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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Fate/stay Night – The Unlimited Blade Works (filme – 2010)

Todos tem um herói interior. O ser que se levanta nas horas mais dificeis, supera obstáculos e faz feliz a todos aqueles que ama. O modelo de herói é sempre externo, vem do homem com capa e espada da tv, da amazona guerreira dos quadrinhos ou mesmo do pai que sempre sorri quando o filho chega da escola. Fate/stay Night – The Unlimited Blade Works conta a história de um héroi herdado no passado de um ente querido que volta do futuro para acabar com seus sonhos.

LEMBRANÇAS DE UM REI

Para quem ainda não assitiu a série regular de Fate/stay Night (clique aqui para ler a resenha) não é recomendável que comece a sua jornada por seu universo com o filme The Unlimited Blade Works. Isso porque o longa conta, de início, a mesma história da série que lhe deu origem, porém, passa por cima de muitos elementos essenciais para sua total compreensão.

Além disso, uma de suas principais contribuições é a mudança de foco que o filme provoca em comparação a série original, fazendo deste o maior atrativo para quem já assistiu as duas obras.

Num primeiro instante, parece impossível imaginar Fate/stay Night sem o seu principal atrativo, Saber, mas logo no início a guerreira que encarna o espírito heróico do Rei Arthur fica em segundo plano em The Unlimited Blade Works, que só pelo nome já dá a dica do personagem a que a produção é voltada.

Na série original um dos personagens mais cativantes e mais pouco explorados enquanto vivo foi o espírito heróico que Rin Tosaka convocou erroneamente enquanto tentava convocar um guerreiro da classe espadachim: o arqueiro Archer.

Rin e Archer ganham destaque no longa!

O guerreiro de cabelos brancos era um cara frio, além de centrado e obediente aos desejos de sua mestra. Porém, o personagem conquistou a todos quando, contrariando essa personalidade, durante o ponto alto de sua participação na primeira série, demonstrou seu espírito passional ao transmitir a Emiya Shirou, o protagonista da série e mestre de Saber, a origem de seu poder e como poderia crescer como mago, fato essencial para o desenrolar de toda a trama que se seguiu. Além disso, o mesmo se sacrifica pela segurança de Rin, Shirou e Saber ao enfrentar o gigante Berserker, espírito heróico do semi-deus Hércules e servo da pequena Illya.

ARQUEIRO SEM PASSADO

Esqueça o Rei Arthur, a segunda vida de Saber e o romance de Emiya com sua serva. Em The Unlimited Blade Works, a história dos protagonistas é outra e o papel de Archer é fundamental.

Do mesmo jeito que na série original, Archer inicia sua participação sem conhecer seu passado, porém sua atitude é bem diferente do que realiza na série anterior. Provocador, meticuloso e por vezes traiçoeiro, o espírito heróico nunca concordou com a idéia de Rin em se juntar com Emiya durante a Guerra do Cálice Sagrado e por vezes tenta matá-lo.

O cúmulo dessa sua atitude acontece quando ele abandona sua mestra e aceita, por iniciativa própria, se tornar servo de Caster, o espírito heróico da feiticeira Medéia da mitologia grega que dessa vez compreende papel essencial pra o desenvolvimento da história do filme.

Apesar de ser o principal destaque da série original, Saber fica de lado neste filme.

Assim como era com Berserker na primeira série, Caster é temida por todos os outros mestres, já que é a causadora de diversos ataques a humanos para o recolhimento de energia que servirá de base para a invocação do cálice e a responsável pela morte de Rider, a serva de Shinji que, assim como Illya, teve sua participação totalmente mudada neste filme.

REVELAÇÕES

O universo de Fate/stay Night é muito atrativo por conseguir conciliar elementos de vários gêneros literários e combiná-los numa única obra. O romance é essencial no decorrer da história, mas neste filme ele acontece de maneira diferente.

Sequestrada por Caster grande parte do filme e serva de Tosaka em determinado ponto, já era de se esperar que não seria Saber o casal de Emiya neste filme. Parceira do protagonista durante todo o tempo, seu guia pelo mundo mágico recém descoberto e abandonada por Archer, é Rin que cria sentimentos pelo garoto, que sozinhos, não tem outra opção a não ser confiar um no outro durante a guerra pelo cálice.

É tentando salvar Rin da orgia de parcerias que acontecem entre o ganâncioso Shinji, o falso padre Kotomine, o servo resguardado da última geurra Gilgamesh (também da classe arqueiro), Archer e Lancer; Shirou se depara com a maior revelação e o principal atrativo do filme: a origem de Archer é nada mais nada menos que o próprio Emiya!

Archer é Shirou? Então porque um tenta matar o outro?

