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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Fate/Stay Night (anime – 2006)

Certamente você já deve ter escutado histórias de cavalaria e heroísmo. Seja na infância, na escola, em livros, na TV ou mesmo quando adulto é impossível não se impressionar com os feitos incríveis de heróis como Júlio César, Carlos Magno ou Alexandre, o Grande.

Um dos pontos que mais maravilham os espectadores de histórias como essa são o ponto mítico que a história tem. A vida moderna está tão imersa por tecnologia, informática e realidade virtual que parece fantasioso demais acreditar que em um dia, no mesmo mundo que vivemos, homens corajosos com espadas, lanças e arcos montavam a cavalos (ou não) para proteger seu reino da invasão de bárbaros tão fortemente armados quanto eles. E isso se intensifica ainda mais quando as histórias ainda inserem diversos personagens mágicos, como magos e bruxos, criando uma mitologia tão fortemente ligada a cultura local que realidade se mistura com fantasia em contos como o do Rei Arthur.

Pois é dessa premissa que nasce a história de Fate/Stay Night, uma animação japonesa produzida em 2006 pelo Studio DEEN sob a direção de Yuji Yamaguchi. A história é baseada no mangá (história em quadrinhos japonesa) homônimo escrito por Kinoko Nasu e ilustrado por Takashi Takeuchi, que por sua vez tem suas bases no game, também de mesmo nome, lançado em 2004 para PC e posteriormente adaptado para Playstation 2 em 2006.

A qualidade gráfica de Fate/stay Night já começa em sua light novel lançada para PS2.

Se histórias de cavalaria, grandes guerras e heróis fortes e musculosos da Idade Média são comuns em games e no cinema, Fate/Stay Night surprende o espectador quando traz esse mesmo ambiente inóspito e dramático para uma moderna, mas pacata, cidade do interior do Japão.

A trama se concentra em Shirou Emiya, um adolescente tão comum como outro estudante do colegial se não fosse se passado marcado por desastres e perdas. Quando o jovem tinha apenas 6 anos, um grande incêncio que afetou a cidade matou seus pais e o jovem foi adotado pelo mago Kiritsugu Emiya.

Mago? Exato. No universo de Fate/Stay Night a magia que lemos nos contos é real, mesmo que sendo um segredo compartilhado por poucas famílias desde o tempo da Távola Redonda. Kiritsugu é um membro de uma dessas famílias, mas por nunca ter tido filhos, resolve passar a herança mágica para Shirou, que nunca teve muita habilidade em lidar com mágica.

Mas o destino de Shirou parecia estar mais marcado por ainda mais tragédias, pois poucos anos após ser adotado, Kiritsugu falece e Shiru é obrigado a ses sustentar sozinho. Mas ele ão está sozinho, para ajudar nas tarefas de casa e em sua alimentação, o estudante conta com a ajuda de sua vizinha Sakura e de sua professora Taiga, além de usar a pouca mágica que aprendeu concertando eletrodésticos para ganhar algum dinheiro enquanto não está na escola.

Shirou se vê envolvido em um terrível jogo, onde o vencedor pode ter o mundo em suas mãos!

Mesmo misturando realidade com magia, o cotidiano de Shirou poderia ser considerado comum se ele não se envolvesse em um cruel e obscuro jogo que ele herdou junto com a mágia que aprendeu, se trata do jogo pela posse do Santo Graal.

O Santo Graal é o objeto capaz de realizar todos os desejos de quem o possuir, mas ele só se materializa de 10 em 10 anos e para possui-lo, a pessoa deve ser capaz de vencer outros 6 magos que também disputam sua posse. Para ajudar em sua empreitada, os magos ainda podem, e é aí que está a grande sacada da série, invocar um herói do passado.

Porém, esses heróis não utilizam seu nome original nessa sua segunda vida,  recebem um codinome de acordo com as características vividas em sua história original: Saber (espadachim), Archer (arqueiro), Rider (cavaleiro), Berserker (guerreiro louco), Lancer (lanceiro), Caster (mago) e Assassin (assassino).

Com persongens tão místicos como estes, assistir a Fate/Stay Night se torna um prazer maior que simplesmente acompanhar uma história de cavalaria moderna, a história passa a ser um grande exercício de adivinhação  suposições, onde o espectador começa puxar sua memória fatos, histórias e detalhes que possam comprovar quem são os heróis renascidos pelos magos, já que, salvo algumas exceções, os heróis não tem sua identidade revelada cabendo ao espectador mais atento interpretar sua identidade original.

E é para completar a trama que Shirou, mesmo que acidentalmente, acaba invocando Saber, a personagem mais carismática da série, que mesmo com sua personaidade fria e distante, concentrada nas lutas e na vitória pelo Santo Graal, acaba conquistando até o espectador mais rigoroso, tanto pela tamanha a carga emocional trazida de sua vida anterior, como pela relação de fidelidade e parceria criada com Shirou.

O passado de Saber é parte de uma trama cruel e visionária.

A qualidade do anime, que já inicia com um enredo incomum, só melhora com o passar de seus episódios. Os sentimentos presentes em seus personagens conseguem atingir a quem assiste das mais diversas formas e maneiras, levando desde reflexões existenciais simples até as mais complexas questões sentimentais.

Fate/Stay Night é um reflexo de uma tendência do mundo contemporâneo que mistura as mais diversas mídias (neste caso, games+quadrinhos+tv) para criar uma história que atinja a públicos de todas as idades e, mais do que isso, uma prova que essa mescla pode ser saudável para um mercado exigente, bastando que o resultado final, envolva a mídia que for, traga para o espectador o mesmo fascínio, encantamento e valores que as clássicas histórias de cavalaria e heroísmo.

2 Respostas para “RESENHA: Fate/Stay Night (anime – 2006)

  1. Pingback: RESENHA: Fate/stay Night – The Unlimited Blade Works « NEXT CONQUEROR

  2. 光と闇の童話 (@A_wokenStalker) janeiro 6, 2012 às 1:34 pm

    “O Santo Graal é o objeto capaz de realizar todos os desejos de quem o possuir, mas ele só se materializa de 10 em 10 anos e para possui-lo”
    Errado.
    Originalmente o Seihai (Cálice Sagrado) se manifesta de 60 em 60 anos, mas devido a uma anormalidade, que seria a a poluição do Santo Graal, ele acabou se manifestando mais cedo.

    “Para ajudar em sua empreitada, os magos ainda podem, e é aí que está a grande sacada da série, invocar um herói do passado.”
    Não é como se eles tivessem a escolha de invocar um Servant ou não.Quando o Graal se manifesta,os Mestres escolhidos TEM A OBRIGAÇÃO de invocar um Servant. O Sistema do Graal não tem 7 Classes de Servants à toa, ou você acha que um mago qualquer é páreo para um Servant?

    “quem são os heróis renascidos pelos magos”
    Aqui você deixou a enteder que eles “revivem”. Não, não revivem. Não na forma que todos interpretam “reviver”.

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