NEXT CONQUEROR

o blog do Davi Jr.

Arquivos da Categoria: Anime

RESENHA: Anime Friends 2016

Cheio de energia, atrações incríveis e em um lugar que já tem o coração dos fãs, o Anime Friends 2016 chegou com força total, mostrando que a força da cultura pop japonesa é uma chama que jamais se extinguirá!

af16

SÓ O ANIME FRIENDS É O ANIME FRIENDS!

Desde 2013, quando foi escolhido pela primeira vez como sede do evento, o Campo de Marte ganhou o coração dos fãs: muito maior que a Faculdade Cantareira e muito melhor estruturado que o Mart Center, o local se mostrou a cada ano como a melhor das opções para a Yamatao Evento mesclar atrações tão variadas entre si.

Dividido em 3 áreas e 5 palcos de atrações, em muitos dias ficava dificil escolher onde ficar durante o evento.

A área do Brazil Comic Con teve empresas de grande porte, como a Bandai/Namco, trouxe autores, desenhistas e editoras brasileiras de grande teve como seus grandes destaques o ator do Ranger Vermelho Jason Faunt e o escritor americano Peter Milligan, destaque das editoras Marvel e DC.

Pensando no público mais jovens, o Web Pop Festival trouxe dezenas de youtubers que se apresentando no palco e com links ao vivo, realizando atrações, gincanas e brincadeiras com o público.

ANime-Friends-2016_cosplayers

Cosplayers que são a cara do evento!

Mas foi na área Anime Friends que conteve o melhor que o evento sempre teve por todos estes anos, como a área de estandes, as atrações internacionais e os painéis com dubladores e atores japoneses.

DESTAQUES DOS PALCOS

Se pudesse destacar tudo, ainda seria pouco. Neste ano, o clima do evento estava muito família. Sentia-se uma certa intimidade com as atrações, um carinho do público para com o evento como nunca antes havia-se sentido.

Possivelmente isto foi devido a escolha da Yamato em prestar diversas homenagens às séries que marcaram a história do Anime Friends, principalmente em especiais de dublagem e música, adicionando novidades ao mesmo tempo em que se trabalhou a nostalgia do público.

ANime-Friends-2016_koujiwada

A homenagem a Kouji Wada foi emocionante!

Durante os 6 dias de evento passaram pelo evento, 6 dubladores. No Especial Guerra Civil, Marco Ribeiro e Duda Spinoza fizeram a alegria dos #teamstark e #teamcaptains, numa apresentação histórica. No Especial Tartarugas Ninja, Andreas Avancini, Fred Marcarenhas, Renan Ribeiro e Wirley Contaifer subiram ao palco juntos, unindo, pela primeira vez no palco do Anime Friends, as vozes de Leonardo, Michelangelo, Donatello e Rafael. Por fim, Guilherme Briggs fez seu painél realizando o sonho de muitos fãs, imitando muitos de seus personagens e contando um pouco de sua história.

No Palco Fantasy, no dia 16, os fãs de tokusatsu tiveram a oportunidade de assistir às entrevistas de Takumi Tsutsui e Shouhei Kusaka. O primeiro, ator do heróis Jiraiya, já veio ao Brasil algumas vezes, mas sua presença é sempre uma alegria, visto seu carismo e o trato carinhoso que tem com os fãs. O segundo, ator de Jiban, veio pela primeira vez para o Brasil.

ANime-Friends-2016_ricardo-Cruz

Ricardo Cruz arrasou em todas as suas apresentações!

Com um a entrevista interessante, onde ambos os atores se mostraram ainda muito envolvidos no mundo do tokusatsu, inclusive contando curiosidades da época em que gravaram e como isto influenciou nos trabalhos de divulgação que fazem de suas respectivas séries em todo o mundo, a atração teve como ponto alto a presença de cosplayers no palco com os atores enquanto estes cantaram as músicas temas de suas séries, emocionando o público e trazendo o ar nostálgico dos anos 80 para o evento.

DESTAQUES DA ARENA FRIENDS

Chega às 18 horas, vai anoitecendo e todo o público começa a se dirigir para a Arena Friends, mega-palco montado no evento onde ocorrerá as maiores atrações do evento, encerrando cada um de seus dias com uma atração inesquecível.

No dia 9 de julho, o Super Friends Spirits Especial Dragon Ball Z trouxe pela primeira vez no Brasil os cantores Hiroki Takahashi, intérprete da música Makafushigi Adventure, primeira abertura de Dragon Ball e Yuuya Asaoka, intérprete da música Dan Dan Kokoro Hikareteku, abertura de Dragon Ball GT.

ANime-Friends-2016_takayoshi-tanimo

A energia de Takayoshi Tanimoto contagiou o público!

Junto com Ricardo Cruz, cantor brasileiro membro da banda japonesa JAM Project, e Takayoshi Tanimoto, cantor japonês intéprete das músicas de abertura de Dragon Ball Kai, os quatro cantores fizeram a alegria dos fãs trazendo a energia e a empolgação de Goku e sua turma num ritmo alucinante de um show inédito, onde Ricardo Fábio, cantor brasileiro da abertura de Dragon Ball GT pode cantar a música Coração de Criança junto com Yuuya Asaoka.

No dia 10 de julho, foi a vez de Takayoshi Tanimoto e Ricardo Cruz subirem no palco junto com Ayumi Miyazaki para homenagear o cantor Kouji Wada, que falecera este ano, no Super Friends Spirits Especial Digimon. Com um video emocionante no início do show que tirou lágrimas dos olhos dos fãs dos monstros digitais, os temas de abertura e digi-evolução foram cantados um a um, encerrando com uma versão emocionante de Butterfly cantada pelos três cantores no palco e todo o público na platéia.

ANime-Friends-2016_LArissa-tassi

Foi emocionante ver Larissa Tassi cantando a abertura da Manchete ao vivo!

No dia 17 de julho foi a vez da cantora Mai Hoshimura, pela primeira vez no Brasil, encantar o público no show de encerramento do evento com as canções de Bleach, D’Gray-Man e diversas canções de seu extenso repertório.

Mas o destaque total vai para o gigante show do dia 16 de julho. O Super Friends Spirits Especial Os Cavaleiros do Zodíaco foi realizado em duas partes, metade com os cantores brasileiros Ricardo Cruz, Larissa Tassi, Rodrigo Rossi e Edu Falaschi cantandos os temas em português das músicas que fizeram história na TV desde os anos 90 e metade com Yumi Matsuzawa e Nobuo Yamada cantando os sucesso em japonês da série, que completa 30 anos em 2016.

Se ouvir Rodrigo Rossi e Edu Falaschi juntos no palco já foi emocionante, o que dizer de Larissa Tassi cantando o tema de abertura do anime que a Manchete veiculava a mais de 20 anos ou dela cantando junto com Ricardo Cruz cantando a música Heroi do JAM Project totalmente em português?

Como se não bastasse, Larissa ainda subiu no palco com Yumi para cantarem juntas Chikyuugi e Edu Falaschi cantou Pegasus Fantasy junto com Nobuo Yamada. Depois de 3 horas de show e 7 versões de Pegasus Fantasy, milhares de fãs emocionados sairam do palco com o hino dos animesong’s do Brasil em mente e o coração vibrante pedindo por mais evento.

ANime-Friends-2016_nobuo-yamada2

Nobuo Yamada e Pegasus Fantasy: não há melhor maneira de encerrar um show do Anime Friends!

 

QUEREMOS MAIS

Assim como Os Cavaleiros do Zodíaco, o Anime Friends fez história no Brasil, fazendo com que os eventos de cultura pop no país sejam definidos antes e depois do Anime Friends.

Por mais que novos eventos venham, não há evento melhor que este que ocorre em julho. Com todo um espírito único e atrações que só se vêem nele, o Anime Friends ganha mais gás e energia a cada ano, conquistando os velhos guerreiros de longa data que tem o orgulho de ostentar 14 anos de evento e os visitantes de primeira viagem que não conseguem pensar em mais nada após o evento senão começar a contar os dias para o Anime Friends 2017!

RESENHA: Naruto Shippuden, a saga de Pain

Medo e apreensão. Curiosidade e estagnação. Desde que a humanidade se entende ser vivente, a morte foi alvo das mais variadas abordagens ideológicas e psicológicas. Durante a Saga de Pain, a morte é vista em vários pontos de vista, de diversas maneiras em Naruto Shippuden.

Naruto-Shippuden-Saga-do-Pain

E SAGA MOSTRA PRA QUE VEIO

Após duas sagas introdutórias, Naruto Shippuden finalmente começou a delinear o seu conceito e desenvolver uma história que havia ficado estagnada. Necessária e surpreendente, o Resgate do Kazekage (leia a resenha aqui) foi essencial para mostrar o crescimento de Sakura e o amadurecimento de Naruto, porém, o Reencontro com Sasuke (leia a resenha aqui) deixou na série um quê parecido com o conceito do personagem Orochimaru: interessante, mas que parece se limitar a encontros esperados pelos leitores, deixando conclusões de lado.

Assim, mesmo aparentemente sem ter noção disto, quando Masashi Kishimoto iniciou o terceiro arco de Naruto Shipudden com um treinamento de Naruto, o autor acabou gerando uma saga com três arcos que se completam entre si e finalizam uma abordagem interessante do amadurecimento pretendido aos protagonistas: como encarar a morte.

Pain e Konan, um passado sofrido que criou uma equipe audaciosa!

Pain e Konan, um passado sofrido que criou uma equipe audaciosa!

Mesmo que o personagem título desta saga faça a sua revelação apenas no segundo arco e sua ação apenas no terceiro, sua influência na temática da saga já começa no primeiro arco, visto que, como líder da Akatsuki, Pain declara os objetivos da organização em dominar o mundo com o poder da entidade máxima conseguida com o poder dos 9 monstros de cauda selados que a organização começou a colher deste a saga do Resgate do Kazekage.

PRIMEIRO ARCO: SHIKAMARU E AZUMA

O que caracteriza os três arcos como uma só saga é a temática que liga todas, além da presença influenciadora de Pain? A morte.

A história inicia-se quando Pain manda Hidan e Kazuku para invadir a Vila da Folha. Hidan foi voluntário de um kinjutsu, experiências que as pessoas de sua religião faziam. Nesse kinjutsu, Hidan ganhou imortalidade. O seu principal jutsu, só é possível por causa de sua imortalidade.

Ele usa a foice de três gumes que ele carrega, para tirar sangue do adversário. Depois ele ingere o sangue, e faz um símbolo no chão, e quando entra nele, todos os golpes que ele recebe, seu adversário também recebe. Então ele usa sua imortalidade dando golpes fatais em si mesmo, e matando o adversário. Com esse jutsu ele matou Asuma Sarutobi, o primeiro a digladiar a dupla quando estes chegaram à Vila.

