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o blog do Davi Jr.

REVIEW: box The Lost Canvas da FlashStar Filmes volume 2

Produto: Box “Saint Seiya – The Lost Canvas”
Faixa de preço da box: R$49,90.
Faixa de preço dos DVD’s avulsos: entre R$19,90 R$24,90.

Dando continuidade ao seu trabalho com os defensores de Atena, a FlashStar Filmes (um dos selos da Focus Filmes) lançou em 2 de agosto de 2010 o segundo box do spin-of The Lost Canvas da franquia Saint Seiya (Os Cavaleiros do Zodíaco no Brasil) contendo os 7 últimos episódios da primeira temporada da série (que somado aos 6 primeiros rendeu 13 episódios).

A TROCA DE LOGOTIPO

Quem se deparar com o produto a primeira vista notará a primeira mudança em relação ao primeiro box: a troca de logotipo.

Com a intenção de criar uma idetidade visual única no ocidente para a franquia The Lost Canvas, a produtora TMS (empresa de animação do grupo SEGA) junto com a editora Akita Shoten (editora da revista Shonen Champion, antologia em que foi publicada os quadrinhos que deram origem a animação) decidiram por padronizar o logotipo de todos os produtos que utilizassem o nome da série.

Assim, não só a FlashStar/Focus Filmes, mas também a Editora JBC (que publica os quadrinhos no Brasil), foram obrigados a trocar o logotipo que vinham utilizando para passar a usar o logotipo criado no Japão.

O logo utilizado no primeiro box era parecido com o da série clássica da franquia.

Entre críticas e elogios dos fãs mais ardorosos, o fato é que a FlashStar/Focus Filmes errou desde o começo ao optar no primeiro box, pela utilização do logotipo criado pela JBC quando esta começou a publicar o mangá por aqui, já que este se assemelhava demais ao logotipo da série clássica animada pelo estúdio Toei Animation, que trazia o nome “Os Cavaleiros do Zodíaco” (nome também utiliado pela Toei o ocidente) em letras douradas margeado por bordas também douradas e pelos subtítulos “The Lost Canvas” e “A Saga de Hades“.

Essa semelhança não era pura coincidência: com um logotipo tão parecido com o da Toei, ficaria muito mais fácil para o consumidor fazer a ligação entre a série clássica e o spin-of na hora de se deparar com o produto na loja.

Porém, por se tratar de um logotipo tão diferente da animação da TMS, o logotipo acabava por descaracterizar a animação, que no Japão já trazia uma identidade visual diferente da série clássica da Toei.

Assim, o uso do logotipo original foi mais do que benvindo, mas mesmo assim podem ser notadas algumas falhas em seu uso o mercado nacional.

A FlashStar utilizou o logotipo ocidental da TMS em sua forma completa, ou seja, sem nenhum tipo de adaptação para o mercado brasileiro. Isso acabou resultando também em alterações no nome da coleção, que deixou de ser o extenso “Os Cavaleiros do Zodíaco – The Lost Canvas – A Saga de Hades” para o simplório “Saint Seiya – The Lost Canvas

O logo ocidental oficial foi criado pela TMS e se aproxima muito do logo original japonês.

O ideal seria que o nome Saint Seiya nem fosse utilizado, já que a força da franquia no Brasil sempre esteve ligada ao nome Os Cavaleiros do Zodíaco, mas mesmo uma inscrição com esse nome acima do logo, como foi feito com o mangá, não foi utilizado.

Para o fã da franquia e de animação em geral, isso não faz diferença alguma (a não ser as reclamações ou os elogios) na hora de fazer a compra, já que já conhecem a qualidade da animação desde que ela saiu no Japão e já conhecem o capricho que FlashStar deu ao produto em seu primeiro box (leia o review do primeiro box aqui), o único resultado mercadologicamente negativo que pode ocorrer é a confusão (ou a não procura) que o consumidor potencial que se interessa pela franquia mas não acompanha notícias relacionadas pode ter ao procurar o produto, já que nem o apelo visual da semelhança do logo anterior e nem o nome ocidental de Saint Seiya estarão estampando o logotipo do produto.

Trocando em miúdos, a mudança foi positiva, pois o novo logo é uma das caracterísiticas mais marcantes da série fora do Brasil, mas por se tratar de Brasil, o nome Os Cavaleiros do Zodíaco poderia ter sido adaptado ao novo logotipo, preferencialmente numa nova arte, mas se impossível, numa inscrição acima do logo.

A EMBALAGEM

Junto do novo lotipo, foi utilizado como ilustração da capa a mesma imagem que a FlashStar/Focus utilizou no Brasil quando licenciou a série no Brasil. A imagem é bonita, traz Tenma, Sasha e Alone (personagens principais da história) em destaque, junto com Yato, Yuzuriha e a constelação de Pégaso na parte inferior, mas seria mais interessante se a TMS tivesse liberado uma imagem nova para estampar a capa do box.

