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RESENHA: Os Vingadores – A Era de Ultron

O trabalho em equipe guiou a humanidade em suas ações mais memoráveis em todas as passagens da história! Os gênios sempre tiveram sua função singular, porém foi unindo forças que o homem dominou seu meio e passou a brincar de ser deus. Em Os Vingadores – A Era de Ultron uma equipe de gênios guia uma trama grandiosa!

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PREENCHENDO LACUNAS

Desde que o Marvel Cinematic Universe ganhou proporções massivas com a exibição de Os Vingadores (leia a resenha aqui), todos os fãs de cinema e quadrinhos passaram a “estudar” os elementos históricos dos personagens para adivinhar as tramas e os possíveis enredos dos filmes que o sucederam, que bateram recordes de público e crítica a cada produção.

Até chegar em Os Vingadores – A Era de Ultron, o segundo filme unindo os personagens do universo Marvel no cinema, foi abordada a depressão de Tony Stark em o Homem de Ferro 3 (leia a resenha aqui), a morte de Loki em Thor – Mundo Sombrio (leia a resenha aqui) e a queda da S.H.I.E.L.D. em Capitão América – O Soldado Invernal (leia a resenha aqui).

Todos estes temas já haviam sido abordados nos quadrinhos, o que levava os fãs a prever as suas consequências nos filmes vindouros. E parece que o diretor Joss Whedon levou essa tendência do público a sério ao formar o enredo base de Os Vingadores – A Era de Ultron, deixando para os fãs imaginar como algumas das condições iniciais do filme foram moldadas entre um filme e outro.

Ultron foi criado a partir de uma premissa presente em Homem de Ferro 3.

Ultron foi criado a partir de uma premissa presente em Homem de Ferro 3.

A trama pouco aborda a queda da S.H.I.E.L.D. e apenas cita que a Torre Stark virou a base de operações dos Vingadores. Apesar de partir de Thor reunir os Vingadores novamente para resgatar o cetro de Loki na Terra, nada se diz de onde partiu a busca. Por fim, a depressão de Stark teria sido o ponto de partida para que ele e Bruce Banner sonharem em criar Ultron, a máquina de inteligência artificial perfeita para a proteção da humanidade.

NASCE ULTRON

Com a cena extra de Os Vingadores aparecendo Thanos, era de se esperar que o grande conquistador do universo da Marvel fosse o vilão do segundo filmes da super equipe de heróis.

Com o anúncio de Ultron fazendo a vilania, muitas das tramas previstas envolvendo as jóias do universo foram por água a baixo, porém, o diretor Joss Whedon sube mesclar muito bem a grande trama do Marvel Cinematic Universe com a trama coloquial de vencer Ultron.

Debochado e egocêntrico, a inteligência artificial de Ultron começa a estudar o que é “proteger a humanidade”, chegando a conclusão que uma equipe como os Vingadores é o maior perigo que a humanidade poderia enfrentar, e começar a colher materiais por todo o mundo para ficar forte o suficiente para deter a todos os heróis.

Wanda e Pietro fizeram bonito em sua participação no filme!

Wanda e Pietro fizeram bonito em sua participação no filme!

As catástrofes geradas por suas ações que matam humanos a máquina considera um pequeno sacrifício se comparada a grande salvação da humanidade em exterminar os Vingadores. Essa personalidade herdade de seu principal criador, Tony Stark, foi o diferencial que deu ao personagem um tom único e inovador para a história.

Criada e finalizada dentro do filme, Ultron nasceu das boas intenções megalomanicas de Tony Stark apoiadas por Bruce Banner, o que foi o estopim para uma troca de farpas entre os heróis.

Se no início do filme, a união dos heróis começa a produção da maneira mais extasiante possível, dando uma grande vitória a equipe indo direto ao ponto e mostrando que a equipe está muito bem estabelecida, é a desconfiança geral e as derrotas dos subgrupos gerados pelos problemas e situações criadas por Ultron que obriga a equipe a parar e repensar suas ações e refletir “o que é ser um Vingador”.

