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RESENHA: Guardiões da Galáxia

A tarefa de criar um grupo que exprima um conceito singular não é fácil. Além dos desafios criativos, elementos de mercado como concorrência e aceitação do novo são, no mínimo, perturbadores quando se tem um histórico de tantos sucessos comerciais em planos em que o espectador já tem uma bagagem positiva desde o primeiro trailer. Guardiões da Galáxia é o filme que provou que para ser sucesso, não é preciso ser clássico, afinal, quando bem executado, o buzz-marketing é muito mais efetivo que qualquer outro tipo de mídia milionária.

Guardioes_da_Galaxia_logo

A união faz a força. E isso ficou bem claro em Vingadores. Ainda mais quando uma única equipe reúne personagens tão distintos e com origens tão conflitantes. Pensando nas diferenças, a Marvel Studios estabeleceu públicos em cada um dos filmes dos seus heróis e uniu o fantástico, o histórico, o violento e o realista em uma só obra, fazendo de Os Vingadores (leia a resenha aqui) um marco na história dos cinemas.

Com um referencial tão pragmático e que demorou tanto tempo para fermentar o público, parecia impensável que um novo filme de super-equipe fosse uma opção viável para um filme sem (quase) nenhuma ligação a Thor, Hulk, Homem de Ferro e os demais astros da equipe da S.H.I.E.L.D. Assim, remando contra a correnteza, o anúncio de Guardiões da Galáxia causou certo estranhamento num primeiro momento.

O fato de não ser uma equipe de tradição e/ou histórico cult do universo Marvel (mesmo nos quadrinhos, a equipe não dava as caras há um bom tempo num título só deles) parecia uma desvantagem numa industria movida pela nostalgia, ainda mais com uma equipe tão pouco comum, mesmo para os conceitos de super-equipe da marvel.

Thanos é a ligação dos Guardiões com o Universo Marvel.

Thanos é a ligação dos Guardiões com o Universo Marvel.

Porém, o diretor James Gunn, encarou o desafio e transformou a aparente dificuldade em fator positivo para apresentar ao público um longa-metragem totalmente formatado ao seu estilo, o que deu a toda trama um tom de originalidade impar ao se comparar todos os filmes de super-heróis da feitos até hoje. A possibilidade de apresentar uma equipe nova ao público foi a oportunidade que o diretor teve de conceituar um modelo de narrativa ainda não explorada no cinema, mesclando sequencias de apresentação, estabelecimento de papeis e a função da trilha sonora na trama.

Os Guardiões da Galáxia são uma equipe de ex-condenados que caçam tesouros pelo espaço, numa mistura de Star Wars com Indiana Jones. Liderando a equipe, está o único terráqueo da trama, Peter Quill, ou Senhor das Estrelas, como ironicamente ele trata seu alter-ego dos quadrinhos no filme. Sequestrado quando pequeno e criado por alienígenas, a única ligação com sua família de origem é um walkman com uma fita cassete que ele houve a todo o tempo, principalmente nos momentos de missão. Recheada com hits dos anos 70 e 80, as faixas compõem toda a trilha do longa, dando um tom nostálgico singular ao filme que o torna inesquecível para fãs, ou não, de super-heróis. O ator Chris Pratt encarnou tão bem o papel de Peter Quill que se tornou referência no papel de ator de jovem sério com um tom sarcástico.

Os outro quatro integrantes da equipe, unidos pelo motivo menos heróico possível, são todos ex-riviais de Quill na disputa da Esfera do Infinito, uma das jóias do Infinito cobiçadas por Thanos, o maior vilão do universo Marvel e o principal antagonista d’Os Vingadores.

Impossível não se apaixonar por Groot.

Impossível não se apaixonar por Groot.

Com a aparência de uma raposa bípede, Rocket Raccon se caracteriza pela língua solta, a grande habilidade com armas e a grande ganância por tesouros. Mas foi o bom coração que o uniu a Groot, um alienígena com aparência de árvore que só consegue pronunciar a frase Eu sou Groot conquistando crianças e adultos com seu jeito gentil e sempre salvando Raccon quando este se deixa dominar pelo seu hiperativismo.

A figura feminina da equipe aparece na forme de Gamora. Órfã alienígena que foi criada por Thanos para se tornar a arma perfeita. Como assassina pessoal do vilão, Gamora ganhou reputação como uma guerreira formidável, mas se juntou a equipe após ser usada como marionete para trabalhar com Ronan, vilão da história que está atrás das jóias do Infinito para Thanos. Finalizando o quinteto, também movido por uma rivalidade com o vilão da história, Drax é um ex-condenado com um físico brutal que quer se vingar de Ronan, que matou sua família. Guiado pela raiva, nada irá impedi-lo de levar sua vingança sobre o ser mais perigoso da galáxia.

