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	<title>NEXT CONQUEROR</title>
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		<title>RESENHA: Death Note</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 23:37:26 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual a escolha que você faria se encontrasse um meio de acabar com tudo e a todos aqueles que causam o mau e o horror para a sociedade? E se para isso bastasse que o nome de cada um dos criminosos e assassinos que aterrorizam a todos os que saem de constasse numa lista meticulosamente escrita em um caderno? E se para a criação de um mundo novo apenas um homem precisa sujar suas mãos num crime sem pistas, sem testemunhas e sem culpado? <strong>Death Note</strong> conta até onde o homem pode corromper-se quando direitos de deus são colocadas em suas mãos, além de mostrar até onde o ser humano pode chegar para proteger problemas de um sistema que ele mesmo criou.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/death-note-light-yagami.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1724" title="Death Note Light Yagami" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/death-note-light-yagami.jpg?w=472&#038;h=437" alt="" width="472" height="437" /></a></p>
<p><strong>DESTINO DESEJADO NÃO TÂO DESEJADO ASSIM</strong></p>
<p>Ao conhecer o Japão atravéz de seu universo pop, não se percebe o quanto a conduta estigmatizada ao povo oriental ainda está presente em sua cultura. Em um país pequeno, de língua extremamente local, a disputa por boas colocações no mercado de trabalho não é fácil para nenhum membro do modelo familiar atual.</p>
<p>Enquanto o pai de família fica preso horas no serviço seguindo, mesmo que incosientemente, os preceitos do bushido, sua esposa é a guia para os afazeres do lar e a educação dos filhos que são constantemente instigados a passar horas e horas estudando para conseguir um lugar nas escolas e faculdades mais disputadas do país para garantir o sucesso profissional.</p>
<p>O estudo é intenso e muitas vezes aterrador para o jovem adolescente, que preso a um destino previsível e desapegado de sonhos e transformações facilmente se frustra com com seu cotidiano e com o futuro que o aguarda, seja o calouro com problemas de aprendizado ou o veterano mais inteligente do Japão.</p>
<p>Colidindo fantasia à realidade, começa a história de <strong>Light Yagami</strong>. Assim como milhares de estudantes do Japão, Light vive frustrado com a vida que leva, mesmo sendo considerado o estudante com o futuro mais promissor de todo o Japão. Ao fazer o caminho de volta pra casa e mais um dia aparentemente trivial, ele encontra um caderno jogado no gramado e lê a inscrição na capa com os dizeres Death Note.</p>
<p>Se atententando aos detalhes do caderno ele lê uma série de regras para a sua utilização, que dizia matar em aquele que tivesse seu nome escrito em uma das folhas de seu miolo. A morte aconteceria a partir de sua descrição ou se daria após 40 segundos por ataque cardíaco.</p>
<div id="attachment_1739" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/light-yagami.jpg"><img class="size-full wp-image-1739" title="Light Yagami" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/light-yagami.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Atrás do rosto bonitinho de Light, esconde-se uma tenebrosa personalidade.</p></div>
<p>Mesmo não acreditando na suposta magia do caderno, dentro de uma loja de discos, Light escreve o nome de um motoqueiro que aos berros tentava estuprar uma garota que passava na rua. Com a morte do homem e a garota em segurança, o adolescente sente que tem em mãos algo que pode guiar o futuro de toda a humanidade, sendo ele o escolhido para tal providência. Não demora muito para que a onda de assassinatos de criminosos espalhem uma lenda urbana que os japoneses chamam de Kira (do inglês, Killer). A única coisa que Light não contava era encontrar o seu próprio eu as avessas na figura do misterioso <strong>L</strong>.</p>
<p><strong>O MAIOR DETETIVE DO MUNDO</strong></p>
<p>Julgando e condenando os criminosos à morte, Light começa a utilizar largamente o Death Note. Com tantos presidiários e procurados sendo mortos de ataque cardíaco, o mundo todo começa a se perguntar o que está acontecendo no Japão. A única escolha da política mundial é levar ao Japão o maior detetive do mundo. Sem nome ou identidade, ele é conhecido apenas como <em>L</em>. A habilidade e o dissernimento do detetive aos poucos levam até Light, transformando o anime em um dos maiores thrillers policiais que a história da ficção mundial já teve.</p>
<p>Roteirizado por <strong>Tsugumi Ohba</strong> e com ilustrações de<strong> Takeshi Obata</strong>, o mangá teve início com a publicação de um episódio piloto na <em>Shonen Jump</em>, onde um estudante com idade bem inferior a Light consegue e passa a usar o Death Note. Com o sucesso do piloto e várias reuniões com os editores, Death Note tornou-se o sucesso mundial que é, já estando na mira até das indústrias de Hollywood.</p>
<p>Mesmo com a impressão de que o projeto seria rejeitado pela Shonen Jump, Tsugumi Ohba prosseguiu com a história de suspense por se considerar um escritor incapaz de elaborar roteiros para histórias de lutas e esportes. Já Takeshi Obata, após o sucesso da série até fez um curso de cabeleireiro para conseguir criar personagens com o máximo da realidade pretendida por Ohba.</p>
<div id="attachment_1740" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/ryuk-death-note.jpg"><img class="size-full wp-image-1740" title="Ryuk Death Note" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/ryuk-death-note.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Os humanos são mesmo interessante&quot;, pensa o shinigami (deus da morte) Ryuk ao deixar o Death Note cair na Terra.</p></div>
<p>Com 12 volumes tankobon, 37 episódios para a TV, três filmes japoneses e um romance publicados, Death Note sempre contou com muitas mentes brilhantes trabalhando pela série, porém, nenhuma tão brilhante quanto os próprios Light e L, o que provocou durante toda a sua produção diversas oscilações de conteúdo e dramaticidade.</p>
<p><strong>VAGANDO NUM VALE ENTRE O REAL E O IDEAL</strong></p>
<p>Death Note começa surpreendendo a quem lê ou assiste. Uma idéia original, com um protagonista próximo da realidade do leitor e uma arma silenciosa que gera dúvida quanto os seus fins.</p>
<p>Porém, o ritmo alucinante do início da história não consegue se manter durante todo o tempo, sempre que algo grandioso acontece na história, um período de marasmo chega na história. Felizmente esse marasmo sempre resulta numa preparação para pontos ainda mais elaborados, contribuindo para o crescimento da história.</p>
<p>Assim, mesmo que num ritmo oscilante, onde o leitor/espectador pode facilmente perder o interesse em continuar a acompanha-la, os pontos altos da história sempre são crescentes, deixando boquiaberto a quem assiste. A morte do investigador <strong>Ray Pember</strong>, onde Light comete seu primeiro e fatídico erro, o desaparecimento de <strong>Naomi,</strong> a inóspita parceria de Light com L para encontrar Kira, a troca de Death Notes e o surgimento da empresa <strong>Yotsuba</strong> e o segundo Kira fazem com que a Death note chegasse a pontos tão alucinantes e descisivos que os autores acabara por perder o fio da meada.</p>
<p>Eram tantos personagens e informações no montante do caso que já não dava mais para manter a disputa entre L e Light sem que um dos dois não tomasse as rédeas da situação e vencesse a disputa.</p>
<p>A saída encontrada para colocar ordem na casa foi uma trama suja, baseada numa mentira, que deu uma ligeira vantagem a Kira e permitiu que desencadeasse uma onda de acontecimentos meticulosamentos organizadas durante cada um dos eventos para chegar a morte de L.</p>
<div id="attachment_1743" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/l-death-note.jpg"><img class="size-full wp-image-1743" title="L Death Note" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/l-death-note.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Apesar da aparência sórdida, L é o retrato da bondade e da justiça.</p></div>
<p>Tanto no anime quanto no mangá, a morte de L foi um divisor de águas. No anime, o episódio da morte do personagem foi uma das maiores obras-primas que um estúdio conseguiu produzir para uma série de TV. Qualidade de imagem, trilha sonora envolvente, frames dramáticos e um texto inteligente e muito bem dublado pelos atores que fazem as vozes dos personagens formaram um escopo perfeito da grandiosidade do enredo de Ohba pretendido no mangá, dramático, persuasivo, reflexivo e ao mesmo tempo cativante e instigante.</p>
<p>L morreu como um mártir injustiçado pelos efeitos do Death Note ao seu autor, deixando a lembrança de um espírito bondoso e inocente envolto da aura maligna do ser humano corrompido pela ganância e o orgulho.</p>
<p><strong>UM TRAPACEIRO QUE NÃO CONHECE A SOLIDÃO</strong></p>
<p>É fato que a trama de Death é inteligente e inovadora, ainda mais para o estilo shonen de mangás, mas de nada isso adiantaria se os agentes dessa trama não fossem carismáticos o suficiente para captar o espírito jovem do público da Jump.</p>
<p>De todos os relacionamento da série, o mais comovente é o que acontece em Misa Amane e Light. Rica, famosa e bobinha, Misa idolatra Kira por ele ter matado os assassinos de seus pais com o Death Note. Por uma ironia do destino a garota acada também conseguindo um caderno da morte e fazendo o temebroso &#8220;<em>acordo dos olhos</em>&#8221; com o shinigami dono de seu caderno para encontrar o homem por trás da identidade de Kira.</p>
<p>Impossível o expectador/leitor não despertar os mais diversos sentimentos de ira por Kira e afeição por Misa. Light se aproveita todo o tempo de Misa, se aproveitando dos sentimentos que a garota nutre por ele para usá-la como uma peça dos seus planos contra L. Se o detetive já tinha dificuldades em prever as ações do criminoso quando ele estava sozinho, junto com Misa as coisas se dificultam ainda mais.</p>
<div id="attachment_1744" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/misa-light.jpg"><img class="size-full wp-image-1744" title="Misa Light" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/misa-light.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Impossível não se indignar com todas as vezes que Light se aproveita da ingenuidade de Misa.</p></div>
<p><strong>E HOJE EU TIVE UM SONHO QUE NINGUÉM MAIS PÔDE TER</strong></p>
<p>Cada um dos subtítulos dessa resenha são frases dos temas de abertura e encerramento de Death Note. Mesmo os temas sendo &#8220;stead-ups&#8221;, músicas que gravadoras famosas patrocinam para colocar no anime, é incrível como elas se encaixam perfeitamente no contexto da história, formando um obra final em total ressonância com seu fim.</p>
<p>Mesmo com os problemas de produção do anime após a morte de L, cuja produção foi deveras acelerada e pontos do fim do mangá foram cortados, Death Note tanto no anime como no mangá mostraram para que vieram, desencadeando um amadurecimento no setor do entretenimento shonen japonês que passava por uma estagnação de inspiração desde os anos 90.</p>
<p>Death Note é uma obra marcante não só para o contexto geral do anime, mas principalmente para o fã. É interessante notar como as personalidades distintas de Light e L geram um contra-ponto interessante dentro e fora da série. Nunca uma discussão de conteúdo de série chegou a pontos tão reflexivos e ideológicos como acontece quando fãs discutem a disputa de Kira vs L.</p>
<p>Dramas interpessoais, sociais, jurídicos, criminalidade, fatos sociais, moral, ética, altruísmo, certo e errado. São só alguns dos pontos mais comuns que sempre envolvem os debates que avaliam as atitudes e ações de L e Kira. Mesmo após horas de discussão e dezenas de fatos e opiniões levantadas o impasse sempre entre os dois pontos-de-vista mais distintos da história dos animes sempre continuará e fará a história do adolescente entediado que encontra a possibilidade de ser Deus viver para sempre no imaginário de todos aqueles atingidos por Death Note, quer encontre respostas, quer não.</p>
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		<title>RESENHA: Bleach, a saga da Soul Society</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 19:48:04 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Seja no cinema, em um livro ou na hora de dormir, uma história precisa ser bem contada, ter personagens cativantes e uma linguagem que fascine a que com ela tem seu primeiro contato. Seja no Brasil ou no Japão, contos fantásticos vão além da cultura local ou dos valores vigentes, atingindo os pontos mais sensíveis da alma humana. <strong>Bleach</strong> é o fenômeno japonês que invadiu o mundo não por obedecer essas idéias, mas por ir além dela, mostrando que mesmo numa sociedade habitada somente por mortos, é no coração humano que repousa o fascínio e a inspiração da alma pela vida.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/bleach-resenha-review.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1682" title="Bleach Resenha Review" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/bleach-resenha-review.jpg?w=472&#038;h=365" alt="" width="472" height="365" /></a><strong></strong></p>
<p><strong>SUBSTITUTO DE SHINIGAMI</strong></p>
<p>É comum na classificação de uma longa história a divisão de suas partes em &#8220;sagas&#8221; ou &#8220;arcos&#8221;, em Bleach não é diferente e o primeiro arco da história é comumente chamada de arco do <em>Substituto de Shinigami</em>. Porém, como esta leva da história não passa de uma preparação para o arco a seguir esta resenha irá abordá-la como parte de um primeiro grande todo da história, estando dentro do que é chamado de <strong>Saga da Society</strong>. Esta saga compreende os volumes do 01 ao 20 do mangá e os episódios do 01 ao 63 do anime.</p>
<p>E que grande história! Bleach já soma mais de 50 volumes de mangá, mais de 300 episódios animados para a TV, 4 longa-metragens e está presente em dezenas de países. Quem observa este número de conquistas não imagina a longa trajetória por qual a história passou para até o ponto que a consolidou com uma das franquias mais rentáveis do Japão.</p>
<p>O autor da história, <strong>Tite Kubo</strong>, já havia idealizado a história desde os anos 90, época em que ele entregou os primeiros capítulos da história, já desenhados, para serem publicados na <em>Shonen Jump</em>, maior revista de histórias em quadrinhos do Japão. Porém, pela proximidade do tema com <em>Yu Yu Hakushô</em> e um estilo muito similar ao de <em>Samurai X</em>, duas publicações da Jump que haviam virado febre no Japão nos anos 90, Bleach foi rejeitado pela revista.</p>