E AFINAL, O QUE É SER UM VINGADOR?

Gavião Arqueiro. O mais menosprezado personagem de toda a franquia Marvel nos cinemas ganhou um incrível destaque no filme ao ser o mais sensato ao responder a grande questão do filme.

Dono de uma maturidade invejável, Clint Barton mostrou que seu romance com a Viúva Negra não passou de mais uma história da imaginação dos fãs ao colocar todos os membros da equipe de heróis para fazer tarefas simples do dia-a-dia em sua casa de campo junto com sua esposa e filhos.

O Gavião Arqueiro foi o maior destaque do filme!

O Gavião Arqueiro foi o maior destaque do filme!

Nas cenas de ação, o arqueiro roxo fez piadas o tempo todo com sua condição desfavorável ao se comparar com todos os seus poderosos companheiros. Dando lições de moral ao companheiros de longa e curta data, o filme alcança seu apogeu moral nos diálogos e sequências que conflita com a Feiticeira Escarlate e Mercúrio.

E por falar nos gêmeos, que não foram chamados nenhuma vez por suas alcunhas dos quadrinhos, muito bem eles foram inseridos na série. De maneira sutil e sem muito estardalhaço, os mutantes/milagres/inumanos (a Marvel não definiu exatamente o que eles são no seu universo cinematográfico) fizeram bonito, mostrando-se uma pedra no sapato quando vilões e importantes aliados quando heróis. A ótima atuação de Elizabeth Olsen e Aaron Johnson muito acrescentou aos personagens, que foram a adição mais interessante do filme.

Adicionado também foi Visão, o andróide nascido da união do material criado por Ultron para ser o seu corpo perfeito com a inteligência artificial Jarvis que sempre auxiliou Stark. Se o seu nascimento foi um dos pontos altos do filme, pouco o personagem acresceu na trama. Mesmo que com papel essencial na vitória contra Ultron no final, sua participação foi mais técnica que ideológica, acrescentando efeitos com poucas causas.

Quem não se empolgou com a luta arrasa quarteirões do Hulk contra a armadura Hulkbuster do Homem de Ferro?

Quem não se empolgou com a luta arrasa quarteirões do Hulk contra a armadura Hulkbuster do Homem de Ferro?

E na busca por respostas, o veteranos mostrara para que vieram. Enquanto Capitão América e Thor foram mais funcionais, mas mesmo assim donos de muitas das cenas de ação, o romance de Hulk e Viúva Negra foi o que materializou para o espectador as dificuldades e o peso de se carregar as responsabilidades de protetores da humanidade. Mais contido neste filme, Hulk teve de enfrentar sua condição de monstro mais uma vez após ser detido por Tony Stark com a armadura Hulk Buster!

O Homem de Ferro mais uma vez teve papel fundamental e a atenção principal do filme, tanto por não ter nenhum filme próprio nos próximos anos como para justificar o salário exorbitante de Robert Downey Jr. Sendo a fagulha que acendeu o problema Ultron no filme, Stark mais uma vez que teve que enfrentar conflitos de personalidade com outros personagens, o que muito provavelmente vai gerar, no futuro, novas consequências para novas tramas (alguém pensou em Guerra Civil?).

E COMEÇA UMA NOVA ERA

Os Vingadores – A Era de Ultron começou cheio de razão de ser, surpreendeu no início, se mostrou mais maduro em toda a trama, teve seu humor muito bem colocado e se mostrou maior e mais intenso que o seu predecessor.

A criação de Visão foi um ponto forte. E foi a única coisa que ele fez.

A criação de Visão foi um ponto forte. E foi a única coisa que ele fez.

O filme acertou em cheio em utilizar o mesmo estilo de ação da luta contra Loki: enquanto a maioria dos heóis vai dando conta dos “bonecos de massa” do vilão principal, este é encarado por uma dupla ou trio de heróis, que vã se intercalando para dar igual atenção aos seus poderes.

