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o blog do Davi Jr.

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RESENHA: Batman e Superman: Apocalipse (Warner Premier)

Descobrir quem é você e os porquês de sua existência é uma questão filosófica que rompe as barreiras acadêmicas e se faz realidade em diversos pontos da vida do ser humano, sendo a adolescência a principal delas. Em Batman e Superman: Apocalipse, é a vez de se descobrir quem e porque ser um herói.

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Não é a toa que Batman, Superman e Mulher Maravilha são os símbolos máximos do tripé que sustenta o universo da cultura dos super-heróis. Enquanto o Homem de Aço e o Homem Morcego se contrapõe com os ideais de razão e emoção que sempre moveu as artes e a literatura, é a crença da princesa de Themyscera que encontra o ponto ideal a disputa de gêneros.

A união dos três heróis, em aborgens bem inteligentes, não poderia formar um filme melhor que Batman e Superman: Apocalipse que apenas peca em seu título: além de cortar a Mulher-Maravilha, ponto-cahve da trama, o título não reflete em nada o seu enredo: o nascimento da Supergirl.

Caída junto de um meteóro em Gothan logo após o impeachmente de Lex Luthor, Kara Zor-El rapidamente aprende a lingua terrestre e passa a ser apresentada a Terra quando Superman descobre que, assim como ele, sua prima foi salva da explosão de Kripton.

Apesar do título, Kara, a Supergirl, é a protagonista do filme.

Apesar do título, Kara, a Supergirl, é a protagonista do filme.

Se a garota logo adota a vida de uma adolescente comum fazendo compras com Clark Kent, Batman não crê que ignorar os poderes de Kara (que potencialmente, segundo o Morcegão, pode superar os de Superman) seja a melhor escolha, o que o faz convocar a Mulher-Maravilha como tutora da garota.

Enquanto decidem o futuro de Kara, que se sente incomodada com a falta de liberdade que ela tem com a decisão de seu destino, Darkseid, o vilão máximo da DC Comics envia um exército de clones do vilão Apokalipse (aquele que matou o Superman, leia a resenha clicando aqui) como isca para raptar a garota kriptoniana.

Com uma animação fluída e original que usa como base os traços do seriado da Liga da Justiça, mas foge do senso comum, se aproximando muito mais do traço de animes, o filme explora muito bem todos os cenários criados, além de dar o peso necessário ao trabalho de cada herói.

Juntar a tríade dos maiores heróis de todos os tempos é sempre sucesso garantido!

Juntar a tríade dos maiores heróis de todos os tempos é sempre sucesso garantido!

A maneira como Kara conhece o mundo dos heróis e o seu medo de se tornar uma “campeã”, como ela chama o primo, faz da essência do filme uma profunda reflexão de como ´o conflito de gerações e como os erros de ambas as partes sempre levam o ser para o melhor caminho quando estes se livram de propósitos egoístas e deixam que o melhor que há em cada um desperte no tempo certo.

8º Jund Comics reuniu mais de 300 fãs de cultura pop em Jundiaí-SP!

Foi realizado nos dias 23 e 24 de novembro no Museu Histórico e Cultural de Jundiaí – Solar do Barão a oitava edição do Jund Comics. Completamente gratuito, o evento já se consolidou na cidade como referência nas atividades de cultura pop, gerando diversos sub-eventos durante o ano, sendo o principal deles a Parada Cosplay, que teve 6 edições realizadas apenas em 2013, presente nos principais festivais da cidade, sempre atraindo cosplayers e fãs de toda a região, além de Campinas e São Paulo.

Com fim educativo, o evento ainda trouxe palestras de ilustradores, concurso cosplay, a peça Problemas na Torre da Liga coma Cia. de Teatro Techniatto, campeonatos de card games, concurso cultural de desenhos, campeonatos de games, entre outras atividades.

Confira abaixo, pelas lentes do fotógrafo Sander Jr. como foi o evento:

Ilustração do cartaz do evento criada por Célio Luigi!

Ilustração do cartaz do evento criada por Célio Luigi!

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Parada Cosplay fez sucesso na Feira da Amizade 2013 em Jundiaí!

Realizada nos últimos dias 27, 28 e 29 de setembro e depois nos dias 04, 05 e 06 de outubro, a Feira da Amizade reuniu mais de 25 mil jundiaienses no Parque da Uva. Com áreas temáticas para crianças, jovens e adultos, amplo espaço gastronômico e muitas atrações musicais, o domingo ainda trouxe agradável surpresa aos visitantes: a Parada Cosplay.

Levando os heróis e vilões dos quadrinhos, cinema, TV, games, animes e mangás, a Parada Cosplay foi mais uma vez um grande sucesso, criando um ambiente cheio de alegria e nostalgia, além da eterna recordação do visitante estar frente a frente com seu super-herói favorito.

Abaixo as fotos que marcarão para sempre os sonhos de muitos adultos e crianças. Agradecimentos a David Ernando e Roger Willian.

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Parada Cosplay foi destaque durante a 30ª Festa da Uva de Jundiaí

Conhecer o processo de cultivo da viticultura, se encantar com as rainhas e princesas, degustar os mais variados vinhos e sucos Uva, escutar e cantas junto com as bandas mais queridas da cidade, relembrar a história e a cultura de uma cidade que cresceu  graças a dedicação de imigrantes que descobriram que em Jundiaí tudo dá certo. A 30ª Edição da Festa da Uva trouxe um ar muito  mais familiar e muito mais característico da cidade, trazendo ainda uma das atrações que vem sendo destaque a cada evento que passa: a Parada Cosplay!

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Cosplay (união das palavras inglesas costume=fantasia e play=divertir) é a atividade que reúne fãs que se vestem de seus personagens. Organizada pela mesma que realizou o mesmo evento realizado dentro da Virada Cultural Paulista, A Parada Cosplay trouxe a Jundiaí mais uma vez a magia dos mais famosos personagens de animes, mangás, histórias em quadrinhos, video-games e cinema, dessa vez, atraindo um número recorde de participantes: “Desde a primeira edição o número de participantes só cresceu, atraindo, inclusive gente de fora da cidade”, disse o cartunista Ede Galileu, organizador do evento. Rafael Sanches, que vestiu o cosplay de Robin junto com seu amigo Leandro, que estava de Batman, foi um deles: “Quando fiquei sabendo, não pensei duas vezes e sai de São Paulo para participar, até minha família quis vir junto, meus pais vieram por causa da ‘Parada’ e acabaram curtindo toda a festa”, disse Rafael.

