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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Pokémon 4 – Viajantes do Tempo

Título original: Pokémon: Serebii Toki o Koeta Deai (Japão) – Pokémon 4ever (EUA)
Gênero: Animação
Duração: 1h19min
Ano de lançamento: 2002 (Japão)
Estúdio: 4 Kids Entertainment / Nintendo Co. Ltd. / Kids WB / Pikachu Project 2002 / Pokémon USA Inc.
Distribuidora: Miramax Films / Europa Filmes
Direção: Kunihiko Yuyama
Roteiro: Hideki Sonoda
Produção: Yukako Matsusako, Takemoto Mori e Choji Yoshikawa
Música: Shinji Miyazaki

Para todos aqueles que entraram no cinema para assistir Pokémon 4, as espectativas não poderiam ser melhores. Com um enredo voltado para o monstrinho Celebi, até então o personagem mais misterioso de todos já criados e tendo pela primeira vez um agente da Equipe Rocket como vilão, o filme prometia superar seus antecessores que haviam se tornado verdadeiros recordes de bilheteria seguidos de blockbusters de sucesso.

Pois be, minutos após a sessão iniciar, chega a hora do fã confirmar o que já esperava: começando com uma persegução cheia de efeitos especiais por dentro da Hilex Florest, cenário conhecido dos gamers de plantão, um misterioso caçador demonstra toda a sua crueldade ao utilizar pokémons noturnos (ou sombrios, já que o termo é traduzido da palavra “dark“) para atacar e machucar o fofinho Celebi, que acaba sendo obrigado a utilizar sua principal habilidade para se salvar, viajar no tempo.

Celebi é o grande astro do 4º filme.

Se esse início, pensa o fanático pela franquia, já foi sensacional, imagine o resto do filme! Pobre fã. Mal sabia que os roteiristas do filme repetiriam os mesmos erros que estavam cometendo no seriado de TV.

Pokémon é um desenho animado baseado em um RPG lançado para o GameBoy, o videogame portátil da Nintendo que durou duas décadas se reinventando em três versões. A principal característica do jogo são as batalhas entre os monstrinhos e as aventuras que o jogador precisa enfrentar para subir de nível. Duas características que foram se perdendo no anime depois do protaonista ter entrado para a Liga Johto, fase da animação baseada na segunda geração de jogos da franquia. Unfelizmente, essas características só estçao presentes nos primeiros mintos que introduzem Pokémon 4.

Como o próprio subtítulo pressupõe, o filme foca as viagens no tempo que o astro do filme consegue fazer. Quando este viaja no tempo para se salvar do caçador no início do filme, ele leva junto consigo o garoto Sammy, que ao encontrar os protagonistas da série de TV, Ash, Misty, Brock e Pikachu, se junta a eles para curar o pequeno Celebi e encontrar uma maneira de ele, junto com o Pokémon, voltar ao seu tempo original.

Sammy viajou no tempo junto com Celebi.

É aí que entra o vilão da história, o Rocket Mascarado (que no original chama Vicious, mas que não ganhou um nome na dublagem brasileira), que ao capturar os pokémons notunrios do já idoso caçador misterioso do início do filme, sai atrás de Celebi para se tornar o homem mais poderoso do mundo.

Apagados no terceiro filme e prometendo uma maio participação nesse quarto longa, Jesse, James e Meowth resolvem ajudar o Rocket Mascarado em seus planos, mas como estava acontecendo na série de TV na época, os trapalhões apenas fazem a parte cômica, se tornando um peso para o enredo em diversos momentos.

Conforme o filme vai se desenrolando, vemos a ação, as perseguições e os efeitos especiais do início do filme se transformando em diálogos clichês e videoclips que salientam a felicidades dos personagens por estarem conseguindo ajudar Celebi.

O longa teve os piores vilões da história dos filmes da franquia…

Após quase 30 minutos sem acrescentar nada ao filme, o fã mais esperançoso aguarda um final no mínimo mais próximo dos seus antecessores, já que o segundo astro do filme, o pokémon lendário Suicune, vai das as caras para, teoricamente, travar uma luta memorável contra Celebi, que se transformou em um monstruoso ser que está destruindo toda a floresta após ser capturado pelo Rocket Mascarado, que utilizou uma Dark Ball para capturá-lo, uma espécie de pokebola que muda a personalidade do monstrinho que for capturado por ela.

E lá vem mais uma decepção. Suicune tem uma participação fraquíssima e mais uma vez sobrou para Ash, com uma ajuda de Sammy, desfazer a horrível transformação de Celebi. Sem a presença das lutas dos jogos, o climax do filme mostra que não é preciso podere especiais para ajudar um amigo, basta força de vontade. A mensagem é boa, mas havia mil e uma maneiras de passar essa mensagem aliando aventuras e grandes batalhas.

Nem Suicune salvou o fraco enredo do filme…

Em suma, o filme só serviu para mostrar as habilidades extra-batalhas dos pokémons lendários presentes. No fim do filme, Suicune, como guardião das águas, purifica um lago para curar Celebi  dos danos da transformação da dark ball e este mostra suas habilidades de viagem no tempo para voltar várias vezes ao momento da cura para levar o garoto Sammy de volta para o seu tempo e enrolar o espectador com mais alguns minutos de videoclip.

Sentiu falta de algo? O Rocket Mascarado praticamente perde sua razão de exitência após capturar Celebi, somado isso a um final muito tangente a historia principal, este foi a pior participação de um vilão em toda a história dos quatro filmes.

Pokémon 4 demorou para chegar ao Brasil. Lançado em 2001 no Japão, em 2002 nos EUA e em 2005 aqui, o longa teve seu atraso nas terras brazucas devido a troca distribuidora no ocidente, onde a Miramax assumiu o lugar da gigante Warner, que após emplacar três longas de sucesso no ocidente, desistiu da franquia. Vai ver ela percebeu como o filme de Celebi era inferior aos antecessores.

O 4º longa ficou muito abaixo de seus antecessores…

Para o fã brasileiro, restous ao menos, comemorar ter ganho uma carta de Trading Card Game de brinde por ter assistido o filme (o mesmo dado aos fãs do Japão e dos EUA). Essa ação prova mais uma vez que a força de Pokémon está em sua administraçao de marca, que aliou anime, cards e games como nenhuma outra franquia já fez.

Com esse sucesso em mãos, só resta torcer para que os gestores da marca contratem melhores roteiristas para as próximas produções da série, para que as histórias retratadas acompanhem não só a evolução do personagem principal, mas a evoluçao dos fãs perante a série.

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Uma resposta para “RESENHA: Pokémon 4 – Viajantes do Tempo

  1. maria eduarda r. dezembro 12, 2011 às 4:28 pm

    eu amooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo

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