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RESENHA: Bleach, a Saga dos Fullbringers

Algumas coisas, por mais que pareçam fadadas a dar errado, se tornam interessantes e mesmo que contadas da forma errada, fazem um final empolgante. Em Bleach, durante a Saga dos Fullbringers, um recomeço foi necessário para dar continuidade a um fim de saga feito as pressas. O que resultou numa repetição do ciclo da saga anterior.

Bleach-logo-fullbringers

SEM BAIXAS

O final da longa Saga dos Arrancars (leia a resenha aqui) foi marcada por uma das mais aguardadas batalhas desde o fim da Saga da Soul Society (leia a resenha aqui): o derradeiro encontro de Capitães e Espadas no chamado arco da Batalha de inverno. Cheia de promessas quanto a força e aos desastres que poderiam acontecer num combate entre os mais poderosos guerreiros dos 13 Esquadrões contra os Arrancars de Aizen, o resultado foi um exército sem baixas para o lado da Soul Society e os inimigos facilmente vencidos, sobrando apenas Aizen para um fim épico.

Considera-se como principal fator deste desfecho a pressão editorial e a cobrança por um serviço dedicado a fãs que Tite Kubo, o autor da série, sofreu ao escrever o mangá. Tendo que se dispor a escrever lutas que valorizassem personagens aguardados pelos fãs, o planejamento da Saga dos Arrancars foi comprometido, amarrando a história em um ponto que não poderia mais voltar atrás.

Ichigo entra para o Xcution para recuperar seus poderes.

Ichigo entra para o Xcution para recuperar seus poderes.

O que fazer com isso? Após alguns meses de descanso, Tite Kubo retomou a obra de uma maneira inusitada: com o que parecia um reinício para Ichigo, seu principal protagonista, o autor criou uma saga para se colocar ordem na casa, ignorando a Soul Society e focando a série nos seus personagens iniciais.

É HORA DOS FULLBRINGERS

Em diversos momentos da série é nítido que Tite Kubo tentou recolocar Ishida, Orihime e Chad no seu lugar de co-protagonistas juntos com Ichigo e Rukia. Porém, a capacidade de criar personagens legais acabou sendo o maior impecilho para isso, fazendo com que os editores da Shonen Jump empurrassem o foco para os capitães do Gottei 13. Se nem mesmo os Vaizards, personagens criados especificamente para a Saga dos Arrancars puderam ter seu peso merecido, o que dizer do trio humano que perdia popularidade a ponto de quase caírem no esquecimento?

Disposto a mudar esse cenário vicioso para sua série, Tite Kubo voltou com Bleach em uma saga com uma proposta diferente: focada na recuperação dos poderes de Ichigo e no papel fundamental de Chad e Orihime nesse processo. Para tal, a “classe” destes personagens passou a ser o foco, explicando a origem de seus poderes e esquematizando seu sistema de crescimento, semeando planos para justificar o que poderia se tornar um novo foco em séries vindouras.

Ginjo é o líder dos Fullbringers!

Ginjo é o líder dos Fullbringers!

Na história, Ichigo, que voltou a ter a sua rotina de estudante comum após sacrificar seus poderes de substituto de shinigami para vencer Aizen, recebe uma proposta inusitada de Ginjo Kuugo: fazer parte do grupo Xcution, prometendo a ele seus poderes de volta caso seguisse o treinamento a ele proposto.

Durante o treinamento, é explicado a Ichigo que os poderes que Chad (que passa a fazer partes do Xcution também) e Orihime foram passados por suas mães, que absorveram energia espiritual Hollow quando foram atacados por seres do Hueco Mundo. Os humanos com esses poderes são chamados de Fullbringers. Ichigo, por ser também um fullbringer, reteu o poder de shinigami substituto que Rukia lhe concedera, algo que não aconteceria com uma pessoa comum nessa situação.

Em uma longa apresentação de personagens, muitas vezes irrelevantes, em uma trama que chama a atenção por ser inesperada em comparação a tudo o que Bleach já foi, a história segue num misto de curiosidade e ansiosidade, visto que há pontos que a trama acaba demorando demais para desenrolar, mesmo que claramente cruciais para o seguimento da história.

É descoberta a origem dos poderes de Chad e Orihime.

É descoberta a origem dos poderes de Chad e Orihime.

O nó psicológico que Ginjo envolve Ichigo é o maior destaque da série, por um momento, nem o personagem, nem o leitor sabe em quem deve confiar. Com uma narrativa de dar um banho em qualquer grande autor de mangá, mesmo quando se fica exposto muito mais os desejos do editor que o do próprio autor, Tite Kubo consegue refletir em Ichigo as mesmas atitudes que o leitor teria sob quem se deve ou não acreditar, deixando ainda uma surpresa de tirar o fôlego na hora de revelar todos os segredos.

CAPITÃES EM HORAS ERRADAS

No mundo dos best-sellers da Shonen Jump, são poucos os autores que conseguem sobreviver muito tempo na revista com uma alta taxa de popularidade e há um longo prazo. Destes, menos ainda são aqueles que conseguem desenvolver a história a sua maneira, sem a intervenção do editor que tenta agradar o leitor. Tite Kubo é uma vítima do mercado de mangás. Sempre que a história parece estar se desenvolvendo a sua maneira, acontece um capítulo “revolucionário” que põe fim a uma trama interessante e transforma Bleach, novamente, num mangá de combates marcantes excessivos.

Em determinado ponto da história, os Capitães da Soul Society voltam para a Terra e intervém no combate contra os Fullbringers. Daí vem a fórmula já batida que ocorreu em todas as sagas (em filmes, fillers do anime, histórias laterais, etc): lutam os capitães mais populares contra os inimigos, Chad, Ishida e Orihime ficam na marginal da história e Ichigo tem a luta final contra o “chefão” da saga.

E chegam os salvadores! De novo!

E chegam os salvadores! De novo!

Não que se deva ter algo contra uma grande luta de Byakuiya ou Hitsugaya, mas por serem extremamente interessantes, devem ser muito bem encaixadas na história, fazendo destes momentos único! E não uma tabelinha a ser preenchida pelo autor a cada arco. É claro que o “timing” do leitor japonês para o leitor tankobon ou mesmo do leitor brasileiro são diferentes e cada um passa a ver a história e suas necessidades de um jeito. Mas criar um ponto de equilíbrio para todos os público é o grande desafio de um mangá semanal.

E para finalizar, com uma reaparição fenomenal de Rukia como a sub-capitã do 13º Esquadrão da Soul Society, a história da saga passa mais a aguçar a curiosidade de como ficou a formação dos 13 Esquadrões durante o período de Ichigo sem férias que nos fullbringers propriamente dito.

RESULTADO EDITORIAL

O resultado final da Saga dos Fullbringers é um resumo perfeito do fantasma do que assola o mercado de mangás contemporâneo: a angústia de querer agradar ao leitor é tamanha que muitas vezes o autor deixa escapar pérolas e possibilidades engenhosas em sua história.

Apesar de um ritmo extasiante e um enredo atrativo, o que sobrou da saga após seu fim é um espelho em menos volumes do mal planejamento da Saga dos Arrancars: foi interessante, soube prender o leitor, passou uma boa mensagem e teve um desfecho de tirar o chapéu, mas foi vazia em não se aproveitar do rico universo criado e ter peso muito leve na razão de a história ser contada.

O clima de trillher policial com uma pitada de terror é o ponto positivo da saga!

O clima de trillher policial com uma pitada de terror é o ponto positivo da saga!

RESENHA: Bleach, a Saga dos Arrancars

As diferenças são o motim das duas formas mais essenciais da relação humana: a união e a separação. Quando diferentes, seres humanos se repelem por medo ou se unem por uma curiosa atração. Confundindo espíritos com humanos e monstros com ídolos, a Saga dos Arrancars de Bleach mostrou como pode ser perigosa a atração pelo medo e a adoração pela força.

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HERANÇA MIDIÁTICA

Antes de iniciar a resenha, é importante definir duas coisas. Primeiro, a Saga dos Arrancars é definida pelo tempo-espaço de Bleach que acontece entre a ascensão de Aizen no fim da Saga do Soul Society (leia a resenha aqui) e a sua queda durante o último arco da saga, a Batalha de Inverno.

Segundo, esta resenha não tem como fim analisar as sagas fillers, como a a Saga dos Bounts (leia a resenha aqui), que ocorreram durante a produção do anime pelo estúdio Pierrot, mas vai levar em consideração toda a sua influência dentro do enredo criado por Tite Kubo durante a criação do enredo do mangá, afinal, todas as produções midiáticas extra ao mangá surtiram efeitos que para sempre marcariam os rumos da história.

No fim da saga da Soul Society, o resultado dos embates que ocorrerão somados ao fulgor gerado pelos capitães dos 13 Esquadrões de Defesa, fizeram com que personagens como Chad e Orihime perdessem muita popularidade. Entrementes, a falta de poder de Ishida durante a saga dos Bounts e a “estreia” de Rukia como lutadora na TV fizeram com que, ao lado de Ichigo, ela e Renji, o tenente do sexto esquadrão, fossem os personagens não-capitães que mais ganharam a preferência do público.

A quantidade de personagens importantes em Bleach cresceu exageradamente!

A quantidade de personagens importantes em Bleach cresceu exageradamente!

Ainda durante o combate na TV contra Jin Kariya, com excessão de Ichigo, todos os protagonistas da série ficassem em segundo plano, já que, para estimular uma alta da audiência os roteiristas do estúdio Pierrot decidiram colocar os capitães na linha de frente da história, dando grandes combates para eles e deixando Chad, Orihime e Ishida como meros detalhes, mesmo que este último ganhasse uma boa participação no fim da saga.

Assim, querendo ou não, o que o fã esperava da saga dos Arrancars foi diretamente influenciado pelas mídias exteriores ao mangá: uma saga com Ichigo guiando o enredo, mas com uma intensa participação dos capitães, assim como tudo o que era produzido e vendido nas lojas e afins.

CHEGAM OS ARRANCARS

Arrancars são hollows aliados de Aizen aos quais o ex-capitão do quinto esquadrão usou o Hogyioku para lhes serem “arrancadas” as máscaras de Hollows dando a eles habilidades de um shinigami e ampliando suas capacidades de hollow. Segundo as palavras de Hitsugaya, o líder do décimo primeiro esquadrão, se existissem cerca de dez Arracars com poderes próximos aos de um capitão, certamente a Soul Society teria seu fim!