Reunidos na maior festa da cidade, cerca de 50 atores desfilaram suas fantasias encantando crianças e emocionando os adultos:”Mais cedo ouvi: ‘deixa eu tirar uma foto com você, você é meu herói de infância’ de um senhor de mais de 50 anos”, disse o publicitário Davi Jr. que estava com o cosplay de Homem-Aranha. A atriz e diretora da Cia de Teatro Techniatto, vestida de Chapéuzinho Vermelho, se emocionou no evento: “Fico muito feliz em saber que posso incentivar as crianças a continuarem sonhando”.

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A Parada Cosplay reuniu mais de 50 cosplayers!

Com início previsto para o meio-dia, logo às 11 horas já era possível ver fãs se aglomerando em diversos partes do parque com seus cosplays. Entre eles, figuravam diversos personagens de animes e mangás de sucesso, como Os Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball Z, Sailor Moon, Digimon, Naruto, Bleach, One Piece, FullMetal Alchemist, Inuyasha, Reborn, Zatch Bell e Death Note. “Fiquei muito feliz quando uma menina de menos de 5 anos reconheceu meu personagem, isso mostra que os pais passam aquilo que gostam para seus filhos”, disse Thiago Junio, cosplayer de Zoro, o caçador de recompensas do anime One Piece. Ainda do lado oriental, os personagens dos games Super Mário Bros e Final Fantasy fizeram a festa, com direito até a serem convidados a subirem no coral onde uma banda se apresentava.

Do lado ocidental, foram os personagens mais famosos do cinema e das histórias em quadrinhos que fizeram a alegria dos visitantes do Parque da Uva. Willy Wonka, Chapeuzinho Vermelho, Jack Sparow, Harry Potter, Alice no País das Maravilhas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Lara Croft, Wolverine, Homem-Aranha e o destaque total, Batman e Robin,  posaram para fotos, perseguiram seus vilões, carregaram as crianças e se divertiram em cada ponto da Festa da Uva, dançando as danças típicas italianas, experimentando suco de Uva e amassando uvas para a preparação dos vinhos.

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Todos que estiveram presentes na Festa da Uva puderam tirar foto com seu heroi favorito!

Marcante para a Festa da Uva, encantador para aqueles que encontraram e tiraram foto com seus heróis de infância e inesquecível para os fãs que puderam se vestir de seus personagens favoritos, a Parada Cosplay se tornou para sempre uma das mais fantásticas queridas atrações da maior festa da cidade, revivendo fantasias e despertando as lembranças que os maiores heróis da Terra deixam para sempre em todos aqueles que já sonharam em ser um grande herói!

O evento ganhou, inclusive, repercussão fora da região de Jundiaí, sendo matéria do Jornal Gazeta Vip (clique aqui para conferir a matéria de Henrique Sanches). Confira abaixo a galeria de fotos do evento. Obrigado a todos os fotógrafos que contribuíram com essa coleção de sonhos!

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RESENHA: Superman e Batman – Inimigos Públicos (Warner Premier)

Os maiores heróis de toda história não tem descanso em tempo algum. Entre embolos da editora para recriar passados, histórias no presente escritas por várias linhas de pensamento e diversos futuros alternativos, Bruce Wayne e Clark Kent já passaram por tudo. Em Superman e Batman – Inimigos Públicos, ambos são postos fora da lei por ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos.

É dificil dizer qual é o mais famoso e mais querido herói do mundo. Mas uma coisa é certa, mesmo com o gigantesco apelo dos heróis japoneses e o sucesso estrondoso nos cinemas dos personagens da Marvel Comics, não há páreo mais difícil de se enfrentar que a dobradinha Superman e Batman.

Criados em épocas próximas e com histórias sempre desenvolvidas para apanhar leitores de todos os pontos de vista, os heróis se tornaram ícones da cultura pop e referência em grandes produções. Enquanto Superman é a referência em qualidade de filmes de herói do século XX e o heróis da esperança e da luz, Batman é o maior ícone em qualidade de produção dos filmes da nova era do cinema, criando histórias sombrias, reais e próximas da realidade.

Juntar os dois em um único filme animado parece a fórmula perfeita para um grande sucesso de produção e não foi diferente. Adaptando o arco The World’s Finest das histórias em quadrinhas, a Warner Premiere du origem há um filme com um traço muito próximo das produções pra TV dos heróis, aproximando o público jovem e ao mesmo tempo trazendo muita originalidade na animação, o que reuniu os fãs mais maduros para o filme.

Heróis ou vilões? O que pensar quando os maiores heróis da Terra se tornam foras-da-lei?

Na história, após um ardiloso plano, Lex Luthor consegue se tornar presidente dos Estados Unidos e fazer com que alguns heróis se aliem a ele numa espécie de “Liga da Justiça” governamental, entre eles o Capitão Átomo, o Homem-Gavião, a Estelar e o Capitão Marvel (o que por si só já é uma tremenda união de personagens para uma série de pancadarias com o Superman).

E é claro que o maior vilão do Superman não perderia tempo para s aproveitar do poder recém adquirido para jogar toda a população e os seus heróis particulares pra cima dos heróis para desviar os olhares mais atentos para mais um de seus planos megalomaníacos de conquista da Terra que todo bom vilão deve desejar.

Mesmo com um enredo simples e a pouca partipação da população da qual Batman e Superman deveriam ser inimigos, os embates, os diálogos e as situações as quais os personagens são envolvidos tornam a produção algo muito interessante durante todo o seu tempo de duração, que facilmente poderia ter sido extendido.

A heroína Poderosa foi o destaque do filme!

