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RESENHA: Anime Friends 2012 – Dia 15

“Mais um dia amanheceu, um novo sonho aconteceu. Toda aquela confusão, eu não disse que ia passar?” É com o clima dos primeiros versos do tema da abertura brasileira de Hunter x Hunter, co-criado e interpretado por Ricardo Cruz, que iniciou o último dia do Anime Friends 2012, afinal o susto inicial do tamanho da Faculdade Cantareira já havia passado e o último domingo prometia a realização de grandes sonhos dos fãs brasileiros.

Com uma primeira semana agitada e cheia de atrações (clique aqui para ver como foi o primeiro domingo), com destaque para a primeira edição do Super Friends Spirits 2012 com as apresentações memoráveis de Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto (clique aqui para saber como foi), a segunda semana começou prometendo atrações tão ou mais grandiosas quanto.

Só a vinda do JAM Project para o Brasil em sua turnê oficial pela América Latina (tema da próxima postagem) já fazia do último dia do evento um dia especial, mas as atrações adicionais também fizeram por merecer.

Logo no começo da tarde, os fãs puderam conhecer de perto um dos dubladores mais queridos dos personagens dos desenhos animados. O carioca Marcelo Garcia subiu ao palco principal para brindar os fãs com as suas performances mais queridas, como Krypto (de Krypto, o Super Cão), Flash (de A Liga da Justiça), Humpty Dumpty (de o Gato de Botas), entre muitos outros. Para se despedir, o dublador não pode fazer outra coisa senão dar um “Catchau”, relembrando o Relâmpago McQueen, protagonista do filme Carros, da Disney.

A Banda Wasabi levou o público a loucura com os maiores temas de animesongs!

Fazendo a alegria dos fãs de animesongs, a Banda Wasabi subiu no palco principal do evento cantando as canções mais queridas dos fãs de animesongs. Variando entre temas em português e japonês, Carol Himura e Rafael Ryuji (os dois vocais) levaram o público a loucura quando, em clima de Latin American Tour, encerraram o show com os temas de Dragon Ball, em homenagem a Hironobu Kageyama, o leader band do JAM Project, que aguardava próximo do show a hora da tarde de autógrafos que iriam dar aos fãs.

Se no primeiro domingo a Faculdade Cantareira suportou muito bem o público protegendo os otakus do frio de São Paulo no inverno, o mesmo não parecia acontecer no último domingo, já que o número de caravanas e de público interessado nas atrações internacionais aumenta exponencialmente.

Para evitar uma superlotação e comprometer a ergonomia do local, a Yamato Eventos decidiu por limitar os ingressos do último dia para as caravanas que se organizaram antecipadamente e para os ingressos vendidos antecipadamente.

A medida não só privou muitos fãs de participarem do evento no último dia (que costuma ter mais de 40 mil pessoas) como também gerou umas série de fatos: o preço do último ia aumentou muito (chegando a R$80,00 a entrada inteira), muitos fãs decidiram participar do evento em dias alternativos (como quintas e sextas-feiras) e foi criado o “Ibira Cosplay” uma manifestação popular de boicote ao evento no Parque Ibirapuera que tinha por finalidade manifestar a insatisfação com o local do evento.

Cosplay de babar: Jaspion estava no Anime Friends 2012!

Protestos como o do Ibira Cosplay são mais que compreensívas, afinal 2012 é a data do décimo Anime Friends, uma data histórica, que merecia todo o glamour que o evento conquistou desde a sua criação.

Mais que inovador, o Anime Friends é se tornou um gigante rompedor de fronteiras, trazendo o animesong japonês para o Brasil e para a América, entrando para o calendário oficial da cidade de São Paulo e se tornando referência em eventos de cultura pop em todo o mundo.

A Faculdade Cantareira pode ter servido de “plano B” para a Yamato realizar o evento sem grandes preocupações, mas o Anime Friends tem crescido de maneira tão avassaladora desde a sua criação, que contê-lo após dez ano de existência é o mesmo que sacrificar o crescimento de um segmento de cultura em seu auge.

O Anime Friends é o mais próximo que o Brasil tem de grandes feiras internacionais de entretenimento, como o ComicCon, a E3 ou Salón del Mangá e está na hora de a Yamato Eventos formatá-lo desta maneira: unir empresas, franqueadas e representantes no Brasil de grandes nomes do entretenimento mundial em um só evento, começando com algo como foi o Anime Friends 2010 (leia aqui para saber como foi), mas realizada num local que atraia o orgulho dos fãs e o interesse do patrocínio de grandes empresários.

Banda Four Swords: a música dos games também tem vez no Anime Friends!

Afinal, o Anime Frinds 2012 foi marcado pela superação de obstáculos e pela realização de grandes atrações que brindaram as dez edições do evento e marcaram a vida dos fãs para sempre, mas todos os que lá estiveram saíram com uma certeza: este evento foi muito bom e por isso mesmo, merece ficar muito melhor!

Agradecimentos as fotos do N-Party.

RESENHA: Super Friends Spirits 2012 – Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

10 anos de Anime Friends! Para todos aqueles que acreditavam que tudo o que é bom dura pouco, o Anime Friends está aí para provar que quando se une persuasão, força de vontade e grandes sonhos, a realidade tão desejada perdura durante anos! E para comemorar em grande estilo, a Yamato Music preparou um Super Friends Spirits tão grandioso quanto o evento merecia, a começar pelo dia 08 de julho!

Dividida em duas apresentações, nos dois domingos do eventos, o Super Friends Spirits 2012 é não só o maior festival de animesongs da América, mas também o cumprimento de uma promessa que a Yamato Eventos fez com o encerramento da edição de 2011: relizar um festival com os maiores nome do animesong na décima edição do Anime Friends!

Com o sucesso do show de encerramento da edição anterior (clique aqui pra saber como foi), que não só resgatou toda a essência das primeira edições do Super Friends Spirits mas também deu a oportunidade do fã conhecer o que o passado e o presente da história do animesong tem de melhor, a edição de aniversário do show não poderia deixar de trazer os dois grandes nomes de 2011 de volta ao palco no Anime Friends:

• NOBUO YAMADA
Pegasus Fantasy. Bastou uma única música para que Nobuo Yamada colocasse para sempre seu nome na história como um dos maiores cantores de animesong de todos os tempos. Vocalista da banda Hard Rock Make-Up, sucesso no Japão nos anos 80, Nobuo ficou conhecido no mundo todo por interpretar os temas de abertura e encerramento d’Os Cavaleiros do Zodíaco.

Hoje, além dos trabalhos com o Make-Up e em carreira solo, o cantor ainda participa de diversos projetos musicais, integrando a recém formada banda Dr. Metal Factory, que faz covers de clássicos da J-Music em formato Heavy Metal e o Project R, grupo musical formado pela Toei Company para compor os temas dos tokusatsu produzidos pela empresa, que já lhe renderam os temas de abertura de Gou Gou Sentai Boukenger e Tensou Sentai Goseiger.