<p>Com seus esforços não recompensados, Tite Kubo chegou a quase desistir da carreira de mangaká, publicando nos próximos anos apenas alguns poucos one-shots sem grande repercussão e Bleach só voltaria na vida do autor alguns anos depois quando, por obra do destino, cópias de seus primeiros capítulos desenhados foram parar na mão de <strong>Akira Toriyama</strong>, o consagrado autor de <em>Dragon Ball</em>.</p>
<div id="attachment_1707" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/rukia-bleach.jpg"><img class="size-full wp-image-1707" title="Rukia Bleach" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/rukia-bleach.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A chegada de Rukia a cidade de Karakura dá início a história.</p></div>
<p>Maravilhado com o que viu, Toriyama aconselhou que Tite Kubo voltasse a dedicar algum tempo ao mangá, o que resultou numa nova análise da revista Jump e na tão aguardada aprovação cobiçada pelo autor. Era a sua oportunidade de contar para o mundo a história do adolescente de cabelos laranjas que não imaginava que sua estranha capacidade de poder ver espíritos mudaria sua vida para sempre.</p>
<p><strong>A MORTE E O MORANGO</strong></p>
<p>O primeiro capítulo do mangá não poderia ter melhor nome. O ponto inicial do anime acontece quando o protagonista <strong>Ichigo Kurosaki</strong> acaba recebendo os poderes de shinigami de <strong>Rukia Kuchiki</strong>, a responsável da cidade da fictícia cidade de <em>Karakura</em> em salvar as almas que se tornaram <em>hollows</em>, espíritos humanos que se tornaram monstros espirituais por se prenderem a algo na terra que os impediu de ir até a <em>Soul Society</em> após a morte.</p>
<p>Ichigo, em japonês, significa morango e Rukia é uma shinigami, literalmente <em>deus da morte</em> mesmo que na adaptação brasileira o termo tenha sido modificado para <em>ceifeiro de almas</em>. O encontro do morango com a morte possibilitou não apenas uma mudança radical na vida de Ichigo como também a criação de um time de personagens de primeira para compôr a história do anime no arco do substituto de shinigamis.</p>
<p>Ao ganhar poderes espirituais devido a convivência com Ichigo e por ter uma rivalidade secular com shinigamis, <strong>Orihinme Inoue</strong>, <strong>Sado Yasutora</strong> (ou soment <em>Chad</em>) e <strong>Uryuu Ishida</strong>, o último quincy, se tornam personagens de variados estilos de luta que apresentam o universo de Bleach ao leitor/espectador ao mesmo tempo que ganham destaque na história junto ao protagonista.</p>
<div id="attachment_1711" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/ishida-bleach.jpg"><img class="size-full wp-image-1711" title="Ishida Bleach" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/ishida-bleach.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Inicialmente como rival de Ichigo, Ishida ganha destaque como personagem!</p></div>
<p>É interessante notar o ciclo que se tem início neste arco, já que além de definir o leque de personagens em torno dos quais a história vai girar, o quinteto formado corresponde a cinco personalidades ideais para que o espectador crie um vínculo com a história, acompanhando-a para saber como tais esteriótipos corresponderão as situações que lhes serão impostas. E isso vai se desenvolvendo cada vez mais a cada novo elemento acrescentado a história, principalmente com a chegada de <strong>Byakuya Kuchiki</strong> e <strong>Renji Abarai</strong> a cidade de Karakura.</p>
<p><strong>A SOUL SOCIETY</strong></p>
<p>Se antes a principal característica de Rukia era a sua personalidade forte e autoritária diante das tarefas passadas para Ichigo, sua conversão a obediente e submissa soldada da Soul Society surpreende a todos quando Renji e Byakuya, respectivamente tenente e capitão do sexto esquadrão de defesa da Soul Society, levam-na para a Soul Society por ela ter cometido o crime de passar poderes de shinigami a um humano e viver como uma humana com o uso de um gigai (corpo utilizado por almas para se materializar na terra).</p>
<p>Após um treinamento cedido por<strong> Urahara</strong>, dono da loja que Rukia comprou seu gigai,  para recuperar seus poderes de shinigami tirados por Byakuya, Ichigo segue rumo a Soul Society para salvar Rukia da sentença de morte, já que é graças aos poderes que ela lhe cedeu que ele pode se tornar forte o suficiente para proteger a sua família, uma maneira de tentar se absolver da culpa por ter causado, mesmo que sem querer, a morte de sua mãe por um hollow.</p>
<p>Acompanhando Ichigo em sua empreitada, estão todos aqueles que tiveram sua história iniciada pelos eventos ocorridos antes da partida de Rukia, cada um seguindo um objetivo próprio além do resgate da shinigami. Ishida quer entender o porquê da morte de seu avô quincy pela inação de um shinigami, Inoue quer garantir que os obejtivos de Ichigo sejam concretizados e Chad quer cumprir a promessa que fez ao amigo quando se conheceram: proteger as costas de um amigo que sofria com os mesmo problemas que o dele.</p>
<div id="attachment_1713" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/chad-bleach.jpg"><img class="size-full wp-image-1713" title="Chad Bleach" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/chad-bleach.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">&quot;Vou proteger suas costas&quot; é a promessa de Chad para Ichigo!</p></div>
<p>Apesar das referências, talvéz até involuntárias, a <em>Yu Yu Hakushô</em> e a <em>Samurai X</em>, é nesta fase que as verdadeiras inspirações de Tite Kubo começam a ficar mais evidentes. Revelado pelo próprio autor, as entidades sobrenaturais são inspiradas nos monstros de <strong>GeGeGe no Kitaro</strong>, mangá de Shigeru Mizuki, publicado na década de 50. Já o estilo de luta RPG, um ataque e outro defende, aliado a dramaticidade dos textos e <em>flashbacks</em>, tem sua origem em <strong>Saint Seiya</strong> (<em>Os Cavaleiros do Zodíaco</em>, no Brasil), de Masami Kurumada, publicado na segunda metade dos anos 80. As batalhas na Soul Society, além de impressionar os olhos de quem vê, dão ainda mais força a história e a personalidade de cada personagem.</p>
<p><strong>CICLO DE UM PERSONAGEM</strong></p>
<p>Todo personagem tem um ciclo: ele nasce, vive e morre. Seu nascimento acontece na primeira vez que ele figura na história, mas sua morte não significa necessariamente o seu falecimento, mas mantê-lo vivo depende de todo o universo, do contexto e dos elementos inseridos no decorrer da história a ele relacionado.</p>
<p>Assim como foi com os cavaleiros de ouro em <em>Saint Seiya</em>, o <em>Gottei 13</em>, os treze esquadrões de defesa da Soul Society, adicionaram diversos elementos que possibilitaram o crescimento e o amadurecimento de cada personagem. Mesmo que muitas vezes fique claro que o<em> insight</em> de determinada sequência tenha ocorrido depois de seu planejamento, tudo o que foi acrescentado durante a saga do Soul Society contribuiu para o fortalecimento da história e, principalmente, de seu universo criativo.</p>
<p>A entrada de <strong>Ganju</strong>, foi o ponto crucial para atiçar a curiosidade sobre o passado de Rukia. A criação do <em>Bankai</em>, motivou uma causa para se conhecer os 13 capitães. E por fim, o assassinato de <strong>Sousuke Aizen</strong>, capitão do 5º esquadrão, possibilitou o desenvolvimento da personalidade dos 13 capitães que refletiu diretamente em como o quinteto de protagonistas se mostrou na história, onde nem todos puderam aproveitar as possibilidades criadas pelo autor.</p>
<div id="attachment_1715" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/orihime-bleach.jpg"><img class="size-full wp-image-1715" title="Orihime Bleach" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/orihime-bleach.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A paixão de Orihime por Ichigo leva a garota até a Soul Society.</p></div>
<p>Ishida, que mesmo declaradamente inferior a Ichigo, mostrou que havia muito o que desenvolver após derrotar <strong>Kurotsuchi Mayuri</strong>, o capitão do 12º Esquadrão, mesmo ambos tendo uma diferença gigantesca de poder. A utilização do armamento quincy para utilizar um poder que ainda não possuia faz o próprio Mayuri reconhecer que Ishida ainda pode crescer muito como lutador, mesmo este tendo perdido todos os seus poderes após a luta. Se a dificuldade inicial era<em> conseguir</em> o poder que ele despertou (maior que a dos capitães), o plano a seguir seria dominar tal<em> técnica</em> para garantir a permanência do personagem no decorrer da história.</p>
<p>Orihime cresceu, mas foi diferente. O ciclo de batalhas que a personagem poderia vir a ter após um treinamento antes da Soul Society mostrou-se ineficaz na personagem, mas esta trocou o papel de lutadora (já muito bem suprido por Ichigo, Ishida, Chad e todos os outros aliados que a Soul Society produziu) para se tornar uma espécie de <em>maga branca</em>, personagem clássico dos RPG&#8217;s responsável pela cura dos personagens, papel essencial, participativo e muito mais adequado a sua personalidade.</p>
<p>O problema aconteceu apenas com Chad. Mesmo após toda a campanha inicial do personagem (inclusive pelas frases de efeito de Ichigo) e a aparente força desenvolvida durante o treinamento pré-soul society, o personagem perdeu o ritmo e não deu conta de surpreender o leitor/espectador com sua participação na saga. Provavelmente isso foi fruto da extrema ligação com Ichigo que Tite Kubo criou durante a criação da origem do personagem, mas que erroneamente foi esquecida, separando ambos, durante o desenrolar do caminho dos dois na Soul Society.</p>
<p><strong>PROTAGONISTA PRA NINGUÉM POR DEFEITO</strong></p>
<p>Apesar da linha inicial se aproximar bem de <em>Os Cavaleiros do Zodíaco</em>, com um time de personagens a qual a história gira, <em>Bleach</em> acabou se aproximando muito mais da linha de <em>Dragon Ball</em>, onde apenas o protagonista leva a história em sua reta final, deixando Ichigo com o papel definitivo para finalizar a saga e utilizando personagens secundários para apoiá-lo.</p>
<p>Visto que todos os personagens tem um ciclo, é o ciclo de história do protagonista que dá apoio a história e é quando este acaba é que a história tem fim. Durante as lutas com Renji e <strong>Kenpachi Zaraki</strong> Ichigo pode crescer como protagonista, mas foi apenas na luta final contra Byakuya que o ciclo do personagem reflete diretamente como guia do universo criado.</p>
<p>Ideologicamente, este é o personagem que vai contra os preceitos de uma sociedade mesquinha e egoista, mascarada em uma série de classes que parecem manter a ordem e ter tudo sobre controle. Byakuya é o personagem que mais reflete os ideais dessa sociedade e a vitória de Ichigo sobre ele garante a vitória do protagonista sob aquilo que ele combateu durante toda a história.</p>
<p>Entrementes, Ichigo apenas conseguiu a vitória por ser dominado por sua consciência hollow, que habita nele após o seu treinamento com Urahara, mostrando que mesmo vencendo aquilo a que combateu, ainda resta uma luta introspectiva que insiste em destruir o que ele conquistou e que pode dominá-lo a qualquer hora.</p>
<div id="attachment_1709" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/ichigo-byakuya-bleach.jpg"><img class="size-full wp-image-1709" title="Ichigo Byakuya Bleach" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/ichigo-byakuya-bleach.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O lado hollow de Ichigo deixou Byakuya sem reação em sua luta definitiva.</p></div>
<p>Com o fim de Bykuya, a sensação do apreciador da história é que tudo teve um fim, mas ao se recordar do contexto que levou até a luta dos dois shinigamis, provocando uma série de lutas <em>a la</em> <em>capitães versus capitães</em>, parece que um obstáculo não aparente precisa ser vencido pelos protagonistas e é aí que entra a influência de todo o contexto do universo criado por Tite Kubo.</p>
<p><strong>O MELHOR FIM DE SAGA QUE UM ANIME JÁ TEVE</strong></p>
<p>Não há nada melhor para um espectador que perceber que todos os pequenos elementos que rodeiam a história principal fazem parte de um todo com total influência no enredo primordial. Não há melhor descrição para o fim da Saga da Soul Society de Bleach.</p>
<p>Após a luta contra Byakuya, descobre-se que a sentença de morte de Rukia era parte de um demoníaco plano que Sousuke Aizen arquitetou com a sua própria morte para conseguir o <em>Hougyoku</em>, artefato criado por Urahara e implantado no espírito de Rukia, sem ela saber, quando esta utilizou um de seus gigais. Com o Hougyoku, Aizen poderia unir os poderes dos shinigamis com os dos hollows, produzindo seres e depertando poderes nunca antes imaginados pelas forças do Gottei 13.</p>
<p>Com a revelação de Aizen após a luta contra <strong>Toushiro Hitsugaya</strong>, capitão do 10º esquadrão, e o roubo a liberação forçada do Hougyoku do corpo de Rukia, o traidor vai  junto com <strong>Ichimau Gin</strong>, o capitão do 3º Esquadrão, e <strong>Kaname Tousen</strong>, capitão do 9º Esquadrão, para o <strong>Hueco Mundo</strong>, lugar onde habitam os hollows, para colocar em prática suas ambições de transformar hollows em shinigamis e formar um exército pessoal para por um fim na Soul Society.</p>
<div id="attachment_1706" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/aizen-bleach.jpg"><img class="size-full wp-image-1706" title="Aizen Bleach" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/aizen-bleach.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Com um rosto inocente e uma aura de justiça aparentemente inabalável, Aizen enganou a todos.</p></div>
<p>Mostrando-se presente em todas as etapas da história, Aizen se tornou o ideal perfeito de vilão da história que faltava em Bleach, unindo a todos os pontos injustos e cruéis enfrentados pelos protagonistas em um só grande contexto.</p>
<p>Com um final de saga épico, Bleach abriu espaço para um continuação espetacular, cheia de possibilidades de utilização de personagens, criação de novos inimigos e aprofundamento do contexto inicial dos hollows história, que pareceu se perder com a ida de Ichigo a Soul Society mas que se mostrou essencial para a continuação da história de Aizen.</p>