Organizados em uma escala de poder por números que determinam também sua hierarquia onde quanto mais baixo o número, mais poderoso ele é. Aizen organizou junto com Gin e Tousen uma elite com 10 Arrancars batizada de Espadas, entre eles, o frio Ulquiorra Cifer, o número 4, e o combativo GrimmJow Jaggerjack que invadem a Terra dando um começo para a série muito próxima do que já havia ocorrido nos fillers de Bleach: impossibilitados de lutar, com excessão de Ichigo, alguns capitães e shinigamis vem para a terra para proteger os protagonistas.

Aizen lidera os Arrancars para levar hollows até a Soul Society!

Aizen lidera os Arrancars para levar hollows até a Soul Society!

Apesar de isto ter largamente ocorrido na saga dos Bounts e no primeiro longa da série, Memories Of Nobody, analisando apenas o mangá, foi uma sacada interessante do autor, já que ao mesmo tempo que ele dá um gostinho do que o leitor quer, ele não deixa que personagens tão interessantes fiquem de fora do enredo.

Além disso, o começo da saga tem a aparição de um personagem que já havia sido planejado desde a primeira edição por Tite Kubo: Shinji Hirako, um Vaizard. Ao contrário dos Arrancars, Vaizards são Shinigamis que tiveram seus poderes de hollow despertados, revelando que Ichigo, se transformou em um destes quando passou pelo treinamento de Urahara ainda na Saga da Soul Society.

Se Tite Kubo acertou ao dar uma característica única para Ichigo, ele errou ao dar fim a um dos personagens mais relevantes para que o ciclo do personagem de Ichigo desse seguimento a história: Grand Fisher, o hollow que matou a mãe do substituto de shinigami é morto por seu pai, Isshin Kurosaki, que aparentemente também é um substituto de shinigami, e depois esquecido na história. Tite Kubo não apenas desperdiçou um dos dramas mais interessantes da história como perdeu a oportunidade de fazer de Grand Fisher um adversário à altura do que se tornou Ichigo, deixando de fazer dele um Arrancar, até mesmo um Espada, deixando o primeiro furo de enredo de uma história que até então se fechava em todas as suas arestas.

Grimmjow é um dos vilões mais odiáveis e ao mesmo tempo interessante de toda a saga!

Grimmjow é um dos vilões mais odiáveis e ao mesmo tempo interessante de toda a saga!

LAS NOCHES

Assim como o arco inicial da Saga da Soul Society serviu para apresentar aos leitores os protagonistas de Bleach, o arco inicial da Saga dos Arrancar serviu para apresentar os novos conceitos do arco: vilões, vaizards, os poderes da Hougyioku e o desafio dos vilões há uma Guerra a acontecer no inverno do mesmo ano em Karakura, local onde Aizen pretende utilizar como “ingrediente” para produzir a Chave do Rei, artefato capaz de abrir o Castelo do Soberano Imperador da Soul Society e de todo o mundo espiritual.

Porém, é no início do segundo arco que o mote para o saga ganha fluído: interessada no poder de rejeitar a realidade que Orihime tem, Aizen sequestra a garota, provocando a revolta de Ichigo, Chad e Ishida que partem para o Hueco Mundo para resgatar a garota.

Apesar de uma premissa similar à execução de Rukia, o sequestro de Orihime foi uma das sacadas mais geniais de Tite Kubo: além de transformar completamente a personagem em uma apoiadora para lutas, o autor deu a oportunidade dos protagonistas novamente assumirem as rédeas da história, algo que havia se perdido nos fillers e no início da saga Arrancar. Além disso, colocando Orihime lado-a-lado com Aizen, o autor dava inúmeras possibilidades de dramas, já que mesmo aceitando ser prisioneira para poupar Ichigo, a quem a personagem está declaradamente apaixonada, a ruiva, mesmo que muito sensível, nunca foi do tipo de personagem submissa que fica esperando ser salva.

O sequestro de Orihime é um divisor de águas na história!

O sequestro de Orihime é um divisor de águas na história!

Se juntam ao trio salvador ainda Rukia e Renji, além da pequena Arrancar Nell e seus dois hollows babás, que temem pela transformação da garota ao que ela era quando ainda fazia parte do exército dos Espadas. Juntos os 6 combatentes mais os três aliados entram no Las Noches, fortaleza criada por Aizen dentro do Hueco Mundo, uma espécie de Soul Society sem lei dos hollows.

Antes de encarar os mais fortes homens de Aizen, Tite Kubo acertou ao fazer inúmeras lutas de aquecimento para os personagens, onde foram reveladas as suas novas habilidades fazendo-os enfrentarem ex-Espadas e a Floresta de Menos, que apesar de ser original do anime, foi escrita pelo autor, mas deixada de fora da produção do mangá por decisão dos editores, que queriam que as lutas principais acontecessem o quanto antes.

A luta contra os Espadas não poderiam ter começado melhor, com Rukia enfrentando o nº9, Aaroniero Arruruerie. Disfarçado de Kaien Shiba, o primeiro amor de Rukia, a batalha é levada aos extremos enquanto a irmã de Byakuya precisa decidir se entregar ao seu amargo passado ou superar suas lembranças e lutar pelo futuro. Quase derrotada, a vitória de Rukia mostrou o tamanho poder dos Espadas e como a superação, elemento chave dos mangás shonen poderiam ser utilizado para o desfecho das lutas contra os Espadas, mesmo que os seis personagens que partiram para o Las Noches sejam notóriamente mais fracos que os inimigos.

Os problemas do arco surgem quando Ishida, junto com Renji, vai enfrentar o Espada nº8, Szayel Aporro Granz e Chad vai lutar contra o Espada nº5, Nnoitra Jiruga. Enquanto mesmo em dupla o Szayel faz gato e sapato do shinigami e do quincy, Nnoitra praticamente mata Chad, fazendo do personagem o saco de pancadas oficial do anime, sem nenhuma luta em toda a história que ele tenha vencido, mesmo com toda a propaganda inicial do primeiro arco da saga da Soul Society.

Nell deveria ter sido a combatente definitiva de Nnoitra, porém...

Nell deveria ter sido a combatente definitiva de Nnoitra, porém…

Felizmente, para o protagonista, as coisas foram muito bem. Abdicando de criar algum enredo para Orihime, Ichigo consegue salvar a garota e após quase ser morto por Ulquiorra, a garota salva seu amado, que parte para uma das melhores lutas de toda a saga: a luta contra GrimmJow.

Entre um combate e outro descobre-se que Nell, que está loucamente apaixonada por Ichigo (também!) era a antiga Espada nº3, Nelliel Tu Odelschwanck, que foi transformada em bebê em uma experiência de Szayel a pedido de Nnoitra, movido pelos seus instintos machistas. O que era para ter sido o enredo mais dramático e inesperado, com direito a diversas batalhas e sequências inesperadas foi interrompido pelo avassalador gigante do marketing: temerosos de que o título baixasse sua popularidade devido ao filler que se iniciou no anime após a luta contra GrimmJow, Tite Kubo teve que, a pedido dos editores, levar até o Hueco Mundo diversos capitães, os personagens mais populares da história.

É após essa luta que tudo passa a desandar na história: a poderosa Nelliel volta a ser um bebê por um acaso do destino no meio de sua luta contra Nnoitra, deixando que Zaraki Kenpachi assuma a luta. Enquanto isso, é a vez de Ishida e Renji deixarem que Mayuri Kurotsuchi assuma a luta contra Szayel e Byakuya Kuchiki enfrente o Espada nº7, Zommari Rureaux, e Retsu Unohana cuide dos ferimentos dos protagonistas.

A luta de Rukia contra Aaroniero foi a mais surpreendente de toda a saga!

A luta de Rukia contra Aaroniero foi a mais surpreendente de toda a saga!

Num festival de pancaria e exibição de poderes já conhecidos de seus capitães (onde parecia que o autor estava ainda pensando nos poderes dos capitães restantes), Ulquiorra volta a sequestrar Orihime e Aizen decide partir para a cidade de Karakura junto Gin e Tousen e de seus Espadas de números 1 a 3, Deixando que Ulquiorra, sozinho dê conta dos problemas no Hueco Mundo, afinal, segundo ele, seu exército já estaria completo apenas com os quatro Espadas mais fortes.

O PÊNDULO

Mesmo que com o desenvolvimento de desfechos e lutas épicas entre capitães e Espadas, é nítido que o autor acabou deixando o incrível roteiro que estava se desenvolvendo de lado, apressando para chegar ao momento final da história. Ciente de que a história acabou por render uma série de fatos ainda não explicados, Tite Kubo decidiu por fazer um intervalo nas batalhas e criou um arco dedicado a esclarecer as origens de diversos personagens no chamado arco do Pêndulo.

Exatos 108 anos antes do encontro de Rukia e Ichigo na cidade de Karakura, a formação dos 13 Esquadrões protetores da Soul Society erabem diferente: em sua maioria era formada pelos atuais Vaizards, entre eles, Shinji que era o Capitão do Quinto Esquadrão, tendo Aizen como seu Tenente.

Além disso Yoruichi era a capitã do 2º Esquadrão e Urahara era o capitão do 12º Esquadrão, desenvolvendo pesquisas entre shinigamis e hollows.

É incrível ver Urahara e Yoruichi como capitães!

É incrível ver Urahara e Yoruichi como capitães!

A trama se dá com o sumiço pelo qual alguns shinigamis na Soul Society, tendo como um dos destaques das brincadeiras de roteiro que acontecem em todas as vezes que algum personagem atual dá as caras.

Aprofundando as personalidades dos três vilões (Aizen, Gin e Tousen) e mostrando as injustiças cometidas com Urahara para que o mesmo fosse expulso da Soul Society, fugindo graças a ajuda de Yoruichi e Tsukabishi Tessai, na época, líder do Esquadrão de Kidou, uma divisão que não usa espadas.

Desde aquela época, Aizen conseguia manter sua dupla personalidade oculta, fazendo com que o vilão fosse ainda mais valorizado. Mostrando como o Hougyoku e os Vaizards foram criados, Tite Kudo deu ainda mais embasamento para o fã poder montar as mais loucas teorias dos resultados da batalha de Inverno e dos possíveis combates que haveriam.

Em parte o arco deu uma guinada num roteiro que passou a ser baseado apenas em lutas. Mas por outro lado, a qualidade de roteiro do arco não conseguiu seguir com a mesma qualidade no arco a seguir, fazendo do arco uma bolha entre as infinitas batalhas que seguiram.