Shikamaru chora a morte de Asuma.

Shikamaru chora a morte de Asuma.

Provocando a fúria de Shikamaru, que via Asuma como um exemplo de líder, confiança e fraternidade, o personagem mais uma vez assume o protagonismo da série montando uma estratégia se utilizando das equipes 7 e 8 para vencerem os ninjas da Akatsuki, ficando com ele o objetivo final de vencer Hidan.

Já Kakuzu tem uma técnica de estender sua vida. Com isso ele teve uma vida excepcionalmente longa. É tão velho que lutou contra o Primeiro Hokage. Na verdade, isso foi uma missão dada a ele pela Vila da Cachoeira, mas como falhou, foi punido e preso. Ao fugir da prisão, ele conseguiu essa técnica. Ele aumente sua vida, ao roubar o coração das pessoas, usando os inúmeros fios pretos de seu jutsu. Somado ao coração dele, o máximo de corações que ele pode ter, é cinco, tendo cinco vidas. Ou seja, teriam que matá-lo cinco vezes para poderem vencê-lo. E além disso cada um dos corações pode lutar a seu favor como um ninja distinto, e cada um dos corações com seu elemento.

Na luta contra os ninjas de Konoha, Kakuzu tem seus cinco corações destruídos. O primeiro é vítima do Chidori de Kakashi. O segundo é vítima do jutsu de Hidan, que o mata acidentalmente. O terceiro e o quarto são vítimas de um único jutsu de Naruto, o Rasen Shuriken. O último é morto também por Kakashi.

O trabalho em equipe vence a imortalidade da Akatsuki!

O trabalho em equipe vence a imortalidade da Akatsuki!

O contraponto é interessante: enquanto os vilões dominam a imortalidade, os heróis lutam para proteger a vida, mas ainda assim tendo que matar os inimigos, acabando com sua vida eterna.

SEGUNDO ARCO: JIRAIYA E PAIN, SASUKE E ITACHI

O segundo arco começa com uma ideia interessante da quebra de paradigma que sofrem um shonens: ir direto ao chefe final antes de passar por todos os componentes de antagonistas.

Cabendo a Jiraiya a missão de ir até o líder da Akatsuki, o ninja sennin invade o País da Água, descobrindo que o Mizukage é Pain.

Devido às suas condições geográficas, o pequeno País da Água sempre foi o mais prejudicado com as guerras ninja, já que este sempre acaba sendo palco das disputas dos países da Terra, Ar e Fogo, o que levou o país a se fechar comercialmente, pouco enviar ninjas a encontros diplomáticos com Exames Chunins e estar em constante guerra civil.

Num palco de mortes, o passado de Jiraiya é contado mostrando a origem de Pain.

Jiraiya é obrigado a utilizar seu poder máximo contra Pain!

Jiraiya é obrigado a utilizar seu poder máximo contra Pain!

O ser chamado de Pain são seis corpos que compartilham da mesma consciência, sendo todos controlados por Nagato Uzumaki. Quando pequeno, Nagato foi treinado por ninguém menos que Jiraiya, o sennin do sapo. Seus companheiros de equipe eram os também orfãos Yahiko e Konan, todos membros do grupo de mercenários Ame. Nagato carregava em seus olhos o poder do maior entre os doujutsu oculares, o Rinnegan, uma técnica ocular única, originalmente usada pelo Eremita dos Seis Caminhos: um misto de lenda, religião e história que dá origem ao mundo ninja.

Isso lhe permitiu aprender as mais diversas técnicas, dos mais diversos elementos. Com a saída de Jiraiya do time (que voltara ao País da Folha), Yahiko criou a Akatsuki, um grupo de ninjas mercenários, para assim, um dia ter chances de matar Hanzo, o líder opressivo de Ame. Ao confrontar diretamente Hanzo, Yahiko é morto. Daí Nagato usa ferozmente o Rinnegan, e mataria Hanzo, não fosse a técnica de teletransporte. Nagato, então, transforma o corpo do melhor amigo, Yahiko, em Pain (do inglês: Dor). Nagato também usa mais cinco corpos de ninjas mortos, e junto a Yahiko, formando assim os Seis Caminhos de Pain, ou Seis Caminhos da Dor. Com isso, Pain derrota toda a Ame, inclusive Hanzo.

De volta ao presente, em uma luta dramática e cheia de lembranças difusas e mal interpretadas, Pain vence Jiraiya, que cai morto em uma das cenas mais polêmicas da série. Kishimoto foi inteligente em não deixar claro tal perda de personagem, tanto pelo quão querido Jiraiya sempre foi, como por incentivar fãs a criarem diversas teorias justificando (ou não) a sua morte para o enredo geral.

Seis! Nagato é Pain!

Seis! Nagato é Pain!

Ao mesmo tempo que acontece o combate entre Jiraya e Pain, o arco conta uma das mais dramáticas e esperadas disputas da história: a luta entre os irmãos Sasuke e Itachi Uchiha.

Acontecendo logo após Sasuke matar Orochimaru para absorver seu poder e vencido Deidara para chegar ao local de repouso do irmão, a luta se inicia com um choque de genjutsus. A disputa tem diversos confrontos psicológicos que podem ser interpretados como características das suas personalidades intimamente ligadas à questão da morte, cada uma desenvolvida de acordo com o histórico amplamente explorados personagens ao longo da história.

Utilizando suas técnicas máximas, ambos Uchihas se revelam grandiosos, porém Sasuke sagra-se vencedor, devido aos problemas físicos por qual passava Itachi que decidira utilizar o Mangekyou Sharingan (técnica suprema da herança sanguínea da família Uchiha que consome a vida do usuário). O fato que ser vencido pelo irmão, faz Sasuke ser aprovado no teste final de Itachi, em sua última etapa de treinamento.

Itachi morre com um sorriso!

Itachi morre com um sorriso!

Confuso? Parece, mas nem tanto. Após a luta dos irmãos, Tobi aparece para contar a verdade por trás da morte do clã Uchiha, mostrando que Itachi não era o traidor da Vila da Folha que todos pensavam ser, tendo sua causa ligada aos princípios da fundação da Vila da Folha: Itachi realizou o massacre (com a ajuda de Tobi) sobre as ordens dos conselheiros da Vila da Folha (encabeçado pelo líder dos Uchiha, Madara) para prevenir um golpe de estado dos Uchiha. O único poupado foi Sasuke porque Itachi amava mais seu irmão do que o clã ou a vila.

Os eventos deste confrontam aumentam ainda mais a popularidade de Itachi, que se tornou o grande mártir da história, além de provocar a ira de Sasuke, que culpou a Vila da Folha por tramas e disputas tão obscuras e danosas a ele mesmo.

Refletindo seu orgulho e egoísmo, Sasuke e sua equipe formada para ir ao encontro de Itachi começam a planejar a destruição de toda a comunidade ninja do País do Fogo se aliando à Akatsuki.

Naruto-shippuden--itachi-martiro

TERCEIRO: NARUTO E PAIN

É interessante notar como nos dois primeiros arcos da saga, a presença do personagem Naruto permanece irrelevante para seu desenvolvimento, tendo suas participações limitadas a um treinamento com Yamato e, posteriormente, a investigações com Shikamaru sobre as pistas deixadas por Jiraiya após este ser morto por Pain.

Num misto de fúria, desejo de vingança e honra ao seu mestre, Naruto amadurece muito quando foi colocado novamente como protagonista de sua história, no momento em que foi enfrentar Pain, que tentou destruir todos o seu emocional com eventos chocantes durante todo o terceiro arco da saga.

Motivado por Tobi, Pain invade a Vila da Folha com Konan para capturar Naruto, em teoria o último dos portadores dos seres com cauda que resta, visto que coube a equipe de Sasuke capturar o Oito Caudas (um ninja da Vila do Trovão) como prova de lealdade do grupo à Akatsuki.

Durante a invasão, a vila toda é dominada, grande parte é destruida, Tsunade entra em coma por utilizar todo seu chacra sennin e uma série de mortes provocativas á Naruto acontecem: Pain mata Kakashi e Hinata, esta última logo após a garota se declarar à Naruto já ciente que estava prestes a morrer.

Naruto ativa o modo sennin!

Naruto ativa o modo sennin!

Mostrando uma maturidade invejável a qualquer Luffy e Goku, Naruto mostra todo o resultado de seu treinamento vencendo os seis Pains utilizando o modo Sennin (o mesmo de Jiraiya).

Porém o destaque total para justificar o logro de despertar um poder tão próximo ao do sábio ermitão, Naruto vai até Nagato e pede para o personagem explicar todas as suas motivações para matar e se vingar de tanta gente.

Mesmo não concordando, Naruto se mostra um personagem de grandiosa humanidade, capaz de superar a morte, uma analogia a verdadeira imortalidade procurada pelos membros da Akatsuki e perdoa Pain.

Isso comove o personagem, que ao lembrar de Jiraiya, usa os poderes do Rinnegan para sacrificar sua vida e  reverter todas as morte que ocorreram durante a invasão a Vila da Folha.

PREPARATIVOS

A Saga de Pain reflete muito mais que uma temática bem desenvolvida, um enredo bem construído e a utilização reveladora de seus personagens: é o resultado da criatividade inventiva ímpar de Masashi Kishimoto, que uniu em três arcos uma temática interessante para qualquer povo em qualquer época e em qualquer estado.

O novo Rasengan é devastador!

O novo Rasengan é devastador!

Mesmo a franquia Naruto tendo diversos momentos sem foco e obtusos (como a Saga do Quarteto do Som, leia resenha aqui) ou mesmo planejada com objetivos infinitamente comerciais, sagas grandiosas como esta mostra o quão ascendente, imersivo e reflexivo um best-seller pode se tornar se a sua base é composta do que mais motivou a humanidade desde que esta abriu os olhos pela primeira vez: a paixão em viver!

RESENHA: Bleach, a Saga dos Fullbringers

Algumas coisas, por mais que pareçam fadadas a dar errado, se tornam interessantes e mesmo que contadas da forma errada, fazem um final empolgante. Em Bleach, durante a Saga dos Fullbringers, um recomeço foi necessário para dar continuidade a um fim de saga feito as pressas. O que resultou numa repetição do ciclo da saga anterior.

Bleach-logo-fullbringers

SEM BAIXAS

O final da longa Saga dos Arrancars (leia a resenha aqui) foi marcada por uma das mais aguardadas batalhas desde o fim da Saga da Soul Society (leia a resenha aqui): o derradeiro encontro de Capitães e Espadas no chamado arco da Batalha de inverno. Cheia de promessas quanto a força e aos desastres que poderiam acontecer num combate entre os mais poderosos guerreiros dos 13 Esquadrões contra os Arrancars de Aizen, o resultado foi um exército sem baixas para o lado da Soul Society e os inimigos facilmente vencidos, sobrando apenas Aizen para um fim épico.