• TAKAYOSHI TANIMOTO
Takayoshi Tanimoto tem história no mundo dos animesongs, sendo o intérprete do tema de evolução de Digimon Tamers e os temas de abertura de Zatch Bell eJuuken Sentai Gekiranger. Mas foi em 2009 que o cantor atingiu o ápice de sua carreira, quando gravou os temas de abertura e encerramento de Dragon Ball Kai, versão remasterizada (e encurtada) de Dragon Ball Z.


O show começou marcado para as 18h30 começou com cerca de 30 minutos de atraso e foi realizado em pouco mais de uma hora e meia. O setlist foi o seguinte:

1 – Pegasus Fantasy (abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco)
2 – Dragon Soul (abertura de Dragon Ball Kai)

MC com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

3 – Can’t Say Good-Bye (inserção de Os Cavaleiros do Zodíaco)
4 – Kimi ni Kono Koe ga Todokimasu you ni (abertura de Zach Bell)

MC com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

4 – Go Go Sentai Bokenjya Shudaika (abertura de Bokenger)
5 – Tensou Sentai Goseiger (abertura de Goseiger)
6 – Juuken Sentai Gekiranger (abertura de Gekiranger)

MC com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

7 – Sayonara Warriors (inserção de Os Cavaleiros do Zodíaco)
8 – One Vision (tema de evolução de Digimon Tamers)

MC com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto

9 – Mienai Tsubasa (abertura de Zacth Bell)

MC com Takayoshi Tanimoto

10 – Yeah! Break! Care! Break! (encerramento de Dragon Ball Kai)
11 – Never (tema do filme Os Cavaleiros do Zodíaco – Prólogo do Céu)

MC com Nobuo Yamada

12 – Blue Forever (encerramento de Os Cavaleiros do Zodíaco)

Encore

13 – Pegasus Fantasy (abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco)

“A energia dos fãs brasileiros são referência para o mundo”, todo diz Nobuo Yamada

O dia 08 de julho começou agitado. Fãs brasileiros dos artistas internacionais do Japão sabiam que teriam mais uma grande chance de conhecer seu grande ídolo no Anime Friends logo durante a tarde de autógrafos que se passaria algumas horas antes do show.

Logo após a saída de Kaya, entraram Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto no espaço reservado para os artistas. Recebidos com vivas e gritos de seus nomes os artistas já chegaram acenando e sorrindo para os fãs.

Devido a mudança de local do evento, a tarde de autógrafos não foi feita na Sala Tokusatsu, como de costume, mas num local gradeado próximo do palco principal, onde os cantores poderiam se locomover sem grandes assédios.

Sempre simpáticos, os artistas receberam os fãs e, na medida do possível, trocaram algumas palavras, abraços e cumprimentos. Apesar de não ter a privacidade que a Sala Tokusatsu fornecia, o local foi muito proveitosos, principalmente para os fãs que não conseguiram a senha para ganhar os autógrafos, que puderam chegar muito próximos dos cantores.

Com o fim da tarde de autógrafos muitos fãs já se posicionaram próximos do Palco Principal para assistir ao show. Precedidos por vídeos que mostravam as principais atraçõs da segunda semana do evento, como a palestra de Paul Zaloon, o ator do Beakman, e um video com a música Soultaker do JAM Project, a Yamato Music já criou o clima para a chegada dos artistas e quando estes entraram no palco a explosão foi imediata!

Tanimoto fez um grande Kame Hame Ha no palco!

Nobuo Yamada entrou cantando Pegasus Fantasy, levando fãs de Os Cavaleiros do Zodíaco e da maior música animesong de todos os tempos a loucura! Em seguida foi a vez de Takayoshi Tanimoto cantar Dragon Soul, mostrando que em séries novas ou antigas, Dragon Ball sempre viverá no coração dos fãs.

Durante o show, diversas entrevistas foram feitas com os dois cantores, tendo destaque a comparação que Nobuo fez do público brasileiro com o público japonês, muito mais animado e um referencial para os nipônicos que assistem ao vídeos do Super Friends Spirits pelo Youtube.

Música após música, tema após tema, o palco já reduzido que a Yamato Music foi obrigada a fazer com a decisão da troca de local, ficou ainda menor com tamanha presença de palco dos artistas, mesmo em suas músicas menos conhecidas, Tanimoto conseguia fazer o público sair do chão.

Nobuo Yamada, com seu carisma já conhecido e sua voz grave e melódica invadia todo o palco e chegava fundo no coração dos fãs que vibravam a cada “Saint Seiya“! Todos os fãs podiam estar dando mil vivas a cada nota do autor, mas o sorriso em seu rosto era a prova cabal que o sonho realizado dos fãs era tão grande quanto os sonhos realizados do cantor por estar fazendo sua música no Brasil!.

Mesmo sem o acompanhamento de um banda (um grave erro da Yamato Music, já que a Banda Wasabi poderia facilmente acompanhar os cantores como fizeram em 2011) Nobuo repetiu o que fez ao encerrar o show de 2011: ecoar a mensagem de Blue Forever por todo o palco em tom acústico junto com todos os fãs.

Nobuo abre os braços em agradecimento ao carinho do público!

Mas mais uma vez isso não bastou e Nobuo teve de voltar ao palco para cantar Pegasus Fantasy em sua performance mais emblemática do amor que sente pelo nosso país: cantou em japonês e em português para encerrar a primeira edição do Super Friends Spirits 2012.

Com a quantidade de fãs no Palco Principal e o sucesso que Yamada e Tanimoto fazem entre os fãs, a Yamato poderia ter encerrado o dia 08 de julho com o Super Friends Spirits, mas infelizmente resolveu adiantar o evento musical para dar lugar ao show do cantor Kaya para encerrar o dia.

Não atingindo a quantidade de pessoas no palco como foi com o Super Friends Spirits, resta torcer para a Yamato deixar, como sempre havia feito, o Super Friends Spirits como a atração de encerramento de ambos os domingos, afinal, que me desculpem os fãs de Kaya, mas o uníssono que Pegasus Fantasy produziu com os milhares de fãs reunidos no show de Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto vai ecoar para sempre no coração dos fãs como o melhor que o Anime Friends teve, tem e terá a oferecer ao longo de sua história e por todos os anos que se seguirão!

Nobuo Yamada cantando Pegasus Fantasy em português!

Saint Seiya Ômega: primeiras impressões

Estreiou nesse 1º de abril (é verdade!) a nova animação produzida pela Toei Animation da meteórica franquia de Saint Seiya, ou Os Cavaleiros do Zodíaco no ocidente, intitulada Saint Seiya Ômega. Após tanta repercussão com diversos elementos que comporiam a série e uma avant-premier que entrou para a história da nipo-animação no Brasil, é hora de avaliar as primeiras impressões do trabalho final, que mesmo planejado para durar 52 episódios, já dá seus primeiros sinais de sucesso.

O ENREDO

Certamente o maior dos medos dos fãs de longa data residia no enredo que a trama traria para a franquia. A data escolhida para se passar a história (nos tempos atuais em 2012) e a envelhecimento que todos os personagens sofreriam já soava desagradável. Após saber de um novo Pégaso, de um filho de Shiryu e de um inimigo com cara de Digimon, a tensão só aumentou.

