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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Bleach, a Saga dos Arrancars

As diferenças são o motim das duas formas mais essenciais da relação humana: a união e a separação. Quando diferentes, seres humanos se repelem por medo ou se unem por uma curiosa atração. Confundindo espíritos com humanos e monstros com ídolos, a Saga dos Arrancars de Bleach mostrou como pode ser perigosa a atração pelo medo e a adoração pela força.

Orihime_logo_bleach

HERANÇA MIDIÁTICA

Antes de iniciar a resenha, é importante definir duas coisas. Primeiro, a Saga dos Arrancars é definida pelo tempo-espaço de Bleach que acontece entre a ascensão de Aizen no fim da Saga do Soul Society (leia a resenha aqui) e a sua queda durante o último arco da saga, a Batalha de Inverno.

Segundo, esta resenha não tem como fim analisar as sagas fillers, como a a Saga dos Bounts (leia a resenha aqui), que ocorreram durante a produção do anime pelo estúdio Pierrot, mas vai levar em consideração toda a sua influência dentro do enredo criado por Tite Kubo durante a criação do enredo do mangá, afinal, todas as produções midiáticas extra ao mangá surtiram efeitos que para sempre marcariam os rumos da história.

No fim da saga da Soul Society, o resultado dos embates que ocorrerão somados ao fulgor gerado pelos capitães dos 13 Esquadrões de Defesa, fizeram com que personagens como Chad e Orihime perdessem muita popularidade. Entrementes, a falta de poder de Ishida durante a saga dos Bounts e a “estreia” de Rukia como lutadora na TV fizeram com que, ao lado de Ichigo, ela e Renji, o tenente do sexto esquadrão, fossem os personagens não-capitães que mais ganharam a preferência do público.

A quantidade de personagens importantes em Bleach cresceu exageradamente!

A quantidade de personagens importantes em Bleach cresceu exageradamente!

Ainda durante o combate na TV contra Jin Kariya, com excessão de Ichigo, todos os protagonistas da série ficassem em segundo plano, já que, para estimular uma alta da audiência os roteiristas do estúdio Pierrot decidiram colocar os capitães na linha de frente da história, dando grandes combates para eles e deixando Chad, Orihime e Ishida como meros detalhes, mesmo que este último ganhasse uma boa participação no fim da saga.

Assim, querendo ou não, o que o fã esperava da saga dos Arrancars foi diretamente influenciado pelas mídias exteriores ao mangá: uma saga com Ichigo guiando o enredo, mas com uma intensa participação dos capitães, assim como tudo o que era produzido e vendido nas lojas e afins.

CHEGAM OS ARRANCARS

Arrancars são hollows aliados de Aizen aos quais o ex-capitão do quinto esquadrão usou o Hogyioku para lhes serem “arrancadas” as máscaras de Hollows dando a eles habilidades de um shinigami e ampliando suas capacidades de hollow. Segundo as palavras de Hitsugaya, o líder do décimo primeiro esquadrão, se existissem cerca de dez Arracars com poderes próximos aos de um capitão, certamente a Soul Society teria seu fim!

Organizados em uma escala de poder por números que determinam também sua hierarquia onde quanto mais baixo o número, mais poderoso ele é. Aizen organizou junto com Gin e Tousen uma elite com 10 Arrancars batizada de Espadas, entre eles, o frio Ulquiorra Cifer, o número 4, e o combativo GrimmJow Jaggerjack que invadem a Terra dando um começo para a série muito próxima do que já havia ocorrido nos fillers de Bleach: impossibilitados de lutar, com excessão de Ichigo, alguns capitães e shinigamis vem para a terra para proteger os protagonistas.

Aizen lidera os Arrancars para levar hollows até a Soul Society!

Aizen lidera os Arrancars para levar hollows até a Soul Society!

Apesar de isto ter largamente ocorrido na saga dos Bounts e no primeiro longa da série, Memories Of Nobody, analisando apenas o mangá, foi uma sacada interessante do autor, já que ao mesmo tempo que ele dá um gostinho do que o leitor quer, ele não deixa que personagens tão interessantes fiquem de fora do enredo.