Considera-se como principal fator deste desfecho a pressão editorial e a cobrança por um serviço dedicado a fãs que Tite Kubo, o autor da série, sofreu ao escrever o mangá. Tendo que se dispor a escrever lutas que valorizassem personagens aguardados pelos fãs, o planejamento da Saga dos Arrancars foi comprometido, amarrando a história em um ponto que não poderia mais voltar atrás.

Ichigo entra para o Xcution para recuperar seus poderes.

Ichigo entra para o Xcution para recuperar seus poderes.

O que fazer com isso? Após alguns meses de descanso, Tite Kubo retomou a obra de uma maneira inusitada: com o que parecia um reinício para Ichigo, seu principal protagonista, o autor criou uma saga para se colocar ordem na casa, ignorando a Soul Society e focando a série nos seus personagens iniciais.

É HORA DOS FULLBRINGERS

Em diversos momentos da série é nítido que Tite Kubo tentou recolocar Ishida, Orihime e Chad no seu lugar de co-protagonistas juntos com Ichigo e Rukia. Porém, a capacidade de criar personagens legais acabou sendo o maior impecilho para isso, fazendo com que os editores da Shonen Jump empurrassem o foco para os capitães do Gottei 13. Se nem mesmo os Vaizards, personagens criados especificamente para a Saga dos Arrancars puderam ter seu peso merecido, o que dizer do trio humano que perdia popularidade a ponto de quase caírem no esquecimento?

Disposto a mudar esse cenário vicioso para sua série, Tite Kubo voltou com Bleach em uma saga com uma proposta diferente: focada na recuperação dos poderes de Ichigo e no papel fundamental de Chad e Orihime nesse processo. Para tal, a “classe” destes personagens passou a ser o foco, explicando a origem de seus poderes e esquematizando seu sistema de crescimento, semeando planos para justificar o que poderia se tornar um novo foco em séries vindouras.

Ginjo é o líder dos Fullbringers!

Ginjo é o líder dos Fullbringers!

Na história, Ichigo, que voltou a ter a sua rotina de estudante comum após sacrificar seus poderes de substituto de shinigami para vencer Aizen, recebe uma proposta inusitada de Ginjo Kuugo: fazer parte do grupo Xcution, prometendo a ele seus poderes de volta caso seguisse o treinamento a ele proposto.

Durante o treinamento, é explicado a Ichigo que os poderes que Chad (que passa a fazer partes do Xcution também) e Orihime foram passados por suas mães, que absorveram energia espiritual Hollow quando foram atacados por seres do Hueco Mundo. Os humanos com esses poderes são chamados de Fullbringers. Ichigo, por ser também um fullbringer, reteu o poder de shinigami substituto que Rukia lhe concedera, algo que não aconteceria com uma pessoa comum nessa situação.

Em uma longa apresentação de personagens, muitas vezes irrelevantes, em uma trama que chama a atenção por ser inesperada em comparação a tudo o que Bleach já foi, a história segue num misto de curiosidade e ansiosidade, visto que há pontos que a trama acaba demorando demais para desenrolar, mesmo que claramente cruciais para o seguimento da história.

É descoberta a origem dos poderes de Chad e Orihime.

É descoberta a origem dos poderes de Chad e Orihime.

O nó psicológico que Ginjo envolve Ichigo é o maior destaque da série, por um momento, nem o personagem, nem o leitor sabe em quem deve confiar. Com uma narrativa de dar um banho em qualquer grande autor de mangá, mesmo quando se fica exposto muito mais os desejos do editor que o do próprio autor, Tite Kubo consegue refletir em Ichigo as mesmas atitudes que o leitor teria sob quem se deve ou não acreditar, deixando ainda uma surpresa de tirar o fôlego na hora de revelar todos os segredos.

CAPITÃES EM HORAS ERRADAS

No mundo dos best-sellers da Shonen Jump, são poucos os autores que conseguem sobreviver muito tempo na revista com uma alta taxa de popularidade e há um longo prazo. Destes, menos ainda são aqueles que conseguem desenvolver a história a sua maneira, sem a intervenção do editor que tenta agradar o leitor. Tite Kubo é uma vítima do mercado de mangás. Sempre que a história parece estar se desenvolvendo a sua maneira, acontece um capítulo “revolucionário” que põe fim a uma trama interessante e transforma Bleach, novamente, num mangá de combates marcantes excessivos.

Em determinado ponto da história, os Capitães da Soul Society voltam para a Terra e intervém no combate contra os Fullbringers. Daí vem a fórmula já batida que ocorreu em todas as sagas (em filmes, fillers do anime, histórias laterais, etc): lutam os capitães mais populares contra os inimigos, Chad, Ishida e Orihime ficam na marginal da história e Ichigo tem a luta final contra o “chefão” da saga.

E chegam os salvadores! De novo!

E chegam os salvadores! De novo!

Não que se deva ter algo contra uma grande luta de Byakuiya ou Hitsugaya, mas por serem extremamente interessantes, devem ser muito bem encaixadas na história, fazendo destes momentos único! E não uma tabelinha a ser preenchida pelo autor a cada arco. É claro que o “timing” do leitor japonês para o leitor tankobon ou mesmo do leitor brasileiro são diferentes e cada um passa a ver a história e suas necessidades de um jeito. Mas criar um ponto de equilíbrio para todos os público é o grande desafio de um mangá semanal.

E para finalizar, com uma reaparição fenomenal de Rukia como a sub-capitã do 13º Esquadrão da Soul Society, a história da saga passa mais a aguçar a curiosidade de como ficou a formação dos 13 Esquadrões durante o período de Ichigo sem férias que nos fullbringers propriamente dito.

RESULTADO EDITORIAL

O resultado final da Saga dos Fullbringers é um resumo perfeito do fantasma do que assola o mercado de mangás contemporâneo: a angústia de querer agradar ao leitor é tamanha que muitas vezes o autor deixa escapar pérolas e possibilidades engenhosas em sua história.

Apesar de um ritmo extasiante e um enredo atrativo, o que sobrou da saga após seu fim é um espelho em menos volumes do mal planejamento da Saga dos Arrancars: foi interessante, soube prender o leitor, passou uma boa mensagem e teve um desfecho de tirar o chapéu, mas foi vazia em não se aproveitar do rico universo criado e ter peso muito leve na razão de a história ser contada.

O clima de trillher policial com uma pitada de terror é o ponto positivo da saga!

O clima de trillher policial com uma pitada de terror é o ponto positivo da saga!

RESENHA: Sailor Moon Classic

Ao chamar uma obra de clássico da atualidade, remetemos a ideia a um dualismo de preceitos que se misturam em uma ideia original proveniente daquela que a conceituou. De um lado valores já consagrados carregam a obra. De outro, novas tendências se conceituam por meio de personagens e emoções. Sailor Moon é o resultado perfeito do que pode ser referido como classico da atualidade, levando tudo o que a história do mangá do Japão desenvolveu a patamares eternos!

Sailor-Moon-Classic-logo-usagi

O QUE HÁ DE ERRADO EM FUGIR DA REALIDADE, SE ELA É UMA DROGA?

Estudiosos da arte do mangá atribuem as histórias fantásticas oriundas do Japão, a grosso modo, a dois fatores principais: à agitada concorrida vida do Japão em todas as classes e ao forte senso de responsabilidade (culturalmente herdada dos samurais) que fazem com que o povo japonês seja exemplo de superação.

Ambas as caracteristicas se unem a uma unica necessidade contemporânea que, refletida em mangás, faz com que esta seja a nação que mais lê histórias em quadrinhos no mundo: a necessidade de estravasar o strees.

Com heróis e vilões extremamente humanizados aos aspectos do dia-a-dia do japonês, historias fantásticas e ricas em conceitos, preceitos e ideias são criadas diariamente, fazendo com que o mercado de mangás seja, também, um dos mais concorridos no cenário nacional.

Quando uma história se destaca a nível nacional, sendo lido por públicos de várias idades, este já pode ser considerado um sucesso. Mas quando esse sucesso perdura por anos, é o que chamamos de clássico da atualidade.

Sailor Moon e Tuxedo Mask tem uma ligação que os une desde passados longínquos.

Sailor Moon e Tuxedo Mask tem uma ligação que os une desde passados longínquos.

Sucessos nascem e morrem todos os anos no Japão, mas são poucas as obras que sobrevivem ao tempo e tornam-se clássicos. Sailor Moon é um desses. Com uma receita consagrada da arte de entretenimento japonês, Sailor Moon reinventou como o mangá para meninas pode ser contado.

O FUTURO É ALGO QUE VOCÊ MESMO FAZ. VOCÊ TEM QUE ACREDITAR NELE

Antes do grupo CLAMP se consagrar com obras que se tornaram referência no Shoujo Mangá (literalmente, “mangá para meninas”), praticamente não havia um único autor que tivesse colocado seu nome na história da arte desenhando este tipo de quadrinho.

Dominado por autores sumariamente masculinos, Naoko Takeuchi foi a autora que quebrou paradigmas quando serializou a mais clássica das histórias shoujo de todos os tempos: Sailor Moon.

Após o sucesso de “Codename Wa Sailor V”, considerada uma prévia de Sailor Moon, o mangá foi escolhido para se tornar um anime. Foi quando Takeuchi decidiu fundi-lo com elementos do amado gênero de tokusatsu super sentai (outrora já utilizado como trunfo na construção de Os Cavaleiros do Zodíaco também pela Toei Animation), construindo um time de cinco heróis, transformando a história original no mangá Bishoujo Senshi(ou Pretty Guardian no Ocidente) Sailor Moon, com uma nova personagem principal.

Sailor Mercury é a mais estudiosa das guerreiras lunares!

Sailor Mercury é a mais estudiosa das guerreiras lunares!

Assim, Serena e suas amigas surgiram. Após o fim da primeira série (tema desta resenha), Takeuchi foi surpreendida quando lhe pediram para continuar a escrevê-la, o que deu origem aos quatro arcos seguintes da história.

A LUZ DA LUA CARREGA UMA MENSAGEM DE AMOR

O primeiro arco da série, Serena Tsukino (Tsukino Usagi, no original) é uma menina chorona, medrosa, comilona e extremamente comum, algo que por si só, já é capaz de gerar uma onda de leitoras que se identificam com a personagem. Num certo dia, no caminho para a escola, ela encontra um grupo de rapazes batendo numa gata de rua.