Se antes d’Os Vingadores era impensável criar um filme de super-heróis apresentando tão distintos peersonagens numa única trama, Guardiões da Galáxia veio para provar que também é possível contar uma história de um número grande de heróis desconhecidos e estabelecê-los de maneira exemplar na mente dos expectadores.

A máscar

A máscar

Ousado e frenético, o filme aproveita todas as suas cenas, compondo uma produção que não peca em nenhum ponto, equilibrando muito bem todos os protagonistas e lhes dando a atenção devida em cada um dos pontos. Mesmo o intervalo em que os Guardiões se encontram com o Colecionador, cena inclusive, que quebrou o conceito passado do personagem provando a força dos inimigos, apesar de vazio, foi essencial para ilustrar a representatividade que as jóias do infinito representam no Universo Marvel.

Diferente de seus predecessores, Guardiões da Galáxia não contava com a herança dos personagens do fenômeno os Vingadores, exigindo muito mais trabalho de marketing para se vender. A Marvel fez tal campanha com excelência, mas foi o buzz-marketing (ou marketing boca-a-boca) o responsável pelo sucesso comercial do filme. A qualidade e o ambiente que mescla o universo dos heróis com Star Wars foi tão bem recebido que todos que assistiam passavam a recomendar o filme, fazendo dele, a 3ª maior bilheteria da Marvel até 2014.

Desafiando ordens planetárias, mas cada um com uma motivação justa, Os Guardiões da Galáxia uniu seus dramas pessoais numa jornada de interesse comum. Do mesmo jeito, a Marvel Studios uniu em um só filme todos os conceitos de ser Marvel: surpreender cada vez mais o público e sendo a vanguarda da produção cinematográfica contemporânea.

A equipe de ex-condenados se une rumo a um grande hit da Marvel Studios!

A equipe de ex-condenados se une rumo a um grande hit da Marvel Studios!

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RESENHA: Os Vingadores

Unir sempre foi uma sábia solução de problemas que a história do planeta Terra sempre se mostrou muito eficiente. Na natureza, grandes grupos de insetos, vegetais e animais que se unem em colônias, pântanos e matilhas sobrevivem dia a dia. Na cidade, grandes corporações de empresas e pequenos grupos de humanos se juntam para sobreviver as armadilhas que o homem moderno criou. Em Os Vingadores, a união de super-heróis mostra que o universo dos quadrinhos só é bem adaptado para o cinema, quando é capaz de resistir a todas os perigos que uma produção de grande porte pode trazer.

Desde 2008, com a sugestão que os filmes Homem de Ferro (leia a resenha aqui e aqui) e O Incrível Hulk (leia a resenha aqui) deram em cenas no final de seus filmes, que os fãs de quadrinhos e os entusiastas do cinema aguardam até onde poderia chegar uma iniciativa tão ousada como a de unir em um único filme, heróis com históricos e pontos de vista tão diferentes entre si.

Nascidos como uma resposta a recém criada Liga da Justiça, da concorrente DC Comics, a equipe de heróis da editora Marvel uniu todos os maiores heróis que a editora tinha nos anos 60 para alavancar em um único título as vendas de todos os seus títulos.

O que parece uma solução simples e bem estruturada para os quadrinhos, afinal a criação de um título que interfere em todos os outros acaba gerando não apenas venda mas muito conteúdo para cada um dos heróis envolvidos, parecia desde a sua concepção uma ideia irrefutavelmente desesperadora para os cinemas, visto que uma equipe como os Vingadores reúnem personagens um tanto quanto distintos e por mais entusiasmada que uma equipe de produção possa parecer, as divergências entre diretores, redatores e estilos de filmagem são só algumas das divergências que poderiam interferir no resultado final do filme.

Até mesmo as produções mais parecidas com Os Vingadores, como os cinco filmes da franquia X-Men e a Liga da Justiça dos anos 80 se mostraram investidas muito vantajosas comercialmente, mas com muitas falhas de enredo, que poucam honram a sua criação original.

Herói vs herói: um clássico clichê nos crossovers das histórias em quadrinhos.

Porém, superando qualquer previsão negativista, o diretor Joss Whedon criasse uma obra prima ficcional e fazendo a primeira parte do chamado Marvel Cinematic Universe um marco na história do cinema.

Certamente o principal desafio do diretor seria conseguir equilibrar uma história consistente combinada com tantos personagens derivados dos cinco filmes que o antecederam. Graças a enorme experiência de Whedon com o seriado Buffy, a caça-vampires e Firefly, o diretor conseguiu cumprir uma tarefa fácil em um seriado mais quase impossível no cinema.

Separando o filme em três partes bem nítidas, e sem medo de se utilizar dos clichês presentes nas histórias em quadrinhos, o filme mostra a apresentação de cada um dos personagens, coloca os heróis para lutar entre si, desenvolve o vilão e produz a pancadaria final aliada a efeitos especiais de primeiríssima linha.

