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RESENHA: The Legend Of Zelda: A Link to the Past (SNES, GBA)

O passar dos anos torna a lenda ainda mais viva. A maturidade faz com que história se torne presente. Por sua vez, o presente atrelado ao passado, renova mundos e faz com que o herói e a espada renasçam maiores e mais corajosos. Em The Legend Of Zelda – A Link to the Past, temos a história fazendo história para sempre!

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PERIGO EM UMA NOVA HYRULE

“Noite de tempestade. A voz de uma garota o faz despertar! Você salta da cama sem saber se a voz é real ou apenas parte de um sonho. Deixando a cama, você encontra seu tio, que deveria estar dormindo a essa altura da noite, preparando-se para sair.’Estarei de volta pela manhã’, ele diz, despedindo-se. ‘Não deixe a casa’.

Você o observa sair, empunhando a espada da família e o escudo. Esta é uma noite incomum… Quem é
‘Zelda’? Para onde seu tio foi e por que razão? E assim, em uma noite de tempestade, tem início um novo capítulo na lenda do herói de Hyrule — o novo capítulo da‘Lenda de Zelda” (Traduzido diretamente do manual oficial do jogo).

Não há palavras para melhorar descrever A Link to the Past do que as palavras do próprio material do game. Começando com uma introdução de abertura épica e com ação desde o primeiro momento para o jogador, o capítulo da lenda de Zelda do SNES se tornou um clássico instantâneo assim que foi lançado, ainda em 1991, quando a criatividade dos desenvolvedores de jogos eletrônicas era posta a prova a cada novo título lançado.

Quem viveu nos anos 90 deve se recordar da grande guerra que ocorreu entre os populares consoles das duas maiores empresas de games da época: o Super NES da Nintendo e o Mega Drive da Sega. Numa corrida para desenvolver e acoplar em suas máquinas os melhores títulos a fim de vencer uma disputa mercadológica cheia de altos e baixos para ambas as empresas, grandes clássicos foram criados para ambas as máquinas, e A Link to the Past é um deles.

O mapa auxilia tanto em Hyrule quanto na Terra Dourada!

O mapa auxilia tanto em Hyrule quanto na Terra Dourada!

Apesar de ser o terceiro título da franquia, foi A Link to the Past que transformou The Legend Of Zelda em um dos carros-chefe da Nintendo para sempre, tanto pela excelênte jogabilidade quanto pelo enredo maduro, mesmo com as dificuldades gráficas da geração 16 bits.

O INÍCIO NO PASSADO

A história começa quando um malvado feiticeiro chamado Agahim mata o rei de Hyrule, aprisiona os descendentes dos grandes sábios da cidade no Reino das Trevas e se apodera do reino por motivos desconhecidos. Nosso herói Link, recebendo uma mensagem telepática da princesa Zelda, descobre que ele e seu tio são os últimos descendentes de uma família que se encarrega de proteger a família real quando esta é posta em perigo.

O objetivo do feiticeiro é libertar o poder de um poderoso feiticeiro, que depois descobrimos ser ele mesmo, que a muitas gerações passadas foi aprisionado pelos sete sábios originais. Estamos falando de Ganodorf, o maior vilão que Hyrule já enfrentou, sendo esta uma encarnação entre a ocorrida em Ocarina Of Time e o o primeiro The Legend Of Zelda.

Mesmo o nome do terceiro jogo da franquia sugerir alguma ligação com o passado (dando a impressão de uma continuação direta com o primeiro The Legend Of Zelda), o passado que se fala em A Link to the Past é o enredo do próximo game da franquia lançado para a plataforma Nintendo 64, fazendo do game uma inspiração para os seus sucessores.

A princesa Zelda auxilia Link quando este vai ao castelo salvá-la.

A princesa Zelda auxilia Link quando este vai ao castelo salvá-la.

E apesar de o título ainda sugerir uma espécie de viagem no tempo, o passado só mencionado como premissa para o início da aventura, que é a única a apresentar duas dimensões para o jogador: a Hyrule real e a Terra Dourada, local onde, no passado, os sete sábios aprisionaram Ganodorf, fazendo com que este transforme tal reino em um reino de trevas, até conseguir voltar para Hyrule.

A medida que avança na história resgatando Zelda, salvando os 7 descendetes dos sábios e sendo testado pelas três deusas Din, Nayru e Farore, o jogador vai descobrindo o enredo e fazendos as ligações entre o passado e o presente para finalmente enfrentar Ganodorf despertado e impedir que o poder da Triforce, uma relíquia capaz de realizar todos os sonhos de quem o tocar, caia nas mãos do mago.

A MASTER SWORD DOS GAMES

The Legend Of Zelda: A Link to the Past foi um dos games que mais influenciou sua geração, gerando uma gama gigantesca de outros jogos que copiavam a sua jogabilidade e os vários desafios de suas masmorras. Seja RPG, aventura ou plataforma, todos os games passaram a incorporar características do game, seja os criativos power-ups, os itens variados, as maneiras de se utilizar os personagens ou como a história é contada.

Bonito graficamente, com uma trilha sonora que foi reinventada em vários dos seus sucessores (é impossível não cantarolar Hyrule Theme por aí depois de jogar) e com personagens cativantes, o jogo marcou profundamente toda a série de sua franquia.

A aparência de Ganon é horripilante no game!

A aparência de Ganon é horripilante no game!

Foi com esse título que a Nintendo começou a criar várias Hyrules através dos jogos, repetindo a lenda em um mesmo universo, mas em eras distintas entre si, uma das principais características do game e uma das maiores temas de discussões dos fãs até a Nintendo revelar a linha cronológica oficial da série.

A Link to the Past é o primeiro game da linha cronológica que explora o pior cenário entre as várias maneiras de se fechar o jogo Ocarina Of Time, a linha que se inicia com a derrota de Link no game do N64! Sem saída, a princesa Zelda lidera o povo de Hyrule, reunindo os 7 sábios para, mesmo se derrotá-lo, aprisioná-lo na Terra Dourada e gerando o enredo para A Link to the Past.

Se jogar o único game da franquia para o Super NES já era uma experiência incrível nos anos 90, a experiência se ampliou após a divisão de linhas do tempo e as experiências entre os diversos Links e Zeldas das plataformas mais recentes da Nintendo, graças a uma minuciosa e inteligente sacada da produtora em criar conceitos que amplificam e expandem o universo da franquia a cada jogo.

Cheio de ação e mistério, o game supera as barreiras tecnológicas da geração 16 bits, mostrando-se uma experiência gaminística superior ao seu tempo e transformando para sempre o tipo de entretenimento que a indústria de games poderia criar para o seu consumidor dali em diante.

A conquista da triforce final é a recompensa final!

A conquista da triforce final é a recompensa final!

5 Respostas para “RESENHA: The Legend Of Zelda: A Link to the Past (SNES, GBA)

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