NEXT CONQUEROR

o blog do Davi Jr.

Arquivos de tags: Brasil

RESENHA: Dragões de Éter: Corações de Neve

O segundo passo no conto de uma história, após estabelecer personagens, pensamentos e parâmetros, consiste em formar situações chaves que refletem seu passado e espelha seu futuro. Em Dragões de Etér: Corações de Neve, clássicos da cultura pop mundial formam o contexto que a literatura brasileira precisava em sua essência.

Dragoes-de-eter-coração-de-neve

CONGELANDO HISTÓRIAS

Quem é que nunca ouviu falar da doce princesa de lábios vermelhos, cabelos negros e pele branca como a neve que era considerada por um espelho mágico a mais bela de todas as mulheres? Muito provavelmente a mais clássica e mais querida história de contos de fada é A Branca de Neve e os Sete Anões, em partes pelo sucesso do primeiro longa metragem animado da história produzida por Walt Disney, em partes pela carismática mistura de personagens e situações que já entraram no imaginário popular de crianças e adultos.

Referenciando tal conto logo no título da segunda parte de sua saga, Raphael Dracoon seguiu com o conceito de Caçadores de Bruxas (leia a resenha aqui) de resgatar histórias que todos os leitores adoram para formar uma história completamente nova e cheia de novas situações em seu mundo de Éter.

Se os mundos Chapeuzinho Vermelho, João e Maria e A Princesa e o Sapo sãos os guias para seu primeiro livro, em Corações de Neve a citação de contos de neve chega as dezenas, provocando gigantemente o imaginário de seu leitor e criando uma discussão extra-livro que faz sua obra durar muito mais que o próprio tempo de leitura da mesma.

Os cenários criados por Dracoon são concebidos das mais diversas maneiras pelos fãs!

Os cenários criados por Dracoon são concebidos das mais diversas maneiras pelos fãs!

Contudo, não é a manipulação da memória do leitor que é o destaque de Corações de Neve, mas sim, como Raphael Dracoon uniu a cultura dos contos de fada com elementos tão precisos e adorados pelos amantes de cultura pop!

CONGELANDO O POP

Quem já assistiu qualquer anime japonês, principalmente os do gênero shonen (literalmente, para meninos), conhece muito bem alguns dos recursos que os autores criam para alavancar sua narrativa, seja para estabelecer novos personagens, seja para renovar os mesmos. Estamos falando dos torneios entre personagens.

Guerra Galactica, Torneio de Artes Marciais, Torneio das Trevas, Torre celestial, são apenas alguns dos mais conhecidos embates que autores como Masami Kurumada, Akira Toriyama e Yoshihiro Togashi já nos apresentou ao longo de décadas de efervescência do mangá japonês. Além de gerar apostas e uma tentativa de “advinhar resultas” numa verdadeira disputa de apostas entre os espectadores, esses torneios mexem com que os instintos mais competitivos do fã, tornando do recurso do autor sempre um momento marcante no desenvolvimento dos personagens.

Com Dracoon não seria diferente. Ocupando pouco mais que um terço do livro, mas influênciado todo ele, o Torneio de Pugilismo sediado em Andreanne é o ponto central de toda a trama de Corações de Neve.

Reinterpretar as diversas histórias referenciadas durante livro é um exercício de imaginação do leitor e do autor que se completam em um só!

Reinterpretar as diversas histórias referenciadas durante livro é um exercício de imaginação do leitor e do autor que se completam em um só!

Enquanto Dracoon exalta os corações afoitos dos leitores masculinos com lutas épocas de Axel Brandford mesclados as disputas políticas envolvendo Anísio Brandord e os demais reinados que trouxeram representantes ao torneio, é com as tramas paralelas  e o amadurecimento de Ariane Narin, João e Maria Hanson e Branca Coração de Neve, que as leitoras femininas mais se identificam, fazendo do segundo volume da obra mais um clássico que agrada a todos os públicos.

Se de um lado as apostas são em qual dos lutadores passarão para a próxima fase para enfrentar Axel, do outro todos os elementos que acontecem fora do torneio vão somando razões para a derradeira história de Branca de Neve, que vai se formando no livro de forma emocionante e extasiante!

CONGELANDO CORAÇÕES

Rocky, Caverna do Dragão, Nirvana, Shiryu de Dragão, Bayonetta, Claymore, He-Man, Cinderela. As vezes é dificil responder como elementos e referências de mundos e personagens tão diferentes podem originar uma história tão encantadora como Dragões de Éter.

Sete Anões ou Sete Sábios? Como Branca de Neve foi salva quando foi levada para a floresta?

Sete Anões ou Sete Sábios? Como Branca de Neve foi salva quando foi levada para a floresta?

Somado a tantos elementos e brincadeiras de adivinhações provocadas pelo inteligente autor, a história lateral de Robin Hood, que se desenvolve paralela ao Torneio de Pugilismo de Andreanne, uni ao final do livro duas linhas de raciocícinio que torna Dragões de Éter a síntese de uma geração motivada pela cultura pop e ansiosa por revisitar personagens tão queridos de maneira tão motivadora.

Ainda mais acolhedora que seu primeiro capítulo e muito mais provocante, Dragões de Éter: Corações de Neve cria uma história cativante que aquece o coração do fã, congela sua nostalgia e reinventa o modo como a literatura do Brasil abraça a cultura mundial. Reconhecendo o ser humano como o todo de uma grande grade de emoções e inspirações que move a cultura pop!

Vídeo em homenagem ao dia 7 de setembro

Recentemente montei um vídeo para a comemoração da Independência do Brasil para as festividades de uma escola pública da cidade de Itatiba. O texto e a narração, maravilhosos, ficaram a cargo de uma professora da escola e eu montei o vídeo.