O mais surpreendente de tudo ainda é a combinação original que o filme traz entre drama, romance, suspense e comédia. Ao mesmo tempo em que a tensão toma conta da sala de cinema, logo altas risadas coletivas são provocadas em piadas muito bem encaixadas, sem forçar situações e com uma naturalidade impecável de performance ou de enredo para tais sequências.

Hulk: destaque total!

Mas o destaque total vai para Hulk. Se o filme do verdão em 2003 criou uma legião de odiadores do herói e se a produção de 2008, apesar de bem produzido com um elenco de primeira linha e já parte dos Marvel Cinematic Universe, não empolgou, o Hulk presente em Os Vingadores foi muito bem explorado, sendo o ícone das cenas mais engraçadas e que mais extravasam os ânimos dos expectadores.

Mark Ruffalo, mesmo estando pela primeira vez no papel do herói, pareceu sempre ser Bruce Banner, estando tão a vontade no papel do personagem quanto os atores veteranos da produção, se mostrando a escolha ideal e, queira Odin, definitiva para os cinemas.

Assim como o esperado do enredo central, Thor foi fundamental para a união do grupo e seu universo, apesar do mais distinto dos outros integrantes, se mostrou a peça chave para que a S.H.I.E.L.D criasse a equipe. Se um deus não parece bem o companheiro ideal para humanos, Chris Hemsworth trouxe mais uma vez toda a humanidade do herói.

Humanidade que mesmo os personagens menos populares como a Viúva Negra e Gavião Arqueiro, que não fazem parte da equipe inicial, e o agente Clint Barton, criado especialmente para as telonas, tiveram seus grandes momentos, adicionando muito a produção, cada um ao seu estilo e cumprindo funções específicas que o diretor destinou a cada um.

Funções tão bem encaixadas que mesmo o Homem de Ferro sendo o mais popular e teoricamente mais bem explorado nas telonas teve sua função específica, tanto nas missões como em sua concepção, não roubando a cena dos outros personagens e acrescentando partes de sua personalidade que os filmes anteriores ainda não haviam mostrado. Robert Downey Jr. se mostrou o destaque mais uma vez, protagonizando as cenas mais cabeças ao lado de Ruffalo, ficando cada vez mais difícil de desvincular a imagem do herói e do ator.

Loki foi o vilão ideal para a união de universos tão distintos entre si.

E para completar a equipe, o Capitão América, assim como Hulk, superou-se nessa produção. A trama facilitou que o herói mostrasse seu amadurecimento enquanto o filme se desenrolava, mostrando ao final o líder natural da equipe, algo difícil de se imaginar no personagem irritante em seu filme original (leia a resenha aqui).

Steve Rogers até fez parte de uma das cenas mais emocionantes do cinema (pare de ler este parágrafo não quer spoilers): em um ataque inimigo, o Capitão protege um senhor de terceira idade que se levantou contra o vilão da história. Até aí não passaria de uma cena comum de super-herói se o ator deste senhor não fosse Stan Lee, o criador do universo Marvel como ele é hoje. Foi o criador sendo protegido pela criação!

Unindo a equipe e desobedecendo o governo, Samuel L. Jackson interpretou Nick Fury como se estivesse interpretando ele mesmo. Nada mal, mas nada surpreendente também.

O enredo em si não traz nada de surpreendente, já que o caminho que levou Loki, interpretado genialmente por Tom Hiddleston, até o Tesseract era o esperado pelos fãs através das pistas deixadas em Thor (leia a resenha aqui) e em Capitão América, o Primeiro Vingador.

Com um texto interessante, cheios de frases que ficarão para a história do cinema, mas sem se aprofundar em aspectos psicológicos dos personagens, Os Vingadores é, sem dúvida alguma, o filme mais próximo dos quadrinhos que um estúdio e um diretor já criaram. Inclusive na deixa que o diretor deixa para os espectadores no final do filme após a passagem dos primeiros créditos finais do filme.

Numa situação que parecia fazer dos filmes de super heróis apenas uma força motriz para arrecadar dinheiro, a Marvel Studios provou que é possível sim fazer filmes de super-heróis que tragam conteúdo e aproveitem ao máximo o amadurecimento do segmento.

Um épico que merece ser assistido e reassistido!

A partir do filme, a história das histórias em quadrinhos nos cinemas se divide em antes e depois de Os Vingadores, fazendo com que Hollywood enxergue os super-heróis não como uma simples peça em sua estratégia de marketing, mas como a união de um universo que cresce a mais de 50 anos e, em grande estilo, transporta-se para o cinema como a vanguarda da linguagem cinematográfica mundial.

RESENHA: Capitão América: O Primeiro Vingador

Numa guerra, é necessário força, coragem, audácia e, para se sair vencedor, um coração puro. O soldado perfeito é aquele que combina todas as razões de ser de uma nação com a sua própria razão de ser. Capitão América, o Primeiro Vingador é o filme que patriotismo é um elemento chave para se vencer o inimigo, mas que é algo bem chato para um super-herói.