Destaque total para a participação da heroína Poderosa (Power Girl, no original) o primeiro protótipo de de SuperGirl que a DC criou e readaptou para uma nova origem e uma nova personagem em suas muitas crises de terras. Confiando no seu histórico com Superman e na inteligência de Batman, a heroína troca de lado e se une aos foras-da-lei para tentar entender, junto com o espectador, as verdadeiras intenções de Luthor.

Com um final de tirar o fôlego com uma performance martirizadora de Batman, o filme animado se torna um clássico a medida que é assistido e mais uma obra-prima da Warner Premiere a medida que é admirado por novos e antigos fãs dos maiores super-heróis da Terra.

Lex Luthor em sua armadura estilo MegaMan.

RESENHA: Liga da Justiça – A Legião do Mal (Warner Premier)

E se a maior fraqueza do maior grupo de super-heróis da Terra fosse mostrado e utilizado contra eles? E se o único que pudesse dissolver a maior equipe de todas fosse um de seus mais queridos integrantes? Em Liga da Jusiça – A Legião do Mal, os heróis são expostos e sua inteligência corrompida.

Sucessos de crítica (nem sempre) e vendas, os filmes de super-heróis viraram uma verdadeira categoria no cinema, responsável por muitas das maiores arrecadações em bilheteria da história. Entre a produção de um filme e outro, a saída dos estúdios é produzir produtos mais baratos e facilmente comercializáveis, como filmes animados para home-video.

Em 2012, a Warner trouxe para os lares mais fanáticos por heróis coloridos sua terceira produção animada da Liga da Justiça. Herdando uma longa lista de boas produções do estúdio, que se especializou em mesclar a qualidade das historias em quadrinhos e os recursos dos desenhos animados, a produção mais uma vez foi um sucesso.

Baseada num arco escrito por Mark Waid chamado A Torre de Babel, Liga da Justiça – Legião do Mal mostra o que aconteceria com a Liga da Justiça se os seus representantes mais poderosos fossem vencidos com um minucioso plano da Legião do Mal, um grupo de super-vilões encabeçado por Vandal Savage.

A participação de Cyborg foi essencial para o desenrolar da trama.

Produzindo balas de kriptonita para matar o Superman, destruindo a vontade do Lanterna Verde Hall Jordan, impedindo Flash de desacelerar, fazendo a Mulher Maravilha lutar com outros membros por meio de alucinógenos e colocando fogo no Caçador de Marte (mais conhecido por AjaxJohn J’ons ou o Marciano no Brasil), Savage se vê no topo do mundo, tendo que lidar apenas com os heróis de menor poder para poder conquistar o mundo.

Com surpresas e vários tempos sendo contados ao mesmo tempo, o espectador descobre que todas as soluções que num primeiro momento parecem simples mas que aos poucos se mostram verdadeiras armadilhas muito bem articuladas para os heróis vieram de um documento roubado pela Liga do Mal da caverna do Batman.

Sim! Prevendo que algum dia alguma coisa pudesse sair do controle dentro da Liga da Justiça, Batman se adiantou e preparou diversas armadilhas para os heróis mais poderosos da equipe e agora se viu traído por si mesmo num ardiloso e trapaceiro plano dos inimigos.

Se aproveitando da proximidade com o lançamento de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, a Warner Premiere escolheu animar uma história que conta com a participação de Bane.

Com uma dublagem perfeita (tanto na versão americana quanto na brasileira, que se utilizou em sua maioria do elenco do desenho em série da Liga da Justiça), uma luta final sem tantas surpresas quanto a revelação de Batman e um diálogo final de cair o queixo, o filme se destaca pela boa participação do herói Cyborg (conhecido no Brasil pela sua participação em Jovens Titãs) no desenrolar do enredo.

Com uma história básica mas muito bem desenvolvida (melhor até mesmo que o filme d’A Morte de Superman) o filme é um item de coleção na vida de um fã e uma boa diversão numa tarde aleatória de um espectador comum.

A imagem da Liga da Justiça reunida sempre surpreende!

RESENHA: Batman – O Cavaleiros das Trevas Ressurge

Por mais de 70 anos, o herói de capa negra sobrevoou Gothan com muita astúcia, inteligência e equipamentos especiais por ele desenvolvido. Com a maior gama de vilões e de aliados que um personagem dos quadrinhos já teve, o alter-ego de Bruce Wayne continua apovoar a imaginação de milhões de pessoas ao redor de todo o mundo, com histórias que variam do cômico ao amedrontador, chegando ao seu máximo apogeu em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

O FINAL DE UMA ERA

Em 2005, quando Batman Begins chegou nas telonas pela primeira vez, o conceito de herói real permeou todas as produções hollywoodianas do segmento e fora dela, fazendo do Homem-Morcego como o melhor herói já representado nos cinemas. Mas foi em 2008, quando Batman – O Cavaleiro das Trevas apresentou o maior e mais caótico vilão que o cinema já teve (com o perdão de Darth Vader), que Christopher Nolan se sagrou como um dos maiores diretores de Hollywood do mundo da ficção, ao lado de Steven Spielberg, Peter Jackson e George Lucas.

Com o sucesso do Batman de Christian Bale e do Coringa de Heath Ledger, uma terceira produção do maior herói dos quadrinhos era certa. Após muitas (muitíssimas!) especulações de vilões, de roteiro, de atores e de mistérios, Christopher Nolan apresentou ao mundo uma proposta audaciosa e inóspita no mundo dos super-heróis no cinema: encerrar a história de Batman numa trilogia.

Se nos quadrinhos finalizar um herói é algo impensável, pois mesmo quando isso acontece ele acaba voltando uma hora ou outra, nos cinemas isso beira a loucura! Dirigir um filme de super-heróis, além de ser o sonho de muitos fãs, é um negócio milionário, que envolve muito dinheiro e dá ao diretor e a produção condições exageradamente grandes de se produzir um bom filme, assim quanto mais filmes, melhor para os fãs (que sempre querem mais histórias), melhor para o estúdio de produção (que sempre querem mais lucro) e melhor para os diretores (que sempre querem mais reconhecimento).

Christian Bale foi mais que um ator, foi o próprio Batman!