Aproveitando a data de hoje, fica registrado minha homenagem à patria, resgatando um pouco da consciência histórica, amirando as conquistas e salientando os pontos que anseiam por mudanças.

Dupla brasileira vence campeonato mundial de cosplay

O Brasil é tri-campeão! E eu não estou falando a manchete de maior circulação de 1970 no Brasil, mas a exclusividade do título só é comparável a final  contra a Itália na Copa do Mundo do México.

Neste final de semana, a dupla de irmãos brasileiros Maurício e Monica Somenzari conquistaram o World Cosplay Summit, o maior campeonato cosplay do mundo! O título já é o terceiro a vir para as terras tupiniquins. Em entrevista a TV Aichi, patrocinadora do evento, Maurício delaclarou “Eu apenas gostaria de expressar minha gratidão a todos que nos apoiaram, nossos amigos brasileiros que vieram para este evento, e ao nosso pai que está conosco mesmo em tempos difíceis“.

Cosplay (em japonês: コスプレ, Kosupure) é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por “representação de personagem a caráter“, e tem sido utilizado no original, como neologismo, conquanto ainda não convalidado no vocabulário português, embora já conste doutras bases, para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional, concreto ou abstrato, como, por exemplo, animes, mangás, comics, games ou ainda de grupos musicais — acompanhado da tentativa de interpretá-los.

O primeiro World Coplay Summit (ou simplesmente WCS) aconteceu em 2003, como resposta a popularidade internacional do cosplay. O evento tem crescido ano a ano e passou a incluir 13 países na competição, que durante um ano selecionam os melhores performancistas para representá-los na grande final japonesa.

No Brasil, o evento e patrocinada por diversas empresas do setor de quadrinhos e cultura pop que realizam seletivas nas cinco regiões do país para então realizar a competição final nacional que leva a melhor dupla até o Japão.

Não é a primeira vez que os irmãos Maurício e Monica Somenzari representam o Brasil. A dupla foi a responsável pelo primeiro título brasileiro em 2006, quando se vestiram de Rosiel e Alexiel do anime Angel Sanctuary. A segunda vitória brasileira ocorreu em 2008, quando Gabriel Niemitz e Jéssica Campos venceram interpretando os personagens de Burst Angel.

Maurício é é designer de moda e Mônica é fotógrafa, mas sua paixão pela arte das fantasias vem de mais de uma década. Para o WCS 2011, a dupla preparou cosplays baseados na mundialmente famosa franquia de jogos Final Fantasy, que completa 25 anos nesse ano. Como Balthier e Ultima do décimo segundo título de Final Fantasy, a dupla foi avaliada a partir da fidelidade das vestimentas, semelhança com os personagens originais, performance como atores e criatividade na apresentação.

Em uma emocionante final contra a Itália, que assim como o Brasil na final da Copa do Mundo de 1970, era o único país que se equiparava ao Brasil em quantidade de títulos e que poderia se tornar o primeiro país bi-campeão do mundo. Pois não deu outra e o Brasil se sagrou campeão pela terceira vez na competição. “Estou tão feliz. Esta é a segunda vez que fui campeão. Eu gostaria de agradecer a todos que nos apoiaram em chegar até aqui” declarou Mônica a TV Aichi do Japão.

Como se apenas o bi-campeonato não bastasse, os irmãos Somenzari ainda conseguiram um feito inédito: foi a primeira a conseguir uma nota perfeita (100) dos jurados do evento. O principal destaque que contribuiu com vitória brasileira foi estrutura da fantasia de Mônica, que possuía seis asas que se movimentavam.

Confira abaixo um video amador capturado pelo grupo Nihon-Brasil:

No Brasil o cosplay já traz adepto desde meados dos anos 90 e vêm crescendo cada vez mais desde os anos 2000, graças ao crescimento dos seriados, animações e quadrinhos japoneses comercializados no Brasil. Apesar de grandes adeptos, são poucas as empresas que apoiam os adeptos dessa cultura que sofrem com a falta de patrocínio de grandes empresas. Mesmo não sendo este um problema restrito aos cosplayers brasileiros, fica o registrode uma grande falta de sensibilidade comercial à setores mais específicos da cultura pop mundial.

REVIEW: Anime Friends 2011 – dia 10

Local: Rua Chico Pontes, 1500, Vila Guilherme, São Paulo – SP
Quando: Dias 08, 09, 10, 14, 15, 16 e 17 de julho.
Preços: Entrada entre R$20,00 e R$35,00 por dia.
 

Para quem nunca ouviu falar, fica dificil explicar a grandiosidade que se tornou o Anime Friends, evento realizado anualmente pela Yamato Corporation no mês de julho. Igualmente complicado é tentar passar o que é uma edição mais light do evento, assim como foi a que aconteceu no último dia 10 de julho.

Com sua primeira edição em 2003, o Anime Friends é um evento dedicado aos fãs de cultura pop oriental, onde se destacam, principalmente, o anime e o mangá.

Anime (do janponês, アニメ ) é uma palavra derivada do inglês, animation, utilizada no Japão para se referir a qualquer tipo de desenho animado, seja ele nacional ou não. No ocidente, a palavra é comumente utilizada para se referir a animações produzidas no Japão.

Diferente das produções ocidentais, o anime sempre foi voltado para vários públicos, havendo produções voltadas para todas as idades: infantil, adolescente, masculino, feminino, adulto e até de conteúdo erótico.

Com uma bandeira ao alto, o Anime Friends podia ser visto de longe.