SOB O OLHAR NAZISTA

Super-heróis são figuras sobre-humanas, muitas vezes míticas, que transcendem os limites da realidade para realizar façanhas que impressionam, comovem, mas antes de tudo, confortam leitores e extravasam idéias e o imaginário.

Seja no Japão, nos EUA ou em qualquer outro ponto do planeta, heróis sempre foram utilizados como uma ferramenta de transmissão de ideias e valores necessários para passar por certa dificuldade cotidiana.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o cenário para a criação de figuras heróicas era perfeito. Foi nessa época, por exemplo, que os três pilares do heroísmo mundial (Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha) foram criados. Porém, nenhum dos inúmeros heróis criados nos anos 30 e 40 foram tão fortemente direcionados ao patriotismo americano da figura Tio Sam como o Capitão América.

Criado por Joe Simon e Jack Kirby em 1941, o herói veste uma roupa e utiliza um escudo das mesmas cores da bandeira dos EUA e ainda tem uma origem embasada na superação pessoal, fator essêncial para qualquer jovem americano que quisesse se alistar nas forçs armadas e combater os nazistas.

Com um visual tão espalhafatoso, sobrou para o diretor Joe Johnston, o mesmo de Querida, encolhi as Crianças e Jurassik Park III, adaptar o herói para os cinemas em 2010, contando a origem do herói, ainda  durante a Segunda Guerra Mundial.

UM HERÓI DESPERTA

Seguindo muito fielmente as primeiras histórias do herói, o filme conta a história de Steve Rogers, um jovem franzino que já tentou se alistar no exército por mais de cinco vezes, mas sempre foi recusado por sua asma e baixo porte físico.

Um elenco de peso em uma história leve demais...

Suas constantes insistências levou o rapaz a conhecer o Dr. Abraham Erskine que além de levá-lo para o campo de treinamento o considera perfeito para a conclusão da experiência do Super Soldado, um composto científico de daria uma resitência sobre humana aos combatentes americanos.

Com o assassinato do Dr. Erskine após o sucesso do experimento, o Coronel Chester Phillips, interpretado esplendorosamente por Tommy Le Jones, tem relutância em levar Rogers para o exército e ele passa a fazer propaganda do exército com o uniforme dos quadrinhos e o apelido de Capitão América.

Decidido a resgatar seu amigo Bucky de um grupo nazista aliado a Hitler conhecido como a H.I.D.R.A, Steve é ajudado por Peggy Carter e do brilhante dono das indústrias Stark, Howard Stark para invadir o cativeiro do grupo, resgatar sozinho mais de 400 soldados e ganhar o respeito do coronel Philips.

ALÉM DO PATRIOTISMO

Parece que Hollywood inteira decidiu que quer virar super-herói pois, assim como todos os filmes da Marvel Studios, Capitão América, o Primeiro Vingador conta com um elenco de peso, mas mesmo assim traz suas ressalvas.

Desde que Chris Evans foi escolhido para o papel do protagonista da história, um furor muito grande abalou o universo nerd, pois o ator já havia interpretado o Tocha-Humana durante as filmagens de O Quarteto Fantástico e encarnar novamente um herói da Marvel poderia passar algo um tanto quanto forçado.

Pois bem, Chris Evans chegou e fez bonito no papel, se é que a intenção do diretor Joe Johnston foi desde o início criar um herói irritante e cheio de um orgulho patriótico quase paranóico.

Caveira Vermelha é o vilão mais covarde que um herói já enfrentou!

Apesar da ambientação toda do filme ter um tom mais tradicional, a linguagem cenográfica contemporânea contrasta gritantemente com o perfil antiquado do protagonista, que parece o tempo todo não condizer com o meio envolvido.

Mesmo com uma grande lição exposta claramente ao espectador, a de que até um homem pequeno pode fazer coisas grandes, tal moral não acompanha o personagem durante todo o filme e os sacrifícios exageradamente heróicos do início do filme abandonam  personagem quando ele já tem o poder necessário para fazê-lo.

Cheio de situações fúteis, um vilão quase nulo, cortes desnecessários de personagens na trama e frases de efeitos de senso-comum, o filme impressiona por seus efeitos especiais (quase tão bons quanto o de seu predecessor Thor) mas afasta o espectador que esperava por um herói ideológico.

Mesmo um dos pontos mais interessantes do herói dentro de sua jornada pelos quadrinhos não foi bem explorada. A cena final com a morte de Steve Rogers foi criada do nada, em uma situação que em nenhuma parte do filme parecia que iria acontecer, um sacrifício em vão, dentro de uma situação efêmera em uma guerra.

CAPITÃO PATETA

Nada épico, nada inovador, muito careta. Essa é a descrição mais plausível para Capitão América, o Primeiro Vingador. Não que não seja possível se divertir com o filme, mas ao final, o espectador sente que faltou algo e nem a aparição de Samuel L. Jackson como Nick Fury alivia tais sintomas.