Serena salva a gata e tira um curativo da testa dela que escondia uma meia-lua. Mais tarde a gatinha aparece no quarto da menina e começa a falar com ela, apresenta-se como Lua e entrega-lhe uma missão: a de ser uma Sailor guerreira, defensora do bem, destinada a enfrentar demónios e unir-se com outras sailors para encontrar a Princesa da Lua que habita a terra.

Enquanto as outras guerreiras não aparecem, começam a surgir monstros por toda a Tóquio e Serena, com a ajuda do misterioso Tuxedo Mask, um rapaz que luta usando rosas e veste um smoking, aprende a derrotá-los. A rainha do mal, Beryl, deseja reviver sua terrível líder Metallia (ou Energia Mega, na adaptação para anime no Brasil) e para isso, envia os seus generais: Jedite, Neflite, Zyocite e Malachite para roubar energia humana através de terríveis monstros. Ela precisa do lendário Cristal de Prata, há muito perdido, para reviver a sua Metallia, o mesmo artefato que as Sailors procuram para encontrar a Princesa da Lua.

Sailor Mars é a mais temperamental da história.

Sailor Mars é a mais temperamental da história.

Em linhas gerais, pouco a história se diferencia de um tokusatsu padrão, principalmente no anime, onde, com diversas mudanças da obra original, até mesmo a construção de cada episódio se dá como uma série de herois fantasiados. Porém, é no desenvolvimento de situações e personagens que a série se diferencia de outras obras, fazendo com que o espectador se afeiçoe e se coloque no lugar das guerreiras em momentos que super-poderes se tornam apenas uma característica atrativa para o japonês que quer estravar sua rotina com o estravagante uniforme que meninas de mini-saia lutando contra vilões.

Se a garota bobinha, chorona e inocente e o galante e orgulhoso Tuxedo Mask não bastassem para o espectador/leitor se identificar, as outras quatro Sailors completam as diversas linhas de personalidade da obra.

Enquanto Ami Mizuno, a Sailor Mercury, retrata a calma, paciente, racional e estudiosa aluna do colegial, Rei Hino, a Sailor Mars, é a perfeita descrição da explosão do fogo: religiosa mas muito temperamental, Rei é o perfeito oposto da alegria de Serena, porém, como poucas personagens femininas, uma das que mais estreitam os valores de lealdade e amizade.

As duas últimas integrantes a se unirem a Sailor Moon não contrapõe a personalidade de Serena como as duas anteriores, mas sim derivam da sua crença ao amor em projeções mais maduras.

Sailor Jupiter é cheia de talentos e a mais valente do grupo!

Sailor Jupiter é cheia de talentos e a mais valente do grupo!

Enquanto Lita Kino, a Sailor Jupiter, é uma garota muito forte, alta e com muitas habilidades (como dotes culinários e em artes marciais), Mina Aino, a Sailor Vênus (a Sailor V original), é uma garota doce e meiga que guarda profundas mágoas de seus relacionamentos anteriores.

ANIME X MANGÁ

Produzidos com um espaço de tempo muito justo entre o início de uma e outra, o projeto da primeira série de Sailor Moon rendeu 52 episódios para TV baseados em apenas três volumes de mangá (a se contar da edição definitiva da obra).

Isso fez com que muitas diferenças surgissem em ambas as obras, fazendo do mangá uma história muito mais fidedigna ao mundo real e o anime uma série muito mais fantasiosa porém com um desenvolvimento muito mais requintado de cada personagem.

Se no mangá a máscara de Tuxedo Mask não engana Serena que seu salvador se trata do galante Darien Chiba, no anime vemos um relacionamento muito mais carismático entre ambos os personagens enquanto se desenvolve o enredo de seu passado, seus anseios e sua derradeira revelação de identidade.

Impossível não se apaixonar pela Sailor Venus!

Impossível não se apaixonar pela Sailor Venus!

É possível enumerar dezenas, senão centenas de detalhes que o anime acrescentou à obra para lhe deixar mais interessante a públicos de idades além do público-alvo do shoujo mangá. Também é possível contar como todos os detalhes de traço e cuidado com que Naoko Takeuchi tomou o refinamento de abordar de maneira muito mais madura os sentimentos de Serena.

Mas o fato é que, independente da mídia, o primeiro arco de Sailor Moon consegue cativar e levar ao público, de maneiras diferentes, o principal ponto que a quantidade fantasias, heróis e monstros em momento algum a deixam ofuscar: a aceitação do amor.

O AMOR É ALGO QUE VOCÊ CRIA SE PREOCUPANDO E CUIDANDO DA OUTRA PESSOA

Não há coração de pedra que não tenha amolecido ao encontrar o verdadeiro amor. Clássico tema do drama voltado a mulheres e alvo de eterna discussão de ambos os sexos de como encarar, explicar e as sentir o amor é, e sempre será, alvo de das palavras de muitos e muitos autores.

O que Naoko Takeuchi e Sailor Moon fizeram de diferente, foi mostrar que o amor não precisa ser abordado de maneira complexa (como se era feito em mangás shoujo dos anos 80), mas de uma forma leve, porém não menos profunda ou emocionante.

O desejo da terrível Rainha Beryl é conquistar o Cristal de Prata!

O desejo da terrível Rainha Beryl é conquistar o Cristal de Prata!

Ao criar um leque de 5 protagonistas que representam bem o que diz a teoria das personalidades (leia mais nessa resenha), Naoko criou a possibilidade da leitora escolher que tipo atitude apoiar e ainda trouxe a possibilidade do leitor masculino se aprofundar em características que o aproximam de personalidades às quais o fazem apaixonar.

O interessante desta mistura, é que em nenhuma momento a autora do mangá ou os roteiristas deixam claro o apoio a uma ou a outra posição das personagens. Ao mesmo tempo que Rei não é punida por explodir sua ira contra Serena, é o jeito bobinho e brincalhão da personagem, diversas vezes mal visto pelas companheiras, que muitas vezes salva o grupo das enrascadas por que passam.

Um ponto crucial que faz Sailor Moon ser o sucesso que é a maneira como aceita o amor em cada nível de maturidade da personagem. Não importa se Amy não se apaixona com facilidade que a maneira com a qual ela vê o amor é a que mais correta. Muito menos os relacionamentos rasos de Lita com todos os rapazes que a faz lembrar do antigo namorado deixam a personagem mais ou menos correta na hora de encarar um relacionamento.

Serena e Darien? Ou Serenity e Endymion? Quem os apaixonados realmente são?

Serena e Darien? Ou Serenity e Endymion? Quem os apaixonados realmente são?

Metaforizado em batalhas contra generais inspiradas em pedras preciosas e num reino lunar milenar que rege o destino das personagens deixando para as personagens (e os leitores) a decisão de certo e errado, Sailor Moon criou um ambiente favorável para mostrar a luta do ponto de vista próprio contra o ponto de vista do outro, sendo que se importar com o parâmetro discordante só consome energia, mas é necessário enfrentá-lo quado se quiser uma “cura lunar” para as confusões que relacionamento de amores e amizades podem criar.

SOU SAILOR MOON!

Clássico e eterno, Sailor Moon tem mais valores embutidos em si para abordar o amor que o seu formato consagrado pode passar a uma primeira vista. Se assistir ou ler a série é mergulhar num universo ricamente ilustrado pelo talento japonês, é o carisma e o peso de cada personagem que torna Sailor Moon Classic o ponto ideal de diversão e inspiração.

Se uma guerreira da lua se tornou a linguagem ideal para escrever sobre um tema que varia de ideal para ideal, por que não utilizar o mercadológico olhar oriental para escrever sobre ele? Afinal, quem é que não se inspirou na Lua para falar sobre amar?

Juntas, elas protegeram o mundo em nome da Lua!

Juntas, elas protegeram o mundo em nome da Lua!

RESENHA: Naruto Shippuden, o Reencontro de Sasuke

As vezes é necessário um recomeço: reagrupar, organizar e refazer todos os laços perdidos. Introduzindo um novo personagem no arco do Reencontro com Sasuke, foi possível recomeçar a equipe 7 de Kakashi, resgatando valores e reincidindo personagens em Naruto Shippuden.

Naruto-shippuden-orochimaru-logo

E LÁ VAMOS NÓS!

Nem sempre uma saga de introdução é suficiente para reapresentar uma série com uma quantidade tão grande de personagens como Naruto, ainda mais quando os protagonistas se dividem em situações tão diferentes entre elas.

Assim, após apresentar a versão 2.0 revisada e melhorada de Sakura, recolocar Kakashi na posição que sempre deveria ter ocupado e localizar a organização Akatsuki como principal antagonista dos novos rumos da série durante o arco do sequestro do Kazekage (leia a resenha aqui) era hora de trazer a tona o que se tornaram os dois principais personagens da série: Naruto e Sasuke.

Mas antes, Masashi Kishimoto quis reformatar a Equipe 7, substituindo dois de seus membros. Ferido após a luta contra Deidara, Kakashi foi substituído por Yamato, um shinobi de elite do Esquadrão Ambu e Sasuke, por um membro do Esquadrão Ambu Raiz: Sai.

Os membros da Ambu não tem nome, por isso, seus líderes lhes batizam quando estes vão realizar tarefas fora do esquadrão. Batizado por Danzou, o líder do Raiz, Sai ainda foi designado por uma missão que não condizia com os interesses da Quinta Hokage quando convocou ele para substituir o quarto membro da equipe 7: matar Sasuke!

Sasuke aparece com sua nova aparência!

Sasuke aparece com sua nova aparência!

Guiados pela pista deixada por Sasori após Sakura vencê-lo, a nova Equipe 7 segue em sua missão: descobrir quem é o espião da Akatsuki entre os seguidores de Orochimaru para conseguir pistas de Sasuke e trazê-lo de volta para a Vila da Folha, já que este é o corpo perfeito para o próprio Orochimaru conseguir seus interesses, contrários aos do País da Folha.

SURPRESAS E FORTES EMOÇÕES

O arco, apesar de curto, trouxe a tona muitas das coisas que os fãs mais queriam ver.

Deixado de lado no arco inicial anterior, o novo poder de Naruto consiste na liberação da quarta cauda da Kyuubi, o que causa o descontrole emocional de Naruto e uma capa protetora de chakra que envolve o garoto enquanto este luta.

O passado de Sai também é um dos temas abordados: com um falso sorriso no rosto, o garoto aprendeu a suprimir seus sentimentos, o que o torna ainda mais arrogante que Sasuke na época em que ele integrava a esquipe 7, fazendo-o alvo de muitas discussões com Naruto e Sasuke.

O falso sorriso de Sai.

O falso sorriso de Sai.