Na terra-do-sol nascente, o sucesso dessas animações geralmente tem início nos mangás. Mangá (do janponês, 漫画 ) é a palavra japonesa para histórias em quadrinhos, seja lá qual for a sua procedência. No ocidente a palavra é utilizada para se referir a este tipo de produção de origem japonesa.

Tendo em vista que o japonês é o povo que mais lê no mundo, não é de se estranhar que todos os gêneros de quadrinhos também existam. Estima-se que mais de 90% da população japonesa tem o hábito de ler mangás.

O segmento de animações japonesas ganhou grande projeção no Brasil nos anos 90 com a febre causada pela exibição de Os Cavaleiros do Zodíaco pela Rede Manchete. Sozinha, a atração trouxe uma avalanche de produtos licenciados e de quebra mostrou o potencial do Brasil para o segmento.

Poucos anos após o fim da exibição de Cavaleiros, o primeiro evento voltado para esse público foi realizado em São Paulo e aos poucos foi e espalhando por todo Brasil.

O mercado se intensificou ainda mais com a grande investida da Conrad Editora em investir pesado em quadrinhos japoneses, os mangás, trazendo Dragon Ball Z e (de novo eles) Os Cavaleiros do Zodíaco, pela primeira vez em formato oriental para o Brasil nos anos 2000.

Com animes e mangás dando audiência na TV e rendendo muitas vendas para as editoras, o Yamato Corporation percebeu o mercado ideal para fazer dos eventos já realizados por outras empresas algo muito maior do que o formato dos já existentes.

Assim nasceu o Anime Friends, primeiro evento do segmento de animes e mangás realizado pela Yamato Eventos que trazia pela primeira vez no Brasil um cantor japonês (não coincidentemente o intérprete de Os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z). A vinda de Hironobu Kageyama ofuscou todos os outros eventos tradicionais agora concorrentes da Yamato e a empresa se tornou logo com seu primeiro evento, a líder de mercado deste segmento de eventos.

Seja no Japão ou no Brasil: o fã começa a gostar de animes e mangás logo cedo e leva isso para toda a vida.

Em 2011, a Yamato realizou a 9ª edição de seu maior evento. E o dia 10 pode-se dizer que o foi o domingo mais calmo de todos as edições.

Mesmo sendo o último domingo do evento o dia caracterizado por filas gigantes, super-lotação de visitantes e disputa de espaço para compras nos estandes e participações nos concursos, desde que o evento ganhou seu segundo fim-de-semana de relização, o domingo sempre costumou ser bastante agitado. Mas dessa vez a coisa pareceu diferente.

Apesar da nítida presença de muito público, este parecia estar muito bem distribuído em todas as áreas temáticas do Mart Center. E mesmo aqueles que temiam por uma drástica redução de espaço para área de circulação se surpreendeu com a área disponível.

Os temores quanto ao espaço começaram quando a Yamato Eventos anunciou que a trdicional área de salas temáticas não estaria presente na edição de 2011. Somando que a empresa, diferente de 2010, não havia mencionado a presença das três áreas temáticas (Asian Fest, Comic Fair e SP Game Show) que fizeram total diferença na 8ª edição do evento (clique aqui para conhecer), as expectativas dos fãs do evento não eram as melhores.

Porém, quem visitou o evento no seu primeiro fim de semana pode ver que o espaço disponível teve uma redução muito baixa de espaço, sendo que a maioria das atrações do ano anterior também estavam presentes.

ESTANDES

A área para estandes foi divida em dois galpões do Mart Center, uma voltada para grandes empresas e outra estandistas comuns.

A área para grandes empresas eram em sua maioria voltada para empresas de games, sendo que os estandes da Level Up Games e do Mundo Saga mereceram total destaque, com uma área gigantesca produzida para testes de games, máquinas de pinball, promoções e divulgações.

Outra menção que vale a pena ressaltar foi a presença do estande da Copag. Pela primeira vez no evento, a Copag trouxe até o Anime Friends uma área toda voltada as estampas ilustradas de Pokémon, agora traduzidas e fabricadas por ela no Brasil. Além de uma área bem atrativa, o estande ainda contava com diversas promoções e áreas para mini-torneios durante todo o dia.

A área de estandistas comuns apresentou város pontos para compra de acessórios, miniaturas, chaveiros e demais produtos voltados  a cultura pop oriental. Aparentemente, a quantidade de estandistas diminuiu em comparação com o ano passado, já que muitos estandistas cativos (como a Kabuki-Art) não estavam presente. A área ainda dividia o espaço com o palco Animekê (tradicional concurso de karaokê com músicas tema de anime e outros), trazendo um pouco de interação com o público.

Waldyr Santanna e Selma Lopes fizeram a alegria dos fãs d'Os Simpsons.

COSPLAY E PRESS START

O Palco Cosplay e a área para os campeonatos de games são sempre uma atração essencial para o evento. Desta vez, o palco Cosplay estava junto com a área para fanzines e o disputado estande da Comix Book Store, que pela primeira vez não estava tão disputado assim.

No Palco Cosplay ainda ocorreu no dia 10 uma entrevista com os dubladores Waldyr Santanna e Selma Lopes, os astros por traz das vozes de Homer e Marge Simpson. A dupla fez a alegria de todo o público com as suas interpretações mais queridas e Waldyr Lopes ainda emocionou a todos contando a sua luta judicial contra a distribuidora d’Os Simpsons no Brasil para que ele volte a dublar o seu personagem mais famoso, que já não o faz há três temporadas.

O Press Start dividia espaço com estandes medievais e os demais jogos do evento, como a batalha campal e a área de PaintBall. Apesar de um pouco escondido, se comparado aos galpões das outras atrações e com um espaço bem vazio, que poderia estar sendo usado para as atrações do Asian Fest (que ficaram de fora do evento, com excessão das comidas típicas que foram acopladas a praça de alimenação), já que este era o espaço dele no ano anterior, os campeonatos fizeram mais uma vez a alegria dos competidores, com prêmios bem atrativos, como Playstations 3 e Nintendo 3DS’s.