Felizmente, a ótica que Nolan tem do cinema é muito mais apurada que a da maioria dos excutivos de Hollywood, e ele parece saber que acima dos interesses de qualquer envolvido na produção, a razão de ser de um filme deve ser superior a razão ganânciosa de qualquer estúdio, e assim como em todas as suas produções, o terceiro filme da nova era de Batman fez mais do que por merecer, foi uma experiência extasiante para todos os expectadores e apreciadores de cinema.

SURGE BANE

Segundo o próprio diretor, uma trilogia de filmes dá aos realizadores um tempo interessante de criação: começo, meio e fim. A partir do quarto episódio o filme se torna uma série e a quantidade de pessoas mexendo na história começa a divergir e contradizer muito do que já foi feito (Harry Potter no cinema que o diga).

O diretor disse que só voltaria a fazer um novo filme caso encontrasse a temática ideal para encerrar sua história, e assim como Platão escrevia sobre o Mundo das Ideias, Nolan soube captar muito bem o pano de fundo para o tão aguardado Batman 3: a raiva!

Utilizando o medo no primeiro filme e trazendo o caos para o cinema na segunda produção, o diretor decidiu explorar o lado humano de Batman criando um espírito de luta jamais visto nos seus filmes anteriores. Explorando a raiva do herói, Nolan mais uma vez colocou o destemido herói no mesmo nível que o espectador e assim como nas produções anteriores provocar a reflexão do espectador ao sair da sala de cinema.

Anne Hathaway foi a melhor e mais real Mulher-Gato que o cinema já teve!

E a escolha de antagonista para tal empreitada não poderia ser melhor que nada mais nada menos que o vilão que deixou Bruce Wayne paraplégico nos quadrinhos: Bane, o latino vilão que vem a Gothan para exterminar o herói e criar um clima de guerra em Gothan City.

Para a escolha do papel, Tom Hardy foi escalado. Veterano nos filmes de Nolan desde A Origem, Hardy captou o espírito violento, sagaz e traiçoiro do vilão como ninguém, e mesmo sem mostrar o rosto nenhuma vez em todo o filme, cumpriu seu papel como ninguém, apagando a sombra que personagem pessonhento que Joel Schumacher criou em Batman e Robin nos anos 90.

LUZ, SOMBRA… MORCEGO!

Assim como nas versões anteiores, Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge se utiliza de referências e situações vistas nas histórias em quadrinhos em grandes episódios do herói. Desta vez, além da visão sombria que Frank Miller mostrou do herói em The Dark Knight Returns usada nas três produções, Nolan se utilizou das histórias A Queda do Morcego e Terra de Ninguém.

Após o Comissário Gordon ter de responsabilizar Batman pelo assassinato de Harvey Dent (o Duas-Caras do filme anterior), a polícia iniciou uma investida poderosa contra Batman, que sumiu da cidade de Gothan por 8 anos. Do mesmo modo, Bruce Wayne ficou recluso em sua nova mansão construída se culpando pela morte de Rachel, assassinada pelo Coringa.

Nesse longa, a face mais reprimida de Alfred foi mostrada.

Ao mesmo tempo que o espírito de Harvey estimula a prosperidade e a harmonia em Gothan, o sentimento de culpa de Gordon, Bruce e Alfred corrói a alma dos heróis que outrora viam a cidade como fruto da esperança e da boa vontade que um dia as pessoas viriam a ter.

Paralelo a isso, os negócios da Wayne Enterprises vão mal, obrigando a Miranda Tate ter de assumir a presidência no lugar de Lucius Fox, os bairros de Gothan passam apenas a dar lugar a criminosos inteligentes e habilidosos como a ex-garota de programa Selina Kyle (que em momento algum é chamada de Mulher-Gato no filme) e o audacioso Bane arma um exército de homens caídos pela ganâcia e a corrupção em todo o mundo para honrar a promessa da Liga das Sombras (liderada por Ra’s Al Ghul no primeiro filme) de exterminar a cidade do Homem-Morcego.

Como é de prache nos filmes de Nolan, a quantidade exagerada de fatos, acasos e acontecimentos vai moldando o filme aos poucos e o encadeamento de sequência resulta em reviravoltas inesperadas tanto para fãs como para o público casual que vai ao cinema ver um filme de super-herói.

SOB A MÁSCARA

Christopher Nolan é uma pessoa no mínimo excêntrica, mas de muitíssima personalidade. Além de o diretor preferir utilizar o mínimo de computação gráfica possível para realizar os efeitos especiais em seus filmes (a título de curiosidade, ele tentou utilizar morcegos de verdade em Batman Begins e explodiu um prédio de verdade para realizar a cena do Coringa destruindo o hospital de Gothan em Batman – O Cavaleiro das Trevas), ele vetou a transformação de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge em 3D.

Uma grande surpresa aguarda John Blake no final do filme!

Preferindo usar camera IMAX (que no filme anterior ele quebrou uma das cinco únicas existentes no mundo na época), o terceiro longa criou uma sensação épica e emocionante, fazendo o espectador entrar na história muito mais facilmente do que se estivesse com um par de óculos na cara.

Se isto parece estranho, tão irônico quanto é a perceber que tanto O Cavaleiro das Trevas Ressurge quanto Os Vingadores foram produzidos ao mesmo tempo. Assim como no filme de heróis coloridos da Marvel, o filme de Nolan cria um quê épico nas cenas de ação, percorrendo vários e vários prédios de Gothan. Porém, enquanto o primeiro apela mais para a imaginação e para o lado cômico de uma invasão aliênígena, o segundo tem um ar muito mais pesado e letal, mostrando toda a realidade de uma Guerra feita por humanos em um contexto humano. Se Vingadores foi feito para agradar a todos os públicos, Batman – O Cavaleiro de Gothan Ressurge agradou a todos os públicos porque tem uma carga emocional muito mais atraente.

Tão atraente que mesmo os medos mais terríveis dos fãs se transmutaram numa escolha acertada do diretor. Se o rosto de princesa de Anne Hathaway parecia não ser a escolha ideal para a ardilosa e sensual Selina Kyle, a atriz acertou no ponto, criando uma vilã inteligente e pragmática. Mesmo quem viu as produções animadas ou em live-action com a personagem antes, vai ver em Anne Hathaway não só a verdadeira Mulher-Gato, mas a melhor e já eternizada vilã mais querida do Homem-Morcego.