No primeiro episódio, não aconteceu nada que abalasse o conceito geral da obra. Kouga, um jovem criado na Mansão Kido por Saori e treinado por Shina de Cobra (ou Serpentário, no original) se recusa a se tornar um cavaleiro por não saber exatamente do que isso se trata. Sem conhecer Seiya, ele pouco se importa com o fato de ter sido criado quando criança por ele.

Se o treinamento que ele recebe não é o que mais lhe agrada, o jovem nutre profunda admiração por Saori, que o criou desde bebê. Apesar de não deixar claro no primeiro episódio, a deusa está sofrendo de algo que deixa seu corpo com uma aparência muito próxima das galáxias que formam o corpo de Marte, o vilão da história que, até onde se sabe, matou Seiya quando este tentou matar Kouga.

Sem Santuário e concentrado na conceitualização do protagonista e nos conceitos básicos da história (como a fonte da Cosmo Energia) que os novos telespectadores do Japão não estão acostumados, o episódio terminou com Kouga vestindo a armadura de Pégaso, que não tem mais a forma object e nem urna, agora guardada dentro de um cristal que Saori lhe entregara pouco antes de Marte ressurgir, vencer Shina e tentar sequestrar a deusa Atena.

Seiya agora veste a armadura de ouro de Sagitário!

Terminando com aquele gostinho de “quero mais” que a série clássica tanto tinha e que as novas produções da franquia pouco conseguiram alcançar, o início de Saint Seiya Ômega começou diferente de tudo o que já foi visto em Saint Seiya, mas com o espírito que todos os fãs queriam ver.

A ANIMAÇÃO

Um dos grandes impactos do anúncio da nova série foi a profunda transformação que alguns personagens passaram com o novo traço adotado pela Toei Animation. A nova roupagem não só deu nova cara aos personagens já conhecidos dos fãs, como também redefiniu as armaduras e o estilo do inimigo.

A começar por Saori e Seiya, que agora com 38 anos deveriam trazer um traço mais maduro caso alguma mudança nos seus traços fossem feitos, o novo conceito foi simplificado demais. Mesmo com os olhos parecidos com o que eram desenhados na série clássica, o formato da boca, do nariz e a magreza do corpo chegam a incomodar.

O perfil até colabora para o design de novos personagens, mas parece ter tirado aquele ar doce e sereno que Saori costumava ter e a emoção latente que o rosto de Seiya sempre expressava. A impressão que dá é que os desenhistas preferiram “caprichar” no traço de Kouga para que este logo se destacasse entre os novos telespectadores da saga e logo ganhassem sua preferência.

Mas nem tudo são rosas negras, pois a qualidade da animação surpreendeu muito. Apesar do traço utilizado ser muito próximo das produções mais infantis da Toei, a série é madura o suficiente para agradar a fãs de todas as idades, tanto em enredo quanto em qualidade de imagem.

Mais madura, o traço de Saori Kido, a Atena, estranha a primeira vista.

A qualidade movimentação dos personagens enche os olhos de qualquer um que assista ao episódio, principalmente após um trabalho tão estático da Toei com OVA’s das fases Inferno e Elíseos de Hades. A somatória da dinâmica com o traço ainda não chega ao nível de estúdios como o Mad House ou Studio Ghibli, mas estão na mesma qualidade das atuais animações do Estúdio Pierrot.

A TRILHA SONORA

Para quem esperava uma nova música de abertura, “caiu do Pégaso” quando foi anunciado que Pegasus Fantasy seria mais uma vez o tema de Saint Seiya. Depois, mais uma queda sofreram todos que escutaram a versão cantada por Shoko Nakagawa (nova dubladora da Saori) e Nobuo Yamada.

Começando por um melodia leve e emocional por Shoko, a música ganha toda a força e o dinamismo da voz de Nobuo Yamada, entrando em êxtase total com a combinação dos dois no refrão da música.

E como BGM’s (Background Musics), foram utilizadas muitas músicas inéditas e novas roupagem para velhas trilhas conhecidas do público compostas pelo premiado compositor Seiji Yokoyama ainda nos anos 80 durante a produção da série clássica.

DESTAQUES E DESASTRES

Algo muito, mas muito interessante aconteceu após eu assistir o primeiro episódio de Saint Seiya Ômega: nunca, em já quase 20 anos como fã da série, eu havia notado como a personagem Shina de Cobra é interessante. Extremamente habilidosa, honrando seu título de amazona de prata com capacidade para ser mestre, a breve troca de golpes com Marte e a sua astúcia ao treinar Kouga demonstraram como ela foi uma personagem mal aproveitada durante todo o desenvolvimento da série clássica.

Também temos o detalhe da armadura. Armadura essa que ainda parece estranha de se guardar num pingente de um colar. Atire uma pedra o fã que nunca ficou analisando parte por parte os encaixes do object da armadura no cavaleiro. Masami Kurumada, o autor da série, fez escola ao criar as armaduras que desmontadas se tornavam figuras de constelações, mas parece que a nova geração de fãs não terá tal experiência.

Com tal alteração na montagem das armaduras, fica inclusive uma dúvida nos produtos a serem lançados. O hobby de montar um Cloth Myth é comparável ao de colecionadores de automodelismo, que transpassa para a figura um pouco da sua paixão pelo esporte. Será que os novos bonecos da Bandai trarão junto com o novo conceito do anime uma nova forma de action figures de Os Cavaleiros do Zodíaco? É esperar para ver.

E já que o assunto são armaduras, muito interessante a ideia que adotaram para Kouga, Shina e os outros protagonistas. Próximo do que era na série clássica, porém mais dinâmico e arrojado, os trajes são perfeitos para cair no gosto da garotada japonesa e ser aprovadas pelo fãs da velha guarda.

Shina foi o destaque do primeiro episódio!

Como o traço das armaduras varia bastante de acordo com o autor que escreve para a franquia (vide o Episódio G) é muito viável que Ômega não repita as velhas fórmulas da série original. O único porém foi a armadura de Sagitário de Seiya: as asas muito retas e a espécie de cachecol que fica no colarinho da armadura ficaram um tanto quanto exageradas, não acompanhando o dinamismo das demais armaduras.

Outro ponto positivo foi Kouga, que mesmo carregando nas costas o legado de Tenma e Seiya, conseguiu se mostrar um protagonista interessante, com um passado a ser conhecido e uma personalidade contestadora capaz de chamar a atenção de novos fãs e honrar a armadura de Pégaso.

Não que a proposta da série consiga me agradar, mas o enredo em geral foi muito positivo dentro da mesma. Toda a história precisa de um motivo para ser contada, e a de Saint Seiya é a história de Seiya. É difícil imaginar que após tantos fenômenos ocorridos com os cavaleiros nos anos 80, o ciclo de Guerras Santas continuaria, o final de Saint Seiya sempre me pareceu perpetuar o fim da história. Logo, a história de Ômega me parece algo incabível, do nível de fanfics sonhadoras que gestalticamente quiseram seguir com a história com os cavaleiros de bronze na vestimenta de ouro.

Porém a proposta da série está aí e não adianta colocar as possibilidades virtuais que a série clássica dá para seguir com o enredo. Para avaliar Ômega, é necessário tomar por base a essência do universo de Ômega.

Kouga sente o peso de se tornar cavaleiro.