Faltou alguém dizer ao diretor Joe Johnston que seguir a risca a história em quadrinhos não significa uma boa adaptação cinematográfica. Como meios diferentes, as obras exigem linguagens diferentes, sendo nenhuma muito didática, nenhuma regrada e nenhuma toda cheia de ideologia importada como é Steve Rogers.

Ele pode ser capitão, mas para herói ainda falta muito...

Como último filme da linha Marvel antes do tão aguardado Os Vingadores, a produção poderia ter feito mais bonito, mas com tantas boas produções da Marvel Studios, fica dificil acreditar que o fisco do Capitão América ofusque o brilho de uma equipe mundial.

RESENHA: Thor

A lenda diz uma coisa, a ciência outra, mas há pontos em que elas se confundem. A crença, a fé e a realidade dependem de pontos-de-vista onde está em jogo a inocência ou maldade.  Thor ganhou vida para completar o ciclo de produções estreladas pelos fundadores de Os Vingadores, porém a magnitude com que a história foi contada transformou ele não no quarto filme de uma saga, mas num verdadeiro épico do cinema.


DA MITOLOGIA ÀS HQ’S

Nos anos 70, quando Stan Lee vivia a efervecência de sua criatividade, a produção e o desenvolvimento de heróis da editora Marvel sempre movimentava novas alternativas de universos e idéias a serem construídas.

Num ambiente propício para se apostar em novos universos e o amparo de idéias semelhantes da sua tradicional concorrente, a DC Comics, com heróis como a Mulher Maravilha, surgiu o primeiro herói da Marvel baseado em mitologia, nascia Thor.

Como o próprio nome do herói diz, Thor foi baseado no deus nórdico do trovão, filho de Odin e uma das figuras mais carismáticas e populares de tal mitologia nos países ocidentais.

Transmutando o universo mitológico para adaptá-lo as histórias em quadrinhos, Thor virou um misto de deus e humano, onde a medida que suas histórias avançavam elementos clássicos da mitologia nórdica e as maiores tendências dos quadrinhos se fundiam e, como nas diversas HQ’s, arcos contados e recontados se tornaram comuns.

Para levar a origem do herói até os cinemas, o diretor (e de quebra ator renomado também) Kenneth Branagh colheu todos os elementos que o herói reuniu por toda a sua história e, reunindo um elenco de primeira linha, deu origem ao maior filme do Universo Marvel já produzido.

Anthony Hopkins é o Odin do cinema.

UM TROVÃO DE PRODUÇÃO

Sempre que um filme de super-heróis conta com um elenco famoso demais, a tendência é que as personalidades nele envolvidos chamem mais a atenção do que a própria história. Mas com nomes de peso como Anthony Hopkins como Odin, Natalie Portman como a cientista Jane Foster e Rene Russo como Frigg, fica dificil de apostar num roteiro fraco.

Pegando o que cada um dos três filmes anteriores a Thor tinha de melhor e dando um toque de drama e emoção que vemos em todos os filmes de Kenneth Branagh como ator, Thor não foi desenvolvido, foi lapidado.

O drama de Homem de Ferro (leia a resenha aqui) foi aprimorado, o carisma dos personagens de O Incrível Hulk (leia a resenha aqui) foram mais variados e a qualidade dos efeitos especiais de Homem de Ferro 2 (leia a resenha aqui) foram superados.

Com mais ação, mais efeitos especiais, mais personagens, mais enredo e humor na dose certa, Thor é o filme ideal para agradar fãs quadrinhos, adoradores de ficção e o público casual do cinema.

CONFRONTO ENTRE IRMÃOS

Em duas horas seria dificil com que a história original dos quadrinhos pudesse ser desenvolvida em sua totalidade, mas as adaptações para o cinema foram bem fiéis ao conceito do herói e as mudanças foram essenciais para seu bom desenvolvimento.

Como filho favorito de Odin, Thor está prestes a receber o título seu pai Odin de rei de Asgard, um dos nove mundos previstos na mitologia nórdica (a Terra, ou Midgard, é um deles), quando gigantes de gelo atacam o castelo onde é feita a cerimônia.

O amadurecimento de um herói é abordada em Thor.

Dissoluto com o que aconteceu, Thor parte com Sif, os grandes três guerreiros e seu irmão Loki para vingar o acordo de paz que o rei dos reino dos gigantes de gelo, Laufey, acabara de quebrar com a invasão de Asgard.

Na verdade Thor age despeitado com situação, age com o orgulho ferido por os gigantes de gelo terem impedido sua coroação como rei. Com um invasão sem a aprovação de Odin, o deus supremo de Asgard não vê outra alternativa senão exilar o filho na Terra, onde deverá ser humilde o suficiente assumir o poder de rei.