SALAS TEMÁTICAS

Apesar de estarem quase fora do evento neste ano, a Yamato Corporation conseguiu acoplar ao evento as tão queridas salas temáticas no mesmo prédio que na edição anterior. Diferente da maioria das atrações, as salas temáticas foram as que mais se aproximaram do evento anterior, já que era o único galpão (junto com o galpão de grandes empresas) do Mart Center que estava realmente todo ocupado, preenchendo cada espaço do local com atrações para o visitante.

Circulando por todo evento ainda era possível ver atrações diversas, como o palco de luta livre BWF, os pontos de venda da Umai, com seu badalado Mupy e uma infinidade de cosplayers que posavam para as cameras e fãs mais entusiasmados.

O Comics Cosplay Br fez a alegria do público nos corredores de acesso ao galpões.

ENFIM

Para a alegria de todos os otakus, o evento não teve uma área reduzida tão drásticamente, acomodando muito bem a todos os visitantes do dia 10. O corredor central entre os galpões é perfeito para a circulação e localização das atrações.

Mas a organização das atrações foram um prejudicadas com a saída das áreas temáticas do ano anterior, deixando atrações similares, como o Press Start e as empresas de games, ou os fanzines e o estande da Panini, muito distantes uma das outras. Apesar da presença dos dubladores, era nítida a falta de mais profissionais da área, cartunistas, animadores, designers, programadores e outros dando workshops e palestras.

Outro ponto a se observar foi a quantidade de pontos vazios que poderiam ser melhor ocupados com as atrações cortadas do Asian Fest ou para ampliar a praça de alimentação, que estando alocada no principal corredor que dá acesso ao palco principal, dificilmente vai acomodar todo o público do segundo fim de semana, seja pela baixa quantidade de mesas e cadeiras, como por estar com um baixo espaço para filas ou qualquer outro tipo de organização momentânea que uma barraca de alimentação necessite.

Enfim, o primeiro domingo do Anime Friends foi o domingo mais light já visto em um Anime Friends. Um dia com atrações básicas em grande quantidade, um pouco disperças, mas presentes. O que faltou poderia facilmente ser encaixado nas áreas livres que o Mart Center oferecia. O dia 10 agradou, mas não teve cara do maior evento multitemático da América Latina. Se não estivessem presentes as mega-áreas da Saga, Level Up, Panini e Copag, o evento poderia ser facilmente comparado a um dia comum, num evento de anime comum.

E ATENÇÃO: o próximo post trará um review do Super Friends Spirits, a principal atração do evento, que levou ao palco no dia 10 de julho o cantor Akira Kushida e a dupla Psychic Lover.

A Crise Financeira Mundial

Entre 2008 e 2009, o mundo presenciou um dos fenômenos que mais influenciou os rumos da economia mundial no fim dos anos 2000 e que mais vai influenciar as decisões estratégicas de empresas, bancos e governos nos anos 10: a Crise Financeira Mundial.

Começada nos Estados Unidos e depois alastrada na Europa e em grande parte do mundo, a crise financeira teve origem no excesso de crédito fácil cedido aos consumidores americanos entre 2001 e 2004, principalmente no mercado imobiliário. Com grande oferta, facilidade de crédito e uma taxa de juros baixa, o cenário parecia o ideal para contrair dívidas a longo prazo, pois é, parece que esses consumidores não se planejaram tanto assim e o longo prazo chegou mais avassalador do que todos imaginaram.

Em 2005, o governo aumentou a taxa de juros no país para conter o alto consumo e tentar evitar a inflação, iniciando um efeito dominó gigantesco no país, atingindo, primeiramente, as famílias de baixa renda que haviam contraído dívidas e depois todo o país ao longo de três anos.

Com a alta dos preços provocada pelo aumento da taxa de juros, empresas e consumidores começaram a conter gastos. A indústria começou uma onda de desemprego. Sem um salário, os desempregados passaram a consumir menos e a não cumprir com a promessa de pagamento das dívidas contraídas entre 2001 e 2004.

Com a baixa do consumo, mais indústrias começaram a produzir menos, demitindo mais mão-de-obra. As prestadoras de serviço, sem ter a quem prestar serviços, seguiram o mesmo caminho e a situação interna parecia insustentável.

O cenário se agravou ainda mais quando as indústrias americanas, com menos necessidades de consumo, passaram a importar cada vez menos mercadorias, levando a crise, até então apenas americana, a todos os países do mundo.

Obama precisou se abdicar da até então tradição neo-clássica para livrar os EUA da crise.

O comércio internacional volta aos patamares antes da crise?

A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece (GRAMSCI, 1949).

Com todo o estrago provocado pela crise mundial de 2008, não são poucos os mais pessimistas quanto o cenário internacional. A mídia como um todo especulou muito sobre o futuro das relações internacionais mercadológicas entre Estados Unidos, Europa e os demais países afetados pela crise.

Muitos davam como certo um recesso mundial, mas os indícios que vem se notando depois de quase três anos do início da crise, é que o comércio internacional deve se reestruturar, mas diferente de antes, mais cauteloso e com uma visão mais global das finanças dos países a que a ele se relacionam.

O comércio voltar aos mesmos patamares do que era antes é não só uma manobra mercadológica, mas uma necessidade para muitas nações. Países como o Japão, que precisa da matéria-prima de terceiros para poder manter sua produção industrial, e países como a China, que exporta números absurdos de produção, precisam que o fluxo econômico internacional recupere seu antigo patamar para que sua economia volte a se estabilizar.