Complicado? Nem tanto, mas como em todo o universo da série, é necessário uma boa dose de criatividade para interpretar o que acontece. Após ser salvo por seu pai adotivo durante o incêndio que ocorreu durante a quarta Gerra pelo Cálice Sagrado (a do filme e a do anime é a quinta, que acontecesse 10 anos após a quarta) Emiya sempre teve seu pai como imagem de héroi perfeito. “Eu quero ser um defensor da Justiça” foi a frase do falecido pai que sempre marcou a vida Shirou.

Com a experiência mágica e as lições aprendidas durante a Guerra Pelo Cálice Sagrado, o fim da história possibilita que Shirou se torne o herói que a cidade de Fuyuki e todo o mundo precisa e a existência de Archer é a prova cabal que é esse o seu futuro, já que a invocação de Rin é a do espírito heróico vindo do futuro que Shirou ainda se tornaria após o fim da guerra.

A justificativa da invocação também não foi um ponto sem nó. Não existem regras para o tipo de espírito que o mestre invoca para entrar na guerra, mas os sentimentos que Rin nutriu por Shirou seria uma boa justificativa para a invocação deste ao invés de um da classe espadachim que a garota, com seus talentos mágicos, certamente conseguiria invocar.

Mas o que deveria ser o encontro do veterano com o iniciante, cai por espada abaixo, pois Archer tem verdadeira obsessão pela morte de Shirou, uma tentativa de apagar seu passado para evitar o futuro que ele, como herói, teria que enfrentar se Shirou vencesse a Guerra pelo Cálice. A luta final dos dois não poderia acontecer em melhor estilo,  dentro do próprio The Unlimited Blade Works, golpe mais poderoso de Archer nas duas séries.

Mistérios acerca do principal golpe de Archer são traçados!

UM NOVO CONTO DE CAVALARIA MODERNA

I am the bone of my sword.
Steel is my body and fire is my blood.
I have created over a thousand blades.
Unknown to death,
nor known to life.
Have withstood pain to create many weapons.
Yet those hands will never hold anything.
So as I pray, Unlimited Blade Works.

É com essas palavras que o filme tem início e é com elas que todas as sequências mais exaltantes acontecem, transformando o filme, assim como a série a que a origina numa verdadeira obra-prima da animaçao japonesa.

Apesar do início excessivamente dinâmico para apresentar os personagens e o contexto da Guerra pelo Cálice Sagrado (que fica um tanto quanto confuso para qum não assistiu a série original) e a falta do enredo base de Saber, o filme The Unlimited Blade Works é  complemento perfeito para a série original, com o longa apresentando a solução de muitas lacunas que o fim do anime deixa para o espectador.

Além disso, a principal contribuição do filme é o embate ideológico que o presente sonhador tem quando enfrenta o seu próprio futuro frustrado. Estes dois pontos de vista talvéz sejam os mais conflitantes entre jovens e adultos, educados e condicionados a contextos sociais que embora pareçam movidos pelos mesmo fatores, apresentam sonhos e ideais tão distantes entre si.

Ambas as idéias se misturam numa sintonia tão perfeita que o espectador se sente na pele do próprio Shirou lutando para não se desapegar do futuro que após tanto almejar, decide frustrá-lo. Mais que um filme, The Unlimited Blade Works é mais um clássico de cavalaria moderna que o visionário Nishiwaki Datto conseguiu agrupar tão bem dentro de um universo que ainda tem muito a ser explorado.

4 Respostas para “RESENHA: Fate/stay Night – The Unlimited Blade Works (filme – 2010)

  1. gustavo janeiro 6, 2012 às 9:50 pm

    fate/stay night passava no extinto canal animax,mais eu nem tinha interesse de assistir,depois de eu ter visto carnival phantasm que tem alguns personagens de fate/stay night comecei a me interessar agora vou começar a ver fate/zero.

  2. Dunaz janeiro 14, 2012 às 2:47 am

    É.. Cara, na boa, eu devo ser MUITO BURRA para não ter reparado no que eu devia ter reparado. x.x (o que não vou dizer, pois não quero dar Spoiler…. – SIM, EU NÃO LI TUDO!!!!!!!!)

    Eu tou querendo fazer cosplay da Saber já tem um tempão… Mas nem rola x.x

  3. rafa fevereiro 4, 2012 às 3:28 am

    o jogo deste anime é só conversa não tem luta?
    fate/stay night realta nua

    • nextconqueror fevereiro 4, 2012 às 2:59 pm

      Fate/stay Night é originalmente um Visual Novel, sendo assim:

      “Visual novels (ビジュアルノベル bijuaru noberu?) é um gênero de jogos de videogame e PC bastante comum no Japão.

      São jogos focados no enredo, nos quais o jogador acompanha uma história por meio de textos, músicas e imagens, e, em alguns raros casos, cenas gravadas com atores reais. Em momentos-chaves desses jogos o jogador deve decidir que caminho o protagonista deve seguir e, desta forma, o jogo avança. O desenvolvimento da trama destes jogos costuma depender das escolhas que os jogadores fazem durante o jogos. São como filmes ou livros interativos; daí o nome visual novel.”

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