Além disso, o começo da saga tem a aparição de um personagem que já havia sido planejado desde a primeira edição por Tite Kubo: Shinji Hirako, um Vaizard. Ao contrário dos Arrancars, Vaizards são Shinigamis que tiveram seus poderes de hollow despertados, revelando que Ichigo, se transformou em um destes quando passou pelo treinamento de Urahara ainda na Saga da Soul Society.

Se Tite Kubo acertou ao dar uma característica única para Ichigo, ele errou ao dar fim a um dos personagens mais relevantes para que o ciclo do personagem de Ichigo desse seguimento a história: Grand Fisher, o hollow que matou a mãe do substituto de shinigami é morto por seu pai, Isshin Kurosaki, que aparentemente também é um substituto de shinigami, e depois esquecido na história. Tite Kubo não apenas desperdiçou um dos dramas mais interessantes da história como perdeu a oportunidade de fazer de Grand Fisher um adversário à altura do que se tornou Ichigo, deixando de fazer dele um Arrancar, até mesmo um Espada, deixando o primeiro furo de enredo de uma história que até então se fechava em todas as suas arestas.

Grimmjow é um dos vilões mais odiáveis e ao mesmo tempo interessante de toda a saga!

Grimmjow é um dos vilões mais odiáveis e ao mesmo tempo interessante de toda a saga!

LAS NOCHES

Assim como o arco inicial da Saga da Soul Society serviu para apresentar aos leitores os protagonistas de Bleach, o arco inicial da Saga dos Arrancar serviu para apresentar os novos conceitos do arco: vilões, vaizards, os poderes da Hougyioku e o desafio dos vilões há uma Guerra a acontecer no inverno do mesmo ano em Karakura, local onde Aizen pretende utilizar como “ingrediente” para produzir a Chave do Rei, artefato capaz de abrir o Castelo do Soberano Imperador da Soul Society e de todo o mundo espiritual.

Porém, é no início do segundo arco que o mote para o saga ganha fluído: interessada no poder de rejeitar a realidade que Orihime tem, Aizen sequestra a garota, provocando a revolta de Ichigo, Chad e Ishida que partem para o Hueco Mundo para resgatar a garota.

Apesar de uma premissa similar à execução de Rukia, o sequestro de Orihime foi uma das sacadas mais geniais de Tite Kubo: além de transformar completamente a personagem em uma apoiadora para lutas, o autor deu a oportunidade dos protagonistas novamente assumirem as rédeas da história, algo que havia se perdido nos fillers e no início da saga Arrancar. Além disso, colocando Orihime lado-a-lado com Aizen, o autor dava inúmeras possibilidades de dramas, já que mesmo aceitando ser prisioneira para poupar Ichigo, a quem a personagem está declaradamente apaixonada, a ruiva, mesmo que muito sensível, nunca foi do tipo de personagem submissa que fica esperando ser salva.

O sequestro de Orihime é um divisor de águas na história!

O sequestro de Orihime é um divisor de águas na história!

Se juntam ao trio salvador ainda Rukia e Renji, além da pequena Arrancar Nell e seus dois hollows babás, que temem pela transformação da garota ao que ela era quando ainda fazia parte do exército dos Espadas. Juntos os 6 combatentes mais os três aliados entram no Las Noches, fortaleza criada por Aizen dentro do Hueco Mundo, uma espécie de Soul Society sem lei dos hollows.

Antes de encarar os mais fortes homens de Aizen, Tite Kubo acertou ao fazer inúmeras lutas de aquecimento para os personagens, onde foram reveladas as suas novas habilidades fazendo-os enfrentarem ex-Espadas e a Floresta de Menos, que apesar de ser original do anime, foi escrita pelo autor, mas deixada de fora da produção do mangá por decisão dos editores, que queriam que as lutas principais acontecessem o quanto antes.

A luta contra os Espadas não poderiam ter começado melhor, com Rukia enfrentando o nº9, Aaroniero Arruruerie. Disfarçado de Kaien Shiba, o primeiro amor de Rukia, a batalha é levada aos extremos enquanto a irmã de Byakuya precisa decidir se entregar ao seu amargo passado ou superar suas lembranças e lutar pelo futuro. Quase derrotada, a vitória de Rukia mostrou o tamanho poder dos Espadas e como a superação, elemento chave dos mangás shonen poderiam ser utilizado para o desfecho das lutas contra os Espadas, mesmo que os seis personagens que partiram para o Las Noches sejam notóriamente mais fracos que os inimigos.