BATALHA DE INVERNO

Já que a ideia era produzir batalhas com personagens populares para o mangá continuar em alta, a impressão que fica é que ao iniciar o arco da batalha de Inverno, Tite Kubo resolveu chutar o pau da barraca, colocando todos os personagens da sua extensa lista de mocinhos para batalhar e deixando os protagonistas de lado de vez.

A Soul Society chegou reforçada para a batalha!

A Soul Society chegou reforçada para a batalha!

Como eram muitos heróis para poucos vilões, o autor resolveu dar a Barragan Louisebain, o Espada nº2, um verdadeiro exército de Fraccións, Arrancars de classe menor que obedecem aos Espadas. Entre as diversas lutas que ocuparam as páginas de quase 15 edições deste arco, estiveram Yumichika, Ikaku, Hisagi, Kira, Omaeda, Soi Fong, Matsumoto, Hinamori, Iba, Komamura, Ukitake e até mesmo o General de Divisões Yamamoto-Genryuusai.

Uma história precisa fazer sentido dentro de seu universo. E Bleach faz muito sentido. O que não faz sentido é o placar final das lutas: apesar de alguns combatentes terem perdido suas lutas, todos sobreviveram, dando a oportunidade dos fãs desejarem ainda mais lutas com esses personagens, prejudicando o ciclo de personagens dentro do enredo.

Mesmo contra os espadas o resultado não muda! Enquanto Hitsugaya enfrentou Tier Harribel, a 3ª Espada, em uma luta de altos e baixos, Soi Fong (novamente ela!) ficou para dar conta da ganância Barragan e Kyoraku Shunsui enrolou ao máximo, praticamente não tendo luta, contra Coyote Stark, o 1º Espada, um combatente tão preguiçoso e indiferente quanto ele.

Ulquiorra quase leva Ichigo a se deixar levar por seus instintos.

Ulquiorra quase leva Ichigo a se deixar levar por seus instintos.

Enquanto isso, felizmente, no Hueco Mundo Ichigo teve mais uma de suas melhores lutas. É engraçado como o autor consegue melhorar exponencialmente seu desempenho quando a ação não é movida pelos apelos comerciais, mas sim pelo seu planejamento inicial. Delirante, emocionante e dramática, a luta do potagonista contra Ulquiorra não só tirou o fôlego de quem a acompanhou, como colocou em cheque os rumos do personagem, que diante de uma situação desesperadora, teve que apelar para uma medida desesperadora que arriscava a todos a sua volta, contrariando sua motivação de lutar.

Os furos ficaram pela pouca atenção da luta de Ishida e Rukia contra o líder dos Exéquias e da supervalorização de Yanmmy Largo, o Espada nº10 que foi transformado em nº0 pelo autor só para dar mais uma luta para Byakuya e Zaraki.

Mas o talento de Tite Kubo é inegável e mesmo fazendo tudo errado, é incrível como ele consegue acertar quando quer prender a atenção do leitor.

Contra Tousen, a luta e os combatentes foram óbvios e esperados, sem contar que o autor se esqueceu de mostrar a Bankai do personagem. Porém, o drama do trio Tousen-Hisagi-Komamura deu um gás gigantesco na história para que Aizen seguisse em sua luta contra Yamamoto.

Os Vaizards enfrentam dificuldades contra os ex-capitães!

Os Vaizards enfrentam dificuldades contra os ex-capitães!

Mostrando que muitos fãs fanáticos estavam certos, o autor ainda fez Gin trair Aizen, mas acabar sendo morto pelo mesmo, mostrando a infinita superioridade do vilão diante de todos os personagens. Aizen foi um dos únicos vilões, que conseguiu manter a estirpe cultivada durante toda a saga sem vacilar em nenhum momento, mostrando que o posto de um dos maiores vilões que o mangá japonês já teve não foram a toa, vencendo todos os seres que se opuseram em seu caminho, inclusive o pai de Ichigo, isshin Kurosaki.

A luta final aconteceu na verdadeira Karakura guardada na Soul Society destacando os novos poderes de Ichigo ensinados por seu pai e surpreendendo pelas maneiras criativas que os personagens tiveram que criar para conseguir aprisionar Aizen,que sendo quase um deus, não poderia ter sido vencido numa luta comum, sobrando para Tite Kubo criar uma saída estratégica para conseguir completar o arco, mostrando que a força e o medo que o vilão sempre propagou poderia ser vencido se os obstáculos internos dos heróis fossem superados.

O FIM

A Saga dos Arrancars é não só a fase mais longa, como também a mais oscilante da história de Bleach. Se por um lado o autor da série conseguiu criar um cenário com personagens cativantes e motivadores de diversas possibilidades de enredos e tramas, pouco de todo esse universo foi aproveitado, tendo o início da saga uma superioridade gigantesca sobre seu desenrolar e seu final.

Mas também é inegável que Tite Kubo sabe como contar uma história: mesmo errando em diversos pontos, esquecendo personagens e subordinando-se as pressões do público ao colocar diversas lutas sangrentas mas com personagens populares, o autor sempre acerta na dose de surpresas e da boa execução de cada uma das lutas criadas.

Aizen provou ser o vilão que todos esperavam que fosse.

Aizen provou ser o vilão que todos esperavam que fosse. E só.

Se os Vaizards foram um ponto morto e Ishida e cia. voltaram ao estágio secundário que os fillers provocaram, os capitães cresceram exponencialmente junto com Ichigo e com o próprio Aizen, que apesar de vencido, continuou vivo para continuar a ser o vilão da história em sua continuação.

O resultado final apenas abre algumas dúvidas sob como o autor vai conseguir segurar o universo que criou, afinal, apesar do imenso poder dos Arrancars, o lado da Soul Society não perdeu sequer um lutador (ao contráro, ganhou diversos aliados!) e Aizen perdeu todo seu exército.

Só de carisma não vive uma série, e a missão de Bleach após a primeira queda da série será conseguir produzir algo superior ao seu passado: aproveitando as tramas da Soul Society e a criatividade dos Arrancars.

7º Jund Comics marcou a Virada Cultural Paulista em Jundiaí

Você está andando pela cidade, a pé ou de carro tanto faz, junto com seus amigos, vizinhos, família ou mesmo sozinho e de repente percebe uma aglomeração nas próximas esquinas. Nada mais comum, afinal está acontecendo a Virada Cultural Paulista 2012 na sua cidade e nada mais natural que muita gente saindo ou entrando de uma peça de teatro ou derivado. Mas para sua surpresa, você vê brilhar bem na sua frente um símbolo que sempre lhe fez sentido desde criança, uma figura que você sempre quis estr frente a frente ou até mesmo ser ele! Você está frente a frente com seu herói favorito na Parada Cosplay do 7º Jund Comics.

O efeito surpresa, a lembrança da infância, o brilho nos olhos das crianças e as brincadeiras dos atores foram só alguns dos elementos que compuseram a magia trazida pelos super-heróis à Jundiaí durante o 7º Jund Comics, evento que aconteceu em Jundiaí-SP nos dias 19 e 20 de maio durante a Virada Cultural Paulista 2012.

Com atrações voltadas diretamente para o público fã de histórias em quadrinhos e desenhos animados como workshops, maratonas de desenho e palestras com profissionais da área, o evento também causou furor entre o público casual com a mostra de action figures e os badalados Concursos e Paradas Cosplay.

Cosplay é abreviação de costume play ou ainda costume roleplay (ambos do inglês) que podem traduzir-se por “representação de personagem a caráter”, e tem sido utilizado no original, como neologismo, conquanto ainda não convalidado no léxico português, embora já conste doutras bases, para referir-se a atividade lúdica praticada principalmente (porém não exclusivamente) por jovens e que consiste em disfarçar-se ou fantasiar-se de algum personagem real ou ficcional, concreto ou abstrato, como, por exemplo, animes, mangás, comics, games ou ainda de grupos musicais — acompanhado da tentativa de interpretá-los na medida do possível. Os participantes (ou jogadores) dessa atividade chamam-se, por isso, cosplayers.

Com um duplo horário, sábado as 20h30 e domingo as 14h, a Parada Cosplay levou aos três pontos culturais de Jundiaí, o Parque da Uva, o teatro Polytheama e o Centro das Artes, os personagens mais famosos das histórias em quadrinhos, mangás e animes. Do lado ocidental, estavam presentes, entre outros, The Flash, Lanterna Verde, os mutantes de X-Men, o Harry Potter, Scooby Doo e o Capitão América e do oriental do mundo, os cosplayers trouxeram os personagens de olhos puxados mais famosos do mundo, onde se destacaram os personagens de Naruto, Bleach, Super Mario e Os Cavaleiros do Zodíaco.

Para finalizar o evento, um concurso com votação popular premiou os cosplayers que mais se aproximaram do personagem original e que mais cativaram o público. Com performances teatrais, de improviso e um jogo de perguntas e respostas, sagrou-se campeã do concurso a pequena Thayra Viviane, 5 anos, com o cosplay de Saori Kido, a deusa Atena da febre dos anos 90, Os Cavaleiros do Zodíaco.

Com cosplayers de todas as cidades da região de Jundiaí, e outros vindos das cidades de Campinas e São Paulo, o evento contou com cerca de 40 atores que fizeram a festa de todos que passaram pela Virada Cultural Paulista 2012 e que fizeram do Jund Comics um evento para ser repetido por vários e vários anos.

Abaixo fotos dos cosplayers tirada por Bábara Pergunta (do blog “o Bonde Andando“), Henrique Adonay, Jaqueline Barbosa e Davi Junior (eu).

RESENHA: Bleach, a Saga dos Bounts

Vampiros fascinam o mundo desde a sua criação. Apesar de criados na Europa, o limite de seu alcance parece não ter fim, ultrapassando as fronteiras de países, mídias e autores.Numa saga intermediária entre um e outro canône, vampiros foram a temática ideal para Bleach durante a Saga dos Bounts, segmento da história que teve de tudo para ser um estouro, mas que se corrompeu tanto quanto um ser humano mordido por um vampiro.

DE DEUSES A VAMPIROS

Com as ascensão de Aizen e a tensão instalada na Soul Society com sua ida ao Hueco Mundo, Bleach alcançou seu ponto mais alto, fazendo cair o queixo mesmo daqueles que pouco esperavam da história. Esta resenha vai contemplar a Saga dos Bounts, temporada excluvisa do anime mas que conseguiu se encaixar perfeitamente dentro da cronologia da história.