Enquanto Thor, sem poderes, é ajudado na Terra pela cientista Jane Foster, Loki descobre que foi adotado por Odin e seu pai biológico é, na verdade, o próprio Laufey. Usurpando o posto de rei de Asgard de Odin, Loki inicia um meticuloso plano para aniquilar o irmão e invadir o reino dos gigantes de gelo, indo contra todos os preceitos que pai adotivo lhe ensinou.

A disputa de poderes, de orgulho e a volátil relação entre pai e filho é um ponto alto do filme, fazendo com que o espectador reflita, na condição humana, que de nada adianta ser deuses quando a disputa envolve a relação afetiva.

ELEMENTOS QUE CATIVAM

O universo da mitologia sempre foi fascinante e a riquesa de seus elementos é a premissa ideal para qualquer história. Em Thor, os elementos foram utilizados de maneira concreta e concisa, além de fazer a combinação ideal com elementos não apenas nórdicos, mas de todo o universo Marvel.

As referências aos outros heróis dos Vingadores são inúmeras, fazendo o fã de quadrinhos se divertir a medida que elas vão aparecendo, tendo como ponto máximo a primeira aparição de Gavião Arqueiro, um membro já recrutado pela S.H.I.E.L.D que comparilhará um lugar com os membros da super equipe da Marvel.

Loki é invejoso irmão de Thor!

Mas a riquesa de elementos não pára por aí. Cada elemento posto no filme tem a sua razão de ser, metaforizando diversas situações de comportamento, relacionamento e questões existenciais.

A medida que o filme avança e a medida que os laços existentes entre o galanteador Thor e apaixonada Jane Foster vão se estreitando o vaidoso, o arrogante e orgulhoso Thor vai amadurecendo, entendo grande parte do exílio que
seu pai o obrigou a fazer.

A personalidade ascendente de Thor é confrontada pelas atitudes frias e egosistas de Loki, que como rei, torna-se autoritário e absoluto, ainda que inteligente e preciso em seus planos.

A analogia do verdadeiro poder de um rei que Odin tanto quer que os filhos entendam é grandiosa a partir do momento que Mjonir, o martelo que contém o poder de Thor, se torna a grande analogia para tal.

Para finalizar, o filme ainda transforma Thor em um mártir, algo que não só cativa, mas eterniza um herói no cinema. Percebendo que nã poderá deter as maldições de Loki em destruir o mundo dos Gigantes de Gelo, Thor decide se privar de seu amor por Jane Foster, destruindo os caminhos que ligam Asgard a outro mundos.

A ponte entre os mundos faz uma metáfora aos caminhos para se conseguir o que ama. A parir do momento que Thor a destrói, ele sacrifica seus interesses por algo maior que a própria felicidade, entendendo o verdadeiro papel de um rei.

Apesar de o espectador já saber que tal sacrifício será quebrado em Os Vingadores, é impossível não se emocionar com tal atitude, onde a perspectiva de um deus loiro fortão é substituída pela de um grande herói.

Enquanto isso, há o paralelo de Jane, que procurava respostas como cientista. Thor foi sua maior resposta, mas com a separação dos dois ela continua buscando-o, assim como o amor sempre busca continuar a conquistar a pessoa amada.

O amor por Jane Foster faz Thor desenvolver a humildade necessária para se tornar rei.

PELOS PODERES DE THOR

Certamente não foi fácil para Kenneth Branagh conceber o filme de Thor. Com tantas referências mitológicas e um visual tão fora do comum, o herói parecia impossível de se encaixar ao contexto dos outros Vingadores. Mas a adaptação foi tão bem feita, o herói que mais parecia longe da realidade, se tornou o mais crível de existência.

Apesar do contexto complexo, a combinação entre Asgard e a Terra foi ricamente ilustrada, trazendo o universo de Thor para o espectador comum como algo fascinante e animador para futuros filmes da franquia, seja junto ou separado do projeto da S.H.I.E.L.D.

Cheio de ideologia e contado da maneira como todo filme de super-herói deve ser contado, a produção mostra que Hulk pode até ser o mais forte, o Homem de Ferro o mais inteligente e o Capitão América o mais patrióta, mas nada supera o coração d’O Poderoso Thor.

RESENHA: Homem de Ferro 2

Se tornar um herói é algo complicado. Além de vencer disputas, combater super-vilões, salvar donzelas indefesas, é necessário que um ponto seja constantemente trabalhado para que a estirpe conquistada não caia por água abaixo: ser reconhecido como um herói. Em Homem de Ferro 2, a história de sucesso de crítica e bilheteria continua, tanto dentro como fora das telonas.

Após o sucesso de sua primeira produção independente, a continuação de Homem de Ferro (leia aqui o review) pela Marvel Studios parecia inevitável, ainda mais com a estrondosa idéia que o Incrível Hulk (leia a resenha aqui) de ligar a história de vários filmes em um único projeto para dar origem ao filme de Os Vingadores, que estréia no próximo dia 27 de abril em todo o mundo.

