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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Capitão América: O Primeiro Vingador

Numa guerra, é necessário força, coragem, audácia e, para se sair vencedor, um coração puro. O soldado perfeito é aquele que combina todas as razões de ser de uma nação com a sua própria razão de ser. Capitão América, o Primeiro Vingador é o filme que patriotismo é um elemento chave para se vencer o inimigo, mas que é algo bem chato para um super-herói.

SOB O OLHAR NAZISTA

Super-heróis são figuras sobre-humanas, muitas vezes míticas, que transcendem os limites da realidade para realizar façanhas que impressionam, comovem, mas antes de tudo, confortam leitores e extravasam idéias e o imaginário.

Seja no Japão, nos EUA ou em qualquer outro ponto do planeta, heróis sempre foram utilizados como uma ferramenta de transmissão de ideias e valores necessários para passar por certa dificuldade cotidiana.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o cenário para a criação de figuras heróicas era perfeito. Foi nessa época, por exemplo, que os três pilares do heroísmo mundial (Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha) foram criados. Porém, nenhum dos inúmeros heróis criados nos anos 30 e 40 foram tão fortemente direcionados ao patriotismo americano da figura Tio Sam como o Capitão América.

Criado por Joe Simon e Jack Kirby em 1941, o herói veste uma roupa e utiliza um escudo das mesmas cores da bandeira dos EUA e ainda tem uma origem embasada na superação pessoal, fator essêncial para qualquer jovem americano que quisesse se alistar nas forçs armadas e combater os nazistas.

Com um visual tão espalhafatoso, sobrou para o diretor Joe Johnston, o mesmo de Querida, encolhi as Crianças e Jurassik Park III, adaptar o herói para os cinemas em 2010, contando a origem do herói, ainda  durante a Segunda Guerra Mundial.

UM HERÓI DESPERTA

Seguindo muito fielmente as primeiras histórias do herói, o filme conta a história de Steve Rogers, um jovem franzino que já tentou se alistar no exército por mais de cinco vezes, mas sempre foi recusado por sua asma e baixo porte físico.

Um elenco de peso em uma história leve demais...

Suas constantes insistências levou o rapaz a conhecer o Dr. Abraham Erskine que além de levá-lo para o campo de treinamento o considera perfeito para a conclusão da experiência do Super Soldado, um composto científico de daria uma resitência sobre humana aos combatentes americanos.

Com o assassinato do Dr. Erskine após o sucesso do experimento, o Coronel Chester Phillips, interpretado esplendorosamente por Tommy Le Jones, tem relutância em levar Rogers para o exército e ele passa a fazer propaganda do exército com o uniforme dos quadrinhos e o apelido de Capitão América.

Decidido a resgatar seu amigo Bucky de um grupo nazista aliado a Hitler conhecido como a H.I.D.R.A, Steve é ajudado por Peggy Carter e do brilhante dono das indústrias Stark, Howard Stark para invadir o cativeiro do grupo, resgatar sozinho mais de 400 soldados e ganhar o respeito do coronel Philips.

ALÉM DO PATRIOTISMO

Parece que Hollywood inteira decidiu que quer virar super-herói pois, assim como todos os filmes da Marvel Studios, Capitão América, o Primeiro Vingador conta com um elenco de peso, mas mesmo assim traz suas ressalvas.

Desde que Chris Evans foi escolhido para o papel do protagonista da história, um furor muito grande abalou o universo nerd, pois o ator já havia interpretado o Tocha-Humana durante as filmagens de O Quarteto Fantástico e encarnar novamente um herói da Marvel poderia passar algo um tanto quanto forçado.

Pois bem, Chris Evans chegou e fez bonito no papel, se é que a intenção do diretor Joe Johnston foi desde o início criar um herói irritante e cheio de um orgulho patriótico quase paranóico.

Caveira Vermelha é o vilão mais covarde que um herói já enfrentou!

Apesar da ambientação toda do filme ter um tom mais tradicional, a linguagem cenográfica contemporânea contrasta gritantemente com o perfil antiquado do protagonista, que parece o tempo todo não condizer com o meio envolvido.

Mesmo com uma grande lição exposta claramente ao espectador, a de que até um homem pequeno pode fazer coisas grandes, tal moral não acompanha o personagem durante todo o filme e os sacrifícios exageradamente heróicos do início do filme abandonam  personagem quando ele já tem o poder necessário para fazê-lo.

Cheio de situações fúteis, um vilão quase nulo, cortes desnecessários de personagens na trama e frases de efeitos de senso-comum, o filme impressiona por seus efeitos especiais (quase tão bons quanto o de seu predecessor Thor) mas afasta o espectador que esperava por um herói ideológico.

Mesmo um dos pontos mais interessantes do herói dentro de sua jornada pelos quadrinhos não foi bem explorada. A cena final com a morte de Steve Rogers foi criada do nada, em uma situação que em nenhuma parte do filme parecia que iria acontecer, um sacrifício em vão, dentro de uma situação efêmera em uma guerra.

CAPITÃO PATETA

Nada épico, nada inovador, muito careta. Essa é a descrição mais plausível para Capitão América, o Primeiro Vingador. Não que não seja possível se divertir com o filme, mas ao final, o espectador sente que faltou algo e nem a aparição de Samuel L. Jackson como Nick Fury alivia tais sintomas.

Faltou alguém dizer ao diretor Joe Johnston que seguir a risca a história em quadrinhos não significa uma boa adaptação cinematográfica. Como meios diferentes, as obras exigem linguagens diferentes, sendo nenhuma muito didática, nenhuma regrada e nenhuma toda cheia de ideologia importada como é Steve Rogers.

Ele pode ser capitão, mas para herói ainda falta muito...

Como último filme da linha Marvel antes do tão aguardado Os Vingadores, a produção poderia ter feito mais bonito, mas com tantas boas produções da Marvel Studios, fica dificil acreditar que o fisco do Capitão América ofusque o brilho de uma equipe mundial.

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4 Respostas para “RESENHA: Capitão América: O Primeiro Vingador

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  3. amauee novembro 23, 2014 às 5:24 am

    a pior e mais vazia resenha de filme que já li, não há uma hipótese de melhoria pro filme ae amigo já que foi tão ruim assim?!

    • nextconqueror dezembro 11, 2014 às 12:05 am

      Claro que existe. Aprofundar as relações entre heróis e vilões. Dar uma razão melhor para o herói, criar cenas mais bem construídas, desfechos menos forçados e uma ideologia mais humana ao personagem principal. As atuações foram boas, disso não tenho o que acrescentar. O problema foi a distribuição mal feita de acontecimentos que o diretor (que não voltou para fazer a sequência) resolveu criar.

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