Com os problemas da Soul Society resolvidos e o sumiço de Aizen, não haveria melhor local para acontecer a história do que a própria cidade de Karakura, que misteriosamente começou a ter seus habitantes atacados e mortos de forma muito estranha, muito similar a vampiros sugadores de sangue.

Estes são os Bounts, seres que sugam a reiatsu, energia espiritual, dos humanos para sobreviver e alimentar seus poderes sobrenaturais. O que intrigou os shinigamis foi que, apesar de eles saberem da centenária existência de estes seres, essa foi a primeira vez que os ataques dos Bounts chegou a um número tão exorbitante e letal.

Como resolver isso? É hora dos treze esquadrões colocarem em ação Ichigo Kurosaki, o humano mais sortudo de toda a terra, que durante a Saga da Soul Society (leia a resenha aqui) ganhou poderes de shinigami e, de quebra, se tornou o substituto do shinigami que cuidara de Karakura.

Kariya e todos os Bounts reunidos.

Ichigo, Orihime, Chad e Ishida, o último quincy, começaram a investigar os casos que parecem se agravar a cada instante. Apesar de afetados pelas consequências da batalha contra Aizen, sobretudo Ishida que chegou a perder seus poderes, as situações que eles se encontravam serviu de base para a criação de sua posição na história, que parecia, no início caminhar de maneira tão grandiosa quanto Tite Kubo, autor da série, conseguiu desenvolver no mangá. Pois é, só parecia.

E COMEÇAM OS PROBLEMAS

Bounts são seres que, apesar de alguns atritos com os shinigamis e os quincy no passado, haviam se resignado ao seu mundo e passaram a ter uma vida pacífica com os seres humanos. Os bounts, assim como os shinigamis, em nada se diferenciam dos seres humanos em sua aparência, mas diferentes destes, eles tem vida eterna.

Mas para mantê-la, é necessário sugar certa quantidade de energia espiritual das coisas vivas da terra. Apesar de há séculos estes seres estarem se alimentando de animais, o fato de humanos serem claramente atacados por essa criatura colocou em xeque as reais intenções do grupo.

O principal antagonista da saga é Jin Kariya, um bount que coagiu a uma grande parte de seus colegas de raça a iniciar um plano contra a Soul Society. Entre o grupo, ainda há um shinigami, Maki Ichinose, que possue fortes ligações com Zaraki Zenpachi, o capitão da 11ª primeira divisão dos 13 esquadrões da Soul Society.

Todos os elementos da saga vão sendo apresentados a conta-gotas, o que no início é muito interessante, já que a temática bount baseada em vampiros não só exige, mas chega a preencher todo o tom da história com muito mistério e suspense.

Rin Rin, Cloud e Nova são almas modificadas inseridas na saga exclusiva do anime.

O grande foco em Ishida no início da história, além de interessante devido ao histórico de guerras entre bounts e quincys, foi um diferencial muito bem planejado, já que o personagem não poderia participar da história como um lutador, já que o autor original tirou seus poderes no fim da saga da Soul Society.

A criação de mais três almas modificadas, Rin Rin, Cloud e Nova, além de manter as sequências engraçadas que a história sempre teve entre uma passagem e outra, ainda contribuiu para uma participação ativa de Kisuke Urahara, que além de sua popularidade, deixou muito o que mostrar na saga anterior.

Ou seja, tudo parecia muito bem estruturado e pronto para gerar uma história que, mesmo sem ligação com o autor original, tivesse tanta qualidade quanto o enredo original. Mas…

AS SOLUÇÕES INTENSIFICAM OS PROBLEMAS

Com o passar dos episódios é possível notar uma clara queda de conteúdo e uma certa apelação dos roteiristas. Talvéz pelo ritmo a passos lentos uma possível que uma abrupta queda de audiência da atração acabou impelindo os roteiristas a se utilizarem de elementos que trouxesse o espectador perdido de volta a TV.

Com a chegada de alguns capitães e tenentes dos 13 Esquadrões da Soul Society a história que primava pela qualidade do enredo virou um festival de pancadaria e desculpas para lutas dos personagens mais populares.

Esta saída, ainda que compreensível ja que sem audiência um programa de TV não tem porque continuar no ar, ainda teve outras consequências não só para a animação mas para a franquia em geral. Com a chegada dos populares shinigamis, a participação de Chad, Orihime e mesmo de Ishida na história diminuiu drásticamente.

Com Ichigo, Rukia e Renji guiando a história, uma certa miopia acabou por contagiar os espectadores que passaram a rejeitar cada vez mais as participações do trio não-shinigami, seja nas histórias canônes ou nos spin-off’s.

A surpresa de um shinigami aliado aos Bounts resultou em um desfecho contra Zaraki, o capitão do décimo primeiro esquadrão!

A questão será abordada mais para frente, quando os arcos do mangá forem analisados, mas é bom deixar claro que a falta de planejamento dos mais de 50 episódios (praticamente o mesma quantidade da saga da Soul Society, que conta com 64) deixando Ishida, Chad e Orihime na adjascência da história acabou por contaminar muito da história a seguir.

Mesmo o encaixe da história de Ichinose com Zaraki, mesmo sendo muito interessante, acabou por atrapalhar um pouco dos detalhes do passado do capitão do décimo primeiro esquadrão, detalhes que mesmo o autor não havia explorado.

O TEMPO E O VENTO

Mesmo num ritmo lento e com um desenvolvimento quebrado, não se pode dizer que tudo foi perdido ao final da saga, mesmo que o próprio final represente algo que também quebrou um conceito do protagonista.

Já que tudo estava perdido mesmo, tudo acabou acontecendo no final da saga dos Bounts, capitães venceram os principais representantes da raça, Ishida ressuscitou na história e ganhou poderes para vencer um dos vilões, a Soul Society retornou como palco da história e etc… Mas pelo menos Ichigo foi o responsável pelo encerramento do arco.

Sua luta final contra o doll de controle do vento Kariya foi memorável, destacando a performance de ambos em demonstrações de habilidade, garra e força de vontade. Mas o mais marcante foi o texto forte que o vilão dirigiu a Ichigo durante toda a batalha, instigando-o a desistir e a se voltar contra sua moral e ética que o próprio Kariya já havia perdido a tanto tempo como foi descrito em seu passado.

Porém, um erro fatal foi cometido e nenhum roteirista acabou percebendo. Até então, Ichigo nunca havia matado um oponente humanóide, apenas hollows. Mesmo assim, a vitória sob Kariya não mencionou em nenhum momento tal mudança de comportamento do personagem, dando a entender que sempre foi normal Ichigo matar seus oponentes ao fim das batalhas.

Apesar das falhas durante a saga, a luta final contra Kariya foi uma ds mais emocionantes de toda a hitória do anime!

FIM DO CICLO

Texto. Este foi o principal destaque da Saga dos Bounts. Mesmo oscilando diversas vezes, os roteiristas do estúdio Pierrot, responsáveis pela produção do anime, soubeam muito bem aplicar momentos tensos e dramáticos a série.

E foi com um grande texto que a série se encerrou, um texto que o próprio Tite Kubo escreveu em um capítulo extra do mangá durante a saga a seguir, finalizando a história dos Bounts da maneira mais integradora possível.

Mesmo que corrosiva ao anime, a Saga dos Bounts foi uma prova que spin-off’s podem ser muito bons sim, desde que, diferente do que acabou acontecendo, a linha escolhida para a produção seja pré-planejada e organizada de maneira que haja dúvidas da sua autênticidade quando o fã ligar a TV e resolver continuar a assistir seu anime favorito.

RESENHA: Bleach, a saga da Soul Society

Seja no cinema, em um livro ou na hora de dormir, uma história precisa ser bem contada, ter personagens cativantes e uma linguagem que fascine a que com ela tem seu primeiro contato. Seja no Brasil ou no Japão, contos fantásticos vão além da cultura local ou dos valores vigentes, atingindo os pontos mais sensíveis da alma humana. Bleach é o fenômeno japonês que invadiu o mundo não por obedecer essas idéias, mas por ir além dela, mostrando que mesmo numa sociedade habitada somente por mortos, é no coração humano que repousa o fascínio e a inspiração da alma pela vida.

SUBSTITUTO DE SHINIGAMI

É comum na classificação de uma longa história a divisão de suas partes em “sagas” ou “arcos”, em Bleach não é diferente e o primeiro arco da história é comumente chamada de arco do Substituto de Shinigami. Porém, como esta leva da história não passa de uma preparação para o arco a seguir esta resenha irá abordá-la como parte de um primeiro grande todo da história, estando dentro do que é chamado de Saga da Society. Esta saga compreende os volumes do 01 ao 20 do mangá e os episódios do 01 ao 63 do anime.

E que grande história! Bleach já soma mais de 50 volumes de mangá, mais de 300 episódios animados para a TV, 4 longa-metragens e está presente em dezenas de países. Quem observa este número de conquistas não imagina a longa trajetória por qual a história passou para até o ponto que a consolidou com uma das franquias mais rentáveis do Japão.

O autor da história, Tite Kubo, já havia idealizado a história desde os anos 90, época em que ele entregou os primeiros capítulos da história, já desenhados, para serem publicados na Shonen Jump, maior revista de histórias em quadrinhos do Japão. Porém, pela proximidade do tema com Yu Yu Hakushô e um estilo muito similar ao de Samurai X, duas publicações da Jump que haviam virado febre no Japão nos anos 90, Bleach foi rejeitado pela revista.

Com seus esforços não recompensados, Tite Kubo chegou a quase desistir da carreira de mangaká, publicando nos próximos anos apenas alguns poucos one-shots sem grande repercussão e Bleach só voltaria na vida do autor alguns anos depois quando, por obra do destino, cópias de seus primeiros capítulos desenhados foram parar na mão de Akira Toriyama, o consagrado autor de Dragon Ball.

A chegada de Rukia a cidade de Karakura dá início a história.

Maravilhado com o que viu, Toriyama aconselhou que Tite Kubo voltasse a dedicar algum tempo ao mangá, o que resultou numa nova análise da revista Jump e na tão aguardada aprovação cobiçada pelo autor. Era a sua oportunidade de contar para o mundo a história do adolescente de cabelos laranjas que não imaginava que sua estranha capacidade de poder ver espíritos mudaria sua vida para sempre.

A MORTE E O MORANGO

O primeiro capítulo do mangá não poderia ter melhor nome. O ponto inicial do anime acontece quando o protagonista Ichigo Kurosaki acaba recebendo os poderes de shinigami de Rukia Kuchiki, a responsável da cidade da fictícia cidade de Karakura em salvar as almas que se tornaram hollows, espíritos humanos que se tornaram monstros espirituais por se prenderem a algo na terra que os impediu de ir até a Soul Society após a morte.