COSMO FINAL, AFINAL

Saint Seiya Ômega nasceu em um momento oportuno, e por isso mesmo é uma série oportunista. Não que isso seja ruim, todo anime é criado para gerar retorno para todas as partes envolvidas e a comemoração de 25 anos da série (na verdade em 2012 já são 26!) é uma situação que não pode ser disperdiçadas.

Para a Toei, criar algo novo de Saint Seiya é sempre uma maneira de colocar os holofotes em cima dela, a obra é consagrada dentro e fora do Japão e, com excessão dos EUA, é (junto com Dragon Ball Z) o principal cartão de visita do estúdio em todo o mundo.

O formato adotado em Saint Seiya é claramente voltado ao público internacional, com personagens com nacionalidades dos principais países em que a franquia faz sucesso, inclusive o Brasil.

O tom da série é muito próximo da emoção passada pela série clássica, ponto que considero o mais relevante em sua produção. Os efeitos especiais estão dentro do parâmetro que os japoneses costumam assistir, os personagens são cativantes e o ambiente é propício para que a franquia ganhe novos fãs no Japão e no mundo.

São apenas dois os pontos que podem barrar o sucesso da série. O traço muitas vezes é irritante e infantil, com narizes pontiagudos, falta de detalhes e certas deformidades, imperceptíveis para crianças abaixo de 10 anos, mas que incomodam os fãs de animação de longa data.

E por fim, o enredo que, apesar de bem contado, mediocriza a franquia no geral, transformando-a cada vez mais em produto (como são os tokusatsus da Toei, as séries Digimon e as produções de Transformers) e menos em fantasia, utilizando-se do racional sistema de Guerras Santas que Masami Kurumada criou para dar continuidade a série ao invés de encerrá-la como um épico.

Írá Kouga dar continuidade ao legado do lendário Seiya?

Sabendo como os japoneses são mestres na arte de contar histórias, é certo que Saint Seiya Ômega será mais uma produção genial. Mas se ela terá a mesma força motriz que comoveu o mundo e se ela é digna de continuar o legado iniciado nos anos 80, só o tempo irá dizer ao longo dos próximos 51 episódios da série.

Novo filme CG para adultos, novo anime para crianças e Masami Kurumada consegue transformar Saint Seiya em Transformers…

Que 2011 seria um ano especial para Cavaleiros disso ninguém tinha dúvidas. Mas que grande parte das novidades só seriam concretizadas mais tarde também não seria novidade, já que a maioria das grandes produções foram iniciadas no próprio ano de 2011.

Assim, logo agora, no início de 2012, Masami Kurumada já pôde aprontar das suas e fazer o mais inesperado anúncio para a série: além do filme em CG (já anunciado no ano passado), Saint Seiya ganhará em 2012 uma nova animação.

Até aí tudo bem, afinal quanto mais animações de Os Cavaleiros do Zodíaco melhor! Todos os fãs aguardam ansiosos a terceira temporada de The Lost Canvas pela TMS, o anúncio de uma animação para o Episódio G, para o Gigantomachia, para o Next Dimension, para alguma das inúmeras guerras anteriores (talvéz até mitológicas) citadas durante o mangá e até, porque não, um remake da série clássica.

Mas o anúncio do roteiro da história foi de cair o queixo! Ninguém esperava a produção de um anime produzido pela Toei Animation com uma tmática voltada às crianças, algo entre Pretty Cure e Digimon, mais especificamente algo para o público entre 6 e 12 anos.

A nova animação recebe o nome de Saint Seiya Ômega. Ômega é a última letra do alfabeto grego, seria uma referência ao enredo da história, que se passará no futuro de Seiya e cia. E se você espera descobrir o que aconteceu com os cavaleiros de Atena em suas lutas contra os 12 deuses do Olimpo após a saga de Hades, pode tirar seu Pégaso da chuva, pois a história tem um quê de alternativo maior do que você pode esperar.  Olha só o quem são os personagens da história:

Seiya é o atual Cavaleiro de Ouro de Sagitário.
– O atual cavaleiro de Pégaso cham-se Kouga, filho adotivo de Saori Kido, que continua como Atena.
– Os melhores amigos (e irmãos de criação) de Kouga são Soma de Leão Menor e Ryuuhou de Dragão.
– A amazona de prata de Águia não é Marin, não usa máscara e chama-se Yuna.
– Ainda haverá a participação de Eden de Órion e Haruto de Lobo.
– O deus Ares será o vilão.

Saint Seiya Ômega: Kouga é Pégaso e Seiya é Sagitário!

Impossível não comparar este anime as investidas mercadológicas que a Hasbro faz com Transformers. Sempre que seus robôs gigantes estão com baixas vendas, uma nova animação spin-off é criada para alavancar as vendas. Seja com animais, no futuro ou no passado, os spins de Transformers servem com um verdadeiro caça-níquel e muitas vezes deixam o enredo de lado.

Analisando as últimas investidas de Kurumada com a franquia de Saint Seiya, a coisa parece seguir pelo mesmo caminho. A produção capenga de Hades Inferno e Hades Elíseos, o pouco apoio comercial a The Lost Canvas por parte do autor, a troca de dubladores, a demissão de Shigeyasu Yamauchi e o enredo apelativo de Next Dimension estão fazendo que a franquia cada vez mais perca em qualidade e ganhe em somas de dinheiro.

Saint Seiya Ômega parece vir apenas para completar um nicho que Kurumada ainda não tinha: o de crianças abaixo de 10 anos. Enquanto a série clássica vende para a fanbase de saudosistas, The Lost Canvas capta um novo público shonen e shoujo e o Episódio G cuida do público mais maduro.

Mercadológicamente a estratégia é muito boa. Vários produtos para vários nichos. Mas não seria melhor manter o nível do que já se tem antes de se aventurar a conquistar novos territórios?

Até agora os fãs não tiveram uma animação decente de Hades Inferno e Elíseos, a série clássica carrega o esteriótipo de “velha e ultrapassada” quando  é comercializada e exibida em países estrangeiros, o Prólogo do Céu (a melhor produção que Cavaleiros já teve) foi desvinculado do canône da história para dar lugar a um Next Dimension com ritmo de publicação mais baixo que Hunter X Hunter… Mas mesmo com tantos buracos a seres completados a aposta é uma animação totalmente nova e descabida que será 100% spin-off e chega para vender o universo para um público desinteressado na série…

O jeito agora é torcer para que o novo público realmente seja atingido e a franquia de Saint Seiya possa ter uma reerguida no Japão e no mundo. Mesmo com um horário ingrato, sendo exibido as 6h30 da manhã, vale lembrar que a série passará no domingo, dia que a tv japonesa mais tem audiência, podendo ser um indício que a Toei Animation realmente quer que o anime vá para frente.

Saint Seiya The Movie: a única esperança por qualidade e uma boa produção?

Entrementes, também devemos torcer para que o filme em CG, que teve uma nova imagem (espetacular, por sinal) seja realmente uma produção de qualidade e não mais um caça-níquel que os fãs mais maduros se acostumaram a cair.

E quem sabe num período próximo poderemos ver Saint Seiya em grandes produções (também caça-níqueis, verdade… mas pelo menos com qualidade a la Steven Spielberg) e ver Masami Kurumada assinar de vez o tratado Transformers para Seiya e os outros.

