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o blog do Davi Jr.

RESENHA: Chrono Crusade

O futuro não poderia ser mais promissor: as vendas não param de crescer, as ações valorizam a cada pregão, todo o progresso incentiva que cada vez mais, novos apostadores e pequenos empresários ingressem mais a fundo mundo nos negócios e no mercado de ações.

Este é o momento histórico por qual passa os Estados Unidos, um ano antes da quebra da bolsa de valores de 1929 e também o cenário escolhido por Daisuke Moriyama para criar o mangá Chrono Crusade, de 8 volumes.

Chrono Crusade logo

A ambição e a ganância do homem nos anos 20 tornou ideal a vinda de demônios para o mundo real, onde, se disfarçando como humanos comuns, usam estes como objetos de seus desejos e maldades. Isto levou a Igreja Católica a criar a Ordem de Magdala (ou Ordem de Madalena), que tem por objetivo, capturar e exorcisar esses demônios. Com um enredo tão peculiar como este, Chrono Crusade logo ganhou sua versão animada, com 24 episódios, pelo estúdio Gonzo.

Logo no episódio piloto do anime, é mostrada a protagonista da história, a freira Rosette Christopher, em ação: com pistolas, bazucas e os mais diversos truques que misturam o divino e o profano, ela dá fim aos demônios que assolam os Estados Unidos.

Rosette é a protagonista da história.

Rosette é a protagonista da história.

Quatro anos antes do início da história, Rosette é separada de seu irmão, Joshua Christopher, que foi sequestrado por Aion, um demônio que pretende reunir os 6 apóstolos da terra para dar continuidade aos planos que começou quando fugiu do inferno.

Para resgatar o irmão, Rosette faz um acordo com Chrono, um demônio que a ajudará a encontrar seu irmão mas em troca utilizará a vida da garota como fonte de energia. O símbolo do acordo entre os dois é o relógio que Rosette usa pendurado no pescoço que marca o tempo que lhe resta de vida. Para não “gastar” a vida de Rosette à toa, Chrono abandona a forma de demônio e vive com a garota na forma de um menino de 14 anos.

Chrono prefere ficar na forma de criança para poupar a vida de Rosette.

Também é pelo seu desejo de buscar seu irmão, que Rosette entra na Ordem de Magdala, onde em contato constante com a igreja, obterá informações para localizar Aion e salvar seu irmão. O incoveniente, é que na Ordem, Chrono é muito mal visto pelas outras freiras, inclusive pela líder delas, a Irmã Kate Valentine.

Parece que o autor espreme seu cérebro ao escrever cada parte do roteiro, e a cada capítulo, vemos uma história que esbanja criatividade e situações fora do comum em qualquer outro anime já produzido.

Logo no início, conhecemos Azmaria Hendric, uma dos seis apóstolos que Aion procura, que se tornou soprano ainda criança. Como era orfã, foi adotada diversas vezes por várias famílias, mas sempre causou desgraças aonde quer que fosse, sendo sempre abandonada.

Azmaria é uma dos seis apóstolos.

Foi graças a busca de Azmaria por Aion, que temos a oportunidade de ver Chrono pela primeira vez em ação: no maior estilo tokusatsu, o demônio retorna a sua forma original e impede que o vilão use os poderes da menina para ter controle da “Energia Astral”, fluxo de energia que controla o ciclo da vida (não confundam com O Rei Leão) na terra.

Com os passar do tempo ainda conhecemos mais persongens cativantes, como Satella Harvenheit, a única descendente de uma família que caça monstros utilizando jóias e o Padre Remmington, um membro da primeira classe da milia da Ordem de Magdala.

Com muito humor, drama e romance, tanto o anime como o mangá conquistam fãs logo em seus primeiros momentos e surpreende cada vez mais conforme o desenrolar da história.

Aion tem planos diabólicos envolvendo Rosette e os seis apóstolos.

Os efeitos especiais e a tecnologia empregada nos episódios também merece destaque, fazendo de Chrono Crusade um dos animes mais bem produzidos do ano 2000. É uma pena que a qualidade de som e imagem não seguiu a qualidade do roteiro original de Daisuke Moriyama nos mangás.

A partir de certo ponto, a história ganha rumos diferentes no mangá e no anime, o que fez com que a versão animada ganhasse um final confuso, com várias possíveis interpretações e bem abaixo do nível dos quadrinhos, alterando inclusive, a origem, e o papel de alguns personagens.

Rosette precisa sacrificar sua vida para salvar Chrono.

Mesmo com um final alternativo, Chrono Crusade obteve bons resultados no Japão e no mundo, tendo, inclusive, seu mangá publicado no Brasil pela Editora Panini.

O anime, apesar de se tratar de um tema que ainda é um tabu no ocidente (já que mostra a Igreja Católica de um ponto-de-vista um tanto quanto distorcido da realidade), é uma história de ficção excelente que teria tudo para, assim como o mangá, fazer sucesso nas TV’s tupiniquins, seja na TV aberta, na TV fechada ou mesmo se lançada em DVD.

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Uma resposta para “RESENHA: Chrono Crusade

  1. Rafael Kaen março 21, 2010 às 1:43 am

    Bem legal o texto,parabéns Davi!

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