Ichigo, em japonês, significa morango e Rukia é uma shinigami, literalmente deus da morte mesmo que na adaptação brasileira o termo tenha sido modificado para ceifeiro de almas. O encontro do morango com a morte possibilitou não apenas uma mudança radical na vida de Ichigo como também a criação de um time de personagens de primeira para compôr a história do anime no arco do substituto de shinigamis.

Ao ganhar poderes espirituais devido a convivência com Ichigo e por ter uma rivalidade secular com shinigamis, Orihinme Inoue, Sado Yasutora (ou soment Chad) e Uryuu Ishida, o último quincy, se tornam personagens de variados estilos de luta que apresentam o universo de Bleach ao leitor/espectador ao mesmo tempo que ganham destaque na história junto ao protagonista.

Inicialmente como rival de Ichigo, Ishida ganha destaque como personagem!

É interessante notar o ciclo que se tem início neste arco, já que além de definir o leque de personagens em torno dos quais a história vai girar, o quinteto formado corresponde a cinco personalidades ideais para que o espectador crie um vínculo com a história, acompanhando-a para saber como tais esteriótipos corresponderão as situações que lhes serão impostas. E isso vai se desenvolvendo cada vez mais a cada novo elemento acrescentado a história, principalmente com a chegada de Byakuya Kuchiki e Renji Abarai a cidade de Karakura.

A SOUL SOCIETY

Se antes a principal característica de Rukia era a sua personalidade forte e autoritária diante das tarefas passadas para Ichigo, sua conversão a obediente e submissa soldada da Soul Society surpreende a todos quando Renji e Byakuya, respectivamente tenente e capitão do sexto esquadrão de defesa da Soul Society, levam-na para a Soul Society por ela ter cometido o crime de passar poderes de shinigami a um humano e viver como uma humana com o uso de um gigai (corpo utilizado por almas para se materializar na terra).

Após um treinamento cedido por Urahara, dono da loja que Rukia comprou seu gigai,  para recuperar seus poderes de shinigami tirados por Byakuya, Ichigo segue rumo a Soul Society para salvar Rukia da sentença de morte, já que é graças aos poderes que ela lhe cedeu que ele pode se tornar forte o suficiente para proteger a sua família, uma maneira de tentar se absolver da culpa por ter causado, mesmo que sem querer, a morte de sua mãe por um hollow.

Acompanhando Ichigo em sua empreitada, estão todos aqueles que tiveram sua história iniciada pelos eventos ocorridos antes da partida de Rukia, cada um seguindo um objetivo próprio além do resgate da shinigami. Ishida quer entender o porquê da morte de seu avô quincy pela inação de um shinigami, Inoue quer garantir que os obejtivos de Ichigo sejam concretizados e Chad quer cumprir a promessa que fez ao amigo quando se conheceram: proteger as costas de um amigo que sofria com os mesmo problemas que o dele.

"Vou proteger suas costas" é a promessa de Chad para Ichigo!

Apesar das referências, talvéz até involuntárias, a Yu Yu Hakushô e a Samurai X, é nesta fase que as verdadeiras inspirações de Tite Kubo começam a ficar mais evidentes. Revelado pelo próprio autor, as entidades sobrenaturais são inspiradas nos monstros de GeGeGe no Kitaro, mangá de Shigeru Mizuki, publicado na década de 50. Já o estilo de luta RPG, um ataque e outro defende, aliado a dramaticidade dos textos e flashbacks, tem sua origem em Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco, no Brasil), de Masami Kurumada, publicado na segunda metade dos anos 80. As batalhas na Soul Society, além de impressionar os olhos de quem vê, dão ainda mais força a história e a personalidade de cada personagem.

CICLO DE UM PERSONAGEM

Todo personagem tem um ciclo: ele nasce, vive e morre. Seu nascimento acontece na primeira vez que ele figura na história, mas sua morte não significa necessariamente o seu falecimento, mas mantê-lo vivo depende de todo o universo, do contexto e dos elementos inseridos no decorrer da história a ele relacionado.

Assim como foi com os cavaleiros de ouro em Saint Seiya, o Gottei 13, os treze esquadrões de defesa da Soul Society, adicionaram diversos elementos que possibilitaram o crescimento e o amadurecimento de cada personagem. Mesmo que muitas vezes fique claro que o insight de determinada sequência tenha ocorrido depois de seu planejamento, tudo o que foi acrescentado durante a saga do Soul Society contribuiu para o fortalecimento da história e, principalmente, de seu universo criativo.

A entrada de Ganju, foi o ponto crucial para atiçar a curiosidade sobre o passado de Rukia. A criação do Bankai, motivou uma causa para se conhecer os 13 capitães. E por fim, o assassinato de Sousuke Aizen, capitão do 5º esquadrão, possibilitou o desenvolvimento da personalidade dos 13 capitães que refletiu diretamente em como o quinteto de protagonistas se mostrou na história, onde nem todos puderam aproveitar as possibilidades criadas pelo autor.

A paixão de Orihime por Ichigo leva a garota até a Soul Society.

Ishida, que mesmo declaradamente inferior a Ichigo, mostrou que havia muito o que desenvolver após derrotar Kurotsuchi Mayuri, o capitão do 12º Esquadrão, mesmo ambos tendo uma diferença gigantesca de poder. A utilização do armamento quincy para utilizar um poder que ainda não possuia faz o próprio Mayuri reconhecer que Ishida ainda pode crescer muito como lutador, mesmo este tendo perdido todos os seus poderes após a luta. Se a dificuldade inicial era conseguir o poder que ele despertou (maior que a dos capitães), o plano a seguir seria dominar tal técnica para garantir a permanência do personagem no decorrer da história.

Orihime cresceu, mas foi diferente. O ciclo de batalhas que a personagem poderia vir a ter após um treinamento antes da Soul Society mostrou-se ineficaz na personagem, mas esta trocou o papel de lutadora (já muito bem suprido por Ichigo, Ishida, Chad e todos os outros aliados que a Soul Society produziu) para se tornar uma espécie de maga branca, personagem clássico dos RPG’s responsável pela cura dos personagens, papel essencial, participativo e muito mais adequado a sua personalidade.

O problema aconteceu apenas com Chad. Mesmo após toda a campanha inicial do personagem (inclusive pelas frases de efeito de Ichigo) e a aparente força desenvolvida durante o treinamento pré-soul society, o personagem perdeu o ritmo e não deu conta de surpreender o leitor/espectador com sua participação na saga. Provavelmente isso foi fruto da extrema ligação com Ichigo que Tite Kubo criou durante a criação da origem do personagem, mas que erroneamente foi esquecida, separando ambos, durante o desenrolar do caminho dos dois na Soul Society.

PROTAGONISTA PRA NINGUÉM POR DEFEITO

Apesar da linha inicial se aproximar bem de Os Cavaleiros do Zodíaco, com um time de personagens a qual a história gira, Bleach acabou se aproximando muito mais da linha de Dragon Ball, onde apenas o protagonista leva a história em sua reta final, deixando Ichigo com o papel definitivo para finalizar a saga e utilizando personagens secundários para apoiá-lo.

Visto que todos os personagens tem um ciclo, é o ciclo de história do protagonista que dá apoio a história e é quando este acaba é que a história tem fim. Durante as lutas com Renji e Kenpachi Zaraki Ichigo pode crescer como protagonista, mas foi apenas na luta final contra Byakuya que o ciclo do personagem reflete diretamente como guia do universo criado.

Ideologicamente, este é o personagem que vai contra os preceitos de uma sociedade mesquinha e egoista, mascarada em uma série de classes que parecem manter a ordem e ter tudo sobre controle. Byakuya é o personagem que mais reflete os ideais dessa sociedade e a vitória de Ichigo sobre ele garante a vitória do protagonista sob aquilo que ele combateu durante toda a história.

Entrementes, Ichigo apenas conseguiu a vitória por ser dominado por sua consciência hollow, que habita nele após o seu treinamento com Urahara, mostrando que mesmo vencendo aquilo a que combateu, ainda resta uma luta introspectiva que insiste em destruir o que ele conquistou e que pode dominá-lo a qualquer hora.

O lado hollow de Ichigo deixou Byakuya sem reação em sua luta definitiva.

Com o fim de Bykuya, a sensação do apreciador da história é que tudo teve um fim, mas ao se recordar do contexto que levou até a luta dos dois shinigamis, provocando uma série de lutas a la capitães versus capitães, parece que um obstáculo não aparente precisa ser vencido pelos protagonistas e é aí que entra a influência de todo o contexto do universo criado por Tite Kubo.

O MELHOR FIM DE SAGA QUE UM ANIME JÁ TEVE

Não há nada melhor para um espectador que perceber que todos os pequenos elementos que rodeiam a história principal fazem parte de um todo com total influência no enredo primordial. Não há melhor descrição para o fim da Saga da Soul Society de Bleach.

Após a luta contra Byakuya, descobre-se que a sentença de morte de Rukia era parte de um demoníaco plano que Sousuke Aizen arquitetou com a sua própria morte para conseguir o Hougyoku, artefato criado por Urahara e implantado no espírito de Rukia, sem ela saber, quando esta utilizou um de seus gigais. Com o Hougyoku, Aizen poderia unir os poderes dos shinigamis com os dos hollows, produzindo seres e depertando poderes nunca antes imaginados pelas forças do Gottei 13.

Com a revelação de Aizen após a luta contra Toushiro Hitsugaya, capitão do 10º esquadrão, e o roubo a liberação forçada do Hougyoku do corpo de Rukia, o traidor vai  junto com Ichimau Gin, o capitão do 3º Esquadrão, e Kaname Tousen, capitão do 9º Esquadrão, para o Hueco Mundo, lugar onde habitam os hollows, para colocar em prática suas ambições de transformar hollows em shinigamis e formar um exército pessoal para por um fim na Soul Society.

Com um rosto inocente e uma aura de justiça aparentemente inabalável, Aizen enganou a todos.

Mostrando-se presente em todas as etapas da história, Aizen se tornou o ideal perfeito de vilão da história que faltava em Bleach, unindo a todos os pontos injustos e cruéis enfrentados pelos protagonistas em um só grande contexto.

Com um final de saga épico, Bleach abriu espaço para um continuação espetacular, cheia de possibilidades de utilização de personagens, criação de novos inimigos e aprofundamento do contexto inicial dos hollows história, que pareceu se perder com a ida de Ichigo a Soul Society mas que se mostrou essencial para a continuação da história de Aizen.