Bane foi o vilão ideal para o encerramento da série de filmes!

E para completar a lista dos desesperados, a quase indesejável e mais misteriosa participação de Joseph Gordon-Levitt como o policial John Blake se resultou como a maior e mais bem escolhida inserção de um personagem nos longas de Batman. Mesmo sendo apenas um policial, Blake respresenta a esperança e a crença em Gothan que tanto Bruce Wayne como o Comissário Gordon perderam conforme os oito anos de paz em Gothan foram passando.

Se os novos personagens foram destaque, o que dizer das magníficas e já conhecidas atuações de Morgan Freeman como Lucious Fox, Michael Cayne como o mordono Alfred e Gary Oldman como Jim Gordon? Além de já imortalizados pelo cinema, os três atores tiveram papel chave tanto no desenvolvimento como na conclusão da história, fazendo das reviravoltas e das combinações de ações de cada um dos personagens, herois e vilões essencial para a épica conclusão.

A ASCENSÃO

Não é preciso mais delongas para contar que Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um dos maiores filmes feitos em toda a história do cinema. Assim como nos seus predecessores, o filme apresenta uma história sólida, que cresce a medida que cada cena se desenvolve e acaba com surpresas atrás de surpresas, deixando o espectador não menos que boquiaberto ao sair da sala de cinema.

É claro que Batman nunca terá um fim. Seja nos quadrinhos, na TV, ou mesmo no cinema, o formato de quadrinho americano que as editoras adotam nunca deixariam que um ás na manga em vendas e repercussão cessasse suas atividades. Mais que um ícone, Batman já se tornou uma lenda dos tempos modernos, quase um ser mitológico, que por gerações vai ser adorado e recriado.

Chistopher Nolan deixou um grande legado de como fazer cinema.

Porém, se acaso huvesse um fim, caso a história do Batman um dia se encerrasse, mesmo que Nolan tenha dado um jeito de, inteligentemente, deixar uma ponta da história em aberto para uma possível continuação, não haveria final melhor para o herói que ser encerrado tal qual foi encerrado por Christopher Nolan. Mais que um final, o diretor passou uma mensagem e transformou sua trilogia de filmes em algo superior a um filme de super-herois, uma verdadeira ascensão da história do cinema.

RESENHA: Batman – O Cavaleiros das Trevas

Justiça. Confundido com a cruz e a espada, um justiceiro cria esperança aos mais inocentes e terror aos mais difusos. Em Batman – O Cavaleiros das Trevas caos e o acaso se unem para contar a história do herói que Gothan precisa, mas que ela precisa aprender a merecer.

O CORINGA

Desde Titanic, não houve filme na história do cinema mais cheios de rumores, mais cheios de lendas, mais cheios de superstições ou simplesmente mais comentado em escolas, locais de trabalho ou numa conversa com os amigos do que Batman – O Cavaleiro das Trevas.

Cercado por contextos e desconexos, o segundo filme do Homem-Morcego nas mãos de Christopher Nolan surpreendeu multidões no cinema e fora dele, seja com seus diálogos fortes ou com todos os acontecimentos envolvendo atores e produção.

Se o trabalho de marketing envolvendo o filme se tornou uma referência mundial para o chamado marketing de guerrilha (com ações que variaram desde shows com a esquadrilha da fumaça na Comic Con até caça ao tesouro na cidade de São Paulo), foram as tragédias envolvendo o acidente de Morgan Freeman, o caso da provável agressão de Christian Bale e a morte de Heath Legger que levou o filme a repercussões mundiais mesmo antes da estréia do filme em 2008.

Mas independente das previsões e do proveito que muitos meios de comunicação tiraram da situação, não foram tais acontecimentos que tiraram o brilho dos filmes na telona, um clássico dos tempos modernos e arrisca-se a dizer, o melhor filme de todos os tempos.

Até quando será necessária a existência de Batman em Gothan City?

E não é para menos, combinando a figura de um herói sombrio com a perpetuação do caos que um vilão imprevisível poderia propiciar, Christopher Nolan levou para os cinemas uma experiência nunca antes vivida por um expectador em qualquer tipo de arte.

De maneira muito mais contestadora e muito mais incisiva que Batman Begins, o segundo filme do reboot do Homem-Morcego se utilizou de toda uma mitologia para racionalizar em metáforas questões que levam o espectador a se perguntar a todo o tempo o que este faria se estivesse em Gothan City.

O CAOS

Não é a toa que Batman é um herói que sobrevive a décadas e para sempre seu legado será perpetuado através de suas revistas. Junto com Superman, o herói consegue englobar a todo tipo de espectador, primeiro o que prefere uma visão simplista e esperançosa e o segundo aqueles com uma visão complexa e menos clara do que será seu futuro.

Mesmo que criados numa visão durante a segunda guerra mundial, os valores e a simbologia deixadas, utilizadas e sumariamente reinventadas nos quadrinhos, tv e cinema formam uma rica visão ideológica para ser passada através das lentes de Hollywood, afinal qualquer tipo de idéia pode ser reinterpretada e aplicada em qualquer tempo que seja exprimida.

Coringa é como um cachorro atrás de um carro, se conseguisse pegá-lo, não saberia o que fazer com ele.

Christopher Nolan foi o diretor que mais pôde perceber isso ao filmar seu Batman. Sua Gothan foi formatada de mostrar toda a decadência que uma cidade com 33 milhões de habitantes pode criar. Seus habitantes, tão corruptíveis e ao mesmo tempo tão revoltados com a situação que criaram se tornaram cada vez mais humano com a condição que o diretor pôs a eles: um bizarro palhaço anarquista que só quer ver o circo pegar fogo.

Criado a partir de uma visão particular do diretor, Nolan levou aos cinemas através de uma atuação inigualável e memorável de Heath Ledger um Coringa ousado, irrefreável e muito possível de ser concretizado em um contexto como o de Gothan, seja na ficção ou na realidade.

O traço mais notável que foi dado ao personagem é a sua capacidade de parecer tão real, verdadeiro e próximo do espectador. Completamente louco e insano, o Coringa desperta tanta revolta quanto admiração do público.

