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REVIEW: The Lost Canvas – ep.14 e 15

Lançados na semana passada no Japão, o primeiro disco da segunda temporada do anime Saint Seiya The Lost Canvas já causam furor entre os fãs!

Com uma qualidade de primeira utilizada na produção dos primeiros 13 episódios, que compõe a primeira temporada, a expectativa em relação aos novos episódios eram grandes, ainda mais após a divulgação prévia do video do tema de abertura dessa nova leva de episódios. Confira agora um review completo dos dois episódios lançados:

ABERTURA

Apesar de já muito comentado, vale a pena comentar a qualidade do novo video de abertura, mesmo ela tendo algumas falhas se comparado com a primeira abertura e com todas as outras que a série clássica já teve.

O jogo de câmeras inicial é fantástico! Oxalá as cenas de luta vindouras apresentem tal recurso. O que a abertura peca é em praticamente esquecer da existência dos protagonistas (Tenma, Sasha, Alone, Yato e Yuzuriha) e passar a maior parte de seu video apenas apresentando os cavaleiros dourados, os inimigos e mais alguns personagens.

Esse erro foi o mesmo cometido em Hades Inferno e Elíseos, porém, em The Lost Canvas é perdoável. A qualidade da animação dessas cenas de apresentação de personagem é bem superior ao dessas duas últimas sagas produzidas pela Toei, trazendo vários efeitos visuais, variação de fundos e muita dinâmica de personagens.

Sasha observa o Lost Canvas preocupada com Tenma e os outros.

A música continua a mesma, The Realm of Athena da banda Eurox. Isso poder ser considerado tanto bom, como ruim.

Vendo de um ponto de vista negativo, a série perde e muito. Primeiro porque o fã de animações japonesas se acostumou com a grande variação de músicas de abertura em um grande anime nos dias de hoje.

Esse fenômeno vem desde o início dos anos 2000, quando as grandes gravadoras japonesas viram os animes como um grande meio de divulgação de suas músicas. Assim, The Lost Canvas sem uma nova abertura pode ser sinal que nenhuma gravadora japonesa viu potencial no anime e não se interessou por colocar uma de suas bandas na animação.

Porém, vendo de um ponto de vista positivo, mesmo que haja desinteresse das gravadoras, isso é bom. As músicas de gravadoras que pagam para ter sua banda cantando um tema de animes são chamadas de stead-up’s (numa tradução livre, por para cima) e tem como função divulgar a banda para públicos maiores, gerando mais lucro para a gravadora e custo zero para o estúdio de animação.

O ruim, é que na maioria das vezes, as músicas, mesmo na maioria das vezes tendo uma qualidade inquestionável, pouco ou nada tem a ver com o enredo da animação, deixando a abertura descaracterizada.

Diferente dos stead-up’s, são os animesong’s, que são as músicas diretamente compostas para determinado anime, como é o caso de Pegasus Fantasy, Chala-Head-Chala, We Are e a própria Realm Of Athena.

Assim, deixar a música da primeira temporada pode ter sido uma escolha da TMS para evitar que um stead-up descaracterizasse uma franquia que sempre teve animesong’s em seu setlist.

Então porque não criar um novo animesong para a nova temporada?

Há duas possíveis causas: a primeira para cortar gastos, já que os animesong’s são feito sob encomenda, ou mesmo para deixar a música da banda Eurox marcada como A abertura de The Lost Canvas, estratégia essa muito comum nos anos 80 e 90 na formatação de um anime.

EPISÓDIO 14

Confira um resumo do episódio aqui.

Apesar da nova leva de episódios ser uma continuação dos 13 primeiros eisódios, a TMS pareceu querer dar um tom de início de nova saga nesse episódio. Assim, o diretor Osamu Nabeshima reservou a primeira metade do anime a reapresentar alguns personagens chave dessa nova saga e a recordar alguns pontos importantes que vão influencia-la. Isso fica claro, principalmente, quando acontece a pequena luta de boas-vindas entre Sage e Harukei e os diálogos entre Pandora e os deuses gêmeos.

Os deuses Gêmeos observam o Lost Canvas.

Essa foi uma sábia decisão do estúdio, pois assim como se fosse uma seriado de TV, pressupõe-se que quem está assistindo os episódios demorou um pouco de tempo para assistir a uma temporada e outra. Ainda mais por a animação ter usado sequências que não existem no mangá, reforçando ainda mais a originalidade do anime em relação ao mangá.

A sequência da discussão infantil entre Tenma e Yato é um ponto marcante para destacarmos. Tendo em vista que Shiori Teshirogi, a autora do mangá, é muito boa para criar personalidades marcantes para seus personagens, mas não é tão boa assim para desenvolvê-las a longo prazo. Assim, essas briguinhas de Tenma e Yato que são muito comuns no início da história e no arco do barco da esperança, foram inseridas nessa segunda temporada no anime, deixando mais linear a personalidade a relação entre os personagens.

