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RESENHA: The Legend of Zelda (NES)

Toda história tem um início. Todo herói tem uma partida. Todo vilão tem seu primórdio. Toda lenda tem um começo. Em 1983, começava o fenômeno The Legend of Zelda contando a história do último herói de Hyrule.

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ÉPOCA DE TEMPOS MAIS SIMPLES

Quem era criança nos anos 80 ou quem teve a oportunidade de jogar um Atari, um Master System ou um NES, sabe como a experiência gamínistica era drasticamente diferente do que conhecemos hoje.

Assim como a semântica mais simples da própria palavra, um jogo era para ser jogado, ou seja, a atividade principal do game era entreter enquanto a dinâmica do game era desenvolvida.

Nada de histórias complexas ou desafio alucinantes, um jogo era para divertir o jogador, criando momentos fáceis e difíceis a partir do título escolhido (Megaman que o diga).

Em meio a enxurrada de títulos que se aproveitavam da jogabilidade coroada por Super Mario Bros., um título surgiu com uma proposta diferente, mas ainda assim pontual contar a história de um heróis salvando uma princesa de maneira não linear.

SALVANDO A PRINCESA

“Há anos, o príncipe das trevas Ganon, pegou uma das Triforce com poder. A princesa Zelda guardou um dos Triforce sabiamente. Ela o dividiu em 8 pedaços, antes que Ganon pegasse. Ela foi capturada. Vá Link, ache as 8 partes e salve-a…”

A tela inicial é inesquecível!
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A tela inicial é inesquecível!

Quando Shigeru Miyamoto, a mente pro trás do jogo, escreveu essas linhas para colocar no início do seu novo game para o NES, certamente ele nem imaginava até aonde sua nova história iria chegar.

Com um enredo simples, mas cheio de sementinhas que poderiam gerar continuações, The Legend of Zelda é puro desafio desde o momento em que começa, já dentro da missão de resgatar a princesa Zelda após ganhar uma espada de seu tio.

A proposta do jogo era, diferente dos side-scrolling (aqueles de andar reto em uma fase), colocar o jogador em um ambiente que pudesse escolher o que deveria fazer, em uma visão de cima, onde o personagem pudesse andar em qualquer ambiente do mapa. A cada caverna encontrada por entre o grandioso mapa de Hyrule Field, o jogador encontraria uma chefão final que guardava uma das 8 partes da triforce da sabedoria que Zelda havia divido.

No jogo não há muitas explicações sobre o que é uma Triforce, mas o gamer oitentista sabe que naquela época, havia algo que era tão importante quanto o jogo para que a jogabilidade fosse completa: o encarte que acompanhava o cartucho.

É lá que estavam todas as informações não expressas no jogo, desde a origem dos personagens quanto os detalhes de cada vilão e as representações deles dentro do mapa.

Hyrule Field traz monstros que vemos até hoje!

Hyrule Field traz monstros que vemos até hoje nos jogos da franquia!

Se no NES um side-scroolling jé era algo difícil devido a limitação de vidas, um mundo como o de Zelda se tornava quase impossível visto a facilidade de se perder as contas de seu heart container. Por isso, foi The Legend of Zelda o primeiro cartucho que dispunha de uma pequena memória interna que salvava as partes da triforce e os itens conseguidos pelo jogador até determinado ponto.

Mas não pense que isso tornar o game mais fácil. Se encontrar e vencer as primeiras cavernas são tarefas simples para se ensinar como é o sistema de jogo, os últimos níveis são quase impossíveis, tamanha a complexidade dos desafios das salas, da força dos inimigos e dos limitantes da vida.

UMA FRANQUIA LENDÁRIA

Demorou mais de 20 anos para que a Nintendo revelasse a linha do tempo de Zelda e onde o primeiro jogo da série se localizava. Acertava por parte dos fãs, The Legend of Zelda é o último jogo da linha do tempo em que o herói de Hyrule perde a batalha contra Ganondorf em Ocarina of Time (clique aqui para ler a resenha), sendo a batalha de Link com Ganon pela conquista da Triforce da Sabedoria a última (pelo menos até agora) para garantir a segurança de Hyrule.

Mesmo com a princesa Zelda aparecendo apenas no fim do game, na hora de ser salva e Ganon aparecer apenas na batalha final, os três personagens marcaram para sempre como a relação heroi-donzela-vilão foram abordados nos games pós-Zelda.

Ganon é azul e de aparência monstruosa!

Ganon é azul e de aparência monstruosa!

E por fim, apesar de comum nos dias de hoje, o sistema de saves foi um grande salto na dinâmica dos jogos naquela época, inovação que para sempre acompanharia todos os títulos da série The Legend of Zelda.

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