceita bem mudanças nos formatos dos quadrinhos. Geralmente as adequações dos heróis se faz necessário para atingir as mudanças de comportamento e preferências de seu público-alvo. Mas o que se vê nos últimos tempos é as editoras forçarem a barra…

Quantas tentativas de mudança de uniforme Superman já passou? Quantas vezes o herói de Kripton ja morreu? Quatas vezes ele já casou com Lois Lane? Quantos reinícios e quantas origens “nunca antes reveladas” ja foram publicadas? E isso só no universo do homem-de-aço!

Em Batman a coisa fica mais estranha e dá a origem a loops que transpassam o limiar da razão de um fã: só no último ano Batman morreu, Dick Grayson assumiu seu manto (de novo), expulsou Robin de seu título, este (Tim Drake) resolveu virar Red Robin, identidade do segundo Robin que voltou porque também queria ser Batman, como não conseguiu assumiu (de novo) a identidade de Capuz Vermelho, identidade original de Coringa, que junto com Tim Drake tentou traze Bruce Wayn de volta a vida, que realmente voltou, mandou Dick Grayson voltar a ser Asa Noturna, transformou seu filho em Robin, mandou Tim Drake continuar com a identidade de Red Robin e clicou em “curtir” quando soube que Barbara Gordon voltou a andar depois de séculos como a nerd Oráculo.

Ou seja: mataram o Batman para reviver dois outros personagens. Mas Batman não morreu! Que raios de roteiro é esse? Não tem mudança! É só um emaranhado de informações que se junta numa ideia complexa e irracional para aumentar as vendas de uma revista… É super interessante ressucitar Jason Todd (o segundo Robin, assassinado por Coringa) e transformá-lo num justiceiro hard-core de Gothan. Mas porque misturar sua identidade de Red Robin com Tim Drake? E Tim Drake, o único que acreditava na vida de Batman perdeu seu lugar…

A DC cada vez mais se torna expert em realizar mudanças que os fãs não querem e deixar idéias interessantes de lado… Os fãs gostam de mudanças. Mesmo o uniforme de Superman já estava um tanto quano defasado, mas porque mudar sua origem junto com a mudança do uniforme?

O problema que encontramos na DC (e na Marvel também, afinal ela matou o Homem-Aranha também, mas logo ele volta…) é a falta de criatividade de histórias em um universo que já está construído, pronto para ser explorado. Mas os roteiristas insistem em mudar o universo ao invés de utilzar o rico arsenal que tem…

Batman com Damyan Wayne, o quarto Robin cronológico.

O QUE PODERIA SER FEITO?

Se o mercado está em crise, nada melhor do que observar um mercado em melhor estado que o americano para inspirar os rumos dos comics. E que melhor mercado que esse que o de mangás japoneses?

Enquanto Batman, o título de maior vendagem da DC, vende 90 mil cópias nos EUA, One Piece vende 1 milhão de edições em terras nipônicas. Curioso? Nem tanto.

One Piece é um mangá que se destaca por contar uma história que se importa mais com o momento presente que com o futuro. Eichiro Oda, o autor da série, já escreve o mangá a mais de 10 anos e diz que o mangá acaba de chegar em sua metade de história. Ao invéz de criar diversos “tempos” (passados-presentes e futuros), One Piece preserva a história atual e aos poucos vai adicionando elementos cronológicos que buscam acrescentar elementos ao invés de cancelar antigos erros. One Piece é uma história com começo, meio e fim (espera-se) mas que tem traços quase acronológicos, se alguém se aventurar a começar a ler a história hoje, facilmente consegue localizar os pontos necessários para continuar a acompanhar a saga de Ruffy e seus companheiros piratas, já que seu universo já está construído.

Se os autores do mercado editorial americano se preocupassem mais com os elementos que Batman tem ao invés de tentar organizá-los e reorganizá-los, muito provavelmente os rumos de suas vendas seriam também diferentes.

Batman, Superman e Mulher-Maravilha tem mais de 50 anos de sucesso. Os editores já deveriam ter percebido que a mudança de uniforme deve ser natural (como o uniforme de Batman nos anos 80, de azul para negro) e não forçada de uma maneira brusca como a que se está fazendo hoje. O que os leitores querem, hoje, é se divertir com seus quadrinhos, mas tantas mudanças desnecessárias torna o entretenimento dificil. O sucesso de filmes como The Dark Knight e Asylum Arkhan não está nas adaptações que os designers do filme/game fizeram ao personagem, mas na qualidade do roteiro que envolve um personagem já construído.

Seria esse um Luffy-Sinal?

Se ao invés de continuar a empurrar histórias sem fim aos seus consumidores os roteiristas se preocupassem em criar mais histórias (longas, não tem problema) com começo, meio e fim, tais quais A Piada Mortal, O longo Dia das Bruxas e o Terra de Ninguém onde qualquer leitor que tenha uma idéia do que é Batman consiga ler (e de quebra se interessar por publicações anteriores), talvéz a DC deixasse de atrair tantos problemas cronológicos e possa respirar melhor publicando quadrinhos para tudo e para todos.

