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RESENHA: Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega, o arco de Palaestra

“Sempre que as forças do mal tentam dominar a Terra, os cavaleiros de Atena surgem para protegê-la e as cortinas de uma nova Guerra Santa se abrem.” Era com essa frase que em em 1986 estreiou na TV Asahi o anime que emocionou jovens e adultos no mundo todo durantes os anos 80 e 90. Mais de duas décadas e meia depois, a mesma rede de TV japonesa estréia Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega para que novos jovens e adultos sejam apresentados através de Palaestra a um mundo de heróis e vilões, sonhos e esperanças.

SURGE UM NOVO PÉGASO

Parece que foi ontem a primeira vez que Seiya, um orfão japonês enviado ao Santuário da Grécia, sagrou-se campeão em uma disputa de mais de 100 candidatos ao título de cavaleiro de bronze de conseguiu a armadura sagrada de Pégaso vencendo o gigante Cássius.

Se para um japonês isso já faz mais de 26 anos e para o resto do mundo já quase completará duas décadas de histórias incríveis e excitantes, para as crianças da década de 2.000 isso nunca parece ter acontecido.

Rompendo fronteiras desde que começou a ser contada a sua história nas páginas da Shonen Jump, Seiya e os outros cavaleiros de bronze quebraram recordes atrás de recordes em audiência e vendas de bonecos em todo o mundo graças a um história cativante que amadurece a medida que o leitor também se desenvolve.

O novo protagonista é um misto da figura do herói oriental e ocidental.

Porém, assim como são as inúmeras Guerras Santas que Atena travou com diversos deuses por toda a história, a história do Pégaso que subiu aos céus para proteger a sua deusa passou a virar um marco distante da história, mantendo-se na mente dos fãs, mas desconhecido para o público jovem.

Conhecendo o potencial da série, diversas mídias se utilizaram da história de Seiya para gerar novos fãs e novas vendas. A animação da Saga de Hades, o filme Prólogo do Céu, as novas linhas de bonecos, os mangás Episódio G, The Lost Canvas e Next Dimension (este último escrito pelo próprio autor) sempre foram muito bem recebidos pelos fãs de longa data, mas nada que superasse o principal apelo midiático que séries como One Piece, Naruto e Bleach tiveram nos anos 2000: sua presença na TV.

Por até hoje ser uma da séries mais rentáveis da Toei Animation, o estúdio de animação tomou uma decisão inesperada no ano 2012: fazer renascer a história dos cavaleiros de Atena em uma série de tv totalmente nova e atualizada no tempo para os dias de hoje a fim de despertar a identificação com o público mais rentável de animações: as crianças. Nasceu Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega (ou Saint Seiya Ω, no original).

Souma, o cavaleiro de bronze de Leão Menor, é brasileiro!

PALAESTRA

Após uma estréia divisora de águas no segmento de animações japonesas em que a Toei fez simultâneamente uma pré-estreia em cinemas de cinco países (Brasil, França, China, Coréia do Sul e é claro, Japão) espalhados por todo o globo, o primeiro episódio refletiu muito bem o que seria toda a série: uma nova história empolgante com potencial de marcar uma geração mas que não tem uma razão de ser (leia a resenha com as primeiras impressões clicando aqui).

O tempo sempre foi um elemento curioso em Os Cavaleiros do Zodíaco. Fora a localização histórica das Guerras Santas, o ano nunca refletiu muita coisa, já que como num conto cavaleiresco europeu da época do Romantismo, o cenário e o desenvolvimento da história sempre acontece em lugares idealizados, distantes da realidade propriamente dita. Mas metáforas a parte, foi uma boa jogada de marketing fazer como Masami Kurumada, o autor do mangá original, fez nos anos 80, localizar o tempo-espaço na época presente, fazendo com que o espectador se aproxime da história, no caso de Ômega, o ano de 2012.

Além de dar a impressão que os personagens estão lutando em algum lugar do mundo enquanto o espectador assiste sua aventura, parece muito mais crível, do ponto de vista da criança, que a possibilidade de se tornar um herói aconteça com ela.

E o cenário segue a mesma premissa do tempo escolhido: para o primeiro arco não poderia ter sido outro senão um que privilegiasse uma pronta identificação do leitor, uma típica escola japonesa. Após ser sequestrada pelo vilão Marte, o novo protagonista da série, Kouga, vai com a recém herdada armadura de Pégaso para o local de treinamento dos novos cavaleiros: a escola Palaestra.

A rebelde Yuna de Águia se recusa a usar a máscara de amazona.

Fazer amigos, aprender um mundo novo, desenvolver a auto-disciplina. Uma escola ensina tudo isso e muito mais, ainda mais numa escola com alunos multiplos países, de variadas histórias e centenas de contextos sociais. E mais uma vez a Toei acertou para o seu propósito: além de deixar o violento Santuário da Grécia com uma cara de High School Musical (o mais comum entre a variada gama de animes atuais), as diversas nacionalidades dos alunos cavaleiros aproximam os especadores de todo o mundo à história de Ômega.

Se o japonês Kouga é o típico protagonista problemáticos que aprende a superar desafios numa mistura dos estilos mais performáticos dos mocinhos ocidentais e orientais, é o brasileiro Souma de Leão Menor que faz o papel de admirador nato da história dos cavaleiros e o esperançoso personagem inocênte que toda boa história deve ter.

Além do passado de cada um intervir em sua personalidade, o conflito de ideias com o restante da equipe de protagonistas vai desenvolvendo os personagens em Palaestra. A rebelde francesa Yuna de Águia (sim, uma amazona de águia igual a Marin, mas com armadura de bronze ao invés de prata) que se recusa a usar a máscara de amazona e o silencioso chinês Ryuho de Dragão, filho de Shiryu com Shunrey, vão descobrindo, junto a Kouga e Souma o quanto a vida de um cavaleiro pode ser a medida que Palaestra vai sendo tomada por Marte com o passar dos episódios.

Ryuho de Dragão é um ponto de ligação entre fãs do passado e do presente!

Em um ritmo interessante porém previsível e com formato fechado de episódios, as referências a saga original é feita de forma criativa e respeitando a obra original, com direito a um torneio de cavaleiros de bronze, onde em meio a diversos cavaleiros originais de constelações nunca antes exploradas se destaca o intrépido Éden de Órion, o favorito a ganhar o torneio e se tornar um cavaleiro de prata.

OS METEÓROS DE UMA NOVA GERAÇÃO

O primeiro arco de Os Cavaleiros do Zodíaco Ômega satifaz e tem seus pontos altos. Para os fãs de longa data, sempre que as referências a série clássica são feitas, momentos de exaltação são criadas, e para os novos fãs o conhecimento de um universo rico e até então novo enche os olhos com a qualidade de animação que não se via da Toei a anos.

As mudanças estruturais e os conceitos quebrados podem incomodar os fãs de longa data mas se adaptam a nova geração e apesar da razão de ser da série ainda não estar muito clara nesses primeiros 10 episódios que contemplam o arco em Palaestra, e o vilão ainda parece muito capenga se comparado a Saga de Gêmeos, Éris, Poseidon, Abel, Hades ou outros que Seiya e os outros já enfrentaram, mas se o objetivo deste spin-off é reascender a chama da série num novo público, a Toei está fazendo um belo trabalho com a série.

O arco de Palaestra teve a função de apresentar os personagens da história.

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