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		<title>RESENHA: Fate/stay Night &#8211; The Unlimited Blade Works</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 22:11:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nextconqueror</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todos tem um herói interior. O ser que se levanta nas horas mais dificeis, supera obstáculos e faz feliz a todos aqueles que ama. O modelo de herói é sempre externo, vem do homem com capa e espada da tv, da amazona guerreira dos quadrinhos ou mesmo do pai que sempre sorri quando o filho [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1646&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos tem um herói interior. O ser que se levanta nas horas mais dificeis, supera obstáculos e faz feliz a todos aqueles que ama. O modelo de herói é sempre externo, vem do homem com capa e espada da tv, da amazona guerreira dos quadrinhos ou mesmo do pai que sempre sorri quando o filho chega da escola. <strong>Fate/stay Night &#8211; The Unlimited Blade Works</strong> conta a história de um héroi herdado no passado de um ente querido que volta do futuro para acabar com seus sonhos.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/fate-stay-night-logo-unlimited-blade-works.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1658" title="Fate Stay Night logo Unlimited Blade Works" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/fate-stay-night-logo-unlimited-blade-works.jpg?w=472&#038;h=376" alt="" width="472" height="376" /></a><strong>LEMBRANÇAS DE UM REI</strong></p>
<p>Para quem ainda não assitiu a série regular de <strong>Fate/stay Night</strong> (<a href="http://nextconqueror.wordpress.com/2011/06/13/review-anime-fatestay-night/">clique aqui para ler a resenha</a>) não é recomendável que comece a sua jornada por seu universo com o filme <em>The Unlimited Blade Works</em>. Isso porque o longa conta, de início, a mesma história da série que lhe deu origem, porém, passa por cima de muitos elementos essenciais para sua total compreensão.</p>
<p>Além disso, uma de suas principais contribuições é a mudança de foco que o filme provoca em comparação a série original, fazendo deste o maior atrativo para quem já assistiu as duas obras.</p>
<p>Num primeiro instante, parece impossível imaginar<em> Fate/stay Night</em> sem o seu principal atrativo, <strong>Saber</strong>, mas logo no início a guerreira que encarna o espírito heróico do <em>Rei Arthur</em> fica em segundo plano em The Unlimited Blade Works, que só pelo nome já dá a dica do personagem a que a produção é voltada.</p>
<p>Na série original um dos personagens mais cativantes e mais pouco explorados enquanto vivo foi o espírito heróico que <strong>Rin Tosaka</strong> convocou erroneamente enquanto tentava convocar um guerreiro da classe espadachim: o arqueiro<strong> Archer</strong>.</p>
<div id="attachment_1676" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/rin-archer-fate-stay-night.jpg"><img class="size-full wp-image-1676" title="Rin Archer Fate Stay Night" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/rin-archer-fate-stay-night.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Rin e Archer ganham destaque no longa!</p></div>
<p>O guerreiro de cabelos brancos era um cara frio, além de centrado e obediente aos desejos de sua mestra. Porém, o personagem conquistou a todos quando, contrariando essa personalidade, durante o ponto alto de sua participação na primeira série, demonstrou seu espírito passional ao transmitir a <strong>Emiya Shirou</strong>, o protagonista da série e mestre de <em>Saber</em>, a origem de seu poder e como poderia crescer como mago, fato essencial para o desenrolar de toda a trama que se seguiu. Além disso, o mesmo se sacrifica pela segurança de <em>Rin</em>, <em>Shirou</em> e <em>Saber</em> ao enfrentar o gigante <strong>Berserker</strong>, espírito heróico do semi-deus<em> Hércules</em> e servo da pequena <em>Illya</em>.</p>
<p><strong>ARQUEIRO SEM PASSADO</strong></p>
<p>Esqueça o <em>Rei Arthur</em>, a segunda vida de <em>Saber</em> e o romance de <em>Emiya</em> com sua serva. Em <em>The Unlimited Blade Works</em>, a história dos protagonistas é outra e o papel de <em>Archer</em> é fundamental.</p>
<p>Do mesmo jeito que na série original, <em>Archer</em> inicia sua participação sem conhecer seu passado, porém sua atitude é bem diferente do que realiza na série anterior. Provocador, meticuloso e por vezes traiçoeiro, o espírito heróico nunca concordou com a idéia de <em>Rin</em> em se juntar com <em>Emiya</em> durante a<strong> Guerra do Cálice Sagrado</strong> e por vezes tenta matá-lo.</p>
<p>O cúmulo dessa sua atitude acontece quando ele abandona sua mestra e aceita, por iniciativa própria, se tornar servo de <strong>Caster</strong>, o espírito heróico da feiticeira <em>Medéia</em> da mitologia grega que dessa vez compreende papel essencial pra o desenvolvimento da história do filme.</p>
<div id="attachment_1674" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/saber-fate-stay-night.jpg"><img class="size-full wp-image-1674" title="Saber Fate Stay Night" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/saber-fate-stay-night.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Apesar de ser o principal destaque da série original, Saber fica de lado neste filme.</p></div>
<p>Assim como era com <em>Berserker</em> na primeira série, <em>Caster</em> é temida por todos os outros mestres, já que é a causadora de diversos ataques a humanos para o recolhimento de energia que servirá de base para a invocação do cálice e a responsável pela morte de <strong>Rider</strong>, a serva de <strong>Shinji</strong> que, assim como <em>Illya</em>, teve sua participação totalmente mudada neste filme.</p>
<p><strong>REVELAÇÕES</strong></p>
<p>O universo de<em> Fate/stay Night</em> é muito atrativo por conseguir conciliar elementos de vários gêneros literários e combiná-los numa única obra. O romance é essencial no decorrer da história, mas neste filme ele acontece de maneira diferente.</p>
<p>Sequestrada por <em>Caster</em> grande parte do filme e serva de<em> Tosaka</em> em determinado ponto, já era de se esperar que não seria <em>Saber</em> o casal de <em>Emiya</em> neste filme. Parceira do protagonista durante todo o tempo, seu guia pelo mundo mágico recém descoberto e abandonada por <em>Archer</em>, é <em>Rin</em> que cria sentimentos pelo garoto, que sozinhos, não tem outra opção a não ser confiar um no outro durante a guerra pelo cálice.</p>
<p>É tentando salvar <em>Rin</em> da orgia de parcerias que acontecem entre o ganâncioso <em>Shinji</em>, o falso padre <strong>Kotomine</strong>, o servo resguardado da última geurra <strong>Gilgamesh</strong> (também da classe arqueiro), <em>Archer</em> e<em> Lancer</em>; <em>Shirou</em> se depara com a maior revelação e o principal atrativo do filme: <em>a origem de Archer é nada mais nada menos que o próprio Emiya</em>!</p>
<div id="attachment_1673" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/archer-fate-stay-night.jpg"><img class="size-full wp-image-1673" title="Archer Fate Stay Night" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/archer-fate-stay-night.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Archer é Shirou? Então porque um tenta matar o outro?</p></div>
<p>Complicado? Nem tanto, mas como em todo o universo da série, é necessário uma boa dose de criatividade para interpretar o que acontece. Após ser salvo por seu pai adotivo durante o incêndio que ocorreu durante a quarta <em>Gerra pelo Cálice Sagrado</em> (a do filme e a do anime é a quinta, que acontecesse 10 anos após a quarta) <em>Emiya</em> sempre teve seu pai como imagem de héroi perfeito. &#8220;<em>Eu quero ser um defensor da Justiça</em>&#8221; foi a frase do falecido pai que sempre marcou a vida <em>Shirou</em>.</p>
<p>Com a experiência mágica e as lições aprendidas durante a <em>Guerra Pelo Cálice Sagrado</em>, o fim da história possibilita que <em>Shirou</em> se torne o herói que a cidade de Fuyuki e todo o mundo precisa e a existência de <em>Archer</em> é a prova cabal que é esse o seu futuro, já que a invocação de <em>Rin</em> é a do espírito heróico vindo do futuro que<em> Shirou</em> ainda se tornaria após o fim da guerra.</p>
<p>A justificativa da invocação também não foi um ponto sem nó. Não existem regras para o tipo de espírito que o mestre invoca para entrar na guerra, mas os sentimentos que <em>Rin</em> nutriu por <em>Shirou</em> seria uma boa justificativa para a invocação deste ao invés de um da classe <em>espadachim</em> que a garota, com seus talentos mágicos, certamente conseguiria invocar.</p>
<p>Mas o que deveria ser o encontro do veterano com o iniciante, cai por espada abaixo, pois <em>Archer</em> tem verdadeira obsessão pela morte de <em>Shirou</em>, uma tentativa de apagar seu passado para evitar o futuro que ele, como herói, teria que enfrentar se <em>Shirou</em> vencesse a <em>Guerra pelo Cálice</em>. A luta final dos dois não poderia acontecer em melhor estilo,  dentro do próprio <strong>The Unlimited Blade Works</strong>, golpe mais poderoso de <em>Archer</em> nas duas séries.</p>
<div id="attachment_1672" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/shirou-fat-stay-night.jpg"><img class="size-full wp-image-1672" title="Shirou Fat stay night" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2012/01/shirou-fat-stay-night.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Mistérios acerca do principal golpe de Archer são traçados!</p></div>
<p><strong>UM NOVO CONTO DE CAVALARIA MODERNA</strong></p>
<p>&#8220;<em>I am the bone of my sword.</em><br />
<em>Steel is my body and fire is my blood.</em><br />
<em>I have created over a thousand blades.</em><br />
<em>Unknown to death,</em><br />
<em>nor known to life.</em><br />
<em>Have withstood pain to create many weapons.</em><br />
<em>Yet those hands will never hold anything.</em><br />
<em>So as I pray, Unlimited Blade Works.</em>&#8220;</p>
<p>É com essas palavras que o filme tem início e é com elas que todas as sequências mais exaltantes acontecem, transformando o filme, assim como a série a que a origina numa verdadeira obra-prima da animaçao japonesa.</p>
<p>Apesar do início excessivamente dinâmico para apresentar os personagens e o contexto da<em> Guerra pelo Cálice Sagrado</em> (que fica um tanto quanto confuso para qum não assistiu a série original) e a falta do enredo base de <em>Saber</em>, o filme <em>The Unlimited Blade Works</em> é  complemento perfeito para a série original, com o longa apresentando a solução de muitas lacunas que o fim do anime deixa para o espectador.</p>
<p>Além disso, a principal contribuição do filme é o embate ideológico que o presente sonhador tem quando enfrenta o seu próprio futuro frustrado. Estes dois pontos de vista talvéz sejam os mais conflitantes entre jovens e adultos, educados e condicionados a contextos sociais que embora pareçam movidos pelos mesmo fatores, apresentam sonhos e ideais tão distantes entre si.</p>
<p>Ambas as idéias se misturam numa sintonia tão perfeita que o espectador se sente na pele do próprio Shirou lutando para não se desapegar do futuro que após tanto almejar, decide frustrá-lo. Mais que um filme, The Unlimited Blade Works é mais um clássico de cavalaria moderna que o visionário <strong>Nishiwaki Datto</strong> conseguiu agrupar tão bem dentro de um universo que ainda tem muito a ser explorado.</p>
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			<media:title type="html">Fate Stay Night logo Unlimited Blade Works</media:title>
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			<media:title type="html">Shirou Fat stay night</media:title>
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		<title>RESENHA: Samurai Sentai Shinkenger</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 20:57:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nextconqueror</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A figura do samurai sempre foi muito cultuada no Japão e sinônimo do país para o ocidente. E não é para menos, todos os anos, os japoneses produzem dezenas de histórias com referências a esses guerreiros. Seja diretamente, como em <em>Samurai X</em> e<em> Vagabond</em>, ou indiretamente, em histórias de espada e kimono como<em> Bleach</em>, o samurai sempre está lá, representando toda a força e dedicação do povo japonês. <strong>Samurai Sentai Shinkenger</strong> foi a série Super Sentai que abordou a temática em 2009, e assim como os samurais, conseguiu resgatar todos os valores que a franquia havia perdido ao longo dos anos.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/samurai-sentai-shinkenger-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1625" title="Samurai Sentai Shinkenger 2" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/samurai-sentai-shinkenger-2.jpg?w=472&#038;h=606" alt="" width="472" height="606" /></a></p>
<p><strong>OS SENTAIS DOS 2000</strong></p>
<p>Após as quebras de padrão iniciadas em<em> Flashman</em> (<a href="http://nextconqueror.wordpress.com/2011/10/07/review-comando-estelar-flashman/">leia a resenha aqui</a>) e as inovações criadas nos anos 90, o Super Sentai se tornou uma série consolidada no mercado japonês, sendo sempre garantia de retorno para as empresas envolvidas. Se os altos e baixos que a franquia sofreu nos anos 80 perturbava e por vezes se cogitou seu fim, nos anos 2000 a história era bem diferente: com a audiência  regular, um horário fixo e a injeção de fundos anual que a Disney e a Saban deram a Toei Company com a compra da séries para serem veiculadas no mundo como <em>Power Rangers</em>, a situação não poderia ser mais confortável.</p>
<p>Porém, essa acomodação e a transformação de inovação em regra acabou prejudicando o desenvolvimento do enredo dos Super Sentais. Com o sucesso de séries com enredo enredo extremamente infantilizado, como <em>Abaranger</em> e <em>Caranger</em> todas as séries dos anos 2000 passaram a focar esse enredo.</p>
<p>Parece estranho elucidar que uma série voltada para crianças não devesse ter um enredo infantil, mas é fato que desde o nascimento das séries tokusatsu, estas séries sempre possuíram um enredo mais dramático, geralmente cunhada em elementos da ficção científica. Com o chamariz das roupas coloridas, o enredo da séries serviam para, entre outras coisas, o amadurecimento da criança que a assiste, uma analogia ao que acontece com o personagem no decorrer das séries, como é muito visível em <em>Jaspion</em> (<a href="http://nextconqueror.wordpress.com/2011/08/24/review-o-fantastico-jaspion/">leia a resenha aqui</a>).</p>