Do mesmo jeito que o volume 1 e todos os lançamentos anteriores da Focus Filmes em formato box (com excessão dos digipack), a caixa é completamente fechada, trazendo duas aberturas nas laterais para a retirada das caixas avulsas.

A capa utilizada é a mesma ilustração que a FlashStar usou para anunciar o licenciamento do anime.

As lombadas trouxeram no lugar do Tenma de Pégaso da caixa anterior, o object da armadura de Pégaso, que foi uma sacada de ouro do gráfico que concedeu a caixa, a não ser pelo fato de que a mencionada imagem parece ter sido esticada (perdendo um pouco da qualidade) quando se a vê de perto.No verso, foi utilizado o mesmo texto do volume 1, que é um tanto quanto longo e confuso para se explicar a história para um consumidor que não conhece o conteúdo do produto, dando muitas retomadas em pernagens já citados para melhor exlicar sua participação na história.

Apenas o material do box continua a desejar, já que é feito de um papelão mais fino do que a sua prinipal concorrente no ramo, a PlayArte, costuma utilizar.

Os DVDs avulsos do Brasil têm a mesma capa dos DVDs japoneses.

A arte das capas dos DVDs avulsos são um espetáculo a parte, sendo as mesmas utilizadas no Japão, o que agradou imensamente os fãs de longa ou curta data. As ilustrações internas e os labels dos discos foram muito bm selecionados e adaptados, criando um how de imagem para quem abre a caixa.

O CONTEÚDO

A FlashStar manteve o excelente padrão de imagem e som utilizado o volume 1 da coleção.

Da mesma maneira, a arte do menus também não deixou a desejar, traendo trechos do filme, imagens selecionadas e transições interessantes entre um menu e ouro.

O erro no menu “idioma” do volume 1 foi corrigido, sendo possível ajusta-lo antes da exibição do filme sem que o DVD player vá para o modo “stop” como no volume 1.

O único ponto negativo é o terceiro disco trazer o mesmo making-of contido na coleção anterior. Já que o produto iria trazer extras, seria melhor que eles fossem inéditos.

A qualidade do som e da imagem surpreendem!

Seria perda de tempo continuar a falar sobre o conteúdo, já que a animação em si já é um show a parte, agrandando em cheio tanto aqueles que já são fãs de longa data como aqueles que querem começar a conhecer Saint Seiya através de The Lost Canvas.

A DUBLAGEM

O estúdio responsável pela dublagem dessa segunda leva de episódios foi novamente a DuBrasil, que abocanhou 4 prêmios o Prêmio Yamato de Dublagem (conhecido popularmente como Oscar de Dublagem) com o trabalho que realizou com o trabalho realizado no primeiro box.

Se antes os fãs eram sempre temerosos do trabalho realizado pelo estúdio, esse medo acabou após o sucesso da dublagem da primeira leva de episódios de The Lost Canvas, as principais espectativas dos fãs, não eram o resultado final, mas fim a escalação de novos dubladores que acompanhariam o elenco dos primeiros episódios (confira a lista aqui) que não foram alterados.

Seguindo dicas do site CavZodiaco.com.br e ouvindo os desejos dos fãs, Hermes Baroli e Zodja Pereira, escalaram dubladores que, do mesmo jeito que o box anterior, foram grandes acertos.

O primeiro a ser confirmado como dublador foi Alexandre Moreno no papel de Manigold de Câncer. Conhecido por ser o dublador de Adan Sandler, Alexandre Moreno caprichou. Sua participação, apesar de curta, foi genial, colocando na voz do personagem todo a ironia e sagacidade que ele reflete, e deixando os fãs com um gostinho de quero mais.

Um show de interpretação com os novos dubladores.

Para interpretar Asmita de Virgem foi escalado Marco Antônio Costa, dublador de George Clooney desde a época de E.R – Plantão Médico. Frieza, imponência e toda a seriedade do cavaleiro de Virgem ficaram muito salientes no personagem, melhor escolha seria impossivel.

Ainda entre os dubladores cariocas, foi escalado Mauro Ramos (Pumba em o Rei Leão, John Locke em Lost a partir da terceira temporada e Sully de Monstros S/A) como Hasgard “Aldebaran” de Touro. A impressão que ficou foi que o personagem já nasceu com a voz de Mauro Ramos, que refletiu toda a determinação de Hasgard.