REVIEW: Gakuen Tokusou Hikaruon

Um mundo onde todas as pessoas são iguais, pensam iguais e agem iguais. Todos de face apagada, todos da mesma cor, caminhando para direções diferentes mar para chegar ao mesmo lugar. Um jovem diferente sentado ao redor de todos leva as mãos a cabeça, pensativo, desesperado por parecer ter percebido o estado de latência da sociedade. Num ato irresponsável ele sai correndo e salta a frente de um trem. Todos ao redor se espantam com a morte prematura de um estudante do colegial. É com um clima denso e pesado que começa a história de Gakuen Tokusou Hikaruon, uma mistura de anime e tokusatsu que teria tudo para gerar uma nova tendência no mercado da animação japonesa, mas que se limitou a apenas um OVA lançado em 1987.

ANIMESATSU

Mesmo que o conceito não tenha pegado, Hikaruon foi a obra que mais conceituou o termo animesatsu, um espécie de mistura dos gêneros anime e tokusatsu. Produzido, roteirizado e dirigido por Kazuhiro Ochi, mesmo diretor de Transformers e Sailor Moon, o OVA (Original Video Animation, ou seja, videos produzidos diretamente para home-video, sem passar pelo cinema ou TV) o anime prestou uma homenagem e tanto para os heróis da franquia Metal Hero de tokusatsus, além de alimentar a curiosidade dos fãs sobre como ficariam seus heróis se produzidos em traço e tinta.

Em uma primeira impressão, não é dificil que o fã fique tentando entender em qual herói Hikaruon foi baseado, isso porque o personagem tem um pouco de cada um dos cinco Metal Hero’s que o precederam. A armadura do heróis é muito similar a d’O Fantástico Jaspion, porém, as cores lembram muito o Detetive Espacial Sharivan. Até a vinheta de chamada para comercial, tão comum nesses tokusatsus, está presente em Hikaruon, mesmo esse não tendo intervalo comercial por se tratar de uma produção em vídeo.

Até o nome do personagem principal não foi escolhidoa toa. Hikaru é uma homenagem ao ator Hikaru Kurosaki, nome artistico de Seiki Kurosaki que interpretou o Jaspion em 1985.

Mesmo a ajudante do heróis não foge das similaridades com o mundo de carne e osso. A atitude de Azumi lembra muito Anri e Diana, as ajudantes de Jaspion e do Guerreiro Dimensional Spielvan, tanto em atitude como no papel que desempenhavam na história.

A transformação de Hikaruon lembra muito lembra Spielvan, mas tem traços de outras animações também.

Mas não é só do mundo do tokusatsu que Hikaruon tirou suas referências, é muito fácil assimilar a aparência do heróis a do protagonista d’Os Cavaleiros do Zodíaco, Seiya de Pégaso, mesmo que o desenhista do OVA não seja o mesmo do anime dos cavaleiros de Atena. Além da aparência, a coreografia de transformação lembra muito o traçar dos 13 pontos da constelação de Pégaso que Seiya fazia para lançar seu meteóro de Pégaso. É bom lembrar que no ano de produção de Hikaruon, foi no ano em que Os Cavaleios do Zodíaco bombavam de audiência na TV japonesa e na venda de bonecos, se uma produção conseguisse pegar o carisma que a série passava ao spectador, seria sucesso na certa.

LUZ, CÂMERA E…  SOM?

Quem assiste aos primeiros minutos de Hikaruon fica na dúvida se a produção é realmente uma espécie de tokusatsu em formato de anime, já que mesmo as histórias dos anos 80 sendo um pouco mais maduros que os do século XXI, o clima infantil e inocênte que permeia os tokusatsus estão bem distantes do início sórdido da produção.

O clima de herói em roupa metaltex só entra em sua abertura cantada por Akira Kushida, o mesmo das aberturas de Gavan, Sharivan, Sheider e de inserções em Jaspion e Spielvan. Para os ouvidos mais sensíveis, é fácil de notar a semelhança do tema de Hikaruon com o de Sharivan, em muitos momentos a vontade é começar a cantar “Shine shine shine Sharivan shine (shine!)“.

E a semelhança musical não para por aí, todas as músicas de back-ground foram recicladas dos Metal Hero’s, sendo os temas de Jaspion a comparação mais comum, principalmente durante a perseguição de carro que o herói sofre.

DETETIVE ESCOLAR

Diferente da temática a la Star Wars que os tokusatsus dos anos 80 costumavam ter, Hikaruon optou por trazer a temática dos tokusatus para um ambiente mais anime. Isso porque a primeira apareição de Hikaroun acontece quando o heróis é transferido para a escola que o garoto que se suicidou no preview da história estudava.

A trama adulta nota-se quando violência e cenas de nudez começam a ser largamente utilizadas.

Logo o clima pesado do local pode ser notado e é a YaYoi, após quase ser estuprada dentro da sala de aula, que dá detalhes do porque de tantos estudantes morrerem de medo dos alunos mais valentões.

A escola é parte de um esquema de gangues que trafica armas e drogas e comete todo tipo de barbaridade na cidade, não temendo a policia ou a justiça. Os valentões, que aparentam ter muito mais idade do que o comum para um estudante, são alguns dos líderes da gangue.

Essa temática mais adulta mostra que o público-alvo da produção, apesar de ser feita aos moldes de produções mais infantis, visa um público mais adulto, em geral aqueles que se entretinham com produções como Akira, Ghost in the Shell e outras produções cyber-punk da época. Os maltratos que Yayoi e Azumi, a ajudante de Hikaruon, sofrem durante os ataques dos vilões da história não são comuns mesmo em animes shonen, com várias cenas de nudez e animações violentas.

O sobrenatural entra na história para fechar o ciclo da mistura animesatsu, levando o enredo hard-core da cidade sem lei até os monstros sobrenaturais comuns em tokusatsus e que muito lembraram La Deus e os monstros enfrentados pelo Comando Estelar Flashman.

PORQUE NÃO PEGOU?

Apesar da qualidade excepcional para a sua época, uma história madura e conceitos que atraiam uma gama bem variada de público, Hikaruon ficou privado aos seus 30 minutos de OVA. Os motivos, apear de nunca terem sido revelados, não são muito dificeis de se entender.

Dos anos 70 para os anos 80 todos os gêneros de tokusatsu começaram a perder a audiência exorbitante que tinham em seu início, mesmo assim esse tipo de programa ainda servia para o que foram criados: vender bonecos dos heróis e alimentar a indústria de brinquedos.

As referências do anime são inúmeras, Saint Seiya é só uma delas.

Caso séries como Hikaruon se multiplicassem na TV japonesa, não seria dificil que a queda dos heróis em carne e osso chegasse ainda mais fundo.

Divagando um pouco poderia se chegar a conclusão que a indústria talvéz não perdesse com tal mudança, que houvesse apenas uma troca de foco nos produtos. Porém, a indústria do anime já estava dando conta, e muito bem, da demanda para esse segmento (os bonecos diecast de Os Cavaleiros do Zodíaco que o digam). Assim correr o risco de aumentar a concorrencia e de perder um nicho específico como o de tokusatsu não seria nada atrativo.