<div id="attachment_1629" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/takeru-shiba.jpg"><img class="size-full wp-image-1629" title="Takeru Shiba" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/takeru-shiba.jpg?w=472&#038;h=298" alt="" width="472" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">Como líder do clã Shiba, Takeru permanece distante do grupo, isto está relacionado ao seu fatídico destino.</p></div>
<p>Entre uma e outra série que parecia um pouco mais virtuosa, parecia que o cenário só pioraria, tendo até séries Power Rangers mais espirituosas que seu irmão japonês (como acontece na relação <em>Go-Onger</em> e <em>Power Rangers RPM</em>). Felizmente, os super sentais tiveram uma revolução em 2009, quando a série daquele ano resolveu utilizar um tema que, mesmo que óbvio, nunca havia sido explorado: samurais.</p>
<p><strong>DO JAPÃO FEUDAL PRA O SÉCULO XXI</strong></p>
<p>Para os fãs de primeira viagem, o tema samurai pode até parecer corriqueiro para uma série oriental, mas aos veteranos, parece incrível que um tema desse nunca tivesse sido explorado antes, já que o tema possui uma vasta herança cultural perfeita para o tipo de séries que são os Super Sentais.</p>
<p><strong>Takeru Shiba</strong>, o <em>ShinkenRed</em>, é o 18º sucessor do clã Shiba, o clã responsável por combater e aprisionar o lendário monstro <strong>Chimatsuri Doukkoku</strong>. Doukkoku é o líder de <em>gendoushus</em>, seres folclóricos do Japão que vivem no terrível Rio Sanzu, que tem seu nível determinado pelos humanos: quanto mais tristes, enfadonhos e desesperados, mais o nível do rio sobe e aproxima a possibilidade de Doukkoku de invadir o mundo humano.</p>
<p>Toda vez que um humano olhar por alguma fresta, seja ela a rachadura de uma parede, o vão entre dois móveis ou qualquer outra coisa, cria a possibilidade de um gendoushu invadir o mundo humano para aterrorizar os humanos e fazer a água do Rio Sanzu subir.</p>
<div id="attachment_1636" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/juuzou2.jpg"><img class="size-full wp-image-1636" title="Juuzou2" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/juuzou2.jpg?w=472&#038;h=298" alt="" width="472" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">Juuzou abandonou o bushido para seguir com suas ambições de batalha.</p></div>
<p>Takeru, por ser o herdeiro dos Shiba tem o título de Tono, ou senhor feudal, e lidera uma equipe de quatro vassalos, formados por jovens que se unem ao líder no primeiro episódio, também herdeiros de outros clãs que, historicamente, serviram ao clã Shiba todas as vezes que Doukkoku se libertava do selo dos Shiba e voltava a atacar a terra.</p>
<p><strong>BUSHIDO</strong></p>
<p>Mesmo para o japonês moderno, é dificil conciliar o passado místico dos samurais com a realidade e essa é a primeira abordagem que Shinkenger faz nos primeiros episódios, quando os traços de personalidade de cada um dos quatro vassalos é posta em conflito com a liderança de Takeru, mesmo que todos eles tenham recebido previamente treinamento samurai de sua família e estão consientes do seu dever.</p>
<p>O preceito básico do samurai é o <strong>Bushido</strong>, ou caminho do samurai. Entre outras coisas o Bushido rege que um guerreiro deve ser leal ao seu Tono, ter espírito marcial, cultivar a sabedoria milenar de seu povo, preservar sua honra e se sacrificar pelo seus ideias. Mesmo sem saber seu nome, a visão que o ocidental tem do japonês é bem descrita pelo Bushido, graças a histórica conduta do país país durante a II Guerra Mundial e a reerguida econômica do século XX. Ainda hoje, esse preceito esta enraizado nas famílias japonesas, seja no trabalho, na escola ou na vida pessoal, se adequando a cada dia à nova dinâmica do Japão contemporâneo.</p>
<p>Em Shinkenger, cada personagem tem a sua maneira de encarar o Bushido: enquanto o <em>ShikenBlue</em>, <strong>Ryunosukke</strong>, leva este ao extremo, mostrando atitudes exageradas (e até certo ponto infantis) perante a autoridade do tono, os outros três vassalos não acreditam que ela realmente determine sua conduta.</p>
<div id="attachment_1637" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/shinkenger-unidos.jpg"><img class="size-full wp-image-1637" title="Shinkenger Unidos" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/shinkenger-unidos.jpg?w=472&#038;h=298" alt="" width="472" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">O grupo se une, mas demora para os cinco partilharem os mesmos ideais.</p></div>
<p><strong>Mako</strong>, a <em>ShinkenPink</em> possui muitas dúvidas sobre sua submissão a Takeru pelo histórico de sua mãe que serviu ao Tono anterior e foi condenada a cadeira-de-rodas por conta disso. Enquanto isso, <strong>Kotoha</strong>, a <em>ShinkenYellow</em>, busca sempre agradar a ShinkenRed, já que sua entrada para o grupo de vassalos aconteceu devido a uma doença que atingiu sua irmã mais velha, a até então, herdeira da vestimenta amarela dos Shinkenger.</p>
<p><strong>Chiaki</strong>, o <em>ShinkenGreen</em>, é o oposto de Ryunosukke. Folgado e irresponsável, ele nega a utoridade do Tono e só aceita entrar para a equipe quando se sente pressionado a superar a força de Takeru, que se mostra muito superior aos dos vassalos.</p>
<p>O estilo impessoal de Takeru incomoda muito aos vassalos e força física passa a não ser motivo suficiente, com excessão de Ryunosukke, para que ele lidere a equipe. Muitas intrigas internas abalam o grupo até eles conhecerem o motivo da conduta distânte do tono: apesar de ser um legado destinado a ele, Takeru não domina a técnica do selo para aprisionar Doukokku, estando todo o peso do fim-do-mundo sob sua responsabilidade.</p>
<p>&#8220;<em>Confie sua vida  a nós, que nós confíamos nossa vida a você</em>&#8220;. A promessa realizada entre os cinco num momento de extrema necessidade é o ponto-chave para que Takeru comece a se aproximar dos seus vassalos. Mas nada é comparado ao efeito que a chegada do <em>ShinkenGold</em> provoca no grupo.</p>
<div id="attachment_1635" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/shiken-gold.jpg"><img class="size-full wp-image-1635" title="Shiken Gold" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/shiken-gold.jpg?w=472&#038;h=298" alt="" width="472" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">Além de sushiman, Genta é um gênio das artes e utilização do Mojikara!</p></div>
<p><strong>O SUSHIMAN</strong></p>
<p>Desde <em>Zyuranger</em> é comum que mais integrantes se unam a equipe inicial nos seriados super sentai, em Shinkenger não é diferente e além disso, a presença do sexto integrante provocou uma mudança essencial para o decorrer da trama.</p>
<p><strong>Genta</strong>, o <em>ShinkenGold</em>, é um sushiman que acaba de chegar a cidade. Quando pequeno, ele era o melhor amigo de Takeru, que o presenteou com um disco de samurai. Com seu talento, Genta descobre os poderes utilizados na peça e se torna o sexto vassalo de Takeru, ou como ele prefere se definir: o sushiman da história, já que ele sonha se tornar um sushiman cinco estrelas.</p>
<p>A presença de Genta provoca uma mudança radical em Takeru, com uma parte de sua infância convivêndo com ele, o personagem que por vezes irritava com sua impessoalidade, se paroxima cada vez mais de seus vassalos, criando um ambiente harmonioso e amistoso como nunca antes visto na mansão dos Shiba.</p>
<p><strong>1, 2, 3&#8230; 20 ROBÔS! E CRESCENDO!</strong></p>
<p>Apesar do rico folclore, das inúmeras referências ao passado histórico do seu país, de uma trama pessoal criativa e de personagens cativantes, há conceitos que são impossíveis de se largar num super sentai dos anos 2.000: a quantidade exorbitante de robôs e suas inúmeras combinações.</p>
<p>Apesar de todo o desenvolvimento de uma trama, o que move um seriado tokusatsu são as vendas de brinquedos que este pode gerar, por isso a queda de qualidade já abordada não mudou os resultados da franquia. E Shinkenger também levou isso a sério.</p>
<div id="attachment_1631" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/shinken-ha-oh1.jpg"><img class="size-full wp-image-1631" title="Shinken Ha Oh" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/shinken-ha-oh1.jpg?w=472&#038;h=298" alt="" width="472" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">O gigante Shinken Ha Oh é a combinação de uma série de mechas samurais!</p></div>
<p>Só nos primeiros 10 episódios, o jovem japonês já conta com 12 opções robôs, singulares ou combinados, que entram no seriado com mais velocidade que os planos de Doukokku. Com a chegada de ShinkenGold, um filme e a pressão de novos inimigos, o número chega a quase 30 no fim da história. O gigante robô <strong>Shinken Ha Ho</strong>, formado por quase todos os robôs, chega a ser um trambolho tão grande que os gigantes monstros parecem só um detalhe quando ele entra em ação.</p>
<p>Muitas vezes a quantidade de robôs atrapalha o ritmo da história que acaba se limitando por conta do tempo necessário para dar o devido crédito ao robô. Porém, muitos episódios se mostram muito eficientes, sendo o episódio duplo destinado ao robô touro <strong>Ushi Origami um</strong> dos episódios com melhor mensagem levada ao público.</p>
<p><strong>DOUKOKKU QUEM?</strong></p>
<p>Shinkenger é muito atrativo visualmente. Não só pelo uniforme, a variedade de robôs trilha sonora motivante e a qualidade dos monstros, mas pela ambientação histórica que diversos episódios mostram, todos perfeitamente combinados com o enredo.</p>
<p>O maior destaque para episódios voltados a essa ambientação é <strong>Juuzou</strong>, um humano que foi atraído pelas forças dos gedoushu através dos desejos de combate provocados por Uramasa, uma espada enfeitiçada que o transformou em metade humano e metade gedoushu. Com cabelos cumpridos, vestimentas de época e <em>flashbacks</em> de sua vida durante o Japão feudal, suas aparições sempre são motivos de atenção, já que sua principal ambição é vencer ShinkenRed, o único humano, segundo ele, capaz de lhe dar o prazer de uma luta verdadeiramente desafiadora.</p>
<p>A luta entre ambos acontece por diversas vezes, mas o combate decisivo dos dois acontece no que pode ser considerado o apogeu de toda a história.</p>
<p>Pegando a todos de surpresa, descobre-se que Takeru é na verdade um<em> Kagemusha</em>, uma sombra do real tono. Com a finalidade de proteger o real herdeiro dos Shiba, Takeru é escolhido para ficar no lugar de<strong> Kaoru Shiba</strong>, a real <em>ShinkenRed</em>, devido a sua grande habilidade com mojikara, a energia que move os golpes dos samurais.</p>
<p>Com achegada da Kaoru, Takeru é colocado numa ituação parecida com a de Juuzou, onde sua vida de samurai não tem mais sentido, mas o desejo de lutar continua. O que Takeru não entende é que a origem de seu desejo parte da proteção a terra, enquanto de seu rival de um desejo avarento e individualista.</p>
<div id="attachment_1632" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/kaoru-shiba.jpg"><img class="size-full wp-image-1632" title="Kaoru Shiba" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/kaoru-shiba.jpg?w=472&#038;h=298" alt="" width="472" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">Kaoru Shiba é a primeira mulher a liderar uma equipe super sentai.</p></div>
<p>No antigo Japão, apenas o samurai com a mais alta patente podia montado a cavalos, e é assim<br />
que o embate final de Takeru com Juuzou acontece, mostrando não apenas a classe, mas elucidando a autoridade que cada um dos dois conquistou durante a série.</p>
<p>Enquanto isso, os vassalos se sentem vivendo numa mentira, mas não pelo título de um tono falso, mas pela perda de um líder que provou ser digno do seu posto. Eles vivem o drama de cumprir a obrigação de vassalo protegendo a princesa Kaoru e a distância de um amigo.&#8221;<em>Seria mais fácil se ela fosse uma princesa detestável</em>&#8221; diz Chiaki a Genta quando este tenta coagir o grupo a ir atrás de Takeru.</p>
<p>Com o fim de Juuzou, a luta contra contra Doukokku até parece desnecessária e apesar de bem produzida, não teve todo o impacto que a somatória do drama dos dois tonos teve na luta contra Juuzou.</p>
<p><strong>SENTAI DE ÉPOCA</strong></p>
<p>Agrupar, mesclar e criar poder ser a série de verbos ideais para descrever um robô gigante dos seriados Super Sentai, mas também são perfeitos para descrever o resultado final de Shinkenger.</p>
<p>Com um tema atrativo para espectadores de qualquer idade, conceitos e ideias aplicadas de maneira a criar um contexto criativo para o desenvolvimento da trama, Shinkenger provou que mesmo carregando o legado de 33 anos da franquia nas costas, é possível criar histórias criativas, envolventes e originais a partir de uma fórmula que vai sendo reformada e reutilizada todos os anos.</p>
<p>Toda vez que um espectador assiste a um tokusatsu, a comparação com uma possibilidade da mesma história ser contada em animação vem a cabeça, já que diversas cenas e sequências poderiam ser muito melhor executadas sob o traço e tinta japonês para expressar diversas situações que o limitante humano não consegue produzir num live-action.</p>
<div id="attachment_1633" class="wp-caption aligncenter" style="width: 482px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/shinkenger-casual.jpg"><img class="size-full wp-image-1633" title="Shinkenger Casual" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/shinkenger-casual.jpg?w=472&#038;h=298" alt="" width="472" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">A força do inimigo obriga os guerreiros a uma luta final sem vestimenta samurai!</p></div>
<p>Mas com Shinkenger é diferente. Todas as cenas, mesmo as mais complexas, foram tão bem moldadas para se adequar a situação de live-action que as possibilidades de um anime se torna desnecessária.</p>