Os problemas do arco surgem quando Ishida, junto com Renji, vai enfrentar o Espada nº8, Szayel Aporro Granz e Chad vai lutar contra o Espada nº5, Nnoitra Jiruga. Enquanto mesmo em dupla o Szayel faz gato e sapato do shinigami e do quincy, Nnoitra praticamente mata Chad, fazendo do personagem o saco de pancadas oficial do anime, sem nenhuma luta em toda a história que ele tenha vencido, mesmo com toda a propaganda inicial do primeiro arco da saga da Soul Society.

Nell deveria ter sido a combatente definitiva de Nnoitra, porém...

Nell deveria ter sido a combatente definitiva de Nnoitra, porém…

Felizmente, para o protagonista, as coisas foram muito bem. Abdicando de criar algum enredo para Orihime, Ichigo consegue salvar a garota e após quase ser morto por Ulquiorra, a garota salva seu amado, que parte para uma das melhores lutas de toda a saga: a luta contra GrimmJow.

Entre um combate e outro descobre-se que Nell, que está loucamente apaixonada por Ichigo (também!) era a antiga Espada nº3, Nelliel Tu Odelschwanck, que foi transformada em bebê em uma experiência de Szayel a pedido de Nnoitra, movido pelos seus instintos machistas. O que era para ter sido o enredo mais dramático e inesperado, com direito a diversas batalhas e sequências inesperadas foi interrompido pelo avassalador gigante do marketing: temerosos de que o título baixasse sua popularidade devido ao filler que se iniciou no anime após a luta contra GrimmJow, Tite Kubo teve que, a pedido dos editores, levar até o Hueco Mundo diversos capitães, os personagens mais populares da história.

É após essa luta que tudo passa a desandar na história: a poderosa Nelliel volta a ser um bebê por um acaso do destino no meio de sua luta contra Nnoitra, deixando que Zaraki Kenpachi assuma a luta. Enquanto isso, é a vez de Ishida e Renji deixarem que Mayuri Kurotsuchi assuma a luta contra Szayel e Byakuya Kuchiki enfrente o Espada nº7, Zommari Rureaux, e Retsu Unohana cuide dos ferimentos dos protagonistas.

A luta de Rukia contra Aaroniero foi a mais surpreendente de toda a saga!

A luta de Rukia contra Aaroniero foi a mais surpreendente de toda a saga!

Num festival de pancaria e exibição de poderes já conhecidos de seus capitães (onde parecia que o autor estava ainda pensando nos poderes dos capitães restantes), Ulquiorra volta a sequestrar Orihime e Aizen decide partir para a cidade de Karakura junto Gin e Tousen e de seus Espadas de números 1 a 3, Deixando que Ulquiorra, sozinho dê conta dos problemas no Hueco Mundo, afinal, segundo ele, seu exército já estaria completo apenas com os quatro Espadas mais fortes.

O PÊNDULO

Mesmo que com o desenvolvimento de desfechos e lutas épicas entre capitães e Espadas, é nítido que o autor acabou deixando o incrível roteiro que estava se desenvolvendo de lado, apressando para chegar ao momento final da história. Ciente de que a história acabou por render uma série de fatos ainda não explicados, Tite Kubo decidiu por fazer um intervalo nas batalhas e criou um arco dedicado a esclarecer as origens de diversos personagens no chamado arco do Pêndulo.

Exatos 108 anos antes do encontro de Rukia e Ichigo na cidade de Karakura, a formação dos 13 Esquadrões protetores da Soul Society erabem diferente: em sua maioria era formada pelos atuais Vaizards, entre eles, Shinji que era o Capitão do Quinto Esquadrão, tendo Aizen como seu Tenente.

Além disso Yoruichi era a capitã do 2º Esquadrão e Urahara era o capitão do 12º Esquadrão, desenvolvendo pesquisas entre shinigamis e hollows.

É incrível ver Urahara e Yoruichi como capitães!

É incrível ver Urahara e Yoruichi como capitães!

A trama se dá com o sumiço pelo qual alguns shinigamis na Soul Society, tendo como um dos destaques das brincadeiras de roteiro que acontecem em todas as vezes que algum personagem atual dá as caras.