Parada Cosplay marcou o Dia das Crianças jundiaiense no Parque da Cidade

O dia amanheceu. As crianças estão felizes para estreiar seu brinquedos novos e para brincar com os amigos no seu dia. Os pais, tios, avós e toda a família está ancioso para passar um tempo juntos, aproveitando o feriado da padroeira do Brasil para ficar um tempinho a mais com seus filhos e se divertir tanto quanto as crianças. E qual o mlhor lugar pra passar uma boa tarde com a família em Jundiaí? O Parque da Cidade, claro!

Marcado por uma bonita paisagem, espelho d’água, campos de esportes, playgrounds, área para soltar pipas, usar aeromodelos, carros de controle remoto, brinquedos infláveis, caricaturistas e agora um circuito que une o lugar com o Jardim Botânico, o Parque da Cidade atraiu milhares de jundiaienses nesse dia 12 de outubro. O que todos não esperavam, é que o parque fosse o local escolhido pela Prefeitura para uma das ações que mais surpreendeu aqueles que visitaram o parque, a Parada Cosplay de Jundiaí!

Surgido nos EUA e popularizado pelo mundo pela qualidade e febre dos desenhos japoneses, o cosplay (união das palavras costume, fantasia + play, brincadeira) é a arte de se caracterizar dos personagens mais cativantes dos desenhos animados, quadrinhos e cinema para divertir a tudo e a todos.

Quem visitou o Parque da Cidade ontem soube disso: crianças, adultos, jovens, idosos, homens e mulheres se encantaram ao ver mais de 30 cosplayers caminhando por todo o parque, posando pra fotos e interagindo com os visitantes.

De um lugar muito, muito distante vieram do universo Star Wars dois cavaleiros Jedi, que com seus sabres de luz trouxeram para Jundiaí toda a magia dos filmes de George Lucas.

Willy Wonka e Jack Sparrow foram os destaques do dia, que junto com os personagens de Alice no País das Maravilhas levaram ao público a arte do cinema hollywoodiano fora das telonas.

De terras ocidentais, os cosplayers dos animes e mangás Naruto e Bleach fizeram a alegria da garotada que receberam treinamento ninja e conheceram os mistérios da Soul Society.

Comemorando as bodas-de-prata do personagem mais cativante do mundo dos games, o próprio Mário compareceu ao parque fazendo todos a recordar os desafios passados em  seus consoles, correndo atrás das tartarugas Koppa ou voando com a famosa capa amarela.

E para completar a turma, cerca de oito cosplayers com capa-de-chuva amarela  para realizar o flash-mob mais famoso dos desenhos animados: a descida das cataratas do Niágara com um barril dos personagens do Pica-Pau, que compareceu na parada dentro de seu barril.

A ação começou com uma caminhada por toda a área do parque, depois os 30 artistas se espalharam pela área de binquedos infláveis e seguiu a caminhada novamente. Após milhares de fotos e muita interação com os visitantes do Parque da Cidade, o evento repercutiu por diversas redes sociais da internet, com os jundiaienses felizes por terem se encontrado com seus personagens mais queridos da sua infância e por a visita ao parque ter proporcionado uma alegria sem tamanho aos seus filhos.

A ação foi realizada por Ede Galileu, o coordenador do grupo Jund Comics, que há mais de 10 anos organiza pequenas convenções de quadrinhos e foi o responsável pela I Parada Cosplay de Jundiaí durante a Virada Cultural jundiaiese.

A Parada Cosplay de Dia das Crianças transformou o que seria mais um dia das crianças em um marco para as crianças e todos os que visitaram o Parque da Cidade e um sucesso imensurável para o feriado mais animado que Jundiaí já teve.

Confira abaixo fotos dos cosplayers e das ações realizadas com os visitantes:

FOTOS: Davi Junior e Thaz Desenhista

6º Jund Comics marcou a Virada Cultural 2011 de Jundiaí

Nos dias 14 e 15 de junho aconteceu em Jundiaí a Virada Cultural 2011, evento organizado pela Prefeitura Municipal de Jundiaí que visa levar diversas atrações culturais e artíticas de graça para os moradores da cidade. As atrações ocorreram em três pontos da cidade: Parque da Uva (palco externo e interno), Sala Glória Rocha e Teatro Politheama. Entre as principais atrações haviam os shows da banda Charlie Brown Jr. e das cantoras Negra Li e Céu. Mas a atração que atraiu os mais aficionados por animes e quadrinhos foram as realizadas pela cia 4º Mundo durante o 6º Jund Comics.

As atrações começaram logo no sábado, 14, com a exposição do Quadrinhos Indepentes na galeria do Centro de Artes da Sala Glória Rocha. O dia seguiu com workshops e atingiu o seu ápice durante a Parada Cosplay e a Batalha de Sabres de Luz, que se repetiram também no domingo, 15.

Cosplay é um neologismo formado pela junção das palavras inglesas costume (fantasiar-se) e play (interpretar, brincar) e é usado para referir-se a pessoa que se veste igual a um personagem de anime, quadrinhos, livros ou cinema para se apresentar em algum tipo de teatro ou simplesmente se divertir.

A Parada Cosplay foi a atração que trouxe à Virada Cultural fãs jundiaienses e de outras cidades para se apresentarem nos diversos pontos onde eram organizadas o evento e/ou simplesmente perambular pelos arredores imitando seus heróis favoritos e, assim, levando um pouco dessa cultura criada nos EUA, muito difundida no Japão e trazida ao Brasil no final dos anos 80.

A Parada contou com o apoio da equipe Comics Cosplay BR (acesse o site aqui) que trouxe ao evento personagens conhecidos do grande público, como Asa-Noturna, Homem-Aranha e Lanterna Verde, o que rendeu momentos épicos para  evento, como quando um cosplayer de Superman começou a parar e empurrar carros que passavam em frente do Teatro Polytheama e os carros passaram a engatar a marcha-ré, simulando a atitude do herói e entrando na onda da brincadeira.

A Batalha de Sabres de Luz é uma encenação baseada nas batalhas travadas nos filmes da série Star Wars (Guerra nas Estrelas) de George Lucas, onde dois atores, vestidos dos personagens dos filmes (Jedi, Padawan, Sith, Droid, etc) se utilizam de sabres de luz para simular as batalhas dos personagens.

Entre os momentos mais destacados está a interação do público no sábado a noite (Cosplayer: “Que a força esteja convosco”; público: “Ela está no meio de nós”) ou no sábado a tarde, quando os atores ganharam uma torcida organizada de crianças que passavam pelo evento acompanhados dos pais que passando pelo Centro das Artes foram surpreendidos pelo Jund Comics.

O evento foi um grande sucesso e marcou a Virada Cultural 2011. Os participantes já pedem à prefeitura da cidade que repita o evento no próximo ano e continue a fazer com que os entusiastas dessa cultura levem até o jundiaiense uma experiência que relembre tudo o que aprenderam com seus super-heróis favoritos durante a sua infância.

Confira abaixo uma galeria de fotos com alguns dos momento do evento:

REVIEW: Super Friends Spirits 2010 – dia 18

Sem dúvida alguma, a principal atração do dia 18 do Anime Friends 2010 foi mais uma vez o show de encerramento com os artistas internacionais, o Super Friends Spirits 2010. E, do mesmo jeito dos anos anteriores, a falta de informação sobre quem iria se apresentar se repetiu entre os visitantes.

Mesmo com o atraso de divulgação em seus veículos oficiais, a imprensa especializada em cultura pop japonesa e as redes sociais passaram a divulgar largamente o show e as artistas, mas a maioria de fãs presentes não fazia a mínima idéia que quem subiria no palco para encerrar o evento, apenas esperavam ver os hits mais famosos do mundo dos anime e mangás interpretados no gigante palco que a Yamato montou.

O fato é: apesar de numerosos, os fãs de animação tem um conhecimento muito ralo sobre os cantores de animesog’s, não procuram extender-se nesse universo, mas cobram a interpretação de Chala Head Chala no fim do evento.

Felizmente, a Yamato Corp percebeu isso após o fiasco do Super Friends Spirits de 2009 e montou um show que agradou gregos e troianos.

Batizado em homenagem aos grandes festivais japoneses de animesong’s (o Super Hero Spirits e Animelo) o Super Friends Spirits foi realizado também nos dois fins de semana (confira o review do dia 11 aqui) sendo que o dia 18 foi estritamente feminino, trazendo as cantoras Chihiro Yonekura, Misato Aki, Minami Kuribayashi e a dupla Piyo Rabbie.

• PIYO RABBIE
Famosa na região de Akihabara, a dupla PIYO RABBIE é formada por Sunao Yoshikawa e Namihe Usagino, integrantes do grupo Dear Stage. Seu single recentemente lançado conquistou 15º lugar na venda diária do Oricon (ranking dos discos mais vendidos no Japão) e o 1º lugar no ranking semanal de venda do mesmo. Atualmente a dupla realiza o chamado de “Ota-gei” (algo como “Arte de Otaku”), que são performances diferenciadas visando o entretenimento do público. Pela sua originalidade, a dupla é constantemente chamada para lecionar este tipo de performance também. No palco do Cofesta in Brasil, o PIYO RABBIE vem trazer um pouco de Akihabara para os brasileiros!

A "Arte Otaku" no Anime Friends 2010!

• MINAMI KURIBAYASHI
Nascida em Shizuoka, no dia 11 de Junho de 1976. Dubladora, ficou conhecida pela voz de Suzumiya Haruka, do anime Kimi ga Nozomu Eien, ainda inédito no Brasil. Além da dublagem, Minami Kuribayashi também atua como cantora, participando, inclusive, de grupos com outras famosas cantoras. Tem mais de 20 singles lançados e 5 álbuns e foi com a música de abertura Tsubasa wa ~Pleasure Line~, do anime Chrono Crusade que a fez famosa. Neste ano, se prepara para visitar o Brasil pela primeira vez, convidada pelo Anime Friends, e tocar seus principais sucessos no Palco Principal!

Pela primeira vez no Brasil, a cantora promete emocionar o público.

• MISATO AKI
Também uma cantora de j-pop, a cantora ficou conhecida internacionalmente graças as músicas ”Kimi ga Sora datta” encerramento do anime Mai Hime, que também é o nome do primeiro CD profissional da cantora, lançado em 2004  e “Scarlet Bomb!” abertura do anime Neddless. Já esteve no Brasil em 2008, quando se apresentou modestamente junto com os integrantes do JAM Project.