<p>A mensagem, além de muito bem passada, consegue transmitir algo concreto ao espectador, algo não só momentâneo, mas reflexivo e duradouro, capaz de se incorporar os preceitos de amizade, união e responsabilidade ao seu dia-a-dia, criando laços tão fortes quanto a união dos vassalos com seu tono ou como o samurai com seu bushido.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nextconqueror.wordpress.com/1621/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nextconqueror.wordpress.com/1621/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nextconqueror.wordpress.com/1621/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nextconqueror.wordpress.com/1621/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nextconqueror.wordpress.com/1621/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nextconqueror.wordpress.com/1621/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nextconqueror.wordpress.com/1621/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nextconqueror.wordpress.com/1621/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nextconqueror.wordpress.com/1621/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nextconqueror.wordpress.com/1621/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nextconqueror.wordpress.com/1621/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nextconqueror.wordpress.com/1621/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nextconqueror.wordpress.com/1621/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nextconqueror.wordpress.com/1621/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1621&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Samurai Sentai Shinkenger 2</media:title>
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			<media:title type="html">Takeru Shiba</media:title>
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			<media:title type="html">Juuzou2</media:title>
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			<media:title type="html">Shinkenger Unidos</media:title>
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			<media:title type="html">Shiken Gold</media:title>
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			<media:title type="html">Shinken Ha Oh</media:title>
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			<media:title type="html">Kaoru Shiba</media:title>
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			<media:title type="html">Shinkenger Casual</media:title>
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		<title>Natal + amigos = família</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 14:15:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma de minhas datas favoritas sempre foi o natal. Família, amigos, presentes, comida gostosa, tudo junto para celebrar a vida da maior referência de luta, persistência, justiça e bondade que humanidade pode ter. Porém, nesse ano, me senti praticamente o tempo todo no Natal, pois conheci tanta gente legal e fortaleci tantos laços com meus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1617&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma de minhas datas favoritas sempre foi o natal. Família, amigos, presentes, comida gostosa, tudo junto para celebrar a vida da maior referência de luta, persistência, justiça e bondade que humanidade pode ter. Porém, nesse ano, me senti praticamente o tempo todo no Natal, pois conheci tanta gente legal e fortaleci tantos laços com meus amigos que a união que nós já tinhamos se converteu em algo extremamente forte. Para eles e para todos que admiram o espírito de Natal tanto quanto eu, fica minha homenagem.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/natal-otaku.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1618" title="Natal Otaku" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/natal-otaku.jpg?w=472&#038;h=353" alt="" width="472" height="353" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nextconqueror.wordpress.com/1617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nextconqueror.wordpress.com/1617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nextconqueror.wordpress.com/1617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nextconqueror.wordpress.com/1617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nextconqueror.wordpress.com/1617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nextconqueror.wordpress.com/1617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nextconqueror.wordpress.com/1617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nextconqueror.wordpress.com/1617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nextconqueror.wordpress.com/1617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nextconqueror.wordpress.com/1617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nextconqueror.wordpress.com/1617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nextconqueror.wordpress.com/1617/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nextconqueror.wordpress.com/1617/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nextconqueror.wordpress.com/1617/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1617&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Natal Otaku</media:title>
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		<title>TechniAtto e A Fantástica Fábrica de Chocolate</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 19:52:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nextconqueror</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Luzes ambientadas. Poltrona confortável. A ansiedade paira nos rosto de pais, alunos, amigos e demais espectadores. No palco apenas um telão apresentando uma gigantesca construção em ângulos dinâmicos. Por toda a platéia, uma música que deixa o clima cheio de fantasia e apreensão. Apagam-se as luzes após as considerações dos diretores. O público é apresentado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1577&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luzes ambientadas. Poltrona confortável. A ansiedade paira nos rosto de pais, alunos, amigos e demais espectadores. No palco apenas um telão apresentando uma gigantesca construção em ângulos dinâmicos. Por toda a platéia, uma música que deixa o clima cheio de fantasia e apreensão. Apagam-se as luzes após as considerações dos diretores. O público é apresentado ao inocente Charlie, sua amorosa família e o curioso Willy Wonka. É dado início a um dos maiores espetáculos já produzidos por uma companhia de teatro jundiaiense. Bem-vindo <strong>A Fantástica Fábrica de Chocolate</strong>.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/techniatto-e-a-fantc3a1stica-fc3a1brica-de-chocolate.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1578" title="TechniAtto e a Fantástica Fábrica de Chocolate" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/techniatto-e-a-fantc3a1stica-fc3a1brica-de-chocolate.jpg?w=472&#038;h=261" alt="" width="472" height="261" /></a></p>
<p><strong>&#8220;O ANFITEATRO NUNCA FOI TÃO DOCE&#8221;</strong></p>
<p>Foi com essa frase singela, porém cheia de sabor, que os alunos das escolas e faculdades Padre Anchieta tiveram seu primeiro contato com a peça que fez todos rirem, se divertirem e se emocionarem, tanto pela performance dos atores que surpreendeu a todos os presentes durante as duas apresentações como pela adaptação tão criativa e bem elaborada como foi. O slogan acima não foi só um chamariz para um evento escolar, foi surpreendido mais do que bem produida pela <strong>Cia TechniAtto</strong>, que assina a peça.</p>
<p>A TechniAtto é uma companhia de teatro jundiaiense que existe há três, mas foi após uma parceria com as escolas e faculdades Padre Anchieta é que a companhia passou a chamar a atenção de todos os entusiastas da arte em Jundiaí.</p>
<p>Desde 2010, a companhia ficou responsável pelo curso de extensão em artes cênicas oferecido gratuitamente aos alunos de graduação do Ensino Superior e Ensino Médio da instituição. A iniciativa deu tão certo que já reune mais de 40 alunos e duas peças em seu port-fólio.</p>
<p>A primeira,<strong> Alice no País das Maravilhas</strong>, foi encenada pela primeira vez no ano passado e ultrapassou as barreiras do UniAnchieta, sendo apresentada na Sala Glória Rocha em junho desse e levada a um flash-mob no Parque da Cidade em outubro.</p>
<p>No comando de toda essa turma está Natalia &#8220;Nhoc&#8221; Carmelo que não pode ter escolhido citação melhor para dar início a primeira apresentação de A Fantástic Fábrica de Chocolate: <em>Somos mais do MIL, somo UM</em>.</p>
<p><strong>FÁBRICA DE TALENTOS</strong></p>
<p>Caiu do Umpa-Lumpa quem imaginou que o que encontraria no anfiteatro do Unianchieta nos dias 24 e 29 de novembro seria uma simples peça escolar. Quem esteve presente pode acompanhar uma produção profissional, com atores cheios de talento e uma sede de espetáculo surprendente.</p>
<div id="attachment_1606" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/avc3b3s-do-charlie.jpg"><img class="size-full wp-image-1606" title="Avós do Charlie" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/avc3b3s-do-charlie.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Do sonho ao pessimismo: os quatro avós de Charlie compõem um mix de personalidades que se completam.</p></div>
<p>Logo na porta de entrada do anfiteatro do Uniachieta já era possível observar a criatividade da companhia. Assim como acontece em todo local de grandes apresentações artísticas, era possível ver um corinthiano cheio de gírias e fala mansa vendendo todo tipo de produtos que ele trouxe de &#8220;longe&#8221;. Entre o itens mais inusitados (e desejados!), havia os tabletes de chocolate Wonka. O corinthiano interagia com o público, fez bizarrices no palco, chamou a atenção do diretores e pouco antes do início da peça, foi expulso do local. Essa ação foi uma ação genial da companhia pois além de entreter o público até o início da peça ainda mostrava um pouco do talento que viria logo a seguir.</p>
<p>A Fantástica Fábrica de Chocolate é um clássico dos cinemas, não tanto por sua primeira versão nos anos 70, mas pela excelente produção e direção que <strong>Tim Burton</strong> produziu nos anos 2.000, seguindo fielmente a história original escrita por Roald Dahl e acrescentando detalhes que só o diretor é capaz e fazer. Assim, adaptar o filme para uma peça não é tarefa para poucos, mas a TechniAtto se saiu muito bem.</p>
<p>Logo após um vídeo para ambientar o clima de cidade grande e a pobreza da família de Charlie, o garoto sonhador que só come chocolates Wonka uma vez por ano, o público conhece alguns dos personagens mais carismáticos de toda a peça: os quatro avós de Charlie que não conseguem levantar da cama devido a idade avançada.</p>
<p>Enquanto o avô José (Marco Majer) é atencioso, esperançoso e cheio de vontade de contar histórias, o avô Jorge (Willian Penna) é o seu oposto, sempre pessimista e vendo as coisas pelo pior ângulo. No meio dos dois, as avós Josefina (Aine Toledo) e a avó Jorgina (Stephanie Leite) fazem o &#8220;meio-campo&#8221; sempre ponderando entre sonho e realidade. A organização dos atores no palco era proposital para que a personalidade dos quatro ficassem claramente expostas.</p>
<div id="attachment_1608" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/tv.jpg"><img class="size-full wp-image-1608" title="TV" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/tv.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O pai de Michael Teeve se assusta quando o filho tem seu tamanho reduzido devido a sua irresponsabilidade.</p></div>
<p>Para apresentar os vencedores da promoção relizada por Willy Wonka para a visita até a sua fábrica, a Techniatto se utilizou de um recurso interessante, parodiado do original, mas com uma pegada mais brasileira, misturando o pessoal e o profissional do repórter &#8220;The Flash&#8221; (Guilherme Bourcheidt) e do âncora (Kleber Áqua) que trocavam disputas profissionais, distrações e conversas paralelas com os pais dos vencedores.</p>
<p><strong>CHEGA O ANFITRIÃO</strong></p>
<p>Passaram-se 40 minutos de peça e o público está ansioso para ver Willy Wonka de perto. Afinal, toda a história do personagem foi contada pelo vovô José, todos admiram e gostam dele apesar das suas excêntricidades, mas o público só tinha uma leve lembrança de sua figura devido a suas rápidas aparições nos vídeos apresentados.</p>
<p>A chegada de Willy Wonka não poderia ter sido mais suntuosa. Caminhando levemente pelos degraus do anfiteatro, o personagem surpreendeu a quem assistia por quebrar o esquema de entrada e saída dos atores que estava sendo feita até o momento.</p>
<p>A visita pela fábrica não poderia ter sido menos criativa e a cada sala que as crianças conheciam, uma nova decoração ia surgindo. Mas o destaque foi para as danças dos Umpa-Lumpas, sempre seguidas de uma marcha para acompanhar a saída de palco das quatro crianças mal comportadas. Cada marcha militar foi formatada para evidenciar os erros que os pais de Violeta Chataclete (Julia e Leticia Aleixo), Augusto dos Santos (Breno Souza Gola), Verônica Assalt (Vanessa Belotto) e Michel Teeve (Anderson Zanela) em sua educação.</p>
<p>O contraponto gerado por cada canção foi genial, como numa soma de 1+1= assim como a educação que os pais dos quatro visitantes da fábrica era falho pela falta de rigidez, a marcha militar representa exatamente a total inflexibilidade de uma educação também viciosa. Esse conflito contribuiu não só para a reflexão da mensagem da peça, mas como também para salientar como mesmo uma vida cheia de privações como a de Charlie e sua família poderia trazer o elemento essencial para a educação de qualquer um: amor.</p>
<div id="attachment_1611" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/encontro.jpg"><img class="size-full wp-image-1611" title="Encontro" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/encontro.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O abraço final de Charlie, Wonka e seu pai dentista.</p></div>
<p><strong>A CONTRUÇÃO DA MENSAGEM</strong></p>
<p>E não é a toa que a marcha dos Umpa-Lumpas é estritamente militar. Convivendo com Willy Wonka, seria natural que os homenzinhos da inexistente terra do Acre (!) absorvessem traços da personalidade do chocolateiro. Assim como os Umpa-Lump herdaram a criatividade e a habilidade de Willy Wonka, eles também acabaram por absorver o temperamento militar que Wonka recebeu de seu pai dentista e que mesmo sem saber, aplicava a si e a sua fábrica.</p>
<p>Para contar a a história de Wonka, a parte alta do palco foi utilizada para mostrar o Willy cheio de cáries e seus conflitos com o pai. Destaque total para os berros rigorosos e excessivamento ásperos que o pai (Giacomo Biaggio) griatava em palco. Se algum pai presente na platéia já agiu assim (ou próximo disso) com um de seus filhos, certamente, <em>nunca mais</em> vai fazer algo ão insensato.</p>
<p>O arremate da peça vem como um bilhete dourado aos olhos dos espectadores: Charlie, após desistir de trocar a vida com sua família para ser o herdeiro de Willy Wonka, ajuda o chocolateiro a encontrar com o pai que ele não via a anos, mostrado que tolerância, compreensão e cuidado são só alguns dos pontos que devem ser levados em consideração em uma família que presa pelo amor e o respeito as diferenças de cada um.</p>
<p><strong>A ASCENSÃO</strong></p>
