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o blog do Davi Jr.

RESENHA: ParaNorman

Solidão. Tão aterrorizante para alguns, tão presente para outros. A solidão é uma das sensações mais temidas pela humanidade. Isso porque o ser humano precisa de socialização, depende do outro para poder cumprir seu papel. Em Paranorman, temos a história de um garoto que tem como única opção de socialização os mais solitários dos seres: almas penadas!

É inegável o efeito que a computação gráfica trouxe para o cinema, principalmente para os filmes infantis. Em um mercado outrora quase monopolizado pela Walt Disney, o recurso da criação de cenários, personagens e atuações 100% digitais possibilitou que diversos outros estúdios passassem a investir no segmento, tanto pelo baixo investimento, quanto pela alta lucratividade, afinal as salas de cinema passaram a ser uma das principais diversões de programas em família.

De repente todo mundo resolveu fazer filme infantil: a Disney se enfraqueceu, seu estúdio Pixar virou top de linha, Dreamworks surgiu como um gigante da sétima arte, Warner e Fox criaram boas produções e muitas, mas muitos estúdios emplacaram filmes de alto retorno e baixa qualidade de enredo. Entre um estúdio e outro de menos projeção, de vez em quando surgem verdadeiras obras-primas e do Laika, chegou Paranorman!

Com o sucesso e a repercussão de sua primeira produção, Coraline, o estúdio Laika seguiu sua linha de filmes de animação stop-motion (com uma grande dose de computação gráfica, claro) e deu origem a um filme com um visual tão voltado aos filmes de terror quanto grandioso em seu enredo. Se da primeira vez o estúdio tinha a vantagem do enredo de sua produção ser assinado por Neil Gayman, o autor dos quadrinhos de Sandman, dessa vez seu roteiro original teria de provar que a qualidade vista anteriormente seria uma das características do estúdio.

A cena da perseguição do carro foi um dos destaques!

Vivendo em uma pequena cidade do interior da Inglaterra, o pequeno Norman seria um garoto norman cursando o ginasial se não fosse o motivo pelo qual todos os alunos da escola zombam dele: ele pode ver fantasmas. Mas não são quaisquer fantasmaas, são almas penadas ligadas a algum tipo de condição que não deixam suas almas partir para o plano espiritual. Vítima de bullyng e da descrença de sua família, Norman só tem aos fantasmas e ao espírito de sua avó para poder conversar.

Porém, com a chegada de um festival que celébra a morte de uma mulher tida como bruxa que foi julgada e queimada em uma fogueira na cidade, Norman se vê envolvido em um delicado ritual de manutenção do sono da bruxa que acaba por levar a ressusrreição de todos os mortos amaldiçoados por uma maldição após a sua morte. Agora, os mesmos habitantes que outrora o tinham como louco, são obrigados a tentar entender o misterioso mundo dos mortos se quiserem continuar vivos.

O que parece mais um filme de terror infantil comum, com trailers que pouco mostravam o desenrolar da hitória, ParaNorman se mostra um filme rico em vários aspectos. Em sua animação cheia de detalhes, os personagens parecem mais expressivos que atores reais e sua personalidades muito mais bem elaboradas e funcionais dentro do enredo que parece ser planejado em cada detalhe, completando uma história sólida e cheia de surpresas.

O design dos zumbis são uma mescla de terror e bizarrice!

A diversão é um ponto a ser levado em consideração, mas o tema sombrio e o personagem com uma personalidade afetado pela distância de seus entes queridos e não tã queridos assim, o clima sóbrio chega a prevalecer em muitas das sequências do filme, fazendo dos zumbis ressuscitados um atrativo muito mais intelectual que debochado.

Mas nada supera a quebra de espectativa que o filme provoca em quem assiste. Após cerca de uma hora e meia de história, os diretores Sam Fell e Chris Butler encontraram a maneira perfeita de surpreender o público a cada minuto, seja com os contra-pontos existentes em um roteiro de filme de terror infantil, seja nas lições aplicadas em um contexto tão atual.

Prova que a saturação da animação no cinema atual pode gerar animações de qualidade, ParaNorman merece local de destaque nas produções colocadas em cartaz junto a ele. Resta torcer que a solidão vivida pelo protagonista no filme, não seja reflexo da merecida boa repercussão que o filme merece.

O filme tem final pra ninguém botar defeito!

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