Aprofundando as personalidades dos três vilões (Aizen, Gin e Tousen) e mostrando as injustiças cometidas com Urahara para que o mesmo fosse expulso da Soul Society, fugindo graças a ajuda de Yoruichi e Tsukabishi Tessai, na época, líder do Esquadrão de Kidou, uma divisão que não usa espadas.

Desde aquela época, Aizen conseguia manter sua dupla personalidade oculta, fazendo com que o vilão fosse ainda mais valorizado. Mostrando como o Hougyoku e os Vaizards foram criados, Tite Kudo deu ainda mais embasamento para o fã poder montar as mais loucas teorias dos resultados da batalha de Inverno e dos possíveis combates que haveriam.

Em parte o arco deu uma guinada num roteiro que passou a ser baseado apenas em lutas. Mas por outro lado, a qualidade de roteiro do arco não conseguiu seguir com a mesma qualidade no arco a seguir, fazendo do arco uma bolha entre as infinitas batalhas que seguiram.

BATALHA DE INVERNO

Já que a ideia era produzir batalhas com personagens populares para o mangá continuar em alta, a impressão que fica é que ao iniciar o arco da batalha de Inverno, Tite Kubo resolveu chutar o pau da barraca, colocando todos os personagens da sua extensa lista de mocinhos para batalhar e deixando os protagonistas de lado de vez.

A Soul Society chegou reforçada para a batalha!

A Soul Society chegou reforçada para a batalha!

Como eram muitos heróis para poucos vilões, o autor resolveu dar a Barragan Louisebain, o Espada nº2, um verdadeiro exército de Fraccións, Arrancars de classe menor que obedecem aos Espadas. Entre as diversas lutas que ocuparam as páginas de quase 15 edições deste arco, estiveram Yumichika, Ikaku, Hisagi, Kira, Omaeda, Soi Fong, Matsumoto, Hinamori, Iba, Komamura, Ukitake e até mesmo o General de Divisões Yamamoto-Genryuusai.

Uma história precisa fazer sentido dentro de seu universo. E Bleach faz muito sentido. O que não faz sentido é o placar final das lutas: apesar de alguns combatentes terem perdido suas lutas, todos sobreviveram, dando a oportunidade dos fãs desejarem ainda mais lutas com esses personagens, prejudicando o ciclo de personagens dentro do enredo.

Mesmo contra os espadas o resultado não muda! Enquanto Hitsugaya enfrentou Tier Harribel, a 3ª Espada, em uma luta de altos e baixos, Soi Fong (novamente ela!) ficou para dar conta da ganância Barragan e Kyoraku Shunsui enrolou ao máximo, praticamente não tendo luta, contra Coyote Stark, o 1º Espada, um combatente tão preguiçoso e indiferente quanto ele.

Ulquiorra quase leva Ichigo a se deixar levar por seus instintos.

Ulquiorra quase leva Ichigo a se deixar levar por seus instintos.

Enquanto isso, felizmente, no Hueco Mundo Ichigo teve mais uma de suas melhores lutas. É engraçado como o autor consegue melhorar exponencialmente seu desempenho quando a ação não é movida pelos apelos comerciais, mas sim pelo seu planejamento inicial. Delirante, emocionante e dramática, a luta do potagonista contra Ulquiorra não só tirou o fôlego de quem a acompanhou, como colocou em cheque os rumos do personagem, que diante de uma situação desesperadora, teve que apelar para uma medida desesperadora que arriscava a todos a sua volta, contrariando sua motivação de lutar.

Os furos ficaram pela pouca atenção da luta de Ishida e Rukia contra o líder dos Exéquias e da supervalorização de Yanmmy Largo, o Espada nº10 que foi transformado em nº0 pelo autor só para dar mais uma luta para Byakuya e Zaraki.

Mas o talento de Tite Kubo é inegável e mesmo fazendo tudo errado, é incrível como ele consegue acertar quando quer prender a atenção do leitor.

Contra Tousen, a luta e os combatentes foram óbvios e esperados, sem contar que o autor se esqueceu de mostrar a Bankai do personagem. Porém, o drama do trio Tousen-Hisagi-Komamura deu um gás gigantesco na história para que Aizen seguisse em sua luta contra Yamamoto.