<p>Impossível não aplaudir de pé uma peça tão bem construída em tecnica e performance. O ator Ricardo Meirelles deu baile conduzindo a peça e as diversas passagens da peça dentro da fábrica de chocolate como Willy Wonka e Marco Majer merece destaque total pelo tom de voz tão natural e sincero do avô de Charlie que comoveu a todos, além de suas dancinhas inusitadas.</p>
<div id="attachment_1613" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/juntos.jpg"><img class="size-full wp-image-1613" title="Juntos" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/12/juntos.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O elenco da peça somou mais de 35 atores!</p></div>
<p>Quem saiu do anfiteatro nas duas noites de apresentação ainda levou um brinde: de agora em diante não será mais possível disvincular o rosto inocente e sincero do ator Lucas Rodrigues do personagem Charlie. O laço que a figura do ator criada com o personagem foi tão perfeita que será dificil assitir aos filmes e se surpreender ao não encotrar o rosto do ator no DVD.</p>
<p>Durante o encerramento, ao se deparar com os mais de 35 atores e pessoal da técnica a mensagem que se leva é a de superação, estima e o sentimento de torcida para que a Cia. TechniAtto continu e a crescer e a levar mensagens tão bonitas e bem construídas para o público jundiaiense e alce vôos ainda mais altos, conquistando platéias por todos os cantos desse planeta, desde a Broadway até a Lumpalândia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nextconqueror.wordpress.com/1577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nextconqueror.wordpress.com/1577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nextconqueror.wordpress.com/1577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nextconqueror.wordpress.com/1577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nextconqueror.wordpress.com/1577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nextconqueror.wordpress.com/1577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nextconqueror.wordpress.com/1577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nextconqueror.wordpress.com/1577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nextconqueror.wordpress.com/1577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nextconqueror.wordpress.com/1577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nextconqueror.wordpress.com/1577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nextconqueror.wordpress.com/1577/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nextconqueror.wordpress.com/1577/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nextconqueror.wordpress.com/1577/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1577&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>REVIEW: Gakuen Tokusou Hikaruon</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 16:53:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um mundo onde todas as pessoas são iguais, pensam iguais e agem iguais. Todos de face apagada, todos da mesma cor, caminhando para direções diferentes mar para chegar ao mesmo lugar. Um jovem diferente sentado ao redor de todos leva as mãos a cabeça, pensativo, desesperado por parecer ter percebido o estado de latência da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1555&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um mundo onde todas as pessoas são iguais, pensam iguais e agem iguais. Todos de face apagada, todos da mesma cor, caminhando para direções diferentes mar para chegar ao mesmo lugar. Um jovem diferente sentado ao redor de todos leva as mãos a cabeça, pensativo, desesperado por parecer ter percebido o estado de latência da sociedade. Num ato irresponsável ele sai correndo e salta a frente de um trem. Todos ao redor se espantam com a morte prematura de um estudante do colegial. É com um clima denso e pesado que começa a história de <strong>Gakuen Tokusou Hikaruon</strong>, uma mistura de anime e tokusatsu que teria tudo para gerar uma nova tendência no mercado da animação japonesa, mas que se limitou a apenas um OVA lançado em 1987.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/hiraruon-logo-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1561" title="Hiraruon Logo 2" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/hiraruon-logo-2.jpg?w=472&#038;h=261" alt="" width="472" height="261" /></a></p>
<p><strong>ANIMESATSU</strong></p>
<p>Mesmo que o conceito não tenha pegado, Hikaruon foi a obra que mais conceituou o termo animesatsu, um espécie de mistura dos gêneros anime e tokusatsu. Produzido, roteirizado e dirigido por <em>Kazuhiro Ochi</em>, mesmo diretor de <em>Transformers e Sailor Moon, o OVA (Original Video Animation, ou seja, videos produzidos diretamente para home-video</em>, sem passar pelo cinema ou TV) o anime prestou uma homenagem e tanto para os heróis da franquia Metal Hero de tokusatsus, além de alimentar a curiosidade dos fãs sobre como ficariam seus heróis se produzidos em traço e tinta.</p>
<p>Em uma primeira impressão, não é dificil que o fã fique tentando entender em qual herói Hikaruon foi baseado, isso porque o personagem tem um pouco de cada um dos cinco Metal Hero&#8217;s que o precederam. A armadura do heróis é muito similar a d&#8217;<strong>O Fantástico Jaspion</strong>, porém, as cores lembram muito o<strong> Detetive Espacial Sharivan</strong>. Até a vinheta de chamada para comercial, tão comum nesses tokusatsus, está presente em Hikaruon, mesmo esse não tendo intervalo comercial por se tratar de uma produção em vídeo.</p>
<p>Até o nome do personagem principal não foi escolhidoa toa. Hikaru é uma homenagem ao ator <strong>Hikaru Kurosaki</strong>, nome artistico de Seiki Kurosaki que interpretou o Jaspion em 1985.</p>
<p>Mesmo a ajudante do heróis não foge das similaridades com o mundo de carne e osso. A atitude de Azumi lembra muito Anri e Diana, as ajudantes de Jaspion e do <strong>Guerreiro Dimensional Spielvan</strong>, tanto em atitude como no papel que desempenhavam na história.</p>
<div id="attachment_1569" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/hikaruon-spielvan.jpg"><img class="size-full wp-image-1569" title="Hikaruon Spielvan" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/hikaruon-spielvan.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A transformação de Hikaruon lembra muito lembra Spielvan, mas tem traços de outras animações também.</p></div>
<p>Mas não é só do mundo do tokusatsu que Hikaruon tirou suas referências, é muito fácil assimilar a aparência do heróis a do protagonista d&#8217;<strong>Os Cavaleiros do Zodíaco</strong>, Seiya de Pégaso, mesmo que o desenhista do OVA não seja o mesmo do anime dos cavaleiros de Atena. Além da aparência, a coreografia de transformação lembra muito o traçar dos 13 pontos da constelação de Pégaso que Seiya fazia para lançar seu meteóro de Pégaso. É bom lembrar que no ano de produção de Hikaruon, foi no ano em que Os Cavaleios do Zodíaco bombavam de audiência na TV japonesa e na venda de bonecos, se uma produção conseguisse pegar o carisma que a série passava ao spectador, seria sucesso na certa.</p>
<p><strong>LUZ, CÂMERA E&#8230;  SOM?<br />
</strong></p>
<p>Quem assiste aos primeiros minutos de Hikaruon fica na dúvida se a produção é realmente uma espécie de tokusatsu em formato de anime, já que mesmo as histórias dos anos 80 sendo um pouco mais maduros que os do século XXI, o clima infantil e inocênte que permeia os tokusatsus estão bem distantes do início sórdido da produção.</p>
<p>O clima de herói em roupa metaltex só entra em sua abertura cantada por <strong>Akira Kushida</strong>, o mesmo das aberturas de Gavan, Sharivan, Sheider e de inserções em Jaspion e Spielvan. Para os ouvidos mais sensíveis, é fácil de notar a semelhança do tema de Hikaruon com o de Sharivan, em muitos momentos a vontade é começar a cantar &#8220;<em>Shine shine shine Sharivan shine (shine!)</em>&#8220;.</p>
<p>E a semelhança musical não para por aí, todas as músicas de back-ground foram recicladas dos Metal Hero&#8217;s, sendo os temas de Jaspion a comparação mais comum, principalmente durante a perseguição de carro que o herói sofre.</p>
<p><strong>DETETIVE ESCOLAR</strong></p>
<p>Diferente da temática <em>a la Star Wars</em> que os tokusatsus dos anos 80 costumavam ter, Hikaruon optou por trazer a temática dos tokusatus para um ambiente mais anime. Isso porque a primeira apareição de Hikaroun acontece quando o heróis é transferido para a escola que o garoto que se suicidou no <em>preview</em> da história estudava.</p>
<div id="attachment_1571" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/azumi-hikaruon-nude.jpg"><img class="size-full wp-image-1571" title="Azumi Hikaruon nude" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/azumi-hikaruon-nude.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">A trama adulta nota-se quando violência e cenas de nudez começam a ser largamente utilizadas.</p></div>
<p>Logo o clima pesado do local pode ser notado e é a YaYoi, após quase ser estuprada dentro da sala de aula, que dá detalhes do porque de tantos estudantes morrerem de medo dos alunos mais valentões.</p>
<p>A escola é parte de um esquema de gangues que trafica armas e drogas e comete todo tipo de barbaridade na cidade, não temendo a policia ou a justiça. Os valentões, que aparentam ter muito mais idade do que o comum para um estudante, são alguns dos líderes da gangue.</p>
<p>Essa temática mais adulta mostra que o público-alvo da produção, apesar de ser feita aos moldes de produções mais infantis, visa um público mais adulto, em geral aqueles que se entretinham com produções como <strong>Akira</strong>, <strong>Ghost in the Shell</strong> e outras produções cyber-punk da época. Os maltratos que Yayoi e Azumi, a ajudante de Hikaruon, sofrem durante os ataques dos vilões da história não são comuns mesmo em animes shonen, com várias cenas de nudez e animações violentas.</p>
<p>O sobrenatural entra na história para fechar o ciclo da mistura animesatsu, levando o enredo hard-core da cidade sem lei até os monstros sobrenaturais comuns em tokusatsus e que muito lembraram <strong>La Deus</strong> e os monstros enfrentados pelo <strong>Comando Estelar Flashman</strong>.</p>
<p><strong>PORQUE NÃO PEGOU?</strong></p>
<p>Apesar da qualidade excepcional para a sua época, uma história madura e conceitos que atraiam uma gama bem variada de público, Hikaruon ficou privado aos seus 30 minutos de OVA. Os motivos, apear de nunca terem sido revelados, não são muito dificeis de se entender.</p>
<p>Dos anos 70 para os anos 80 todos os gêneros de tokusatsu começaram a perder a audiência exorbitante que tinham em seu início, mesmo assim esse tipo de programa ainda servia para o que foram criados: vender bonecos dos heróis e alimentar a indústria de brinquedos.</p>
<div id="attachment_1572" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/hikaruon-seiya.jpg"><img class="size-full wp-image-1572" title="Hikaruon Seiya" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/hikaruon-seiya.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">As referências do anime são inúmeras, Saint Seiya é só uma delas.</p></div>
<p>Caso séries como Hikaruon se multiplicassem na TV japonesa, não seria dificil que a queda dos heróis em carne e osso chegasse ainda mais fundo.</p>
<p>Divagando um pouco poderia se chegar a conclusão que a indústria talvéz não perdesse com tal mudança, que houvesse apenas uma troca de foco nos produtos. Porém, a indústria do anime já estava dando conta, e muito bem, da demanda para esse segmento (os bonecos <em>diecast</em> de Os Cavaleiros do Zodíaco que o digam). Assim correr o risco de aumentar a concorrencia e de perder um nicho específico como o de tokusatsu não seria nada atrativo.</p>
<p>A impressão que dá é que Hikaruon foi uma espécie de episódio piloto que foi negada a produção devido aos problemas mercadológicos que a industria de brinquedos poderia passar, mas que mesmo assim foi lançado em formato OVA pela alta qualidade da produção, tanto em enredo, como em animação.</p>
<p>Os fãs agradecem, mas pedem mais.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nextconqueror.wordpress.com/1555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nextconqueror.wordpress.com/1555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nextconqueror.wordpress.com/1555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nextconqueror.wordpress.com/1555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nextconqueror.wordpress.com/1555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nextconqueror.wordpress.com/1555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nextconqueror.wordpress.com/1555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nextconqueror.wordpress.com/1555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nextconqueror.wordpress.com/1555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nextconqueror.wordpress.com/1555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nextconqueror.wordpress.com/1555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nextconqueror.wordpress.com/1555/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nextconqueror.wordpress.com/1555/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nextconqueror.wordpress.com/1555/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1555&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Azumi Hikaruon nude</media:title>
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			<media:title type="html">Hikaruon Seiya</media:title>
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		<title>REVIEW: 12 Homens e uma Sentença</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 03:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nextconqueror</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8220;A justiça é cega&#8221;. Esse é uma das mais célebres definições da capacidade do homem em definir fronteiras, determinar limites e construir uma barreira entre instinto e razão. Porém, quanto mais o ser humano se depara com esta frase é nítido como tal conceito é frio e injusto. Se por um lado a justiça não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1534&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A justiça é cega&#8221;. Esse é uma das mais célebres definições da capacidade do homem em definir fronteiras, determinar limites e construir uma barreira entre instinto e razão. Porém, quanto mais o ser humano se depara com esta frase é nítido como tal conceito é frio e injusto.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/12-homens-e-uma-sentenc3a7a.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1535" title="12 homens e uma sentença" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/12-homens-e-uma-sentenc3a7a.jpg?w=472&#038;h=261" alt="" width="472" height="261" /></a></p>