Assim, o Estado de todos os países, principalmente o governo americano, deve guiar consumidores e indústrias para que o mercado recupere seu fôlego, mas deve se atentar para as facilidades que bancos e outras instituições financeiras dão para o crédito aos consumidores, pois essa já se mostrou um sintoma de armadilha de nível mundial.

Essa intervenção estatal, tanto criticada por neo-clássicos, não pode ser considerada como a solução para todos os problemas da economia mundial, mas sua atuação no momento se faz severamente necessária. Apesar de termos exemplos clássicos onde o Estado não cumpriu muito bem sua função reguladora da economia, como na antiga União Soviética (ROTHSCHILD, 1986), podemos observar, historicamente, que o mercado por si só não consegue se regular (GÓIS, 1999), seja observando o sistema liberal próxima da crise de 1929, seja observando o neoliberalismo dos EUA antes da crise financeira de 2008.

Visto isto, a visão Keyenesiana do papel fundamental do Estado na economia (KEYNES, 1936) é extremamente válida, mas deve-se atentar para quem são os homens que realizam tal intervenção, para que as escolhas tomadas por tais homens de Estado não prejudique mais a nação do que se esta estivesse em um sistema neoliberal.

É nesse ponto que economia se mistura com política, e está ciência passa a cada vez mais se desapegar de números e gráficos para se apoiar em decisões humanas.

Economia é uma Ciência Social, não é exata, por isso é preciso cuidado ao colocar alguém no comando, senão o resultado pode ser parecido com o da charge.

O sistema financeiro mundial vai ser regulado?

Mídia e política têm sempre visões, variadas, tendenciosas e polêmicas quando se trata de rumos tomados após uma crise, ainda mais depois de uma crise financeira com a de 2008.

Assim como papel do estado para a recuperação da economia dos Estados Unidos se torna cada vez mais necessária, é certo que se a administração anterior tivesse tomado uma posição mais reguladora quanto a oferta de crédito, tal crise financeira poderia ter sido evitada. Da mesma maneira, se o antigo presidente George W. Bush, tivesse medido as conseqüências da alta dos juros, que leva-se a crer foi subido sem uma avaliação prévia já que o presidente precisava de dinheiro rápido para o financiamento de sua desnecessária guerra contra o terror (LOBO, 2007), a crise também poderia ter sido evitada.

Oportunidades não faltaram. Se por um lado foi o neoliberalismo e a falta do Estado na economia que resultaram no cenário de 2008, também foi uma ação do Estado que a culminou. Portanto a regulação do sistema financeiro está sendo corrigida pelo mesmo sistema que antes deveria a ter evitado.

Diferente dos EUA, o Estado brasileiro conseguiu evitar os maiores impactos da crise (ALMEIDA, 2009). Após anos de programas de distribuição de renda e estimulando o consumo nacional, o fluxo econômico continuou a girar, evitando a recessão.

É com um programa parecido com o que o governo Lula promoveu durante se governo para o crescimento do Brasil nos últimos oito anos, que o presidente Barack Obama já regulou grande parte da economia americana (TERRA, 2009).

Já que o problema da crise foi a falta de dinheiro para o pagamento de dívidas, basta fornecer mecanismos para que o consumidor consiga maneiras de pagá-las. Injetando grandes quantidades de dinheiro na economia, entre elas em obras públicas, o Estado americano intervém para que o fluxo causado pela bolha volte a girar.

Essa oportunidade de intervenção do Estado faz com que, aos poucos, o mercado interno ganhe mais força e restabeleça também o mercado externo, além de poder ser o início de uma ação mais reguladora do Estado perante um governo, que mesmo com suas derrapadas históricas, insiste em continuar com o modelo econômico liberal.

Independente dos rumos que a economia americana e mundial vá tomar após a regularização completa de seus fluxos, é certo que o Estado em geral passará a ser mais cauteloso com as decisões econômicas que vai tomar. A não ser que esteja no comando insista em agir de forma irresponsável e individual.

A economia no Japão se recupera?

Durante toda a sua história, os japoneses precisaram passar por diversas provações para chegar até a posição econômica que se encontra. Desde séculos de dominação de shoguns até ser alvo de duas bombas nucleares durante a II Guerra Mundial, o povo japonês sempre demonstrou exemplo de força de trabalho, inteligência e dedicação para se recuperar de períodos de recessão.

A história do Japão foi sempre marcada por grandes reerguidas.

Recentemente, em 11 março de 2011, mais um incidente colocou em xeque essa capacidade de recuperação do país, um terremoto de quase 9º na escala Richter seguido de tsunami devastou grande parte da costa japonesa, deixou mais de 11 mil mortos e ainda causou um acidente nuclear na usina nuclear de Fukushima. A amplitude do desastre, já considerado o maior desastre natural da história humana moderna, causou estragos não só efeitos materiais, patológicos e psicológicos à população do país, mas também afetou como nunca a economia japonesa.

O maior problema é que o incidente não escolheu a melhor hora, economicamente falando, para atingir o país. O Japão já passava por uma crise econômica antes do tsunami. O consumidor japonês, sempre acostumado a consumir muito, trocando seus eletrônicos e veículos freqüentemente e utilizando-se de diversos serviços (o que compõe mais de 68% da força de trabalho do país) passou a consumir menos. O mercado, inclusive, chegou a acusar uma deflação de 0,9% em 2010.

