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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Bleach, a Saga dos Bounts

Vampiros fascinam o mundo desde a sua criação. Apesar de criados na Europa, o limite de seu alcance parece não ter fim, ultrapassando as fronteiras de países, mídias e autores.Numa saga intermediária entre um e outro canône, vampiros foram a temática ideal para Bleach durante a Saga dos Bounts, segmento da história que teve de tudo para ser um estouro, mas que se corrompeu tanto quanto um ser humano mordido por um vampiro.

DE DEUSES A VAMPIROS

Com as ascensão de Aizen e a tensão instalada na Soul Society com sua ida ao Hueco Mundo, Bleach alcançou seu ponto mais alto, fazendo cair o queixo mesmo daqueles que pouco esperavam da história. Esta resenha vai contemplar a Saga dos Bounts, temporada excluvisa do anime mas que conseguiu se encaixar perfeitamente dentro da cronologia da história.

Com os problemas da Soul Society resolvidos e o sumiço de Aizen, não haveria melhor local para acontecer a história do que a própria cidade de Karakura, que misteriosamente começou a ter seus habitantes atacados e mortos de forma muito estranha, muito similar a vampiros sugadores de sangue.

Estes são os Bounts, seres que sugam a reiatsu, energia espiritual, dos humanos para sobreviver e alimentar seus poderes sobrenaturais. O que intrigou os shinigamis foi que, apesar de eles saberem da centenária existência de estes seres, essa foi a primeira vez que os ataques dos Bounts chegou a um número tão exorbitante e letal.

Como resolver isso? É hora dos treze esquadrões colocarem em ação Ichigo Kurosaki, o humano mais sortudo de toda a terra, que durante a Saga da Soul Society (leia a resenha aqui) ganhou poderes de shinigami e, de quebra, se tornou o substituto do shinigami que cuidara de Karakura.

Kariya e todos os Bounts reunidos.

Ichigo, Orihime, Chad e Ishida, o último quincy, começaram a investigar os casos que parecem se agravar a cada instante. Apesar de afetados pelas consequências da batalha contra Aizen, sobretudo Ishida que chegou a perder seus poderes, as situações que eles se encontravam serviu de base para a criação de sua posição na história, que parecia, no início caminhar de maneira tão grandiosa quanto Tite Kubo, autor da série, conseguiu desenvolver no mangá. Pois é, só parecia.

E COMEÇAM OS PROBLEMAS

Bounts são seres que, apesar de alguns atritos com os shinigamis e os quincy no passado, haviam se resignado ao seu mundo e passaram a ter uma vida pacífica com os seres humanos. Os bounts, assim como os shinigamis, em nada se diferenciam dos seres humanos em sua aparência, mas diferentes destes, eles tem vida eterna.

Mas para mantê-la, é necessário sugar certa quantidade de energia espiritual das coisas vivas da terra. Apesar de há séculos estes seres estarem se alimentando de animais, o fato de humanos serem claramente atacados por essa criatura colocou em xeque as reais intenções do grupo.

O principal antagonista da saga é Jin Kariya, um bount que coagiu a uma grande parte de seus colegas de raça a iniciar um plano contra a Soul Society. Entre o grupo, ainda há um shinigami, Maki Ichinose, que possue fortes ligações com Zaraki Zenpachi, o capitão da 11ª primeira divisão dos 13 esquadrões da Soul Society.

Todos os elementos da saga vão sendo apresentados a conta-gotas, o que no início é muito interessante, já que a temática bount baseada em vampiros não só exige, mas chega a preencher todo o tom da história com muito mistério e suspense.

Rin Rin, Cloud e Nova são almas modificadas inseridas na saga exclusiva do anime.

O grande foco em Ishida no início da história, além de interessante devido ao histórico de guerras entre bounts e quincys, foi um diferencial muito bem planejado, já que o personagem não poderia participar da história como um lutador, já que o autor original tirou seus poderes no fim da saga da Soul Society.

A criação de mais três almas modificadas, Rin Rin, Cloud e Nova, além de manter as sequências engraçadas que a história sempre teve entre uma passagem e outra, ainda contribuiu para uma participação ativa de Kisuke Urahara, que além de sua popularidade, deixou muito o que mostrar na saga anterior.

Ou seja, tudo parecia muito bem estruturado e pronto para gerar uma história que, mesmo sem ligação com o autor original, tivesse tanta qualidade quanto o enredo original. Mas…

AS SOLUÇÕES INTENSIFICAM OS PROBLEMAS

Com o passar dos episódios é possível notar uma clara queda de conteúdo e uma certa apelação dos roteiristas. Talvéz pelo ritmo a passos lentos uma possível que uma abrupta queda de audiência da atração acabou impelindo os roteiristas a se utilizarem de elementos que trouxesse o espectador perdido de volta a TV.

