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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Hunter x Hunter, a Torre Celestial

“Monstros terríveis, criaturas exóticas. Vastas riquezas, tesouros escondidos. Planos malignos, terras inexploradas. O mundo desconhecido tem uma “magia”, e algumas pessoas incríveis são atraídas por ela, eles são conhecidos como Hunters”. Nem mesmo Yoshihiro Togashi escreveu um prefácio que captasse tão bem a essência de sua série. E em nenhum outra arco como foi durante a Torre Celestial, Hunter x Hunter teve o nome da série tão bem justificado.

Nascido da idéia do autor da série colecionar personagens (leia a resenha do Exame Hunter aqui) e se tornando um verdadeiro fenômeno do chamado mangá dos anos 2000, Hunter x Hunter foi o pioneiro em uma nova maneira de contar mangá, onde a surpresa e as expectativas do leitor são quebradas diversas até gerar um resultado inesperado.

Se durante o Exame Hunter o quarteto de protagonistas foi desenvolvido e se no resgate de Killua na Mansão Zaoldieck (leia a resenha clicando aqui) o autor ampliou o modo de como sentir o encadeamento das relações dos personagens, foi quando levou Gon para os combates da Torre Celestial que Yoshihiro Togashi teve uma carta branca para colecionar tanto personagens o quanto pudesse.

Um manipulador de peões numa cadeira de rodas, um um fantasma vivo sem pernas e uma quantidade gigantesca de lutadores de pequena participação foram algumas das bizarrices que apareceram durante o arco em que, para conseguir dinheiro ao mesmo tempo que treinam, Killua apresenta a sórdida Torre Celestial para Gon, onde ocorrem os mais sangrentos combates entre lutadores das mais variáveis espécies.

Para participar do leilão em Yorkshin, Gon decide participar do torneio da Torre Celestial, onde pode faturar milhões de zenins a cada vitória.

Torre Celestial ou Arena Celestial, é o local onde é realizado o Torneio Celestial. É um prédio de 251 andares com 991 metros de altura, sendo assim o quarto mais alto do mundo. Está localizado no mesmo continente que a República de Padokia.

Além de fazer do arco uma oportunidade do autor dar um up no poder dos seus personagens mais queridos e aparentemente mais necessitados de conseguir se equiparar aos seus colegas formados Hunters, o papel do palhaço Hisoka dentro da história como um todo ganha destaque.

Sempre querendo encontrar excitação nas lutas e nos lutadores que enfrenta, Hisoka ganhou destaque durante o Exame Hunter por não ter muito bem definido que tipo de vilão ele é. Cruel, sádico e extremamente poderoso, o palhaço tem interesse especial por Gon, fazendo os fãs terem um interesse por até onde ele vai chegar com esse interesse.

Com o exemplo de Gon treinando Nem, Killua aprende a valorizar a amizade.

Sempre se basando em modelos esteriotipados de enredo (no caso dos três primeiros arcos: “treinamento” no Exame Hunter, “resgate” na Mansão Zaoldieck e “torneio” na Torre Celestial), nunca se deve esperar que Hunter x Hunter seja mais do mesmo, pois nunca o desenvolvimento da história leva ao desenlace projetado.

Se todos imaginaram um Gon e um Killua chegando até o último andar da Torre quando sistema de 10 vitórias para avançar até os andares superiores pareceu algo descabido, o interesse principal do autor foi mostrado ao apresentar o mestre Wing e seu discípulo Zushi.

Mestre das artes do Nem, Wing foi o personagem que ajudou os protagonistas a desenvolver suas técnicas de luta espirituais e ajudou o autor a racionalizar o elemento “mágico” do poder dos seus personagens, afinal, além de colecionar personagens, Hunter x Hunter também é uma oportunidade de Togashi colecionar diversos conceitos.

O interesse do sádico Hisoka por Gon gera muita repercussão entre os fãs.

Seja por falta de interesse do autor, ou por sua genialidade preguiçosa o meio nem sempre dá origem ao fim e o próprio começo já pode ser o fim. Assim como nas sagas anteriores, as quebras de tempo para contar momentos decisivos, como a geniosa luta de Hisoka contra seu rival Castro, são inesperados e muito empolgantes.

Mas nada supera o climax do arco, quando Gon finalmente acumula a quantidade de vitórias necessárias para enfrentar Hisoka. Ciente da diferença de nível entre os dois, o garoto pretende, ao menos, devolver o soco que o palhaço deu nele durante o Exame Hunter.

Com muita criatividade e sem muitos rituais, a luta encerra um dos arcos mais importantes da série para o desenvolvimento do personagem e para a evolução do conteúdo da história para chegar ao nível de batalhas e encontros épicos que todo leitor de shonen aprendeu a gostar de ler.

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4 Respostas para “RESENHA: Hunter x Hunter, a Torre Celestial

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