Os Vaizards enfrentam dificuldades contra os ex-capitães!

Os Vaizards enfrentam dificuldades contra os ex-capitães!

Mostrando que muitos fãs fanáticos estavam certos, o autor ainda fez Gin trair Aizen, mas acabar sendo morto pelo mesmo, mostrando a infinita superioridade do vilão diante de todos os personagens. Aizen foi um dos únicos vilões, que conseguiu manter a estirpe cultivada durante toda a saga sem vacilar em nenhum momento, mostrando que o posto de um dos maiores vilões que o mangá japonês já teve não foram a toa, vencendo todos os seres que se opuseram em seu caminho, inclusive o pai de Ichigo, isshin Kurosaki.

A luta final aconteceu na verdadeira Karakura guardada na Soul Society destacando os novos poderes de Ichigo ensinados por seu pai e surpreendendo pelas maneiras criativas que os personagens tiveram que criar para conseguir aprisionar Aizen,que sendo quase um deus, não poderia ter sido vencido numa luta comum, sobrando para Tite Kubo criar uma saída estratégica para conseguir completar o arco, mostrando que a força e o medo que o vilão sempre propagou poderia ser vencido se os obstáculos internos dos heróis fossem superados.

O FIM

A Saga dos Arrancars é não só a fase mais longa, como também a mais oscilante da história de Bleach. Se por um lado o autor da série conseguiu criar um cenário com personagens cativantes e motivadores de diversas possibilidades de enredos e tramas, pouco de todo esse universo foi aproveitado, tendo o início da saga uma superioridade gigantesca sobre seu desenrolar e seu final.

Mas também é inegável que Tite Kubo sabe como contar uma história: mesmo errando em diversos pontos, esquecendo personagens e subordinando-se as pressões do público ao colocar diversas lutas sangrentas mas com personagens populares, o autor sempre acerta na dose de surpresas e da boa execução de cada uma das lutas criadas.

Aizen provou ser o vilão que todos esperavam que fosse.

Aizen provou ser o vilão que todos esperavam que fosse. E só.

Se os Vaizards foram um ponto morto e Ishida e cia. voltaram ao estágio secundário que os fillers provocaram, os capitães cresceram exponencialmente junto com Ichigo e com o próprio Aizen, que apesar de vencido, continuou vivo para continuar a ser o vilão da história em sua continuação.

O resultado final apenas abre algumas dúvidas sob como o autor vai conseguir segurar o universo que criou, afinal, apesar do imenso poder dos Arrancars, o lado da Soul Society não perdeu sequer um lutador (ao contráro, ganhou diversos aliados!) e Aizen perdeu todo seu exército.

Só de carisma não vive uma série, e a missão de Bleach após a primeira queda da série será conseguir produzir algo superior ao seu passado: aproveitando as tramas da Soul Society e a criatividade dos Arrancars.

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2 Respostas para “RESENHA: Bleach, a Saga dos Arrancars

  1. Lívia dezembro 31, 2012 às 7:56 pm

    Excelente resenha Davi!!! Eu gosto de ler seus comentários sobre animes justamente porque você parece que capta muito bem alguns elementos subjetivos na história (um exemplo aqui, para citar um só, seria a influência da mídia e do público), deixando seu texto muito bacana.
    Outra coisa legal também foi vc ter destacado o fato de alguns personagens foram deixados de lado e/ou viraram saco de pancadas, o que eu concordo plenamente, alguns nem parecem merecer o cargo que ocupam.Aliás, reparou na ausência total da Nanao na Batalha de Inverno? O Tenente do 1º Esquadrão tb nem chegou a lutar, ficou só de enfeite, seria uma excelente oportunidade de mostrar poderes de personagens secundários…
    Só que eu acho que você mencionou pouco a aparição dos Vaizards e sua importância na história e nem chegou a falar do pai do Ishida, que também foi um personagem novo importante para a história, já que ele o ajudou na recuperação de seus poderes.
    Ok ok, vamos parar de criticar…
    Apesar de um ser meio pé no saco, adoro ler suas reviews neste blog, me avisa quando tiver alguma de anime, viu? Bjus!!!

  2. Pingback: RESENHA: Bleach, a Saga dos Fullbringrers | NEXT CONQUEROR

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