Com a chegada de alguns capitães e tenentes dos 13 Esquadrões da Soul Society a história que primava pela qualidade do enredo virou um festival de pancadaria e desculpas para lutas dos personagens mais populares.

Esta saída, ainda que compreensível ja que sem audiência um programa de TV não tem porque continuar no ar, ainda teve outras consequências não só para a animação mas para a franquia em geral. Com a chegada dos populares shinigamis, a participação de Chad, Orihime e mesmo de Ishida na história diminuiu drásticamente.

Com Ichigo, Rukia e Renji guiando a história, uma certa miopia acabou por contagiar os espectadores que passaram a rejeitar cada vez mais as participações do trio não-shinigami, seja nas histórias canônes ou nos spin-off’s.

A surpresa de um shinigami aliado aos Bounts resultou em um desfecho contra Zaraki, o capitão do décimo primeiro esquadrão!

A questão será abordada mais para frente, quando os arcos do mangá forem analisados, mas é bom deixar claro que a falta de planejamento dos mais de 50 episódios (praticamente o mesma quantidade da saga da Soul Society, que conta com 64) deixando Ishida, Chad e Orihime na adjascência da história acabou por contaminar muito da história a seguir.

Mesmo o encaixe da história de Ichinose com Zaraki, mesmo sendo muito interessante, acabou por atrapalhar um pouco dos detalhes do passado do capitão do décimo primeiro esquadrão, detalhes que mesmo o autor não havia explorado.

O TEMPO E O VENTO

Mesmo num ritmo lento e com um desenvolvimento quebrado, não se pode dizer que tudo foi perdido ao final da saga, mesmo que o próprio final represente algo que também quebrou um conceito do protagonista.

Já que tudo estava perdido mesmo, tudo acabou acontecendo no final da saga dos Bounts, capitães venceram os principais representantes da raça, Ishida ressuscitou na história e ganhou poderes para vencer um dos vilões, a Soul Society retornou como palco da história e etc… Mas pelo menos Ichigo foi o responsável pelo encerramento do arco.

Sua luta final contra o doll de controle do vento Kariya foi memorável, destacando a performance de ambos em demonstrações de habilidade, garra e força de vontade. Mas o mais marcante foi o texto forte que o vilão dirigiu a Ichigo durante toda a batalha, instigando-o a desistir e a se voltar contra sua moral e ética que o próprio Kariya já havia perdido a tanto tempo como foi descrito em seu passado.

Porém, um erro fatal foi cometido e nenhum roteirista acabou percebendo. Até então, Ichigo nunca havia matado um oponente humanóide, apenas hollows. Mesmo assim, a vitória sob Kariya não mencionou em nenhum momento tal mudança de comportamento do personagem, dando a entender que sempre foi normal Ichigo matar seus oponentes ao fim das batalhas.

Apesar das falhas durante a saga, a luta final contra Kariya foi uma ds mais emocionantes de toda a hitória do anime!

FIM DO CICLO

Texto. Este foi o principal destaque da Saga dos Bounts. Mesmo oscilando diversas vezes, os roteiristas do estúdio Pierrot, responsáveis pela produção do anime, soubeam muito bem aplicar momentos tensos e dramáticos a série.

E foi com um grande texto que a série se encerrou, um texto que o próprio Tite Kubo escreveu em um capítulo extra do mangá durante a saga a seguir, finalizando a história dos Bounts da maneira mais integradora possível.

Mesmo que corrosiva ao anime, a Saga dos Bounts foi uma prova que spin-off’s podem ser muito bons sim, desde que, diferente do que acabou acontecendo, a linha escolhida para a produção seja pré-planejada e organizada de maneira que haja dúvidas da sua autênticidade quando o fã ligar a TV e resolver continuar a assistir seu anime favorito.

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4 Respostas para “RESENHA: Bleach, a Saga dos Bounts

  1. Máquina de Shows março 8, 2012 às 12:09 am

    Olá Davi!
    Muito bom o blog, meus parabéns!
    Esperamos que você consiga atingir o seu público alvo, com posts super interessantes de animes, literatura em geral e cultura pop.

    Um grande Abraço!
    Equipe Máquina de Shows

  2. Pingback: RESENHA: Bleach, a Saga dos Arrancars « NEXT CONQUEROR

  3. Legendaryryo janeiro 5, 2014 às 1:55 am

    A pouco tempo atrás conferi a resenha da Saga Soul Society e agora esta. Foram muito bem elaboradas. Agora sempre que acabar uma saga do Bleach passarei no seu blog pra ler =)

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