Assim como todos os conflitos envolvidos, o reaparecimento de Sasuke não poderia ser mais dramático: frio, despretensioso e egocêntrico, o último membro do Clã Uchiha está sedento de vingança por seu irmão Itachi, fazendo este perder qualquer tipo de sentimento pelos aprendizados com a equipe de Kakashi.

LAÇOS

O tema principal de arco são o rompimento e a construção de laços: enquanto Sai e Sasuke tentam se desprender dos laços do passado, Naruto e Sakura lutam para recuperar a amizade do ex-companheiro.

A exemplo de seus companheiros de equipe, Sai aprende o que são esses elos que ligam as pessoas, mostrando-se muito mais aberto ao que sua equipe deseja que o próprio Sasuke.

Mostrando as diferentes formas de se encarar os motivos que unem as pessoas, Kishimoto criou um arco curioso que acalmou os ânimos dos fãs de Sasuke e Orochimaru, mas de pouca importância num aspecto geral, já que, fora a inclusão (desnecessária) de um personagem como Sai, pouco ficou deste arco que interferiu no restante da história.

Naruto desperta o poder das 4 caudas da Kyuubi!

Naruto desperta o poder das 4 caudas da Kyuubi!

RESENHA: Naruto Shippuden, o Resgate de Kazekage

Todos os saltos de gerações trazem novidades e ousadias quando comparadas a sua geração anterior. Ciente que a fórmula de sua história não mais acompanhava o seu público-alvo, que estava quase 8 anos mais maduro que no início da história, Naruto Shippuden veio para trazer novidade à série, iniciando com o eletrizante Resgate do Kazekage!

Naruto-shippuden-logo-sakura

UM NOVO NARUTO

Apesar da divisão de série só existir no anime, o salto temporal que Masashi Kishimoto criou em Naruto é um divisor de águas dentro da história, seja ao avaliar o seu enredo quanto o seu desenvolvimento.

Envelhecendo seus protagonistas, o autor pode aproximá-los do seu público cativo sem perder os novos entrantes, já que mesmo mais velho, o Naruto da fase Shippudden é apenas 3 anos mais velho que o personagem inicial.

Além disso, amadurecer seu ninja loiro não foi apenas um movimento mercadológico, para dar sequência a história de um garoto que sonha se tornar o líder máximo de sua vila, posto só conseguido por um seleto grupo de pessoas muitíssimo experiente física e intelectualmente, Naruto não poderia até o fim da história se manter como um garoto.

E para iniciar a narrativa, nada melhor que envolver em uma só narrativa os três grupos mais populares da série em um arco igualmente envolvente: o resgate de Gaara, o atual kazekage da Vila da Areia.

Naruto amadureceu, mas continua cheio de infantilidades.

Naruto amadureceu, mas continua cheio de infantilidades.

AMIGOS E RIVAIS

Filho do antigo kazekage e com poder suficiente para se tornar o líder de sua vila, Gaara foi um personagem que teve uma mudança de personalidade imensurável na saga que finalizou a fase clássica de Naruto.

Colocando o personagem, da mesma idade de Naruto, como líder da Vila da Areia, Kishimoto pode aliar em um só personagem os dois maiores temas desenvolvidos em seus protagonistas em sua nova saga: o desejo de proteção e o amadurecimento.

Não só o público madureceu, para que a história continuasse interessante, Kishimoto teve a difícil missão no arco inicial da fase Shippudden de mostrar que seus prsonagens também amadureceram, criando missões onde mestre e discípulos foram colocados em pé de igualdade.

Da mesma maneira, o amor que Gaara mais desprezava durante toda a fase clássica foi o que mais passou a motivar o personagem após ter perdido a luta contra Naruto no apogeu do Exame Chunin (clique aqui para ler a resenha).

Gaara foi sequestrado!

Gaara foi sequestrado pela Akatsuki!

Além disso, criar um arco em que o sequestro de tal personagem fosse o tema central foi a oportunidade ideal para poder entregar uma analogia para a busca de tudo o que o personagem representava como par mostrar os pontos de vista políticos entre as Vilas da Folha e da Areia.

ENTRA EM CENA A AKATSUKI

Com a história da facção apenas pincelada na fase clássica, a Akatsuki chegou como principal antagonista na fase Shippudden, deixando claro seus objetivos desde o início: capturar e obter o poder dos nove monstros com cauda (Bijuu, no original) aprisionadas em corpos de ninjas, a começar pela Chukkaku da Areia, ou o Ichibi – Uma Cauda, de Gaara.

E os embates criados no desenvolver da história não poderia ser melhores: logo de início, a Equipe 7 (com Kakashi, Naruto e Sakura) e a Equipe de Gai (formada pelo treinador, Rock Lee, Neji e Tenten) enfretam Itachi e Kisame, numa luta para deixar claro as intenções do grupo e a ciência disto para todos os membros da Folha.

Mas o que mais empolgou neste início foi sem sombra de dúvida o papel que Sakura ganhou.

Sakura se tornou uma grande shinobi!

Sakura se tornou uma grande shinobi após o treinamento com Tsunade!

Treinada por Tsunade no período em que Naruto esteve fora da Vila da Folha, a ninja de cabelo rosa se tornou não apenas uma das melhores shinobis médicas como uma exímia lutadora que pela primeira vez pode testar suas novas habilidades.

Em uma luta alucinante contra Sasori, um ninja manipulador de marionetes que fora expulso da Vila da Areia, Sakura mostrou habilidade, graça e mostrou como amadureceu.

Com a ajuda de Chiyo, avó de Sasori, Sakura tem uma vitória marcante e essencial para a ligação com a continução da história, além de ganhar o título de primeira ninja a vencer um membro da Akatsuki na história.

Enquanto isso, Kakashi mostrou pela primeira vez o Mangekyou Sharingan numa luta contra o ninja Deidara, criador de bombas barro, deixando os leitores e espectadores curiosos para saber qual foi a habilidade secreta que Jiraiya pediu para Naruto não utilizar.

SEM RASENGAN

Deixando Naruto na tangência e dando mais importância ao desenvolvimento do contexto que do personagem, Kishimoto pode dar um belo início para a fase que ganharia o coração dos fãs quando transformada em anime.

Kakashi apresenta o Mangekiyou Sharingan!

Kakashi apresenta o Mangekyou Sharingan!

Além de colocar personagens importantes no lugar que sempre mereceram, a clareza e a objetividade passaram a ganhar forma no arco do Resgate de Gaara, evitando o arrastamento de inúmeros segredos que rodeavam os personagens na série clássica e perdiam a graça quando revelados.

Além disso, a Akatsuki foi a criação de uma organização criminosa que se mostrou a altura de fazer a vilania da história, visto que Orochimaru estava com a imagem cada vez mais gasta criando um enredo cheio de razão de ser e contado de maneira a marcar a história dos mangás e animes.

RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, as Novas 12 Casas

Ouro, prata e bronze. Exploradores, esportistas, poetas e quantos mais competidores e conquistadores se pensar se inspiraram nesses três metais para refletir as a manifestação de seus desejos e sua vitória. Como símbolo máximo da superação em Os Cavaleiros do Zodíaco, a série Ômega criou uma subida as Novas 12 Casas do Zodiaco, mostram que a diferença entre cada um dos metais, está no coração de cada cavaleiro.

Ômega-Logo-ryuhou-haruto

ABREM AS CORTINAS DE UMA NOVA BATALHA

O final do arco das Ruínas Antigas causou uma reviravolta em Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega. Se no começo a série, ainda que criada em um universo distante do que poderia ser considerado uma continuação oficial da série, parecia resgatar a emoção que a série clássica com Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki causavam nos fãs, o desenvolvimento dos elementos da série sempre foram mal utilizados.

Mas com um final de arco que resgatou a essência da luta em favor e ao mesmo tempo muito chocante, a morte de Ária, a candidata à nova Atena de Marte, no arco anterior parecia que iria provocar uma extrema mudança de postura nos cinco cavaleiros de bronze protagonistas e também em Éden de Órion, que era apaixonado pela moça.

Somado a isso, os produtores tomaram uma decisão arriscada, porem previsível para a continuação da história. Com Marte de posse do báculo reconstruído de Atena, o pseudo-deus subiu ao alto das novas 12 Casas do Zodíaco, um caminho que o mesmo construiu até o seu templo indo da Terra até o ponto mais próximo do planeta Marte (!), fazendo com que Kouga e os outros subissem as moradas dos Cavaleiros de outro, tal qual a série clássica.

Kiki cria uma analogia com Mu de Áries ao apresentar as novas 12 Casas e o sétimo sentido.

Kiki cria uma analogia com Mu de Áries ao apresentar as novas 12 Casas e o sétimo sentido.

Se por um instante parecia estranho que Marte tivesse tido tempo de conseguir juntar uma equipe de 12 poderosos cavaleiros para montar a sua escolta máxima, a personalidade de cada um destes seria o que mais intrigava, visto que as possibilidades de haverem cavaleiros de ouro perversos, sempre foi uma relatividade da série, o que, aparentemente, não era o caso da postura de Marte.

O INÍCIO ELETRIZANTE: ÁRIES, TOURO, GÊMEOS E CÂNCER

A nova subida as 12 Casas pode ser divida em três momentos distintos: o início eletrizante, seu meado perdido e o fechamento inclusivo.

Motivados pelo desejo de justiça e vingança da morte de Ária, os cavaleiros de bronze tem uma reação orgulhosa ao se depararem com o desafio das 12 Casas impostas por Marte, realmente achando que podem subí-las e vencerem os seus 12 guardiões.

Quem assistiu aos arcos anteriores não poderia ter engolido isso, já que, diferente de Seiya e cia que tinham seus desenvolvimento muito claro a cada batalha, os protagonistas de Ômega sempre penaram muito para vencer até mesmo cavaleiros de prata sozinhos, sempre se utilizando de uma ajuda de fora ou da união de seus cosmos para vencer os inimigos, fazendo com que uma derrota fosse super previsível logo na primeira casa.

Harbinger de Touro é o quebra-ossos da história!

Harbinger de Touro é o quebra-ossos da história!

Felizmente, os produtores perceberam isso também e deixaram a primeira casa para servir de alerta ao jovens cavaleiros. Em uma alusão ao que fez Mu na série clássica, Kiki de Áries concertou as armaduras, explicou sobre o sétimos sentido e ainda ficou encarregado de segurar todo o panteão de outras classes de Marte na porta da Casa de Áries para que nenhum outro guerreiro atrapalhasse os cavaleiros de bronze em sua jornada.

A boa impressão causada por Kiki como Cavaleiros de Bronze, com uma postura de coragem, sabedoria e onisciência que seu mestre Mu tinha, foi a entrada que a saga precisava, fazendo da 2ª Casa um novo treinamento para as casas seguintes.