É nessa sequência também que a função protetora da amazona Yuzuriha é ressaltada. Num gesto singelo, porém humanitário, a personagem impede que Tenma escorregue do penhasco.

Pouco antes do eyecatch, o primeiro episódio realmente começa. A adaptação é excelente, totalmente focado nos protagonistas cavaleiros, principalmente em Tenma, onde o foco é mostrar os perigos enfrentados por Tenma durante a sua luta contra Velônica, que usa recursos covardes para tirar vantagem durante a batalha.

Porém, quem mais cresceu nesse episódio em relação ao enredo, foi o próprio Velônica, que mesmo sendo um personagem novo, firmou sua personalidade de maneira marcante. Tanto sua voz, mais grossa e bem masulina, como a trilha sonora, baseado em cânticos católicos tocados em orgão, que embasou a participação do personagem acrescentou muito ao episódio.

Tenma enfrenta a covardia de Velonica.

O embate de Tenma com Velônica também surpreendeu. Aliado a trilha sonora de Velônica, o tom da luta se aproxima muito do gênero do terror, inexistente na série clássica, mas que foi adicionada ao The Lost Canvas. Esse estilo favoreceu muito animação em sua primeira temporada e ainda mais agora no início desse novo arco, que faz uma dobradinha perfeita junto com a carga emocional que o diretor Nabeshima sempre soube adequar tão bem na animação.

EPISÓDIO 15

Se alguém ainda duvidava que a TMS era um estúdio que se preocupa com os mínimos detalhes para a concepção de seus animes, acabou de cair do pégaso nesse décimo quinto episóio de The Lost Canvas.

Em 2009 na revista Princess Gold foi lançado uma história extra (gaiden)da personagem Yuzuriha, em que curiosidades do seu passado eram contados.

Todas essas curiosidades surgiram das dúvidas despertadas pelos fãs quando no arco da Floresta da Morte a personagem se encontrou com seu irmão em uma ilusão de Velônica.

Pois bem, como qualquer estúdio de qualidade e com um diretor preocupado com o sucesso de sua animação, foi inserida essa história extra dentro do episódio em que Yuzuriha tem essa ilusão.

Yuzuriha enfrenta seu passado na Floresta da Morte.

Utilizando o recurso de flashback que muito remete ao seriado americano Lost, o diretor foi intercalando o que acontece entre o presente e o passado.

E a inovação continua. Ainda nesse episódio foi inserido um passado para o personagem Yato, sequência que não existe no mangá. Parecido com o que acontece com Yuzuriha, o cavaleiro de Unicórnio passa a se lembrar de seu passado enquanto enfrenta os perigos da floresta da morte.

Os fãs mais puristas muito reclamam dos fillers, neologismo dado as sequências e/ou episódios inseridos pela produção do anime que não existem no mangá original.

Porém, dificilmente haverá motivos para questiona-los em The Lost Canvas. Diferente da grande maioria dos fillers, os inseridos em The Lost Canvas apenas acrescentam novidades a série. Em muitos casos, ainda servem para tapar os buracos deixados pela autora original, fazendo do roteiro da animação algo ainda mais completo que a própria obra original.

Uma sequência original do anime: o passado de Yato!

O filler do passado de Yato é o melhor exemplo disso. Sua sequência somada ao gaiden da Yuzuriha, mostram como a animação está firmando ambos os personagens como protagonistas da hitória, algo que era a intenção original da autora, mas que oscilou muito durante a produção do mangá.

O fim do episódio é marcado pelo reencontro dos três protagonistas que, juntos, iniciarão a derradeira batalha contra Velônica nos próximos episódios.

Essa incitação de batalha no fim do episódio era muito comum na série clássica, e foi um recurso de primeira para finalizar o primeiro disco da segunda temporada do The Lost Canvas em DVD.

ENCERRAMENTO

Assim como o tema de abertura, a música do encerramento foi mantida, mas alterações no video foram realizadas.

Agora, a imagem com a infância de Tenma, Sasha e Alone já dá início ao video e vai se desmanchando para mostrar os três personagens já crescidos.

A cena é bastante Característica, mostrando Sasha e Alone numa luta e Tenma ao centro, divido entre passado e presente.

Foi uma alteração criativa, porém finalizar o anime com a cena dos protagonistas em sua mais doce inocência, era algo bem mais emblemático para série.

EM TEMPO…

O próximo disco, com os episódios 16 e 17, saem março. Até lá.

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Uma resposta para “REVIEW: The Lost Canvas – ep.14 e 15

  1. johny marcelo dezembro 8, 2011 às 12:55 am

    muito bom o blog, parabéns, nota 10. visite meu blog: http://www.johnymarcellocrianca.blogspot.com

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