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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Hunter x Hunter, a Mansão Zaoldyeck

A relação familiar não é de certo algo que atrai pesquisadores há pouco tempo, através dos séculos, pensadores, filósofos, cientistas e muitos dos mais renomados escritores da literatura mundial tentaram desvendar, conhecer e, acima de tudo, entender o porquê de tantas diferenças entre tais laços. Seja afeiçoados pelo tema, seja fascinados pela complexidade humana, humanos tentam entender humanos na sua forma mais simples de organização social. Envolvidos pelos dramas e motivados pelos laços que os une, Hunter x Hunter apresentou durante a saga da Mansão Zaoldyeck um contraponto entre o natural e o abstrato de uma família.

O fim do Exame Hunter em Hunter x Hunter levou milhões de fãs e demais espectadores a se perguntar: onde o autor da série estava com a cabeça? Além de criar uma narrativa atemporal do que acontecia com seus personagens, Yoshihiro Togashi conseguiu, com seu talento natural de surpreender seu leitor, quebrar diversos paradigmas de mangás shonen e, de quebra, algumas expectativas de fãs.

Com uma aprovação prematura do protagonista, restava descobrir como os diversos personagens da coleção audaciosa do autor (entenda o conceito lendo a resenha da saga anterior aqui) iriam se portar através do sistema as avessas que o presidente Netero criou para aprovar os candidatos do exame, que resultou com a expulsão de Killua do exame e o posterior aprisionamento do personagem por seu irmão Illumi na mansão da família.

Com tal final arrasa-quarteirões e a popularidade de Killua, a saga que se seguiu após o fim do Exame Hunter é uma história transitória, criada apenas para pôr ordem na história, apresentar personagens que todos estavam curiosos para conhecer e, é claro, uma desculpa para o autor da série continuar a criar personagens de variam de cativantes a estapafúdios.

Ódio, vingança e repressão. É o que Killua encontra na mansão de sua família de assassinos.

Nessa saga, Yoshihiro Togashi consegue fazer o que ele sabe de melhor, criar um ambiente curioso com personagens curiosos fazendo coisas curiosas. Curiosidade demais? Não. A essência de toda história é fazer com que o seu receptor continue interessado nela mesmo depois de horas e horas de conto. Foi assim com Sherazade nas Mile Uma Noites é assim com o leitor de mangá.

Porém, aguçar a curiosidade não é tarefa para todos, se hoje o cinema usa tecnologia avançada para surpreender os olhos, o que sobra para o mangá moderno é caprichar na fórmula de seus personagens e criar uma narrativa instigante, curiosa. Pois é o que vemos mais uma vez durante o regate de Killua.

Assim como durante o Exame Hunter, Yoshihiro Togashi utiliza-se de fórmulas para entreter o leitor em supostas sequências de fatos que este tenta prever enquanto constrói delicadamente a melhor maneira de moldar seus personagens aos seus interesses futuros e nasmensagens embutidas dentro de uma família grande (afinal 10 integrantes não é para qualquer um) porém atormentada com fantasmas pessoais que vão se revelando conforme os segredos da mansão, a mais bem guardada de todo o universo de Hunter x Hunter é desvendada.

Amizade, companheirismo e compreensão. Os diferentes comportamentos de sua família confundem a cabeça de Killua.

Maquiadas sob riqueza e ostentação, a família Zaoldyeck esconde seus dramas pessoais sob a mais nobre assinatura de uma família de assassinos. Se a opção do autor com Killua foi colocar na história um personagem pragmático que vai se transormando a medida que conhece o ponto de vista simples de Gon Freecs, o menino que teria de tudo para ser atormentado por dramas do passado, os objetivos de uma família inteira de assassinos dentro de uma história onde se previlegia a superação pessoal ao invés da morte ficou para as sequências posteriores a história da entre-saga, que assim como todos seus personagens criados, serviu para aquecer a mente do autor para dar prosseguimento a sua obra da mesma maneira que serviu de aquecimento para o leitor tentar juntar peças de um quebra-cabeça que o autor da história faz questão de transformar em algo surpreendente a cada traço.

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4 Respostas para “RESENHA: Hunter x Hunter, a Mansão Zaoldyeck

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