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RESENHA: The Legend of Zelda: The Minish Cap (GBA)

Tamanho não é documento, já dizia o sábio ditado popular. Com coragem, audácio e superando limites, o pequeno se torna grande e não há limites para conquistar o longíquo, o inimaginável, o inesperado. Em The Legend of Zelda: The Minish Cap, toda a performance é posta a prova, tendo que se dividir em quatro para superar as fronteiras de seus limites!

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UM INTRUSO NO NINHO

De todos os jogos já lançados para da franquia The Legend of Zelda, não há jogo mais injustiçado que The Minish Cap. Dono de uma aventura de encher os olhos, uma trilha sonora impecável e uma jogabilidade de dar inveja a muitos consoles de mesa, o game acabou passando quase desapercebido devido a diversas outros lançamentos de sua própria franquia, incluindo o aclamado jogo The Wind Waker, do Nintendo GameCube.

Um dos portáteis mais vendidos de todos os tempos, o Game Boy Advanced possui em sua biblioteca diversos best-sellers, mesmo numa época de dificil concorrência quando o aclamado Playstation 2, da Sony, dominava esmagadoramente o mercado. E foi no portátil que, pela primeira vez, a Nintendo produziu juntamente com uma desenvolvedora terciária um título para a franquia The Legend Of Zelda.

Dona dos mais renomados jogos de luta, a Capcom foi a escolhida para desenvolver o primeiro game canônico de Zelda que não fosse pela equipe da Big N ainda nos anos 90, repetindo a dose agora no Game Boy Advanced graças a grande aceitação do jogo Oracle of Ages/Seasons. Vale lembrar que nos anos 90, foi a Capcom que desenvolveu Goof Troop, considerado o melhor “plágio” do jogo A Link To The Past (leia a resenha clicando aqui), onde controlando o Pateta da Disney e seu filho Max, o jogador tinha que enfrentar um terrível Pirata que sequestrara Bafo e seu filho PJ, usando armas em cenários que muito se assemelhavam ao estilo gráfico e a jogabilidade do jogo de Link para o Super NES.

O rei de Hyrule, a princesa Zelda e Link, ainda sem chapú, celebram 100 anos da salvação do reino com a ajuda dos Minish.

O rei de Hyrule, a princesa Zelda e Link, ainda sem chapú, celebram 100 anos da salvação do reino com a ajuda dos Minish.

Com experiência e criatividade, a Capcom deu origem a The Minish Cap, um capítulo que se passa entre o primeiro capítulo cronológico da série (Skyard Sword, lançado posteriormente em 2011) e Ocarina Of Time, game no Nintendo 64 que marcou profundamente toda a estrutura da série. Mesmo sem ter noção exata do que isso significava na época, afinal a Nintendo apenas dividiu a cronologia da série quando a esta completou 25 anos, a Capcom estava livre para produzir um episódio que não se apegasse aos evento de Ocarina of Time, mas que mesmo assim pudesse usufruir da predestinação que as diversas princesas Zeldas sofrem no universo da personagem.

HYRULE DESPERTA UM NOVO VILÃO!

Com um visual deslumbrante para um portátil, The Minish Cap começa em um festival de Hyrule, onde a princesa Zelda convida seu amigo Link para assistir ao centésimo festival de agradecimento aos Minish, seres minúsculos que há sem anos deram uma espada sagrada a um jovem garoto de roupa verde e cabelos louros para ele salvar o reino. Porém, durante o festival, o vencedor do concurso de espadachins destrói a espada sagrada que selava Hyrule dos monstros que infestaram a cidade anos atrás, o que fez com que todo o mal voltasse ao reino.

Nada de Ganon! Vaati é o vilão da história.

Nada de Ganon! Vaati é o vilão da história.

Conseguindo poderes mágicos, o misterioso espadachin se revela como Vaati e transforma a princesa Zelda em Pedra, obrigando ao rei pedir que Link, um jovem com as mesmas característivas do herói de Hyrule faça contato e paça ajuda para os Minish restaurarem a espada e novamente aprisionar os perversos seres soltos pelo reino.