 

REVIEW: Anime Friends 2011 – dia 10

Local: Rua Chico Pontes, 1500, Vila Guilherme, São Paulo – SP
Quando: Dias 08, 09, 10, 14, 15, 16 e 17 de julho.
Preços: Entrada entre R$20,00 e R$35,00 por dia.
 

Para quem nunca ouviu falar, fica dificil explicar a grandiosidade que se tornou o Anime Friends, evento realizado anualmente pela Yamato Corporation no mês de julho. Igualmente complicado é tentar passar o que é uma edição mais light do evento, assim como foi a que aconteceu no último dia 10 de julho.

Com sua primeira edição em 2003, o Anime Friends é um evento dedicado aos fãs de cultura pop oriental, onde se destacam, principalmente, o anime e o mangá.

Anime (do janponês, アニメ ) é uma palavra derivada do inglês, animation, utilizada no Japão para se referir a qualquer tipo de desenho animado, seja ele nacional ou não. No ocidente, a palavra é comumente utilizada para se referir a animações produzidas no Japão.

Diferente das produções ocidentais, o anime sempre foi voltado para vários públicos, havendo produções voltadas para todas as idades: infantil, adolescente, masculino, feminino, adulto e até de conteúdo erótico.

Com uma bandeira ao alto, o Anime Friends podia ser visto de longe.

Na terra-do-sol nascente, o sucesso dessas animações geralmente tem início nos mangás. Mangá (do janponês, 漫画 ) é a palavra japonesa para histórias em quadrinhos, seja lá qual for a sua procedência. No ocidente a palavra é utilizada para se referir a este tipo de produção de origem japonesa.

Tendo em vista que o japonês é o povo que mais lê no mundo, não é de se estranhar que todos os gêneros de quadrinhos também existam. Estima-se que mais de 90% da população japonesa tem o hábito de ler mangás.

O segmento de animações japonesas ganhou grande projeção no Brasil nos anos 90 com a febre causada pela exibição de Os Cavaleiros do Zodíaco pela Rede Manchete. Sozinha, a atração trouxe uma avalanche de produtos licenciados e de quebra mostrou o potencial do Brasil para o segmento.

Poucos anos após o fim da exibição de Cavaleiros, o primeiro evento voltado para esse público foi realizado em São Paulo e aos poucos foi e espalhando por todo Brasil.

O mercado se intensificou ainda mais com a grande investida da Conrad Editora em investir pesado em quadrinhos japoneses, os mangás, trazendo Dragon Ball Z e (de novo eles) Os Cavaleiros do Zodíaco, pela primeira vez em formato oriental para o Brasil nos anos 2000.

Com animes e mangás dando audiência na TV e rendendo muitas vendas para as editoras, o Yamato Corporation percebeu o mercado ideal para fazer dos eventos já realizados por outras empresas algo muito maior do que o formato dos já existentes.

Assim nasceu o Anime Friends, primeiro evento do segmento de animes e mangás realizado pela Yamato Eventos que trazia pela primeira vez no Brasil um cantor japonês (não coincidentemente o intérprete de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z). A vinda de Hironobu Kageyama ofuscou todos os outros eventos tradicionais agora concorrentes da Yamato e a empresa se tornou logo com seu primeiro evento, a líder de mercado deste segmento de eventos.

Seja no Japão ou no Brasil: o fã começa a gostar de animes e mangás logo cedo e leva isso para toda a vida.

Em 2011, a Yamato realizou a 9ª edição de seu maior evento. E o dia 10 pode-se dizer que o foi o domingo mais calmo de todos as edições.

Mesmo sendo o último domingo do evento o dia caracterizado por filas gigantes, super-lotação de visitantes e disputa de espaço para compras nos estandes e participações nos concursos, desde que o evento ganhou seu segundo fim-de-semana de relização, o domingo sempre costumou ser bastante agitado. Mas dessa vez a coisa pareceu diferente.

Apesar da nítida presença de muito público, este parecia estar muito bem distribuído em todas as áreas temáticas do Mart Center. E mesmo aqueles que temiam por uma drástica redução de espaço para área de circulação se surpreendeu com a área disponível.

Os temores quanto ao espaço começaram quando a Yamato Eventos anunciou que a trdicional área de salas temáticas não estaria presente na edição de 2011. Somando que a empresa, diferente de 2010, não havia mencionado a presença das três áreas temáticas (Asian Fest, Comic Fair e SP Game Show) que fizeram total diferença na 8ª edição do evento (clique aqui para conhecer), as expectativas dos fãs do evento não eram as melhores.

Porém, quem visitou o evento no seu primeiro fim de semana pode ver que o espaço disponível teve uma redução muito baixa de espaço, sendo que a maioria das atrações do ano anterior também estavam presentes.

ESTANDES

A área para estandes foi divida em dois galpões do Mart Center, uma voltada para grandes empresas e outra estandistas comuns.

