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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Shin Kamen Rider – Josho

Homem e natureza. A relação entre ambos já deu exemplos históricos de diversas tragédias, destruições e catástrofes, mas sua união também gerou grandes de arte, construção e preservação que se confundem entre o natural e o sintético. Shin Kamen Rider – Josho conta como a loucura humana pode levar sua natureza a se destruir para tentar preservar.

Criado para atingir a um público que há muito tempo já conhecia e admirava a história dos heróis mascarados, Shin Kamen Rider – Josho começou como uma produção em comemoração aos 20 anos da franquia e acabou como uma das investidas mais ímpares no universo do herói.

Lançado diretamente para vídeo em 1992, a série tokusatsu começou diferente por ser focado para o público adulto ao invés do que sempre foi comum destas séries, sempre voltadas para crianças no início da idade escolar.

Com cenas de violência bem mais ousadas que todos os seus antecessores, mas ainda assim bem mais fracas que animes como Dragon Ball Z, a história conta a história de Shin, um ex-motociclista que largou a sua paixão para servir de cobaia em um dos experimentos de seu pai, o renomado cientista Daimon Kazamatsuri que atua como geneticista na ISS (Institute of Super Science, Instituto de Super Ciência) que arbitrariamente é controlada por uma facção conhecida como O Sindicato.

Sexualmente ativo e envolto de cenas de nudez de sua namorada, Ai Asuka, Shin se vê em um drama quando percebe que as experiências feitas em seu corpo podem tê-lo transformado em um ser sem escrúpulos, o culpado pelos ataques a mulheres que aconteciam na cidade por um monstro em forma de gafanhoto.

Violência escrachada muito presente no filme.

Apesar de ter uma proposta diferente de se seus antecessores (e sucessores também), Shin Kamen Rider não consegue fugir muito do filete padrão que há no universo de super heróis, criando um combate entre o bem e o mal muito comum em “n” histórias, onde uma organização do mal tenta criar a arma de combate humana perfeita (mais alguém lembrou do Capitão América?), mas mesmo assim traz detalhes originais interessantes.

O principal destaque do filme é a psicodélica participação do cientista Yoshikazu Onizuka, parceiro do pai de Shin na criação da arma orgânica perfeita. Apaixonado por insetos, ele acredita que os gafanhotos um dia dominarão os seres humanos graças as suas capacidades físicas e psíquicas além das dos outros seres. Tal crença o leva a injetar genes do inseto em Shin e posteriormente em si mesmo, criando a principal reflexão do filme: até aonde o ser humano pode chegar para defender o conceito de preservação que ele mesmo criou?

Outro destaque é a participação de Shotaro Ishimori, o criador da franquia Kamen Rider, no elenco do filme. Atuante em todas as produções do herói em toda a sua vida, o autor tinha a ideia de batizar Shin de Gaia, porém, com a decisão de mudar radicalmente o visual do herói para algo mais próximo do real, foi decidido utilizar o nome “shin” (do japonês, real, verdadeiro) na concepção do herói.

No fim das contas, o filme ainda surpreende em seu final, fechando com algo inesperado e inédito num tokusatsu. Mesmo com apenas uma hora e meia de duração, o filme conseguiu criar o espírito que muitos heróis levam dezenas de episódios para criar.

Completo mas ainda não em um formato ideal.

Com uma mensagem interessante e uma narrativa bem construída, o misto de terror, tokusatsu e ficção científica chegou com conceito verdadeiro, mas precisava ser melhor lapidado para ter uma continuidade que, apesar do próprio nome do filme, Josho (do japonês, prólogo) ter presumido, nunca aconteceu.

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