A impressão que dá é que Hikaruon foi uma espécie de episódio piloto que foi negada a produção devido aos problemas mercadológicos que a industria de brinquedos poderia passar, mas que mesmo assim foi lançado em formato OVA pela alta qualidade da produção, tanto em enredo, como em animação.

Os fãs agradecem, mas pedem mais.

Campanha “Queremos Saint Seiya dublado em português no PS3”

O site CavZodíaco iníciou há pouco tempo uma campanha audaciosa: unir os fãs brasileiros para convencer a produtora de jogos Bandai/Nanco a lançar no Brasil uma versão com áudio em português do jogo Saint Seiya Senki. Confira abaixo os detalhes da campanha:


INTRODUÇÃO
Como todos os fãs já sabem, no dia 23 de Novembro de 2011 será lançado, no Japão, o jogo Saint Seiya Senki, o primeiro jogo da série para o console PlayStation 3 (a versão européia, intitulada Saint Seiya Sanctuary Battle será lançada apenas em Fevereiro de 2012).

Como o jogo está sendo muito aguardado pela comunidade de fãs brasileiros e amparado por um entrevista realizada pelo portal UOL com o produtor do jogo, o sr. Ryo Mito, durante o evento Tokyo Game Show 2011, que sinalizou a possibilidade de no futuro termos uma versão em português (legendada e/ou dublada) desde que a “voz” dos fãs brasileiros chegassem até eles, o site CavZodíaco decidiu criar a campanha Queremos Saint Seiya dublado em português no PS3. Confira abaixo o release oficial do site sobre a campanha:

A CAMPANHA
A ideia é mostrar para a Bandai/Namco de que existem muitos fãs brasileiros dos Cavaleiros do Zodíaco e que eles comprarão a versão em português (via mídia do jogo ou via PSN) caso esta seja produzida. Para isso, pensamos que um simples abaixo assinado não irá surtir efeito, tendo em vista que nos dias de hoje pode ser facilmente burlado (repetições de cadastros, cadastros falsos etc). Sendo assim, foi pensado em uma maneira mais efetiva de mostrar que além de existirem muitos fãs no Brasil, eles consomem produtos originais da série, dando uma importante contribuição para o mercado internacional e para a continuação e lançamentos de novos produtos.
Na página da campanha (clique aqui), haverá um mural com fotos dos fãs ao lado de um ou mais produtos originais da série. Vale qualquer produto (nacional ou importado), mas desde que seja original. Caso não tenha, vale pegar o produto emprestado com o amigo, parentes etc, desde que o fã apareça na foto prestigiando um produto original. As fotos deverão ser enviadas para o E-Mail abaixo, com Nome Completo, CDZID (código de cadastro do site CavZodíaco, se o fã for cadastrado no site, caso contrário não é necessário enviar), Idade, Cidade e Estado. Os fãs podem ajudar também através das redes sociais, divulgando a campanha e a hashtag #saintseiyadubladops3. Além das fotos, o barulho nas redes sociais será fundamental! Lembrando que não temos garantia alguma de que esta campanha dará certo, mas iremos tentar da mesma forma já que no final ganharemos também uma seção especial com as coleções dos fãs que ficará eternizada para sempre!

APOIO DO BLOG NEXTCONQUEROR
Tanto por ser um fã inveterado de Saint Seiya, como para dar apoio à genial campanha do CavZodíaco, resolvi postar as minhas fotos aqui e nas redes sociais a qual participo. Surgiro que fãs blogueiros, vlogueiros e possuidores de demais canais na rede façam o mesmo para ampliar as extensões da campanha.

REVIEW: Super Friends Spirits 2011 – dia 17

Em 2007, quando o Anime Friends completou 5 anos, a Yamato Eventos conseguiu trazer ao palco do evento um dos artistas que os fãs brasileiros de anime e mangá mais gostariam de ver de perto: Nobuo Yamada, o cantor japonês intérpreteo animesong de maior sucesso de todos os tempos no Brasil: Pegasus Fantasy.

A vinda do cantor ao Brasil, aliado aos outros grandes nomes que estavam presentes no show, fez do Super Friends Spirits 2007 o maior show de animesongs que o Brasil já teve. Todos os anos que o procederam, com vários altos e baixos, nunca conseguiram alcançar o sucesso de 2007.

Mas em 2011 Nobuo Yamada voltou ao Super Friends Spirits para mostrar como e que se faz um show de animesong de verdade!

Na edição 2011 do evento, a Yamato preparou 4 apresentações de Super Friends Spirits, nos dias 09, 10, 16 e 17 de julho, sendo que em cada fim de semana, artistas diferentes foram selecionados. Para o dia 17, o evento recebeu os cantores Takayoshi Tanimoto e o já comentado, Nobuo Yamada:

• NOBUO YAMADA
Pegasus Fantasy. Bastou uma única música para que Nobuo Yamada colocasse para sempre seu nome na história como um dos maiores cantores de animesong de todos os tempos. Vocalista da banda Hard Rock Make-Up, sucesso no Japão nos anos 80, Nobuo ficou conhecido no mundo todo por interpretar os temas de abertura e encerramento d’Os Cavaleiros do Zodíaco.

Hoje, além dos trabalhos com o Make-Up e em carreira solo, o cantor ainda participa de diversos projetos musicais, integrando a recém formada banda Dr. Metal Factory, que faz covers de clássicos da J-Music em formato Heavy Metal e o Project R, grupo musical formado pela Toei Company para compor os temas dos tokusatsu produzidos pela empresa, que já lhe renderam os temas de abertura de Gou Gou Sentai Boukenger e Tensou Sentai Goseiger.


• TAKAYOSHI TANIMOTO
Takayoshi Tanimoto tem história no mundo dos animesongs, sendo o intérprete do tema de evolução de Digimon Tamers e os temas de abertura de Zatch Bell e Juuken Sentai Gekiranger. Mas foi em 2009 que o cantor atingiu o ápice de sua carreira, quando gravou os temas de abertura e encerramento de Dragon Ball Kai, versão remasterizada (e encurtada) de Dragon Ball Z.


O show teve aproximadamente duas horas de duração e contou com o seguinte set-list (ainda incompleto, tentarei atualizar o mais breve possível):

1 – Dragon Soul (abertura de Dragon Ball Kai)
2 – Kimi ni Kono Koe ga Todokimasu you ni (abertura de Zach Bell)
3 – Pegasus Fantasy (abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco)

MC com Nobuo Yamada

4 – Go Go Sentai Bokenjya Shudaika (abertura de Bokenger)
5 –
6 – One Vision (tema de evolução de Digimon Tamers)

MC com Takayoshi Tanimoto

7 – Yeah! Break! Care! Break! (encerramento de Dragon Ball Kai)

MC com Nobuo Yamada

8 – Madou Kishi Wolzard (música inserção de Magiranger)
9 – Boukenja Go On Fighting! (música inserção de Bokenger)
10 – Mienai Tsubasa (abertura de Zacth Bell)
11 – Juuken Sentai Gekiranger (abertura de Gekiranger)
12 – Can’t Say Good-Bye (inserção de Os Cavaleiros do Zodíaco)
13 – Never (tema do filme Os Cavaleiros do Zodíaco – Prólogo do Céu)

MC com Nobuo Yamada

14 – Blue Forever (encerramento de Os Cavaleiros do Zodíaco)

Encore

15 – Dragon Soul (abertura de Dragon Ball Kai)
16 – Pegasus Fantasy (abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco)

Antes de falar sobre o show, é importante salientar algumas coisas interessantes que aconteram no evento antes da entrada dos artistas no palco.