Sua falha ficou em desenvolver muitas tomadas grandiosas muito coladas com a outra, exagerando na ação e deixando a trama, por muitas vezes, em segundo plano ou desconexas. Se o filme tivesse meia hora a mais (como o diretor queria!) esses problemas não tivessem acontecido e alguns fatos isolados, como a busca por respostas de Thor, o abandono de Hulk ou o fim de Ultron pudessem ter sido menos corridas.

Maior e muito mais ousado que o primeiro Vingadores. Mais maduro ao abordar as questões e os conflitos psicológicos dos personagens e ainda mais cheio de tomadas de ação de tirar o fôlego, o que mais define o filme é a palavra “mais”.

O mais completo de conteúdo, mais cheio de personagens, mais abrangente em todo o universo Marvel e o mais condensado filme de super herói que o cinema já teve.

Calma! Antes da Guerra Civil tem o Homem-Formiga.

Calma! Antes da Guerra Civil tem o Homem-Formiga.

RESENHA: Capitão América – O Soldado Invernal

Grupo é um conjunto de elementos que formam um conjunto. Equipe são indivíduos que se unem por um objetivo em comum. Seja em grupo ou em equipe, Capitão América – O Soldado Invernal mostrou que a figura do líder se adequa a qualquer situação, desde que a personagem tenha a convicção necessária para unir os laços que a compõe.

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ORIGENS INSÓLITAS

Ao se anunciar a segunda aventura do Capitão América nos cinemas iniciou-se uma discussão quanto aos pontos de vista de críticos e fãs sobre o que estaria por vir.

Se por um lado uma aventura fraquíssima de Capitão América – O Primeiro Vingador (leia a resenha aqui) deixou abalado os corações dos fãs mais fervorosos, as ótimas produções de Os Vingadores (leia a resenha aqui) e Thor – O Mundo Sombrio (leia a resenha aqui) e o anúncio do tema do filme envolver um dos arcos mais queridos do personagem nos quadrinho deixou todos os fãs entusiasmados do que iria por vir.

Felizmente, a Marvel Studios mostrou-se uma companhia com ótimo ouvido para fãs e cinéfilos, inserindo em seus filmes elementos que ia acrescentando ou retirando das produções posteriores a medida que tal era (ou não) bem aceito pelo público.

O resultado em Capitão América – O Soldado Invernal foi um filme que deu uma reviravolta no tom dos filmes do herói, trabalhando nele um gênero mais próximo de um thriller policial, e combinando uma característica marcante no personagem aos longo de suas sete décadas: o forte senso de liderança.

Amiga ou Inimiga? Viúva Negra, a soldada que ninguém conhece a origem é realmente confiável?

Amiga ou Inimiga? Viúva Negra, a soldada que ninguém conhece a origem é realmente confiável?

ADEUS S.H.I.E.L.D

Se a Viúva Negra foi um adendo interessantíssimo no fraco Homem de Ferro 2 (leia a resenha aqui), inserir a personagem após sua incrível participação em Os Vingadores num filme do herói patriota da Marvel foi a atração final para convencer as audiências que podiam contar um espírito renovado do filme.

A participação da bela atriz Scarlet Johanson por si só já é um diferencial, mas a atriz fez ainda fez bonito ao interpretar ainda melhor a fria Viúva Negra, parecendo ser a própria encarnação da personagem em carne e osso quando as lembranças de seu passado vão revelando ainda mais o potencial da personagem para um filme solo e instigando a curiosidade dos fãs sobre a formatação de cinema da personagem.

E se a volta de Samuel L. Jackson no papel de Nick Fury sempre traz muitas especulações quanto ao rumo da história, visto a característica intrínseca do personagem de não revelar todos os seus planos de bandeja, foi a amarração que o filme precisava para seu enredo.

Devido a uma traição interna, as estruturas da S.H.I.E.L.D foram quebradas e nem mesmo seu líder Nick Fury escapou das tentativas de assassinato. Reorganizando remanescentes de boa índole, o chefe durão tenta fazer frente ao grupo separatista, entre eles Sam Wilson, o herói Falcão, Maria Hill e a misteriosa Sharon Carter, a Agente 13.