A área para grandes empresas eram em sua maioria voltada para empresas de games, sendo que os estandes da Level Up Games e do Mundo Saga mereceram total destaque, com uma área gigantesca produzida para testes de games, máquinas de pinball, promoções e divulgações.

Outra menção que vale a pena ressaltar foi a presença do estande da Copag. Pela primeira vez no evento, a Copag trouxe até o Anime Friends uma área toda voltada as estampas ilustradas de Pokémon, agora traduzidas e fabricadas por ela no Brasil. Além de uma área bem atrativa, o estande ainda contava com diversas promoções e áreas para mini-torneios durante todo o dia.

A área de estandistas comuns apresentou város pontos para compra de acessórios, miniaturas, chaveiros e demais produtos voltados  a cultura pop oriental. Aparentemente, a quantidade de estandistas diminuiu em comparação com o ano passado, já que muitos estandistas cativos (como a Kabuki-Art) não estavam presente. A área ainda dividia o espaço com o palco Animekê (tradicional concurso de karaokê com músicas tema de anime e outros), trazendo um pouco de interação com o público.

Waldyr Santanna e Selma Lopes fizeram a alegria dos fãs d'Os Simpsons.

COSPLAY E PRESS START

O Palco Cosplay e a área para os campeonatos de games são sempre uma atração essencial para o evento. Desta vez, o palco Cosplay estava junto com a área para fanzines e o disputado estande da Comix Book Store, que pela primeira vez não estava tão disputado assim.

No Palco Cosplay ainda ocorreu no dia 10 uma entrevista com os dubladores Waldyr Santanna e Selma Lopes, os astros por traz das vozes de Homer e Marge Simpson. A dupla fez a alegria de todo o público com as suas interpretações mais queridas e Waldyr Lopes ainda emocionou a todos contando a sua luta judicial contra a distribuidora d’Os Simpsons no Brasil para que ele volte a dublar o seu personagem mais famoso, que já não o faz há três temporadas.

O Press Start dividia espaço com estandes medievais e os demais jogos do evento, como a batalha campal e a área de PaintBall. Apesar de um pouco escondido, se comparado aos galpões das outras atrações e com um espaço bem vazio, que poderia estar sendo usado para as atrações do Asian Fest (que ficaram de fora do evento, com excessão das comidas típicas que foram acopladas a praça de alimenação), já que este era o espaço dele no ano anterior, os campeonatos fizeram mais uma vez a alegria dos competidores, com prêmios bem atrativos, como Playstations 3 e Nintendo 3DS’s.

SALAS TEMÁTICAS

Apesar de estarem quase fora do evento neste ano, a Yamato Corporation conseguiu acoplar ao evento as tão queridas salas temáticas no mesmo prédio que na edição anterior. Diferente da maioria das atrações, as salas temáticas foram as que mais se aproximaram do evento anterior, já que era o único galpão (junto com o galpão de grandes empresas) do Mart Center que estava realmente todo ocupado, preenchendo cada espaço do local com atrações para o visitante.

Circulando por todo evento ainda era possível ver atrações diversas, como o palco de luta livre BWF, os pontos de venda da Umai, com seu badalado Mupy e uma infinidade de cosplayers que posavam para as cameras e fãs mais entusiasmados.

O Comics Cosplay Br fez a alegria do público nos corredores de acesso ao galpões.

ENFIM

Para a alegria de todos os otakus, o evento não teve uma área reduzida tão drásticamente, acomodando muito bem a todos os visitantes do dia 10. O corredor central entre os galpões é perfeito para a circulação e localização das atrações.

Mas a organização das atrações foram um prejudicadas com a saída das áreas temáticas do ano anterior, deixando atrações similares, como o Press Start e as empresas de games, ou os fanzines e o estande da Panini, muito distantes uma das outras. Apesar da presença dos dubladores, era nítida a falta de mais profissionais da área, cartunistas, animadores, designers, programadores e outros dando workshops e palestras.

Outro ponto a se observar foi a quantidade de pontos vazios que poderiam ser melhor ocupados com as atrações cortadas do Asian Fest ou para ampliar a praça de alimentação, que estando alocada no principal corredor que dá acesso ao palco principal, dificilmente vai acomodar todo o público do segundo fim de semana, seja pela baixa quantidade de mesas e cadeiras, como por estar com um baixo espaço para filas ou qualquer outro tipo de organização momentânea que uma barraca de alimentação necessite.

Enfim, o primeiro domingo do Anime Friends foi o domingo mais light já visto em um Anime Friends. Um dia com atrações básicas em grande quantidade, um pouco disperças, mas presentes. O que faltou poderia facilmente ser encaixado nas áreas livres que o Mart Center oferecia. O dia 10 agradou, mas não teve cara do maior evento multitemático da América Latina. Se não estivessem presentes as mega-áreas da Saga, Level Up, Panini e Copag, o evento poderia ser facilmente comparado a um dia comum, num evento de anime comum.

E ATENÇÃO: o próximo post trará um review do Super Friends Spirits, a principal atração do evento, que levou ao palco no dia 10 de julho o cantor Akira Kushida e a dupla Psychic Lover.