<p>Se por um lado a justiça não deve tomar partido de algo ou alguém em determinada situação, não seria a habilidade do homem em emocionar o próximo que lhe proporciona a capacidade de racionalizar atitudes instintivas e passionais?</p>
<p><strong>12 Homens e uma Sentença</strong> (<em>12 Angry Men</em>, no original) é um clássico de 1957 que leva o homem a refletir até que ponto a livre interpretação dos fatos pode separar o introspecto e a socialização quando a vida de um homem está sob a decisão de 12 homens e a maneira como cada um deles enxerga uma realidade viciada pelos medos e ocultada pelo preconceito.</p>
<p><strong>CINEMA EM DUAS CORES</strong></p>
<p>Para quem está acostumado com o cinema de luzes, explosões e toda gama de efeitos especiais que Hollywood produz, é dificil mostrar a grandiosidade do cinema em preto-e-branco que tanto emocionou gerações e gerações.</p>
<p>No passado, sem a tecnologia que alimenta a indústria do entretenimento, o foco central de uma produção cinematográfca era seu enredo, a história a qual a direção, roteiristas e produtores passavam a cada take.</p>
<p>Conhecida como a <em>idade do ouro</em>, os anos 50 foi a época em que o cinema mais ousou em suas produções, criando enredos que misturavam o lúdico com o empírico e deixando a linearidade vista nos anos anteriores em segundo plano. Tudo isso sem os orçamentos milionários do atual cinema.</p>
<div id="attachment_1550" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/12-angry-men.jpg"><img class="size-full wp-image-1550" title="12 Angry Men" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/12-angry-men.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Os 12 jurados se reúnem para decidir a possível pena de morte de um jovem.</p></div>
<p><em>12 Homens e uma Sentença</em> é um dos filmes que mais reflete todos essas caracteríticas da época, sendo uma das obras-primas mais bem lapidadas de toda a história do cinema. Com um enredo que não fica claro logo que é exposto, personagens que misturam o comum e o curioso, o filme conseguiu com apenas uma locação contar não só uma história, mas diversas histórias que vão se encaixando ao longo da narrativa transformando a história central em algo dinâmico e criativo, que quanto mais se vê, mais se quer ver.</p>
<p><strong>JURADO NÚMERO 8</strong></p>
<p>O filme tem como protagonista o jurado número 8 (<em>Henry Fonda</em>), cujo nome o espectador só vai descobrir no fim do filme, que decide contrariar todos os outros 11 jurados durante a reunião final de um juri que decidiria se um jovem portoriquenho seria condendo a morte pelo assassinato de seu pai nos subúrbios de uma cidade grande.</p>
<p>Avaliando o que haviam visto no tribunal, os 11 jurados têm claro na mente que o jovem é culpado e decidem &#8220;simplificar&#8221; a reunião de veredicto logo decidindo um óbvio resultado de condenação por meio de uma votação erguendo as mãos. A surpresa acontece quando o jurado número 8 decide que todos devem discutir o caso antes de cometer qualquer precipitação.</p>
<p>Agindo como um líder, o jurado número 1 toma a iniciativa de organizar a reunião, como uma espécie de mediador de interesses, tentando se manter o mais neutro possível, definindo, inclusive, as regras de intervalos e duração das discussões, para tornar a experiência mais proveitosa e proativa.</p>
<p>É durante as discussões que o conflito de personalidades começa a se tornar o ponto central da trama, onde o espectador vai descobrindo como é o réu de acordo com os pontos de vista de cada um dos jurados.</p>
<div id="attachment_1551" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/joseph-sweeney-mccardle-jurado-9.jpg"><img class="size-full wp-image-1551" title="Joseph Sweeney McCardle jurado 9" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/joseph-sweeney-mccardle-jurado-9.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O jurado 9 (Joseph Sweeney) é o primeiro a apoiar a posição do jurado número 8 por conhecer os dramas de uma das testemunhas, também um ancião.</p></div>
<p>Aos poucos, vários esteriótipos vão se apresentando e exteriorizando suas razões pessoais para condenação do rapaz. Vale lembrar que toda a vez que se é necessário um caso chega a um impasse na justiça, um julgamento da forma de juri, onde o juiz apenas guia as defesas e acusações e 12 homens são selecionados para dar a sentença, é formado para decidir o futuro do réu.</p>
<p>Geralmente este tipo de tribunal é usado para casos grandiosos, que envolvem mídia e interesse popular. Os 12 jurados seriam uma espécie de representação da sociedade no caso, decidindo o que seria melhor para o futuro desta quando caso um caso como o julgado decorre nela. O resultado precisa ser imparcial e racional, não podendo ser dado se todos os 12 jurados não concordarem com ele. Mas como mostra a crítica de <em>12 Homens e uma Sentença</em>, é dificil desvincular um homem de sua história para julgá-lo.</p>
<p>É interessante observar como cada jurado acaba, mesmo que sem essa intenção, relacionando o caso do jovem portorquenho com sua vida pessoal. O caso mais notável é o jurado número 3. Empresário e atormentado pelo abandono de seu filho, o personagem grita com tudo e com todos tentando culpar o réu pelos fantasmas que sofreu com a preconceituosa visão que ele tem da atual juventude dos anos 50.</p>
<p>Aos poucos, as faces de cada um dos outros jurados vai se apresentando. A visão do publicitário falante, do respeitoso pintor de paredes, do racional especulador de bolsa de valores, do superficial fã de esportes, do sábio ancião e de todos os outros jurados, que o tempo todo tratam-se apenas pelo número para manter a impessoalidade da reunião, vão costurando uma rede preciosa de informações que levam o espectador a fazer parte do juri e tomar um partido sobre o caso julgado, assim como aos poucos vai se revelando o motivo pelo qual o jurado número 8 é a favor da inocência do rapaz, destacando-se por sua perspicácia e habilidade de raciocínio, eloquência e teste de provas não antes pensadas pelos advogados.</p>
<div id="attachment_1553" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/jurado-8-12-homens-e-uma-sentenc3a7a.jpg"><img class="size-full wp-image-1553" title="Jurado 8 12 homens e uma sentença" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/jurado-8-12-homens-e-uma-sentenc3a7a.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Henry Fonda é destaque no papel do jurado número. Sua performance, drama e olhar refletem perfeitamente a condição que o filme necessita.</p></div>
<p><strong>É DADA A SENTENÇA</strong></p>
<p>O maior diferencial de <em>12 Homens e uma Sentença</em> é a proximidade que o ambiente do filme cria com o espectador. Mesmo sendo rodada praticamente toda em apenas uma locação com apenas 3 minutos fora da sala de reunião, e  sem nenhum flash do réu ou da visão dos jurados, a performance de cada ator traz quem assiste para dentro do ambiente tenso e dramático, o ideal para conquistar qualquer ser humano.</p>
<p>Parodiado e influente em diversas mídias e produções contemporâneas (de <em>Os Simpsons</em> até<em> O Aprendiz</em>) o filme fica mais atual a cada ano que envelhece. Num mundo envolto de violência e maus exemplos, o julgamento de um caso tão controverso como o do portoriquenho que matou o pai poderia ter sido acontecido nas mesmas circunstâncias tanto nos anos 50 como nos anos 2000.</p>
<p>Com um tema tão atual, <em>12 Homens e uma Sentença</em> é um convite ao espectador refletir qual seria a posição dele caso se visse envolvido num julgamento como esse. Uma oportunidade de refletir como a justiça pode ser tão frágil quanto o ser humano que a representa.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/nextconqueror.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/nextconqueror.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/nextconqueror.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/nextconqueror.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/nextconqueror.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/nextconqueror.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/nextconqueror.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/nextconqueror.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/nextconqueror.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/nextconqueror.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/nextconqueror.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/nextconqueror.wordpress.com/1534/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/nextconqueror.wordpress.com/1534/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/nextconqueror.wordpress.com/1534/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1534&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>REVIEW: De Porta em Porta</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 21:48:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A tecnologia transforma. Possibilita a aproximação, novas interações e novas perspectivas de futuro para um ser humano que a domina. Mas a tecnologia também pode ser traiçoeira. Aquele que não a acompanha corre o risco de ficar parado no tempo, abandonado por todas as revoluções e possibilidades que ela oferece. Essa idéia sempre esteve presente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1511&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A tecnologia transforma. Possibilita a aproximação, novas interações e novas perspectivas de futuro para um ser humano que a domina. Mas a tecnologia também pode ser traiçoeira. Aquele que não a acompanha corre o risco de ficar parado no tempo, abandonado por todas as revoluções e possibilidades que ela oferece.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/logo-door-to-door-de-porta-em-porta.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1513" title="Logo Door to Door - De porta em porta" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/logo-door-to-door-de-porta-em-porta.jpg?w=472&#038;h=261" alt="" width="472" height="261" /></a></p>
<p>Essa idéia sempre esteve presente em diversas culturas, em sua maioria retardatárias e dependentes de outras nações, e é comumente usada em meios de comunicação, que colocam a tecnologia como força motriz de qualquer sociedade. Porém tal ideia é tão viciada quanto mascarada, pois ela não leva em consideração o elemento que está por trás de toda a tecnologia e sem o qual, tal não poderai sequer existir: pessoas.</p>
<p>Pessoas são o agente mais fundamental que qualquer negócio bilionário ou dinâmica comportamental, podendo ser o guia de um futuro justo e igualitário ou a causa de um desastre social e ideológico. <strong>De porta em porta</strong> é um filme que não tem a intenção de revolucionar mentes e maneiras de como encarar a vida, mas a história de superação de um deficiente mental chega ainda mais além: mostra como o ser humano é de fundamental importância quando o que se almeja é o próprio ser humano.</p>
<p><strong>VENDEDOR AMBULANTE</strong></p>
<p>EUA, anos 50. O homem da casa levanta e põe seu casaco, a mulher dedicada fecha as abotoaduras de sua camisa, dá o nó na sua gravata e ainda pega o chapéu para mais um dia de trabalho. O homem parece cansado e a mulher já com alguns cabelos brancos, mas a situação ainda é comum para um casal de sua idade, a não ser pelo fato de que os dois não são um casal, mas mãe e filho.</p>
<p>Holliwood já se tornou especialista em surpreender o público em poucos segundos de filme, mas confundir um jovem de 20 anos com um quarentão não seria tão surpreendente se esse cara permeasse apenas no universo da ficção, porém Bill Portter é bem real.</p>
<div id="attachment_1524" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/bill-porter-de-porta-em-porta.jpg"><img class="size-full wp-image-1524" title="Bill Porter De porta em Porta" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/bill-porter-de-porta-em-porta.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Aos poucos Bill ganha a confiança de vendedor que seu pai tinha.</p></div>
<p>Quando tinha 20 anos, <strong>Bill Porter</strong> decidiu (com todo o apoio da mãe) que iria seguir a mesma profissão do pai: se  tornar um vendedor ambulante de porta em porta, profissão bem comum nos EUA entre os anos 40 e 70. Porém, o jovem nasceu com Paralisia Cerebral, o que acarretou limitações na sua fala e nos seus movimentos, o que o faz sempre alvo de muitas gozações e preconceitos.</p>
<p>Se o espectador ainda não se comoveu com Bill apenas pelo seu jeito engraçado de andar e de falar, o cheque-mate chega em meio a sua entrevista de emprego para conseguir o emprego. Após ser recusado e encontrar a mãe  esperando um bom resultado, Bill volta para o escritório da Corporação Watkins e pede que lhes dêem a pior rota da companhia sob a condição de ser demitido caso não conseguisse os resultados esperados pela empresa em um mês.</p>
<p>E a experiência teria sido terrível para qualquer um. A vizinhança que Porter tinha que encarar caminhando 16 kilómetros todos os dias não era fácil: brigas de casal, intrigas de vizinhos, cachorros fujões, crianças medrosas e tudo o mais o que qualquer pessoa é louca para se ver livre em seu dia-a-dia.</p>
<p>O resultado do primeiro dia teria trazido a desistência de qualquer um, mas Bill foi teimoso o suficiente a ponto de voltar lá durante todo o mês até conseguir a confiança e o carinho dos moradores usando as técnicas mais simples e inocentes que se possa imaginar.</p>
<p>Talvéz nem mesmo Porter soubesse exatamente o que fazer, mas o vendedor lidava com pessoas e o segredo para lidar com clientes problemáticos estavam exatamente dentro dessas pessoas.</p>
<p><strong>PACIÊNCIA E PERSISTÊNCIA</strong></p>
<p>Uma das maiores lições diretas que o filme passa é o conceito de <strong>Paciência e Persistência</strong> que a mãe de Bill lhe ensina. Segundo ela, Bill enfrentaria diversas dificuldades durante a vida, mas isso não deveria ser motivo para que ele desistisse ou se envergonhasse, o filho deveria seguir em frente e continuar fazendo as coisas como ele acreditasse que fosse certo.</p>
<div id="attachment_1525" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/bill-porter-door-to-door.jpg"><img class="size-full wp-image-1525" title="Bill Porter door to door" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/bill-porter-door-to-door.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">As lições de sua mãe estavam até no lanche que comia.</p></div>