Com o terremoto seguido de tsunami o cenário piorou ainda mais. Diversos fatores de produção naturais e de capital foram prejudicados, fazendo com que, entre outras coisas, as indústrias parassem sua produção (a Sony e a Toyota, inclusive chegaram a fechar algumas de suas fábricas), o governo iniciasse uma campanha de redução de energia elétrica (já que o potencial energético do país foi reduzido para 66% após o desastre). Somado a isso que a produção da indústria japonesa depende de 90% de matéria-prima estrangeira, o cenário não parece dos mais animadores.

Mas há de se considerar que a participação do Estado na economia do Japão, apesar de limitada, sempre foi determinante e muito maior que a da maioria dos outros países desenvolvidos. Agora o Estado deverá, em uma medida Keynesiana, influenciar cada vez os rumos do país e recuperar a economia em alguns anos.

A economia do Japão é extremamente dependente da importação de matéria-prima, mesmo assim, os níveis de exportação sempre foram maiores que os de importação graças, entre outras coisas, as manobras do governo para manter a moeda local desvalorizada perante o dólar.

Visto isso, é possível observar o cenário atual do Japão: com toda a destruição despontada no litoral, a necessidade de reformas e reconstruções é iminente, por isso o governo injetou 38 milhões de ienes na economia. Mas não adianta injetar o dinheiro se a matéria-prima é escassa, por isso a importação tende a aumentar e muito.

Costa de Miyagi, após o terremoto seguido de tsunami.


Assim enquanto os ienes injetados suprem as necessidades do mercado interno, mantendo o fluxo econômico e evitando o desemprego, o governo deve controlar a quantidade de dólares que entram e saem do país para que as exportações continuem e a importação intensa não prejudique os altos níveis de exportação que o país sempre teve e que são de essencial importância para poder continuar importando a matéria-prima necessária. Podendo auxiliar nos níveis de importação e exportação para que tudo ocorra a níveis seguros, a medida deve fazer com que o Japão recupere seu fluxo econômico novamente pré-tsunami novamente.
O governo sabendo lidar com esse seu papel dentro da economia, poderá trazer ao país um cenário ainda melhor do que aquele que se encontrava antes do terremoto seguido de tsunami.

Sabendo-se que a recessão por qual passava era causada pela falta de consumo, e agora tendo em vista que o consumo é de deveras importância para a reconstrução do país, basta que o governo (junto com a indústria) saiba trabalhar a demanda que surgirá durante a recuperação do país para que não mais haja a estagnação de consumo por parte da população.

Rugby, isso ainda vai ser grande no Brasil

Todo brasileiro nasce com dois tipos de sangue. O primeiro é biológico, A, B, AB ou O, e independe de escolhas, variáveis ou emoções. O segundo é ideológico, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Grêmio ou tantos outros que podem variar de acordo com fatores sociais derivados da cultura, condicionamentos, identificação e até cor favorita.

A principal semelhança entre essas duas variações sangüineas está no fato que ela já vem de uma longa cadeia iniciada, muitas vezes, muito antes do ser vivo estar programado para vir ao mundo, é a chamada, herança familiar.

O time de futebol de uma pessoa é, na grande maioria das vezes, determinado logo na infância por influência dos pais, tios ou de algum amigo familiar bem próximo. Isto é uma questão cultural, desde que veio para o Brasil, o futebol causou furor nos oriundos deste país, com a fundação de diversos clubes logo no início do século XX. Com se não bastasse, ídolos como Pelé, Garrincha, Zico e Ronaldo só aumentaram a paixão do brasileiro, que é sem dúvida o maior dos esportes das terras tupiniquins.

E como já diziam os corinthianos nas épocas áureas do Ronaldo, “Em terra de rei, imperador abaixa a cabeça“, por isso, num país dominado pelo futebol, sempre foi muito dificil outro esporte ser difundido de maneira a trazer retorno publicitário.

Mesmo o tennis e o volêi, são fenômenos sazonais, durando pouco, geralmente apenas em épocas de Olimpíadas, no caso do vôlei, ou de destaque de algum bom jogador, como foi Guga no início dos anos 2000.

Assim, é um desafio e tanto para uma agência de publicidade divulgar uma marca esportiva através de um esporte pouco popular, ainda mais se o esporte mal é conhecido pela grande massa de brasileiros, como é o caso do rugby.

Então o natural é que um esporte como esse seja descartado se a intenção é divulgar uma marca, certo? Errado. Pelo menos não para as mentes engenhosas da agência paulista Talent.

Iniciada em meados de 2010, a Talent revolucionou a publicidade esportiva utilizando uma estratégia diferente das demais para mostrar a diversidade esportiva que a sua cliente, a Topper,tem no mercado.

É muito comum usar o futebol como esporte icônico de uma marca esportiva no Brasil, tanto pela familiaridade que o público tem com o assunto como pelo entendimento rápido que uma campanha dessa pode causar. Porém, o esporte já foi tão usado em diversas campanhas, que o consumidor já está predisposto a receber uma propaganda dessas, não causando o efeito desejado tão facilmente. Utilizando o rugby, o impacto pode ser muito maior, mas para isso é preciso tomar cuidado, já que se a mensagem não for produzida com cuidado e criatividade, ela pode fracassar. Felizmente, a Talent sabia disso.

Talvéz a única informação mais comum e simples de propagar sobre o rugby é que ele é um esporte.  Do mesmo jeito, o conhecimeto prévio que as pessoas têm sobre o esporte também é simples: ninguém sabe como ele é jogado e foi nesse ponto que a agência acertou. Por isso, essas foram as únicas informações comuns entre todos os comercias produzidos pela agência ao longo da campanha.

Depois, para fechar com chave de ouro, a assinatura da Topper vem junto do slogan “Rugby, isso ainda vai ser grande no Brasil“, mostrando que a marca está presente em todas as áreas do esporte, desde as mais populares (como o futebol, coisa que todos já sabem) até um esporte tão pequeno como o rugby, onde é a patrocinadora oficial desde 2009.