Aki Misato terá uma participação mais privilegiada dessa vez.

• CHIHIRO YONEKURA
Após inúmeras tentativas fracassadas de gravar um CD mandando suas músicas para grandes gravadoras japonesas quando ainda estava na universidade, Chihiro Yonekura teve sua grande oportunidade de estreiar na indústria fonográfica nipônica quando foi convidada a cantar a abertura de Mobile Suit Gundam: The 08th MS Team, “Arashi no Nakade Kagayaite”. A partir daí, seus principais trabalhos sempre foram destinados aos animesong’s. Um dos destaques é o seu album de covers, onde ela interpretou Zankoku na Tenshi na Teeze.

Chihiro brilha a cada novo trabalho envolvendo animesong's.

O show teve aproximadamente uma hora e meia de duração e contou com o seguinte set-list:

01 – Piyo Rabbie: Chala Head Chala
02 – Chihiro Yonekura: Will
03 – Misato Aki: Blood Queen
04 – Minami Kuribayashi: Precious Memories

MC

05 – Piyo Rabbie: Go
06 – Piyo Rabbie: Houki Boshi
07 – Misato Aki: Kimi ga Sora Datta
08 – Misato Aki: Here I am
09 – Chihiro Yonekura: Yakusoku no Basho e
10 – Chihiro Yonekura: Eien no Tobira
11 – Minami Kuribayashi: Yell!
12 – Minami Kuribayashi: Dream Wing

ENCORE
13 – Piyo Rabbie: Pegasus Fantasy
14 – Minami Kuribayashi: Tsubasa Wa ~Pleasure Line~
15 – Misato Aki: Shoujo Meiro de Tsukamaete
16 – Chihiro Yonekura: Arashi no Naka de Kagayaite

MC – ENCERRAMENTO

OS DOIS LADOS DA MOEDA

Há duas exigências básicas facilmente notada dos fãs que vão ao Anime Friends esperando um grande show com artistas internacionais: as dos fãs de animesongs e a dos fãs de animesogers.

De um lado, há uma gama de fãs de animesong’s que esperam religiosamente que as mesmas músicas do ano passado sejam interpretadas novamente. Esses fãs não se importam com quem está no palco, apenas desejam que seus temas favoritos sejam interpretados num mega palco e que as enormes caixas de som ressoem bem alto o nome de seu herói favorito. Muitas vezes esses fãs nem sabem quem é o cantor em questão, não conhecem sua carreira e dificilmente reconheceriam o cantor original de um cover.

Do outro lado, há uma parcela de fãs em menor número que é apaixoada por diversos segmentos da cultura japonesa e aos poucos foram conhecendo e se tornando fãs dos animesongers, os interpretes dos temas dos animes. Nesse grupo, muitas vezes acontece o reverso: talvéz o anime não seja de seu conhecimento, mas o cantor e a música eles conhecem, sabem cantar de cor e ainda esperam uma canção mais inovadora.

Esses dois grupos não são únicos ou mesmo absolutos. Numa “tribo” urbana tão rica e variada como são os otakus, variações ão faltam, do mesmo jeito, um ser tão diverso como é o ser humano, torna-se impossível limitar um jovem otaku a esses dois lados formulados acima. Por outro lado, essas classificações durkheinianas servem como um guia para se entender o que aconteceu no Super Friends Spirits 2010.

Aki Misato já havia passado pelo Brasil em 2008, mas neste ano sua apresentação superou as expectativas .

UMA SURPRESA

Pois bem, quase todas as atrações do evento já se encerraram e os fãs querem voltar para casa com a máxima experiência do evento: o Super Friends Spirits. Todos no palco para contempla-la.

No dia 18, dia mais lotado do evento (veja review aqui) área para os fãs assistirem o show estava bem mais vazia que nos anos anteriores, visualmente avaliando, podia-se dizer que capacidade total estava pela metade. E não é para menos, após as mancadas dos aos anteriores que contam com um show em playback do JAM Project (a maior banda de animesong’s da história) em 2008 e um fiasco de show em 2009, que além de curto trouxe cantores muito restritos em suas performances, muitos visitantes do Anime Friends começaram a tirar o crédito da grande atração do evento.

Após a banda Wasabi abrir o show com Zakoku na Tenshi no Teeze, subiu ao palco as primeiras atrações da noite, que para espanto geral não estava anunciada como parte integrante do Super Friends Spirits, a dupla Piyo Rabbie.

Anunciada como um show a parte, a dupla de covers começou com Chala Head Chala, tema de abertura de Dragon Ball Z. Muita gente se perguntava se o Super Friends Spirits realmente havia começado, já que se esperava, por mais tarde que fosse o show, que a dupla de Akihabara se apresentasse antes do show principal.

Com a entrada de Chihiro Yonekura cantando Will logo após a saída das Piyo Rabbie, tudo se confirmou: as dupla cover integraria o último show junto das outras três cantoras.

A dupla Piyo Rabbie agitou a noite!

PARA HOMEM NENHUM POR DEFEITO

Não só Chihiro Yonekura, mas Minami Kuribayashi, Misato Aki e as próprias Piyo Rabbie derão um show de simpatia e bom humor. Apesar de a grande maioria dos fãs presentes não conhecerem metade das músicas, o carisma das cantoras japonesas fizeram toda a diferença no show, estimulando a todos ficarem para contemplar sua performance.

Alegria é a palavra que mais caracteriza o show do dia 18. As cantoras pareciam não acreditar no que viam: milhares de pessoas se divertindo com suas músicas, seguindo suas coreografias e respondendo a todos os acenos, agrados e sorrisos que as cantoras transmitiam ao público.

Quando Misato Aki cantou Blood Queen, uma da músicas mais agitadas do show, a cantora parecia não acreditar que do outro lado do mundo haviam tantas pessoas que poderiam estar num show dela.

A felicidade de Chihiro Yonekura era tão grande que podia ser sentida do Japão!

OS OVOS DE OURO DA YAMATO

Mas o destaque geral foi das Piyo Rabbie. “Se é para ver cover, prefiro ver cover brasileiros” poderiam ter reclamado os fãs mais puristas, mas não teve quem não se divertiu com as performances da dupla de Akihabara, afinal, show de animesongs sem músicas de Hironobu Kageyama ou Nobuo Yamada não é show de animesong (pelo menos no Brasil).

Yonekura, Aki e Kuribayshi agradaram seus fãs no Brasil, trouxeram inovação e qualidade ao Super Friends Spirits, mas foram as Piyo Rabbie que fizeram do show um verdadeiro sucesso.

Se não fossem elas, mais da metade dos fãs que assisitiam ao show teriam desistido logo na metade, mas a esperança em ouvir algum hit mais atual motivou a maioria dos fãs que não conheciam as outras três cantoras a ficar na área do show.

Uma das coisas mais interessantes da performance das duas foi o “efeito Pegasus Fantasy“. Quando a dupla entrou no palco para interpretar a abertura d’Os Cavaleiros do Zodíaco, a área do show encheu. Não haviam mais espaços vazios, nem buracos para mochilas. Todos se aproximaram o máximo possível do palco para ouvir o maior hit japonês já vivido em terras brasileiras.

Com o sucesso das Piyo Rabbie no Super Friends Spirits 2010, a Yamato finalmente conseguiu seus ovos de ouro. Sempre que quiser inovar e trazer artistas mais desconhecidos do grande público, como foi nessa edição do evento, basta encaixar as Piyo Rabbie e agradar fãs de animesongs e fãs de animesongers.

E com o contrato do Yamato Corp com o Avez Group (gravadora japonesa das Piyo Rabbie), as apresentações de seus cantores no Brasil serão muito mais frequentes, e com o sucesso das Piyo Rabbie no CoFesta e no Anime Friends, elas estarão sempre no topo de prioridades. Não duvido que elas tenham mais fãs no Brasil que o Japão daqui a alguns anos.

Pegasus Fantasy foi o ponto alto do show!

E O ENCERRAMENTO?

Pegasus Fantasy foi a última música das Piyo Rabbie. A música ainda conseguiu prender muitos fãs para ouvir Minami Kuribayashi cantando Tsubasa Wa ~Pleasure Line~, tema de abertura de Chrono Crusade, anime de relativo sucesso no Brasil graças ao mangá publicado por essas bandas pela Editora Panini.

Minami Kuribayashi trouxe Tsuabasa Wa ~Pleasure Line~ para o palco principal.

O encerramento ainda teve Misato Aki cantando Shoujo Meiro de Tsukamaete e Chihiro Yonekura cantando Arashi no Naka de Kagayaite.
Infelizmente, a organização do evento cometeu um grave erro nesse encerramento. Como é de praxe, todos os anos o evento só acaba após todos os cantores do Super Friends Spirits se unirem ao palco para cantar um super hit juntos. Mas não foi o que aconteceu nesse ano.

Apesar do coro pedindo “Evangelion” (no caso, pedindo para que elas voltassem e juntas cantassem Zankoku Na Tenshi no Teeze), a música não aconteceu. Ao invéz disso, a mestre de cerimônias do evento se despediu de todos e de última hora (quando todos já estavam de costas para o palco) chamou todo mundo de volta para um último bate-papo com as cantoras (MC). Uma tremenda falta de respeito com o público ou, no mínimo, uma grande falta de organização do evento.

Apesar do bate-papo refletir o mesmo carisma e carinho das cantoras para com o público, este não recompensou os fãs com a música tão aguardada.

Esse encerramento fez com que a Yamato perdesse a oportunidade de “fechar o show com chave de ouro” e perdesse mais uma oportunidade de atrair mais fãs para a atração que fez do evento o sucesso que ele é hoje.

O último "tchau" do Super Friends Spirits mais feminino da história!

Em si, o show foi muito bom, agradou a gregos e a troianos, aqueles que apenas queriam ouvir seus temas favoritos e aqueles que esperavam novidades, ficou com um ar de que faltou algo. Algo que pode facilmente ser preenchido no ano que vem se o Super Friends Spirits resgatar um pouco de sua essência para ser realizado. Algo simples, fácil e que agrada.

*Fotos por NNNery

VÍDEOS

Confira a seguir vários vídeos do Youtube que trazem videos capturados por camera caseiras por fãs. O áudio e o video não estão lá grande coisa, mas dá para sentir um pouco do gostinho do show.
Piyo Rabbie – Chala Head Chala

Piyo Rabbie – Go!!!