Vaati é o mesmo antagonista dos jogos Four Swords e Four Swords Adventures de The Legend of Zelda. Em The Minish Cap, os eventos vão contando aos poucos o passado do vilão, revelando surpresas e unindo os personagens da série em um complexo conflito de personalidades.

Mas não é por que é um vilão de vários jogos que Vaati a atração principal do jogo. A grande novidade e uma das principais sacadas de The Minish Cap foi transformar o gorro que Link usa em um personagem que substitui a função da fada Navi. Andando pela floresta, Link salva Ezlo de alguns monstros. Como retribuição, e por sua dificuldade em se locomover, o ser de estranho formato decide ajudar Link em suas aventuras, contado vários dos segredos e ajudando a percorrer caminhos durante a aventura.

A função do chapéu falante, além de sempre revelar algo interessante deixa o enredo mais cheio de carisma e curiosidade, pois o personagem sempre vai revelando partes de seu passado incomum conforme a história vai se desenvolvendo.

A divisão de Link, somada as suas habilidades, fazem do jogo algo incrível de se jogar!

A divisão de Link, somada as suas habilidades, fazem do jogo algo incrível de se jogar!

ENFIM, OS MINISH

E agora o elemento crucial para o sucesso do jogo: a vida da sociedade Minish. Vivendo entre os humanos, esses seres minúsculos ampliam ainda mais o mapa de uso do jogo, revelando cenários gigantescos e belos a cada vez que Link e Ezlo diminuem de tamanho para interagir e resolver os desafios do mundo Minish.

Colorida, divertida e inusual, mesmo para o universo de The Legend of Zelda, os Minish são fascinados pelo mundo humano e adoram colecionar coisas, o que cria um divertido do jogo de completar fragmentos de brasões que vão abrindo eventos no jogo que enriquecem ainda mais o seu replay.

Cheio de quebra-cabeças e mistérios que soltam fumaça da cabeça do jogador, dividir Link em quatro, em determinados momentos da história, possibilitou proezas de fazer inveja mesmo aos jogos mais criativos da série, combinando os quatro Links junto com as habilidades que o personagem vai ganhando a cada etapa finalizada.

Lembrando muito a jogabilidade de A Link to the Past, o jogo do GBA é nostálgico e ao mesmo tempo inovador, fazendo com que o jogador se perca num misto de habilidades novas e elementos já dominados.

Os chefões das cavernas são criativos de se vencer!

Os chefões das cavernas são criativos de se vencer!

Além disso, seu enredo enriqueceu ainda mais a franquia do herói de roupa verde, possibilitando, por exemplo, um game que conte como o antecessor do atual Link recebeu a ajuda dos Minish, fazendo a imaginação dos fãs sempre colocarem o item em pauta quando rumores de novos jogos da franquia começam a surgir no mercado.

UM GAME QUE VALE POR QUATRO

Criativo, curioso, nostálgico e inspirador. Se fosse feito em outra época ou mesmo lançado em uma época mais fria para a franquia, The Minish Cap fosse mais marcante para a sua geração. Inundado de graça e carisma, motivos não faltam para que o jogador veterano de The Legend of Zelda se impressione com a aventura criada pela Capcom. Do mesmo modo, o jogo é uma das melhores portas de entrada para o jogador curioso que quer, pela primeira vez, se aventurar pelo mundo de Hyrule.

Se durante a história, Link teve que superar sua inferioridade e seu desconhecimento do mundo em que vivia para salvar sua melhor amiga, The Minish Cap teve que superar sua baixa repercussão para se mostrar digno do afeto e do respeito dos fãs da série, estes os quais, se lembraram da emoção e da diversão certeira que o melhor jogo do Nintendo Game Boy Advanced pôde produzir.

A lenda de Ezlo e dos Minish permanecerá para sempre no coração dos jogadores!

A lenda de Ezlo e dos Minish permanecerá para sempre no coração dos jogadores!

Uma resposta para “RESENHA: The Legend of Zelda: The Minish Cap (GBA)

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