A participação da Agente 13 foi a mais curiosa de todo o longa!

A participação da Agente 13 foi a mais curiosa de todo o longa!

Neste grupo todo, cada um com sua função diferente, ergue-se Steve Rogers como seu líder natural. Estrategista, inteligente e sempre uma frente, o filme criou um ambiente próximo do elogiado papel do personagem em Os Vingadores, mostrando-se a ideal abordagem do personagem no cinema, em oposição ao seu papel solitário e sem graça do primeiro longa.

LEMBRANÇAS DO PASSADO

E apesar de levar nas costas o título do filme, o Soldado Invernal, a grosso modo, é o antagonista que menos importa em toda a trama. Ponto chave para a ligação do herói com seu passado, o alter-ego do perturbado e sem memória Bucky Barnes é o body espiatório da nova Hydra que passou a dominar a S.H.I.E.L.D.

Se no primeiro filme Sebastian Stan encenou o soldado vitorioso que morre por seu amigo, ele é o completo oposto na sequência. Muito mais interessante como Soldado Invernal e, a priori, sendo sua atuação como o único diferencial do personagem para a trama, seu surgimento o estabeleceu apenas como uma origem para o personagem que certamente dará as caras em futuras sequências.

Mais interessante que o vilão e inteligente inserção, foi a inserção de Peggy Carter. O antigo amor do herói das cores da bandeira dos EUA, ainda que envelhecida foi um ponto emotivo dentro de uma trama recheada de muita ação.

Falcão foi o herói terciário da Marvel que apareceu para formar um time alternativo, mas muito criativo!

Falcão foi o herói terciário da Marvel que apareceu para formar um time alternativo, mas muito criativo!

A participação dela e a revelação como fundadora da S.H.I.E.L.D. foi tão bem recebida que a personagem ganhou um seriado de TV próprio contando sua saga após a suposta morte do Capitão nos anos 40.

OH CAPITÃO, MEU CAPITÃO!

Se Chris Evans anteriormente foi visto como um má escolha para O Capitão América, hoje ninguém mais lembra que ele foi o Tocha Humana em O Quarteto Fantástico. Dando uma cara mais jovem e mais adequada aos tempos da geração internet, o ator se personificou como o herói.

Com ritmo frenético de ação, aventura, perseguições e explosões dignas de Michael Bay, o filme abrilhanta os olhos ao mesmo tempo que bem trabalha o protgonista. Com uma trama onde não se pode confiar em ninguém e a desconfiança acontece até mesmo entre aliados, o longa dá um nó a cabeça do espectador, que não desliga até o seu fim.

Uma obra-prima do Marvel Studios, Capitão América – O Soldado Invernal foi uma divisão de águas para o universo Marvel criado nos cinemas. Influenciando todas as produções após seu fim, nele estarão para sempre guardadas conceitos inovadores, transformações criativas e muitas boas lembranças para quem o assistir.

O Soldado Invernal é um capítulo crucial da saga da Marvel nos cinemas!

O Soldado Invernal é um capítulo crucial da saga da Marvel nos cinemas!

7º Jund Comics marcou a Virada Cultural Paulista em Jundiaí

Você está andando pela cidade, a pé ou de carro tanto faz, junto com seus amigos, vizinhos, família ou mesmo sozinho e de repente percebe uma aglomeração nas próximas esquinas. Nada mais comum, afinal está acontecendo a Virada Cultural Paulista 2012 na sua cidade e nada mais natural que muita gente saindo ou entrando de uma peça de teatro ou derivado. Mas para sua surpresa, você vê brilhar bem na sua frente um símbolo que sempre lhe fez sentido desde criança, uma figura que você sempre quis estr frente a frente ou até mesmo ser ele! Você está frente a frente com seu herói favorito na Parada Cosplay do 7º Jund Comics.

O efeito surpresa, a lembrança da infância, o brilho nos olhos das crianças e as brincadeiras dos atores foram só alguns dos elementos que compuseram a magia trazida pelos super-heróis à Jundiaí durante o 7º Jund Comics, evento que aconteceu em Jundiaí-SP nos dias 19 e 20 de maio durante a Virada Cultural Paulista 2012.