Amante do terror que suas vítimas passam ao terem seus ossos esmagados, Harbinger de Touro num primeiro momento se mostrou um cavaleiro cruel e mesquinho, mas sua aparência agressiva começou a despertar um novo ponto de vista do espectador a medida que suas atitudes curiosas no meio das batalhas começaram mais a testar os cavaleiros de bronze que matá-los, algo que logo no primeiro golpe Harbinger já mostrou que poderia ser capaz de fazê-lo.

Com a justificativa de querer brincar com o destino de cada um, Harbinger manda cada cavaleiro de bronze para a frente de cada uma das três casas do Zodíaco que viriam a seguir, ficando apenas batalhando com Kouga, o qual permite atravessar a casa quando percebe que seria muito mais vatajoso aguardar o cavaleiro despertar o sétimo sentido por completo para ter um prazer maior ao quebrar seus ossos.

Não se engane: Paradox de Gêmeos não é essa gracinha toda.

Não se engane: Paradox de Gêmeos não é essa gracinha toda.

Se Harbinger causou a curiosidade dos fãs, Gêmeos era a casa que mais causava apreensão, visto que seu representante da série clássica marcou para sempre como se encarar um cavaleiro de ouro.

Para a surpresa e a alegria geral, a batalha vista na Casa de Gêmeos foi a mais surpreendente e o que mais se aproximou dos combates de Seiya e cia.

Dona de uma personalidade oscilante e controversa, Paradox de Gêmeos é uma mulher que foi salva por Shiryu antes deste ter sido atingido pela maldição de Marte, o que a tornou uma fiel seguidora, fã e aspirante a amazona observando os movimentos de Shiryu o que a fez desenvolver todas as técnicas do discípulo do Mestre Ancião.

Em uma luta frenética e que surpreendia por cada movimento inusitado de Paradox, Ryuhou teve uma disputa de Cólera do Dragão vs. Cólera do Dragão que arrancou suspiros e alívios dos fãs. A qualidade de Paradox como amazona foi a prova cabal da qualidade que as personagens femininas tem em Ômega. Yuna, Pavlin, Ária, Sonia e agora Paradox: todas elas foram personagens acima da média para a série, merecendo serem criações canônes de Masami Kurumada.

E por falar na nova Amazona de Águia, que até então não mostrou o porquê de assumir a armadura de Marin, que era de prata, em uma vestimenta de bronze, Yuna foi a oponente de Schiller de Câncer.

A batalha em Câncer também foi no Yomotsu!

A batalha em Câncer também foi no Yomotsu!

Parece que a armadura de Câncer tem uma certa tendência a escolher psicotapas assissinos amalucados para ser seu representante. Com uma infância tão dura como Harbinger, Shciller teve que aprender a sobreviver após seus pais terem sido vítimas de uma guerra.

Tão interessante e entusiasmática quanto a luta contra Paradox, Yuna conseguiu mais uma vez se mostrar a personagem mais carismática e a lutadora mais talentosa dentro da nova trupe de cavaleiros de bronze defensores de Atena, sendo a primeira a conseguir vencer completamente o adversário de bronze.

Sua luta apenas não foi melhor porque Ryuhou resgatou vários elmentos da série clássica que Yuna não fez por não ter nenhuma ligação com o passado clássico.

MEADO PERDIDO: LEÃO, VIRGEM, LIBRA, ESCORPIÃO E AQUÁRIO

Uma das características marcantes da saga das 12 Casas clássica era a capacidade de cada uma das lutas centralizar todas as informações, embates e atenções para si, fazendo com que mesmo sequências de pouca repercussão geral, como a libertação de Hyoga do esquife de gelo na casa de Libra, se tornassem ponto chave para o desenvolvimento geral dentro do que acontecia única e exclusivamente dentro das 12 Casas.

Mycenas de Leão sempre gerou controvérsias por sua postura contrária a justiça representada por seu signo.

Mycenas de Leão sempre gerou controvérsias por sua postura contrária a justiça representada por seu signo.

Ômega parecia caminhar por um caminho parecido nos primeiros combates, porém, a falta de um contexto sólido em torno dos acontecimento das batalhas, fez com que o enredo principal fugisse das 12 Casas e estas se tornassem mero atrativo para fãs que gostam de vários sopapos entre personagens com armaduras.

O início de todo esse processo começa ainda na quinta casa, quando seu guardião Mycenas de Leão protagonizou a primeira sequência de acontecimentos fora de sua casa.

Se quando a sua rápida aparição no fim do arco inicial despertou dúvidas aos fãs, visto que uma das maiores características do Cavaleiro de Leão era uma justiça que o aliado de Marte não projetava com sua atitude combativa e irresponsável, a figura do personagem passou por uma transformação quando antes de iniciar sua luta contra Haruto e Souma, foi contado o seu passado como treinador de Éden de Órion e como seus ensinamentos incentivaram o cavaleiro a também mudar de postura.

Melhor amigo de Marte, Mycenas sempre acreditou nos ideais de amizade e justiça e sempre esteve ao lado do pseudo-deus quando este resolveu mudar o mundo. Porém, ao iniciar a Guerra dos Anos 2.000 contra Seiya e os outros, este ficou em dúvida das reais intenções do amigo, mesmo que decidindo continuar ao seu lado.

Gembu de Libra, Ionia de Capricónio e Fudou de Virgem: três pesos mortos na batalha das Novas 12 Casas.

Gembu de Libra, Ionia de Capricónio e Fudou de Virgem: três pesos mortos na batalha das Novas 12 Casas.

Conforme os anos se passaram, e vendo o exemplo de luta de Kouga e dos cavaleiros que escaparam do massacre de Palaestra, Mycenas passou a deixar de acreditar no que seus olhos viam para investigar Marte, deixando Haruto e Souma passarem por sua casa assim que estes mostraram para ele como podem trabalhar em equipe.

Motivado pelos valores de Mycenas, Éden decide entrar na batalha das 12 Casas a partir de Virgem, onde todos os cavaleiros de bronze estão perdidos numa luta contra Fudou de Virgem.

Se na Casa de Leão, a atenção simplesmente foi mudada de foco, na Casa de Virgem, uma das coisas mais bizarras ocorreu: em uma demonstração muito rala de seu grande poder, Fudou se mostra o atual cavaleiros mais próximo de deus. Com a chegada de Éden, ele deixa Kouga e os outros passarem pela casa, justificando que o pedido partira do filho de seu superior.

Por motivos infundados, egoístas ou sabe-se lá por que passava em sua cabeça, Éden decide enfrentar Fudou, que frustra todos os espectadores ao decidir sentar para meditar dizendo que não faz sentido lutar com quem ele quer proteger.

Se as duas casas anteriores ficaram mais focadas em acontecimentos que as fariam passar batido, Libra não seria diferente.

Esqueça o Pó de Diamante: Tokisada de Aquário controla o tempo!

Esqueça o Pó de Diamante: Tokisada de Aquário controla o tempo!

Odiado por todos a partir do momento que foi mostrado que sua origem conflitava com a série clássica, o ex-discípulo do Mestre Ancião e colega de treinamento de Shiryu, o atual cavaleiro de ouro Gembu de Libra mostrava ser o principal e mais marcante oponente de Ryuhou, que já mostrara uma show de protagonismo na luta contra Paradox.

Porém, mais uma vez as esperanças dos fãs foram frustradas quando ele se mostrou um aliado infiltrado que procurava informações de Marte para passar aos cavaleiros.

É nesse ponto que Medea, mãe de Éden e esposa de Marte, começa a ter uma participação mais ativa que uma simples comentarista das batalhas: com medo que os Cavaleiros atravessem as 12 Casas antes do tempo que Marte precisa para o cosmo da Terra ser sugado, ela decide destruir o caminho que liga Libra a Escorpião, obrigando Gembu a utilizar seu cosmo o resto da batalha para impedir que as 12 Casas sejam destruídas (novamente!).

Mas é ainda em Libra que acontece a primeira e mais frustrante Batalha de Mil Dias, aquela que dois cavaleiros de ouro se enfrentam. Tokisada de Aquário, rival de Haruto e ex-cavaleiro de prata de relógio, é promovido por Medea com a armadura de ouro e é mandado para a Casa de Libra impedir a passagem dos cavaleiros, mas é facilmente vencido por Gembu e logo depois disso, é morto por Haruto em uma batalha realizada em outra dimensão, visto que a armadura de Aquário foi amaldiçoada (!) com o controle do tempo!

Medea é a grande arquiteta dos planos de Marte!

Medea é a grande arquiteta dos planos de Marte!

Ou seja, mais uma vez, o que mais influenciou na história foi o que aconteceu na tangência das 12 Casas. Forçada ao extremo, os acontecimentos de Libra foram precisos para que uma ordem de “chefões” fosse criada nas últimas casas.

A luta em Escorpião poderia ter sido épica e o grande apogeu das 12 Casas, porém, as frustrações dos acontecimentos anteriores e a consciência que Souma ainda não tinha condições de protagonizar uma luta final com um cavaleiros de ouro acabou desmotivando a admiração da batalha.

Também promovida por Medea, Sonia de Escorpião, a ex-amazona de prata de Vespa e filha de Marte, enteada de Medea e meia-irmã de Éden, se tornou a representante da armadura da nona casa do zodíaco.

Dona de uma personalidade assombrosamente devota e submissa aos interesses do pai e da madrasta, Sonia sempre quis ser reconhecida pelo seu trabalho para ter a admiração e o carinho que seus responsáveis sempre deram a Éden.

A falta de inveja, comum em condições como a dela, e o desejo por sempre melhorar faziam da personagem uma das mais interessantes para um desenvolvimento psicológico a longo prazo, ainda mais após os flash-backs que mostraram o sofrimento da personagem ao matar o pai de Souma, Kazuma de Cruzeiro do Sul.

Talvéz pelo excesso de protagonistas ou pela falta de planejamento da série a longo prazo, os roteiristas decidiram matar a personagem em sua cega vontade de mostrar seu valor ao pai, logo após Souma despertar o seu sétimo sentido.

Poderiam ter aproveitado melhor o papel de Sonia na história.

Poderiam ter aproveitado melhor o papel de Sonia na história.

Mesmo que vilã, a personagem se tornou uma segunda mártir da batalha desmedida de Marte e voltou a chamar a atenção para o fim dessa Guerra sem sentido, ainda que, com sua morte, sua participação se tornou vazia ao se avaliar um plano geral e sem idealismo algum na série, que perdeu uma oportunidade de dar uma importante lição de paternidade a grande gama de espectadores da velha guarda da franquia.