Vale destacar também a performance dos atores a interpretar o inteligente texto da Talent, misturando estatísticas e crenças populares, que resultou numa linha discursiva tão atraente que o comercial já merece ser tão valorizado como os grandes clássicos da propaganda brasileira.

Abaixo você confere as cinco principais peças produzidas para TV, que foram ao ar no ano passado. Tenho certeza que você vai gostar:

 

Topper Rugby | Coletiva de imprensa

Topper Rugby | Autógrafo

Topper Rugby | Fatos Argentina

Topper Rugby | Fatos Uruguai

Topper Rugby | Fatos Chile

JAM Project grava a música Hero em português!

Desde meados de 2009, Ricardo Cruz havia anunciado em seu blog que o JAM Project havia gravado uma versão em português da música Hero, que já havia recebido uma versão em inglês. A gravação foi realizada enquanto Cruz estava realizando junto com a banda a turnê Hurricane Tour 2009 pelo Japão e alguns países da Ásia.

Muito se especulou se a música seria ou não lançadas, já que desde o anúncio, diversos singles e até mesmo dois ábuns completos foram lançados e nada da música na língua brazuca aparecer nos CDs.

Finalmente em 2010, foi anunciado o box JAM Project 10th Anniversary Complete BOX, uma coletânea com 12 discos incluindo todos os albuns que a banda já havia lançado e mais alguns exclusivos. Entre eles o disco 8 trazia diversas músicas da banda em línguas diferentes, incluindo a tão aguardada Hero em português.

Confira agora o video da música com karaokê para poder aprender a letra e sair cantarolando por aí:

A atual formaçãodo JAM Project é:

Hironobu Kageyama: cantor dos temas de abertura de Changeman, Dragon Ball Z, Os Cavaleiros do Zodiaco, Sonic X entre outros. É conhecido como o Príncipe dos Animesong’s e é o líder do JAM Project.

Masaaki Endoh: cantor dos temas de Abaranger, Ecogainder, Street Fighter Victory, entre outros. É conhecido como o Leão dos Animesong’s.

Hiroshi Kitadani: cantor dos temas de abertura de One Piece, Ryukendo, entre outros. Foi o vocalista da banda de J-Rock Lapis Lazuli

Masami Okui: cantora dos temas de abertura de Slayers, Utena, Yu-Gi-Oh, entre outros. É colunista da revista Newtype, uma das mais populare publicações de animação no Japão.

Yoshiki Fukuyama: Cantor dos temas de Macross 7, entre outros. Faz os arranjos em Heavy Metal do JAM Project e já foi o vocalista da banda Fire Bomber.

Ricardo Cruz: Cantor dos temas de abertura brasileiro de Hunter X Hunter e Os Cavaleiros do Zodíaco Hades Inferno. Já foi o vocalista da banda Wasabi, redator da editora Conrad, tradutor de mangás e atualmente é o editor da revista musical Sax.

_ _ _ _ _ _

Comentário Davi Jr.: é incrível como o JAM Project mostra uma capacidade incrível de se superar a cada nova gravação. Hero é um exemplo de garra, dedicação e sonhos tão batalhados pela banda desde a sua formação.Imagine a dificuldade de japoneses cantando uma música em português, uma das línguas mais dificeis de se falar no mundo! Mesmo apesar dessa dificuldade a sonoridade da música ficou excelente!

A letra composta por Ricardo Cruz é fantástica! Dificil de ser expressada com palavras. Apenas os fãs de super heróis podem entender o sentimento infantil resgatado pela música. São sentimentos que superam o limiar da razão e atingem sonhos adormecidos a tempos.

Essa música mais uma vez como o JAM Project vem cruzando fronteiras e se tornando uma banda cada vez mais internacional. Uma banda que tem nichos de públicos em diversos localidades do globo e que os trata com os mesmos privilégios dos fãs de seu país natal.

Após uma década de banda e diversas formações, a banda se mostra cada vez mais sucesso e produzindo músicas de qualidade inigualável. Parabéns JAM Project. Parabéns Ricardo Cruz.

Nobuo Yamada, Hironobu Kageyama, Hiroshi Kitadani e Misato Aki no Brasil

O que há de melhor para um otaku do que ir a um evento de anime, conhecer pessoas com os mesmos hobbies, comprar bugigangas, participar de concursos, assistir a palestras, tomar mupy e ainda, para finalizar o dia, curtir um super show com seus artistas japoneses favoritos?

Para quem pensa que tudo isso se trata do prestigiado Anime Friends se enganou. A Yamato Corp. preparou para este fim de ano dois eventos que prometem agitar os corações dos fãs que vivem em locais um pouco mais afastados da capital paulistas e de quebra, vai rechear o evento com artistas que os fãs do Brasil inteiro já estão com bastante saudade. Confiram:

ANIME NATION 2010

Realizado em Brasília, o Anime Nation 2010 contará com atrações para todos os gostos e públicos. Durante 2 dias, os fãs poderão se divertir com o Anime Quiz, Batalha Campal, Jogos Grow, Matsuri Dance, palestras com Marcelo Campos e Mundo Canibal, Para-Para, Concursos Cosplay, Salas temáticas e ainda fechar o dia com um super show com Nobuo Yamada e Misato Aki. Confira:

• NOBUO YAMADA

Preparem-se! O cantor original do maior hino dos animes: a abertura de Cavaleiros do Zodíaco, Pegasus Fantasy, está indo para o Anime Nation!!!! Para aqueles que já esperavam a vinda de Nobuo Yamada e para os que estão descobrindo agora que ele é a voz por trás  do rockão que toca na primeira abertura original dos Cavaleiros (e que foi gravado aqui pelo Edu Falaschi), a presença na frente do palco nos dias das apresentações é obrigatória.

