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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Assassin’s Creed Renascença, livro

Medo, terror, vingança, ódio, assassinato. Com tantos sentimentos ruins para a formação de qualquer um, parece quase impossível a existência de uma organização capaz de abrigar um homem que almeje o bem de um todo, quando estão em jogo tantos sentimentos pessoais. Está é a história contada em Assassin’s Creed Renascença, a história de Ézio Auditore, o assassino que buscará vingança de todos aqueles que traíram a sua família.

INICIANDO COMO UM BEST-SELLER

Com o amadurecimento do mercado de games e as plataformas atingindo um público cada vez mais exigente, foi iminente que se destacassem no mercado as produtoras que produzissem os jogos que mais agradassem esse público em ascensão que, queira ou não, também são os formadores de opinião do mercado.

Entre Zelda’s, Resident Evil’s, Final Fantasy’s e Metal Gear’s, a sétima geração de consoles deu origem a uma nova franquia tão grandiosa quanto as que emcabeçam as ditas séries “mais maduras” dos consoles: nasce em 2007, Assassin’s Creed.

Produzida pela “quase” iniciante Ubisoft, que após o sucesso monstruoso de seu título próprio uma das maiores e mais bem sucedidas empresas de games do mundo (com um estúdio no Brasil, inclusive), a história do Credo dos Assassinos logo ganhou destaque de públic, vendas e crítica por misturar dois elementos valorizados a tempos pelos gamers mais hard-cores: violência e um bom enredo.

Misturando o ódio de personagens marcados pela dor e o sofrimento com a incrível capacidade de inserir personagens históricos em seu enredo (ou seria o contrário?), Assassin’s Creed girou o mundo ganhando prêmios e diversas continuações, provando ser uma franquia sustentável no mundo dos games.

A beleza gráfica do jogo está presente nas grandiosas descrições de Oliver Bowden.

Se aproveitando do sucesso crescente do título, a Ubisoft inovou ao propor ao escritor Oliver Bowden (pseudônimo de Anton Gill), perito em história ocidental e aclamado por seus títulos abordando o período do Renascentismo, que novelizasse os jogos de sua franquia, algo que apesar de não ser inédito, nunca havia sido feito de maneira tão abrangente, com uma campanha de marketing atingindo não apenas os fãs dos jogos, mas também o público e geral.

A VERDADE SERÁ ESCRITA COM SANGUE

A história escolhida para iniciar a saga de livros foi a do personagem Ézio, o filho do meio da requisitada família Auditore, uma das mais influentes de Florença no século XV.

Diferente dos games, e devido a proximidade do autor com a época histórica, o livro de Assassin’s Creed foi iniciada com o enredo do segundo título canône da franquia, que assim como a versão em tinta e papel, é divido em três partes.

O subtítulo Renascença foi dado para localizar o leitor casual e hard-core, ao mesmo tempo que dá um norte para a história, que no game é apenas marcado com um “II“.

Passado no fim da Idade Média e no início da Renascença, o livro é ricamente ilustrado com descrições dos cenários, com textos históricos e citações que postulam eventos que suscedem a época.

A narração de detalhes das partes contadas em vídeo do jogo são um dos atrativos do livro, já que enquant jogador, na maioria das vezes o enredo fica em segundo plano para a grande massa gaminística, que se importa muito mais com o sangue, os gráficos e a jogabilidade do título.

A presença do maior italiano de todos os tempos dá origem aos diálogos mais cativantes do livro!

Mas todas as características próprias são meros detalhes se comparado a diferença principal entre livro e game: a inexistência do personagem Desmond.

No game, o estopim para a existência da história, são as viagens no tempo que o personagem Desmond tem que fazer do presente para as diversas épocas históricas aos quais os jogos são localizadas para impedir o fim do mundo, compartilhando as fases do jogo com Ézio.

Porém, a proposta do livro é contar a história do assassino sem a interferência de Desmond, fazendo da história algo original ao mesmo tempo que próxima dos jogos.

Num ritmo que começa muito bem, surpreende com a explicação dos assassinos e cansa a medida que a narrativa vai se engalfinhando no sistema de assassinato dos games, Oliver Bowden ainda consegue salvar sua obra com um final que instiga o leitor a querer continuar a ler os outros dois volumes que continuam a história de Ézio, trazendo a mesma surpresa que a Maça do Paraíso trouxe para os gamers.

RALLEGRAMENTI!

Cheio de pequenos mimos aos fãs de história ocidental, como a presença de frases e ditados populares em italiano, espanhol e latim, o primiro volume de Assassin’s Creed cativa ao mesmo tempo que cansa.

A falta de personagens em uma história por demais concentrada em Ézio, que apesar de ser um excelente protagonista não consegue segurar a atenção numa maratona de mais de seis capítulos com o mesmo sistema de caçada e assassinato, acaba prejudicando a obra como narrativa.

O papa Alexandre VI é o vilão do livro! Mas demora um pouco para aparecer.

Porém, as inserções históricas de personagens como Leonardo DaVinci e do vilão da história, Rodrigo Bórgia (sim, o vilão da história é o Papa Alexandre VI), além de serem o principal destaque do livro, deram o norte necessário para o autor do livro se focar em um tipo de literatura mais fluída e concreta para os próximos volumes.

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Uma resposta para “RESENHA: Assassin’s Creed Renascença, livro

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