<p>Com o passar dos anos vamos vendo essas lições sendo postas em prática, do jeito sutil e ao mesmo tempo infantil de Bill. Através de cada item comprado pelos clientes o vendedor ia conhecendo suas histórias e resolvendo o problema de cada um deles, mesmo que nenhum dos vizinhos percebessem que ele ajia como uma espécie e fio invisível entre toda a vizinhança.</p>
<p>E problemas e que não faltavam. São estes problemas que podem ser interpretados como uma espécie de lições indiretas do filme, dependentes da interpretação e da percepção de cada um que assistir o filme.</p>
<p>Desde o casal que briga com a vizinha por causa da árvore que invade seu terreno, a relação encoberta de um casal gay, as frustrações de uma senhora com saudades de seu filho, a doença que a mãe de Bill desenvolve até chegar no amor platônico que o protagonista desenvolve por<strong> Shelly Soomky Brady</strong>, uma universitária que o ajuda a fazer a entrega dos produtos.</p>
<p>A relação de Shelly com Bill é a mais carismática e cheia de significado. Ainda um adolescente na faculdade, a garota se esforça para conseguiro emprego de ajudante de entregas, depois ela passa a admirá-lo de tal forma que passa a considerá-lo como parte de sua família.</p>
<div id="attachment_1526" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/de-porta-em-porta.jpg"><img class="size-full wp-image-1526" title="De porta em porta" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/de-porta-em-porta.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Shelly passa a fazer parte da família de Bill.</p></div>
<p>Diferente da grande maioria de personagens do filme, Shelly nunca viu Bill de maneira preconceituosa devido a sua doença, provavelmente pela força juvenil da menina ser tão inocente como seu patrão-pai sempre foi.</p>
<p><strong>GRANDE RECEPÇÃO</strong></p>
<p>O mundo teve a oportunidade de conhecer a história de Bill Porter quando o vendedor foi retratado nas páginas de um jornal local do Oregon quando o filho de uma cliente decidiu compartilhar suas experiências com o desengonçado vendedor ambulante em 1995.</p>
<p>Bill quase teve um acesso de raiva quando isso aconteceu (ele sempre gostou de tudo do jeito que ele achava certo, como a mãe o ensinou), mas no fim a publicação do artigo lhe rendeu muitos frutos.</p>
<p>O filme em questão foi produzido pela rede TNT diretamente para uma exibição em TV e gerou muita repercussão. Tanto que o filme ganhou um remake japonês em 2009 com o mesmo nome e hoje é referência no mundo corporativo por provocar reflexões que se exigem em profissões adminstrativas, como o estabelecimento do contato com os clientes, apresentação dos produtos, fechamento das vendas, entre outras ocasiões.</p>
<p>O elenco da versão americana conta com nomes de peso na TV americana, entre eles<strong> William H. Macy</strong> (Bill Porter) conhecido mundialmente pelos seus papéis em <em>Pânico</em> e <em>Jurassic Park III</em>, <strong>Kyra Sedgwick</strong> (Shelly) protagonista do famoso seriado <em>The Closer &#8211; Divisão Criminal</em> e <strong>Helen Mirren</strong> (mãe de Bill), famosa por interpretar a Rainha Elizabeth nos filmes britânicos que contam a história da rainha da Inglaterra.</p>
<p>Ainda hoje é possível visitar a página de Bill Porter na página da <em>Watkins Online</em>.</p>
<div id="attachment_1527" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/bill-porter-real.jpg"><img class="size-full wp-image-1527" title="Bill Porter real" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/bill-porter-real.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Os atores William H. Macy e Kyra Sedgwick eternizaram Bill Porter e Shelly (na foto em destaque) para o cinema.</p></div>
<p><strong>QUANDO ELE BATER, ABRA A PORTA</strong></p>
<p>A história de Bill Porter é tão fantástica que não parece real. Aos poucos todos os pontos da história vão se completando e ações simples e triviais do início da história começam a fazer sentido aos poucos.</p>
<p>Mas engana-se quem imagina que Bill foi apenas uma cara de sorte. Mesmo com todas as suas dificuldades, sua inocência e seu caráter infantil, Bill tinha algo que muito falta em grandes líderes e profissionais: ele sabia como tratar as pessoas.</p>
<p>Pessoas são a parte chave de qualquer organização e profissão. Mesmo o mais isolado dos programadores de web precisará de alguém para colher o arroz que ele comprará no supermercado ou para dirigir o ônibus que o leva até a sua empresa. Pequenos detalhes transformam cada produto que adquirimos em algo mais humano, e Bill Porter valorizava isso.</p>
<p>O sabão em pó que ele vendia não era um simples composto químico que tira manchas, eram histórias, dores, frustrações, alegrias, felicidades e principalmente, companhia.</p>
<p>Por mais que a tcnologia tenha avançado e culminado na facilidade da internet que transpõe as barreiras do tempo e espaço exigidas ao homem, mesmo que haja muita facilidade em comprar o último Best-Seller via Submarino, não há como qualquer ser humano não se comover com o sorriso sincero de alguém que está ao seu lado no momento de uma compra.</p>
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		<title>REVIEW: O Diabo veste Prada</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Nov 2011 20:02:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nextconqueror</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Review]]></category>
		<category><![CDATA[Anne Hathaway]]></category>
		<category><![CDATA[David Frankel]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[Hollywood]]></category>
		<category><![CDATA[Lauren Weisberger]]></category>
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		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[O Diabo Veste Prada]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem nunca sonhou em sair de uma vida no interior e abraçar uma carreira de sucesso na cidade grande? Andréia &#8220;Andy&#8221; Sachs  é mais uma corajosa jornalista que vai para Nova York tentar a sorte grande em uma oportunidade única: trabalhar para a maior revista de moda do mundo. O que ela não esperava é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=nextconqueror.wordpress.com&amp;blog=12184591&amp;post=1494&amp;subd=nextconqueror&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem nunca sonhou em sair de uma vida no interior e abraçar uma carreira de sucesso na cidade grande? <em>Andréia &#8220;Andy&#8221; Sachs</em>  é mais uma corajosa jornalista que vai para Nova York tentar a sorte grande em uma oportunidade única: trabalhar para a maior revista de moda do mundo. O que ela não esperava é ter que encarar a pior chefe que alguém poderia imaginar. <em>Miranda Priestly</em> com uma atitude arrogante e presunçosa, mostra-se o verdadeiro diabo em pessoa, disfarçado sob os mantos finos e delicados que mascaram o quanto cruel e absorto pode ser o mundo corporativo.</p>
<p><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/logo-o-diabo-veste-prada.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-1495" title="Logo o Diabo veste prada" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/logo-o-diabo-veste-prada.jpg?w=472&#038;h=354" alt="" width="472" height="354" /></a></p>
<p><strong>UMA INDÙSTRIA</strong></p>
<p>Lançado em 2006, O Diabo veste Prada é o resultado natural do que a indústria do entretenimento tem produzido nos últimos 10 anos: com o sucesso de vendas do livro de mesmo nome em 2003 nos EUA, Hollywood voltou seus olhos para que o que poderia se tornar mais best-seller cinematográfico.</p>
<p>Nos cinemas na mesma época que super-heróis e comédias pastelão faziam escola, o filme surpreendeu o público e a crítica. Logo no primeiro fim-de-semana arrecadou mais de 27 milhões de dólares nos EUA. No Brasil não foi diferente e desbancou o todo-poderoso <em>Click</em> de Adam Sandler do topo da lista de mais assistidos.</p>
<p>Mas toda a boa recepção e as grandes cifras arrecadadas só seriam meros números se mais uma vez a indústria do cinema errasse na adaptação de um grande livro. Mas o diretor David Frankel demonstrou atenção aos diversos erros que seus colegas vinham cometendo com &#8220;Harry Potter&#8217;s da da vida&#8221; e captou exatamente o espírito inovador e grandioso de uma garota sonhadora envolta de diversos perigos reais, porém estravagantes. A história é exatamente aquilo que Hollywood tanto necessitava no momento: algo simples, porém autêntico e inovador.</p>
<p><strong>O DIABO VESTE PRADA</strong></p>
<p>O grande espírito do filme já começa por seu título. Prada é uma marca italiana de moda, considerada um símbolo de luxo e status que uma vez associada a uma figura tão esteriotipada como o diabo, resultou num título de filme ousado, que provoca a alta classe e atrai a curiosidade do público de massa.</p>
<div id="attachment_1504" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/anne-hathaway.jpg"><img class="size-full wp-image-1504" title="Anne Hathaway" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/anne-hathaway.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Anne Hathaway interpreta uma doce aspirante em busca de seus sonhos</p></div>
<p>É claro que o título não é mérito da produção do filme, mas sim da autora do livro original <em>Lauren Weisberger</em>, mas que tal título ajudou a permear por todas as classes atraindo-as para  o cinema, isso é uma bem da verdade, afinal, assim como em qualquer entrevista de emprego, a propaganda do filme começar por seu visual. E foi aí que Andy, a protagonista do filme, errou.</p>
<p>Interpretada pela maravilhosa <strong>Anne Hathaway</strong>, a inocente Andy não imaginava aonde estava se metendo quando entrou na sala da temível Miranda Priestly para a sua primeira entrevista. É claro que o ambiente não ajudava, afinal Miranda nem chega a oferecer as convenções sociais mais básicas para a garota. Nada de &#8220;bom dia&#8221; ou &#8220;seja bem-vinda, pode se sentar&#8221;, a entrevista foi em pé, a frente de duas cadeiras disponíveis e com um rosto azedo e pouco receptivo.</p>
<p>Assustada pelo estilo <em>Fashion Week</em> que tanto contratava com seu ar interiorano, Andy é dispensada após uma severa e mau-educada crítica de Miranda, mesmo assim acaba ganhando a vaga, pois a garota decide, com o sangue fervendo de vergonha e raiva, responder as insinuações grosseiras da futura chefe com personalidade e determinação, o que Miranda interpreta como um &#8220;excelente currículo e [...] discurso sobre a ética de trabalho&#8221;.</p>
<p>Miranda Priestly é interpretada por <strong>Meryl Streep</strong>, mas fica dificil entender onde começa o papel e onde termina a megera. O olhar, os meio-sorrisos e até os mais sutis movimentos de Streep parecem tão naturais que sua performance chega a ser o retrato ideal da chefe mais odiosa do mundo. A sensação não é a de atriz e personagem, mas a própria personificação de uma popstar da moda que desdenha a tudo e a todos.</p>
<div id="attachment_1506" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/miranda-priestly-the-devil-wears-prada.jpg"><img class="size-full wp-image-1506" title="Miranda Priestly The Devil wears prada" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/miranda-priestly-the-devil-wears-prada.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Miranda é implacável! Uma chefe que ninguém gostaria de ter.</p></div>
<p>Se a performance da atriz chega a provocar a ira e a torcida do espectador por uma reviravolta no fim do filme, é o comportamento da personagem que mais atrai sua análise. Apesar de revestida por uma carcaça indestrutível, Miranda tem um espírito oscilante, que varia entre criança mimada e adulta amadurecida.</p>
<p>As lições de moral, a maneira como conduz as regras da moda e a firmeza de suas decisões se confundem com suas excêntricidades e paranóias, um dos pontos que mais surpreendem o espectador a cada novo segredo que desvenda da personagem e que mais contrastam com a personalidade simples, porém agradável e determinada de Andy.</p>
<p>Se a Andy independente e corajosa se vê em becos sem saída quando se vê alienada as decisões de Miranda, é essa última que mais se mostra dependente da garota quando precisa das coisas mais banais e corriqueiras que um ser humano poderia enfrentar.</p>
<p>Desde que foi lançado o livro com a história, Lauren Weisberger sempre foi sondada a responder se Miranda seria uma metáfora de <em>Anna Wintour</em>, a editora-chefe da revista Vogue, maior revista da moda do mundo não-ficção, mas a resposta nunca foi revelada.</p>
<p><strong>NÃO HÁ LUGAR MELHOR</strong></p>
<p>Nem só de boas atuações e grande elenco vive um contemporâneo de James Cameron, por isso o visual do filme também foi composto para atrair os olhos. Não há nada de efeitos especiais, raio-lasers ou viagem subatômicas, mas o ambiente que compõe o filme garante que nenhum espectador cansado saia da cadeira.</p>
<p>O palco das filmagens, Nova York e Paris não fizeram feio. As capitais do mundo e da arte não poderiam ter sido melhor escolhidas para contemplar um filme sobre moda e sucesso, mesmo que essas duas palavras não pareçam se dar muito bem no vocabulário de Andy.</p>
<div id="attachment_1508" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/miranda-andy-meryl.jpg"><img class="size-full wp-image-1508" title="Miranda Andy Meryl" src="http://nextconqueror.files.wordpress.com/2011/11/miranda-andy-meryl.jpg?w=472" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Divino porém brutal, até onde o mundo da moda pode chegar?</p></div>
<p>Seja um admirador da moda, seja um cinéfalo casual, basta uma casual escolha para se tornar um admirador de<strong> O Diabo veste Prada</strong>. A maneira como o filme aborda a relação do ser independente com o ser subordinado são tão envolventes que ao final o espectador parece que faz parte da vida das protagonistas.</p>
<p>Envoltos entre problemas pessoais e profissionais a dinâmica do filme veio para mostrar que a essência de um blockbuster é o seu enredo, sua história, sua mensagem. Não basta apelos atípicos e sensoriais que o cinema tem se mostrado tão eficiente em mostrar. Assim como na moda, é imprescidível que a arte do cinema resgate valores e ideais que a vida cotidiana e corporativa encobre tão brutalmente, facilitando muito para que pessoas como Andy ficam tão a mercê de se tornar uma Miranda Priestly.</p>
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