A medida que o vilão coloca Batman em uma nova situação capciosa, Nolan vai provocando o espectador a refletir sobre o seu contexto de vida perante a cidade de Gothan, muitas vezes restritas e desejosas de uma resposta concreta do herói, coisa que, como na vida real, muitas vezes não viria.

EU ACREDITO EM HARVEY DENT

Do mesmo jeito que o Coringa foi formatado a partir de uma situação de Gothan City, o mesmo que Nolan fez com o alter-ego de Bruce Wayne em Batman Begins, o promotor de justiça Harvey Dent foi o resultado do encontro da cidade com o seu herói.

Batman, Harvey Dent e o comissário Gordon se unem na caçada contra o crime organizado da cidade!

Necessitada de um exemplo para continuar a seguir, Bruce Wayne e o comissário Gordon vêem em Dent a oportunidade ideal do símbolo Batman não ser mais necessário e a inspiração dos cidadãos parta de algo muito empírico que a figura do Homem-Morcego.

A conversão que Coringa provoca em Harvey até ele se tornar o Duas-Caras não foi por acaso. Além de feita em um tempo incomum para os filmes de super-herói ao único estilo Nolan de fazer cinema, a ascensão do vilão foi o complemento ideal para a conclusão do filme e a idéia geral da figura de Batman na cidade, um intermediário entre a condenada Sodoma e Gomorra e a transmutação em valorosa Metrópolis.

Não só o personagem como muito do contexto da cidade, de Coringa, do comissário Gordon e do próprio Batman vem de uma combinação genial de elementos das histórias O Longo Dia das Bruxas de Jeph Loeb e O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller.

Assim como nos filmes, uma das características principais dos quadrinhos é a humanização do herói e dos vilões, e a construção de cada uma de suas personalidades sem justificar as insanidades de suas ações.

Acrescentando a discussão sobre ética, moral, medo, caos e vingança que o filme trás em cada diálogo, todos muito bem construídos e claros, a formatação final do filme cria o ambiente perfeito para uma nova geração de filmes de super-heróis e uma nova visão de como se contar histórias através do cinema.

Segundo o Duas-Caras, o acaso é o mais justo dos decisores.

O CAVALEIROS DAS TREVAS

Estamos destinados a fazer isso para sempre“. Incrível como uma das frases do Coringa consegue ser tão clara e tão complexa ao mesmo tempo.

Se para os fãs a frase teve um significante que refletiu a permanente luta entre o bem e o mal do herói e do vilão, a filosofia interpretou tal colocação como o caos e as regras permanentemente moldadas através da essência do homem.

E se fosse avaliar os campos da psicologia, antropologia, comunicação ou qualquer outra ciência humana, tal embate entre Batman e Coringa poderia percorrer tamanhas interpretações e posicionamentos que tão ricos como os dois personagens, gerariam irreversíveis conteúdos para novas e eternas discussões.

RESENHA: Batman Begins

Medo. Tão atraente quanto a batida de um coração, tão assustador quanto qualquer forma de expressão da morte. O medo sempre foi o fator que altera para sempre o modo como o ser humano vê o seu futuro. Mais que uma história de superação, Batman Begins mostrou que tão amedontrador quanto exigente, o cinema nunca havia experimentado o medo na sua mais vil forma: aquele que dissuade toda a existência de um ser humano.

O INÍCIO

Demorou para os paparazzi de Hollywood descobrir que Christopher Nolan, estava produzindo um novo filme de Batman. E mesmo depois de sair em cartaz, demorou para o público perceber que o quinto longa-metragem do Homem-Morcego era, na verdade, um novo início para a cronologia do herói.

Apesar de comum nos quadrinhos, ainda mais na DC Comics, os reboot não eram comuns no cinema até Batman Begins ir para o cinema. A qualidade e a mudança radical que o diretor apostou ao lapidar seu filme fez tanto sucesso que muitas outras produtoras até então relutantes (alguém lembra do fiasco de Superman – o Retorno?) passaram a apostar no segmento, trazendos novos 007, Homem-Aranha e Star Trek para as telonas.

E não é só isso, se até 2005 a grande referência para levar heróis dos quadrinhos para o cinema era o estilo Christopher Reeve de ser Superman, Batman Begins trouxe um novo conceito de live-action, mostrando que a realidade pode ser uma ótima premissa para a concepção de uma história de ficção.

Tais conceitos só foram possíveis graças ao trabalho singular de de Christopher Nolan como diretor. Fã de Batman e fã dos efeitos especiais sem o uso de computação gráfica, Nolan criou o texto e todos os conceitos do novo Homem-Morcego na garagem de sua casa, junto com seu irmão Jonathan Nolan e o roteirista David S. Goyer com maquetes, miniaturas e muitas referências pós anos 80 que Frank Miller criou nos quadrinhos.

Nem parece herói: as primeiras filmagens foram feitas com outro título de filme para despistar rumores sobre a produção de um novo Batman.

Se antes de Batman o diretor era apenas mais um diretor, após trabalhar com o herói mais popular dos quadrinhos de todo o mundo, Nolan se transformou em um grande ícone do cinema, o maior destaque dos anos 2000.

POR QUE CAÍMOS?

Inédito nos cinemas, o pano de fundo de Batman Begins é segundo o próprio diretor “fazer as histórias de origem do personagem, que é uma história nunca antes contada” em um único longa-metragem.

Baseada na história Batman Ano Um (que ganhou sua versão animada em 2011 e misturando elementos sutis de vários outros quadrinhos, o filme consegue ser uma obra fiel e ao mesmo tempo original, conseguindo a aprovação dos fãs e cativando o público casual.

Após desenvolver um terrível trauma por morcegos ao cair num buraco e presenciar a morte dos pais quando criança, Bruce Wayne recluso cresce amargurado e introspectivo, desejando vingança do autor da morte de seus pais.

Ainda na faculdade, após ser repreendido por Rachel Dawes, sua amiga de infância que se tornou promotora de justiça, e humilhado por Carmine Falcone, o magnata chefão do crime organizado da cidade, Bruce decide sair de Gothan City para iniciar um treinamento que o habilite a livrar a injustiça das ruas e que provoque medo em todos os que provocam medo nas pessoas.