Seis meses após revelar ao mundo que Tony Stark e o Homem de Ferro são a mesma pessoa, o mega-milionário dá início a Expo Stark, o maior evento de tecnologia que unirá os projetos das maiores indústrias de desenvolvimento para criar um modelo de cidade idealizado por seu falecido pai que, como o próprio Stark diz, irá privatizar a paz mundial.

Entre disputas reais, virtuais, ideológicas e políticas, o filme tem vários pontos altos e baixos, combinando tecnologia, ideologia e plano de ação de marketing em um filme só como nenhum outro.

Após descobrir que o metal paládio utilizado em no reator que substitui o seu coração está lhe matando, o fato de ser um super-herói milionário sobe a cabeça de Stark, que se entrega a jogos e diversões vazias e cheias de álcool. Então, o enredo psicológico interessante chega ao que deveria ter sido um momento épico do filme se tornou um pouco a ser esquecido na história do herói.

Entusiasmado com a idéia de ser um herói e temeroso de sua morte, Tony Stark se diverte com Natalia Romanov, sem saber que ela é uma espiã da S.H.I.E.L.D.

Para deter o estapafúrdio amigo, James Rhodes (interpretado por Don Cheadle, que substituiu, e muito mal, Terrence Howard que se afastou da produção por problemas com a Marvel Studios) veste o modelo Mark II da armadura do Homem de Ferro e num combate infantil e mal produzido.

Rhodes é uma ilusão ao herói Máquina de Combate que, assim como no filme, chegou a vestir o manto do Homem de Ferro por diversas vezes até ganhar seu nome próprio nos quadrinhos.

Diferente do personagem, uma referência interessante e muito bem construída para o enredo geral do filme foi o seu vilão, Ivan Vanko (muito bem interpretado por Mickey Rourke), uma mescla dos vilões Chicote Negro e Crimson Dynamo que no filme foi o filho do antigo parceiro de negócios de seu pai, o físico russo dissidente Anton Vanko, que colaborou com a criação do primeiro reator arc e passou a tecnologia, ao morrer, para seu filho.

As referências ao pai de Stark chegam ao seu ápice quando entra em cena Nick Fury (Samuel L. Jackson) e Natalia Romanova (Scarlett Johansson) que tentam, desde o fim do primeiro filme, a incorporar Tony Stark dentro da Iniciativa Vingadores.

Ivan Vanko é o destaque do filme!

Cheio de drama e ação, o Homem de Ferro 2 conseguiu fazer-se digno da continuação do já clássico Homem de Ferro. Mais cômico, mais simpático e mais senso-comum, a produção é um filme de super-herói que serviu para organizar a proposta do filme de Vingadores, divertir sem provocar reflexão e dar mais um pouco do ar graça de Robert Downey Jr. como Tony Stark, que como ninguém consegue bancar o playboy canastrão como nenhum outro ator e deve continuar no papel por ainda muito tempo, já que assim como no filme, o herói mostrou-se mais uma vez como um novo ícone do trabalho ficcional em transformar heróis dos quadrinhos em herói de todo o mundo.

RESENHA: O Incrível Hulk

Desde os primórdios, a luta pela sobrevivência fez o homem agir de maneiras que nunca nem a mais cobiçosa das mentes poderia ter imaginado. O Incrível Hulk mostra como o ser humano é capaz de realizar a mais medonha das maravilhas e superar até mesmo a mais impensada das ilusões humanas.


Para aqueles que acharam que após o fracassado filme de 2003 de Ang Lee, Hulk não teria novas chances na tela grande caiu do cavalo quando foi anunciado um filme do herói verdão com nomes de peso, como Edward Norton e Liv Tyler, no elenco e, para a alegria dos fãs brasileiros, com diversas cenas gravadas no Rio de Janeiro.

Diferente de seu predecessor, O Incrível Hulk conseguiu o feito de agradar os fãs dos quadrinhos do herói, despertar o interesse de quem não gostou da versão de 2003 e ainda não deixar na mão aqueles que aprovaram o primeiro longa, criando um roteiro que, mesmo criando uma ambientação totalmente diferente, propõe diversas analogias com o filme anterior.

O loga conta a história de Bruce Banner, o genial cientista que, diferente dos quadrinhos, foi enganado pelo exército americano ao desenvolver uma pesquisa, resolveu testar sua experiência em si mesmo e acabou sendo irradiado por raios gama que o transformam em uma brutal fera verde e incontrolável quando fica nervoso.

Elizabeth Ross é a única que acredita que mesmo como Hulk, Bruce Banner ainda está presente por trás da pele do monstro.

Refugiado no Brasil (o mesmo lugar onde ele fugiu no fim do filme anterior), o filme não perde tempo mostrando a origem do herói, focando-se nas fugas e em seus embates com o exército pelas ruas da Favela da Rocinha e contando seu passado em curtos flash’s. A decisão do diretor foi acertada não apenas por não perder tempo com um tema já explorado poucos anos no cinema, mas também pela popularidade de Hulk não necessitar de tal explicação, tanto para os mais fanático por quadrinhos, como para o público casual, dada a popularidade do herói.