Com atrações voltadas diretamente para o público fã de histórias em quadrinhos e desenhos animados como workshops, maratonas de desenho e palestras com profissionais da área, o evento também causou furor entre o público casual com a mostra de action figures e os badalados Concursos e Paradas Cosplay.

Cosplay é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por “representação de personagem a caráter”, e tem sido utilizado no original, como neologismo, conquanto ainda não convalidado no léxico português, embora já conste doutras bases, para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional, concreto ou abstrato, como, por exemplo, animes, mangás, comics, games ou ainda de grupos musicais — acompanhado da tentativa de interpretá-los na medida do possível. Os participantes (ou jogadores) dessa atividade chamam-se, por isso, cosplayers.

Com um duplo horário, sábado as 20h30 e domingo as 14h, a Parada Cosplay levou aos três pontos culturais de Jundiaí, o Parque da Uva, o teatro Polytheama e o Centro das Artes, os personagens mais famosos das histórias em quadrinhos, mangás e animes. Do lado ocidental, estavam presentes, entre outros, The Flash, Lanterna Verde, os mutantes de X-Men, o Harry Potter, Scooby Doo e o Capitão América e do oriental do mundo, os cosplayers trouxeram os personagens de olhos puxados mais famosos do mundo, onde se destacaram os personagens de Naruto, Bleach, Super Mario e Os Cavaleiros do Zodíaco.

Para finalizar o evento, um concurso com votação popular premiou os cosplayers que mais se aproximaram do personagem original e que mais cativaram o público. Com performances teatrais, de improviso e um jogo de perguntas e respostas, sagrou-se campeã do concurso a pequena Thayra Viviane, 5 anos, com o cosplay de Saori Kido, a deusa Atena da febre dos anos 90, Os Cavaleiros do Zodíaco.

Com cosplayers de todas as cidades da região de Jundiaí, e outros vindos das cidades de Campinas e São Paulo, o evento contou com cerca de 40 atores que fizeram a festa de todos que passaram pela Virada Cultural Paulista 2012 e que fizeram do Jund Comics um evento para ser repetido por vários e vários anos.

Abaixo fotos dos cosplayers tirada por Bábara Pergunta (do blog “o Bonde Andando“), Henrique Adonay, Jaqueline Barbosa e Davi Junior (eu).

RESENHA: Os Vingadores

Unir sempre foi uma sábia solução de problemas que a história do planeta Terra sempre se mostrou muito eficiente. Na natureza, grandes grupos de insetos, vegetais e animais que se unem em colônias, pântanos e matilhas sobrevivem dia a dia. Na cidade, grandes corporações de empresas e pequenos grupos de humanos se juntam para sobreviver as armadilhas que o homem moderno criou. Em Os Vingadores, a união de super-heróis mostra que o universo dos quadrinhos só é bem adaptado para o cinema, quando é capaz de resistir a todas os perigos que uma produção de grande porte pode trazer.

Desde 2008, com a sugestão que os filmes Homem de Ferro (leia a resenha aqui e aqui) e O Incrível Hulk (leia a resenha aqui) deram em cenas no final de seus filmes, que os fãs de quadrinhos e os entusiastas do cinema aguardam até onde poderia chegar uma iniciativa tão ousada como a de unir em um único filme, heróis com históricos e pontos de vista tão diferentes entre si.

Nascidos como uma resposta a recém criada Liga da Justiça, da concorrente DC Comics, a equipe de heróis da editora Marvel uniu todos os maiores heróis que a editora tinha nos anos 60 para alavancar em um único título as vendas de todos os seus títulos.

O que parece uma solução simples e bem estruturada para os quadrinhos, afinal a criação de um título que interfere em todos os outros acaba gerando não apenas venda mas muito conteúdo para cada um dos heróis envolvidos, parecia desde a sua concepção uma ideia irrefutavelmente desesperadora para os cinemas, visto que uma equipe como os Vingadores reúnem personagens um tanto quanto distintos e por mais entusiasmada que uma equipe de produção possa parecer, as divergências entre diretores, redatores e estilos de filmagem são só algumas das divergências que poderiam interferir no resultado final do filme.