Treinando com o inimigo: Bruce Wayne faz o treinamento para aprender a lidar com o medo com Ra’s Al Ghul.

A temática do medo permeia por todo o filme, fazendo do trauma inicial de Bruce a força motriz para a criação do símbolo por trás do herói, fazendo a analogia perfeita do herói da ficção ao herói do mundo real que Batman se tornou.

A mensagem que Thomas Wayne diz a Bruce no início do longa e é repetido por diversos personagens ao longo do filme, apesar de não denotar medo em momento algum, desenvolve a reflexão do espectador ao mesmo tempo que no personagem, afinal assim como o Homem-Morcego, todos caem, mas as quedas acontecem para que aprendamos a ficar de pé.

SERVIR A JUSTIÇA

Se Christian Bale se tornou o melhor Batman, e já eternizado como tal, que o cinema já teve, a participação de Liam Neeson com vilão da série merece destaque não apenas por sua atuação, mas como pelo significado da participação de seu personagem.

Com a maior gama de vilões dos quadrinhos, não foi difícil para Nolan escolher vilões que nunca houvessem marcado presença nos cinemas. Se o papel de Falcone foi aproximar a realidade das cidades grandes para Gothan, e a função do Espantalho foi aproximar a história do filme as grandes massas, Ra’s Al Ghul foi o grande diferencial da história trazendo filosofia e pontos de vista sinuosos ao desafiar Batman.

Igual aos quadrinhos: Gary Oldman é Jimmy Gordon personificado.

Cunhado em discursos como “a vontade é tudo” e “os criminosos se beneficiam com a tolerância de uma sociedade compreensiva“, Ra’s deseja limpar o mal do mundo com a Liga das Sombras, uma sociedade secreta que históricamente provoca desastres em sociedade corrompidas como Gothan se tornou.

A discordância entre herói e vilão e a proximidade que ambos tem, fazem com que a ligeira diferença de Bruce e Ra’s traga uma grande razão de ser para o filme, fazendo com que o espectador saia da sala de cinema tão deslumbrado pela superação do herói como pelo modo de pensar mesquinho, mas tão convincente do vilão.

NÃO É O QUE VOCÊ É POR DENTRO

O desenvolvimento do personagem é a passagem mais cativante e ao mesmo tempo a que mais gera sequências arrebatadoras para o filme, tanto ideológicamente quanto cinematograficamente. E um dos pontos mais latentes é a relação de Bruce com os coadjuvantes do filme.

Um mito dos tempos modernos, o mordono Alfred ganhou total destaque durante todo o filme. Fazendo o papel da consciência do herói, o mordono sempre reluta com seu patrão quando este desperdiça o subjuga a conduta pessoal, profissional ou representativa de seus pais.

Rachel é o ponto de ligação com Bruce Wayne e Batman.

Lucius Fox, o funcionário do departamento de ciências aplicadas das Industrias Wayne que foi enconstado pela alta gerência por ser um dos braços direitos de Thomas Wayne no desenvolvimento dos programas de filantropia da empresa. Fornecedor do equipamento de Bruce, Fox se torna o porto seguro do herói quando Alfred não consegue cuidar da recuperação do herói.

Mas nada se compara ao papel que Gary Oldman desempenhou como o Sargento Gordon. Além do ator ser a cara do personagem dem diversos traços das histórias em quadrinhos, Gordon desempenha um papel fudamental para Batman, já que mesmo fazendo justiça dentro da lei, a lei de Gothan não tolera uma miliante como o Homem-Morcego e é o apoio do sargento e toda a sua dedicação que possibilita o trabalho de Batman e que conclui o filme de maneira não apenas genial, mas de tirar o fôlego, deixando latente todas as crenças e sentimentos dos personagens a flor da pele quando toda a Gothan se vê envolvida nos planos de extinção de Ra’s al Ghul, mostrando que não só a simbologia de cada que cada um dos personagens é importante, mas tudo o que eles realizam é o que torna o filme tão grandioso.

MEDO RETRATADO

O mehor de todos. Foi assim que a Times definiu a primeira produção de Batman dirigida por Christopher Nolan para o cinema. Indo mais além, Batman Begins não é apenas o melhor filme de Batman já criado, mas o melhor de todos os filmes de super herói da história e uma das maiores obras-primas que o cinema já teve.

Com um enredo instigante, muitas vezes perturbador e sempre cativante, mais que aproximar espectador e enredo, Nolan trouxe Batman para a realidade, fazendo o herói ser crível, dada as condições de sua existência.

O maior herói dos quadrinhos ganhou o melhor filme de todos os tempos!

Batman se fez real. Esse foi o diferencial de Batman Begins, característica que tantos outros diretores tentaram copiar, mas que só o talento de Christopher Nolan foi capaz de produzir em toda a essência que o medo poderia produzir.

RESENHA: Lanterna Verde

Se pararmos para contar a quantidade de filmes de super heróis que foram para a tela dos cinemas nos últimos anos, os dedos das mãos (mesmo apelando com os dos pés!) são serão suficientes para chegar até o total de produções. Os números são ainda mais monstruosos se comparados a quantidade de filmes de antes dos anos 2000. Em pleno século XXI, o Lanterna Verde mistura todos os elementos da velha e da nova guarda para criar um filme regular, mas que agrada.

O “UM ANEL”

“No dia mais claro,
Na noite mais densa,
O mal sucumbirá ante a minha presença
Todo aquele que venera o mal há de penar
Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!”

É com este juramente que Hal Jordan, um piloto de avião ousado acaba tendo sua vida transformada completamente após salvar um alienígena de roupa militar que lhe confiou um anel verde que o transformaria no guardião do setor espacial n° 2814 sob a alcunha de Lanterna Verde.

Fiel aos quadrinhos, a produção de 2011 levou até os cinemas o herói mais famoso da Tropa dos Lanternas Verdes, que assim como nos quadrinhos sofreu diversas transformações até ser formatado no personagem visto nas telonas.