Depois da já comentada tarde (clique aqui para conferir) de autógrafos com Nobuo Yamada e Takayoshi Tanimoto, os fãs que se dirigiram ao palco puderam assistir a final do campeonato animekê, onde os grupos vermelho e branco se desafiavam e o próprio cantor Kaya estava como jurado. Com o anúncio da vitória do grupo vermelho, a equipe começou a cantar a música Bakuryu Sentai AbaRanger, canção que se destacou durante as apresentações. Com um ritmo animado e alucinante, todos no palco começaram a imitar a coreografia do cantor original da música, Masaaki Endoh, no palco quando, no auge da música houveram problemas na luminação do palco e todos os equipamentos falharam.

O público ficou na escuridão por mais ou menos 10 minutos quando, com a força de uma Genki-Dama simulada pelos que lá estavam, os materiais do palco voltaram a funcionar e a banda Wasabi pode começar a testar os instrumentos para acompanhar os cantores internacionais.

Fazendo a abertura do show com Soldier Dream, o segundo tema de abertura d’Os Cavaeiros do Zodíaco, a banda Wasabi, junto com a apresentadora Plu contagiou o público para o início do Super Friends Spirits.

Tanimoto foi o primeiro a entrar no palco.

O primeiro artista a entrar no palco foi Takayoshi Tanimoto, interpretando Dragon Soul,  tema de abertura de Dragon Ball Kai. O atual sucesso do anime em todo o mundo fez com que o público se anima-se logo com a primeira música do show.

Após duas músicas, Tanimoto deu lugar ao tão aguardado Nobuo Yamada, que já entrou cantando Pegasus Fantasy, levando todo o público a loucura. Pegasus Fantasy, além de ser conhecida como o hino dos animesongs do Brasil, remete as lembranças mais variadas no público, desde o cativo público fã da série desde os anos 90, até os fãs mais atuais de Seiya e cia.

Após a música, Ricardo Cruz, cantor brasileiro que integra a banda japonesa JAM Project, entrou no palco para a primeira conversa com o cantor. Durante a conversa, Nobuo disse que apesar de mais de 24 horas de viagem do Japão até o Brasil, ele sempre se realiza ao subir ao palco e sentir uma energia tão positiva do público.

O show prosseguiu com os temas de Bokenger e Digimon, até que Takayoshi Tanimoto ensinou ao público a coreografia de Yeah! Break! Care! Break! o tema de encerramento de Dragon Ball Kai. Durante a música e todas as outras que a procederam, Tanimoto se mostrou um artista mais do que carismático, conseguindo contagiar a todo o público mesmo com as suas músicas menos populares no Brasil.

A última canção de Tanimoto foi o tema de Gekirager, que mais uma vez levou o público a gritar, se divertir, brincar e pular com as brincadeiras e motivações de Tanimoto.

Nobuo emocionou o público com a nova versão de Blue Forever!

Nobuo entrou para encerrar o show com os épicos temas de Saint Seiya: Can’t Say Good-Bye, Never e Blue Forever. A última cantada, inclusive, foi a versão mais recentemente gravada pelo cantor, a chamada 21st Century Version.

Mas as músicas não foram o suficiente para acalmar os ânimos do público que após o encerramento do show clamaram por mais músicas.

Após algumas brincadeiras da produção do show com um jogo de luzes que parecia anunciar e desanunciar a chegada de um dos cantores, finalmente Takayoshi Tanimoto voltou a subir ao palco para cantar novamente Dragon Soul.

Mas o ponto máximo do show aconteceu quando Nobuo Yamada subiu ao palco após a saída de Tanimoto,voltando a cantar Pegasus Fantasy. Surpreendendo a todos, Nobuo Yamada cantou a segunda parte da música em português, o que levou o público a um verdadeiro frenesi, levando a todos no palco a um sentimento de realização sem tamanho.

Nobuo falando com o público com a tradução de Ricardo Cruz.

Para encerrar o show Ricardo Cruz ainda subiu ao palco e contou uma grande surpresa ao público: a Yamato Eventos está preparando uma edição super especial para o Super Friends Spirits 2012, onde pretende trazer ao palco do evento mais de 10 artistas de um vez. Se isso acontecer, o Brasil terá um festival de animesong apenas comparado ao grandes festivais anuais japoneses.

É nítido que o sucesso de um Super Friends Spirits é totalmente proporcional a popularidade dos cantores no Brasil, logo na fila para a tarde de autógrafos era possível notar o entusiasmo dos fãs ao chegarem perto de seus ídolos. O sucesso da edição de 2007 foi juntar no palco cantores famosos no Brasil com cantores de músicas mais alternativas. Os anos anteriores, mesmo trazendo bons artistas, não foram suficiente para animar o público tanto como foi no ano em que o Anime Friends completou meia década de existência.

Nobuo levou o público a loucura quando cantou Pegasus Fantasy em português!

Felizmente, 2011 foi marcado por reascender o espírito inovador e motivador do Super Friends Spirits. Assim como bastou apenas uma música para Nobuo Yamada ser considerado um dos maiores cantores de animesong de todos os tempos, bastou sua presença no palco do Super Friends Spirits para que o evento possa ser considerado um dos melhores que o Anime Friends já teve. Há algo em Yamada que transcende a própria capacidade do cantor, algo inspirador que transforma em sucesso tudo aquilo que participa.

Completando ainda mais a apresentação, tivemos Takayoshi Tanimoto. A grande novidade nos eventos da Yamato não decepcionou e conseguiu conquistar o carisma e a motivação do público. E tudo isso não foi graças ao recente sucesso de Dragon Ball Kai, foi graças a performance incrível de Tanimoto, que jamais será esquecido pelo público do Anime Friends.

Para firmar que o show fosse completo, o público do Anime Friends 2011 ainda teve a felicidade de assistir a um show mais longo que todos os anteriores desde 2007. Com quase duas horas de duração, os artistas aproveitaram muito bem o tempo no palco, cantando as suas principais canções, mostrando novidades e alegrando o público a cada vez que subiam no palco. Mesmo sem canar sua nova música, o tema do tokusatsu Goseiger, Yamada cantou temas nunca antes interpretados no Brasil, como os inserts de Magiranger. A banda Wasabi, que acompanhou os artistas tiveram uma performance incrível se firmando mais uma vez como a maior banda de animesongs do Brasil.

Enfim, a Yamato Eventos caprichou na edição 2011 do Anime Friends. As atrações dos shows internacionais transformaram o evento num verdadeiro sucesso, e mesmo os erros cometidos no primeiro fim-de-semana foram sanados no Super Friends Spirits do dia de encerramento do evento, que mais que um grande show, foi um verdadeiro presente ao fãs de animesong.