Para fechar com chave de ouro as grandes escolhas da DuBrasil, voltou ao time d’Os Cavaleiros do Zodíaco o dublador Flávio Dias no papel de Sisifo de Sagitário. Flávio já havia dublado o deus Poseidon quando o anime foi dublado na Gota Mágica nos anos 90, mas foi substituído quando o anime foi redublado nos anos 2000. Com uma voz mais experiente que em nada lembrou Poseidon, o dublador fez um bom trabalho e continuará a abrilhantar The Lost Canvas, já que Sisifo ainda fará grandes participações ao decorrer da história.

Ainda no elenco anterior, vale ressaltar o excelente trabalho que Silas Borges (que ganhou o prêmio de “melhor dublador de anime” pelo trabalho no volume 1 de The Lost Canvas) fez como Alone, Charles Emanuel como Tenma, Tatiane Keplmair como Yuzuriha  e Yuri Chésman como Yato, mostrando que o elenco dos protagoistas do novo anime, se mostra tão brilhante quanto os dubladores da animação original.

Silas Borges ganhou um Oscar de Dublagem pela interpretação da primeira leva de episódios e melhorou ainda mais nesse segundo box.

Dos demais, todo o antigo elenco está de parabéns, a não ser pelas ressalvas a seguir.

Roberto Leite ainda não convence como Kagaho de Benu, apesar de ter melhorado bastante se comparado ao primeiro box. O personagem ainda parece muito passional e sem controle de si mesmo, diferente do personagem frio e dedicado que o dublador japonês demonstra.

E ainda vale ressaltar que ao contrário do primeiro box, o som das BGs (back ground) ficaram um pouco mais baixas que a versão original (nada que comprometa, mas ficaram mais baixas), mas que do mesmo jeito, as vozes dos dubladores também ficaram mais baixas. Assim, para que a experiência da versão dublada seja tão intensa quanto a causada pelos sons de fundo da versão japonesa, aconselho a erguer um pouco mais o som da TV.

ENFIM, VALE A PENA COMPRAR?

Mais uma vez toda a equipe envolvida no produto caprichou. Não há brindes ou extras novos, mas levando em consideração que o preço de lançamento baixou quase 30% se comparado ao preço de lançamento do primeiro box e ainda traz um episódio a mais a compra se torna quase que obrigatória para todo fã da série. Esse novo box segue toda a qualidade de seu antecessor e certamente não trará arrependimentos a quem quiser continuar sua coleção ou simplesmente se divertir com o que a animação japonesa tem de melhor.

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7 Respostas para “REVIEW: box The Lost Canvas da FlashStar Filmes volume 2

  1. Almir Guerra setembro 8, 2010 às 1:51 pm

    Eu comprei meu box anida na pré venda e assisti algumas vezes…rsrsrsr
    Primeiramente meus parabéns pela materia muito boa mesmo !
    Eu fiquei muito chateado com o “extra” desse 2 box…….porr…..é o mesmo do 1 box……. mas como vc postou vale apena comprar

    Destaque fica para o “dublador de Asmita” esse cara manda muito bem…….e a entrada magnifica de Sage interferindo na batalha de Sasha e Alone no ep 11

    Os fâns de LC que me desculpem mas eu quero saber é de ND rsrsrsr

    Valeu !

    Saudações Guerra

  2. Kaen setembro 11, 2010 às 4:10 pm

    Eu vou esperar sair em Bluray pra comprar, eu acompanhei a série enquanto os DVDs e Blurays estavam saindo no Japão! Eu adoro saint seiya, e lost canvas pra mim se mostrou muito melhor que a série clássica, sem desmerece-lá claro!

  3. g_b setembro 13, 2010 às 10:35 pm

    Valeu pela nova resenha Davi Jr, seu review está imperdível e fica aí a puxada de orelha pra FlashStar. Mas já estou encomendando o meu segundo e último box após ler o review! 🙂

    Forte abraço à todos.

  4. Kaique Ferreira março 11, 2013 às 3:07 pm

    Ótima resenha! Comprei o meu só esse dias. Huhauhaua…
    Já tinha “dropado a compra” da série, porque pensei que a FlashStar não ia lançar mais. Porém, depois de ler no CavZodíaco que eles ainda pretendem lançar a segunda temporada, resolvi comprar o box 2. xD
    Minha dúvida é só 1. Como eu posso explicar isso?(rsrsrs…)
    Você nota alguma diferença visual/textura tanto na caixa do box ou nas capas de cada volume em relação ao primeiro box? Sei lá, não sei se é “falta de costume” com a box nova, mas me parece que as cores estão mais mortas. O alto-relevo menos brilhante. Sei lá, mas tive essa impressão. Uma bobagem, mas fiquei meio “encucado” com isso. xD

  5. gamer_boy março 19, 2013 às 11:28 pm

    Alguma previsão de lançar o volume 3?

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