Criado em 1940, Alan Scott criou um anel de energia verde a partir de um vestígio caído na Terra do Coração Estelar, artefato que a Tropa dos Lanternas Verdes criou para concentrar toda a “Vontade” do universo, considerada força de energia mais poderosa do universo. Pela cor da energia, o herói se intitulou Lanterna Verde.

Ok, ok. Se o filme é fiel aos quadrinhos, porque o enredo da origem dos quadrinhos é tão diferente da dos filmes? Simples, pois o Lanterna Verde mostrado nas telonas é o personagem mais famoso de todos os 5 humanos que já usaram os anéis da Tropa, o Lanterna Verde Hal Jordan.

A mitologia do herói é tão rica que por si só daria uma tremenda saga espacial nos cinemas.

Mesmo esta origem de Alan Scott foi uma adequação ao roteiro mais maduro e mais criativo que passou a ser utilizado a partir dos anos 60, quando Hal Jordan e toda a mitologia da Tropa dos Anéis foi criada e fez com que o herói (que até então vestia roupas vermelhas) caísse no gosto do público americano.

Depois de Hal, o anel ainda foi parar nos dedos de Guy Gardner, John Stuart e por fim Kyle Rayner. Todos estes personagens foram necessários nos quadrinhos para que o herói fosse adequado e readequado para os públicos ou aos gostos dos diversos autores que já colocaram a mão no herói.

Tais adequações parecem ser um eterno karma do herói, visto que seu longa sofreu de problemas parecidos com sua história nos quadrinhos.

DESISTINDO DE TUDO

Dirigido por Martin Campbell, que conta com um histórico dividido entre pérolas e diamantes, o filme começou com suas oscilações logo antes de sua estréia, com dois trailers muito divergentes entre si, um mostrando um filme maduro e denso e outro mostrando um herói pateta que provoca risadas forçadas no público.

É possível que com o sucesso dos filmes da Marvel Studios, que abusam da simpatia dos heróis, e dos filmes de Christopher Nolan, que tem a profusão de enredo e a realidade ficcional como palavras-chave, o diretor tenha tentado mostrar que o filme conseguiria agradar a ambos os públicos, uma tentativa frustrada, já que o Lanterna Verde mistura tantos conceitos dos filmes de super-heróis que já não se consegue encontrar as tentativas de referências aos seus concorrentes.

Sinestro foi o destaque do filme.

Assim como o protagonista do filme faz na história, a impressão que o filme deixa ao seu final é que muita coisa tentou ser feita, foi começada e foi desistida de ser concluída no meio do caminho. Vários elementos de filmes massivos estão presentes mas não foi fortes o suficiente para conquistar o público, como o romance entre Hal e Carol Ferris ou os conflitos de personalidade entre heróis e vilões.

Não só as várias seqüências do filme, mas o longa inteiro também segue tal premissa: com um início motivador, bem construído e cheio de elementos que poderiam resultar num novo clássico dos cinemas, o longa aos poucos vai abandonando a família, a profissão, a politicagem, a repercussão de seu aparecimento e a Tropa dos Lanternas que ficaram tão fortemente marcadas nos primeiros 30 minutos do longa.

MEDO VS VONTADE

A grande lição que o filme traz é a superação do “medo” a partir da “vontade”, as duas energias mais poderosas do universo contrárias uma a outra, tendo uma tanta profanação quanto a outra tem de nobreza.

Uma metáfora simples, porém perfeita para contar a história de um personagem irresponsável como Hal Jordan torna-se um mero detalhe com o passar do longa, quando seqüências mal ligadas transformam o filme num festival de efeitos especiais.

Efeitos especiais são muito bem-vindos quando dão vida a mitologia do herói, recriando o planeta Oa e os extraterrestres que formam a Tropa dos Lanternas, que sem sombra de dúvida é o total destaque do filme, juntamente com os atores que interpretaram os instrutores de Hal, Tomar-Re (dublado por Geoffrey Rush), Kilowog (dublado por Michael Clarke Duncan) e Sinestro (Mark Strong), que apesar de tão bem atuado, teve uma participação muito pequena pela história.

O maior vilão do universo do herói foi uma escolha um tanto quando prematura.

Mas é peculiar quando os efeitos especiais são utilizados para recriar conceitos de filmes de super heróis dos anos 70 e 80, quando o exagero é fundamental para dar origem aos poderes do herói.

Não são raras as vezes que vemos o herói do filme usar a energia do herói para criar metralhadores, pistas de carrinhos, jatos, redes e tantas outras bizarrices que são aceitáveis em desenhos animados, mas deixam o tom do filme, até então muito sério, um tanto quando popularesco e banal.

Estes elementos são ruins, assistir Superman com Christopher Reeve ainda é uma delícia, e muitos dos artefatos de energia do Lanterna são legais de ver, pois são a materialização da narrativa dos quadrinhos num live-action, mas a mistura de diversos elementos acaba prejudicando o filme.

VENCENDO SEM VENCER

É possível que a direção do filme não se perdesse tanto no decorrer do filme se não tivesse escolhido um vilão mais adequado para um início de história. Parallax é uma entidade suprema no Universo do Lanterna Verde, sendo o tipo de vilão que não é vencido, apenas engavetado, de tão forte que é o seu conceito atrelado a energia do “medo”. Assistir a um herói iniciante vencer tal monstro quando todos os seus veteranos desistiram é algo que condiz com a mensagem do filme, mas ainda assim é algo forçado.

Tão forçado quanto o ator do herói, Ryan Reynolds, que parece estar fazendo uma comédia simples ao invés de um filme de super herói aguardado por gerações. Ou ainda mais forçado que a máscara que criaram para o personagem, que consegue não consegue convencer como uma peça criada por uma tecnologia alienígena avançada.

Apesar da adaptação do uniforme ter sido uma dos melhores que o cinema já viu, a máscara do herói foi uma peça muito forçada…

Apesar de gostoso de assistir e finalizando com uma mensagem interessante, o filme é apenas uma tentativa de emplacar uma boa produção de super herói nos cinemas, fazendo do filme uma produção simplista numa época em que se pedia algo sofisticado. Um filme feito para o dia mais claro, quando os longas de super heróis vivem a sua fase mais densa.