E para melhorar ainda mais, a equipe de realização do evento ainda enche de esperanças seu público cativo, anunciando para 2012 o maior Anime Friends de toda a história.

*Fotos oriundas do site Planeta Otaku. Clique aquipara ver toda a galeria do evento.

VÍDEOS

• Takayoshi Tanimoto cantando Dragon Soul

 

• Nobuo Yamada cantando Pegasus Fantasy

 

• Nobuo Yamada cantando Bokenger Go On Fighting

 

• Takayoshi Tanimoto cantando Juuken Sentai Gekiranger

 

•Nobuo Yamada cantando Never

 

• Nobuo Yamada cantando Blue Forever

 

Nobuo Yamada cantando Pegasus Fantasy em português (aos 1min30seg)

Estúdios Álamo fecha suas portas. Assista a uma entrevista com o atual dono a empresa e uma homenagem do dublador Nelson Machado.

É com muita dor no coração que escrevo este post. Os estúdios Álamo, a maior empresa de dublagem da cidade de São Paulo fechou suas portas no último dia 31 de maio. Depois de quase 40 anos de trabalho ininterruptos.

A empresa foi a responsável por uma quantidade enorme de dublagens de filmes, séries e desenhos animados no Brasil. E as vozes que por lá passaram marcaram a vida de muitos espectadores, tanto pela boa empostação de voz dos dubladores, como pela qualidade do áudio de cada trabalho da empresa.

Em homenagem ao estúdio, o dublador Nelson Machado (dublador de Kiko, do Chaves) preparou um documentário com uma entrevista com o atual dono da empresa o sr. Alan Stoll e colheu depoimentos de alguns dos coordenadores artísticos que a empresa já teve: Orlando Viggiani, Nair Silva, Eduardo Camarão, Angélica Santos e Wendell Bezerra.

No fim do video, o dublador ainda faz uma reflexão sobre como anda a cultura artística brasileira e o atual cenário do mercado de video e dublagem. O texto é um dos mais geniais que já vi e por isso gostaria que compartila-lo com os leitores do blog:

Assim como diz a entrevista, é possível que a Álamo retorne ao mercado da dublagem, mas em outro formato. Por isso, apesar das lágrimas nos olhos finalizo este post, não com um adeus, mas com um:

ATÉ BREVE, ÁLAMO.

Conrad editora volta a ativa: Episódio G e Gen estão de volta as bancas, mas One Piece e Dragon Ball se despedem da editora

Em uma declaração dada a imprensa nesse dia o4 de maio (clique aqui para conferir) a Conrad Editora, após 4 anos sem novidades e com a maioria de seus mangás sem novos números, esclareceu os problemas que a vinham interferindo  por esse período.

A editora foi comprada em 2008 pela editora de livros didáticos IBEP, após uma grave crise financeira que teve inicio em 2006. Mesmo com algumas boas investidas no mercado, que incluem principalmente a retomada de algumas publicações e o lançamento de manhwas, a editora só pode regularizar a situação agora.

Confira abaixo como ficarão as principais séries da editora:


Esta talvez seja a melhor notícia que a editora trouxe com seu comunicado. Após quase 5 anos sem novos números, a Conrad Editra volta a publicar o mangá Os Cavaleiros do Zodíaco Epísódio G, spin-of da série original que a história de Aiolia de Leão e os demais cavaleiros de ouro na sua luta contra Cronos e os titãs, tudo isso seis anos antes do início da série de Seiya e os outros.

O mangá era o mais vendido no Brasil na época em que foi pausado, rendendo a editora novas impressões de alguns números e edições (em pack) para colecionadores. Apesar de ainda não ter uma data definida, o mangá volta às bancas e lojas especializadas ainda nesse primeiro semestre de 2011, continuando do número que parou.

Todas as edições contam com a revisão do site CavZodíaco que já acompanhava a editora antes mesmo da pausa na publicação.

Gen – Pés Descalços foi uma publicação que chamou a atenção do mundo por contar a história auto-biográfica do autor Keiji Nakazawa durante suas expriências durante a II Guerra Mundial.

A Conrad já havia publicado o manga por aqui seguindo a edição americana. Agora a editora trará o mangá em seu formato original japonês também ainda nesse primeiro semestre de 2011.

Essa pegou de surpresa até mesmo os mais desesperançosos. O hit seinen Battle Royale também voltará a ser publicado de onde parou a partir do segundo semestre deste ano.

Battle Royale é o mangá baseado no livro de mesmo nome que conta a história de jovens de 15 e 16 anos que são levados a ilha Okishima onde participarão de um macabro jogo de sobrevivência onde apenas um sobreviverá.

Infelizmente nem tudo são boas notícias. Por, como a própria editora declarou, exigências impossíveis de serem feitas, a Conrad Editora cancelou seu contrato com a editora Shueisha, a maior e mais tradicional editora de mangás do Japão.

Com o cancelamento do contrato, é certo o cacelamento de One Piece e Dragon Ball Edição Definitiva, além de impossibilitar novas edições de tantos outros títulos que possuia a Conrad, como Os Cavaleiros do Zodiaco (clássico, não o Episódio G), Slam Dumk e Dr. Slump.

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Também foram confirmados o cancelamento dos títulos da editora Shogakukan, que pertence ao mesmo conglomerado editorial da Shueisha. São três os títulos: Sanctuary, escrito por Sho Fumimura e desenhado por Ryoichi Ikegami, Monster, de Naoki Urasawa, e MegaMan NT Warrior, de Ryo Takamisaki.

Ainda não se sabe detalhes de outros títulos pausados da editora, como Nausicaä do Vale do Vento e Vagabond, mas em breve a editora deve trazer mais iformações sobre os títulos.

A volta da Conrad Editora ao mercado de mangás e com títulos de peso, mesmo que tendo que cancelar alguns de seus principais títulos, é uma grande notícia para os fãs em geral. A Conrad foi a pioneira em trazer o mangá para o Brasil e a responsável por fazer desse gênero o fenômeno de entretenimento que é.

Boa sorte Conrad e que essa nova fase seja regida por muitos bons agouros.

Divulgada as datas das apresentações internacionais do Anime Friends 2011

A Yamato Corporation divulgou as datas dos shows das atrações internacionais do Anime Friends 2011 em uma, sutil, atualização no site oficial. Confira:

SUPER FRIENDS SPIRITS
INGRESSO R$30,00
DIA 17 de julho (domingo)

APRESENTANDO:
– Nobuo Yamada: intérprete de Pegasus Fantasy, Blue Forever, Never, Bokenger, Goseiger entre outros.
– Takayoshi Tanimoto: intérprete de Dragon Soul, Yeah Break Care Break e o tema de digievolução de Digimon Tamers.

*especula-se que mais um animesonger (ainda não revelado) se apresentará junto dos dois artistas no Super Friends Spirits.


YAMATO MUSIC STATION
INGRESSO R$30,00
DIA 16 de julho (sábado)

APRESENTANDO:
– M.O.V.E.: Dogfight, Nobody Reason, etc…
– Kaya: VK Music.

*especula-se que os artistas se apresentarão em dois shows separados no mesmo dia.