Preocupado em extirpar o poder dentro de si, Bruce Banner descobre, no decorrer de erros e acertos dele mesmo, de sua namorada Elizabeth Ross, do próprio exército americano e de um encontro nada agradável com o Abominável, alter-ego do soldado Emil Blonsky que se tornou uma máquina de matar após unir duas das experiências de mutação do exército, que o monstro dentro de si pode deixar de ser a arma de matar perfeita para ser um instrumento de paz.

Quanto mais foge, mais Bruce Banner se aproxima de Hulk!

Contado de maneira emocionante e de tirar o fôlego, o filme impressiona os olhos mas não o cérebro. De maneira quase didática, o diretor Louis Leterrier contou a história de um monstro gigante que ganha consciência e apaga a imagem deturpada que o filme de 2003 criou para o herói para que Hulk pudesse fazer parte de um projeto audacioso do Marvel Studios começado em Homem de Ferro (leia a resenha aqui) no mesmo ano: como em uma história em quadrinhos, somar várias histórias de personagens aparentemente sem ligação direta entre si para criar o maior super grupo do universo Marvel.

RESENHA: Homem de Ferro

Meio-Homem, meio-máquina. Cada vez mais próximo da tecnologia e do mundo virtual fica cada vez mais difícil definir aonde acaba a carne e osso e aonde começa o óleo e o metal no cotidiano do ser humano. Causando furor entre fãs e não fãs de quadrinhos, o Homem de Ferro chegou em 2008 para mostrar que apesar da proximidade entre homem e máquina, não há maior inimigo para a humanidade que a si mesma.


Sempre que um novo filme baseado em histórias em quadrinhos chega às telonas há dois resultados esperados: em vista da viciada indústria do cinema de super-heróis, o filme pode ser um fracasso ou, em vista de um possível amadurecimento que espectador especialista pede, o filme pode ser um sucesso.

Somando o fato que o Homem de Ferro não é o herói mais popular das HQ’s e o mais esperado do filme seriam seus efeitos especiais inovadores foi possível, irônicamente, contar uma boa história, fazendo do filme não só um grande obra, mas um divisor de águas nos filmes do gênero.

Sob a direção do pouco badalado Jon Favreau, Homem de Ferro conta a história de Tony Stark (Robert Downey Jr) o herdeiro milionário das Indústrias Stark, companhia que fabrica os melhores armamentos militares do mundo. Além de gênio  principal mnte por trás da indústria, Tony também é conhecido por ser o maior playboy do mundo, conseguindo sempre o que quer, do jeito que quer e como quer da maneira mais irreverente possível.

Tony Stark luta contra o problema que ele mesmo criou.

Apesar de sua maneira de pensar viciada herdada do pai, onde a melhor arma não é aquela que não precisa ser usada, mas sim aquela que só precisa ser usada uma vez, a óptica de Tony muda radicalmente a partir do momento que ele é obrigado a montar uma super-armadura para fugir do cativeiro a qual foi apreendido numa ação terrorista no Afeganistão que se utilizou dos armamentos produzidos pelas Indústrias Stark para capturá-lo.

Após decidir salvar o mundo das armas que ele mesmo criou com uma poderosa combinação entre a armadura que criou e um dispositivo radioativo que substituiu seu coração, Stark ainda se vê envolvido num perigoso jogo de negócios e ambições quando seu braço direito em suas indústrias, Obadiah Stane (Jeff Bridges), se mostra um mercenário executivo que coloca seus interesses megalomaníacos na frente de qualquer vida humana.

Parecendo encenar ele mesmo, Robert Downey Jr nunca pareceu tão a vontade em um set de filmagem. Além de parecido com o personagem nos quadrinhos, o ator ainda conseguiu marcar a figura do herói na mente de espectadores acostumados com heróis mais populares, como Batman, Homem-Aranha e X-Men.

Dando vida para um personagem que convive com o conflito de um drama pessoal que o faz se sentir o culpado pelas atrocidades que as armas causam no mundo e a personalidade sagaz de um multimilionário que parece indiferente ao mundo exterior, Downey Jr. pôde oferecer ao expectador uma dose das mesmas dúvidas e perguntas que Tony Stark parece se fazer a cada cena do filme: por que a humanidade prejudica tanto a própria humanidade?

Obadiah rouba a primeira armadura construída por Stark para saciar sua sede por dinheiro e poder!

Misturando o que cada um dos filmes de heróis que a geração de 2.000 produziu, Jon Favreau combinou ação, drama e humor na medida certa, fazendo do filme de o Homem de Ferro o início de uma nova era de filme de super-heróis, onde não basta apenas colocar um ator famoso fantasiado na tela grande, mas produzir algo com consistência, algo que tanto o fã como o cinéfalo casual possam levar não apenas como diversão, mas como uma experiência única e expressiva como o cinema deve ser.