Até mesmo as produções mais parecidas com Os Vingadores, como os cinco filmes da franquia X-Men e a Liga da Justiça dos anos 80 se mostraram investidas muito vantajosas comercialmente, mas com muitas falhas de enredo, que poucam honram a sua criação original.

Herói vs herói: um clássico clichê nos crossovers das histórias em quadrinhos.

Porém, superando qualquer previsão negativista, o diretor Joss Whedon criasse uma obra prima ficcional e fazendo a primeira parte do chamado Marvel Cinematic Universe um marco na história do cinema.

Certamente o principal desafio do diretor seria conseguir equilibrar uma história consistente combinada com tantos personagens derivados dos cinco filmes que o antecederam. Graças a enorme experiência de Whedon com o seriado Buffy, a caça-vampires e Firefly, o diretor conseguiu cumprir uma tarefa fácil em um seriado mais quase impossível no cinema.

Separando o filme em três partes bem nítidas, e sem medo de se utilizar dos clichês presentes nas histórias em quadrinhos, o filme mostra a apresentação de cada um dos personagens, coloca os heróis para lutar entre si, desenvolve o vilão e produz a pancadaria final aliada a efeitos especiais de primeiríssima linha.

O mais surpreendente de tudo ainda é a combinação original que o filme traz entre drama, romance, suspense e comédia. Ao mesmo tempo em que a tensão toma conta da sala de cinema, logo altas risadas coletivas são provocadas em piadas muito bem encaixadas, sem forçar situações e com uma naturalidade impecável de performance ou de enredo para tais sequências.

Hulk: destaque total!

Mas o destaque total vai para Hulk. Se o filme do verdão em 2003 criou uma legião de odiadores do herói e se a produção de 2008, apesar de bem produzido com um elenco de primeira linha e já parte dos Marvel Cinematic Universe, não empolgou, o Hulk presente em Os Vingadores foi muito bem explorado, sendo o ícone das cenas mais engraçadas e que mais extravasam os ânimos dos expectadores.

Mark Ruffalo, mesmo estando pela primeira vez no papel do herói, pareceu sempre ser Bruce Banner, estando tão a vontade no papel do personagem quanto os atores veteranos da produção, se mostrando a escolha ideal e, queira Odin, definitiva para os cinemas.

Assim como o esperado do enredo central, Thor foi fundamental para a união do grupo e seu universo, apesar do mais distinto dos outros integrantes, se mostrou a peça chave para que a S.H.I.E.L.D criasse a equipe. Se um deus não parece bem o companheiro ideal para humanos, Chris Hemsworth trouxe mais uma vez toda a humanidade do herói.

Humanidade que mesmo os personagens menos populares como a Viúva Negra e Gavião Arqueiro, que não fazem parte da equipe inicial, e o agente Clint Barton, criado especialmente para as telonas, tiveram seus grandes momentos, adicionando muito a produção, cada um ao seu estilo e cumprindo funções específicas que o diretor destinou a cada um.

Funções tão bem encaixadas que mesmo o Homem de Ferro sendo o mais popular e teoricamente mais bem explorado nas telonas teve sua função específica, tanto nas missões como em sua concepção, não roubando a cena dos outros personagens e acrescentando partes de sua personalidade que os filmes anteriores ainda não haviam mostrado. Robert Downey Jr. se mostrou o destaque mais uma vez, protagonizando as cenas mais cabeças ao lado de Ruffalo, ficando cada vez mais difícil de desvincular a imagem do herói e do ator.

Loki foi o vilão ideal para a união de universos tão distintos entre si.

E para completar a equipe, o Capitão América, assim como Hulk, superou-se nessa produção. A trama facilitou que o herói mostrasse seu amadurecimento enquanto o filme se desenrolava, mostrando ao final o líder natural da equipe, algo difícil de se imaginar no personagem irritante em seu filme original (leia a resenha aqui).