Piyo Rabbie – Houki Boshi

Piyo Rabbie – Pegasus Fantasy

Chihiro Yonekura – Will

Chihiro Yonekura – Arashi no Naka de Kagayaite

Chihiro Yonekura – Eien no Tobira

Minami Kuribayashi – Precious Memories

Minami Kuribayashi – Tsubasa wa ~Pleasure Line~

Misato Aki – Kimi ga Sora datta

Aki Misato – Shoujo Meiro de Tsukamaete

Aki Misato – BLOOD QUEEN

REVIEW: Anime Friends 2010 – dia 18

Local: Rua Chico Pontes, 1500, Vila Guilherme, São Paulo – SP
Quando: Dias 09, 10, 11, 15, 16, 17 e 18 de julho.
Preços: Entrada entre R$15,00 e R$25,00 por dia.

Evento que é bom merece bis, por isso desde 2007 o Anime Friends é realizado em São Paulo durante dois fins de semana, sendo o maior evento de cultura pop japonesa das Américas.

E  não é a toa que o evento atingiu tamanha grandiosidade. Desde a sua primeira edição, o evento se destacou por trazer ao Brasil atrações internacionais, em sua maioria intérpretes dos temas de abertura e encerramento das animações japonesas.

Esses artistas sempre se apresentaram no últmo dia do evento, sendo este show a atração de encerramento do evento.

Assim, o último dia do evento ficou conhecido como o “mais lotado” já ue todos queriam ir ao Anime Friends ver seus ídolos cantando no palco principal do evento.

Logo na gigantesca fila de entrada era possível encontrar cosplayers de qualidade.

Com a ampliação do evento para sete dias e com shows internacionais nos dois fins de semana, esperava-se uma maior distribuição do publico entre os diversos dias do evento.

Mas em 2010 se repetiu o mesmo efeito dos anos anteriores: o último dia do evento continuou sendo aquele que mais recebe público e que todo ano bate um novo recorde para o evento.

Felizmente, diferente do ano anterior, a Yamato preparou uma estrutura muito maior para a realização do Anime Friends 2010, fazendo do dia 18 de julho um dia memorável até para os fãs mais exigentes que tentaram driblar o último dia do evento.

Assim como no dia 11 (veja o review aqui) toda a organização e o material de apoio serviram para que o visitante tirassem o melhor proveito de todas as atrações do evento.

Diferente de 2009, não haviam pessoas disputando cada espaço do evento, seja para locomover, seja para poder descansar. Isso porque a área destinada ao evento foi ampliada, utilizando mais galpões do Mart Center.

Com a ampliação da área do evento, até robôs gigantes puderam se locomover sem problemas.

Até os corredores dos estandes de produtos tiveram uma área maior, facilitando a compra e venda. As poucas excessões foram os estandes de maior popularidade, como o da loja de quadrinhos Comix, o da loja de miniaturas Shinozaki e da toda poderosa Nintendo, que assim como o CoFesta 2010 marcou presença no evento distribuindo brindes e apresentando seus consoles.

As três áreas temáticas do evento (Comic Fair, Asia Fest e SP Game Show) trouxeram atividades durante todo o dia, como estandes, mostra de games, comidas típicas, workshops, entrevistas, apresentações de danças, etc… Espera-se que essas áreas continuem nos proximos anos, já que elas não facilitaram o acesso as atrações, mas também possibilitaram que os fãs tirassem maior proveito do que mais gosta do evento.

As salas temáticas estiveram em seu auge, com campeonatos, exibição de filmes, mostra de raridades, cosplayers e atividades diversas.

O grupo de Bleach fez sucesso dentro e fora das salas temáticas.

A área de alimentação muito bem localizada, possibilitou que os fãs mais cansados pudessem recuperar suas energias após o show de encerramento, ja que as barraquinhas com lanches, refrigerantes e Mupy foram as últimas a encerrar suas atividades.

O único ponto fraco desse Anime Friends, não só no dia 18, mas durante os sete dias de evento, foi a falta de bebedouros, o que obrigava os fãs a comprarem garrafas de água para se hidratar.

Há uma certa magia em participar do Anime Friends o último dia. Dá gosto ver tantas pessoas fãs de animes, mangás e j-music.

A quantidade de cosplayers perambulando pelo evento também é bem grande, o que favorece que o fã possa encontrar e tirar uma foto junto de seu personagem favorito. Destaque para as fantasias de Saint Seiya The Lost Canvas, que além de numerosos, esbanjaram qualidade em suas vestimentas.

Até o tempo quis ajudar. Apesar do frio ter sido crescente a capital paulista durante todo a semana do segundo fim de semana, até o Sol resolveu prestigiar o Anime Friends, oferecendo a todos um clima sem chuvas e em temperatura agadável.

Alone de "Saint Seiya The Lost Canvas" foi um dos muitos cosplayers do anime.

O Anime Friends 2010 foi um marco na história do evento e mereceu o título de “Special Edition” junto de seu logotipo. Com organização e ampliação da área escolhida, ousadia ao implantar as áreas temáticas e qualidade em todas as suas atrações, o evento conquistou todos os navegantes de primeira viagem e também aos velhos lobos do mar que pela primeira vez puderam ver o potencial do Anime Friends sendo explorado do início ao fim do evento.

ENTREVISTA: Kate Kelly, a dubladora da Karin.

No último mês de maio, a dubladora Kate Kelly me concedeu uma entrevista. Dona de uma voz cativante que só é superada por sua simpatia e carisma para com seus fãs, Kate Kelly ficou conhecida no mundo dos animes quando emprestou sua voz para a temperamental Karin, a irmã de Ichigo Kurosaki de Bleach, mas a jovem dubladora já conta com um bom portfólio de personagens.

Entre seus diversos trabalhos, estão Ellyon do desenho Witch, Hortelanzinha, do desenho Moraguinho, Cloé, no seriado Profiller, Ella em Camp Rock da Disney, Mercedez na série Glee e Dakota Fanning o filme Grande Menina, Pequena Mulher.

Além de dubladora, Kate também é atriz, e durante a entrevista, nos contou um pouco de seus trabalhos e carreira.

DJ = Davi Jr.
KK = Kate Kelly

DJ Como você iniciou sua carreira de dublagem?

KK – Sempre fui falante e interessada em filmes, viciada em cinema. Com 6 anos minha mãe começou a me levar em agencias. Mas ficar o dia todo em pé para fazer teste me matava de tédio. Como aprendi a falar com 11 meses de idade, com 6 anos eu era praticamente especialista. Então, minha mãe me levou para conhecer um estúdio de dublagem. Nesse estúdio conheci Gilmara Sanches que me amadrinhou na dublagem.

DJ O que te serviu de inspiração para iniciar na carreira de dublagem?

KK – Filmes… Eu sempre via os filmes 10 vezes… SEGUIDAS, até decorar as falas. Então minha mãe resolveu usar esse meu talento pra alguma coisa (risos)

DJ Conte-nos sobre alguns de seus trabalhos anteriores na dublagem.

KK – Anteriores á dublagem? Não tive… já que com 6 anos entrei para dublagem e aqui estou até hoje. Na dublagem, antes de Bleach, meu maior trabalho é a Atriz Dakotta Fanning, da qual me orgulho muito de interpretar.

Meu primeiro personagem grande foi Cloé da serie Profiller na Rede Bandeirantes.

DJ Você também é atriz, conte-nos sobre seus principais trabalhos no teatro e/ou na TV.

KK – Sim sou atriz, pois para ser dublador é necessário primeiro ser ator/ atriz.

Atuei na peça “Nós”, com direção de Paulo Marcos (grupo TAPA) em 2007, vereda da salvação, de Jorge Andrade, com direção de Guilherme Sant’anna (grupo TAPA) em 2008. Na peça Sonho de uma Noite de verão, de William Shakespeare, com direção de Simoni Bôer (grupo Tapa) em 2009. Todas as peças com a mesma companhia, da qual ainda faço parte, chamada “GRUPO FATTO”.

DJ Qual foi seu principal trabalho na dublagem?

KK – Depende muito. Me marcou muito fazer a Dakota Fanning em grande menina pequena mulher. Mas atualmente o que está repercutindo muito é a série Glee, onde faço a Mercedez.

DJ Qual personagem/atriz você mais gostou de dublar?

KK – Dakota Fanning com certeza.

DJ Há algum personagem/atriz que você considerou mais difícil de dublar?

KK – Todos são um grande desafio. A própria Dakota foi desafiadora.

DJ Você já fez algum trabalho diferente, algo inusitado para um ator/dublador?

KK – Cada gravação é uma surpresa. Fazer Bibi, a bruxinha, que é em alemão foi bem diferente pra mim.

DJ Como foi dublar a Karin, do anime Bleach?

KK – Quando fiz o teste tive certeza que pegaria o papel. Pois ela sou eu versão anime. BRAVAAA! (risos)

DJ Como foi dublar a Ellyon do desenho animado Witch?

KK – Maravilhoso, porque também que identificava muito com ela, Meiga, Animada, mas mexe com ela pra ver no que dá.

DJ Você já conhecia Bleach e/ou Witch quando foi fazer o trabalho?

KK – Nunca tinha ouvido falar em Bleach. Wicht eu conhecia sim.

DJ Há algum personagem/atriz que você teria vontade de dublar?

KK – Gostaria de estar fazendo a Jane na saga crepúsculo. Mas….*

*NT: durante a escalação dos dubladores de Lua Nova, foi realizada uma campanha em diversas redes sociais para que Kate Kelly dublasse a personagem Jane, mas a escolha foi Tatiane Keplmair, a dubladora de Hannah Montana e da Yuzuriha, do anime Saint Seiya The Lost Canvas.

DJ Que conselho você pode dar para quem quer ingressar na carreira de dublagem?

KK – PACIÊNCIA E ÉTICA profissional são os maiores segredos de um grande dublador.

DJ Kate, tanto pela sua simpatia, quanto por estar sempre eu contato com seus fãs, você tem conseguido bastante popularidade entre os admiradores de dublagem. Gostaria de deixar uma mensagem para seus fãs?

KK – Gente, sem adoradores os adorados não são nada. Ou seja, eu não seria nada se não fossem vocês. Por favor, continuem votando em mim sempre que tiverem enquetes, ME INDIQUEM pro Oscar esse ano, estejam lá na premiação, faço questão de falar com todos vocês porque eu ADORO uma bagunça! Obrigada mesmo de coração pelo carinho.

OS fãs podem entrar em contato com a dubaldora através de:

Blog: www.katekelly.blogger.com.br
Email: dubladorakatekelly@hotmail.com
Twitter: @katekellydubla