FINAL INCLUSIVO

Capricórnio teria sido incluído na parte de meados perdidos se não fosse o fato das batalhas voltarem a ser o foco do enredo com sua participação.

Se Gembu se tornara uma decepção ao se mostrar aliado, Ionia de Capricórnio conseguiu superar qualquer decepção que a série poderia criar: até pior que Ichi de Hidra se voltando contra Atena no arco das Ruínas Antigas: o cavaleiro é um débil-mental devoto de Atena com uma ideia distorcida do que é ser um cavaleiro: fazer Atena parar de sofrer.

E qual a melhor maneira de fazer Saori Kido parar de sofrer? Matá-la e deixar Marte tomando conta do mundo que está um verdadeiro caos.

Deixando o Cavaleiro de lado, a luta valeu a pena por colocar Kouga cara-a-cara com seu cosmo das trevas que Atena havia ocultado ao adotá-lo. Ainda melhor: a batalha ressaltou a importância de Yuna de Águia como amiga do protagonista-mór, já que ela que impediu que ele se entregasse a força malígna.

O cosmo negro de Kouga desperta no fim das 12 Casas!

O cosmo negro de Kouga desperta no fim das 12 Casas!

Prova que Yuna é uma personagem tão interessante que deveria estar na série canônica é que apenas ela e Kouga passaram pela Casa de Sagitário e leram o antigo testamento de Aiolos: Aos valorosos cavaleiros que chegarem até aqui, eu lhes confio Atena. Além disso, é Yuna também que compra a briga na última das 12 Casas.

Amor de Peixes é a concepção ideal do que deveriam ser todos os cavaleiros de Ouro inimigos da série: sangue nos olhos, o irmão de Medea mata Mycenas de Leão quando este descobre que esta está manipulando Marte para que este ressuscite um antigo deus da Mitologia.

Além disso, O Cavaleiro que governa a fascinação e a orientação, como ele mesmo se define, ainda cria avatares dos Quatro Reis Celestiais que combateram junto com Marte na Guerra Santa dos Anos 2000 (Romulus, Diana, Bachus e Vulcanus) para dar conta de Kouga, Ryuhou, Souma e Haruto enquanto ele luta apaixonadamente contra Yuna. Com a audácia da amazona de Águia, ela consegue abrir uma brecha para que Kouga e Éden passem pela casa, abrindo caminho para o arco final, igualmente com o fim de Amor.

RUMO AO PLANETA MARTE!

A batalha final contra Marte e a conclusão da primeira saga de Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega ficaram para um arco próprio, fazendo da Batalha das 12 Casas uma sequência de acontecimentos apenas para batalhas contra os cavaleiros de ouro.

Amor de Peixes sobreviveu a batalha das 12 Casas para concluir o plano de Medea no planeta Marte!

Amor de Peixes sobreviveu a batalha das 12 Casas para concluir o plano de Medea no planeta Marte!

Apesar de interessantes até certo ponto, os dourados de Ômega e o próprio arco, foram cheio de oscilações, desde a personalidade dos personagens, passando pelo objetivo geral da história e a própria motivação dos roteiristas, que por vezes, pareceram perdidos criando situações que, mesmo para um spin-off, fica difícil de se traduzir como algo que conta o futuro das batalhas de Seiya e os cavaleiros de bronze do século XX.

Se em certos pontos os protagonistas puderam se sobressair à falta de razão para sua existência dentro do universo de Os Cavaleiros do Zodíaco (como a batalha de Ryuhou contra Paradox ou do papel de Yuna dentro do desenvolver da batalha de Kouga contra Ionia), muitas das batalhas apenas cansaram suas imagens, como foi o caso de Haruto e suas meia batalhas contra Mycenas e Tokisada, onde mesmo tendo relações tão próximas deste último com seu passado, o contexto ficou amarrado em demonstrações de poder da enxurrada de shonens vazios que o mercado de animações ganha todos os dias.

Se aproveitando de um interesse de longa data dos fãs que sempre sonharam em ver uma nova subida às 12 Casas, tal arco da série Ômega conseguiu se sobressair em audiência, licenciamento e faturamento, algo cada vez mais corriqueiro na serie que cada vez mais parece querer entreter e repercutir, deixando os valores, as lições e, principalmente, os exemplos de amizade e perseverança que cada uma das batalhas contra um signo do Zodíaco deveriam ter.

O planeta Marte ainda prepara grandes revelações!

O planeta Marte ainda prepara grandes revelações!

RESENHA: Naruto, Kakashi Gaiden

Passado e presente se unem num complexo de tempos que parece ser cíclico. Eventos do passado geram o presente e a surpresa de fãs. O Kakashi Gaiden contado entre as fases clássica e Shippudden de Naruto parecia ser apenas alguns capítulos de curiosidade, mas os fãs mal sabiam o que estava por vir!

Naruto_Kakashi_gaiden

GAIDEN

Entre sagas, autores de mangá costumam criar curtas histórias que complementam tramas ou dão soluções para alguns mistérios que as histórias de personagens populares costumam gerar.

Diferente de entresagas, também há os gaidens, histórias laterais que apenas completam a histórias com histórias relacionadas mas que não interferem no enredo principal.

Nascido como gaiden, utilizado como entre-saga e querido como uma grande história, o gaiden do Kakashi surgiu logo após Jiraiya convidar Naruto para treinar ele por três anos, tempo que Oroshimaru não conseguirá possuir o corpo de Sasuke como parasita.

O gaiden conta a história do time que Yondaime, o Quarto Hockage, treinou durante a Terceira Guerra Mundial Ninja. No trio de discípulos estavam o ainda criança mas já jonin Kakashi Hatake, a bela genin Rin e o mais azarado membro de seu clã, o genin Obito Uchiha.

Kakashi e Obito: um préquel da relação entre Sasuke e Naruto!

Kakashi e Obito: um préquel da relação entre Sasuke e Naruto!

OBITO

Ao se inicar o gaiden, Kakashi parecia ser o assunto principal da história. Filho do famoso ninja Canino Branco (tido como tão forte quanto os três ninjas lendários), Kakashi se tornou um ninja tão bom quanto seu pai mas, assim como Sasuke, menosprezava seus companheiros, fazendo pouco de seus talentos e mantendo seu ego acima, inclusive, de seu mestre.

Porém, com o passar dos capítulos, é Obito quem acaba se destacando. Com uma personalidade clone a de Naruto, o membro do clã Uchiha não consegue despertar seu sharigan. Mas isso não o desmotiva e ele segue com o sonho de ser o maior ninja da folha e de conquistar a shinobi Rin, que, secretamente, tem sentimentos por Kakashi.

Sim! O trio de Yondaimi parece o mesmo Time 7 que Kakashi treinaria posteriormente, o que deixa a história ainda ainda mais prazerosa, afinal todos querem saber como um egocêntrico acabou se tornando o ninja hábil e inteligente que é o Kakashi.

Pois tudo acontece quando o ninja de cabelos brancos ganha a liderança de seu grupo em uma missão e acaba tendo que escolher entre salvar Rin ou seguir com o sucesso da missão.

Obito finalmente desperta seu sharingan!

Obito finalmente desperta seu sharingan!

Com o insubordinável Obito correndo atrás de sua paixão, Kakashi começa a aprender o peso da liderança e as responsabilidades que um ninja deve ter com seus companheiros, algo que seu pai compreendia bem, mas que o levou a morte.

Mesmo com o sucesso da missão, Obito morre logo após despertar o Sharingan. Como último pedido, ele pede a Rin que implante seu olho esquerdo em Kakashi, que se sacrificou para salvá-lo momentos antes.

KAKASHI

De personalidade oscilante, engraçada, despretensiosa, mas muito responsável, Kakashi sempre foi um dos personagens mais queridos e curiosos de Naruto. Com a história de seu Gaiden, muitos de seus mistérios e a formação de sua personalidade, que após os eventos ocorridos na 3ª Grande Guerra Ninja se mesclou a elementos de Yondaimi, Obito e Rin.

Porém, os efeitos do gaiden se estenderam para muito além de seus 6 capítulos, plantando sementinhas que Masashi Kishimoto fez florescer muitos, mas muitos capítulos mais tarde.

Entre gênio e talento, tanto Kishimoto quanto Kakashi tem um ponto em comum com a sua criação: ambos tem seu jeito ninja de fazer as coisas darem certo.

Uma dinâmica de personagens que se repete através dos tempos.

Uma dinâmica de personagens que se repete através dos tempos.

Resenha: Naruto, a Saga do Quarteto do Som

De todos os grupos que exercem influência na formação do ser, a família não é só a unidade principal de seu desenvolvimento, como a base de tudo o que uma pessoa vai desejar para seu futuro. Em Naruto, durante a Saga do Quarteto do Som, várias formações foram mostradas e falta dela, foi chocada.

Naruto-quarteto-do-som

FAMÍLIA

Querendo ou não, por influência de seus editores e por mérito próprio, Masashi Kishimoto sempre conseguiu transformar a leitura dos acontecimentos da Vila da Folha em algo muito próximo da realidade do mundo contemporâneo.

Durante a Saga da Ponte, o autor pode criar protagonistas que satisfazem os quatro tipos de personalidade mais básicos do ser humano (leia a resenha aqui), enquanto que no Exame Chunin a analogia entre aluno e escola foi a mais evidente (leia a resenha aqui).

Porém, mesmo que citada e colocada como principal fator influente em diversos pontos decisivos da história, nunca a família foi um ponto tão decisivo como no último arco da história que ainda apresenta os personagens na fase de criança: a Saga do Quarteto do Som.

PARA MENINOS

Enquanto todas as outras sagas as personagens femininas desenpenhavam papéis relevantes para o seu desenvolvimento, uma clara estratégia de garantir um público cativo de mulheres, durante a Saga do Quarteto do Som, Kishimoto se focou em personagens masculinos como guias da história.

O time formado por Shikamaru.

O time formado por Shikamaru.

Desiludido com sua falta de poder diante de Naruto, mesmo que com uma das melhores técnicas ensinadas por seu professor em mãos mas obcecado com sua vingança contra Itachi, Sasuke decide ceder aos pedidos de Orochimaru de treiná-lo, obrigando Tsunade, que se tornou a Quinta Hokage na entre-saga anterior (leia a resenha aqui) a mandar um grupo inusitado para recuperá-lo antes que ele chegue a Vila do Som.

Planejado ou não, o autor ainda deixou que adultos de total importância no passado, como Kakashi ou Gai, ainda ficassem de fora, sendo apenas uma referência para os personagens, que precisariam, como em nenhum outro momento, tomar as rédeas de suas próprias ações pra proteger a desfalcada Vila da Folha após a invasão da Vila do Som, aliada a Vila da Areia durante o exame Chunin.