Nobuo Yamada gravou Pegasus Fantasy em 1986, a convite da Columbia Records, que estava com a idéia de acrescentar pitadas de rock pesado ao estilo dos temas das série para o público masculino. Na época, Yamada era o vocalista da banda Make Up, nome em evidência da cena metaleira japonesa. A banda gravou mais de uma dezena de canções para a série e, não muito tempo depois, após alguns desentendimentos, se separou.

Com o apelido de NoB, Nobuo Yamada tentou uma carreira solo, mas nunca teve muito sucesso. Participou de diversas bandas durante os anos 90 e atualmente tem roteiro de shows lotados em Tóquio com o grupo Urugome, que segue infiltrado no caminho underground do metal japonês – gênero que ele nunca abandonou.

Pegasus Fantasy – tema de abertura de Os Cavaleiros do Zodíaco

Go Go Sentai Bokenger ao vivo

MISATO AKI

Misato Aki é uma renomada cantora de Anime Songs. Nascida em Saitama já lançou mais de 16 singles e participou de diversos álbuns e tem musicas incluídas na trilha sonora de diversos animes. Faz parte da gravadora SOLID VOX a mesma gravadora do grupo Jam Project,  ond já fez algumas participações especiais.

Blood Queen – tema de abertura de Princess Ressurrection

Kimi Ga Sora Tada ao vivo

SUPER ANIMINAS 2010

Agora a festa chega em Minas Gerais! Numa edição super especial do Animinas 2010, o evento trará aos mineiros todas as atrações mais divertidas dos eventos da Yamato e ainda apresenta no palco prncipal a banda Wasabi, Fake Number e Comitiva do Rock, além de finalizar com um super show de Hironobu Kageyama e Hiroshi Kitadani.

HIRONOBU KAGEYAMA

Apesar de comparecer ao Brasil em diversas ocasiões, Hironobu Kageyama não tinha tido a oportunidade de visitar um dos grandes centros de concentração de fãs de animes e mangás: a cidade de Belo Horizonte.

Sabendo disso, Hironobu Kageyama, juntamente com seu parceiro Hiroshi Kitadani, visita, pela primeira vez na história, um evento na capital mineira, o Super AniMinas 2010, cantando seus temas de sucesso e, com certeza, repetindo toda a energia característica de seus shows!

Chegou a hora de mostrar que o público mineiro, mais do que nunca, merece um show de um grande artista do calibre de Hironobu Kageyama!

Chala Head Chala – abertura de Dragon Ball Z

Soldier Dream ao vivo


HIROSHI KITADANI

Hiroshi Kitadani (38) o cantor do tema de One Piece, um dos animes de maior audiência no Japão, vem ao Super AniMinas pela primeira vez. Sua história de sucesso começa em 1994 quando fez parte como vocalista do grupo Stagger onde gravou três álbuns e gravou temas de comerciais de TV. Fez parte também do Lapis Lazuli que produziu quase todas as músicas do famoso jogo Guilty Gear X. Em 1999 participou do teste para interpretar o tema de um novo anime que seria lançado no Japão: One Piece, o compositor foi famoso musico Japonês Kouhei Takana. “Uma canção cheia de amor e coragem” analisa Kitadani sobre o seu hit de anime song mais famoso.

We Are – tema de abertura de One Piece

Madan Senki Ryukendo ao vivo

Novidades sobre FullMetal Alchemist no Brasil

Aclamado pelo público e pela crítica, FullMetal Alchemist pode ser considerado uma obra-prima contemporânea ao se tratar de desenhos animados japoneses. Criado em 2002 pela mangaka Hiromu Arakawa na revista mensal Shonen GanGan, a história logo ganhou uma animação, que levou o mesmo nome do mangá e contou com um final alternativo.

No Brasil, a Focus Filmes iniciou a coleção de DVDs da animação em 2006 e a “pausou” em 2007, faltando apenas um volume para a conclusão dos 51 episódios da série.

A novidade é que, conforme anunciado pelo gerente de marketing da empresa, Afonso Fucci, ao site JBOX, a Focus filmes vai concluir a série ainda neste ano, com lançamento previsto para dezembro.

Curiosamente, em 2006, a empresa também havia licenciado o filme “Shambala no Conqueror” (que conclui a série), mas com as baixas vendas do título, o filme foi engavetado.

Após três anos de espera a Focus Filmes finalmente concluirá o lançamento de FullMetal Alchemist em DVD.

Mas o sucesso de FullMetal Alchemist não parou com uma animação com final alternativo. Em 2008, o Japão lançou FullMetal BrotherHood, um anime que segue com rigor a história original de Hiromu Arakawa e já foi concluído nesse ano.

O site ANMTV recebeu a confirmação que a animação já está licenciada na América Latina (especula-se que pela FUNimation ou Televix) e aguarda a aprovação da produtora para iniciar as dublagens em espanhol.

Coma chegada da série aos países hermanos, o licenciamento no Brasil fica muito mais fácil e em breve novidades quanto ao lançamento em DVD ou em exibição na TV podem acontecer.

Com um pouco de sorte, os irmãos Elric podem voltar a dar as caras no Brasil em sua nova animação

Espero que nos próximos meses bons tempos venham para a série no Brasil, já que com o seu tamanho potencial, poderia ter deixado fenômenos como Naruto e cia no chinelo, se tivesse sido exibido na TV aberta aliado a um bom planejamento de marketing.

o gerente de marketing da empresa, Afonso Fucci