Steve Rogers até fez parte de uma das cenas mais emocionantes do cinema (pare de ler este parágrafo não quer spoilers): em um ataque inimigo, o Capitão protege um senhor de terceira idade que se levantou contra o vilão da história. Até aí não passaria de uma cena comum de super-herói se o ator deste senhor não fosse Stan Lee, o criador do universo Marvel como ele é hoje. Foi o criador sendo protegido pela criação!

Unindo a equipe e desobedecendo o governo, Samuel L. Jackson interpretou Nick Fury como se estivesse interpretando ele mesmo. Nada mal, mas nada surpreendente também.

O enredo em si não traz nada de surpreendente, já que o caminho que levou Loki, interpretado genialmente por Tom Hiddleston, até o Tesseract era o esperado pelos fãs através das pistas deixadas em Thor (leia a resenha aqui) e em Capitão América, o Primeiro Vingador.

Com um texto interessante, cheios de frases que ficarão para a história do cinema, mas sem se aprofundar em aspectos psicológicos dos personagens, Os Vingadores é, sem dúvida alguma, o filme mais próximo dos quadrinhos que um estúdio e um diretor já criaram. Inclusive na deixa que o diretor deixa para os espectadores no final do filme após a passagem dos primeiros créditos finais do filme.

Numa situação que parecia fazer dos filmes de super heróis apenas uma força motriz para arrecadar dinheiro, a Marvel Studios provou que é possível sim fazer filmes de super-heróis que tragam conteúdo e aproveitem ao máximo o amadurecimento do segmento.

Um épico que merece ser assistido e reassistido!

A partir do filme, a história das histórias em quadrinhos nos cinemas se divide em antes e depois de Os Vingadores, fazendo com que Hollywood enxergue os super-heróis não como uma simples peça em sua estratégia de marketing, mas como a união de um universo que cresce a mais de 50 anos e, em grande estilo, transporta-se para o cinema como a vanguarda da linguagem cinematográfica mundial.

RESENHA: Capitão América: O Primeiro Vingador

Numa guerra, é necessário força, coragem, audácia e, para se sair vencedor, um coração puro. O soldado perfeito é aquele que combina todas as razões de ser de uma nação com a sua própria razão de ser. Capitão América, o Primeiro Vingador é o filme que patriotismo é um elemento chave para se vencer o inimigo, mas que é algo bem chato para um super-herói.

SOB O OLHAR NAZISTA

Super-heróis são figuras sobre-humanas, muitas vezes míticas, que transcendem os limites da realidade para realizar façanhas que impressionam, comovem, mas antes de tudo, confortam leitores e extravasam idéias e o imaginário.

Seja no Japão, nos EUA ou em qualquer outro ponto do planeta, heróis sempre foram utilizados como uma ferramenta de transmissão de ideias e valores necessários para passar por certa dificuldade cotidiana.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o cenário para a criação de figuras heróicas era perfeito. Foi nessa época, por exemplo, que os três pilares do heroísmo mundial (Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha) foram criados. Porém, nenhum dos inúmeros heróis criados nos anos 30 e 40 foram tão fortemente direcionados ao patriotismo americano da figura Tio Sam como o Capitão América.

Criado por Joe Simon e Jack Kirby em 1941, o herói veste uma roupa e utiliza um escudo das mesmas cores da bandeira dos EUA e ainda tem uma origem embasada na superação pessoal, fator essêncial para qualquer jovem americano que quisesse se alistar nas forçs armadas e combater os nazistas.

Com um visual tão espalhafatoso, sobrou para o diretor Joe Johnston, o mesmo de Querida, encolhi as Crianças e Jurassik Park III, adaptar o herói para os cinemas em 2010, contando a origem do herói, ainda  durante a Segunda Guerra Mundial.

UM HERÓI DESPERTA

Seguindo muito fielmente as primeiras histórias do herói, o filme conta a história de Steve Rogers, um jovem franzino que já tentou se alistar no exército por mais de cinco vezes, mas sempre foi recusado por sua asma e baixo porte físico.