O escolhido para liderar a missão de resgate é nada mais nada menos que Shikamaru Nara, o único participante do Exame Chunin promovido à categoria após suas brilhantes estratégias contra Tsunade nos combates um contra um.

A partir deste momento, começam as influências da família em cada uma das decisões de Shikamaru e em cada um dos combates realizados em por cada um do grupo que ele reuniu.

Shouji luta contra seus próprios fantasmas.

Shouji luta contra seus próprios fantasmas.

QUINTETO X QUARTETO

A família de Shikamaru é tão curiosa quanto sua personalidade. Mesmo com um dos pais mais talentosos da Vila, o jonin é totalmente submisso a esposa, uma mulher nervosa e meticulosa com as tarefas domésticas, o que deixa Shikamaru muito irritado.

Isso fez com que o ninja desprezasse a força feminina, reunindo um grupo de mais quatro ninjas (Naruto, Neji, Kiba e Shouji) para ir com ele recuperar Sasuke.

Se os cinco tivessem apenas que encurralar e trazer o problmático Uchiha de volta, talvéz a tarefa fosse mais simples, mas o ninja rebelde está acompanhado do quarteto do som, o grupo de discípulos mais forte de Orochimaru, o que rendeu batalhas que colocaram os cinco ninjas da folha em cheque.

Gordinho, desengonçado e com um complexo de inferioridade com as garotas e com os amigos, Shouji foi o primeiro a enfrentrar os ninjas do som, mostrando que por trás de sua comilança desenfreada, há um ninja com grandes poderes, capaz de fazer frente a qualquer poder, graças as técnicas glutônicas passadas de geração em geração por sua família e pela crença inabalável de Shikamaru no poder do amigo.

Neji ganhou uma luta difícil, mas que pode mostrar seu lado humano, visto que durante a luta contr Hinata e Naruto durante o Exame Chunin, o garoto havia se mostrado um tanto quanto arrogante e presunçoso quanto ao poder do Byakugan herdado de seu clã. A mudança de postura após ser derrotado pelo, até então, pior ninja de sua geração, fez com que Neji se colocasse mais como ninja que como o gênio cultuado pela vila e por sua família.

O Plano B de Tsunade.

O Plano B de Tsunade.

Antes do embate final, Orochimaru ainda mandou um ex-membro do grupo combater Naruto, o único que ele considera possível de resgatar Sasuke, mas a luta foi substituída por Rock Lee, que foi curado por Tsunade após uma dura cirurgia.

As três lutas finais foram protagonizadas pela ambição de Lee em se tornar um ninja de Genjutsu, o desespero de Shikamaru que enfrentava alguém tão inteligente quanto ele e Kiba, que passou a enfrentar 2 adversários.

Os três tiveram de ser salvos por Gaara e seus irmãos Kankuro e Temari, que após descobrirem que Orochimaru usurpou o posto de Kazekage da Vila da Areia, se tornaram os aliados mais confiáveis da Vila da Folha como retratação, Gaara teve de ensinar a Lee que emoções não se põe a mesa quando há lutas, enquanto Kankuru mostrou que o próprio poder é o mais importante na hora de proteger a família. Shikamaru foi o que mais aprendeu: foi salvo por uma mulher. O sexo frágil que sempre desmereceu pelas influências de seus pais.

NARUTO VS SASUKE

O climax desta saga vem com a batalha entre Naruto e Sasuke, ambos ninjas que sofrem com a falta de uma família para lhe passarem ensinamentos.

A luta mais aguardada de todos os tempos pelos fãs!

A luta mais aguardada de todos os tempos pelos fãs!

Frenética e cheia de flashs passados, a luta mostra o quão diferentes os rivais são: enquanto Naruto adotou seu professor Iruka, Sakura, Kakashi e o próprio Sasuke como uma espécie de família: aquela com quem ele aprende e quer deixar orgulhoso, o único herdeiro do clã Uchiha quer desvencilhar de laços familiares, visto que tal unidade de construção para ele foi abalada quanto Itachi matou a todos de seu clã, deixando-o apenas ele vivo.

O desfecho da batalha é tão instigante quanto abrupto, mostrando que mesmo com um coração duro, ainda há esperança de trazer Sasuke para o lado da quipe 7.

O fim da saga de ser o fim da série clássica no anime, marca o amadurecimento dos personagens para uma nova fase de acontecimentos, essencial para que a série se libertasse de laços primordiais para uma nova dinâmica que pudesse levar Naruto e os outros personagens a realizar os seus sonhos.

RESENHA: Hunter x Hunter, o Greed Island

Jogos de video-game sempre deslumbraram garotos de todas as idades, seja pelo fascínio dos mundos novos que apresentam a cada novo desafio, seja pela competitividade que estimulam a cada puzzle em busca da grande recompensa do final do jogo. Enquanto jogavam o Greed Island, a história de Hunter x Hunter experimentou fases inéditas para os personagens e para os fãs.

Hunter-x-Hunter-Greed-Island-Logo-Bomber

GON x GING

Se em Yu Yu Hakushô o autor Yoshihiro Togashi criou uma série de eventos que deram origem a uma história com uma premissa de início, mas sem expectativa para um fim, Hunter x Hunter fez exatamente o contrário: durante o Exame Hunter, Gon Freecs iniciou sua aventura com uma previsão de conclusão de sua jornada: encontrar seu pai.

Mesmo sendo o resgate de Killua na Mansão Zaoldyeck um pequeno desvio do plot inicial, as batalhas na Torre Celestial para que os garotos pudessem juntar dinheiro para participar do Leilão de YorkShin levavam desde o início ao mesmo fim do início da história: encontrar o Greed Island, a única pista deixada por Ging Freecs para seu filho.

O Greed Island é um jogo do JoyStation (sem referências ao mundo rel =P) que Ging criou em sua juventude, quando havia acabado de se tornar um Hunter junto de 10 amigos. Ao tomar ciência disto, Gon decidiu que iria participar do game pois certamente isto o aproximaria do pai.

Bisky divide o protagonismo da saga com Gon e Killua. Sua carinha bonita esconde um grande poder!

Bisky divide o protagonismo da saga com Gon e Killua. Sua carinha bonita esconde um grande poder!

Todo esse caminho que Togashi criou em cima desta saga possibilitou que o protgonista se desenvolvesse física e intelectualmente e ainda que encontrasse personagens que acrescntariam diversas caacterísticas ao universo de Hunter x Hunter, tornando-o ainda mais fascinante a medida que as sagas vão passando. Porém, quebra de expectativa é uma das maiores características dos mangás do autor…

VILÃO X BOMBER

Logo ao chegar na ilha onde se passa o jogo, Gon recebe um recado de seu pai, dizendo que o garoto deve se divertir com o jogo, mas que não crie esperanças de encontrar algo sobre ele, pois ele estaria bem longe dali.

Tal modificação da perspectiva da história, por si só, já abriria mil possibilidades de continuação pós-Greed Island, porém, incialmente, o desafio do autor era criar uma saga que atendesse as expectativas dos fãs cultivadas há duas sagas anteriores.

Para tal, o primeiro passo foi criar algo inédito na história: um vilão. Parece estranho ouvir que em mais de 10 encadernados Hunter x Hunter não tivesse sequer um vilão, mas pare e pense: o Exame Hunter apresentou rivais, e não vilões. Na mansão Zaoldyeck, os pais de Killua podiam ser assassinos com um sistema de segurança absurdo, mas suas intenções nunca foi matar ninguém. Na Torre Celestial, Hisoka funcionou mais como um desafio que como um inimigo. E por fim, a Aranha (Genei Ryodan, Trupe Fantasma), por mais cruel que fossem, são o resultado de uma cidade corrupta financiada por mafiosos e não a causa.

A popularidade da Aranha garantiu ao grupo a permanência na saga do Greed Island.

A popularidade da Aranha garantiu ao grupo a permanência na saga do Greed Island.

Assim, surgiu Bomber, um Hunter maníaco por bombas que não mede pudores para conseguir finalizar o jogo. De personalidade fugaz e alucinada, o vilão age como um chefão oculto do jogo, fazendo o que bem entende graças a sua alta capcidade de controlar o Nem. Apesar disto, a sua forma maniqueísta é chocada diretamente com a mnte simples de Gon o que faz do seu combate final contra o garoto um dos maiores destaques da série, um combate com alucinante quanto o próprio Bomber.

BISCOITO X ARANHA

Consequência direta da saga de YorkShin, muitos pontos anteriores ainda são abordados dentro do JoyStation, sendo a principal delas o financiamento dos jogadores por meio de um mafioso, o sr. Battera. Quem vencer o jogo e trazer para eles a carta Sopro do Arcanjo, ganhará a recompensa de 50 bilhões como prêmio.

É por estar interessada nesse dinheiro para comprar jóias que Gon e Killua conhecem Bisky, uma Hunter louca por pedras preciosas e as maravilhas de seu brilho.

Apesar de sua aparência meiga de Sailor Moon (com direito a chuquinhas, saia e luvas), Bisky é uma das maiores mestras do Nem no universo de Hunter x Hunter, se tornando a mola propulsora ideal para as habilidades dos dois amigos, que passam por um rigoroso treinamento para conseguir se igualar aos mais habilidosos competidores do Greed Island.

O treinamento dentro do jogo é divertido e se renova a cada teste de Bisky.

O treinamento dentro do jogo é divertido e se renova a cada teste de Bisky.

Além disso, do outro lado da ilha, é a vez dos membros da Aranha, incluindo Hisoka, procurarem dentro do game uma maneira de recuperar os poderes de Kuroro Lúcifer, o que faz com que fãs do grupo não abandonem a saga, além de manter alguns conceitos anteriores presentes na história até que elas voltassem aos principais holofotes.

PRÊMIO X FIM

Pela primeira vez, uma saga de Hunter x Hunter teve um fim. Diferente dos fins pela metade ou das buscas concluídas sem findar completamente a premissa da saga, Togashi decidiu por um ponto finald no o Greed Island apenas quando todas as suas pontas foram amarradas.

O resultado foi uma saga muito bem estruturada, com o poder de atrair novos leitores mesmo do meio do mangá ou do anime, além de otimizar diversas características shonen que por vezes o autor provocou neles, mas nunca entregou aos fãs.

Belas batalhas, personagens bem trabalhados, inimigos bem conceituados e um final com um gancho perfeito para a continuação da história. O Greed Island, mesmo sem Kurapika e Leório, foi a saga mais artisticamente construída em Hunter x Hunter, menos empolgante que YorkShin, mas mesmo assim, um admirável feito do autor.

A luta de Gon contra Bomber é uma das melhores de toda a história!

A luta de Gon contra Bomber é uma das melhores de toda a história!