Um elenco de peso em uma história leve demais...

Suas constantes insistências levou o rapaz a conhecer o Dr. Abraham Erskine que além de levá-lo para o campo de treinamento o considera perfeito para a conclusão da experiência do Super Soldado, um composto científico de daria uma resitência sobre humana aos combatentes americanos.

Com o assassinato do Dr. Erskine após o sucesso do experimento, o Coronel Chester Phillips, interpretado esplendorosamente por Tommy Le Jones, tem relutância em levar Rogers para o exército e ele passa a fazer propaganda do exército com o uniforme dos quadrinhos e o apelido de Capitão América.

Decidido a resgatar seu amigo Bucky de um grupo nazista aliado a Hitler conhecido como a H.I.D.R.A, Steve é ajudado por Peggy Carter e do brilhante dono das indústrias Stark, Howard Stark para invadir o cativeiro do grupo, resgatar sozinho mais de 400 soldados e ganhar o respeito do coronel Philips.

ALÉM DO PATRIOTISMO

Parece que Hollywood inteira decidiu que quer virar super-herói pois, assim como todos os filmes da Marvel Studios, Capitão América, o Primeiro Vingador conta com um elenco de peso, mas mesmo assim traz suas ressalvas.

Desde que Chris Evans foi escolhido para o papel do protagonista da história, um furor muito grande abalou o universo nerd, pois o ator já havia interpretado o Tocha-Humana durante as filmagens de O Quarteto Fantástico e encarnar novamente um herói da Marvel poderia passar algo um tanto quanto forçado.

Pois bem, Chris Evans chegou e fez bonito no papel, se é que a intenção do diretor Joe Johnston foi desde o início criar um herói irritante e cheio de um orgulho patriótico quase paranóico.

Caveira Vermelha é o vilão mais covarde que um herói já enfrentou!

Apesar da ambientação toda do filme ter um tom mais tradicional, a linguagem cenográfica contemporânea contrasta gritantemente com o perfil antiquado do protagonista, que parece o tempo todo não condizer com o meio envolvido.

Mesmo com uma grande lição exposta claramente ao espectador, a de que até um homem pequeno pode fazer coisas grandes, tal moral não acompanha o personagem durante todo o filme e os sacrifícios exageradamente heróicos do início do filme abandonam  personagem quando ele já tem o poder necessário para fazê-lo.

Cheio de situações fúteis, um vilão quase nulo, cortes desnecessários de personagens na trama e frases de efeitos de senso-comum, o filme impressiona por seus efeitos especiais (quase tão bons quanto o de seu predecessor Thor) mas afasta o espectador que esperava por um herói ideológico.

Mesmo um dos pontos mais interessantes do herói dentro de sua jornada pelos quadrinhos não foi bem explorada. A cena final com a morte de Steve Rogers foi criada do nada, em uma situação que em nenhuma parte do filme parecia que iria acontecer, um sacrifício em vão, dentro de uma situação efêmera em uma guerra.

CAPITÃO PATETA

Nada épico, nada inovador, muito careta. Essa é a descrição mais plausível para Capitão América, o Primeiro Vingador. Não que não seja possível se divertir com o filme, mas ao final, o espectador sente que faltou algo e nem a aparição de Samuel L. Jackson como Nick Fury alivia tais sintomas.

Faltou alguém dizer ao diretor Joe Johnston que seguir a risca a história em quadrinhos não significa uma boa adaptação cinematográfica. Como meios diferentes, as obras exigem linguagens diferentes, sendo nenhuma muito didática, nenhuma regrada e nenhuma toda cheia de ideologia importada como é Steve Rogers.

Ele pode ser capitão, mas para herói ainda falta muito...

Como último filme da linha Marvel antes do tão aguardado Os Vingadores, a produção poderia ter feito mais bonito, mas com tantas boas produções da Marvel Studios, fica dificil acreditar que o fisco do Capitão América ofusque o brilho de uma equipe mundial.